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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

16
Mai18

A canção que nos devia ter representado na Eurovisão


Tudo na vida é uma questão de timing, e infelizmente a canção que nos devia ter representado na Eurovisão não foi produzida na altura certa. 

 

Tivesse sido criada uns meses antes, e a Isaura e a Cláudia Pascoal não teriam tido hipóteses contra a espectacular cantante Luciana Abreu, que acaba de lançar Pula Pula, uma canção que nos teria projectado para o primeiro lugar da Eurovisão.

 

Numa forma física invejável, mesmo depois de deitar cá para fora meia dúzia de bebés, Lucy, como é carinhosamente tratada pelos fãs, mostra toda a sua sensualidade e lembra-nos que ela sim é o grande ícone da comunidade LGBTQISTYZJD e apoiantes, pondo de lado Eleni Foureira do Chipre, que ao pé dela parece uma matrafona.

 

Se a comunidade internacional se rendeu à letra de Netta de Israel, onde há um empoderamento feminino, então entraria em loucura ao ouvir a intrincada mensagem que Lucy canta em várias línguas, mensagem esta que se pode resumir num verbo, Pular!

 

Porque toda a gente precisa de Pular, toda a gente precisa de Pula Pula, que o sedentarismo é uma epidemia e cabe a todos nós combater os joelhos enferrujados.

 

Lucy foi honrada com um apoio financeiro do Ministério da Saúde de forma a poder transmitir a mensagem do exercício físico a todos aqueles que perdem horas do seu dia a navegar no Youtube, e estou certo que foi o dinheiro mais bem gasto deste governo.

 

A Eurovisão, que se queira quer não, também são fireworks, mesmo que sejam subtilmente mascarados de expressões faciais/ataques epilépticos, e uma parte importante de uma actuação é a performance no palco.

 

Lucy não deixou nada ao acaso e, depois de horas de investigação profunda, criou uma coreografia simples mas complexa, ao nível do brilhantismo da Teoria da Relatividade Geral de Einstein, onde associa  movimentos robóticos capazes de agradar à comunidade nerd que passa o dia a masturbar-se imaginando os seus peitos desnudos, mas com um grau de dificuldade muito básico, o que torna qualquer atrasado mental com capacidades de coordenação habilitado a fazer parte da crew de dançarinos de Lucy, o que só mostra o quão inclusiva esta Diva Portuguesa consegue ser. 
 
 
Se ainda não tiveram o prazer de deliciar as vossas pupilas e os vossos tímpanos com Pula Pula, esta obra de arte digna de ser registada eternamente nos anais da música portuguesa, deixo-vos o vídeo, para perceberem que se fosse esta a canção portuguesa na Esc 2018 para o ano tínhamos o país ainda mais carregadinho de turistas.
 
 

 

 
 
Só tenho mais uma coisa a acrescentar:
 
Spasiba Russia!
 
 
 
P.S: Quem me quiser voltar a criticar por gostar da Ana Malhoa, peço que se lembre deste vídeo antes de me apontar o dedo!

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