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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

5 Formas de Saber que o Romantismo Morreu na Relação

08.04.19, Triptofano!

Antes de mais tenho que dizer que o fim do romantismo numa relação não implica a morte da mesma.

 

Este post simplesmente serve para perceberem se ainda se encontram na fase de lua-de-mel, onde a paixão é desmedida e só existem borboletas azuis a esvoaçar dentro do vosso estômago que podem bem ser as causadoras daquele refluxo matinal, ou se já avançaram para um estadio de amor mais consolidado e seguro, em que já podem ser autenticamente vocês mesmos sem medo de levarem uma tampa.

 

Porém devo acrescentar que nunca devemos dar ninguém por garantido, por isso de vez em quando um gesto romântico surpreendente, mesmo que estejam juntos há 48 anos, fica sempre bem e garante-vos um parceiro sorridente ao fim do dia!

 

1 - Já não existem mensagens fofinhas

 

Uma boa forma de avaliarem se a vossa relação ainda está a passar a fase do romance é analisarem as mensagens que recebem.

 

No início tudo é escrito com diminutivos muitas vezes utilizando referências alimentares.

 

Meu amorzinho. Minha queridinha. Meu favinho de mel fofinho. Minha marmeladizinha apta para diabéticas que eu quero muito muito.

 

Também os vossos defeitos são enaltecidos de forma a parecerem a melhor coisa do mundo.

 

Minha lindinha, adorei que esfregasses em mim logo de manhã esse teu pé áspero para eu acordar sorridente para o mundo.

 

Meu tesourinho, como é bom sentir o teu hálito a cebola sempre que me beijas. É a melhor fragrância que alguma vez inundou os meus seios peri-nasais.

 

Com o tempo os diminutivos vão desaparecendo, os vossos defeitos são vistos como defeitos e acontece algo de extraordinário, vocês mudam de identidade.

 

As mulheres podem chamar-se de Susana ou Bernardete mas a certo ponto passam a ser todas as Marias, enquanto que os homens são os Manéis, mesmo que antes respondessem pelo nome de Ricardo ou Antunino.

 

Ó Maria, hoje vou chegar tarde para jantar. Vê lá se passas na farmácia a comprar betadine que fiquei todo arranhado por causa dos sachos do teu pé.

 

Bom dia Manel. Deixei rolo de carne no frigorífico. Não te esqueças de dar comida ao gato. Não comas nada com picante que esses hemorróidas estão a começar a ficar assanhadas outra vez.

 

2 - Uma pessoa já não dá tudo por tudo no sexo

 

Quando a fase do romantismo está no seu pleno o sexo é um momento fantástico, incrível, maravilhoso, extasiante.

 

Não quer dizer que depois já não seja, que sexo é sempre bom, mas a intensidade diminui um bocadinho e certos rituais desaparecem.

 

Por exemplo, aquela história de uma pessoa sentar-se no colo da outra enquanto está a ser penetrada e a olhar bem no fundo dos olhos enquanto diz algo extremamente diabético deixa de acontecer.

 

Muitas vezes o pessoal está cansado dum dia de trabalho exaustivo, ainda por cima depois de ter tido de cuidar dos filhos, por isso se o sexo puder ser feito com o mínimo de movimento todos agradecem, sendo que as únicas palavras que são pronunciadas durante o acto acabam por ser amooooor, vê lá se te despachas está bem?

 

Também a preparação para o sexo tende a diminuir drasticamente.

 

Onde antes não havia um sequer pêlo púbico fora do sítio começa a existir todo uma área arborizada passível de ser detentora de um ecossistema complexo.

 

A roupa interior sexy escolhida a dedo para ser tirada com os dentes é substituída por umas meias largueironas do Snoopy que permanecem durante o acto, porque está frio e uma pessoa não pode ficar constipada.

 

3 - Desaparecimento da Fase Lapa

 

Na fase romântica os casais são autênticas lapas.

 

Por mais desconfortável que seja é vê-los a dormir juntinhos na cama, em conchinha, um com o braço debaixo do corpo do outro mesmo que para isso acorde com ele dormente acabando por duvidar se não terá sido alvo de uma amputação.

 

É estarem no sofá aninhados a ver um filme, trocando carícias, mesmo que na realidade cada um quisesse estar no seu canto a fazer amor com um balde de pipocas.

 

É irem para o banho juntos, estarem aos beijos lânguidos debaixo do chuveiro, e esfregarem as costas uns dos outros.

 

Quando o romantismo desaparece subitamente a cama também passa por um misterioso processo de encolhimento.

 

Se antes era demasiado grande e o casal dormia em cima praticamente um do outro agora passa a ser muito pequena, com cada um na sua ponta, puxando os cobertores furiosamente para si e criando-se discussões porque a perna de alguém passou a fronteira imaginária do meio do colchão e entrou na zona do outro.

 

No sofá cada um fica no seu canto, aceitando que as pipocas são melhores que ter a cabeça da outra pessoa a pressionar-lhe a barriga, e a única interacção é quando um se inclina na direcção do outro para mostrar o vídeo de um gato alcoolizado que lhe apareceu no mural do facebook.

 

Se por acaso não conseguem lavar as vossas costas sozinhos então desculpem dizer mas quando o romantismo morrer estão completamente lixados.

 

Já ninguém toma banho junto e se por acaso o tentarem fazer vão passar metade do tempo a reclamar ou que a água está muito quente, ou que a água está muito fria, ou que ficaram com shampoo nos olhos ou que o rabo da outra pessoa está espetado na vossa anca. 

 

4 - O último bocado já não é guardado

 

Estão a ver aquela última bolacha de chocolate que o vosso amor vos guardou com todo o carinho, bem fechada no pacote para não ficar mole?

 

Aquela fatia de pão que ele não comeu só para poderem acordar e ter um pequeno almoço incrível?

 

Quando encomendam pizza e ele apesar de estar a morrer de fome garante-vos que está cheio só para vocês enfardarem mais uma fatia?

 

Quando o romantismo acabar podem esperar um bilhete no armário para comprarem mais bolachas, talvez tenham a sorte de encontrar uma fatia de pão mas de certeza que o pacote de manteiga vai estar vazio e contem com discussões onde o assunto principal será eu comi quatro fatias mas as tuas três eram bastante maiores por isso eu tenho direito à última!!!

 

Se querem evitar dramas alimentares simplesmente comecem a comprar o dobro dos géneros alimentícios ou passem a esconder comida num lugar secreto!

 

5 - O festival do peido

 

No início duma relação todos sabemos que ninguém se peida.

 

Mesmo que uma pessoa seja intolerante à laranja e tenham-lhe servido um sumo sem polpa da marca mais barata que exista vai estar ali firme e hirta, contraindo o esfíncter e evitando que qualquer mínimo som ou odor saia para o mundo exterior.

 

O romantismo desaparece de forma proporcional ao à-vontade que uma pessoa ganha em largar um mal-cheiroso ao pé do seu amado.

 

Se no início o peido ainda é acompanhado por um DESCULPAAAA, ou por um sorrisinho tímido, com a progressão do tempo a libertação anal é feita descaradamente, sendo que muitas vezes a pessoa até se dá ao luxo de levantar a pernoca para dar a entender que vai sair bomba.

 

Mas o pior de tudo, aquele momento em que sabemos que já não há romantismo que consiga sobreviver, é quando se inicia um festival de peidos. 

 

Pode ser na cama, no sofá ou até no carro, mas basicamente este evento consiste em cada um peidar-se de forma mais dramática do que o anterior, sendo que numa versão mais hardcore o objectivo é ver quem sufoca o outro primeiro, bloqueando os vidros do carro ou mantendo a cabeça do parceiro debaixo dos cobertores, de forma a permitir uma maior inalação da doce fragrância da paixão!

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