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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

365 Dias - O pior filme da era Covid

08.06.20, Triptofano!

365 Dias, o novo filme pseudo-pornográfico da Netflix, não é mau: é péssimo, horrível e abominável, ganhando por larga margem o prémio de melhor película da era Covid.

E caso 365 Dias se venha a revelar um sucesso só pode ser devido a alguma manifestação clínica ainda não estuda do coronavírus aliado a um perigoso excesso de hormonas acumuladas fruto dos meses de confinamento.

365 Dias - O pior filme da era Covid

A história de 365 Dias está ao nível de qualquer filme da indústria de entretenimento adulto. Mafioso italiano decide raptar polaca com pêlo na venta e dá-lhe 365 dias para ela se apaixonar por ele, sendo que caso isso não aconteça no fim ele liberta-a, sem ressentimentos, como se uma pessoa tivesse ido comprar uma batedeira e a devolvesse no último dia do período experimental. Obviamente que depois de tentar resistir, que uma mulher não pode dar uma de fácil, a jovem polaca atira-se de boca, cu e outros orifícios para cima do mafioso italiano que não tem um pingo de gordura e é detentor de uma pila esculpida pelo Diabo, e é fornicanço até ser preciso Halibut pomada.

A diferença entre um filme pornográfico e 365 Dias? Num filme pornográfico os actores sabem representar!

365 Dias não é erótico, nem sensual nem nos leva numa viagem pelo nossa sexualidade reprimida. É apenas um filme desagradável e desconfortável de se ver, onde não conseguimos deixar de sentir um clima de violação não consentida, que sai da esfera do excitante para entrar na do repugnante.

Só existem dois tipos de pessoas que podem achar que 365 Dias é um bom filme. Mulheres com fraca auto-estima que acreditam que precisam de ser tratadas como bonecas que tão rapidamente são protegidas como castigadas, ou, homens com fraca auto-estima que acham que para conseguirem a atenção de uma mulher precisam de a subjugar pela força e pela violências das palavras.

Todas as outras pessoas mentalmente saudáveis vão apenas fazer pausas estratégicas nas cenas onde o rabo do moço aparece em todo o seu esplendor, porque já que uma pessoa paga a mensalidade da Netflix que pelo menos possa tirar algum proveito, por mínimo que seja.

Para compreenderem o quão ridículo, estereotipado e inadequado 365 Dias é, existe um padrão comportamental durante o filme.

Depois de uma mulher fazer uma felação ao protagonista e ele vir-se, esta fica a tocar de forma pseudo-sensual nos lábios como se a recolher uma gota preciosa de Moët & Chandon que alguém tivesse deixado lá cair (ou de Somersby Amora em caso de um orçamento mais reduzido), quando na realidade se isso acontece todos sabemos que uma pessoa faz é uma cara de enjoado, sem saber se engole ou cospe, e no fim, independentemente da decisão, vai a correr para a casa de banho para bochechar a boca com Listerine.

Se quiserem ver 365 dias é à vossa responsabilidade, mas depois não digam que eu não avisei. Se quiserem ficar pela banda sonora, basta ouvirem no Spotify!

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