Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Dragula Season 4 (e um link simpático para o 3º episódio!)

03.11.21, Triptofano!

the-boulet-brothers-dragula-draglicious-season-4-s4-promo-cast-elenco-oficial-official.jpg

Agora que saiu a quarta season de Dragula - uma competição para descobrir qual o próximo super monstro que vai deslumbrar as passereles ao mesmo tempo que nos deixa sem controlo do esfíncter anal - passei a ter o meu ritual semanal de procurar nas profundezas da Internet o link para o episódio mais recente.

Como sou boa pessoa podem encontrar aqui o terceiro episódio, com boa qualidade mas sem legendas, que isto somos um povo desenrascado e mesmo que fosse em norueguês a gente pela posição dos lábios e por meia dúzia de sons percebia as coisas.

Caso não encontrem os episódios mais antigos apitem nos comentários que uma pessoa dá uma ajuda, mas qualquer boa pesquisa no twitter resolve o assunto, desde que não se percam nas publicações sobre como a terra afinal é plana e a vacina do sarampo tem como intuito fazer com que o nosso intestino consiga digerir a celulose.

Sim é um programa pouco convencional. Uma verdadeira ode à monstruosidade que cada um de nós encerra. Com a diferença que aqui trata-se de arte (relembrando sempre que a arte é subjectiva) ao contrário da expressão física e psicologicamente dolorosa pela qual muitos optam diariamente.

Tic Tac, o Tempo Acabou

02.11.21, Triptofano!

Quando alguém que apenas conhecemos pela sua identidade virtual apaga o seu rastro de redes sociais, essa pessoa morre ou apenas vive numa dimensão à qual não temos acesso?

Seguia um rapaz no virtual das aplicações de contacto apenas pelo prazer mórbido de ver um desastre iminente. Era óbvio que a arrogância e a prepotência, misturados com luxúria e ocasionais desabafos regados a álcool etílico, não eram mais do que um grito de socorro.

Mas é tão fácil não gostarmos de alguém. De escarnecermos, de termos uma pena sarcasticamente falsa, de franzirmos o sobrolho com a soberba de que somos mais do que os outros, de nos convencermos que não queremos que nada aconteça mas estarmos ansiosamente à procura de algo que mostre que aquela pessoa se deitou na cama que fez.

O rapaz apagou as redes sociais. Deixou uma mensagem para os voyeuristas sombrios se deliciarem com as ruínas de uma construção arquitectónica desde o início frágil e eliminou tudo o que tinha. Ficou um vazio de uma presença, um espaço em branco na pesquisa do motor de busca.

Pergunto-me onde estará aquela pessoa de quem tão facilmente decidi não gostar, apenas porque estava demasiado ocupado para enfrentar que desgostava da minha própria atitude.

Vou mandar-lhe uma mensagem....

 

.... mas para onde?

con·sen·ti·men·to

01.11.21, Triptofano!

Estamos em 2021.

No entanto, vendo certos e determinados programas de televisão, facilmente poderíamos ficar confundidos e achar que o ano era o de 1327, não fosse o facto da app para comprar bitcoins que temos instalada no telemóvel relembrar-nos que vivemos na era moderna. Moderna do ponto de vista tecnológico, porque quanto a valores pelo menos alguns de nós ficaram parados no tempo.

Não é normal, nem aceitável, nem sequer desculpável, que com todo o acesso à informação que temos hoje em dia, se continuem a vomitar alarvidades em directo na televisão. Bem sei que a Internet foi inventada a pensar nas selfies para colocar no Instagram e nas conversas badalhocas que uma pessoa também tem no Instagram (pensando bem o Instagram é bem capaz ser a raiz de todo o mal do mundo) mas de vez em quando, assim num momento de loucura, convinha também usar a mesma para se compreender a dimensão de certos temas.

O abuso sexual não é uma brincadeira. Não é tema para fazer piadolas nem para arrancar sorrisos retorcidos. Não vai lá com a conversa que é para desmistificar o assunto e que hoje em dia as pessoas são todas umas Amélias ofendidas.

O abuso sexual dói. Estraga. Destrói. Mata.

E o abuso sexual não é apenas actos sexuais penetrativos. É todo e qualquer ato sexual que seja feito sem consentimento. Esteja a pessoa a dormir, acordada, alcoolizada ou dopada. Sem consentimento não há ato sexual. Simples e fácil.

Ah e tal masturbei-me enquanto me roçava nela (ou nele ou qualquer outro pronome em que se revejam) mas como estava a dormir nem deu conta.

É abuso ou não é abuso?

Viveremos numa sociedade cada vez mais policiada onde a nossa liberdade de expressão cada vez é mais limitada? É uma forma de ver as coisas. Eu prefiro acreditar que estamos cada vez mais alertas e não aturamos merdas que se tem perpetuado ao longo de gerações, sempre com a desculpa esfarrapada de que não é nada de grave.