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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Missão anti-cabeça despovoada

ou como comecei a usar o Klorane de Oliveira

30.09.21, Triptofano!

Quando falo numa missão anti-cabeça despovoada não estou a dizer que decidi ir adoptar uma colónia de piolhos e enfiar a mesma no meu maravilhoso escalpe.

A verdade é que eu ainda não sou careca (apesar de estar sempre a dizer que sim) mas para lá caminho, só que aquilo que me faz um bocado mais de comichão nesta fase de transição entre ter cabelo e ser naturista da cabeça, é a falta de densidade na zona frontal.

Ou seja, se eu tiver o cabelo rapado, não estou cá com problema algum, mas quando deixo o mesmo crescer, e até fico com uns caracóis assim engraçados, qualquer ser humano que não seja completamente míope consegue ver através dos meus finos cabelos o meu couro cabeludo.

Teoricamente há quem chame a isto cabelo de rato. Teoricamente eu também acho que estas pessoas são tontas e deviam estar caladas. Na prática estou careca de saber (já viram o trocadilho? TVI me chama que vou) que se não fizer alguma coisa as coisas não vão melhorar.

O primeiro passo que decidi nesta luta foi de encontrar um champô adequado ao meu problema. E quando digo encontrar refiro-me a vasculhar em todos os caixotes da arrecadação com produtos de beleza que trouxe da antiga casa até descobrir algo que sirva para a minha intenção.

Foi assim que agora reside na minha casa de banho o champô da Klorane com extracto essencial de Oliveira, que dá direito a que todos os meus haters cantem a plenos pulmões que eu sou verdadeiramente um azeiteiro.

Este belo champô é feito supostamente para cabelos maduros, ou seja, aqueles cabelos que preferem ficar em casa com os amigos e um copo de vinho em vez de saírem para o Lux até às cinco da manhã, ou aqueles cabelos que já possuem o nível de elevação suficiente para apreciarem as obras de um museu de arte antiga em vez de ficarem agarrados ao Tik Tok durante 5 horas e meia, levando a que o seu traseiro se funda com o revestimento do sofá.

Na prática este champô vai ajudar a redensificar aquela fibra capilar que está magrinha que parece que não come há uma década, de forma a ficar mais robusta e a dar uma sensação de cabeleira mais cheia e preenchida, de forma a que quando saiam do prédio a vossa vizinha do terceiro andar não seja capaz de vos ver os neurónios a trabalhar a todo o gás (ou a meio gás se forem oito da matina e tiverem de ir para o emprego).

Klorane Organic Olive - champô regenerador para o cabelo maduro

Podem estar a perguntar-se porque raio é que não ando sempre com o cabelo rapado - afinal resolvia-se o problema!

Por um lado é porque eu na verdade até gosto de ter o cabelo assim mais compridito. Por outro deve-se ao facto de ser o Cara-Metade que me rapa o cabelo e ele não tem paciência para estar sempre com a máquina na mão a fazer-me as vontades (ainda o homem se passa e me saca uma orelha).

Por aí que truques é que usam para a falta de densidade capilar? Não se esqueçam que cair cabelo é diferente de estarem a ficar sem cabelo!

Está visto!!! Não posso ir de férias

ou como estive quase para usar o Bariéderm Cica-Creme SPF 50+ em sítios indevidos

30.09.21, Triptofano!

Existe alguém aí com uma velinha acesa contra mim. Melhor, nem deve ser uma velinha, deve ser todo um castiçal com aquelas velas vermelhas enormes com ar de quem não lhes tira o pó há mais de década e meia. Porque o que me aconteceu só pode ser resultado de mau-olhado, é que não há outra explicação possível.

O vosso amigo Triptofano já não tinha férias há uma eternidade. Veio a pandemia, a loucura na farmácia, o despedimento, o mestrado, o novo trabalho, e férias nem cheiro delas. Nem assim uma nesgazita olfactiva para uma pessoa não estar tão à beira de cair com a cabeça no teclado e acordar em 2023.

Até que este mês tive 2 semanas de férias. 2 SEMANAS PARA NÃO FAZER PONTA DE COISA ALGUMA. 2 semanas para mim, para recarregar baterias, para aproveitar, para cantar, dançar, fazer o novo videoclip da Luciana Abreu. O céu era o limite.

E o que é que aconteceu? Tive uma otite no ouvido direito. Que quando começou a melhorar passou para o esquerdo. E quando é que fiquei bom? Obviamente que no dia em que voltei ao trabalho.

Eu não sei se alguma vez já tinha tido uma otite mas se tive já não me lembrava do quão horrível é. As dores insuportáveis todo o santo dia, o uma pessoa ter de adormecer sentada para não fazer pressão em nenhum dos ouvidos, o não conseguir ouvir coisa alguma por o canal auditivo estar tão inchado que até metia medo.

Tive de tomar muita droga, e nenhuma daquelas que supostamente deixam uma pessoa contente a abanar a cabeça durante hora e meia ao som do último hit do Toy . Foi anti inflamatório. Analgésico. Antibiótico. Corticosteróide. Tudo o que eu tive direito (e pude comprar) eu tomei.

E de repente aconteceu algo que eu achava que só acontecia nos filmes. Tive uma reacção adversa aos medicamentos.

A quais não sei que eu tomei tanta coisa que o meu estômago tinha mais stock que muita farmácia que por aí anda. Só sei que todo eu comecei a ficar com um eczema do demónio, assim vermelhinho, irritante, ligeiramente comichoso. Era eczema na cara, nos braços, no tronco, nas pernas. Todo era eu eczema. Eczema e otite.

Felizmente a minha caixa de socorros está bem abastecida e besuntei-me todo durante dias a fio com o creme reparador de cobre e zinco da Uriage. Se tiverem assim arranhões ou lesões na pele recomendo fortemente o Bariéderm Cica-Creme SPF 50+, que além de reparar a pele também possui um filtro solar 50+ para proteger a pele das radiações solares.

No meu caso o filtro não fez grande diferença porque andei mais resguardado mas especialmente para os pequenotes quando se aleijam em zonas expostas é uma boa dica.

Bariéderm Cica-Creme SPF 50+

Agora além do eczema surgiu-me outra reação imprevista, muito mais preocupante.

A minha bendita piloca, coisa mais bonita do seu pai, ficou também afectada. Não sei como vos explicar, mas a glande do meu pénis parecia que se tinha transformado na casca de uma melancia, mas continuou vermelha que se tivesse ficado verde aí é que só restava chorar pela falecida.

Nunca tinha visto a bendita assim, e ainda ponderei em besuntá-la com o Bariéderm. No fim decidi deixar as experiências para quem mais corajoso do que eu e a moça lá acabou por recuperar sem necessidade de tratamento.

Conclusão, nunca mais vou tirar férias enquanto me lembrar das otites e da casca de melancia!

Os ABBA voltaram!

03.09.21, Triptofano!

ABBA Voyage

Choro. Ranho. Tentativa de arrancar cabelos travada pelo facto de se ser careca. Risos. Pêlos eriçados. Sorrisos de orelha a orelha. Ritmo cardíaco acelerado.

Foi isto e muito mais que se sentiu cá em casa ao ver a transmissão online que marcou um momento que muitos nunca pensaram ser possível: o regresso dos ABBA.

40 anos depois e com provavelmente muita terapia para evitar um momento de enfiar um sopapo na cara de alguém (existem coisas que aparentemente não se esquecem), os ABBA juntaram-se e fizeram um novo disco, do qual foram apresentadas duas músicas ontem.

Confesso que parte de mim estava receosa em ouvir as novas músicas, porque e se elas fossem um fiasco? Se fossem totalmente diferentes daquelas que conquistaram legiões de fãs, muitos nem sequer nascidos quando a banda esteve activa? Se fossem um alfinete espetado num balão cheio de expectativas e ilusões?

Mas não, as duas novas canções possuem os mesmos ingredientes de sempre: uma extraordinária facilidade auditiva e uma magia inexplicável que nos transporta para um estado de felicidade de onde não queremos sair.

Já fiz a pré-reserva do CD, que só chegará em Novembro, e agora é fazer figas para conseguir dois bilhetes para ir a Londres no próximo ano.

Sim, porque melhor que tudo, os ABBA vão fazer uma série de concertos onde irão misturar as novas canções com os êxitos do passado. É verdade que vão ser hologramas todos XPTO da batata a pisar o palco e não os artistas em carne e osso, mas estou totalmente convencido que a energia que vai inundar aquela arena vai ser algo nunca sentido antes.

E vocês? Como reagiram a esta novidade? Vão tentar ir ao concerto ou preferem ouvir as músicas no conforto da vossa casa?

 

 

O poder de dizer Não!

01.09.21, Triptofano!

Na semana passada, enquanto deambulava pela Netflix, descobri um filme que todo ele girava à volta do poder de dizer Sim! Porque supostamente dizer Sim abre-nos portas que de outra forma ficariam para sempre fechadas, levando-nos em aventuras fantásticas pelo espaço sideral e mais além.

Tretas é o que eu vos digo!

Muito mais importante que dizer que sim, é conseguir dizer Não. Mas um não de forma assertiva, tranquila e ponderada, e sobretudo, sem remorsos.

Eu sou o tipo de pessoa que tem dificuldades enormes em dizer que não. Se me pedem ajuda para fazer uma coisa o meu primeiro instinto é logo dizer que sim, porque faz parte da minha natureza querer ajudar os outros, e fico verdadeiramente feliz por poder ser útil.

Só que o problema é quando do outro lado as pessoas interpretam o nosso sim como um estar de pernas abertas à total disposição, e vai de pedirem mais uma e outra vez favores porque sabem que do nosso lado o que vão receber é um sim e um sorriso (mais ou menos amarelo).

Claro que se uma pessoa não tiver nada que fazer desta vida e quiser concorrer para o Prémio Nobel da Paz então força, não há problema nenhum. A grande questão é quando se começa a colocar os pedidos dos outros à frente das nossas prioridades, levando a uma sobrecarga de trabalho totalmente evitável.

Normalmente acabam por acontecer uma de duas coisas, mas com um final em comum.

A primeira é a pessoa ter um treco lareco devido a ter acumulado tanta coisa e rebentar em cima de tudo e todos, mesmo naqueles sem culpa na história. Nunca é boa ideia irmos enchendo infinitamente o saco, porque um dia ele colapsa e ficamos somente com um bocado de plástico e um buraco gigantesco.

A segunda é a pessoa encher-se de coragem e recusar o pedido de ajuda, justificando-se de uma forma quase excessiva, sentindo-se no fim uma porcaria de ser humano por ter negado auxílio.

O final em comum é a existência de uma falsa vítima, aquela pessoa que vai queixar-se que ninguém a ajuda e que é uma mártir que todos os dias caminha sobre vidro descalça e come diospiros já muito passados que deixam a boca toda samarruda que é um horror.

Por isso é que é tão importante cultivar-se o poder de dizer Não desde o princípio. Não é atirar nãos a torto e a direito sem deixar sequer a pessoa falar, mas é não ter vergonha de nos colocarmos em primeiro lugar, de compreender o que podemos ou não fazer sem nos afectar, de perceber que levar a mochila dos outros constantemente acaba por nos dar cabo das costas, e sobretudo não transpor os sentimentos dos outros para aquilo que sentimos.

Se ficarem chateados ficam chateados. Se ficarem aborrecidos ficam aborrecidos. Se ficarem a maldizer a nossa pessoa ficam a maldizer a nossa pessoa.

No fim do dia não conseguimos controlar o que os outros sentem, mas temos o poder de decidir quanto nos impactam esses sentimentos!