Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Na Pele do Triptofano: Nuxe Crème Prodigieuse Boost Night Recovery Oil Balm

30.11.20, Triptofano!

Nunca façam mudanças!

Mas a sério, não façam mesmo, é que nem pensem sequer nisso. Fiquem quietinhos no vosso canto, sossegaditos, enrolados numa manta a comer Filipinos enquanto matam neurónios a ver o Passadeira Vermelha. Tudo é melhor do que decidirem que está na altura de juntar os vossos tarecos todos em meia dúzia de caixas de cartão e mudá-los para outra habitação.

Nunca são meia dúzia de caixas de cartão. Nem uma dúzia. Nem sequer dúzia e meia. São dezenas e mais dezenas e mais dezenas de caixas, caixinhas, caixotes, cheios de tudo e mais um par de botas. Coisas que vocês nem se lembravam que tinham e que provavelmente vão acabar esquecidas dentro de uma embalagem de papelão, para serem reencontradas nas mudanças seguintes, isto claro se forem masoquistas o suficiente para voltarem a mudar.

Hoje entreguei as chaves dos cinquenta e poucos metros de apartamento onde fiz a minha vida nos últimos 6 anos com o Cara-Metade, e minha mãe do céu, foi um alívio tão grande a porcaria do raio das mudanças ter acabado que vocês nem imaginam.

Juro-vos que houve uma altura no meio do processo que só me apeteceu pegar fogo a tudo, tal era a camada de nervos que tinha em cima. É que uma pessoa só percebe verdadeiramente o que tem quando começa a esvaziar armários e gavetões e roupeiros....e uma pessoa tem sempre coisas a mais, e depois fica com pena de deitar essas coisas a mais para o lixo, então começa a colocar tudo em caixotes, mas chega a uma altura em que a vontade é entrar-mos para dentro dum caixote e pedir que o enviem para o Dubai ou para qualquer sítio bem longe.

Como consequência a minha pele está uma miséria. Mas assim uma miséria daquelas mesmo miseráveis, com um aspecto cansado, baço, com vermelhidões e irritações à volta da zona do nariz, ligeiramente a descamar na testa, enfim, um verdadeiro desastre nuclear facial.

A única coisa boa de tirar tudo do sítio foi ter encontrado cremes que já não me lembrava que tinha, como é o caso do Nuxe Crème Prodigieuse Boost Night Recovery Oil Balm, que tem um nome gigantesco mas que faz verdadeiros milagres em termos de recuperação facial.

Nuxe Crème Prodigieuse Boost Night Recovery Oil Balm

Todas as noites tenho-me besuntado com este bálsamo-óleo, que apesar do nome não é nada oleoso, e o cheirinho que fica entranhado nos meus poros é simplesmente divinal. Notas de jasmim verde, lichia e toques de amadeirados branco é o que diz a marca, coisa que cheira bem e deixa um sorriso no rosto antes de desmaiar na cama é o que o vosso amigo Triptofano diz.

É bem verdade que o nosso dia-a-dia reflecte-se na nossa pele, e o meu não tem sido nada fácil, por isso é que toda a ajuda é bem-vinda, e este creme de noite tem sido um grande aliado para recuperar e revitalizar o meu aspecto, e não me deixar ir trabalhar para a Farmácia com um ar completamente desgraçado.

Nuxe Crème Prodigieuse Boost Night Recovery Oil Balm

E vocês, qual é o vosso creme de noite favorito? Alguma dica que tenham para aquelas alturas de maior cansaço em que só apetece fugir para uma ilha deserta durante ano e meio?

Na Pele do Triptofano : Ducray Nutricerat : Spray de Protecção Anti-Ressecamento de Cabelo

30.11.20, Triptofano!

Há mais de um ano atrás, uma ex-Colega minha pela qual tenho muito apreço, disse-me que uns produtos que tinha ganho numa formação ainda iriam ser enviados para a Farmácia onde ela tinha trabalhado comigo, e perguntou-me se eu não me importava de os guardar para depois entregar-lhos.

Resumindo a história, uns dias atrás, quando estava a fazer as limpezas gerais na casa e a preparar-me para a mudança, é que descobri um belíssimo envelope castanho encafuado numa gaveta com 85445124 coisas por cima. Obviamente que eram os produtos da minha Colega, que eu guardei de tal forma bem e com tamanha dedicação que nunca mais me lembrei sequer que eles existiam. 

Sorte das sortes, todos os produtos ainda estão dentro da validade, por isso não os tive que enfiar no contentor do lixo com um peso gigantesco na consciência, e já lhe enviei mensagem para arranjarmos forma de eu lhe entregar as coisas mas sem apanhar nenhum vírus do demo.

Confesso que uma pequena parte de mim ficou tentada a fingir que não tinha encontrado nada e a ficar com os goodies todos para mim, especialmente o Ducray Nutricerat Spray, um spray de protecção e anti-ressecamento do cabelo.

Ducray Nutricerat : Spray de Protecção Anti-Ressecamento de Cabelo

Os meus olhos reluziram quando o vi, tão sozinho e desprotegido, à espera de ser consumido sem dó nem piedade. 

Com manteiga de ilipé (que não faço a mínima ideia do que é nem nunca ouvi falar) e Etilexicinamate (um filtro solar que desafio todos a lerem em voz alta e a repetirem 3 vezes depressa), este produto da Ducray é um cuidado de protecção para cabelos muito secos ou constantemente sujeitos a agressões externas, como banhos de mar, piscina, exposição solar, radiações alienígenas ou perdigotos de pessoas que insistem em não usar máscara.

A sua fórmula anti-secura reestrutura as pontas muito secas e muito deterioradas, reforçando e alisando o cabelo, tornando-o fácil de desembaraçar, ao mesmo tempo que o protege através da criação de uma barreira XPTO. E vocês sabem que com toda esta situação da vacina da gripe e da futura vacina do Covid as minhas pontas andam que é uma miséria e eu preciso mesmo de um boost capilar.

Estava mesmo decidido a fanar o produto e a mandar um smile fofinho a dizer que gostava da minha Colega só para apaziguar a minha consciência, quando subitamente uma voz ecoou na minha cabeça:

Triptofano, deixa-te de merdas, tu és careca!

 

Socorro! O que é o teste do pezinho?

21.11.20, Triptofano!

Há uns dias atrás uma grávida perguntou-me o que era o teste do pezinho e se eu achava que era importante submeter a criança ao procedimento ou se era apenas um excesso de zelo.

O testo do pezinho ou de diagnóstico precoce consiste numa picada mínima no calcanhar do bebé,  entre o 3º e o 6º dia de vida do mesmo, sendo que a partir dessa picada faz-se uma data de testes que permitem identificar doenças, quase sempre genéticas, e que podem ter tratamento precoce.

O testo do pezinho não é obrigatório e dependerá da vontade dos pais, mas, dado que para todas as doenças estudadas existe tratamento, as vantagens de submeter o bebé à picada são claras.

Ao fazer-se o teste, muitas doenças têm sido rastreadas, o que faz com que as crianças sejam tratadas logo nas primeiras semanas de vida, evitando-se graves problemas de saúde, que vão impactar na qualidade de vida da criança e do núcleo familiar.

A colheita de sangue é feita nas maternidades, hospitais e centros de saúde. Os pais devem levar o bebé a um desses locais para fazer a colheita de sangue, sendo que a análise do mesmo é suportada pelo Sistema Nacional de Saúde, não tendo nenhum encargo financeiro para a família.

Por isso não há dúvidas dúvida relativamente à minha posição acerca deste teste.

Teste do Pezinho

Informação adaptada do Guia Prático de Intervenção Farmacêutica ANF 2019

 

Quem te dera - O novo Hit da Ana Malhoa

17.11.20, Triptofano!

Sabes que tens os melhores amigos do mundo quando recebes uma mensagem "apenas" para te perguntarem se já viste o novo videoclip da Ana Malhoa, e nesse momento toda a tua musculatura pélvica se vai abaixo e deixas escapar uma gotinha de xixi com a emoção - obrigado Filipe por estares sempre em cima do acontecimento.

Quem te dera é o novo hit da Diva mais tropical-urbana de Portugal, que aparece com toda a sua sensualidade na Casa do Alentejo, que infelizmente tem passado por uma situação bastante complicada devido ao Covid, mas que certamente irá recuperar, ainda para mais agora que as suas paredes estão imbuídas para sempre de versos tão profundos como "Eu não quero falar mais, não, Tu larga a minha perna, Hoje dou-te pa trás, fazes parte do já era, Foi-se o teu lugar no barco, agora vais ficar em terra, Tu querias mais pudera, quem te dera."

Quem te Dera - Ana Malhoa

Quando comecei a ver o videoclip achei que a Ana estava outra vez a ser patrocinada por uma óptica (apesar dela dizer que nunca recebeu patrocínios aqui o Triptofano está atento e sabe que não é bem assim) tal foi o número de modelos desfilados por ela e pelo seu bando.

E agora eu pergunto, o que é que uma pessoa tem de fazer para pertencer ao bando da Ana Malhoa?

Eu já tenho miopia e astigmatismo e um bocadinho de asma quando esfrego a cara em pêlo de gato - será que isso não é suficiente? Está aqui uma pessoa a esfalfar-se na vida universitária para depois virem dizer que não pode ir jogar à bisca com a Ana Malhoa? Vale a pena trabalhar em prol da saúde pública todos os dias para depois não receber nem um agradecimento da Ministra da Saúde nem sequer a oportunidade de ver a pessoa que mais veneramos com uma espécie de fato-de-banho/fato de lutador mexicano a roçar-se num carro parado no meio de nenhures?

Não é novidade para ninguém que eu gosto de pila, preferência alimentar que parece-me que partilho com 90% dos meus leitores, mas a Ana Malhoa consegue despertar o heterossexual adormecido dentro de mim. Eu olho para aqueles tapa-mamilos em forma de coração e acende-se uma chama aqui dentro de mim, uma vontade incontrolável, um desejo de chegar ao pé dela, agarrar-lhe o braço e perguntar onde é que raio ela os comprou que quero uns iguais. UIIIII, que isto dos sentimentos heterossexuais até me deixa com pele de galinha mãe santíssima.

Quem te Dera - Ana Malhoa

Para todos aqueles que acham que a Ana não é verdadeiramente a Rainha Imperadora de Portugal, a mulher que consegue tornar 2020 um ano não tão horrível, atentem ao facto dela ter colocado no seu videoclip o ProfJam - pessoa que eu não fazia ideia quem era mas que aparentemente é famosa - e dar-se ao luxo do moço não abrir a boca.

É que nem um Yeah, ou um Água de Coco para a mesa 5, - ProfJam ficou literalmente a dançar sozinho. Talvez ele quisesse afiambrar-se da Ana, mas ela simplesmente disse-lhe: Quem te dera!

Quem te Dera - Ana Malhoa

Surpresa no Frigorífico

10.11.20, Triptofano!

Comprar uma casa é um grande passo na vida de qualquer pessoa, porque não é a mesma coisa que comprar aquelas cuecas super sensuais com rendas e depois descobrir que não dá para as levar para o trabalho porque se enfiam todas no rego do cu.

Dou este exemplo mas não é que eu já tenha passado por isso, visto que normalmente as cuecas que levo para laborar não tem a parte de trás, algo que incomoda bastante a senhora minha mãe, que volta e meia telefona-me a reclamar que não as consegue passar a ferro como deve de ser.

Na primeira vez que visitei a casa da qual agora sou co-proprietário, juntamente com o Cara-Metade, gostei imediatamente dela, mas houve algo que me deixou ligeiramente incomodado: um cheiro a surro que se entranhou em todos os meus poros.

Imaginem que alguém correu uma maratona sem meias e desenvolveu um fungo entre os dedos dos pés e depois esfregou o calçado em todas as paredes da casa. Era basicamente esse o cheiro, um odor que combinava marisco fora do prazo com alguém que lambeu um sovaco que esteve a fazer mudanças a tarde toda num dia de verão.

Infelizmente não era apenas a casa que tinha um cheiro a surro, o próprio proprietário precisava de uma boa esfregadela dos pés à cabeça, tornando toda a conversa sobre os detalhes da propriedade num autêntico suplício. Isso e o facto dos pêlos das orelhas e das sobrancelhas do senhor terem vida própria, o que me fez ficar longos momentos perdido entre um estado de fascínio e repulsa.

Quando nos confidenciou que estava a passar noite sim noite não na casa, compreendi que devia ser essa a razão do agradável aroma, e que quando ele abandonasse por completo a habitação o cheiro iria desaparecer.

Não desapareceu.

Nas visitas seguintes deixámos a casa toda a arejar, enquanto começávamos a planear as obras, mas apesar de melhorias evidentes, havia um cheiro que teimava em não querer desaparecer, qual assombração olfactiva.

O mistério foi resolvido no dia em que começámos a esvaziar o recheio da casa - sim porque o senhor decidiu que nos ia deixar umas prendinhas, que basicamente consistiam em velharias e cotão - e por curiosidade abrimos o congelador do velhíssimo frigorífico que habitava a cozinha.

Um verdadeiro ecossistema de larvas povoava o congelador, tendo arrancado um profundo vómito da nossa alma e do nosso estômago, enquanto atónitos tentávamos perceber o que se estava a passar.

É que o maravilhoso ex-proprietário, no momento em que fechou negócio connosco, garantiu que todo aquele prédio era frequentado por classe média-alta, e que nada teríamos com que nos preocupar.

Pois bem, se a restante vizinhança for como o senhor é melhor encher a farmácia cá de casa com medicamentos para o enjoo....

E o Mestrado, como está a correr?

05.11.20, Triptofano!

Vá, confessem, aposto que estão mortinhos para saber de novidades do Mestrado que eu estou a tirar não estão?

Claro que provavelmente 95% de vocês não querem nem saber como as coisas estão a correr, mas pronto, deixem-me fantasiar e acreditar que a minha vida é assim super interessante e que vocês passam os dias mortinhos por updates aqui no blog (sim a minha existência é triste eu sei...).

Ora quando entrei no Mestrado eu jurei a mim mesmo que ia ser uma pessoa discreta, que ia passar pelos pingos da chuva, que ninguém ia saber quem eu era, que seria mais um entre as centenas de alunos que por lá andavam....até ao momento em que comentei com uma Colega que precisava de enviar um e-mail a um professor, e ela disse-me que eu já devia ser mais conhecido que o Papa naquela escola.

Nesse momento as minhas expectativas de ser uma pessoa invisível foram pelo cano abaixo, e comecei a pensar com os meus botões quais os motivos para tamanha fama em tão pouco tempo.

Eis as minhas conclusões:

  1. Ter dado nas vistas por causa do meu sentido de moda. Devo ser a única pessoa daquele estabelecimento de ensino que possui umas calças de ganga com uma palmeira estampada, prenda ofertada pelo meu maravilhoso Cara-Metade. Se é verdade que a primeira vez que as vi apeteceu-me fugir, agora sou apaixonado por elas. Só dispensava o Cara-Metade estar constantemente a fazer a piada: já vi a palmeira, e a banana onde é que está? Como se uma palmeira desse bananas....
  2. Ser muito interventivo nas aulas. Teoricamente o passo número para passarmos despercebidos é não abrirmos a boca, mas aqui o vosso amigo Triptofano tem sempre alguma coisa para dizer. Calma que eu não sou aquela pessoa que estamos a falar da Guerra do Golfo e começa a partilhar a receita do vinagre de sidra para os fungos nas unhas, mas gosto de intervir, e fazer perguntas, e dar respostas, sempre num registo vocal que é ouvido do outro lado da cidade (culpem o meu pai por eu falar tão alto...).
  3. Fazer demasiadas expressões faciais nas aulas por zoom! O bom do presencial é que estamos de máscara e a única pessoa que está a olhar directamente para nós é o Professor. Nas aulas de zoom, sem máscara e com a nossa fronha estampada num monitor, qualquer um pode ver a forma como a nossa musculatura se move. E minha gente, eu faço milhões de expressões faciais. Eu sou aquela pessoa que até sozinha fala, melhor, faz um debate entre pessoas imaginárias, por isso imaginem eu a fazer caras de felicidade, de tristeza, de dúvida, de que merda de pergunta foi essa, e por aí fora...
  4. Ter escolhido numa das cadeiras fazer um trabalho sobre empowerment sexual! Quando quiser, como quiser, com quem eu quiser - é o lema do trabalho que tem como foco o desenvolvimento sexual saudável na adolescência. Obviamente que quando alguém ousa escolher um tema sobre sexo há uma data de olhares de lado como se ainda vivêssemos em pleno século XVIII. Mas pronto, também posso ser eu com a mania da perseguição...
  5. Ter explicado durante um intervalo aos meus colegas como é que funcionam as próteses penianas, e ter mandado depois para o grupo do WhatsApp um vídeo gráfico, sobre como a prótese ganha vida ao bater-se levemente no testículo (ou com mais violência, caso gostem de Sado-Maso). Pessoalmente acho o tema muito mais interessante do que as mezinhas com cebola e ácido bórico para matar baratas, que só de pensar em baratas fico com arrepios.

Isto foram assim as razões que me vieram à cabeça para explicar tamanha popularidade em somente um mês, mas também pode ser simplesmente por eu ser lindo e maravilhoso, e ninguém resistir ao meu charme. O que é que vocês acham?

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

01.11.20, Triptofano!

Muito Bey em 10 segundos: Descubra um Brunch com os verdadeiros sabores do Líbano, onde a palavra de ordem é partilhar. Delicie-se com o Lahme baajeen, surpreenda-se com o Muhamara e termine decadentemente com a Kunafa. Tudo isto acompanhado por um belo Bloody Mary!

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

BEY é o acrónimo do aeroporto de Beirute, a maior cidade e capital do Líbano, sendo que é impossível não fazer o trocadilho mental entre a expressão portuguesa Muito Bem e o nome do restaurante situado na Rua da Moeda, no Cais do Sodré.

E na verdade se nos perguntarem como é que está tudo no Muito Bey a resposta inevitavelmente vai ser Muito Bem, tal é a qualidade das iguarias que nos colocam à frente. Comida libanesa com um twist moderno é servida como uma apresentação irrepreensível e com um amplo espectro de sabores em muito conseguido pela utilização de produtos locais. Porque sejamos honestos, por melhor que seja a receita e o cozinheiro que a elabora, se faltar alma ao ingrediente o resultado final vai ser um amorfo molecular.

Comer libanês pode ser resumido numa palavra: partilhar! É pedir vários petiscos - uma tradição tão bem conhecida dos Portugueses - e comer um bocadinho daqui e um bocadinho dali, envolvendo as nossas papilas gustativas com tantas opções e os nossos olhos com uma mesa tão cheia que quase ficamos constrangidos por termos pedido metade do menu.

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

E é esta vontade de partilhar - e de comer até rebolar porta fora como uma baleia a tentar não ficar encalhada na maré baixa - que o brunch do Muito Bey quer difundir, com uma selecção de Mezze, que basicamente são pequenos pratos servidos como aperitivos, mas que pelo facto de serem muitos acabam por fazer uma refeição completa.

Ora vejam lá o que aqui o vosso lambão preferido pediu e digam-me se também não ficavam cheios até às orelhas!

Tudo começa com uma selecção de pickles e com azeitonas marinadas. Rapidamente aparecem na mesa os "flatbreads" caseiros, deliciosos, que servem para acompanhar tudo e mais alguma coisa, e que vão ser os vossos melhores amigos durante a refeição. Ignorem aquelas dicas que dizem que nos restaurantes não se deve comer pão para não encher: aqui o objectivo é mesmo encherem-se de pão.

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

O Muhamara enrolado na beringela, com azeite e salsa, foi o melhor Mezze frio, sendo que tive de lutar com o Cara-Metade para conseguir provar um bocado, tal foi a rapidez com que ele devorou este pedaço de céu.

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

Mas se o Muhamara foi o melhor não significa que o tomate com sumac, molho de alho, sal e azeite, ou o Labneh, um iogurte cremoso com Pico de Gallo, azeite, hortelã seca e flocos de chilli, ou mesmo o Hummus com tártaro de abacate, limão e grão de bico frito tivessem ficado muito atrás na corrida. Uma das grandes forças do Muito Bey é que não há pratos avassaladoramente melhores que outros, tornando qualquer escolha uma escolha segura.

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

20201101_184052.jpg

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

Nos Mezze quentes o Falafel crocante, gigantesco, que uma pessoa tem de deslocar o maxilar para o enfiar todo na boca ganhou a minha atenção, mas o meu estômago preferiu uma referência já bem conhecida, um pica-pau feito com cubos de carne refogados com cogumelos, cebola e tomate cereja.

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

Quando vi no menu os ovos mexidos com requeijão torci o nariz, porque apesar de adorar experimentar coisas novas por vezes não sou o maior fã de combinações assim muito improváveis. Claro que com esta idade já devia ter aprendido a não duvidar e a ser mente aberta, porque ovos mexidos vão muito bem com requeijão.

20201101_182646.jpg

O ponto alto do Brunch Libanês do Muito Bey foi uma criação de padaria que responde pelo nome de Lahme baajeen, que são umas pizzas de carne do Médio Oriente de comer e chorar por mais. Vocês esqueçam tudo o que sabem acerca de pizza, porque esta carne temperada no pão assado e melaço de romã merece ser feita em tamanho XXXL e distribuída por esta Lisboa fora (se por acaso utilizarem esta ideia cobro 0.0001% de royalties pela ideia ok?).

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

Nesta altura do campeonato já estava assim um bocadinho satisfeito, porque cheio é coisa que raramente fico, e enquanto acabava o meu picante Bloody Mary pensava para os meus botões o que é que ia querer de sobremesa.

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

 

Pedi uma das coisas mais decadentes que já tive o gosto de provar na vida. Uma coisa tão cheia de gordura e de açúcar que me faz apetecer apanhar uma bebedeira só para o poder comer quando estiver de ressaca. Algo que me deve fazer perder 3 anos de vida a cada dentada mas que é somente imperdível.

A Kunafa é uma torta de queijo doce em crosta de sêmola, xarope de mel e pistácio, e meus caros, eu esta Kunafa comia todos os dias!!!

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

Infelizmente não sabemos como é que vão ser os próximos tempos, se vamos ter de ficar todos em casa ou se a restauração vai conseguir sobreviver a mais uma machadada no negócio, por isso aproveitem e corram em segurança ao Muito Bey para se deliciarem com o Brunch Libanês deles. Garanto que não se vão arrepender.

Muito Bey : Um Brunch Libanês em Lisboa

 

 

Muito BEY Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato