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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Jean-Paul Gaultier- Ultra Male

31.10.20, Triptofano!

Como vos contei há alguns posts atrás, mandei vir uma quantidade generosa de perfumes para homem para o Cara-Metade como prenda de aniversário, e estes últimos dias tem sido uma loucura de novas fragrâncias pela casa.

Uma das mais fortes e intensas, mas no bom sentido e não aquelas que cheiram maioritariamente a álcool e quase que nos causam uma cirrose hepática quando nos entram pela narina adentro, é a Eau de Toilette Ultra Male de Jean-Paul Gaultier.

Se não querem passar despercebidos e se estão à procura de um aroma que vos sinalize melhor que qualquer GPS, então sem dúvida que este Ultra Male é o perfume que devem experimentar.

A família olfactiva é a Oriental Fougere (garanto-vos que qualquer dia tiro um mestrado na área só para perceber melhor estes termos todos), sendo as notas de saída a bergamota, a pêra, a menta, a alfazema e o limão, enquanto que a canela, a lavanda e o cominho constituem as notas de coração, e a baunilha negra, o âmbar, o cedro e o pachuli as notas de fundo.

Agora tudo isto podia ser muito bonito e interessante, e ser só mais um post a descrever um perfume, mas não. Este post é também um grito de revolta e de emporwment masculino para todos os homens que possuem enchumaços pequenos.

Isso mesmo, leram bem, nós homens que precisamos de colocar uma meia nas cuecas para fazer uma campanha publicitária a roupa interior, não aceitamos que o enchumaço da embalagem de perfume do Jean-Paul Gaultier seja maior que a nossa.

É concorrência desleal, é uma facada no ego, é um trauma para a vida chegarmos à casa-de-banho e encontrarmos a pessoa que amamos a passar os dedos na protuberância esculpida e a deitar-nos um suspiro de pffff-quem-me-dera, protuberância essa que devia ter uma bolinha vermelha por cima, que isto em Portugal somos um país de valores familiares e tudo e tudo e tudo.

Jean-Paul Gaultier- Ultra Male

Já para não falar do cu do perfume. Eu nem vou por foto para não me deprimir mais, mas se fizerem uma rápida pesquisa na Internet vão ver que aquele cu não pode ser natural, há ali muito cirurgião sul-americano e muita injecção salina envolvida, porque uma pessoa nem a fazer agachamentos todo o santo dia consegue aquela perfeição. Pelo menos o meu cu é negativo mas foi o que Deus me deu, e eu sou muito agradecido a ele.

Por isso, e também pelas referências implícitas a Sado-Maso que ferem os meus bons costumes (aquele colarzinho é o que? eu não ando a dormir na forma, ah pois não), é que o Ultra Male está onde ele merece estar - dentro da caixa!

Jean-Paul Gaultier- Ultra Male

Triptofano o Proprietário

30.10.20, Triptofano!

Meus paradigmas salutogénicos do coração, o vosso Triptofano é oficialmente proprietário de uma habitação!

Eu e o Cara-Metade decidimos dar o próximo passo na nossa relação e endividar-mos-nos até aos 70 anos, com a aquisição de um belo imóvel, do qual já fizemos a escritura e tudo e tudo e tudo.

Ok, na realidade não fomos bem nós que decidimos dar o próximo passo na relação, foi-nos mais imposto, mas eu conto-vos tudo.

Como talvez saibam, há seis anos que vivo em Benfica, numa casa arrendada, pequenita e cheia de bichos da prata que me deixam a careca em pé, quando subitamente o proprietário disse que ia terminar o contrato e vender a casa. 

Ora a casa está a precisar de obras, precisava de umas áreas mais generosas, especialmente na cozinha porque quando eu e o Cara-Metade estamos lá dentro ao mesmo tempo é um verdadeiro festival de surra de bunda, mas dada a localização e o preço que nos estavam a pedir para a comprar era um bom negócio.

Só que surprise surprise, a palavra hoje em dia conta zero, porque dois dias depois de ter ficado tudo apalavrado por telefone o proprietário fofinho mandou um e-mail a dizer que tinha pensado melhor e que afinal queria vender a casa por mais 50 mil euros, certamente pensando que a minha taxa de flitração glomerular a nível do rim era fantástica e eu conseguiria um preço maravilhoso no mercado negro.

Como nem eu nem o Cara-Metade somos detentores de pai ou mãe-trocínios por aí além, tivemos de desistir do sonho de viver no centro de Lisboa e começar a procurar na periferia. E antes que me digam que há imensas casas boas e baratas no centro de Lisboa informo-vos que casei com um verdadeiro agente imobiliário, porque sempre que eu ia a um site e encontrava o que achava eu ser a casa dos meus sonhos o Cara-Metade dizia logo: está há 5 anos no mercado ou fica num bairro social ou há uma mina de urânio empobrecido na cave e vamos desenvolver um cacto no rabo.

É com orgulho que vos posso dizer que depois de muita procura, de muito suor e de muito esforço, - 99% do qual foi do Cara-Metade porque se fosse eu a resolver as coisas provavelmente iria comprar uma tenda pipoca da Quechua e viver para debaixo da ponte - aqui o vosso amigo Triptofano é detentor de um palácio de 80 metros quadrados em Queluz, com lareira, elevador, arrecadação e um lugar de estacionamento tão apertado que o Cara-Metade já quase que fez um modelo à escala real da garagem para perceber como é que lá enfia o carro.

Neste momento estamos a fazer obras de conforto na nossa casa nova, que basicamente consistiu em mandar metade dela abaixo, e a transformá-la totalmente para ficar aconchegante. Único problema: temos de sair de Benfica até ao final do mês de Novembro, por isso até lá a casa nova vai ter de estar pronta e tudo o que está na casa velha tem que ser empacotado e transferido.

Vou ali só tomar um calmantezinho e já volto está bem?

 

Oscar de la Renta - Gentleman

29.10.20, Triptofano!

Se quiserem ver-me a ter um pequeno ataque de nervos é colocarem-me a comprar uma prenda de aniversário para quem quer que seja. 

Há quem adore passar horas a ver lojas e a comparar preços e a pensar no que é que realmente aquela pessoa gostaria de ter - pois bem, eu não sou uma dessas pessoas.

Quando me perguntam o que é que eu gostaria de receber no aniversário faço sempre a chamada cara de cu, porque a verdade é que nada me faz falta, e por isso tendo a pensar que os outros são como eu. Só que isto de projectarmos a nossa verdade em terceiros dá sempre porcaria, e a realidade é que muitas pessoas gostam de receber um miminho, uma lembrança, um perdeste duas horas da tua vida para comprar esta saladeira que nunca vou usar e só vai ficar a ganhar pó dentro do armário.

Porque depois as pessoas não dizem o que querem - querem ser surpreendidas, querem saber até que ponto nós as conhecemos bem, e eu nem me conheço a mim mesmo quanto mais conhecer outra pessoa e ter de a surpreender com algo que ela queria mas nem sabia que precisava.....AAHHAHAHAHAHAHAHAHAH (momento passageiro de loucura)

Agora imaginem o que é dar prendas de aniversário ao Cara-Metade. É simplesmente um inferno, porque ele já me disse que não quer mais livros de cozinha (que é o que eu lhe dou todos os aniversários) e quer algo de, humm não sei, bom!

Obviamente que ele deve-me achar com cara de Ambrósio que vai carregar num botão e sacar uma prenda fenomenal dum painel da parede, mas como ainda não vivemos na dimensão surreal dos anúncios de televisão, depois de muito pensar, comprei-lhe algo que sei que ele não diz que não: perfumes!

Mandei vir da Notino meia dúzia de perfumes para homem (que também podem ser usados por mulheres que assim o queiram) que foram todos experimentados no dia de anos do Cara-Metade, levando a que os vizinhos pensassem que nos tínhamos iniciado na muy nobre activade do bordelismo.

O Cara-Metade parecia uma criança a abrir as embalagens e a cheirar as fragrâncias, mas um dos que ele mais gostou foi o Gentleman do Oscar de la Renta, tanto pelo inebriante cheiro como pela embalagem que é deliciosamente original e que vai ficar guardada mesmo quando o perfume acabar (que deve ser lá para 2040).

Oscar de la Renta - Gentleman

Lançada em 2016, Gentleman é uma Eau de Toilette bastante aromática, com um cheirinho irresistível que pode não ser o melhor nesta altura de distanciamento social, que dura imenso tempo no corpo e tanto pode ser usado de dia como de noite, de verão como de inverno - é um todo o terreno das fragrâncias.

Oscar de la Renta colocou como notas de topo desta sua criação o champagne, o cardamomo, a toranja e a bergamota, escolhendo para as notas de coração o chá oolong, o alecrim e o gerânio, reservando o vetiver, a leatherwood, o ládano e o âmbar para as notas de fundo.

Oscar de la Renta - Gentleman

Agora a pergunta que se impõe: a embalagem deste Gentleman faz lembrar um dado ou uma peça de dominó? É que já encontrei campanhas comerciais com as duas referências e preciso de saber a vossa opinião!

Big Brother a Revolução: Violência Física e Psicológica - 2 Pesos e 2 Medidas

27.10.20, Triptofano!

Independentemente de gostarem do formato do Big Brother ou mais especificamente se estão a vibrar com este Big Brother -a Revolução ou não, existe algo que não podemos negar, que é número de pessoas a que este programa chega e o impacto que ele pode ter nelas, especialmente as mais novas.

Na noite de Domingo para Segunda, um dos concorrentes, Rui Pedro (ou melhor Rui, que aqui o Triptofano ainda não é amigo do concorrente) explodiu e atacou outra das concorrentes, Joana, a intitulada beta da casa. 

Durante aquilo que pareceu uma eternidade, e que confesso me fez crescer uma bola de angústia no peito, o concorrente gritou, atacou, lançou palavrões e ameaçou Joana, com direito a umas palmadas energéticas na mesa mesmo à frente da concorrente de Cascais.

Se fosse eu que estivesse no lugar da moça ou tinha desatado aos gritos qual feirante histérica quando percebe que lhe passaram uma moeda turca no lugar de uma de 2 euros ou começava a chorar copiosamente, que eu em confrontos sou do pior que há - digamos que a minha inteligência emocional nessas situações deve roçar o zero. Ora Joana ficou impávida e serena, a beber o seu copozinho de água, a olhar tranquilamente para Rui (Pedro) enquanto este destilava ódio mais depressa que os investigadores procuram uma vacina para o Covid.

Mas o que é que isto interessa perguntam vocês?

O importante de tudo isto é que no dia a seguir o Big Brother deu uma advertência a Rui Pedro, coisa singela, basicamente se ficar na casa não vai poder concorrer para líder. E é nesse momento que Jéssica F, o cabelo Pantene da casa, chega e diz: como é que é esta merda?

Pronto, ela não disse exactamente isto, mas foi o que certamente pensou e foi o que eu pensei. Porque Jéssica F. há uns dias atrás recebeu uma nomeação directa devido a num ataque de fúria ter começado a destruir garrafas de minis e uma delas ao fazer ricochete quase ter batido num colega.

Jéssica F. questiona porque é que ela recebe uma nomeação directa por ter tido uma atitude perigosa mas que não tinha intenção de magoar ninguém, e Rui Pedro que só faltou fazer um boneco de vudu de Joana e atirar para dentro da piscina tem apenas uma sançãozita?

E aqui é que o Big Brother se enterra até ao pescoço com a pior explicação do milénio. 

Segundo ele, a violência física de Jéssica F. é mais condenável do que a violência verbal de Rui Pedro, que não levou (felizmente) a nenhuma bolachada na cara de Joana.

E é esta mensagem que passamos para a sociedade. Que se dermos um pontapé numa cadeira ou atacarmos alguém com um objecto é condenável, mas se agredirmos, humilharmos, violentarmos, colocarmos no medo outra pessoa, então já tá na boa.

Porque toda a gente sabe que a violência verbal é coisa de adolescentes com as hormonas aos saltos. Toda a gente sabe que a violência verbal é coisa do momento, que a pessoa não pensou bem, que abriu a boca mais depressa que o cérebro processou informação. Toda a gente sabe que a violência verbal não marca, não destrói nem causa feridas que nenhuma pomada da farmácia consegue cicatrizar.

Muito bem Big Brother, o meu aplauso por em vez de engolires o orgulho e compreenderes que tinhas feito asneira da grossa, preferires manter os dois pesos e as duas medidas no que toca à violência, mesmo sabendo o impacto que tal medida terá!

Parabéns Cara-Metade

25.10.20, Triptofano!

Faz hoje 31 anos,

o meu pilar, a minha rocha, o meu farol em dias de nevoeiro, o meu abrigo em dias de chuva ou de neve, o meu protector em dias de sol que evita que me queime, o meu travão quando vou demasiado depressa, o meu acelerador quando teimo em ficar parado, o sorriso mais bonito, mais franco, mais sem malícia que alguma vez conheci, o olhar mais terno e mais inquisitivo, a pessoa menos sem merdas, sem fretes, sem minhoquices, o homem mais desenrascado com a sua mala de macho, mais curioso e inquisitivo, o melhor professor do mundo, o líder que não tem vergonha de liderar em vez de tentar que todos gostem dele, o amigo para as ocasiões, o eterno namorado que me atura as neuras, o marido que nunca procurei mas que o universo trouxe até mim, porque o universo sempre soube que o que eu precisava que era bem diferente do que eu pensava que queria.

O Cara-Metade faz hoje 31 anos, e se os Parabéns são para ele, eu é que todos os dias sinto que recebi a melhor prenda do mundo.

Amo-te 

Smilling Mind

A capacidade de estar presente

13.10.20, Triptofano!

Desde sempre que o meu cérebro nunca conseguiu ficar tranquilo, e se por um lado é bom sinal visto os nossos neurónios estarem a fazer-nos peso na cabeça exactamente com a finalidade de pensar, por outro é péssimo porque nunca consegui estar durante muito tempo verdadeiramente presente.

Isto significa que se fosse ver uma peça de teatro muito provavelmente a certa altura estava a pensar em algo que tinha acontecido no dia anterior, ou estava a fazer planos sobre o que tinha de fazer nas horas a seguir, resumindo: em vez de viver no presente estava sempre a divagar entre o passado e o futuro.

E claro que isto causa imenso stress, e ansiedade, e inquietação, e uma capacidade de concentração igual à de um floco de neve. A única coisa que nunca me afectou foi o sono, isso cá comigo é chegar à cama e pufa, desmaiar entre almofadas e lençóis.

Com a minha entrada no mestrado os níveis de ansiedade subiram até níveis estratosféricos, e tendo em conta que só passaram duas semanas mentalizei-me que precisava de fazer qualquer coisa para não ter um curto-circuito lá para Dezembro. Das duas uma, ou tomava comprimidos fofinhos e amorosos todos os dias (algo que não queria já que os comprimidos muitas vezes são um penso rápido que não deixam cicatrizar a ferida) ou tinha uma abordagem mais holística.

Existem coincidências engraçadas, e uma delas foi estar a fazer um trabalho sobre o impacto do stress na qualidade de vida e como o mindfulness pode diminuir esse impacto negativo.

Ora se aqui o vosso Triptofano está stressado e está a fazer um trabalho sobre mindfulness, porque não experimentar?

Fiz uma pesquisa na net e descobri a Smiling Mind, uma app totalmente gratuita, sem anúncios chatos e irritantes, que através de alguns minutos diários ajuda-nos a estar mais presentes e a desligar o piloto automático que controla a nossa vida.

O bom da app é que eles não são nenhuns nazis da meditação, a dizer que depois da primeira sessão já temos de nos conseguir abstrair do mundo exterior e estar em comunhão com a nossa alma visceral. É uma prática que se vai ganhando, tal e qual como ir ao ginásio levantar pesos para desenvolver os músculos, só que com a vantagem de se poder fazer em qualquer lugar.

Tenho feito em casa e antes de começar a trabalhar, e confesso que muitas das vezes perco-me a pensar que estou a perder tempo a ouvir a minha respiração quando devia era estar a fazer A, B, C.....Y, Z, mas nessa altura ganho consciência do meu devaneio e volto a focar-me.

Pode ser efeito placebo (apesar dos estudos mostrarem que o mindfulness tem verdadeiro impacto na saúde das pessoas) mas nestes dias ando menos tenso, mais relaxado e já não tenho tanta vontade de espancar os utentes, que coitados não tem culpa nenhuma de a minha paciência andar pela hora da morte.

Deixo-vos o desafio de utilizarem esta app todos os dias durante uma semana, como se de um investimento para a vossa saúde se tratasse. Depois digam-me o que acharam! 

Aulas por Zoom: O que não fazer!

10.10.20, Triptofano!

Como estão vocês meus desvios padrões mais bonitos e simpáticos de todo o mundo virtual e mais além?

Aqui o vosso amigo Triptofano vai na segunda semana do Curso de Mestrado e até agora ainda não teve um fanico!!!! Tendo em conta a quantidade de trabalho que os professores estão a despejar em cima da minha pessoa e dos meus queridos colegas, parece-me que lá para Novembro a história vai ser outra, mas até agora tenho-me mantido forte, só bebendo ocasionalmente um shotzinho de Limoncello...

A minha primeira semana de aulas foi presencial mas esta segunda foi feita através do Zoom (a pandemia veio trazer-nos esta necessidade de passarmos cada vez mais para o virtual) e é sobre o Zoom que eu vos venho falar, mais concretamente o que não fazer quando tiverem aulas através dele.

1) Desliguem o microfone a não ser que queiram falar

Uma das regras de ouro do zoom é desligar o microfone de forma a diminuir a interferência, de forma a poder-se ouvir o melhor possível o orador. Mas desligar o microfone também impede que a meio de uma explicação extremamente profunda sobre o impacto dos estudos epidemiológicos dos surtos de cólera na Londres do século XIX se ouça alguém a gritar OH BERNARDO, JÁ TE DISSE PARA PARARES QUIETO QUE SE NÃO LEVAS UMA ARROCHADA NESSE FOCHINHO. Ninguém precisa de saber quais são as vossas dinâmicas familiares e o mesmo se aplica aos vossos gostos musicais, porque todos sabemos que aquele vídeo da Bruna a pedir para fazer amor com ela que estavam a ver no Youtube e deixaram em pausa vai começar a tocar exactamente no momento em que a Professora perguntar se alguém tem duvidas.

2) Desliguem a câmara se precisarem de fazer algo menos politicamente correcto

Vamos ver se todos entendemos isto de uma vez por todas: se derem um peido com o microfone desligado ele ouve-se na mesma ok? Isto porque a vossa cara vai denunciar-vos numa fracção de segundo. Por isso se quiserem largar uma bufa, tirar um macaco do nariz e depois avaliar a composição calórica do mesmo, retirar cera dos ouvidos ou sacar um naco de bacalhau entre os dentes, então desligam a câmara, fazem o que tem a fazer muito rapidamente, e voltam a ligar a câmara. 

3) Os intervalos não são para dar show

Quando há intervalos entre aulas no Zoom normalmente uma pessoa vai fazer um xixizinho, comer qualquer coisita rápida ou, no meu caso, fazer uma máscara de argila para diminuir os poros do nariz. E sim, 20 minutos entre aulas é mais que suficiente para fazer uma máscara e voltar às aulas com a pele imaculada. Agora o que é importante perceber é que no intervalo além do microfone também se desliga a câmara, porque não vão querer ser aquela pessoa que está a dar show para todos a comer um iogurte de forma sensual ao mesmo tempo que está a balbuciar sons pseudo-eróticos como se tivesse era vontade de usar o iogurte para repor a flora vaginal. Não vale mesmo a pena usar o Zoom para terem um plano B caso os estudos não sejam para vocês, é que por mais que uma pessoa queira não consegue mandar-vos uma gorja através da plataforma.

4) O chat não é para flertar

Nem vou falar que mandar mensagem global no chat com piadas de gosto duvidoso é simplesmente um tiro no pé, porque os oradores muitas vezes estão atentos ao chat para responderem a eventuais dúvidas. Agora mandar mensagem privada ao jeitoso do outro curso que está a ter aulas de Economia juntamente com a vossa turma é um verdadeiro acto de desespero! Com tanto Tinder e aplicação do género vão mesmo tentar engatar alguém que está concentrado em melhorar a sua vida através do estudo e não pela participação em reality shows onde a única coisa que precisam de fazer é comer, dormir e entrar em discussões? Além disso o que é que vão enviar à pessoa? ddtc? idd? act ou pass? Mas ainda vivem no tempo do Mirc ou quê?

5) A regra mais importante de todas - não se dispam em directo.

Claro que quando estamos em aulas por Zoom podemos e devemos estar com calçado confortável. Podemos também estar sem calças, embora seja um bocadinho mais arriscado, porque se por alguma razão temos que nos levantar numa urgência todos vão ver as nossas miudezas (isto claro se estiverem sem calças e sem cuecas).

Mas todo o resto da roupa é para manter no corpo. E eu escrevo esta regra pensando na minha pessoa. 98% do tempo que passo em casa estou despido, porque a casa é antiga, não tem ar condicionado, e mesmo a ventoinha muitas vezes não é suficiente para aquelas alturas em que faz mais calor. Ora eu quando vou para as aulas de zoom estou vestidinho, penteado, com ar imaculado, mas o facto de estar no escritório, com a luz acesa, os monitores acesos, e com a quantidade industrial de informação que me vai sendo passada faz com que comece a ter calor. E qual é o meu primeiro impulso? Tirar a parte de cima e ficar com as maminhas ao léu.

Confesso-vos que em dois dias de aulas por zoom estive para tirar a roupa 3 vezes, sendo que numa delas estava tão distraído que ia mesmo ficando despido. Por isso a não ser que tenham a certeza que isso vos vai dar uma melhor nota mantenham as vossas mãos longe da roupa, é que já ninguém tem idade para iniciar uma carreira de stripper.

 

Há mais alguma regra que conheçam sobre o que não fazer quando estão a ter aulas por Zoom? Partilhem aqui nos comentários! 

Os gadgets do Triptofano: Como Limpar os Ouvidos!

03.10.20, Triptofano!

Pois é meus glucosídeos do coração, depois de toda a excitação (ok não foi assim tanta a excitação que houve mas uma pessoa tem de se convencer a ela própria) relacionada com o meu gadget para usar a pasta de dentes até ao fim, hoje decidi ir investigar que outras preciosidades tenho por casa e lembrei-me de partilhar convosco como é que limpo os ouvidos.

Sim, leram bem, este blog chegou a um ponto tão alto da sua existência que agora uma pessoa até escreve sobre como limpa as orelhitas. Existem aquelas pessoas que criam blogs e tornam-se super mega influenciadores digitais e até são convidadas para comentadores de reality shows, e depois há os Triptofanos desta vida... 

Mas falemos então de como é que aqui a minha pessoa limpa os ouvidos, e porque raio é que isto é sequer um tema de conversa! Isto deve-se simplesmente ao facto de eu ser uma verdadeira fábrica de produção de cera. É que há aquelas pessoas que criam uma cerita de mês a mês, coisa pouca e controlada, mas eu todos os dias tenho de fazer a remoção da dita cuja.

Já pensei em fazer um acordo com o Santuário de Fátima, e em troca da minha cera para eles fazerem mais meia centena de velas em forma de úrsula no estômago e outra meia centena em forma de janete (sim, já que as pessoas inventam nomes para os problemas que têm as velas também precisam de acompanhar, que se não as preces chegam lá ao além e os seres divinos ficam todos confusos que não bate a bota com a perdigota) eles perdoavam-me todos os meus pecados assim numa base anual. Era tipo, chegava-se ao fim de Dezembro e zuca, pecados todos perdoados e folha em branco para começar o novo ano. Era uma win win situation, mas depois de eles terem lido aqui o meu post sobre como quase me ia cagando no rio Ganges o acordo ficou sem efeito.

Ora bem, normalmente o que toda a gente faz é ter uma bela de uma cotonete para limpar o ouvidito, mas já estamos carecas de saber que a cotonete empurra a cera acabando por fazer mais mal do que bem, além de não ser muito eco-friendly (a não ser que seja de cartão ou de bambu) e nunca dever ser atirada para a sanita, para não entupirem a canalização do prédio e os vossos amigos do rés-do-chão terem uma inundação de cocó e outros detritos muito pouco desejáveis.

A opção mais acertada é uma vez por semana fazer-se uma higiene com um produto de limpeza específico para o canal auditivo: existem várias marcas com diversas composições, que além de irem ajudar a retirar um rolhão de cera recente também vão prevenir a criação futura do mesmo. Semanalmente eu uso um desses produtos para fazer uma limpeza um bocadinho mais profunda, mas incrivelmente não chega, e eu também não tenho grande vontade de estar diariamente a bombardear o meu canal auditivo com produtos por mais inócuos que estes possam ser.

Por isso é que um dos meus melhores amigos, uma das coisas que já não consigo viver sem, aquilo que perdi cá em casa durante 3 dias e andei desesperado à procura porque só não perco a cabeça por ela estar agarrada ao corpo, é o ganchinho do ouvido!

Os gadgets do Triptofano: Como Limpar os Ouvidos!

Esta pequena peça metálica além de ser para sempre (não são apenas os diamantes que são para forever) dá um jeitaço para ir buscar toda aquela cera que se teima em esconder além de em casos pontuais de comichão também dá um alívio bastante reconfortante (mas ter atenção que não é para perfurar o tímpano com ele ok?).

Se eram o tipo de pessoas que deixava a unhaca do dedo mindinho crescer ou usavam as chaves do carro para fazerem a inspecção auditiva, comprem um ganchinho do ouvido e vão ver como a vossa vida vai melhorar indiscutivelmente! Palavra do Triptofano!

Primeiro dia de aulas na Universidade: Como foi?

02.10.20, Triptofano!

Ontem foi o tão aguardado regresso aqui do vosso Triptofano à Universidade, que sentou o seu maravilhoso rabiosque das 16 às 21 apenas com curtos intervalos para ir fazer um xixizinho e absorveu o máximo de conhecimento que a sua massa encefálica permitiu.

Primeiro que tudo contar-vos como foi a minha entrada na Universidade, porque sei que vocês estão ansiosos por saber se eu encarnei a Madonna ou Anitta. Pois bem, chegado um quarto de hora antes do tempo eis que encontro uma mão cheia de pessoas fora do estabelecimento, assim todas a cumprir o distanciamento social, que me cheiraram ser os meus colegas de curso. A minha primeira reacção foi também eu ficar tranquilamente à espera de nem sei bem o quê, mas como para aguardar já me bastam as filas indianas no meio da rua sempre que tento ir ao Pingo Doce, decidi entrar sem medo pela Universidade.

Claro que quando o fiz todo um mar de gente me seguiu, e logo ali me senti o líder da comunidade estudantil, guiando as tropas para a batalha do conhecimento, subindo as escadas de peito inchado, carregando no pedal do dispensador com álcool gel com a segurança de quem sabe que aquele é o caminho do seu futuro, abrindo a porta do corredor sem medos....e quase espetando-a na cara do orientador do curso....basicamente no primeiro minuto de Universidade diminui drasticamente as hipóteses de finalizar com sucesso o curso.

Depois de alguns minutos a equacionar se deveria ir ao México fazer uma operação plástica para ficar irreconhecível e concluir que pelo menos não ia ter que mexer na parte inferior do rosto devido ao uso da máscara, começou o dia de apresentações.

Tivemos de dizer quem éramos e apontar um problema de saúde pública (falei dos doentes polimedicados e da complexidade das terapêuticas medicamentosas), tudo num ambiente muito descontraído, sem stresses, muito amigável e cordial.

E foi aí que me espetaram a primeira faca no coração.

Ah e tal o curso vai ser muito exigente por isso vão ter de sacrificar aquelas tardes de domingo no sofá a ver Netflix!

Como assim?????? Mas é sacrificar as tardes a ver Netflix na sua globalidade ou vamos aprender que o sofá não é o melhor local para visionar as Wifes of Atlanta e vamos começar a ver na cama? Estive quase para levantar a mão e colocar essa questão de extrema importância, mas decidi que não queria começar a pensar já em desistir do curso por isso recalquei tamanha informação dramática e fingi que não tinha ouvido que ia estar a pagar uma mensalidade para nada.

Depois foi a vez da apresentação do departamento de informática, que basicamente consistiu em toda a gente a dizer que conhecia aplicação X e eu a ficar com um ar de quem sofreu uma lobotomia e nem consegue cantar o refrão do Dame un Besito da Ana Malhoa, esse sucesso internacional.

Por fim falou-se dos motores de busca que estão à disposição dos alunos para fazer as suas investigações para os trabalhos durante o ano, e eu aí estava descansadinho da vida, porque sou infoexcluído mas bolas, até eu uso o Google!

Eles não usam o Google..........................

Sem exagero falou-se de umas 20 bases de dados e de programas para fazer bibliografias e de apps para refinar a busca e tudo e mais alguma coisa e eu só pensava: onde raios é que eu me vim meter!

Pior, deram-nos a conhecer um software que é utilizado para quando submetemos os trabalhos no portal (então mas isto já não se imprime e encaderna as coisas? agora anda-se a salvar árvores a torto e a direito?) ele fazer logo uma análise detalhada e mostrar se o nosso trabalho está plagiado ou não!

Ou seja, uma pessoa tem que andar à procura de 400 artigos diferentes sobre um tema qualquer e depois nem pode fazer copy paste das partes melhores porque o software queixinhas vai avisar o professor.....juro-vos que fiquei para morrer. Com tantos problemas no mundo e é para isto que usamos a tecnologia, para garantir que uma pessoa realmente faz as coisas da sua cabeça?

Quando saí das aulas meio zonzo de tanta informação, a primeira coisa que disse ao Cara-Metade que teve o carinho de me ir buscar, foi contar-lhe indignado do software anti-plágio e esperar que ele também ficasse surpreendido e revoltado. Ao invés disso ele franziu o sobrolho e disse-me:

Isso é algo que já existe há imenso tempo. Mas tu estudaste no tempo da pedra ou quê?

E pronto, entrei na universidade com 33 anos e saí com 88...

O Primeiro dia de Aulas

01.10.20, Triptofano!

É hoje minhas proteases do coração, hoje que o vosso Triptofano vai voltar à Universidade, mesmo que volta e meia continue a sonhar que afinal deixou uma cadeira por fazer no curso de Ciências Farmacêuticas e andou a aldrabar toda a gente nestes últimos 10 anos a dizer que era Farmacêutico.

Hoje que vou voltar a ser penetrado....pera lá que penetrado não soa bem... que vou ser inundado com conhecimento e fazer com que os meus neurónios comecem a agitar-se descontroladamente como se tivessem snifado farinha de alfarroba antes de irem para uma festa no Lux.

Já recebi um e-mail do departamento de informática a dar-me conhecimento das 128 aplicações que vou ter de instalar para garantir um estudo com sucesso, o que me deixou ligeiramente em pânico, visto eu ser do tempo arcaico em que uma pessoa ia à biblioteca e encontrava tudo o que precisava lá.

Está visto que terei que me adaptar aos novos tempos e fingir que ainda sou um millenial e que domino as informáticas e as vpn's e as rtc's e as porcarias-que-nem-sei-dizer-o-nome. Tendo em conta que já tive de mandar um e-mail ao departamento a dizer que esqueci-me da password para entrar na minha área de aluno e ainda nem começaram as aulas acho que eles já colocaram uma foto minha na parede com a legenda info-excluído!

Mas dramas tecnológicos à parte, há uma questão muito mais urgente que se coloca e que preciso que me ajudem: como é que eu vou fazer a minha entrada na Universidade de forma a transmitir uma boa primeira impressão?

  • De forma angélica e celestial, sem um pingo de malícia no meu corpo, como se fosse uma virgem estudantil tal e qual a Madonna?

 

  • Com um ar sensual tipo manteiga mole que ficou demasiado tempo fora do frigorífico, a mostrar todos os meus dotes não intelectuais para ver se consigo seduzir algum professor incauto, como se fosse a Mariah?

  • De forma manipuladora, fingindo-me burrinho para os meus colegas terem pena de mim, darem-me todos os apontamentos deles e depois eu sacar melhor nota, como se fosse uma Britney a upsar e didei-te again?

  • A mandar toda a etiqueta para o ecoponto e fazer uma entrada triunfal do tipo CHEGUEI (não confundir com o Chega Partido ok?) e marcar logo posição desde o dia 1 em que como sou eu que mando naquela universidade toda, como se tivesse encarnado a Anitta?

Ajudem este vosso aminoácido estudantil a regressar da melhor forma às aulas!