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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O que fazer se um perfume se parte? : Chanel Allure Homme

31.08.20, Triptofano!

Já alguma vez vos aconteceu um perfume partir-se mesmo aos vossos pés?

Felizmente nunca passei por essa experiência mas apenas e somente porque o frasco do Chanel Allure Homme foi feito para resistir a um verdadeiro cataclismo.

Lembrei-me desta história porque agora nas férias resolvi resgatar alguns perfumes que tinham ficado abandonados na casa dos meus pais, e quando vi o frasco desta eau de toilette da Chanel recordei-me da sorte que tinha tido.

Se repararem bem na foto falta um bocado de frasco, que deveu-se a um voo de pelo menos dois metros até ao chão. Tudo aconteceu num dia que estava a voltar do ginásio (esta história é realmente antiga porque a última vez que me lembro de ir ao ginásio acho que ainda havia dinossauros na Terra) e abro o saco com a roupa e os ténis e começo a tirar tudo e a enfiar no cesto para lavar.

O que fazer se um perfume se parte? : Chanel Allure Homme

No momento em que tiro a toalha de banho do saco o perfume vem atrás, (devia estar a dormir quentinho no meio dela só pode) e os meus olhos arregalados observam a rápida trajectória ascendente e descente do frasco que acaba estatelado no chão.

O meu coração naquele momento ficou-me literalmente nas mãos porque se o Allure Homme se tivesse partido iria sofrer por dois motivos.

O primeiro por ter ficado sem o perfume que ainda me custou uns bons euros e que na altura estava praticamente cheio.

O segundo pelo facto da minha mãe ir infernizar-me durante no mínimo dois meses. É que talvez se lembrem mas a senhora minha mãe suporta tão pouco perfumes que chega a mudar 10 vezes de carruagem no comboio só para não ficar ao pé de alguém com um odor demasiado forte.

Agora imaginem toda uma imensidão de perfume a entranhar-se no soalho, nos tapetes, a salpicar a parede, a colcha da cama...

Claro que eu poderia falar-lhe do quão bom era viver numa casa com notas de topo de gengibre, lavanda, tangerina, pêssego, bergamota e limão, ou poder desfrutar todos os dias das notas de coração de gardénia, patchouli, frésia, jasmim, vetiver, anis, cedro, pimenta, rosa e pau-brasil, ou mesmo deslumbrar as visitas com notas de fundo de couro, sândalo, fava tonka, âmbar, almíscar, benjoím, coco, musgo de carvalho e baunilha.

Eu poderia dizer isso tudo, mas ia acabar a dormir na arrecadação enquanto ela arejava o quarto e o desinfectava todo com lixívia...

O que fazer se um perfume se parte? : Chanel Allure Homme

O que é que fizeram quando partiram um perfume? Foi uma experiência traumática ou gostaram de se ver envolvidos numa nuvem de odores?

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado?

26.08.20, Triptofano!

Quando se fala em ter um momento gastronómico excepcional com uma harmonização de bebidas a primeira coisa que nos vem à cabeça é o vinho. É o mais usual e até agora talvez o mais consensual, mas e porque não fazer uma harmonização com cocktails?

Provavelmente estão a pensar que após o segundo ou terceiro cocktail (ou primeiro consoante a vossa tolerância ao álcool) já nem iriam saber o que é que estavam a comer e o resto da refeição seria um misto entre fazer olhinhos ao senhor do fundo da mesa que era na verdade uma árvore com traços humanóides e um sem fim de histórias de como na vossa viagem de finalistas tinham encarnado o espírito de um golfinho.

Para desmistificar a ideia que o casamento entre cocktails e a gastronomia está condenado ao divórcio, o chef Vitor Adão do restaurante Plano, situado na Graça, aceitou o convite de Honório Oliveira, Brand Ambassador da Diageo em Portugal, para um jantar de degustação acompanhado de cocktails com baixo ou nenhum teor alcoólico e cuidados pontos de acidez e doçura, cocktails estes que estiverem presentes no World Class.

O World Class para quem não sabe (e eu não fazia a mínima ideia) é a maior competição de cocktails do mundo, onde participam mais de 60 países, sendo que em 2019 o campeão português foi José Mendes, bartender no The Royal Cocktail Club no Porto.

Refiro o nome de José Mendes por duas razões. Primeiro porque é um rapaz extremamente simpático que esteve presente no jantar a fazer cocktails e a falar sobre este verdadeiro mundo que é muito mais do que enfiar líquidos para dentro de um copo e agitar vigorosamente. Em segundo porque é um prodígio ao nível dos do Entroncamento, porque contou-me que tinha aumentado 10 kgs de peso na quarentena. Ora isto não seria nada de extraordinário se o moço não fosse magro como um carapau, o que só pode querer dizer que lhe nasceu um braço ou uma perna durante o isolamento.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

No dia em que fui jantar cozinhou-se ao ar livre!

Mas falemos do que é mais importante e que vocês querem saber: o que é que eu enfiei para o bucho?

A refeição iniciou-se com três snacks diferentes: cabeça de xara com molho tártaro e pickle de cenoura - esperem uma textura ligeiramente desafiadora mas um sabor muito agradável -, alho francês com alho oriental - aqui o meu conselho é provarem primeiramente de forma separada a flor do alho oriental para perceberem a riqueza do seu sabor - e rissol de berbigão com maionese - um sabor rico que surpreendia por ter um toque de picante na ponta. 

Agora o que eu não consegui compreender nestes snacks foi a obsessão com o sal grosso (talvez até fosse flor de sal mas nesta situação vai dar ao mesmo). O alho francês repousava numa quase cama de sal, enquanto que no topo do rissol podiamos encontrar uma uma pitada generosa de sal grosso. Impossível de comer sem estragar toda a experiência, a única coisa que me restou fazer foi sacudir para o lado.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

O alho francês com alho oriental

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Os três snacks que tive a oportunidade de provar.

Depois veio aquilo que todo o tuga que é tuga adora: pão e coisas para enfiar no pão. O pão da Gleba estava simplesmente delicioso e só era ultrapassado pelo queijo de ovelha alentejano que foi atacado sem dó nem piedade. Também as azeitonas, o azeite transmontano e a cecina de vaca (cecina designa uma carne que foi salgada e depois seca) marcharam que foi uma delícia. 

A única coisa pela qual não fiquei totalmente apaixonado foi um peixe cheio de cebola que não faço a mínima ideia do que era. O grande problema nestes jantares de degustação é que muitas vezes não há menu e mesmo que os empregados expliquem o que se está a comer uma pessoa já não vai para nova e a memória já começa a falhar. Independentemente do nome em latim do bicho só sei que tinha muita espinha o que aliado a uma iluminação de jardim muito romântica mas muito pouco espinha-friendly tornou a degustação da iguaria no mínimo desafiante.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Sal no pão? Porque é que não me surpreende?

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Quem não gosta de um bom azeite para molhar o pão!

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A perdição de qualquer tuga.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

O peixe que comi e não perguntei o nome - falta de etiqueta social eu sei.

O cocktail que acompanhou estes dois momentos foi na realidade um mocktail composto por um chá de frutos do bosque e perfume do bosque (sim, também se usam perfumes nas bebidas) e por Seedlip, um destilado sem álcool que foi o primeiro da sua categoria a ser introduzido no mercado.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Saboroso e sem um vestígio de álcool!

O prato de carapau curado servido com nabo e óleo de carabineiro podia ter sido perfeito não fosse  pela areia que estava no berbigão. Eu peço imensa desculpa mas o meu poder mutante é conseguir detectar traços de areia em coisas que tenham vindo do mar. Seja camarão, seja amêijoa, seja búzio, se houver vestígios de areia eu vou encontrá-los. E para grande pena minha este berbigão deixou-me a mastigar pedrinhas. De resto o prato estava irrepreensível.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

O prato de carapau curado apresentado de forma irrepreensível.

Agora fantástico, soberbo, apaixonante, estava aquela que para mim foi a melhor confecção da noite - a lula de anzol que vinha com um pickle de pêra rocha que me fez ter um pequeno orgasmo. Um orgasmo que nos deixa com os olhos marejados de lágrimas e a boca semi-cerrada como se estivéssemos prestes a ser beijados por um desconhecido (sem Covid e herpes claro) numa discoteca em Nova Iorque enquanto o resto da mesa questiona a nossa sanidade mental.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Lula de anzol - o melhor prato da noite.

O cocktail que acompanhou estes dois pratos tinha um sabor mais desafiante, composto por whiskey, uma infusão de ínula (uma planta halófita) da Ria Formosa, flor de sal e água tónica. Não posso dizer que tenha sido o meu favorito porque eu e o whiskey temos uma relação muito especial, mas isso não me impediu de o ter bebido até ao fim.

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Honório Oliveira e José Mendes a fazerem a sua magia.

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Whiskey e Ínula

Com um molho com base de manteiga, natas e espumante, nunca poderia a corvina ficar mal acompanhada (Deus nosso senhor proteja para todo o sempre a boa da molhanga), sendo que o pickle de curgete que vinha servido com a mesma deixou-me muito boas memórias (já deu para perceber que eu sou um verdadeiro apaixonado por pickles).

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Molhanga - o melhor deste mundo!

A salada de tomate coração de boi com água de tomate e telha de pão surpreendeu-me menos em termos de palato do que estava à espera, tendo em consideração a riqueza e profundidade de sabor desta variedade de tomate, mas mesmo assim foi um bom momento da refeição.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Salada tomate coração de boi.

Agora o verdadeiro momento foi o cocktail com um gin com cordial de coração cítrico com toranja, lima e laranja amarga cujo único defeito foi o tamanho, já que estava tão bom, mas tão bom que era capaz de ter bebido um balde inteiro do mesmo. Ainda tentei piscar o olho ao José Mendes para ver se ele me dava a receita, mas tendo em conta a quantidade de comida que já devia ter acumulada nos dentes naquele momento da noite era evidente que as minhas capacidades de sedução não me iam levar a lado algum.

Gastronomia e Cocktails: Um Casamento (in)Esperado? - Restaurante Plano

Eu de boca fechada para não verem os meus dentes cheios de comida...

Sabem aquele momento em que recebem uma estalada de luva branca mesmo no meio da cara? Pois bem, isso aconteceu-me quando me serviram um cocktail de whiskey e vermute envelhecido ao longo de 14 dias em barrica de Pedro Ximenez com um cordial de café de Timor, laranjas do Algarve, cravinho e flor de anis (digam lá se eu não tenho jeito para o copy e paste? - sabia lá eu o que era um cordial de café ou uma barrica de Pedro Ximenez).

Eu que pensava que não gostava de whiskey vim a descobrir que afinal não estava era a beber os whiskeys certos, porque o Cardhu usado no cocktail era simplesmente divinal (Pai se me estiveres a ler por favor passa-me a dar esta marca nos anos está bem?).

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Quando te ensinam o que devias andar a beber...

Acompanhou este cocktail uma carne Maronesa (uma raça autóctone de gado bovino de Portugal) maturada a 60 dias, servida com jus de vitela e esmagada de batata à transmontana que foi um verdadeiro regalo para o meu estômago.

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A deliciosa carne Maronesa!

Quando já estava satisfeito (mas não cheio - vocês sabem que eu sou pessoa detentora de mais do que um estômago) vieram as sobremesas.

Primeiro uma agradável melancia grelhada com aipo e coentros que serviu de entrada para um éclair recheado com um creme de pasteleiro cítrico. E minha gente, este creme cítrico era obsceno de tão bom. Se este creme cítrico fosse um filme passava depois da meia-noite no canal 18 porque era ordinariamente maravilhoso e só me apeteceu esfregar a cara nele.

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Uma estreia para mim: melancia grelhada.

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Uma palavra para o creme: PORNOGRÁFICO!

O rum da Guatemala servido com as sobremesas deixou-me com um sorriso no rosto devido ao detalhe especial que se encontra na garrafa referente à família envolvida na sua produção e com um arrepio na cavidade bucal devido à sua capacidade de aniquilar qualquer partícula viral que por lá andasse.

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Descubram mais sobre a história do rum Zacapa.

No fim desta refeição muito agradável rebolei-me até casa com a certeza de que nem só de vinhos se acompanha uma boa refeição. Quando feitos com mestria os cocktails tem tudo para ser um conjugue fiel da gastronomia.

 

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Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

25.08.20, Triptofano!

Em 2019 tive a oportunidade de passar uma temporada na Quinta do Mocho, uma quinta de turismo rural situada em Estói, no Algarve.

Este ano fiz questão de voltar a marcar alguns dias para lá, porque para mim a Quinta do Mocho é sem sombra de dúvida o melhor turismo rural do Algarve.

Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

Quinta do Mocho: um paraíso no meio da Natureza!

Não o é devido à maravilhosa piscina exterior que nos permite dar mergulhos deliciosamente refrescantes. Também não o é devido aos quartos, espaçosos, confortáveis, onde a decoração atinge o por vezes difícil equilíbrio entre a simplicidade e o bom-gosto, sem haver bricabraque desnecessário em todos os cantos. Poderia ser devido ao facto de estar tão longe de tudo mas tão acessível a tudo o que seja preciso, permitindo respirar natureza e recarregar as baterias num pequeno paraíso onde se pode perder horas a brincar com as brasas do churrasco, mas também não é isso que torna a Quinta do Mocho tão especial.

Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

Confortavelmente minimalistas, assim são os quartos da Quinta do Mocho

O que torna a Quinta do Mocho o melhor turismo rural do Algarve são as pessoas que dão corpo e alma à quinta: os anfitriões Tó e a Dila.

Fazer turismo rural é muito mais do que ir para um empreendimento mais ou menos luxuoso com uma piscina com mais ou menos área, é ir para a privacidade de uma unidade hoteleira conjugada com o conforto da casa daqueles familiares que nos recebem sempre de braços abertos.

São as pessoas que fazem a diferença, que nos marcam a memória e que nos fazem querer voltar. São as conversas à volta da mesa do pequeno-almoço onde todos os dias a Dila presenteia os hóspedes com um bolo diferente e totalmente irresístivel. É a paixão na voz do Tó a falar sobre o seu Algarve, não de nascença mas de coração, com os melhores conselhos e dicas do que fazer numa região com tanto por onde explorar.

Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

Produtos de qualidade são a chave para um pequeno-almoço de sucesso!

Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

De comer e chorar por mais, assim são as criações doces da Dila.

E depois há os cães, a melhor terapia emocional possível para qualquer pessoa, que habitam afavelmente a Quinta, sendo tão tranquilos que mesmo os mais pequenos podem estar confortavelmente seguros ao pé deles.

Há o Bart, o energeticamente preguiçoso Bulldog francês, e o Sultão, cujo sereno olhar revela uma vivência repleta de alegria, e que infelizmente soube que já não está entre nós fisicamente, mas será sempre parte da história do espaço.

Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

Ansioso por voltar a ver este amigo.

Outra coisa que faz a Quinta do Mocho ser um lugar tão especial é a aceitação. Infelizmente, mesmo com toda a evolução tecnológica que temos, ainda há muita mente fechada e retrógrada. E já senti alguns dissabores com olhares de esguelhas ou piadinhas à boca pequena quando as pessoas perceberam que eu e o Cara-Metade éramos um casal.

Para o Tó e para a Dila o mais importante são os valores que temos enquanto seres humanos, tudo o resto é acessório. Podemos ser homens, mulheres, gays, hetero, trans, pans, azuis com bolinhas verdes ou até translúcidos que isso não impacta em nada o carinho, a simpatia, a disponibilidade e a atenção com que nos brindam todos os dias. Talvez para muitos isto nunca tenha sido uma questão na altura de ir de férias, mas para todos os que possam ainda ter algum receio em viverem a sua verdade num espaço mais pequeno e menos anónimo, a Quinta do Mocho é um porto seguro.

Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

Da esquerda para a direita: Tó, Bart, Dila e o saudoso Sultão

Este ano vou terminar as minhas férias de verão num local onde há uma piscina fantástica, onde a natureza nos entra por todos os poros e em que os pequenos-almoços alimentam um batalhão, mas o que mais me entusiasma é poder dar um abraço ao Tó e à Dila, e agradecer-lhes através do olhar os fantásticos seres humanos que são.

Quinta do Mocho: O melhor turismo rural do Algarve.

 

 

Na Pele do Triptofano: One Million Paco Rabanne

24.08.20, Triptofano!

Antes de começar a comprar perfumes online, quando ia fazer uma viagem de avião aproveitava sempre para dar uma vista de olhos na zona do duty free (que em Lisboa tem aumentado de tamanho de uma forma galopante) para ver se encontrava algum daqueles negócios irrecusáveis.

Há umas semanas atrás, resolvi investigar que coisas permaneciam guardadas no meu quarto de solteiro na casa dos meus pais, e foi que descobri um dos primeiros negócios irrecusáveis que fiz no aeroporto: o One Million do Paco Rabanne.

Na Pele do Triptofano: One Million Paco Rabanne

Foto tirada na Quinta de Santa Teresinha

Tendo em conta que o perfume em forma de barra de ouro foi comprado faz quase 10 anos a minha suspeita era que quando o fosse experimentar ou ele já tivesse evaporado e ficado apenas uma réstia amorfa de água ou que tivessem ocorrido 257 reacções químicas e o cheiro fosse similar ao de uma doninha com diarreia. 

Só que surpresa das surpresas, o One Million continua a cheirar exactamente da mesma forma que há dez anos atrás, sendo que é o perfume que de momento estou a usar nesta semana de férias em Portugal (já que o raio do Covid me estragou os planos de viajar além fronteiras).

Quando foi lançada, esta fragrância de Paco Rabanne foi publicitada como a mais poderosa arma de sedução. Na realidade, hoje, dia em que escrevo este post, quase fui atacado por um pavão que pelo olhar que me lançou estava com vontade de acasalar comigo.

Talvez tivesse sido atraído pelo cheiro do pomelo, da mandarina e da menta picante, ou quem sabe as suas narinas (os pavões tem narinas certo?) tivessem sido enebriados pelo aroma das rosas, da canela e dos acordes condimentados. Porventura poderá ter sido o couro aveludado, as madeiras brancas, o âmbar e o patchouli da Indonésia a descompensar hormonalmente a bela ave ou analisando bem a situação talvez o bicho tenha sentido o cheiro do pão que eu enfardei ao almoço e queria ver se eu possuía algum bocado escondido na barba.

Independentemente de seduzir mulheres, homens ou aves de grande porte, o One Million é um perfume fresco e provocante, cuja fragrância é facilmente reconhecível e permanece durante longos período de tempo no corpo, sendo perfeito tanto para um dia de trabalho como para um saída à noite para esquecer o dia de trabalho.

Na Pele do Triptofano: One Million Paco Rabanne

Foto tirada na Quinta de Santa Teresinha

Por aí, já alguma vez experimentaram este pequeno lingote de ouro ou têm receio que ela possa atrair alguma ave de mau agouro?

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

23.08.20, Triptofano!

Bella Ciao em dez segundos: Nesta cantina italiana até o canal de televisão está em sintonia. Comece com um surpreendente Vitello Tonatto, avance para a cremosidade do Spaghetti Carbonara e termine com a irresistibilidade do tiramisù.

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

Cara de quem está bêbado com Gnocchi...

Ninguém merece um dia de chuva a meio do mês de Agosto, mas quando a vida nos dá limões o melhor a fazer é limonada (ou se tivermos mais alguns ingredientes uma fantástica tarte merengada de limão), por isso se Agosto nos dá chuva então procuramos um lugar com comida reconfortante para almoçar, daquela que nos deixa com um sorriso meloso na cara e com um calorzinho confortável na barriga.

E foi essa comida reconfortante que encontrei na Bella Ciao, uma cantina italiana situada na Baixa Pombalina. Mal coloquei o pé lá dentro foi como se parte do meu cérebro se tivesse activado. A decoração com as latas de massa, as pinturas na parede, a televisão sintonizada num canal italiano…: eu já tinha estado naquele local! A verdade é que tinha jantado no mesmo restaurante há muitos anos atrás mas nessa altura encontrava-se noutra localização, só que como os detalhes mais relevantes mantinham-se intactos foi inevitável ser inundado por uma sensação de que me ia deparar com comida fabulosa. E não me enganei.

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

A decoração do Bella Ciao é inconfundível!

Nas mesas corridas, sem pretensiosismos, descansavam pacotes de grissinos que decidi ignorar e apostei numa entrada tradicional da região de Piemonte: Vitello Tonatto. O Vitello Tonnato é um prato frio que consiste em vitela fatiada coberta com um molho cremoso semelhante à maionese que foi temperado com atum, anchovas, alcaparras e salsa. Se este verdadeiro surf and turf não fosse já por si inexpectável, um pequeno prato com salada, atum de conserva e creme balsâmico faz-nos ainda duvidar mais da sanidade mental de quem está na cozinha. Mas o bom da gastronomia é que consegue sempre surpreender-nos, e que aquilo que porventura achávamos estrambólico revela-se como uma combinação irresistivelmente vencedora.

O mais engraçado foi que depois de ter limpo profissionalmente todo o molho do prato com o auxílio de bocados de pão, o meu cérebro teve novo flash. Quando visitei a Bella Ciao pela primeira vez tinha pedido exactamente aquele Vitello Tonatto, o que me fez suspeitar que talvez devesse começar a tomar algum suplemento para a memória.

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

Quem diria que vitela e atum funcionavam juntos?

Para prato principal o Cara-Metade apostou tudo num Spaghetti Carbonara enquanto que eu arrisquei num Gnocchi alla sorrentina – Fatte a mano. A primeira coisa que precisam de saber acerca destes pratos é que são incrivelmente enganadores, porque apesar de não parecerem muito grandes, os danados albergam uma quantidade gigantesca de comida, por isso preparem-se para dilatar os vossos maravilhosos estômagos. A segunda é que eles são simplesmente e indubitavelmente deliciosos, sendo que é impossível não ficarem apaixonados a cada garfada.

O Spaghetti Carbonara, que é um clássico da cozinha italiana, tantas vezes é assassinado com a junção de natas para obter cremosidade. O Spaghetti Carbonara da Bella Ciao não é só fantasticamente cremoso como apenas leva ovo, queijo Grana Padano DOP, pimenta e Guanciale DOP, uma bochecha de porco curada, relembrando que os pratos mais simples são por vezes os mais difíceis de se conseguirem sem recorrer a artifícios.

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

Cremoso sem usar natas: sim é possível!

O Gnocchi alla sorrentina feito à mão é qualquer coisa do outro mundo. A tentadora combinação de sabores do tomate, do manjericão e do Grana Padano DOP tornam este prato em una cosa molto buona.

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

Ingredientes simples, sabores inesquecíveis.

Para sobremesa veio aquele doce que eu aprendi a gostar desde que passei a ir com mais regularidade a restaurantes italianos: o tiramisù. Já me tinham dito que o do Bella Ciao era provavelmente o melhor tiramisù de Lisboa, algo que me custava a acreditar porque para mim o merecedor do título é o do Pasta non Basta. Só que depois da primeira garfada percebi que ia ter de partir a medalha de ouro em duas metades, porque a porcaria da sobremesa é simplesmente uma das melhoras coisas que eu já coloquei na boca, e vocês que me seguem sabem que nesta boquinha já entrou muita coisa boa. Não há palavras para descrever o quão bom é o tiramisù da Bella Ciao, mas fiquem a saber que me apeteceu esfregar-me todo nele, vontade hormonalmente descompensada que já não me acontecia há bastante tempo.

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

A perfeição em forma de sobremesa...

Se estiverem à procura de um restaurante italiano despretensioso, com comida boa a preços simpáticos, a Bella Ciao não desilude. Aqui nem o descafeinado da Lavazza desaponta!

Bella Ciao: A Cantina Italiana a visitar em Lisboa

 

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O Taco mais Chingón de Lisboa

22.08.20, Triptofano!

El Taco Chingón em 10 segundos: Transporte-se para uma das taquerias mais típicas da Cidade do México por meio de um taco al pastor ou barbacoa, empurre para baixo com um Jarrito de tamarindo e não saia sem provar os churros com doce de leite.

O Taco mais Chingón de Lisboa

O restaurante ficou muito mais chingón com a minha presença não acham?

Com muita pena minha nunca fui ao México mas, o Cara-Metade há uns anos atrás quando trabalhava em consultoria passou um mês na Cidade do México, e ainda hoje fala nostalgicamente dos sabores que encontrou naquele país.

Desde as flautas, passando pelos pozoles e os tacos al pastor de la calle, e acabando na barbacoa em regime de buffet, é evidente que quem prova os sabores mexicanos nunca mais os esquece, já que cada vez que ele desata a viajar na memória um fiozinho de baba começa-lhe a escorrer pelo queixo.

Foi um desses acessos nostálgicos que nos faz procurar um restaurante mexicano para matar saudades, e o escolhido foi o El Taco Chingón em Arroios, perto da praça do Chile.

Chingón é um calão mexicano para algo que é extremamente fantástico (por exemplo, o Triptofano é super chingón) e a verdade é que pelo menos a decoração do restaurante era chingón até dizer chega, repleta de detalhes deliciosos a saltar de todos os cantos.

Único senão: o cheiro a fritos que se veio a descobrir dever-se a um exaustor desligado, mas que não foi o suficiente para nos fazer escolher a esplanada ao invés do espaço interior.

O Taco mais Chingón de Lisboa

O Taco mais Chingón de Lisboa

O Taco mais Chingón de Lisboa

Nem a casa-de-banho foi esquecida no que toca a decoração!

A iniciar a refeição veio Chilaquiles, um prato nacional do México, cuja base são tortilhas de milho em quartos levemente fritas (totopos), que aparentemente é óptimo para curar ressacas. Apesar de não estar ressacado, este Chilaquiles, levemente picante devido ao molho verde, servido com sour cream, cebola roxa, requeijão e frijol negro refrito, estava simplesmente delicioso, e foi devorado avidamente.

O Taco mais Chingón de Lisboa

Chilaquiles: o cura ressacas!

Depois de um início tão promissor a fasquia estava altíssima para os tacos, sendo que o facto do dono do estabelecimento ter vivido 8 anos no México deixou-nos confiantes em que não iríamos ficar desapontados, e felizmente não ficámos.

Antes de falar dos tacos propriamente ditos, deixem-me fazer um apontamento sobre os temperos que vieram para a mesa. Se gostarem de picante e quiserem ficar com a boca a arder, atirem-se de cabeça ao molho vermelho. Caso sejam pessoas mais comedidas, o molho verde pode ser consumido com alguma moderação. Independentemente de colocarem ou não picante no vosso taco, é obrigatório salpicarem-no com lima, de forma a terem um efeito refrescante que irá abrir os sabores.

O Taco mais Chingón de Lisboa

Picante ou não picante?

O Taco mais Chingón de Lisboa

Taco sem lima não é Taco!

Começámos por ferrar o dente num Gringa, um taco em tortilha branca (feita de trigo ao invés de milho) com carne al pastor com queijo derretido, cebola e coentros. Apesar de estar saboroso foi o que no fim da refeição se revelou o menos marcante, visto que a competição entre tacos era feroz.

O Taco mais Chingón de Lisboa

Porque nem todos os Tacos são amarelos!

Em seguida veio um Carnitas, um taco com carne de porco cozinhada lentamente com especiarias e servido com cebola e coentros picados, que ficou em terceiro lugar no ranking dos tacos saborosos que nos fizeram lamber os dedos.

O Taco mais Chingón de Lisboa

O saboroso Carnitas.

A prova de fogo dos tacos é o Taco Al Pastor. Este taco de carne de porco marinada em molho achiote servido com cebola, coentros e ananás assado, que foi levado para o México por pastores libaneses, é o sintonizador da refeição, ou seja, é o prato através do qual se consegue perceber a mestria de quem está na cozinha. E neste caso, quem está na cozinha merece uma canonização, porque uma conjugação de ingredientes tão simples leva a um resultado final simplesmente inolvidável.

O Taco mais Chingón de Lisboa

O clássico: taco al pastor!

Nunca o ditado os últimos são os primeiros fez mais sentido, porque o Barbacoa de Rés, um taco de carne de vaca guisada e desfiada, servido com cebola roxa e coentros, foi o último a ser provado mas ficou em primeiro lugar a nível de sabor. Só de escrever sobre ele cresce-me água na boca, por isso quando visitarem o El Taco Chingón coloquem este menino no vosso pedido, porque é simplesmente imperdível.

O Taco mais Chingón de Lisboa

Só de olhar fico com água na boca...

A acompanhar a comida vieram Jarritos, um refrigerante mexicano já com 7 décadas de existência, feito com aromas naturais de fruta.

O Cara-Metade optou por um mais seguro Jarrito de lima, enquanto eu, à maluca, atirei-me para o de tamarindo, pensando que ia ter de fazer má cara para o conseguir beber. Surpreendentemente o de tamarindo bate aos pontos o de lima, o que mostra que quem não arrisca não petisca (ou neste caso não bebe um Jurrito delicioso).

O Taco mais Chingón de Lisboa

Jurritos: uma bebida com tradição!

Para terminar a refeição pedimos uns Churros com Cajeta (doce de leite) que foram a surpresa da noite. Estão a ver os churros espanhóis com chocolate quente? Esqueçam, estes são mil vezes melhor. Leves, estaladiços, nada enjoativos como muitas vezes os fritos conseguem ser, estes churros eram simplesmente divinais. Então combinados com o doce de leite é de fazerem uma pessoa dar graças por ficar diabética.

O Taco mais Chingón de Lisboa

Churros com doce de leite: um pecado de tão bons que são!

Já sabem, se quiserem um sítio Chingón para irem comer uns tacos à maneira, o El Taco Chingón é o lugar a ir.

O Taco mais Chingón de Lisboa

 

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Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

18.08.20, Triptofano!

Buonapizza em 10 segundos: Se quiser ser o rei do Instagram peça a pizza com folha de ouro mas caso seja mais comedido qualquer uma das outras deixa o estômago feliz e a carteira menos amargurada. Comece a refeição com uma focaccia quentinha, acompanhe com um Wine Spritzer e adoce a boca com o tiramisù.

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

Eu a beber para esquecer o facto de ter sido quase atirado do carro em movimento          

Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso nome..

É assim que o Cara-Metade mantém o controlo sempre que tentamos decidir onde vamos jantar e eu de forma adorável digo que não tenho ideia alguma mas também não me agrada nenhuma das sugestões dele.

Sim, sou complicado no que toca a ir comer fora, porque ou já tenho algum sítio debaixo de olho ou se é em cima da hora parece que nada me puxa por ai além.

Por isso é que ontem depois de uma discussão de vinte minutos onde estava a ver que ia ser lançado em movimento para fora do carro, decidimos que iríamos ao primeiro restaurante que encontrássemos que tivesse um aspecto minimamente decente.

E esse local foi o Buonapizza, um restaurante no Saldanha onde os ingredientes chegam-nos de Itália mas onde a pizza, apesar de o site do estabelecimento o fazer entender, não poder ser classificada como Napolitana.

O bom de ir à descoberta é que não existem expectativas para serem defraudadas. Isto significa que quando entrei no restaurante não fazia ideia de que tipo de pizza vendiam ali, eu queria era comer porque estava esganado de fome.

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

O letreiro que nos fez descobrir o BuonaPizza   

Para entrada chegou uma colossal Focaccia Ripiena di Mozzarela e Pomodoro que me fez salivar assim que a vi, porque nunca pensei que fosse ser tão generosamente grande. A focaccia de tomate seco e alecrim, ainda quentinha, desfez-se na boca, acompanhada dos sabores da mozzarela, do tomate, da alface e do creme balsâmico que deleitaram as minhas papilas gustativas.

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

Grande, suculenta, arrebatadora, esta Focaccia ficou-me na memória e no estômago                      

Depois de aconchegado o estômago chegou a hora das pizzas, feitas num forno de lenha que me deixou intrigado, porque tinha uma placa giratória e um termóstato, algo que parece-me não ser muito tradicional de se ver nos fornos de lenha. Mas pronto, também não sou um expert na matéria confesso.

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

Ao fundo da imagem o forno que me suscitou dúvidas...   

O Buonapizza tem no menu a Buona Pizza Quattro Speciali Tierra e Mare, com mozzarella fior de latte, queijo de cabra, mel, gambas, salmão, philadelphia, pepperoni, salpicão português, molho de tomate San Marzano, folha de manjericão, noz e a bela da folha de ouro. A acompanhar este pecado em forma de comida vem uma garrafa de espumante italiano e, segundo o menu, uma grande festa de todo o restaurante.

Estive quase quase para pedir esta pizza, mas não o fiz porque ela é apenas feita por encomenda e porque custa a módica quantia de 54€....

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

Um dia ainda hei-de vir aqui comer esta pizza.   

Como pessoa pobre que sou fiquei-me então por uma rica (e bem mais barata) Intensitá, com queijo de cabra, noz, queijo mozzarella fior de latte, gorgonzola, provolone, presunto, Grana Padana e molho de tomate San Marzano.

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

Intensitá, intensa e reconfortante.                    

O Cara-Metade, sem grandes surpresas, atacou uma Quattro Formaggi, com queijo mozzarella fior de latte, gorgonzola, provolone, parmesão e molho de tomate San Marzano, tendo pedido como ingrediente extra um picante pepperonni que deu um bocadinho de mais dimensão à pizza.

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

A pizza favorita do Cara-Metade com um extra.                     

Confesso-vos que não esperava nada de extraordinário mas a verdade é que as pizzas do Buonapizza surpreenderam pela positiva. Ricas em ingredientes, bem cozinhadas, saborosas, visualmente apetecíveis, estas pizzas arrumaram a um canto muitas vindas de restaurantes mais afamados. E foram servidas por uma funcionária incrivelmente competente, o que faz com que a refeição ainda tenha mais sabor.

A acompanhar a pizza veio um Opo Wine Spritzer de Morango, uma bebida que consiste na junção de vinho rosé português com morango e framboesa, ligeiramente sparkling e com um teor de álcool de 5.5%. Refrescante e saboroso, esta bebida conquistou-me ao primeiro gole.

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

Vai acima, vai abaixo, vai ao centro e bota adentro!                      

Para sobremesa veio um tiramisù que me fez torcer o nariz quando o vi servido - lembrou-me comida da cantina o que me levou a questionar se uma refeição tão boa iria acabar da pior das formas. Mas a verdade é que a sobremesa estava muito bem confeccionada e sabia deliciosamente bem, merecendo a meu ver um empratamento mais ao nível do seu sabor. Ainda não recebe o título de melhor tiramisù da cidade mas está no Top 5!

Pizza com folha de Ouro? É na Buonapizza!

Para o restaurante ser bom o tiramisù também tem de ser.  

Moral da história: por vezes as melhores descobertas gastronómicas são aquelas que não foram planeadas. O Cara-Metade olha-me de lado sempre que eu venho com esta conversa, mas isso são detalhes...

Buonapizza Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Socorro! Estou com corrimento vaginal!

05.08.20, Triptofano!
Apesar do corrimento vaginal ser um fenómeno natural e necessário - assegura a eliminação de células mortas e outros resíduos - e da sua cor e espessura modificarem-se ao longo do ciclo menstrual, nem todas as mudanças são naturais, podendo ser sinais de uma infecção vaginal!
 

Socorro! Estou com corrimento vaginal!

Vaginose Bacteriana: Um corrimento acinzentado ou branco, com um cheiro desagradável e característico a "peixe", ardor e vermelhidão local são os sintomas mais frequentes e ligeiros. Trata-se com gel vaginal de venda livre ou, em casos mais severos, com antibióticos prescritos pelo médico.

Candidíase Vulvovaginal: Um corrimento semelhante a requeijão, ardor e comichão na vagina e dor durante o acto sexual são as manifestações mais frequentes. A gravidez, a diabetes, a menstruação e a utilização de alguns antibióticos podem facilitar o aparecimento desta infecção. Se for necessário utilizar antifúngicos de aplicação local ter em conta que estes podem danificar preservativos e diafragmas, fazendo-os perder a sua eficácia, aconselhando-se assim a utilização de métodos contraceptivos adicionais durante o tratamento.
 
Tricomoníase: Caracteriza-se por um corrimento amarelo-esverdeado espumoso com um odor desagradável e comichão. Trata-se com antibióticos prescritos pelo médico. A tricomoníase é uma doença sexualmente transmissível, sendo por isso necessário tratar o homem e a mulher, além de usar preservativo nas relações sexuais enquanto houver infecção.
 
Caso não tenha a certeza de qual é a infecção vaginal que sofre, nas Farmácias já existem à venda testes que permitem distinguir entre vaginose e candidíase. A tricomaníase, por ser uma DST, deve ser acompanhada preferencialmente por uma médico ginecologista.
 
Fonte: iSaúde Farmácias Portuguesas
Artigo publicado originalmente no grupo de FB, Fique em Casa! Pergunte ao Farmacêutico!

Cinco Livros que todo o Chef deve ter!

02.08.20, Triptofano!

Quer dar o salto na sua carreira culinária mas não sabe que livros comprar? Farto de investir dinheiro em livros que prometem mas depois não cumprem? Descubra cinco livros que todo o Chef deve ter!

É irónico que uma pessoa como eu, que nem sabe fazer uma omelete em condições, venha falar de livros de cozinha, mas a verdade é que partilhar a vida com um Chef que ama e respira e transpira culinária fez-me saber que livros é que vale a pena comprar (e os que vale a pena ir devolver quando resolvo ser espontâneo e mandar vir um que não está na lista dele) e perceber que quando tiver que mudar de casa vou ter umas boas centenas de quilos para transportar!

Dou-vos a conhecer então cinco livros que todo o Chef deve ter!

 

Under Pressure - Thomas Keller

Cinco Livros que todo o Chef deve ter!

Uma introdução à cozinha a baixa temperatura para fins profissionais. Tem um guia completo para este fim.

Modernist Cuisine - Nathan Myhrvold

Cinco Livros que todo o Chef deve ter!

Um guia completo (são cinco livros bem pesados mais um manual de cozinha) para o cozinheiro moderno entender as fundações da cozinha.

Bread - Jeffrey Hamelman

Cinco Livros que todo o Chef deve ter!

Outro guia completo mas neste caso para quem procura um auxiliar para fazer pão (sourdough) como gente grande, em casa ou profissionalmente.

The Noma Guide to Fermentation - René Redzepi & David Zilber

Cinco Livros que todo o Chef deve ter!

A fermentação é o novo "tempero". Numa linguagem clara e acessível prepara um leitor comum para o processo das fermentações.

The Silver Spoon - Phaidon (originalmente Domus)

Cinco Livros que todo o Chef deve ter!

Uma inspiração que vem de Itália para a cozinha que vai além das pizzas, lasanhas e pastas.

 

Há algum livro do qual me tinha esquecido e achem que devesse estar neste top? Existem muitos outros importantes, visto que a cozinha não é um mundo, é um universo, mas esses ficam para uma próxima!