Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Combater o Envelhecimento dos Olhos: Nuxe Men Contour des Yeux Multi-Fonctions

30.06.20, Triptofano!

Aos 33 anos de idade, posso dizer de boca cheia que na minha região ocular ainda não se instalou nenhum pé de galinha (muito visível) e que papos e olheiras são coisas que na maior parte dos dias não me afligem.

O meu segredo? Besuntar-me com creme de contorno de olhos todo o santo dia, de manhã e à noite.

Não tenho pudor em dizer-vos que quando estou sentado na sanita a pensar na vida é a altura em que o costumo colocar, porque a rotina de uma pessoa é sempre a 1000 à hora e por isso temos de arranjar esquemas e mecanismos, por mais mirabolantes que possam parecer, para conseguirmos tratar de nós.

Agora há dois pequenos truques que, apesar de não serem assim tão Tchanã como o 3º Segredo de Fátima, ajudam bastante a combater o envelhecimento da zona dos olhos.

O primeiro é colocar sempre o creme de contorno dos olhos no espaço entre as sobrancelhas, para evitar o aparecimento de rugas indesejadas nessa zona.

O segundo é utilizarem um objecto frio para espalharem o vosso creme, fazendo uma ligeira massagem. Podem até usar uma colher de café, mas eu pessoalmente recorro ao aplicador metálico em formato de bola (para mim é o melhor em termos de massagem) de um contorno de olhos antigo e já gasto mas que nunca deitei fora por causa deste fim. O que podem até mesmo fazer é comprar um contorno de olhos mais barato mas que tenha este aplicador, e guardarem-no só para vos ajudar a aplicar o vosso creme favorito.

E qual é o contorno de olhos que recomendas Trip?

Se vos dissesse que sou fiel a um contorno de olhos estaria a mentir-vos, porque é produto que eu vou variando bastante conforme a minha disponibilidade financeira e o que me vão oferecendo na farmácia, mas tento sempre que tenha dois ingredientes: cafeína e ácido hialurónico.

Cafeína para reduzir a aparência dos papos e atenuar as olheiras; ácido hialurónico para hidratar a pele e fazer um preenchimento das rídulas e das rugas.

De momento estou a usar o Nuxe Men Contour des Yeus Multi-Fonctions, mas quero que saibam que me é totalmente indiferente se um contorno de olhos tem escrito que é para homem ou para mulher ou para ser alienígena com três cabeças, o que me interessa são as substâncias activas.

Combater o Envelhecimento dos Olhos:  Nuxe Men Contour des Yeux Multi-Fonctions

Este Nuxe Men Contour agradou-me porque além dos extractos de carvalho e hornbeam (raios de nomes que dão às plantas...), possui cafeína vegetal e hialuronato de sódio.

Então mas Trip, tu não tinhas falado de ácido hialurónico?

Toda a razão, mas a verdade é que o ácido hialurónico e o hialuronato de sódio estão taco-a-taco, por assim dizer, mas fica prometido um post mais explicativo sobre estes dois ingredientes no futuro.

Entretanto, quem é que por aí usa fielmente contorno dos olhos?

Na Pele do Triptofano: Nuxe Prodigieux Eau de Parfum

30.06.20, Triptofano!

A primeira vez que tive contacto com o Nuxe Prodigieux Eau de Parfum foi graças a uma utente da Farmácia, que engraçou com a minha cara e me deu uma amostra do mesmo para experimentar. Na altura em Portugal ainda havia apenas o óleo, que pessoalmente não é produto que consiga utilizar por me deixar todo peganhento, e aquela amostra que a senhora me ofereceu vinha directamente de França.

Na Pele do Triptofano: Nuxe Prodigieux Eau de Parfum

Talvez já saibam a minha opinião, mas eu não acredito naquela história de haver perfumes para mulheres e perfumes para homens. Existem sim aromas que agradam mais a umas pessoas do que a outras, mas infelizmente vivemos numa sociedade onde ainda há muita masculinidade tóxica, e os homens acabam por se ver obrigados a comprar coisas que supostamente cheirem a homem, porque florzinhas e coisinhas delicadas são para mulheres.

A minha descoberta da  Eau de Parfum da Nuxe coincidiu com um romance internacional que estava a ter com um francês, porque isto com a globalização uma pessoa tem de ser do mundo, por isso apressei-me a pedir-lhe que na sua próxima vinda a Portugal me trouxesse uma embalagem do perfume. Ressalvar que eu paguei pelo mesmo, já que aqui o vosso amigo Triptofano nunca arranjou nenhum Sugar Daddy, porque ser diabético é uma chatice muito grande.

A verdade é que o romance internacional acabou em águas de bacalhau (percebi depois que o produto nacional é bastante melhor do que qualquer importação) mas o perfume ficou. E coincidência das coincidências, tornou-se a fragrância preferida da minha sogra!

Com notas de flor de laranjeira, magnólia e baunilha, esta Eau de Parfurm de durabilidade média, não fotosensibilizante e que eu direcciono mais para a aplicação de dia, transmite uma sensação de sol e areia, que é a mesma coisa de dizer que nos sentimos como a Ana Malhoa no videoclip da Ampulheta prontos para seduzir o primeiro Tuareg que apareça.

Na Pele do Triptofano: Nuxe Prodigieux Eau de Parfum

Por aí quem é que já experimentou este perfume da Nuxe? Concordam que se sentiram uma espécie de odaliscas (ou odaliscos) do deserto?

Não está tudo bem!

29.06.20, Triptofano!

Há muito tempo que não vinha aqui ao blog, na realidade, há tempo demais que não aparecia por estes lados.

Não posso dizer-vos que foi devido a uma razão ou outra em particular, mas sim à soma de várias variantes, que irei partilhar convosco brevemente.

Posso dizer-vos que não fui infectado com o Covid-19, felizmente, nem padeço de nenhum problema de saúde física. Agora mental já é outra história totalmente diferente.

Eu percebo que todas aquelas mensagens do Vai Ficar Tudo Bem sejam uma forma de dar ânimo e conforto, mas a verdade é que Não Está Tudo Bem, independentemente de ir ficar tudo bem ou mais ou menos bem ou totalmente menos bem.

Antes de escrever este texto pensei qual o tipo de mensagem que iria passar para quem me lesse. Será que me iam achar ingrato? Mimado? Fraco e queixinhas? E depois percebi que eu preciso de exteriorizar, independentemente de haver quem possa considerar que a minha verdade seja apenas uma data de choraminguices.

O Covid-19 está a impactar na minha saúde mental de uma forma que eu não achei que fosse possível. E não é por ter de usar máscara nos transportes ou de ter estar constantemente a desinfectar as mãos. É porque todos os dias estou exposto ao umbigocentrismo das pessoas, que se agravou em 1000 vezes com esta pandemia.

Eu gosto de trabalhar. Gosto do trabalho que faço. Como em todos os trabalhos há dias piores e dias melhores. Mas ultimamente todos os dias são maus, porque a Farmácia onde estou encontra-se mesmo no centro de uma daquelas freguesias de Sintra que são consideradas o epicentro dos novos casos de Covid.

É claro que tenho medo de ficar doente. Medo de passar a doença aos que amo. Medo de precisar de um lugar num hospital e não haver nenhuma vaga. Medo de alguém ter de escolher entre mim e outra pessoa para usar o último ventilador. Seria hipócrita se dissesse que não pensava nisso pelo menos uma vez por dia.

Mas o que me está a deixar verdadeiramente exausto é ter de repetir até à exaustão os protocolos de segurança, que salvaguardam a minha saúde mas também a dos outros.

É certo que há pessoas excepcionais, mas a maior parte do meu dia é passado a pedir para colocar máscaras, para tapar narizes, para não puxar máscaras para baixo, para desinfectar as mãos, para não se aproximar demasiado do balcão, para não colocar as coisas em cima do balcão, para não tentar entrar pelo acrílico dentro, para aguardar fora da farmácia enquanto não for chamado, para entrar dentro da mensagem enviada pelo Centro de Saúde porque devemos evitar mexer no telemóvel do utente.

Tudo isto enquanto se desinfecta constantemente balcões, multibancos, superfícies onde o utente possa ter tocado mesmo quando existem inúmeras referências visuais para não o fazer, a máquina da tensão, a balança, a cara no caso de algum gafanhoto nos ter atingido a testa...

Não é fácil. Também há menos clientes, menos dinheiro a entrar, e existem despesas fixas para pagar todos os meses. Mesmo não sendo patrão não vivo num mundo do faz de conta onde acho que vai existir um buraco com quantidades infinitas de dinheiro para pagar as contas. Percebo que se a minha entidade patronal não facturar o meu posto de trabalho também fica em risco.

Não está tudo bem. Não está mesmo nada tudo bem. Mas pelo menos já me sinto mais leve ao escrever este texto. Talvez o devesse ter feito antes. Só que muitas vezes, nem para nós somos bons.

Mulher Chorando - Pablo Picasso

 

365 Dias - O pior filme da era Covid

08.06.20, Triptofano!

365 Dias, o novo filme pseudo-pornográfico da Netflix, não é mau: é péssimo, horrível e abominável, ganhando por larga margem o prémio de melhor película da era Covid.

E caso 365 Dias se venha a revelar um sucesso só pode ser devido a alguma manifestação clínica ainda não estuda do coronavírus aliado a um perigoso excesso de hormonas acumuladas fruto dos meses de confinamento.

365 Dias - O pior filme da era Covid

A história de 365 Dias está ao nível de qualquer filme da indústria de entretenimento adulto. Mafioso italiano decide raptar polaca com pêlo na venta e dá-lhe 365 dias para ela se apaixonar por ele, sendo que caso isso não aconteça no fim ele liberta-a, sem ressentimentos, como se uma pessoa tivesse ido comprar uma batedeira e a devolvesse no último dia do período experimental. Obviamente que depois de tentar resistir, que uma mulher não pode dar uma de fácil, a jovem polaca atira-se de boca, cu e outros orifícios para cima do mafioso italiano que não tem um pingo de gordura e é detentor de uma pila esculpida pelo Diabo, e é fornicanço até ser preciso Halibut pomada.

A diferença entre um filme pornográfico e 365 Dias? Num filme pornográfico os actores sabem representar!

365 Dias não é erótico, nem sensual nem nos leva numa viagem pelo nossa sexualidade reprimida. É apenas um filme desagradável e desconfortável de se ver, onde não conseguimos deixar de sentir um clima de violação não consentida, que sai da esfera do excitante para entrar na do repugnante.

Só existem dois tipos de pessoas que podem achar que 365 Dias é um bom filme. Mulheres com fraca auto-estima que acreditam que precisam de ser tratadas como bonecas que tão rapidamente são protegidas como castigadas, ou, homens com fraca auto-estima que acham que para conseguirem a atenção de uma mulher precisam de a subjugar pela força e pela violências das palavras.

Todas as outras pessoas mentalmente saudáveis vão apenas fazer pausas estratégicas nas cenas onde o rabo do moço aparece em todo o seu esplendor, porque já que uma pessoa paga a mensalidade da Netflix que pelo menos possa tirar algum proveito, por mínimo que seja.

Para compreenderem o quão ridículo, estereotipado e inadequado 365 Dias é, existe um padrão comportamental durante o filme.

Depois de uma mulher fazer uma felação ao protagonista e ele vir-se, esta fica a tocar de forma pseudo-sensual nos lábios como se a recolher uma gota preciosa de Moët & Chandon que alguém tivesse deixado lá cair (ou de Somersby Amora em caso de um orçamento mais reduzido), quando na realidade se isso acontece todos sabemos que uma pessoa faz é uma cara de enjoado, sem saber se engole ou cospe, e no fim, independentemente da decisão, vai a correr para a casa de banho para bochechar a boca com Listerine.

Se quiserem ver 365 dias é à vossa responsabilidade, mas depois não digam que eu não avisei. Se quiserem ficar pela banda sonora, basta ouvirem no Spotify!

White Lines: 2 razões para ver e 2 para não ver!

05.06.20, Triptofano!

Toda a gente fala de White Lines, a série da Netflix que mostra que Ibiza poderia passar a ser conhecida pela sua estonteante beleza natural, mas continua estereotipada pelas discotecas, quantidades astronómicas de droga e sexo à discrição.

White Lines: 2 razões para ver e 2 para não ver!

White Lines é na sua génese um policial, onde a cada episódio se descobre mais um pouco da vida de Axel, que depois de 20 anos desaparecido é encontrado morto na ilha. Zoe, a irmã mais nova que nunca ultrapassou a perda, aterra em Ibiza vinda de Manchester decidida a descobrir quem matou o irmão, além de aproveitar os intervalos da investigação para viver a vida loca.

White Lines tem os seus prós e os seus contras, por isso deixo-vos 2 razões para verem e 2 razões para não verem uma das séries que mais burburinho tem feito ultimamente.

O Nuno Lopes faz um papelaço. Obviamente que em Portugal só se dá o valor devido a alguém quando esse alguém passa a falar inglês (ou inglês e espanhol neste caso) e faz sucesso com o público internacional. A carreira do Nuno Lopes não começou ontem, mas infelizmente parece que foi preciso entrar em White Lines para subitamente ser descoberto como o melhor actor português/sex symbol/rabo jeitoso no qual toda a gente queria dar uma palmada. Independentemente das vistas curtas e das palas nos olhos, Nuno Lopes faz um papelaço enquanto Boxer, um português que apesar de não falar em toda a série uma palavra do nosso idioma faz publicidade aos vinhos nacionais. E nós sabemos o quanto a nossa economia está a precisar de um empurrão.

A Laura Haddock mexe-me com os nervos. Quem viu Orange is the New Black vai perceber a referência, mas a personagem que Laura Haddock interpreta, Zoe Collins, é demasiado idêntica à da Piper Chapman. Loirinha, bonitinha, privilegiada q.b, mas acima de tudo, irritante. Sempre com um ar muito ofendido, com uma atitude de que todos lhe devem e ela não paga a ninguém, um bocado bolacha sem sal, um bocado sonsa, um bocado quero levar uma queca mas vou fazer o ar de que me importo mas na verdade parece que não me importo tanto assim. Aiiii, era chegar ao ecrã e dar-lhe um par de estalos. Nos últimos episódios até parece que arrebita, mas falta ali qualquer coisa à mulher para me convencer.

A fotografia da série é arrebatadora. As imagens, os planos, os enquadramentos, as transições, tudo é simplesmente perfeito. White Lines não quer ser apenas entretenimento, quer e consegue ser arte visual no seu máximo apogeu. Verdadeiramente enche os olhos de quem vê.

A acção é demasiado lenta. Pelo menos nos primeiros episódios é preciso fazer algum esforço para não cedermos à tentação de estarmos a ver o nosso feed do Instagram ou a planearmos os almoços para a próxima semana enquanto deitamos um olhinho à série. Falta-lhe ritmo, falta magnetismo, falta aquela capacidade fantástica de estarmos sempre presos ao ecrã, sendo que em certos momentos senti como se estivesse numa daquelas novelas em que deixamos de ver 50 episódios mas conseguimos em 10 minutos perceber exactamente tudo o que aconteceu.

Por aí, quem é que já viu White Lines? Gostaram, não gostaram? Qual o vosso veredicto? Já sabem que podem encontrar a banda sonora de White Lines no Spotify.

Mujeres Arriba - Um ano e meio como assim?

02.06.20, Triptofano!

O guião de Mujeres Arriba, a primeira película da chilena Loretto Bernal em exibição no Netflix, levou ano e meio a ser escrito. Após visualizar o filme a única razão que consigo encontrar para tanto tempo de criação de algo relativamente básico é um bloqueio criativo: de um ano e cinco meses.

Mujeres Arriba - Um ano e meio como assim?

Se a série espanhola Valéria é, na minha opinião, uma tentativa frustrada de chegar aos calcanhares de Sexo e a Cidade, Mujeres Arriba é o parente caído numa crise económica de Valéria.

Em Mujeres Arriba, três amigas (quatro já seria demasiado cliché e ficaria mais difícil de manter a distância de segurança) partilham uma insatisfação pela sua vida sexual e apoiam-se mutuamente, enquanto tentam dar a volta por cima ou ficar por cima, dependendo do que der mais resultado.

Se o filme até começa de uma forma engraçada e non-sense, a partir daí não desenvolve nem cativa, sendo aquele tipo de película que eu apelido de cereais moles. Uma pessoa até os come mas sempre a pensar que seriam bem melhores se estivessem estaladiços.

Outra coisa que notei em Mujeres Arriba foi um quase amadorismo no que toca às filmagens, como se estivéssemos perante um daqueles vídeos que se fazem com o telemóvel e depois se mandam para a Internet na esperança de se tornarem virais.

Num filme que evidentemente esteve demasiado tempo em apneia, e em que um dos momentos altos é o chapéu de frango assado que aparece no fim, Natalia Valdebenito, a actriz que interpreta a personagem de Maida, é uma verdadeira golfada de oxigénio não saturado, que faz o melhor que consegue para salvar algo que demorou ano e meio a escrever, mas que se esquece em menos de meia hora.  

Podem descobir a banda sonora de Mujeres Arriba no Spotify!