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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

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14.12.19, Triptofano!

O Leitor Decide

Não se esqueçam que vocês decidem o rumo da história que está a sair no blog todos os domingos!

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Desafio dos Pássaros #14 - Kyanós

13.12.19, Triptofano!

Tossiu compulsivamente enquanto apagava furiosamente mais um cigarro no cinzeiro.

O médico já o tinha avisado que devia parar de fumar, porque a sua saúde tinha-se degradado bastante nos últimos tempos, apesar de ter apenas cinquenta e poucos anos.

Além da tosse havia uma dor de cabeça persistente que o acompanhava e uma sensação de estar sempre enjoado. Até a pele estava diferente, mais húmida e avermelhada. Se não soubesse que tal era impossível ainda consideraria a hipótese de poder estar grávido.

É do tabaco dizia o médico, mas ele sabia que o verdadeiro culpado eram os nervos que o consumiam desde a misteriosa doença da mulher.

Um par de anos mais nova que ele, era uma mulher insossa, sem graça, completamente subjugada e incapaz de dar um passo sozinha. Tinha-se casado com ela porque os pais o convenceram que uma mulher de boas famílias era um óptimo cartão de visita e iria-lhe trazer alguma estabilidade, mas desde o início que ele percebeu que não tinha nascido para aquilo.

Antes de celebrarem o primeiro ano de casamento já ele se tinha envolvido com mais de uma dúzia de prostitutas com quem fazia coisas que a mulher nem imaginava existirem. Gostava especialmente de urinar dentro delas depois de se vir. Nem a todas agradava essa prática, mas ele era o cliente e se ele pagava elas só tinham que obedecer.

Os anos passaram e ele continuou a envolver-se com mulheres, cada vez mais frequentemente, chegando ao cúmulo de um dia, num estado de bebedeira e tesão descomunal, ter levado uma para casa e fornicado-a no quarto de hóspedes, enquanto a mulher dormia placidamente, a estúpida!

Há cinco meses atrás começou a desconfiar que algo de estranho se passava com a esposa.

Ela começou a esquecer-se de lhe fazer o jantar, de lhe lavar a roupa, de comprar os maços de cigarros que fumava diariamente. Primeiro pensou que pudesse estar a orquestrar algum tipo de greve doméstica, mas quando ela por alegado esquecimento deixou um bico do fogão aceso e quase mandou a cozinha pelos ares percebeu que a situação era mais séria do que uma simples birra.

Passou a chamá-lo pelo nome do pai, que tinha falecido há mais de uma década, e mais que uma vez chegou-se a esquecer de quem ela própria era.

Nenhum médico conseguiu perceber qual era a doença de que ela sofria. Uns falavam de demência, outros de Alzheimer, uma neurologista franzina até chegou a colocar em cima da mesa a possibilidade de uma doença auto-imune que devorava neurónios e sinapses.

E ali estava ele, a tratar dela, daquela mosca-morta, daquele pedaço de merda que lhe estava agarrado ao sapato há tantos anos. Só não a deixava porque dependia financeiramente dela, e não fosse a mãezinha que ligava todos os domingos para saber da filhinha coitadinha já a tinha espetado num lar. Ele não tinha nascido para ser um mártir do casamento.

A mulher estendeu-lhe um café com os olhos vazios.

O médico tinha recomendado que ela fizesse ao máximo as rotinas a que estava habituada, de forma a que o cérebro não se desligasse completamente. E algo que ela ainda era capaz de fazer todas as manhãs era o café preto que ele bebia acompanhado de três cigarros.

Naquele dia sentia-se com mais frio do que o habitual. Talvez estivesse a chocar uma gripe. Sorveu um grande gole do líquido castanho na esperança de se aquecer, mas ao invés da temperatura corporal aumentar começou a sentir uma dor forte no peito.

Uma dor que começou a irradiar para o braço, uma dor gigantesca, opressiva, como se um elefante o estivesse a esmagar. Com a mão no peito tentou-se levantar mas as pernas falharam-lhe e caiu no chão.

Olhou para a mulher que o mirava inexpressivamente e arfou desesperado:

Liga para o 112, rápido!

Ela olhou para ele e quase num sussurro respondeu-lhe:

Desculpa amor, mas não me lembro do número!

Enquanto observava os últimos resquícios de vida a abandonarem o corpo do marido sorriu timidamente. Tirou do bolso do avental o frasco de cianeto com que nos últimos meses lhe tinha envenenado pacientemente o café e reviu mentalmente o plano.

Esquecer-se convenientemente do telemóvel em casa para nenhum satélite maluco descobrir por onde tinha andado. Apanhar um autocarro pagando o bilhete com moedas e ir até ao centro comercial da periferia da cidade. Ir a uma das casas de banho e despejar na sanita o resto do cianeto e colocar num dos baldes do lixo o frasco. Voltar para casa e "descobrir" o marido morto, ligando apavorada para o 112.

Um arrepio de prazer percorreu-lhe todo o corpo perante a antecipação do que ia fazer.

Ela tinha nascido para aquilo!

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

12.12.19, Triptofano!

Visconti em 10 segundos: Descubram um restaurante italiano com o melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa, entusiasmem-se com o Risoni, ataquem a Pizza de 4 Queijos mas cuidado se quiserem sentar-se no sofá! 

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Quando soube que no Chiado, em pleno Largo Rafael Bordalo Pinheiro, tinha aberto um restaurante italiano de seu nome Visconti não pude deixar de sorrir, porque a alusão a um dos mais importantes directores de cinema de Itália pareceu-me encaixar como uma luva, já que uma refeição acaba por ser uma espécie de filme onde a comida tem o papel principal e nós ansiamos por um final feliz, que consiste em ficarmos com a barriga cheia e uma fantástica mão cheia de memórias.

Confesso que sempre que vou a um espaço tenho medo de ir com imensas expectativas e acabar por ver-me num filme de terror daqueles japoneses onde as pessoas serram os ossos das pernas ou coisa que o valha mas, a decoração do Visconti, que possui detalhes deliciosos relativos a Bordalo Pinheiro, e a simpatia e amabilidade do staff que me recebeu deixou-me completamente relaxado e bem impressionado.

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

O único problema foi quando a minha pessoa feita preguiçosa decidiu que ia sentar o seu real rabiosque no sofá que está no fundo do restaurante, e aí mais parecia ser o actor principal de um filme de comédia.

É virtualmente impossível conseguirem chegar ao sofá sem arrastarem uma mesa ou darem uma cuzada no prato da pessoa do lado ou mesmo na cara dessa pessoa, o que até pode não ser má ideia se estiverem solteiros e já tiverem esgotados todos os vossos matches no Tinder.

Felizmente para mim que sou casado e não me apetecia ter uma crise conjugal antes da sobremesa, não havia ninguém que pudesse ter o infortúnio de ter sido atacado pelos meus glúteos!

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Quando consegui finalmente sentar-me, serviram-me um fantástico cocktail de autor para evitar que ainda morresse desidratado com o esforço, preparado com Aperol infusionado em pepino, Bourbon, Licor Saint Germain (uma bebida com apontamentos de maracujá, perâ, uva e limão), soda, limão e xarope de açúcar.

Pessoalmente adoro uma boa bebida que tenha pepino na composição, porque activa toda uma panóplia de papilas gustativas. Este cocktail ainda não tinha nome, e se fosse eu a escolher apelidaria-o de Ludovica, por ser simultaneamente doce mas amargo, tradicional mas rebelde. A escolha do nome é uma alusão a uma das minhas séries italianas preferidas, Baby!

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Em termos de comida o enfardamento (que vocês sabem que eu sou um poço sem fundo) começou com um belíssimo cogumelo Portobello, com uma textura muito bem conseguida, recheado com Parmigiano Reggiano.

Se na teoria este cogumelo tinha tudo para ser um super mega hiper orgasmo, na realidade ficou muito aquém, devido ao sabor do conjunto ser muito liso, necessitando de algo mais aromático que o transportasse para outra dimensão, como por exemplo orégãos, tomilho ou manjericão, ou uma manteiga de alho ou mesmo um guanciale (um tipo de bacon não fumado italiano, preparado com as bochechas do porco).

Agora a foccacia de alecrim que acompanhava o cogumelo era simplesmente maravilhosa, extremamente bem cozida e amassada, muito fofa, e impossível de deixar de comer.

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

O salmão fumado da casa era extremamente saboroso, muito bem fatiado, sendo que o sabor do peixe contrastava com o da pimenta preta e complementava-se com o do queijo creme. Além disso o salmão era fumado ao ponto, o que significa que o fumo não dominava o prato e por isso não aniquilava o perfil aromático dos outros ingredientes.

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Se vocês costumarem ler as minhas "críticas gastronómicas" já devem saber qual a pizza preferida do Cara-Metade e que ele pede sempre quando vai a um restaurante: a de 4 Queijos!

Desta vez não foi excepção, e para a mesa veio uma pizza com Mozzarela di Bufala, Gorgonzola, Parmigiano Reggiano e Queijo artesanal de cabra. Feita no dourado forno a lenha que é impossível não ir espreitar, esta pizza de massa alta, fofa e estaladiça, come-se num instante.

É verdade que o queijo de cabra é um elemento mais agressivo que dá à pizza um toque ligeiramente ácido, o que pode não reunir consenso entre todos, mas minha gente, a vida é para experimentar coisas novas e percebermos que há todo um excitante mundo gastronómico à espera que lhe enfiemos o dente.

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Como prato principal o Cara-Metade pediu um Entrecôte Toscano de 240g maturado por 21 dias, que era acompanhado por um Risoni.

Servida na tábua, este entrecôte era todo um festival de sabores, devido à trufa, ao tomate confitado e às mostardas, só que por vezes uma pessoa está à espera de um festival com espaço para 100 pessoas e acaba num com 10.000 - significa isto que para mim havia demasiados elementos na tábua e eu ficaria mais satisfeito com uma apresentação mais minimalista.

Outro ponto menos positivo foi a rúcula servida ter vindo debaixo da carne, o que levou a que com o calor ficasse mole e sem graça.

Agora tenho de destacar os dois pontos fortes deste Entrecôte Toscano.

Primeiro a carne, extremamente macia, cozinhada no ponto, irresistivelmente saborosa e com uma boa quantidade de gordura, o que permitiu que ela não ficasse seca tornando a experiência de a saborear inesquecível.

Depois o Risoni, com o qual eu nunca tinha tido o prazer de me cruzar, e que consiste numa massa italiana com o formato de arroz também conhecida por orzo ou arroz italiano.

Comer um risoni é uma experiência invulgar, onde o nosso cérebro tenta catalogar da melhor forma o que a boca está a ingerir. Arroz doce? Aletria? Por mais que tente não consigo explicar por palavras a sensação que é degustar este saboroso acompanhamento, por isso é algo que devem mesmo experimentar.

Só tenho pena que supostamente o risoni devesse vir com marcarpone e salva, porque não consegui de todo identificar esses elementos, no entanto não foi isso que impediu que ele fosse uma das grandes surpresas da refeição.

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Mas o verdadeiro ponto alto da noite, aquele momento em que eu tive a certeza que tinha incontinência urinária porque libertei uma gotinha de xixi, o prato que ainda hoje me faz ter sonhos húmidos de tão bom que era, foi o Risotto de cogumelos selvagens.

Eu tenho sempre receio de pedir um risotto num restaurante, porque já perdi a conta das vezes que acabei a comer um arroz malandrinho completamente desligado, porém o Visconti fez-me recuperar a fé na restauração Lisboeta, servindo-me o melhor risotto de cogumelos de Lisboa.

Encimado com um gigantesco cogumelo porcini, muito bem marcado e extremamente saboroso, este risotto tinha tudo.

Desde um arroz impecavelmente cozido e ligado, passando por uma quantidade absurda de cogumelos e acabando num sabor verdadeiramente celestial, este prato é obrigatório de ser experimentado quando visitarem o Visconti - a não ser obviamente tenham alergia a cogumelos e mesmo assim vale a pena arriscar se tiverem convosco uma bela de uma Anapen!

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Para sobremesa foi devorado o Il Tiramisù, um tiramisú clássico com um belo sabor a café, com uns palitos de champanhe bem hidratados e rematado com o imprescindível chocolate amargo em pó; e uma La Pana Cotta e Frutti Rossi, bastante agradável, com uma coulis soberba, mas onde eu dispensava as pétalas de rosa e punha mais um bocadinho de pana cotta!

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

O melhor Risotto de Cogumelos de Lisboa é no Visconti!

Se gostam de comida italiana e adoram de morte risotto de cogumelos então precisam mesmo de visitar o Visconti! Garanto-vos que vão entrar num filme com um final bastante feliz!

 

Visconti Chiado Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Qual a melhor forma de limpar um Sex Toy?

E o porquê de o fazer!

11.12.19, Triptofano!

Quando era pequeno passava horas agarrado aos Legos, ao Tamagochi ou à velhinha mas fabulosa Sega Saturn.

Com o passar dos anos e agora que sou oficialmente adulto, apesar de continuar a nutrir carinho por esses jogos de infância, outro tipo de brinquedos entrou na minha vida.

Os Sex Toys - vibradores, dildos, masturbadores, butt plugs, entre muitos muitos outros - vieram dar um novo estímulo à vida sexual tanto de casais como de quem prefere brincar sozinho.

Mas tal como os Legos que precisávamos de arrumar para um pai descalço não os pisar a meio da noite ou um Tamagochi que tínhamos de alimentar para ele não quinar logo no primeiro dia, os brinquedos sexuais também precisam de ser bem tratados e principalmente, limpos!

Qual a melhor forma de limpar um Sex Toy?

Porque é que é preciso limpar um Sex Toy?

Se vocês enfiarem um belo de um dildo pelo rabo acima e quando o tirarem ele vier com um bocadinho de cocó agarrado vocês vão limpar o bicho certo? Se estiverem a abanar a cabeça negativamente então talvez seja melhor reconsiderarem as vossas opções de vida, porque guardar algo sujo para voltar a enfiar no ânus ou na vagina ou na uretra não é de todo recomendado, por razões óbvias!

Mesmo quando visualmente não há corpos estranhos agarrados ao nosso brinquedo sexual, há sempre bactérias e outras coisas microscópicas fofinhas que apanharam boleia para fora do vosso corpo. E se muitas delas são inócuas, algumas podem causar-vos problemas verdadeiramente aborrecidos.

Imaginem que usam um vibrador no ânus e sem o limpar o colocam na vagina! Há grande probabilidade de transportarem bactérias que vão colonizar o trato urinário e causar as maravilhosas infecções urinárias que são tudo menos agradáveis.

Pensem agora que estão com um corrimento anormal mas que vos apetece ter um orgasmo e não querem usar os dedos e vão buscar um brinquedo. Se não o limparem da forma correcta, da próxima vez que o usarem - até já podem ter resolvido o assunto do corrimento - estão a correr o risco de que a vossa saúde vaginal possa piorar ou voltar a ficar desgraçada tudo por causa dos microorganismos que ficaram agarrados ao vosso dildo favorito.

Ter também muita atenção quando existe a partilha de brinquedos. Algo que esteve em contacto com os fluidos corporais de uma pessoa e depois vai estar em contacto com os vossos pode ser o veículo para doenças sexualmente transmissíveis. A melhor forma de garantirem a vossa saúde é colocarem um preservativo no sex toy!

Qual a melhor forma de limpar um Sex Toy?

Os Sex Toys limpam-se todos da mesma maneira?

A primeira coisa que têm de ter em mente quando pensarem em limpar o vosso Sex Toy é de que material é que ele é feito!

Se for de um material poroso, como o látex, a jelly ruber ou o UR3 (um material que dá a sensação que estamos em contacto com pele verdadeira), significa que existem imensos buraquinhos microscópicos onde bactérias, fungos e outros bicharocos podem-se hospedar, enquanto que os materiais não porosos, como o silicone, o aço inoxidável ou o vidro borossilicato, não possuem esses buraquinhos, sendo mais difícil aos microorganismos permanecerem por períodos longos de tempo.

Se já não tiverem a caixa para descobrirem qual é o material do vosso brinquedo e se escrever no Google dildo roxo com três cabeças que giram não for suficiente, tirem uma foto e façam a pesquisa através das imagens, pode ser que consigam mais informações!!

Agora independentemente do que quiserem lavar convém usarem um produto apropriado.

Pessoalmente quando lavo os meus brinquedos uso um gel íntimo com um pH adequado, porque assim aproveito e além dos brinquedos também lavo a minha genitália.

Se preferirem podem utilizar um sabonete das mãos ou um gel da louça desde que seja suave e não tenha perfume, porque os aromas a romã e eucalipto destes produtos, apesar de serem agradáveis, podem dar cabo do pH íntimo causando bastante desconforto!

Qual a melhor forma de limpar um Sex Toy?

Há algum cuidado a ter na lavagem de Sex Toys com motor ou que vibrem ou pisquem ou digam frases sensuais em línguas estranhas?

O vosso brinquedo é à prova de água? Se sim então podem submergi-lo sem qualquer problema. Se não, apelo ao vosso bom senso e amor pelo dinheiro para não o mergulharem numa bacia de água ou sujeitarem-no a intensas chuveiradas!

Lavar Sex Toys de borracha ou látex

Este tipo de brinquedos porosos são mais sensíveis a temperaturas elevadas, correndo o risco de ficarem deformados (uma coisa é comprarem uma pila torta, outra é ela ficar torta depois de a lavarem...). Devem lavar com um produto adequado evitando usar água muito quente.

Lavar Sex Toys que imitam a pele humana

De forma a não estragar a piada destes brinquedos, que é a de ser extremamente realista no que toca a parecer que se está a tocar em verdadeira pele humana e não numa borracha, eles devem ser limpos da mesma forma que os de borracha ou látex mas tendo o cuidado de se usar uma quantidade muito reduzida de sabão.

Lavar Sex Toys de Soda-Lime Glass ou ABS Plastic (esta gente inventa tudo e uma pessoa tem que perder horas nos motores de busca...)

É só lavar da mesma forma que os de borracha ou látex!

Lavar Sex Toys de silicone, aço inoxidável ou vidro borossilicato

Sendo não porosos, estes brinquedos podem ser limpos com um produto adequado e água bem quente caso desejem! Se quiserem mesmo ter a certeza que eles ficam extremamente bem desinfectados então é ferve-los durante uns minutinhos, ou, caso tenham, usarem o vosso esterilizador para dar cabo de todos aqueles microorganismos do demo! (digam lá se a imagem de um esterilizador repleto de chupetas e com um ou outro cockring pelo meio não é gira?)

Posso colocar o meu Sex Toy na máquina de lavar juntamente com a louça do almoço?

De toda a informação que recolhi existem fontes que dizem que certos brinquedos podem ser colocados na máquina, mas há sempre o risco de ficarem resíduos ou de haver estragos, por isso eu não aconselho!

Qual a melhor forma de limpar um Sex Toy?

Agora não se esqueçam de também limpar e guardar bem os vossos brinquedos!

Podem estar a revirar os olhos ao ler isto, mas a verdade é que se não forem criteriosos a limpar a vossa manga peniana e ficar alguma humidade há possibilidade de começar a desenvolverem-se fungos. E se uma pessoa fica enjoada quando vê um bocado de pão com mofo imaginem o que é enfiá-lo dentro de um dos buracos! (o mofo, não o pão, apesar do pão também ser algo digamos diferente...)

Também a arrumação tem que se lhe diga, porque normalmente o que acontece é atirar-se tudo para dentro de uma gaveta, fechar com cadeado e rezar para que os filhos não descubram a combinação do mesmo.

Este tipo de "arrumação" tem a desvantagem que pode levar a que os brinquedos acumulem pó ou pêlos ou até um ou outro mosquito falecido. O melhor é mesmo colocar cada sex toy dentro da caixa ou de um saco bem fechado, ou em alternativa antes de se usar voltar-se a lavá-lo!

Qual a melhor forma de limpar um Sex Toy?

Por aí, como é que tratam os vossos brinquedos sexuais? Tem todos estes cuidados ou às vezes baldam-se um bocado? Contem-me tudo! 

 

O Leitor Decide - Campral

08.12.19, Triptofano!

O Leitor Decide - Qual a Decisão de Ana:

a) Atira-se em direcção às ondas - 4 Votos   b) Dá meia volta e regressa ao carro - 10 Votos

O Leitor Decide

 

Gaivotas em terra tempestade no mar, mas a verdadeira tempestade vivia dentro dela. Ana não queria morrer, queria simplesmente viver de outra forma, mas as únicas opções de que dispunha era esperar pela morte ou ir ao seu encontro.

Respirou fundo mais uma vez, cerrou os punhos e...

Se quiser que Ana atire-se em direcção às ondas siga para a página 128, caso ache que ela deva dar meia volta e regressar ao carro vá para a página 497.

Lúcia arregalou os olhos perante a necessidade de tomar uma decisão, algo que ela não esperava ter de fazer quando tinha comprado aquele livro.

Na verdade a decisão de o adquirir não tinha sido dela, mas sim do alfarrabista que visitava há anos, que literalmente a obrigou a comprar aquele exemplar decrépito, prometendo que ela não se ia arrepender, que a história era fascinante, absorvente, e que um livro assim precisava de estar com uma mulher como ela.

Lúcia normalmente não ia em conversas e comprava apenas aquilo que realmente lhe dava na gana, mas houve algo nos olhos do alfarrabista que a fizeram entregar-lhe a nota de 10 euros e enfiar o livro na bolsa, deixando o velho homem com um gigantesco sorriso de satisfação.

E agora ali estava ela, em casa, agarrada ao livro, a pensar qual a decisão que Ana deveria tomar.

Não conseguia compreender porque é que estava stressada, afinal era uma história, não é como se fosse realmente decidir a vida de uma pessoa verdadeira, mas ao mesmo tempo algo dentro dela sorria por ter o controlo, por poder brincar aos deuses em vez de ser sempre ela subjugada ao destino. Naquele momento, independentemente de ser ficcional, Lúcia era a Deusa-Toda-Poderosa que decidia se aquela mortal se atirava contra as rochas ou se por outro lado lhe dava uma nova oportunidade de viver.

Depois de muito ponderar decidiu que a deixaria viver, e foi de forma ansiosa que folheou o livro até chegar à página 497.

*Respirou fundo mais uma vez, cerrou os punhos e......deu meia volta.

Apesar de naquele momento odiar a vida, Ana não tinha a coragem suficiente para encontrar a morte. Tal como não tinha tido a coragem para ir procurar o marido e cuspir-lhe na cara, ou de telefonar ao filho e dizer que se ele não a queria ajudar então ela também não tinha obrigação de lhe transferir todos os meses para a conta uma mesada.

Era uma cobarde, e por mais ódio que sentisse dela própria não conseguia por um ponto final naquela história. Lá dentro, em algum lugar recôndito, havia uma esperança de que as coisas poderiam melhorar, de que ainda havia um lado B da vida que ela ainda não tinha encontrado.

Entrou para o carro, trancou a porta e entregou-se a um choro compulsivo, com um torrencial de lágrimas a toldar-lhe a vista. Chorava o passado, o presente e o futuro, e foi essa aceitação da sua fragilidade enquanto ser humano que a impediu de ver a figura negra encapuçada que se encaminhava na direcção da sua viatura.

Quando Ana se deu conta já era tarde demais, e só teve o instinto de proteger a cara dos milhares de pequenos pedaços de vidro que foram projectados após a figura partir com uma pedra o vidro da janela do carro.*

PUM PUM PUM

Lúcia deu um salto do sofá quando ouviu as pancadas na porta de entrada. Primeiro pensou que pudesse ter sido uma partida da sua mente, mas segundos depois a porta voltou a vibrar.

PUM PUM PUM

Quem estava a bater parecia não quer anunciar a sua chegada mas sim quase deitar a porta abaixo para entrar. Lúcia estava pálida e mesmo sem dar conta tinha sustido a respiração.

 

O Leitor Decide - Qual a Decisão de Lúcia:

a) Vai espreitar para descobrir quem bate à porta

ou

b) Silenciosamente fecha-se na casa-de-banho.

Deixem a vossa escolha nos comentários! No próximo domingo a história continua de acordo com a vossa decisão!

Desafio dos Pássaros #13 - Priligy

06.12.19, Triptofano!

Se fosse eu, Triptofano Manel, a fazer o remake da Bela e do Monstro, o final do filme seria mais ou menos assim:

Bela dirige-se para o salão com o Monstro, pronta para fazer uma dança cuja coreografia tinha aprendido no dia anterior no Youtube. Começam a dançar bem agarradinhos, num roça roça delicioso, porque o Monstro apesar de feio e peludo, era caralhudo. Bela fica completamente entusiasmada quando aquele colosso se lhe finca contra o diafragma, porque com dois metros e vinte a virilha do Monstro fica-lhe quase à altura da cara. Mas a festa acaba depressa. Tão rápido como cresce a verga perde o seu fulgor, ficando uma nódoa babosa nas calças do Monstro. Bela percebe que o Monstro sofre de ejaculação precoce mas não se apoquenta com a situação: o pai trabalha como delegado médico e ela oferece ao Monstro uns comprimidos para ele não se vir tão rapidamente. Mas para surpresa de tudo e todos, o Monstro recusa. Diz a Bela que o verdadeiro amor não necessita de ter penetração, que ambos podiam ser felizes juntos com outras práticas, como a mútua masturbação. Bela compreende que tem andado à procura da coisa errada estes anos todos e que alargou vagina e rabo em vão, porque o verdadeiro amor está ali mesmo à frente dela. Beija o Monstro de forma apaixonada e flores e floquinhos de neve e merdas que tais rodeiam o casal. O feitiço quebra-se mas o Monstro continua com a mesma aparência, porque ele nunca foi feio, o coração de Bela é que estava deturpado, sintonizado apenas numa beleza externa supérflua. Agora que já não está amaldiçoada pela mesquinhez da sociedade actual Bela consegue ver o que realmente é essencial para se ser feliz! Os objectos que também estavam enfeitiçados porque alguém achou que iam dar audiências ao filme voltam à sua forma humana e passam a trabalhar para Bela e para o Monstro, não antes de se inscreverem num sindicato de forma a não serem explorados e terem direito a horas extra e dias de férias e coisas que tais! O único que não volta à sua forma humana é o candelabro que acaba por ser o ajudante masturbatório de Bela, já que qualquer Monstro (ou Homem) que se preze sabe que não há problema algum em que a mulher utilize um acessório enquanto ele ataca noutras frentes.

A cena final seria o casamento da Bela e do Monstro, onde aparecia a Ana Malhoa (para garantir o sucesso do filme) a cantar um emotivo:

Eu nem tento não

Por isso presta atenção

Foca-te nesta visão

Foguetão em projecção 

Ficas tipo um vulcão

Em ponto de ebulição

Sem controlo nessa mão

 

E pronto, agora digam lá se eu não nasci para uma carreira em Hollywood? 

 

 

O que é que eu gostaria de receber nos meus anos?

05.12.19, Triptofano!

Durante os últimos tempos o Cara-Metade perguntou-me insistentemente o que é que eu gostaria de receber nos meus anos, porque segundo ele, eu sou das piores pessoas para dar uma prenda!

A verdade é que eu já tenho tudo o que necessito em termos de bens materiais - apesar de uma pessoa nunca dizer que não a meias e cuecas porque são produtos de desgaste rápido especialmente para quem tem um escroto bem recheado- e não queria mesmo algo que ficasse arrumado a um canto sem ter utilidade, apenas para dizer que recebi uma prenda de X ou Y euros.

Por isso disse ao Cara-Metade que gostaria de ter como prenda uma coisa que me fizesse genuinamente feliz, independentemente do preço, porque a felicidade está verdadeiramente no valor que nós damos às coisas, e não no valor que as coisas possuem.

Quando ele hoje, no dia em que celebro 33 anos (e o meu corpo grita desesperadamente como se já tivesse 76), ofereceu-me isto, soube que era mesmo amor para a vida toda!

O que é que eu gostaria de receber nos meus anos?

Um caixote cheio de batatas fritas, que ironicamente fizeram sorrir o meu coração, e digo ironicamente porque as veias que elas vão entupir com colesterol irão dar vontade do meu coração fazer muito coisa menos sorrir!

Mas que se dane, uma pessoa só faz 33 uma vez na vida e há sempre a possibilidade de já me colocar na lista de espera para um cateterismo certo!?!

Socorro! Posso desenvolver alergia ao látex? - A síndrome látex-frutos!

03.12.19, Triptofano!

Quando estou na farmácia e às vezes recebo receitas em tal estado de conspurcação dou por mim a pensar que a vida seria muito melhor se trabalhasse todos os dias de luvas, de forma a dar um bocado de descanso ao meu pobre sistema imunitário.

No entanto, se pudesse/tivesse que usar luvas diariamente, optaria por luvas que não fossem de látex, porque é possível desenvolver uma alergia a esta substância.

Socorro! Posso desenvolver alergia ao látex? - A síndrome látex-frutos!

Felizmente, hoje em dia a alergia ao látex é rara, atingindo menos de 1% da população, mas existem dois grupos muitos específicos que são mais afectados.

O primeiro é o dos profissionais de saúde, esse grupo que além de ter de levar com vírus e bactérias e desabafos sobre a prima porcalhota que anda envolvida com o padre da terra, ainda corre o risco de desenvolver alergia ao látex devido ao contacto diário com luvas de borracha.

O segundo é o das crianças que foram submetidas a múltiplas cirurgias, em especial aquelas cujos procedimentos foram realizados nos primeiros meses de vida muitas vezes devido a malformações congénitas.

Se ter alergia ao látex é péssimo, visto que esta substância encontra-se em milhares de produtos (lembro-me sempre dos preservativos e da dificuldade que muitas vezes é encontrar para venda opções sem látex), pior ainda é uma coisa chamada síndrome látex-frutos.

Esta maravilhosa síndrome afecta por volta de 50% das pessoas alérgicas ao látex, e faz com que elas, devido a reactividade cruzada, tenham reacções alérgicas, muitas vezes bem chatas, após a ingestão de frutos e vegetais! (ou seja uma pessoa quer ser saudável e arrisca-se a cair para o lado...)

A banana, o abacate, a castanha e o kiwi são os alimentos que desencadeiam mais reacções, apesar da papaia, a noz, o figo, a manga, entre outros, também poderem estar implicados, mas com menos frequência, sendo que com o tempo, quem sofre desta síndrome começa a fazer reactividade cruzada a mais e mais alimentos!

 

Desse lado existe alguém com alergia ao látex? Sabiam que a podiam desenvolver? E a síndrome látex-frutos, conheciam ou nunca tinham ouvido falar?

 

O Leitor Decide - Anastrozol

01.12.19, Triptofano!

Respirou fundo!

Aquela era a segunda praia do mundo com maior nível de iodo, e a verdade é que o cheiro que lhe inundava as narinas era totalmente diferente do cheiro de qualquer outra praia que já tivesse conhecido. Talvez fosse por isso que, sempre que necessitara no passado de tomar uma decisão complicada, aquele fosse o local escolhido para reflectir profundamente no próximo passo a dar.

Naquele preciso momento estava perante uma decisão que nunca imaginara ter de tomar, e dar um passo em frente significava literalmente cair num abismo de ondas que batiam devastadoras contra uma falésia silenciosa de olhares alheios, enquanto que dar um passo atrás era sinónimo de continuar uma luta que já lhe tinha sugado a carne, o sorriso e a alma.

Tudo começara para Ana com um pequeno nódulo que a médica lhe assegurou não ser nada de especial! Uma pequena cirurgia, meia dúzia de anos a tomar um medicamento que lhe causaria dores excruciantes nas articulações, e tudo ficaria bem, garantiu-lhe de boca escancarada a mulher de bata.

As coisas não foram tão simples.

A pequena cirurgia tornou-se uma grande operação onde foi necessário retirar todo o peito. O tecido estava tão necrosado que a reconstrução mamária foi posta de lado com medo de haver rejeição por parte do corpo. A mesma rejeição que Ana sofreu por parte do marido, que deixou a casa enquanto ela estava num tratamento, mandando-lhe apenas uma mensagem a desejar sorte mas que não era capaz de continuar a vida com uma mutilada.

Era assim o amor, com prazo de validade e garantia de devolução em caso de avaria.

A meia dúzia de anos a tomar o medicamento não chegou sequer a um, com o comprimido fúcsia a ser substituído por dois amarelos, um azul e três gelatinosamente castanhos, acompanhados com uma injecção a cada três meses, porque o cancro tinha-se espalhado para os ossos.

No último exame que fez, a médica, outra, porque a primeira Ana negou-se a querer voltar a vê-la, mostrou-lhe uma fotografia dos seus ossos com várias bolinhas, umas maiores que outras, que representavam as metástases tumorais.

É como se tivesse luzes de Natal espalhadas pelo seu corpo! - disse serenamente a médica.

Podia-lhe ter chamado puta, podia ter dito para ela ir brincar com a situação para outro lado, podia ter chorado e gritado e berrado que não era justo, mas Ana já estava num ponto em que apenas se esforçava o mínimo para conseguir sobreviver.

Se o filho ainda lhe desse algum apoio, talvez as dores que a incendiavam fossem mais suportáveis, mas o curso de Nutrição Desportiva tirado numa cidade espanhola era mais importante que tudo o resto. No fim não o condenava, afinal não podia exigir que ele abdicasse da vida dele para atenuar o sofrimento da vida dela.

Foi com dificuldade que se enfiou no carro e conduziu até aquela praia onde agora se encontrava, embrenhada pelo som das ondas que rebentavam contra a falésia e por um ocasional grito duma gaivota pousada na imaculada areia.

Gaivotas em terra tempestade no mar, mas a verdadeira tempestade vivia dentro dela. Ana não queria morrer, queria simplesmente viver de outra forma, mas as únicas opções de que dispunha era esperar pela morte ou ir ao seu encontro.

Respirou fundo mais uma vez, cerrou os punhos e...

 

O Leitor Decide - Qual a Decisão de Ana:

a) Atira-se em direcção às ondas

ou

b) Dá meia volta e regressa ao carro

 

Deixem a vossa escolha nos comentários! No próximo domingo a história continua de acordo com a vossa decisão!

O Leitor Decide

 

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