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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

31.12.19, Triptofano!

O Porto é uma cidade cheia de locais emblemáticos e atracções que merecem ser visitadas, mas caneco, a melhor coisa da Invicta é, sem sombra de dúvida, a sande de pernil com queijo de ovelha da Casa Guedes, situada no número 130 da Praça dos Poveiros.

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

Esta sande é tão boa, mas tão boa, mas tão boa mesmo, que uma pessoa até pode estar sem fazer sexo há dois anos e meio que quando lhe espeta o dente nem se lembra mais disso porque descobre que o verdadeiro orgasmo é digerir esta pequena maravilha dos deuses.

Enfiadas numa carcaça de mistura que nos obriga a abrir bem a boca, havendo o real risco de tirarmos o maxilar do sítio, estão saborosas fatias que se desfazem literalmente na boca de pernil de porco. Este pernil é cozinhado durante cerca de duas horas, com um tempero especial da tasca (como carinhosamente a Casa Guedes se apelida a ela própria), sendo que num dia normal são servidos 20 pernis! (o que é muito porco, ou como dizem em trás-os-montes, muito reco mesmo)

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

Envolvendo as fatias de pernil encontra-se uma generosa fatia de queijo de ovelha de Celorico da Beira, que com o calor da carne se funde à mesma causando um momento inesquecível para as papilas gustativas acompanhado de um sonoro Huuuummmmmmmmmmm de quem prova!

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa GuedesO que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

Mas nem só de quantidades astronómicas de sandes de pernil vive a Casa Guedes. 

Os pratos de batatas fritas caseiras são uma constante nas mesas desta tasca, sendo que a minha pessoa tentou com todas as forças do seu ser resistir a enfiar a cara no meio delas. Felizmente, foi sem sucesso, porque estas batatas são simplesmente fenomenais, independentemente de poderem aumentar em 10 pontos o nosso índice de colesterol, e valem muito mas muito a pena serem devoradas.

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

O croquete de vitela recheado com queijo de ovelha pode não ser a escolha óbvia devido ao sucesso da sande, mas a verdade é que não desaponta quando se compara com os melhores croquetes do país.

A cremosidade da carne juntamente com o filho da puta do queijo que é bom até dizer chega (com todo o respeito à mãe do queijo) fazem com que este croquete mereça mais destaque do que de momento tem, independentemente de muitos considerarem a junção destes dois ingredientes como uma coisa do demónio! (na minha singela opinião, há espaço para tudo, o importante é que o resultado final seja bom e agrade ao cliente)

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa GuedesO que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

Assim sendo, se estiverem na capital Invicta, não deixem de visitar a Casa Guedes e deliciarem-se com a sua oferta gastronómica. É verdade que as filas gigantescas de nacionais e turistas podem ser desencorajadoras, mas não se deixem enganar porque o serviço eficiente faz a fila andar depressa, sendo que depois só precisam de esperar no máximo meia dúzia de minutos para terem o vosso pedido nas mãos.

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

Nesse intervalo podem sempre visitar a casa-de-banho do espaço (e não fosse eu falar dela), uma extravagância de azulejos dos anos 70, da qual só precisam de ter cuidado quando descem o primeiro degrau para não se espatifarem todos pelas escadas em caracol abaixo.

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

O que comer no Porto: Sande de Pernil com Queijo de Ovelha da Casa Guedes

 

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The Sacrifice: Porto Exit Games

Victum Vestri Vereor Huic Venatus Obsideo

31.12.19, Triptofano!

Já é tradição sempre que venho de visita ao Porto fazer um escape game, e desta vez o escolhido foi o The Sacrifice da Porto Exit Games.

Apesar de eu e da minha maravilhosa equipa, que a partir deste dia será conhecida como Os Bufadores, termos escapado com minuto e meio de sobra, foi um jogo complicado no qual precisámos de mais ajudas daquelas que gostaríamos, e onde a minha pessoa não conseguiu cumprir nenhuma das promessas que tenha feito a si mesmo relativamente a este tipo de jogo.

A primeira foi a de me manter calmo. Eu juro que tento manter a calma, olhar para as coisas com paciência, não gritar com ninguém, não stressar com o tempo....mas não consigo. Basicamente toda a gente está tranquila e focada e eu estou aos guinchos para usarem a porcaria da chave na gaveta porque já só temos 10 minutos e temos de conseguir sair a tempo. Confesso que acredito piamente que são os meus incentivos gritados num comprimento de onda capaz de provocar otites a canídeos que aceleram os meus colegas e nos fazem sair a tempo, mas eles não são da mesma opinião.

A segunda foi de tentar não me matar, que é uma coisa que não é suposto acontecer num escape game mas que eu aparentemente não consigo evitar devido à conjugação do stress com o facto de ser descoordenado de nascença. Desta vez foi no momento da fuga: era eu o último a sair quando lancei-me numa queda artística para o chão quase dando com os dentes numa mesa (mas o que interessa foi que consegui sair a tempo).

Deixem-me partilhar convosco a sinopse do The Sacrifice para perceberem melhor que tipo de escape estamos a falar!

The Sacrifice: Porto Exit Games

"Tu e os teus amigos estão a passear na Praça Guilherme Gomes Fernandes e ouvem uma menina chorar desesperadamente no edifício nr 53.

Quando ouvem gritos decidem subir para a ajudar (porque chamar a polícia já está fora de moda. O que uma pessoa quer é enfiar-se na casa de outra para ainda ser acusada de invasão de propriedade...). A casa está assombrada com o espírito da pequena Emily von Verder. Erica von Verder, sua mãe, montou uma série de armadilhas e magia negra para conseguir reencarnar o espírito da sua Emily num novo corpo. A única forma de conseguirem escapar vivos é sacrificarem um dos vossos amigos para dar vida à pequena Emily (e aqui o que eu aconselho é fazerem equipa com alguém que não gostem para se verem livres dessa pessoa).

Conseguirão decidir quem sacrificar ou morrerão todos quando Erica largar toda a sua fúria sobre vocês?"

O The Sacrifice é um jogo mais ritualista, onde vão precisar de ter em atenção as instruções em vez de cada um ir tipo barata tonta fazer experimentações.

O fantástico é que este escape, que precisa no mínimo de 4 pessoas para ser jogado, é mesmo para ser feito em equipa. Isto é, se houver uma pessoa que lhe apetecer ficar na casa-de-banho o jogo todo não vão conseguir chegar ao final. Além da comunicação o The Sacrifice exige cooperação.

Outro ponto positivo são os cadeados, ou aloquetes como são chamados aqui no Porto, que são muito variados, desde com números, letras e até mesmo direcções.

Relativamente ao sacrifício, é mesmo preciso sacrificar alguém, homem ou mulher, que isto hoje em dia os espíritos são muito menos exigentes.

No nosso caso, eu fui o sacrificado, não porque a minha equipa se quisesse ver livre de mim, mas porque havia tão pouco tempo de sobra que em vez de estarmos a discutir quem dava o peito às balas eu resolvi ir em frente.

Não foi fácil porque enquanto os outros fugiam eu fiquei preso, tentando libertar-me das forças malignas e estava a ver que não conseguia. Tive de dizer uma data de palavras em latim e evocar toda a minha energia do terceiro olho para me salvar, mas o importante é que consegui!!!

Se estiverem na zona do Porto e quiserem passar uma hora extremamente divertida, o The Sacrifice é uma aposta ganha. Além de que ainda podem ver-se livres de alguém que não gostam, o que convenhamos, é ouro sobre azul!