Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Na Pele do Triptofano: Sensilis Skin Delight Revitalizing Black Exfoliator

30.11.19, Triptofano!

Se há coisa que eu gosto de fazer quando vou a casa de um amigo é de enfiar o nariz em todos os produtos de cosmética que ele tenha.

Foi assim, ao visitar uma querida amiga que tenho em Matosinhos, que descobri o Skin Delight Revitalizing Black Exfoliator (não podiam ter escolhido um nome mais curto para o bicho?) da Sensilis, que basicamente é um exfoliante à base de carvão activado que promete dar um brilho celestial mesmo ao rosto mais apagado.

Na Pele do Triptofano: Sensilis Skin Delight Revitalizing Black Exfoliator

A Sensilis leva tão a sério as suas alegações que mediu a luminosidade do rosto de 20 voluntários 30 minutos após a utilização do exfoliante através de reflectometria, sendo que o resultado foi em média +30% de luminosidade, o que é fantástico especialmente para pessoas como eu, que muitas vezes andam no trabalho com cara de zombie, devido a noites mal dormidas, ao stress e à poluição!

Confesso que quando vi as instruções deste produto fiquei um bocadinho confuso.

Aplicar uma a duas vezes por semana após a higiene do rosto com uma boa massagem e um generoso enxaguamento pareceu-me normalíssimo, mas não consegui compreender porque é que a marca sugeria que a melhor altura do dia para usar o produto fosse à noite.

Será que a Sensilis estava de forma subliminar a dizer que uma pessoa tinha de se por toda fresca e fofa para ir para a disco engatar tudo o que se mexesse?

Afinal a razão para tal advertência deve-se ao facto deste Skin Delight possuir na composição uma combinação de derivados da vitamina C e E, que, apesar de terem uma fantástica acção antioxidante e contribuírem para a uniformização do tom de pele e para um aspecto mais luminoso, podem ser sensibilizantes se aplicados antes de uma exposição solar.

Prós e Contras

Eu sou um acérrimo defensor de que todas as pessoas deveriam fazer uma exfoliação pelo menos uma vez por semana de forma a estimular a regeneração celular, e como este exfoliante da Sensilis está indicado para todo o tipo de peles então não conseguir resistir a experimentá-lo.

Na Pele do Triptofano: Sensilis Skin Delight Revitalizing Black Exfoliator

Prós

Deixa a pele verdadeiramente mais luminosa. Não se fica a brilhar como um diamante a pontos de cegar uma pessoa na rua, mas realmente notei que a pele ficou com mais luz, para grande surpresa minha!

Espalha bastante bem! Quando usei o produto estava com uma barba ligeiramente grandita, e fiquei com medo que todo um ninho de ratos se formasse nos meus pêlos faciais, mas não! O produto é muito fácil de massajar e não fica grumoso, tornando a aplicação muito mais confortável.

O tamanho do produto é generoso! Podem dizer que o tamanho não importa, mas 75 ml de produto é de deixar qualquer um com um sorriso de orelha a orelha.

Tem uma espátula para uma aplicação mais higiénica. Eu sei que todos nós lavamos as mãozinhas muito bem antes de usarmos um produto de beleza, mas o facto deste exfoliante da Sensilis vir munido duma espátula para não enfiarmos os dedos dentro dele é uma segurança extra.

Possui vitamina C e E, o que enriquece em muito a fórmula, não sendo assim um simples exfoliante físico com acção mecânica.

Contras

Não é para todos os tipos de pele, apesar do que a marca diz. Eu tolerei bastante bem o produto, sem reacção nem vermelhidão, mas a minha amiga tem a pele ultra-sensível e no caso dela este exfoliante é demasiado agressivo por causa da acção mecânica. Quem sofra de elevada sensibilidade a nível da pele é preferível optar por um exfoliante enzimático.

Pode deixar alguma sujidade, especialmente se forem trapalhões. Eu sou a pessoa mais desmiolada da Península Ibérica, e quando usei o produto em vez de lavar logo as mãos estive a passeá-las pela cortina do banho, lavatório, etc....o que resultou em algumas simpáticas manchas pretas devidas ao carvão, que saíram com facilidade é certo mas que podiam ter sido evitadas.

O Veredicto Final

Na Pele do Triptofano: Sensilis Skin Delight Revitalizing Black Exfoliator

Com uma acção mecânica, o Sensilis Skin Delight Revitalizing Black Exfoliator promete uma pele mais luminosa e cumpre, muito graças à vitamina C e E. 

Para quem possui uma pele com um aspecto mais cansado, devido à exposição solar ou a um estilo de vida demasiado acelerado, este exfoliante físico é uma boa aposta, sendo que os resultados vão ser mais evidentes com a continuação da utilização.

A única ressalva é para quem possui pele extremamente sensível e que pode não tolerar este produto!

Na Pele do Triptofano: Sensilis Skin Delight Revitalizing Black Exfoliator

Vocês usam exfoliante todas as semanas? Físico, químico ou enzimático? Ou é algo que ainda não adicionaram à vossa rotina de beleza?

AQVA Pour Homme de Bvlgari

30.11.19, Triptofano!

Quando escrevi sobre o Dior Homme Intense, a Joana Rita nos comentários falou sobre um perfume que tinha herdado do ex-namorado mas que curiosamente não lhe fazia lembrar do pulha. 

No momento em que li isso, lembrei-me automaticamente do AQVA Pour Homme da Bvlgari, um dos primeiros perfumes pelo qual me apaixonei perdidamente mas com o qual estive de relações cortadas durante anos, tudo porque tinha-me sido apresentado por um ex-namorado que não deixou as melhores memórias de sempre.

AQVA Pour Homme de Bvlgari

Quando decidi que estava pronto para avançar e que poderia tolerar a memória do ex sem ter a necessidade obsessiva de lhe fazer uma boneca vudu (o que seria difícil tendo em conta que o moço é careca) resolvi comprar o AQVA - o pior é que existe mais que um e a minha memória é coisa fraca e na altura em que o meu relacionamento foi uma pessoa ainda não colocava fotos de tudo e mais alguma coisa no Instagram para depois se poder lembrar.

A forma que tive de resolver a situação foi ir a uma perfumaria e snifar todos os perfumes da gama, e é fantástico percebermos a dimensão da nossa memória olfactiva, porque bastou uma milésima de segundo após entrar em contacto com a fragrância para ter a certeza de qual era.

Hoje em dia sempre que coloco o AQVA pour homme da Bvlgari ainda me lembro do ex, é uma espécie de memória entranhada na minha pele, mas não fico arreliado nem nostálgico nem nada do género. Simplesmente lembro-me e creio que enquanto não ficar com Alzheimer hei-de me recordar sempre do moço.

Mas perguntam vocês, o perfume pelo menos é bom?

Imaginem que estão assim em meados de Julho e resolvem navegar pelas ilhas Gregas, só vocês no vosso barco, acompanhados do calor do sol e da imensidão azul do mar. AQVA seria o perfume ideal para usarem, porque ao pertencer à família dos aromáticos aquáticos tem a capacidade de transmitir força, beleza, calma e paz - tudo sensações que me invadem quando relembro as pequenas viagens de barco que fiz em território grego.

As notas de saída, que conferem a este perfume um toque fresco e cítrico, são de petit grain, laranja e tangerina. As algas marinhas, a alfazema e a flor do algodoeiro são as notas de coração, responsáveis pela viagem aquática que a fragrância evoca, sendo que esta termina com as notas de fundo, nas quais se encontra o patchouli, o cedro da Virgínia, notas amadeiradas, âmbar e lavanda.

Deste AQVA podem esperar uma intensidade sólida na pele e uma durabilidade bastante simpática, sendo que cada vez que derem uma snifadela é impossível não se lembrarem de um daquelas anúncios de perfumes da televisão, com o som das ondas do mar e com um jeitoso morenaço de sunga branca e uma jeitosa morenaça que só não está em top less porque depois o provedor tinha que responder a duas centenas e meia de e-mails irados a acusarem-no de atentado ao pudor.

E vocês, há algum perfume que vos lembre uma pessoa do vosso passado? Conseguem usá-lo ficando em paz convosco mesmo ou preferem afastar-se e viajar noutros registos sensoriais?

Desafio dos Pássaros #12 - Furadantina MC

29.11.19, Triptofano!

Sentiu o jacto quente a invadir-lhe as entranhas.

Ele tinha-se vindo, sem a avisar ou pelo menos fingir que estava a tentar controlar-se para ela também conseguir chegar ao clímax. Aquelas fodas eram sempre assim, bilhetes de primeira classe para o Nirvana que acabavam por ser viagens em carruagens bolorentas pejadas de caganitas de rato para lado algum, terminando com ela montada num pedaço ofegantemente inerte de carne vascularizada.

Desmontou aquele bardoto mascarado de puro-sangue, e dirigiu-se à casa-de-banho.

A médica tinha-lhe dito que a melhor forma de prevenir as infecções urinárias, que eram recorrentemente dolorosas no seu caso, era urinar depois de cada relação sexual e tomar um comprimido de furadantina.

Engoliu o comprimido e sentou-se na sanita para mijar, libertando um jacto quente, tão quente como aquele que lhe tinha invadido as entranhas poucos minutos antes. Talvez Lavoisier tivesse razão, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Olhou para o gel íntimo com uma embalagem obscenamente resplandecente que o farmacêutico da zona lhe tinha recomendado para lavar a zona genital, porque segundo as palavras dele uma vagina bem limpa é uma vagina supimpa.

Paneleiro do caralho, de certeza que nem nunca tinha chegado perto de uma rata e tinha o desplante de afirmar à boca cheia o que era melhor para a vagina alheia. Tinha-lhe comprado a merda do gel só para não o ouvir e raramente o tinha usado, apesar de ter de admitir que quando o fazia a sensação de conforto com que ficava era desconcertante.

Olhou pela janela da casa-de-banho.

Os primeiros raios de sol começavam a aparecer, aniquilando as sombras que invadiam o seu jardim.

O jardim onde adorava escavar, remexer a terra, sentindo-lhe o cheiro e a textura.

O jardim que fazia fronteira com a casa da vizinha, uma desbocada que tinha tido o desplante de lhe dizer que não conseguia dormir com os gemidos dela, quando na verdade não conseguia era dormir com os gemidos que o marido emitia naquele vídeo que percorreu toda a aldeia, onde em toda a sua repulsiva nudez era penetrado por uma voluptuosa Shemale.

O mesmo jardim onde empoleirados no diospireiro samarrudo viviam meia dúzia de pássaros, meia dúzia de ratos com asas que não se calavam um minuto que fosse, principalmente quando ela entregava-se ao prazer de cavar.

Tinha chegado a atirar-lhes com uma pedra, a ver se eles desapareciam e a deixavam em paz, mas só tinha conseguido umas horas de silêncio, com os pássaros a olhar para ela de forma acusadora, com a ausência de som a ser brutalmente ensurdecedora.

Talvez eles apenas a quisessem avisar de algo, ou fazer companhia, ou serem cúmplices de um segredo que pressentiam que ela abrigava no seu íntimo. De qualquer das formas já os tinha aceitado na sua vida - ou será que eles é que a tinham aceitado a ela?

Um raio de sol atravessou a janela e incidiu-lhe no pulso, fazendo brilhar a pequena tatuagem de um louva-a-deus.

Relembrou a ocasião em que a vizinha abelhuda viu-lhe pela primeira vez a tatuagem, perguntando num misto de sarcasmo e exagerada ofensa moral se também ela era daquelas mulheres que comiam os homens e lhes arrancavam as cabeças depois.

Do quarto ouviu o ressonar profundo do seu bardoto, abandonado a uma simplicidade nojenta de sonhos com mamas e conas, e não conseguiu evitar rir em surdina.

Descarregou o autoclismo, e, abrindo-lhe a tampa, retirou de dentro uma faca do mato que deixava imbuída num pequeno recipiente com uma solução de hipoclorito de sódio.

Ela não era uma daquelas mulheres que comiam os homens e lhes arrancavam as cabeças depois. Ela preferia simplesmente cortar-lhes a garganta.

Limpar a Pila depois de Urinar: Sim ou Não?

28.11.19, Triptofano!

Sabem aquele momento em que colocam em questão um hábito que perpetuaram durante anos e anos porque aparentemente nem toda a gente faz como vocês?

Isso aconteceu-me na semana passada, quando numa conversa banal entre colegas de trabalho, começou-se a falar da chatice que é as mulheres terem de se limpar sempre que urinam, algo que os homens não fazem.

Ou melhor, pensava eu que os homens não faziam, porque a minha pessoa quando acaba de urinar sacode a piloca vigorosamente, arremessando gotas de xixi em todas as direcções possíveis e imaginárias mas sempre com o cuidado de não acertar nos óculos que depois é toda uma complicação para os limpar, guarda o bicho e segue a sua vida descansadamente.

Só que aparentemente os maridos das minhas colegas limpam todas a pila depois de mijar com um bocadinho de papel higiénico, o que me fez questionar seriamente se seria eu o badalhoco ou se elas é que querem viver iludidas de que tem um homem imaculado em casa.

Limpar a Pila depois de Urinar: Sim ou Não?

Realisticamente acho muito complicado um homem limpar sempre a pila depois de urinar, porque nunca vi nenhum dispensador de quadradinhos de papel junto a um urinol público, por isso um homem a querer limpá-la ou tem de andar com uma caixa de toalhitas esmagada no bolso ou tem de ir com a piloca na mão até uma zona onde haja papel, o que pode ser interpretado como assédio pelos restantes utilizadores da casa-de-banho, o que nos dias de hoje é um perigo, já que as pessoas metem um processo por dá cá aquela palha.

Além disso limpar o pénis com papel é extremamente perigoso para a boa saúde do membro, porque vai haver sempre bocadinhos de papel que vão ficar presos, principalmente se o homem ainda não tiver dado um corte na capota do seu automóvel para ficar descapotável, e esses bocadinhos de celulose podem começar a fermentar e no limite levar a que o membro gangrene e caia.

Por outro lado, a higienização da pila pode ter a vantagem, única e exclusiva no meu ponto de vista, de poupar alguns esgares de nojo no momento do sexo oral.

Não há coisa pior que uma pessoa ir toda satisfeita para fazer um valente broche, já ali mentalizada que vai ficar com boqueiras de chupar com tanta força, completamente convencida que desta vez é que vai conseguir colocar os dentes para dentro para não fazer uma queimadura de primeiro grau naquele pauzão delicioso, e depois sentir o sabor a xixi na boca.

Opá, é o maior corta tesão de todos os tempos, a pessoa está ali entusiasmada e depois vem aquele sabor à boca que quase que dá vontade de rasparmos as nossas gengivas com pedra pomes.

Seria fantástico se alguém criasse uns toalhetes com sabores para a higienização do pénis, de forma a ele ficar simultaneamente livre de potenciais organismos patogénicos e delicioso.

Já me estou a imaginar na farmácia com o meu ar extremamente profissional a perguntar:

Então, hoje prefere que o seu pénis saiba a rosmaninho selvagem, a peru recheado ou a mousse de chocolate? Deixe-me informar-lhe que na compra de três embalagens de toalhetes penianos terei todo o gosto em oferecer-lhe um spray de frutos do bosque para o buraco do cu, sendo que por um valor extra há a opção de ser eu a colocar-lho!

Seria assim atingir o ponto mais alto da minha carreira não acham?

Agora fora de brincadeiras, senhores que visitam o blog e senhoras que tenham homens em casa, como é que é? A pila limpa-se depois de urinar ou é sacudir e toca a andar?

Desafio de Escrita dos Pássaros #11 - Eligard

22.11.19, Triptofano!

Escovinha

Olá queridos leitores do Triptofano, quem escreve hoje sou eu, a Escovinha.

Sou uma das três porcas do Trip, mas modéstia à parte, sou a que mais classe possui, não fosse ser uma porquinha-da-índia de raça, com direito àqueles diplomas e linhagens familiares e coisas que tais.

A verdade é que já não era para estar aqui convosco, porque estive mesmo à beira de bater a bota, tudo devido a uma data de tumores que me apareceram de repente. Basicamente um dia estava bem e no outro parecia um saco cheio de noodles, duros e nada confortáveis.

Os tumores eram tão grandes que a minha qualidade de vida estava a deteriorar-se de dia para dia.

Quando respirava fazia-o de forma muito profunda e audível, como aquelas pessoas despidas dos filmes que o Trip gosta de ver à noitinha no telemóvel.

De vez em quando o meu intestino também fazia uns barulhos muito estranhos e não era rara a vez em que libertava um peido estratosférico, assim do género do que o meu papá deu e quase ia matando o gato, lembram-se?

Também o meu pêlo estava a cair todo, já estava a ficar carequinha, como aquelas senhoras que decidem depilar tudo para um encontro e depois descobrem que não conseguem controlar o jacto de urina e é ver o esguicho a voar em todas as direcções possíveis e imaginárias.

A minha sorte mudou quando os meus papás decidiram dar-me uma injecção de Leuprorrelina, uma coisa que origina atrofia testicular nos homens, mas que a mim, contra todas as previsões, fez com que os meus tumores regredissem no espaço de uma semana - um autêntico milagre da ciência.

O meu pêlo voltou a crescer, deixei de respirar ofegantemente, os meus peidos pararam, e comecei a comer feita doida!

E deixem-me dizer-vos que é fantástico ter dois pais panascas, porque eles compram vegetais biológicos e rações de marca e feno com pedacinhos de trevo selvagem, e outras paneleirices que só servem para gastar dinheiro, mas que eu e a as minhas manas não dizemos que não.

Na verdade, estamos tão gordas que cada vez que ouvimos o frigorífico a abrir ou um saco a ramalhar começamos logo a guinchar, desejosas que nos coloquem mais comida à frente para darmos ao dente.

Os papás também me estão a dar um multivitamínico à seringa, para eu ficar ainda mais forte, e eu adoro chupá-la. Fico mesmo deliciada, quase tanto como a Rosinha fica ao chupar um gelado! (eu ia falar do papá Trip e do quanto ele gosta de chupar pila mas depois lembrei-me que ele podia ir ler isto).

De resto os dias são calmos e serenos. Como, durmo, brinco um bocadinho, arrelio a mana, guincho à outra que está numa gaiola separada porque pensa que é vedeta, e de vez em quando lá tenho uma ou outra emoção.

A última que me lembro foi quando o papá Trip bateu uma punheta e depois esqueceu-se de ir lavar as mãos antes de me pegar ao colo! Haviam de o ver quando deu conta, ficou uma semana a pensar se havia alguma possibilidade de me ter engravidado, mas não se preocupem, eu fiquei bem e ele começou a tomar um anti-psicótico assim daqueles levezinhos!

Gostei muito de falar convosco!

Uma mordidela com carinho e até uma próxima.

Escovinha 

 

Restaurante O Beco | Alfama

21.11.19, Triptofano!

O Beco em 10 segundos: Descubram um restaurante onde a comida portuguesa é rainha e senhora, deliciem-se com um dos melhores pica-paus da cidade, estejam preparados para um extremamente reconfortante bacalhau com natas e no fim provem a "inofensiva" aguardente de medronho!

Restaurante O Beco | Alfama

Caso apanhem um Uber ou similar para visitarem O Beco, situado em Alfama, não se admirem que o vosso motorista vos deixe a dois minutinhos a pé do espaço, porque o restaurante fica literalmente num beco, e não há carro que lá consiga entrar. Obviamente que podem ter a sorte de encontrar uma UberMoto, mas aí tenham cuidado com uma possível transmissão de piolhagem via capacete!

O Beco enquanto restaurante caminha a passos largos para o centenário, mas foi há pouco mais de um ano que, graças a uma nova gerência, se reinventou em termos de qualidade e arte de bem servir, mantendo no entanto o respeito pelo receituário tradicional português.

Restaurante O Beco | Alfama

A comida neste restaurante é descomplicada, sem artifícios nem passos de magia para enganar os nossos sentidos, numa nudez sensorial que leva tudo a jogo sem máscaras ou ocultações. É uma comida complexamente simples, banal em termos de nome mas nada trivial no que toca ao paladar.

Posso dizer-vos que os pratos do O Beco chegam a ser arrogantemente bons, porque também é assim que são apresentados - sem falsas modéstias nem pedidos de desculpa pela qualidade dos ingredientes, e às vezes esta confiança no produto pode ser confundida com um toque de caganice! (posso escrever caganice num texto sobre comida? bem o blog é meu por isso posso escrever o que eu quiser certo?)

Mas o que é aqui o Triptofano enfiou para o bucho?

Tudo começou com umas azeitonas, um pãozinho regional e uma broa de milho que estavam uma categoria,  mas foi o queijo curado de ovelha de Sousel, bem aveludado, praticamente a derreter-se na boca, que criou pequenas arritmias linguais.

Restaurante O Beco | Alfama

Restaurante O Beco | Alfama

Restaurante O Beco | Alfama

A seguir vieram uns pastéis de bacalhau crocantes por fora e super fofos por dentro, com um recheio de bacalhau bastante adequado, não sendo daqueles pastéis que possuem 99.9% batata e resíduos vestigiais do peixe. 

Estavam bem fritos, não vinham a escorrer gordura, por isso foi uma verdadeira felicidade enfiar os bichos à boca, sem ter medo de ficar com um sabor de óleo agarrado ao céu da boca!

Restaurante O Beco | Alfama

Os peixinhos da horta não desiludiram nem um bocadinho!

Feitos com feijão chicote e com um polme que era uma mistura de farinha de trigo e de milho, estes peixinhos além da saborosos estavam bastante crocantes, em parte devido a uma distribuição homogénea do polme pelo feijão! Ou seja, não era aquele tipo de peixinho que numa zona está completamente despido e noutra tem vinte sete camadas de farinha como se fosse emigrar para a Islândia.

Restaurante O Beco | Alfama

Sabem quando vos servem um pica-pau e a única coisa que salva o prato é o molho porque a carne está mais seca que a sola de um sapato?

No Beco não precisam de ter essa preocupação, porque além do molho ser incrivelmente suculento dando muita vontade de molhar lá o pãozinho (ou ir lá directamente com a língua que isto uma pessoa não precisa de estar sempre a fingir que é fina), o corte de novilho usado é super tenro, com um ponto de carne bem conseguido sem estragar o produto, o que se traduz numa carne húmida e que não se consegue evitar devorar num micro-segundo.

Restaurante O Beco | Alfama

Restaurante O Beco | Alfama

Para finalizar os petiscos vieram umas Gambas à Guilho, cuja designação correcta seria Gambas ao Alhinho já que o nome é oriundo da expresssão Al Ajillo, que só pecaram pelo excesso de pedras de sal que não derreteram levando a que a fosse necessário varrê-las de cima das gambas.

Tudo o resto porém estava fantástico, deste o calibre extraordinário das gambas (falo do tamanho das bichas), passando pela incrível textura, e acabando no sabor, sendo que estavam bem acoentradas e com uma acidez correcta.

Restaurante O Beco | Alfama

Para prato principal veio uma dose de Bacalhau com Natas bastante generosa que é para valentes, especialmente se já tiverem enfardado uma data de entradas.

Este bacalhau é feito com bechamel o que torna muito mais pesado mas proporcionalmente muito mais reconfortante, especialmente se lá fora estiverem a cair alguns gordos pingos de chuva. O queijo gratinado que cobre o prato é simplesmente divinal, assim de fazer escorrer um fiozinho de baba maroto, e o bacalhau em si é saboroso, sendo que é possível enquanto se come encontrar lascas do peixe o que revela a qualidade da matéria-prima utilizada.

Para acompanhar este prato de Bacalhau com Natas veio uma saladinha mista, para ajudar a aligeirar a coisa.

A salada estava boa mas só torci um bocadinho o nariz ao ver a quantidade gigantesca de azeite com que ela vinha, que era mais que suficiente para o meu pedaço de alface fazer mergulho em apneia e apurar-se para os Jogos Olímpicos.

Restaurante O Beco | Alfama

Restaurante O Beco | Alfama

Além do bacalhau veio um prato de iscas, e iscas ou são boas ou não são, e aqui são realmente boas!

Apresentadas da maneira tradicional com cebola e batata à racha (batata cortada ao meio pelo comprimento), estas iscas foram comidas sem dó nem piedade. De valor também era o molho, porque todos nós sabemos que a verdadeira felicidade de um prato é uma molhanga que dê vontade de enfiar lá o dedo (e a mão....e o braço todo...).

Restaurante O Beco | Alfama

Estava cheio, não posso dizer que não estava cheio, mas está cientificamente provado que existe um estômago secundário destinado somente e apenas a acomodar a sobremesa, por isso foi com alegria que ataquei a saborosa mousse de chocolate caseira.

Apesar de não me ter feito delirar nem desmaiar de emoção, esta mousse de chocolate traz um truque na manga, que é o facto de ser servida no prato à colherada, criando logo todo uma outra envolvência e transportando-nos para aquele imaginário da casa da avó que pega no tabuleiro e pimba, arremessa-nos uma colher bem cheia de delícia de chocolate no prato.

Restaurante O Beco | Alfama

Terminei a refeição com um pequeno copo de digestivo, um copinho minúsculo de aguardente de medronho, que era tão microscópico que não percebi como é que já estava a ficar alegre depois de o ter bebido.

Vale muito a pena provar esta aguardente porque é suave quando se ingere mas depois é como se tivéssemos lambido um boião de Vicks, com toda a zona dos seios perinasais a expandir-se, o que é simplesmente óptimo para quem possa sofrer de sinusite!

Restaurante O Beco | Alfama

Se estão à procura de comida tradicional portuguesa feita com mestria e talento, se querem ter uma refeição em que vos sirvam ingredientes de qualidade ou se precisam de um local para enviarem aquele amigo estrangeiro que vos disse que comeu uma maravilhosa e "típica" Paella no centro da cidade, então O Beco é uma óptima opção, em que dificilmente sairão desiludidos!

Restaurante O Beco | Alfama

Restaurante O Beco Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Juntos: A nova experiência social da SIC

19.11.19, Triptofano!

Juntos é a nova experiência social que a SIC quer trazer para o pequeno ecrã, sendo que o objectivo deste programa é juntar a sabedoria dos mais novos com a dos mais velhos, numa verdadeira relação simbiótica onde ambas as partes ficam a ganhar.

Sinceramente acho que este vai ser um programa que vai-me dar imenso gosto ver, sobretudo para compreender como é que irá ser a dinâmica entre pessoas de gerações tão diferentes, com hábitos e rotinas tão distintos.

Claro que a finalidade do programa é mostrar que temos todos a aprender uns com os outros, mas de certeza que vai haver algum pequeno atrito no início, especialmente quando as pessoas deixarem de ser educadas e começarem a ser reais! (mas pronto, isto sou eu que adoro um bocadinho de drama e se calhar vai toda a gente dar-se bem e ninguém vai-se arreliar com nada para tristeza minha...)

Outra coisa em que acho que esta experiência social vai ser óptima é no combate à solidão.

E aqui não falo apenas da solidão dos idosos, mas também da solidão que muitas pessoas novas sentem todos os dias. Quantos jovens não vivem totalmente sós mesmo tendo amigos, um trabalho, uma rotina, falando com dezenas de pessoas diariamente?

A solidão não é apenas estarmos sós, é numa multidão sentir-mos que somos uma pequena ilha onde nenhum barco ou avião consegue chegar.

Mas filosofias à parte, mal soube da existência do Juntos comecei logo a pensar o que é que eu, Triptofano Manel, poderia partilhar em termos de sabedoria como uma pessoa mais idosa?!

Eis alguns exemplos:

  • Triptofano ensina ao idoso a coreografia da Ampulheta da Ana Malhoa tendo o devido cuidado para não haver nenhuma anca deslocada
  • Triptofano mostra ao idoso como navegar no Facebook de forma segura sem acabar a comprar nenhum colchão em 128 suaves prestações de 49.99€
  • Triptofano ajuda idoso com artroses nas mãos a deslizar para a esquerda e para a direita no Tinder
  • Triptofano coloca monodoses anti-aging vaginais na idosa para ir fresca e fofa ao encontro do Tinder
  • Triptofano repete pela milésima segunda vez que o comprimidinho azul quadrado faz o mesmo que o redondo branco e a diferença é só do laboratório e que ele não está a tentar matar o idoso para ficar com a sua colecção de peúgas de Natal.

Como podem ver, qualquer idoso iria adorar entrar na experiência social comigo!

E vocês, seriam pessoas para participarem num programa destes? Se estiverem interessados basta clicarem na palavra Juntos para saberem como se inscreverem! E caso o façam, por favor, não se esqueçam de me dizer 

O Encerramento das Urgências Pediátricas do Hospital Garcia de Orta

e a Vigília organizada pelas Comissões de Utentes de Almada e Seixal

18.11.19, Triptofano!

A partir de hoje, as urgências pediátricas do Hospital Garcia de Orta vão fechar aos dias da semana entre as 21 e as 8 horas, devido a falta de profissionais para assegurar esse turno.

A medida que o Ministério da Saúde tomou de forma a minimizar o impacto deste encerramento foi reforçar o período de assistência de dois centros de saúde, sendo que está assegurado o atendimento até à meia-noite - depois disso é rezar para que nenhum criancita fofinha tenha algum problema de saúde, o que aliás devia ser proibido, que uma pessoa quer é dormir descansada e não ter que andar a fazer milhas em busca dum hospital aberto porque o rebento decidiu ter uma febre de 42ºC.

O Ministério da Saúde também revelou que entre 2018 e 2019 abriu sete vagas para médicos pediatras, mas dessas sete só uma é que foi preenchida.

E isso leva-me a perguntar: num país onde toda a gente quer ser médico onde é que eles estão afinal? Escondidos debaixo de uma pedra? Emigrados no Dubai? A trabalhar no privado a ganhar o dobro do ordenado que ganhariam no público?

Na minha opinião chegou a altura de haver um governo que tenha tomates e não tenha medo da Ordem dos Médicos como se eles fossem os Cavaleiros do Apocalipse.

Se há falta de médicos a primeira coisa a fazer é tornar obrigatório que um médico que acabe de se formar permaneça X anos no SNS, colocando-o na zona geográfica onde ele é realmente necessário.

Podem achar que isto é cruel e desumano para a pessoa que tem de abandonar família e casa e amigos - e a verdade é que é, mas há muitas outras profissões onde tal acontece e não vejo as Ordens a fazerem um escândalo a nível internacional. Por exemplo, tenho um amigo de Lisboa que foi para a Madeira para terminar o curso de controlador aéreo e uma conhecida de Matosinhos que viu-se colocada em São Miguel por causa da sua carreira de magistrada.

Se o Estado, que somos todos nós lembrem-se disso, gasta dinheiro a formar um médico, faz sentido que depois o veja a ir para o estrangeiro ou para o privado? 

Em segundo, já é altura de abrir uma faculdade privada de medicina!

Se há faculdades privadas de tudo e mais alguma coisa, porque não uma para formar senhores e senhoras doutoras? Ou o mercado dos médicos é tipo o dos diamantes, se houver muito produto em circulação o valor diminui drasticamente?

Enquanto não temos um governo que faça o que é necessário ser feito para acabar com a falta dos médicos de família e com os encerramentos de urgências pediátricas por este país fora, somos nós, cidadãos, que temos de nos mobilizar e fazer ouvir o nosso descontentamento.

Por isso é que as comissões de utentes de Almada e Seixal, com o apoio dos sindicatos, vão concentrar-se hoje em vigília às 20 horas contra o encerramento da urgência pediátrica do Hospital Garcia de Orta, à porta do mesmo.

Quem puder aparecer nem que seja por um período espaço de tempo é muito bem-vindo- afinal a saúde ainda está classificada como um direito fundamental!

Vigília contra o Encerramento das Urgências Pediátricas do Hospital Garcia da Orta

 

Desafio dos Pássaros #10 - Concerta

15.11.19, Triptofano!

Os primeiros raios de sol aqueciam o interior da bucólica viatura que deslizava pelo asfalto, dando um ar quase que divino aos caracóis louros que emolduravam a cara angelical daquele miudito de cinco anos.

Já chegámos? Já chegámos?

As palavras saídas de uma boca tão docemente delicada espantavam pelo tom de maturidade imbuído nelas, como se houvesse uma alma ancestral a habitar naquele pueril corpo que tivesse encontrado nos vocábulos a melhor forma de se expressar.

Norberto olhou pelo espelho retrovisor fazendo contacto visual com o filho, observando deliciado cada centímetro quadrado daquela criatura que era uma extensão dele, aquela amostra de pessoa que segurava ternamente mas com toda a força do seu pequeno ser um grande ramo de astromélias com tons dourados.

Já chegámos? Já chegámos?

Talvez outro pai já tivesse dado um par de berros mediante tamanha insatisfação inquisitória, mas Norberto simplesmentou voltou a estabelecer contacto visual e a sorrir.

O filho tinha sido diagnosticado com uma variedade de hiperactividade que nem os médicos souberam explicar, mas para ele tudo devia-se ao facto da mãe o ter abandonado há um ano.

Os ter abandonado, porque também Norberto se viu de um momento para o outro, sem aviso prévio ou carta registada, sozinho com uma criança para criar.

Aquelas viagens de carro, que pai e filho faziam juntos, custavam-lhe horrores, mas tinha decidido que para o bem estar da criança faria o seu melhor para manter o contacto entre ela e a progenitora.

Nesses dias, Norberto aumentava a dose dos comprimidos que comprava na farmácia da esquina sempre mediante a apresentação do cartão de cidadão para tornar a jornada o mais tolerável possível!

Já chegámos!!!!!!

O carro deteve-se perante um portão enferrujado escancarado, como a convidar todos a entrar, e o garotito dos caracóis dourados, com inesperada habilidade, abriu a porta do carro e, com o ramo de flores bem seguro na mão como se fosse o seu maior tesouro, correu à procura da mãe.

Norberto deteve-se mais alguns instantes dentro da viatura. Colocou os óculos de sol que guardava no porta-luvas e preparou-se para o encontro.

Sabia que iria chorar de saudades por aquela mulher que lhe tinha dado tantas esperanças de um futuro e de um momento para o outro o fizera ficar sem nada, mas não queria que isso perturbasse o filho.

Passou o portão e procurou com os olhos a figura angelical daquele pedaço de gente, daquela memória, eternamente enclausurada nos genes, da mulher que mais amara na vida. Pelo chão meia dúzia de astromélias reflectiam o sol da manhã, perdidas no entusiasmo do reencontro.

E ali, a meia dúzia de metros, o filho repousava a inocência do seu corpo no frio da laje de cimento do túmulo da mãe, tagarelando com um sorriso acerca das aventuras dos primeiros dias de escola.

*

João não conseguiu evitar fungar compulsivamente quando leu as últimas frases daquele livro. Apesar do seu metro e noventa todo ele era uma mistura de soluços e lágrimas e ranho quando lia aquelas histórias tão tristes, como era a de Norberto e do seu filhinho órfão! 

Pegou num lenço perdido entre os invólucros brutalmente assassinados dos chocolates de leite com avelãs e assoou-se ruidosamente!

Célia querida - disse dirigindo-se à mulher que estava na outra ponta do sofá - tens que ler este livro! A história é tão triste que acho que vou ficar desidratado de tanto chorar!

Célia sorriu insipidamente para o marido durante uma milésima de segundo, voltando a embrenhar-se na pesquisa que estava a fazer no telemóvel.

Tinha recebido uma proposta extremamente tentadora a nível monetário de um novo cliente, o problema é que ele queria uma forte componente de coprofilia, algo que Célia nunca tinha sequer imaginado fazer.

Problemas, só problemas...

Mad World | Escape Game da Escape2win

E o meu regresso ao mundo das escapadelas!

14.11.19, Triptofano!

Quem segue aqui o blog há algum tempo sabe que eu sou completamente apaixonado por Escape Games!

Simplesmente adoro o desafio de ser fechado num sítio e num determinado tempo (normalmente uma hora) ter que puxar pelos neurónios (que às vezes parece que entraram em greve) para resolver enigmas de forma a sair vitorioso!

Isto tudo enquanto grito assim ligeiramente de forma histérica com os meus colegas de equipa porque tenho a certeza absoluta que a solução para abrir o cadeado está no ângulo de 57 graus do mosaico ligeiramente lascado do tecto! (obviamente que as minhas certezas absolutas dão sempre em nada e a esta altura do campeonato já devia ter aprendido a ficar mais caladito, mas pronto, é mais forte do que eu...)

Há muito tempo que não fazia um Escape Game, e confesso que já estava a ressacar, por isso quando o Cara-Metade decidiu que para a festa de aniversário dele queria fazer um destes jogos todo eu rejubilei por dentro!

Como éramos 7, escolhemos o jogo Mad World da Escape2win, empresa da qual eu já tinha feito no passado o jogo Asylum, e foi extremamente divertido!

Mad World | Escape Game da Escape2win

A história por detrás do Mad World é simples,

"Ofereceram-te um cogumelo e tu aceitaste, partilhaste com o teu grupo e comeram-no. Sem saber como, dão convosco dentro dum mundo totalmente novo, e louco. Têm agora 60 minutos para encontrar o antídoto, se quiserem voltar a sair."

ou seja, houve alguém que decidiu que era boa ideia fazer uma pequena incursão no mundo das drogas e esqueceu-se da regra básica, que é haver sempre alguém de vigia para o caso da coisa dar para o torto e começar-se a ver sereias barradas em marmelada e coisas que tais!

Confesso que estava ligeiramente receoso de fazer um Escape Game com tanta gente porque queria que todos participassem e não houvesse alguém que acabasse num canto sem contribuir para o sucesso da equipa, mas funcionámos tão bem enquanto grupo que todos tiveram oportunidade de brilhar e usar as suas capacidades para espectacularmente conseguirmos escapar a tempo!

Deixo-vos alguns light spoilers do que podem encontrar neste Escape Game e que o torna tão genialmente divertido:

  • Se forem daquelas pessoas zarolhas que não conseguem acertar com um tampão dentro da sanita mesmo estando sentadas em cima dela, bem, talvez seja melhor começarem a acender uma velita ao Santo Padroeiro dos atiradores furtivos
  • Estão a ver aquela piscina de bolas do Ikea onde são despejadas as crianças de forma aos pais poderem comer bolos de canela sem terem fedelhos aos gritos agarrados às pernas? Tirem as vossas conclusões!
  • Não há bolos de canela (infelizmente) mas vão ter que dar ao dente para conseguirem avançar no jogo.
  • Caso sejam assim pessoas simpáticas mas com um alter ego badalhoco não podem deixar de fazer uma maravilhosa competição de t-shirt molhada, onde o primeiro prémio é uma pneumonia.

Mad World | Escape Game da Escape2win

Quem é que já fez este Escape Game? Conseguiram sair ou ficaram para sempre presos no maravilhoso mundo dos cogumelos alucinogénios? 

 

Pág. 1/2