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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Yankee Candle

30.09.19, Triptofano!

Uma das grandes vantagens de viajar durante um período alargado de tempo com outra pessoa é o facto de podermos passar a conhecer detalhes sobre ela que de outra forma talvez nunca tivéssemos oportunidade.

E basicamente foi o que aconteceu nesta viagem à Colômbia, onde o facto de estarmos praticamente 24 horas juntos, fez com que eu e as duas moças que me acompanharam nesta aventura partilhássemos tudo e mais alguma coisa.

Desde sonhos para o futuro, relacionamentos falhados, a melhor forma de fazer a chuca antes do sexo anal, ralações com o emprego, dissertações filosóficas sobre como utilizar as stories do Instagram, tudo foi abordado.

E uma das coisas que me ficou na memória, uma coisa talvez não tão importante como atingir mais rapidamente o orgasmo enquanto se espera que o verniz das unhas dos pés seque mas que me ficou a bailar no imaginário, foi a história de uma das minhas amigas, que nasceu nos Estados Unidos da América, sobre a visita dela em criança à fábrica das Yankee Candles.

Para quem possa não saber uma Yankee Candle é uma vela aromática que tem a vantagem de durar mais tempo que as velas tradicionais e que queima de uma forma mais graciosa, mas cuja principal diferença para mim são os cheiros.

Existem os tradicionais, como eucalipto ou lavanda, e os ligeiramente abstractos, como o Passeio Assombrado ou o Polo Norte.

Enquanto a minha amiga contava-me deliciada como fora entrar em criança na fábrica e ser devorada por um tsunami de aromas, eu puxava pela cabeça para saber onde tinha enfiado as Yankee Candle que tinha comprado há um par de anos.

Quando cheguei a Portugal descobri, perdidas no canto de uma gaveta, três destas preciosidades: uma de limão, outra de azeitona e tomilho, e uma apelidada de Dia de Casamento.

Yankee Candle Sicilian Lemon - Yankee Candle de Limão

Yankee Candle Olive and Thyme - Yankee Candle Azeitona e Tomilho

Yankee Candle Wedding Day

Honestamente não sei o que é que me deu na altura para comprar uma vela que cheira a Dia de Casamento, talvez tivesse esperança de a acender no dia em que casasse com o Cara-Metade, mas como parece que não vai ser nos próximos 10 anos que vamos ter fundos para contratar a Ana Malhoa (condição obrigatória para a realização do casório) decidi que era altura de sentir o cheiro da bicha antes que ela ganhasse bolor ou coisa do género.

A vela tem um odor muito suave, e o engraçado é que enquanto o Cara-Metade detectou as notas cítricas o meu olfacto deteve-se no cheiro abaunilhado proveniente da fava tonka.

A Yankee Candle Wedding Day pode fazer lembrar um casamento, principalmente aqueles onde os noivos compraram tantas flores que até tiveram de fazer um crédito com uma daquelas financeiras que aparece na televisão, mas eu diria que a sua principal força é ser incrivelmente adequada para um casamento ou outro tipo de celebração.

Isto tudo porque é de uma subtileza que enche o espaço e as narinas, mas sem se tornar o centro das atenções nem espoletar nenhum ataque de asma daqueles que mandam uma pessoa uma semana para os cuidados intensivos.

Além disso, é a prenda ideal para oferecer aos convidados de um casamento.

Em vez de se oferecer aquele charuto que deixa uma sensação horrivelmente amarga na boca, ou o cestinho de missangas que a prima em terceiro grau insistiu em fazer porque tem imenso jeito para manualidades, uma vela da Yankee Candle é a melhor aposta.

Toda a gente gosta de velas, nem que seja para fazer umas coisas mais kinky com a cera, e até é possível fazer uma sondagem umas semanas antes para perceber se é tudo corrido com o mesmo cheiro ou se cada pessoa recebe um aroma personalizado consoante os seus gostos!

Yankee Candle Wedding Day

E vocês, já alguma vez compraram uma Yankee Candle? Qual é o vosso cheirinho preferido?

Na Pele do Triptofano: Caudalie Premières Vendanges Creme Hidratante

30.09.19, Triptofano!

Quando chegou o momento de fazer a minha mochila de 40 litros para duas semanas de férias na Colômbia tive de tomar uma das decisões mais difíceis dos últimos tempos: levar roupa suficiente para trocar todos os dias e não prescindir dos meus cuidados de rosto.

Confesso que ainda estive tentado a reutilizar o mesmo par de cuecas durante 14 dias para ter espaço para levar um exfoliante, mas no fim acabei por escolher a roupa em detrimento dos produtos de cosmética.

Decidi levar apenas um protector solar (que não evitou que eu apanhasse um escaldão gigantesco...) e um creme de rosto que desse para o dia e para a noite!

Não houve cá serum nem contorno de olhos nem máscara de hidratação nem sequer água de limpeza, tendo o gel de banho remediado na altura de tirar as poeiras incrustadas dos meus poros.

Há algum tempo que queria experimentar a Caudalie, porque, admito, no passado fui um bocado bullie relativamente à marca sem ter conhecimento a fundo da mesma, e como na farmácia onde trabalho não há acabei por pedir online.

Mesmo a tempo da viagem chegou-me às mãos o Caudalie Premières Vendanges Creme Hidratante, que eu na minha ignorância linguística pensei que significasse Primeiras Rugas, mas que na verdade é Primeiras Colheitas, que pode ser uma metáfora para o envelhecimento gracioso da pele ou simplesmente uma referência às uvas e vindimas e coisas que tais, que é o pilar em que a Caudalie se apoia.

Este Caudalie Premièves Vendanges é um creme hidratante que pode ser usado de dia ou de noite, apto para qualquer tipo de pele, estando carregadinho de polifenóis e vitamina E, que possuem uma acção antioxidante e antirrugas.

Sem produtos de origem animal na sua composição, este creme promete hidratar e proteger a pele das agressões externas, preservando o seu capital de juventude e fazendo-a irradiar em todas as direcções como uma maluca!

Na Pele do Triptofano: Caudalie Premières Vendanges Creme Hidratante

Prós e Contras

Quando eu leio que um creme dá para todos os tipos de pele fico logo com os pêlos do fundo das costas eriçados, por isso aproveitei o facto de ter viajado com duas amigas, uma com a pele seca e outra com a pele oleosa, para tirar a limpo se o Caudalie Premières Vendanges cumpre ou não o que promete.

Prós

Adapta-se realmente a todos os tipos de pele. Para minha agradável surpresa, tanto eu como as minhas amigas sentimo-nos extremamente confortáveis com o creme, apesar de termos peles completamente diferentes.

É um bom hidratante. Mesmo depois de um dia a caminhar à torreira do sol, o meu rosto continuava hidratado e suave.

Absorve rapidamente, o que é óptimo para quem usa maquilhagem. Sabem aquela sensação de terem gosma na cara? Ou aquele momento em que vão colocar base e fica tudo uma porcaria porque o creme não absorveu? Não se preocupem porque este creme da Caudalie é absorvido super rapidamente!

Está bem embalado! Para mim isto é importante porque fiz umas cinco viagens de avião e em metade deles o meu saco dos líquidos ficou todo sujo por causa de algo que se entornou. Este creme aguentou estoicamente sem um mililitro desperdiçado que fosse!

O perfume é razoavelmente bom. Não é daquelas fragrâncias que uma pessoa delira quando cheira mas também não é de cair para o lado redondo no chão. Podia ser melhor, mas é aceitável e não me causou nenhuma irritação.

Tem 9 meses de validade após abertura, o que é um tempo mais do que suficiente para poder usar o creme todo até ao fim.

Contras

Não tem protecção solar! É quase indecente que um creme vocacionado para a defesa dos agentes agressores externos não tenha um filtro de protecção solar.

O Veredicto Final

Veredicto Final do Caudalie Premières Vendanges Creme Hidratante

O Caudalie Premières Vendanges Creme Hidratante é daqueles cremes que promete e cumpre.

A pele, qualquer que seja o tipo, realmente fica mais hidratada e com um aspecto saudável, sendo que a única coisa que melhoraria era a adição de um filtro solar à fórmula.

Este é um daqueles produtos que eu recomendo para um rosto com um aspecto jovem, ainda sem grandes rugas ou sinais de envelhecimento, ou para quem procure um creme mais leve para conjugar com um produto mais poderoso, como por exemplo um serum anti-envelhecimento!

Na Pele do Triptofano: Caudalie Premières Vendanges Creme Hidratante

E vocês, na altura de viajar o que é que levam convosco? São daquelas pessoas que não saem de casa sem todos os cuidados cosméticos que merecem ou o protector solar já é mais que suficiente?

E relativamente à Caudalie, conhecem a marca ou é uma novidade? Já sabem, contem-me tudo! 

 

O Regresso

Ou como já estou a precisar de férias novamente!

30.09.19, Triptofano!

E assim se passaram duas semanas de férias na Colômbia, duas semanas de mochila às costas, com muita roupa a cheirar mal, demasiados fritos ingeridos e um escaldão que me transformou numa autêntica cobra a trocar de pele.

Ontem regressei a Portugal, por volta da hora de almoço, mas o cansaço acumulado e a diferença horária fez-me entrar numa espécie de coma do qual só acordei hoje de manhã, já ligeiramente atrasado para entrar ao trabalho!

E quando voltei ao trabalho descobri que a farmácia apostou numa gigantesca linha de perfumes!

Por isso, somando à minha extasiante alegria em vender sapatos ortopédicos e óculos de leitura, agora posso rejubilar com a maravilhosa tarefa de borrifar em pulsos alheios fragrâncias mais almiscaradas ou com um coração mais metálico!

5 anos na faculdade a estudar tempos de semi-vida e estruturas moleculares para quê?

Tivesse eu sabido e tinha ido fazer um estágio de ano e meio na Sephora que tinha agora muito mais habilitações e poupado um bom dinheiro em propinas aos senhores meus pais!

E pronto, como podem ver voltei com um humor fantástico, daqueles que animam qualquer pessoa na sala (só que não...).

Os próximos dias vão ser para colocar os e-mails em dia, responder aos vossos comentários e ler todos os posts do desafio dos pássaros! 

Mais uma vez obrigado por todo o vosso carinho, por estarem desse lado, por serem os melhores leitores do mundo e por aguentarem as minhas crises de mau humor!

Adoro-vos!

 

Desafio de escrita dos pássaros #3 - um momento que te tenha marcado

27.09.19, Triptofano!

Vamos pessoal, ele tem de sair!

 
A agitação na sala era palpável, como pequenas ondas de electricidade que percorriam os epitélios e a superfície das ranhosas luvas de plástico, soltando pequenas faíscas aqui e ali.
 
Os corpos moviam-se numa dança mudamente sincronizada, pautada por gritos que nada diziam entre a agitação das toucas azuis e das batas dum branco sujo que nem a lixívia mais forte conseguia purificar.
 
Era o momento que há quase nove meses eu esperava, desde o momento da minha concepção, naquele fim de tarde em que o corpo do meu pai, numa cópula desajeitadamente apressada, tinha libertado três mililitros e meio de líquido seminal com milhões de confusos espermatozóides, dentro do corpo da minha mãe, no orifício correcto que permitia a possibilidade da concepção de um novo ser.
 
Podem pensar que esta exaltação da minha essência se deve ao facto de poder começar a viver de forma independente, ou melhor, quase independente, tendo em conta as limitações de sobrevivência de um bebé, mas não!
 
O que realmente anseio é poder sair pela vagina da minha mãe, de forma a sentir pelo menos uma vez na vida a sensação de como é estar tão perto da genitália feminina, visto que uma combinação de factores genéticos com carga hormonal mais condições ambientais e quantidade de bolacha Maria que a minha progenitora consumiu durante a minha gestação tornaram a minha sexualidade indubitavelmente do outro lado do espectro de desejos de vulvas e clitóris.
 
Claro que poderia ser ginecologista de forma a poder consumar esta minha curiosidade pueril, mas nenhum médico que se preze deve regurgitar perante o objecto do seu estudo, nem que seja pelo facto do ácido do estômago dar cabo dos dentes.
 
O momento estava iminente!
 
Quase que podia sentir a suavidade das mãos da enfermeira ligeiramente pegajosas devido à recente punheta que tinha batido ao chefe de serviço na esperança de não ter de fazer mais três turnos seguidos.
 
Dizem que a dor de um nascimento é insuportável, comparável a uma penetração anal não lubrificada por um pénis com um prepúcio que ficou colado durante a infância, mas eu estava preparado.
 
Estava tudo encaminhado para ser o momento mais memorável da minha vida!
 
Acabei por nascer de cesariana...
 
 

Ponto de situação

26.09.19, Triptofano!

Minha gente linda e fofa, quero que saibam que ainda estou na Colômbia e só volto neste domingo!!!

De momento estou em San Andres, uma ilha toda bonita mas onde a internet é uma porcaria, a pressão de água do chuveiro é mínima a tender para o nulo e o sol é tão forte que consegui apanhar um escaldão no corpo todo 😂😂😂

Espero que esteja tudo bem convosco e muito obrigado por me irem visitando neste cantinho!

Beijinhos e abraços para todos 💕💕💕

O melhor tiramisù de Lisboa

Ou a razão principal para ir ao Pasta Non Basta

25.09.19, Triptofano!

Pasta Non Basta em 10 segundos: Descubra um restaurante italiano maravilhoso em todos os sentidos, onde a massa fresca é fenomenal, o sumo de laranja e morango escorrega deliciosamente bem, e o tiramisù, bem o tiramisù é qualquer coisa de outra galáxia!

Pasta Non Basta

Deixem-me desde já dizer-vos que não sou apreciador de tiramisù.

Eu sei que muitos de vocês devem estar a arregalar os olhos de escândalo perante tamanha afirmação, mas a verdade é que não deliro com esta sobremesa. Se não houver mais nada obviamente que como, mas não é a minha primeira escolha.

Isto claro se não estivermos a falar do tiramisù do Pasta Non Basta, que joga simplesmente noutra categoria, sendo sem sombra de dúvida o melhor tiramisù de Lisboa. Eu sei que é estranho começar a falar dum restaurante começando pela sobremesa, por isso deixem-me regressar ao início.

Pasta Non Basta

O Pasta Non Basta tem dois restaurantes, um em Alvalade e outro na Praça de Espanha. O momento em que me apaixonei pelo tiramisù deles foi quando visitei o de Alvalade, mas nesse dia, graças às minhas estupendas capacidades fotográficas, consegui activar um modo todo maluco do telemóvel e deixar as fotos completamente desfocadas. Chorei um bocadinho, dei alguns açoites a mim mesmo e acabei por não partilhar convosco a minha fantástica descoberta.

Pasta Non Basta

Há uns dias atrás, estava eu sozinho em casa,  e quando acabo de fazer o jantar na minha "bimba", olho para ele e decido que afinal não me apetecia come-lo.

Confesso que foi uma espécie de Grito do Ipiranga culinário! Depois de ter passado duas horas a fazer um caril de frango, saí porta fora à procura dum restaurante para jantar, de preferência que não fosse indiano, porque isso seria, convenhamos, chover no molhado.

Acabei por me lembrar do Pasta Non Basta, mas escolhi visitar o da Praça de Espanha, muito mais pequenino e acolhedor que o de Alvalade.

Pasta Non Basta

Para vos ser franco, no momento em que me sentei apeteceu-me pedir logo de imediato uma entrada, mas por vergonha de acharem que eu era um autêntico aspirador (eu sei, é difícil de imaginar mas às vezes também tenho ataques de vergonha), acabei por ficar apenas pelo prato, já que quando uma pessoa come sozinha não pode colocar as culpas em mais ninguém e jurar a pés juntos que não foi ela que enfardou 90% da comida.

Como prato principal pedi um Spaghetti all'Amatriciana com molho de tomate, guanciale (um tipo de bacon não fumado, preparado com as bochechas do porco) e mozarela de búfala, que estava simplesmente divinal.

Pasta Non Basta

Este prato de massa fresca, ligeiramente picante, é um verdadeiro festim para a boca.

A riqueza do molho de tomate combinado com a cremosidade da mozarela e o espanto a cada dentada no guanciale, elevam este spaghetii ao nível de um verdadeiro manjar dos deuses.

É impossível não querer lamber todos os pedacinhos de molho de tomate que fiquem agarrados ao prato, depois de se ter sorvido sem contemplações cada pedaço de massa fresca, relembrando-nos que pratos simples fazem grandes refeições, desde que sejam bem feitos e carregados de sabor.

Agora deixo-vos uma dica: peguem no parmesão que vos vão trazer gratuitamente à mesa e carreguem com ele sem dó nem piedade. O que é um prato divinal transforma-se em algo de intergalacticamente bom!

Pasta Non Basta

Para acompanhar o meu Spaghetti pedi um Succo d'arancia e fragola!

Até podia vir para aqui dizer que domino o italiano e coisa e tal, e que sabia perfeitamente que era um sumo de laranja e morango, mas não! Tive que usar o Google tradutor porque de outra forma ainda podia estar a pedir um chá de endívias e urtigas e depois tinha que aguentar e beber.

O sumo era saboroso e bem equilibrado em termos de sabores, sendo que o único contra era que podia ter um bocadinho menos de gelo e um bocadinho mais de sumo, mas fora isso estava excepcional!

Pasta Non Basta

Agora a razão principal para eu ter ido ao Pasta Non Basta foi o tiramisù.

O raio do tiramisù que conseguiu fazer um ateu tornar-se um crente fervoroso desta sobremesa. O tiramisù que é servido directamente de um enorme tabuleiro (é preciso muito auto-controlo para não enfiarmos a cara dentro dele) para o nosso prato. O tiramisù que aparece nos nossos sonhos a meio da noite fazendo-nos acordar a salivar mais que o cão de Pavlov.

Pasta Non Basta

Reconheço que a primeira vez que me serviram esta sobremesa foi mais fascinante do que na última visita, porque a empregada tirava colheradas enormes que praticamente arremessava para o prato, tal e qual como acontece na cantina de muitas escolas, sendo que a única diferença é que nas cantinas escolares não há algo tão bom e tão delicioso. Mas em ambas as ocasiões perguntaram-me se eu queria mais um bocadinho, aquele pedacito que fica agarrado à colher, e obviamente que eu disse que sim, com os olhos a brilhar incontrolavelmente.

Minha gente, eu não sei o que mais dizer, mas este tiramisù é melhor do que sexo.

Eu sei que o sexo queima calorias e o tiramisù não, mas não se preocupem com as gorduritas e atirem-se de cabeça a este pedaço de pecado, que vai ficar-vos na memória bucal por muito e muito tempo!

Pasta Non Basta

Se estão à procura de um bom restaurante de base italiana então visitem o Pasta Non Basta. E por favor, não deixem de provar o tiramisù, tenho a certeza absoluta que vão gostar tanto como eu!

Pasta Non Basta

Pasta Non Basta Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

We are Ona

Um restaurante pop-up no Dr.Bernard

23.09.19, Triptofano!

Ona em 10 segundos: Conheça um restaurante pop-up situado no complexo do Dr.Bernard, delicie-se com petiscos cheios de técnica e sabor, prove o vinho laranja mas não tenha demasiadas expectativas relativamente aos chouriços!

Ona

Desde pequeno que a coisa que me deixava mais feliz quando ia à praia era ver o mar agitado, com ondas grandes e a bandeira amarela a ser sacudida pelo vento.

Adorava saltar lá para dentro, sempre bombardeado com as mil e uma recomendações de segurança da minha mãe, e cavalgar as ondas sentindo uma sensação de verdadeira liberdade  apesar de por vezes calcular mal a dimensão da massa de água que enfrentava e acabar a comer areia!

Não pude deixar de sorrir por dentro quando visitei pela última vez a praia do C.D.S (nada tem a ver com o partido político, a sigla significa Centro Desportivo de Surf) na Costa da Caparica, e vi que as ondas estavam grandes, prontas para serem saboreadas num misto de adrenalina e revivalismo infantil.

Ona

Estive dentro do mar uma boa hora, até sair com os dedos engelhados (e provavelmente outras partes do corpo mas não falemos sobre isso), pronto para ir almoçar no Ona, o restaurante pop-up que abriu no complexo do Dr.Bernard, mesmo juntinho à praia.

Ona

O Ona é uma marca que possui vários restaurantes que existem de forma permanente em outros países e que, este ano, decidiu abrir um restaurante pop-up (um restaurante que está apenas aberto durante um perído de tempo limitado com um conceito definido) em Portugal.

Ao entrar no Ona é como se tivéssemos entrado na nossa casa-de-praia, com uma decoração leve e serena, não tentando competir com a maravilhosa vista do areal (apesar de muitas vezes ver-se apenas pessoas e pouca areia) e da imensidão do mar.

Ona

Apostando em novos e promissores talentos do mundo gastronómico na sua cozinha, este restaurante de praia apresenta uma carta direccionada para a partilha, por isso se são daquele tipo de pessoas que espeta um garfo em mão alheia que se tente aproximar do vosso prato, talvez o Ona não seja o local ideal para vocês!

Ona

Antes de falar sobre a comida, deixem-me partilhar convosco a bebida que acompanhou a minha refeição - um vinho laranja. Nunca antes tinha ouvido falar de tal coisa, mas aparentemente é um vinho que é feito a partir de uvas brancas mas que passa por processos muito específicos, originando um produto que salta à vista.

Podia vir aqui com uma conversa gigantesca sobre taninos e notas aromáticas e coisas que tais, mas vinhos não é definitivamente a minha praia. Apenas sei dizer se escorrega bem ou não, e o vinho laranja que bebi escorregou que foi uma delícia.

Ona

Também deliciosa estava a infusão de menta que o Cara-Metade pediu (ele queria de erva príncipe mas já não havia), porque sendo ele o homem do volante (e ficando borracho com muito pouco) não podia abusar no maravilhoso néctar alcoólico.

Ona

A refeição propriamente dita teve início cnum estupendo requeijão com cebolinho, uma fantástica manteiga de cabra (e como eu adoro manteiga de cabra!), umas azeitonas marinadas e um maravilhoso pão da Gleba, previamente aquecido na grelha.

Ona

Ona

Na realidade, a grelha é uma das imagens de marca do Ona, e foi com alguma pena que acabei por não provar nenhum dos peixes que havia em exposição, peixes estes que são cozinhados na grelha até atingirem uma temperatura de 52ºC, sendo depois retirados e deixados a descansar até atingirem os 55ºC graças ao calor residual, altura em que são servidos ao cliente.

É normal que algumas pessoas achem que o peixe cozinhado desta forma está meio cru, especialmente se estão habituadas a comer um misto de peixe/carvão, mas esta é a temperatura mais correcta para manter todas as propriedades e sabor do alimento.

Ona

Depois das entradas ataquei um belíssimo lingueirão que tinha sido trazido à costa por uma manteiga de algas fumadas. Se foi unânime que o lingueirão estava delicioso, a manteiga levantou várias interrogações.

Devido ao seu sabor tão complexamente diferente, não foi possível chegar a um veredicto se era boa, má, genial ou um pesadelo gastronómico. Mas a verdade é que pedaços consecutivos de pão molhados nela fizeram-na terminar, o que me leva a crer que talvez fosse verdadeiramente boa!

Ona

De seguida chegou uma broa de milho com pimentos assados e um lombo de sardinha magnificamente filetado.

Esta foi uma daquelas situações em que demonstrei, mais uma vez, toda a falta de finesse que me assiste, porque abri a boca o mais que consegui (correndo o risco de deslocar o maxilar) e devorei tudo numa só dentada.

A junção dos ingredientes estava muito boa, fresca e saborosa, mas podia ter ganho um pouco mais se tivesse menos pimento, o que se traduziria num equilíbrio perfeito!

Ona

Quando descobri que havia possibilidade de pedir raia frita não pensei duas vezes, porque é aquele peixe que acho que nunca comi em casa desde que a senhora minha mãe desenvolveu uma intolerância a todos os bichos provenientes do mar e deixou de fazer caldeirada.

A raia estava muito saborosa mas infelizmente certas partes estavam demasiado salgadas, devido à salmoura descontrolada pela qual este peixe cartilaginoso passou, sendo que tal problema foi em parte compensado pelo muito bem conseguido molho de salmorejo algarvio! (se conhecem o salmorejo não fiquem admirados com a consistência deste acompanhamento, é mais espesso propositadamente para ser servido como molho)

Ona

Antes de ter visitado o Ona tinha lido algumas reviews sobre o restaurante, e encontrei alguém que falava maravilhas sobre os chouriços na grelha, que possuíam um equilíbrio magistral entre carne e gordura e eram basicamente a última bolacha do pacote no que toca a enchidos.

Estava expectante quando pedi os chouriços, um de carne e outro de sangue, e estava à espera de que mal os metesse na boca ter uma ejaculação precoce em toda a sua glória. Infelizmente para mim, nem ejaculação nem sequer umas cóceguinhas na zona do períneo.

Os chouriços eram simplesmente chouriços, sendo que o vermelho até estava bastante seco, o que me levou a classificá-los como a desilusão do dia! (mas eu tenho a noção que a culpa é minha porque estava com demasiadas expectativas)

Ona

Ainda me sentia defraudado com os chouriços quando chegou um polvo à galega acompanhado com batatas. Tenro, cheio de sabor, extremamente bem cozinhado, este prato de polvo podia ter sido perfeito não tivesse certos pedaços ligeiramente demasiados picantes para as minhas papilas gustativas.

Ona

Na verdade, um dos grandes problemas do Ona não é a falta de técnica, ou de produtos de elevada qualidade, mas sim uma mão um bocadinho pesada para o tempero, que pode não agradar a todos os palatos.

Prova disso foi o arroz de peixe com berbigão, que me fez salivar descontroladamente com os deliciosos pedaços de corvina mas que me deixou literalmente a cantar o Fuego da Elena Foureira sempre que abria um berbigão para o despojar do seu conteúdo.

Ona

Também a salada de multi-tomates coloridos do Hortelão do Oeste com muxama só não recebeu o título de melhor salada de sempre devido a um ligeiro excesso de sal, proveniente do vinagrete de massa de pimentão. Pelo facto da muxama já ser salgada por si só, pedia que o vinagrete fosse um bocadinho mais brando do que era, de forma a permitir que o prato respirasse perfeição.

Ona

Para sobremesa vieram umas farófias, acompanhadas por creme inglês de arroz tostado (nunca antes tinha ouvido falar de tal coisa, mas tal como o vinho laranja era bom e marchou), caramelo e amêndoas torradas, que foram devoradas enquanto o diabo esfrega um olho.

Ona

Mas o que realmente estava bom, delicioso, soberbo, e mais todos os adjectivos de que se possam lembrar, foi a combinação de morangos, uvas, natas frescas, manjericão verde e roxo e compota de morango.

Esta sobremesa, na sua complexa simplicidade, arrebatou todos os milimetros quadrados de superfície da minha língua, deixando-me a desejar arduamente que a fácil tarefa de a saborear nunca acabasse, mas infelizmente, como todos nós sabemos, tudo o que é bom tem um final, apesar de eu ter prolongado o meu deleite usando os dedos para retirar aqueles pedaços que a colher já não conseguia.

Ona

Se estiverem à procura de um plano de fim-de-semana, não posso deixar de vos sugerir uma ida à praia do C.D.S. com paragem no Ona, para degustarem alguns maravilhosos petiscos antes que o restaurante rume para outras paragens. Mesmo com alguns temperos um bocadinho puxadotes é uma experiência que vale muito, mas muito a pena.

Ona

 

 

Dr. Bernard Caparica Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Desafio de escrita dos pássaros #2 - O amor e um estalo

20.09.19, Triptofano!
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou  
 
Todos os poros de Ricardo gorgitavam água naquela sauna decrépita dos arredores da cidade. 
Incessantemente, revia mentalmente uma e outra vez as mensagens que tinha recebido na noite anterior, os pedaços de texto que lhe tinham dilacerado o coração e a alma.
Aparentemente ele somente tinha pés, quando deveria ter asas para poder voar rumo a uma direcção desconhecida.
 
Pegou trémulo no frasco vermelho agressivo, e levou uma qualquer conjugação de ligações de carbono e hidrogénio ao nariz, snifando profundamente.
Numa fracção de segundos o seu cérebro implodiu, deixando um vazio azul que lhe preenchia toda a vontade do seu ser, ao mesmo tempo que lhe relaxava cada centímetro quadrado da sua musculatura.
 
Se é canto de Ossanha, não vá
Que muito vai se arrepender  
 
Com o olhar vazio fez sinal ao pedaço de carne que o mirava há muito para avançar, e aquela glande rosa acizentada, desproporcionalmente grande e assustadoramente dolorosa, avançou galopante em direcção ao seu ânus.
Não foi mais que um minuto que a pele esteve em contacto com a pele, num ritmo acelerado, desenfreado, sem travões nem airbag, até que o corpo detentor daquele particularmente feio pênis vibrou em êxtase libertando uma explosão de sémen.
 
No ar ficou um cheiro a esperma e luxúria, a merda e desespero, mesclado com as luzes eléctricas epilépticas que banhavam o corpo inertemente ofegante de Ricardo.
 
*
 
As luzes eléctricas daquele gabinete médico de um branco descascado criavam um conjunto de sombras envelhecidas no rosto esquelético do médico.
 
Ricardo, as análises são conclusivas, você tem HIV.
 
Foi como se lhe tivessem dado um estalo directamente na traqueia, impedindo-o de respirar, deixando-a num estado de afogamento em terra árida e infértil.
Os dedos crisparam-se no telemóvel, o mesmo telemóvel que tinha recebido horas antes, na ternura da madrugada, um pedido de desculpa e uma vontade de regressar a um caminho fora das nuvens.
 
Pergunte pró seu Orixá
O amor só é bom se doer  
 
Ricardo saiu para os corredores vazios do hospital, cheios de gente morta a respirar.
Levou a trémula mão ao bolso e os dedos gelados descobriram esperançosos o frasco vermelho agressivo.
 
Vai, vai, vai, vai, não vou
Vai, vai, vai, vai, não vou ...
 

Dei uma entrevista ao Sapo Blogs

19.09.19, Triptofano!

Como muitos saberão, até ao fim do mês vou estar na Colômbia, a rezar fervorosamente para não ser raptado por um cartel de droga ou, também igualmente mau, para não ter uma diarreia daquelas que uma pessoa fica com menos 5 kgs mas continuar com pneu! 👎

Apesar da situação da Internet ser cem mil vezes melhor do que em Cuba, o meu tempo não abunda para actualizar o blog constantemente, por isso muitos dos posts que vão ser publicados já estavam prontos.

No entanto, convido todos a cuscar o meu Instagram, especialmente as stories, onde eu vou pondo um relato resumido daquilo que vou vendo e comendo durante esta viagem!!

E agora queria saber uma opinião sincera vossa!!

Ouviram a entrevista que dei com o Pedro da equipa dos Blogs do Sapo?

O que é que acharam da minha voz? Combina com a imagem que construíram de mim ou é totalmente diferente? Apreciaram a entrevista em si ou só disse parvoíces? Qual é que foi a vossa parte favorita?

Beijos e abraços para todos e obrigado por estarem desse lado!!💕

Fui ao Sprunch do Iberostar Lisboa e podia ter morrido

Uma história real mas ligeiramente dramatizada como é o meu estilo

18.09.19, Triptofano!

Luz (Iberostar Hotel) em 10 segundos: Aproveitem o Sprunch e depois de descansarem no circuito Spa ataquem um dos melhores Brunches da cidade, percam-se de amores com a compota de morango e a tábua de queijos e enchidos, deleitem-se com uns maravilhosos ovos Benedict mas guardem espaço para o irresistível brownie.

Sprunch Iberostar Lisboa

Minha gente, eu estive quase, mas quase a bater as botas, não por uma, mas por duas vezes, e tudo aconteceu quando fui ao Sprunch do Iberostar Lisboa.

Eu sei que é uma revelação dramática, eu compreendo que estejam com lágrimas nos olhos de felicidade por eu ter conseguido escapar porque sem mim a blogosfera não era a mesma coisa, eu entendo que é inadmissível ainda não ter recebido um contacto do Programa da Cristina para ir contar a minha história, mas o importante agora é vocês perceberem o que raio é um Sprunch!

O Sprunch é basicamente um conceito que une a experiência do Spa com a do Brunch, o que se traduz numas belas horas de relaxamento no Iberostar Selection Lisboa, um hotel de cinco estrelas situado na Rua Castilho.

Sprunch Iberostar Lisboa

Antes de contar as minhas experiências de quase morte, deixem-me dizer que o Iberostar é o hotel de sonho de qualquer pessoa. Lindo, perfumado, com funcionários tão simpáticos mas tão simpáticos que uma pessoa fica na dúvida se eles são de carne e osso ou robots programados para sorrir o tempo todo.

Sabem aquele momento em que estão para se ir embora, frescos e airosos,  e a pessoa que vos recebeu no início e perguntou se queriam tomar o brunch no interior ou no exterior, recorda-se do vosso nome?

São esses pequenos detalhes que tornam a experiência única e inigualável, porque o cliente sente-se especial e não apenas mais uma ovelha no meio do rebanho. Agora que os funcionários devem tomar um suplemento para a memória fantástico isso devem, porque se fosse eu cinco segundos depois já não me lembraria do nome de ninguém.

Sprunch Iberostar Lisboa

No Sprunch do Iberostar há a possibilidade de fazerem o circuito de Spa antes ou depois do Brunch, sendo que eu recomendo que o façam antes a não ser que queiram ser culpados pela conspurcação de alguma das zonas, se é que me entendem.

Sprunch Iberostar Lisboa

O circuito de Spa tem a duração aproximada de hora e meia, sendo que podem usufruir da sauna, do banho turco, de dois duches Vichy, sendo que um é bitérmico (com água quente e fria) e outro é sensorial (que é a mesma coisa que dizer que levam com água fria no lombo que até gritam), e de uma piscina interior (com a qual fiquei fascinado por ser uma gigantesca cuba de inox) onde há jactos de água a vir de todas as direcções fazendo com que uma pessoa se sinta com uma batata dentro de um cesto de fritura.

Sprunch Iberostar Lisboa

 

Também existe uma área de repouso, com frutos secos (e uma pinça para os tirarem, que isto é um hotel de classe ok?), águas aromatizadas, fruta e chás, e podem ter acesso à piscina exterior do hotel, sendo que a única  restrição é que não podem usar as espreguiçadeiras.

Esta condicionante deve-se ao facto da piscina não ter dimensões muito grandes e normalmente estar carregada de hóspedes que estão a sensualizar sabe-se lá para quem!

Sprunch Iberostar Lisboa

Sprunch Iberostar Lisboa

A minha primeira experiência de quase morte foi neste circuito, mais particularmente na sauna.

Depois de ter saído do banho turco e ter passado pelo banho vichy sensorial, que me fez gritar como uma adolescente ao ver uma daquelas bandas de rapazes desgrenhados, decidi enfiar-me na sauna.

Na sauna existe uma ampulheta (vira-me ao contrário...os fãs da Ana Malhoa vão perceber a referência) que marca 15 minutos, o tempo máximo que se pode estar a destilar em segurança.

Ora eu sentei-me com a minha toalhinha e comecei a pensar na vida, enquanto eliminava activamente toxinas por tudo quanto era poro. A certa altura eu já só pensava que aqueles eram os 15 minutos mais longos da minha vida, porque todo eu já estava a arder, mas o raio da ampulheta continuava com areia, o que significava que ainda faltava tempo para terminar o meu suplício.

Quando já estava quase a cair para o lado decidi levantar-me e ir ver de perto o medidor de tempo analógico, porque para quem possa não saber a minha pessoa é extremamente míope, por isso só conseguia ver a sombra da areia.

Conclusão: a ampulheta estava entupida e eu já devia estar à meia hora na sauna, sendo que mais um bocadinho e virava uma fatia de bacon desidratado.

Sprunch Iberostar Lisboa

A minha segunda experiência de quase morte foi quando, depois de ter terminado o circuito de Spa, fui tomar o Brunch.

E aqui ia morrendo porque era tanta comida, mas tanta comida em quantidades tão gigantescas que eu senti que podia ter um ataque fulminante e cair redondo no chão a qualquer instante, isto porque obviamente comi tudo qual vaca com quatro estômagos.

O Brunch do Iberostar Lisboa é servido no restaurante Luz, o restaurante do hotel, e começa com uma flute de espumante, relembrando-nos que aqui somos especiais e que a nossa presença é desejada, sendo que ao longo da refeição os empregados, sempre extremamente simpáticos, vão-nos perguntando se nos queremos embebedar um bocadinho mais.

Sprunch Iberostar Lisboa

Além do espumante, para beber existem bebidas quentes, como café ou cappuccino, mas também sumo de laranja, sumos detox e chá gelado, tudo extremamente saboroso e servido sem limitações. No início ainda pensei que só pudesse beber um sumo ou um chá, mas rapidamente fui posto à vontade para beber a quantidade que quisesse sem qualquer custo adicional.

Sprunch Iberostar Lisboa

Sprunch Iberostar Lisboa

Para começar o brunch, que é sem dúvida um dos melhores da cidade, foi servido um cesto de pão variado, um pequeno cesto de pastelaria, tostas e compotas caseiras, e uma tábua de queijos e enchidos polvilhada com frutos secos.

Estava tudo brutalmente excepcional, mas o que eu mais adorei foi a compota caseira de morango (a de maçã e de pêssego também estavam boas mas a de morango era sem dúvida a melhor) em cima da crocante e deliciosa tosta, com as maravilhosas fatias de cecina, uma carne desidratada muito similar ao presunto, mas com a particularidade de ser feita a partir da vaca.

Sprunch do Iberostar Hotel

Sprunch do Iberostar Hotel

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Nesta altura já estava a rebolar, mas segui valentemente para uma tosta de abacate com cebola frita caseira (eu se pensava que a cebola frita do IKEA era boa quando provei esta percebi que andei anos da minha vida enganado) e tomate cereja, tudo assente numa belíssima fatia de pão torrado.

Confesso que às vezes me faltam o vocabulário adequado para conseguir exprimir o que sinto por certas maravilhas gastronómicas com que me deparo, e este é um desses casos, porque dizer simplesmente que esta tosta estava boa é um atentado à sua ímpar qualidade, quando na realidade ela estava extremamente fascinantemente maravilhosamente boa!

Sprunch do Iberostar Hotel

Depois da tosta ataquei a salada de agrião com queijo de cabra, pêra rocha, tomate seco e nozes, que me arrancou um par de lágrimas de felicidade. 

Pela descrição não parece nada de extravagante, é apenas mais uma salada com uns toppings todos xpto, mas a verdade é que existe magia na simplicidade quando ela é bem feita. E esta salada estava tão bem feita, numa harmonia tal, que foi-me impossível deixar um resto que fosse no prato.

Sprunch do Iberostar Hotel

Estava eu ainda com os lábios a vibrar devido à acidez da salada e já me ia preparando para ficar com a boca em chamas, mas de uma forma controlada e requintada, não num exagero que impede uma pessoa de degustar mais o que quer que seja.

O prato responsável por incendiar as minhas papilas gustativas foi um tártaro de salmão e manga, com kimuchi (a variação japonesa do coreano kimchi) e ovas de tobico, vulgarmente conhecido como peixe voador.

Mais uma vez, tudo era perfeito nesta combinação. Desde a acidez da manga, à frescura do salmão, passando pelo picante do kimuchi e terminando na deliciosa sensação textural providenciada pelas ovas de tobico, era como se estivéssemos perante uma orquestra sinfónica tocando uma maravilhosa melodia de uma daqueles compositores que já morreram há mais anos do que a Cher é viva.

Sprunch do Iberostar Hotel

E o Brunch podia ter ficado por aqui, mas não ficou, porque havia a opção de escolher uns ovos, entre Benedict, mexidos, estrelados ou omelete.

Tanto eu como o Cara-Metade somos loucos por ovos Benedict, especialmente se o molho holandês for bem feito, mas infelizmente já tivemos a nossa dose de más experiências, por isso ficámos na dúvida se deveríamos ou não pedir este prato.

Como até ali tudo tinha corrido divinamente bem decidimos arriscar a nossa sorte, e foi a melhor decisão que podíamos ter tomado.

Os ovos Benedict do Luz são sem dúvida alguma dos melhores ovos Benedict que eu alguma vez comi. Cozinhados na perfeição, cheios de sabor, com a gema a rebentar e a espalhar-se gulosamente pelo prato, e com um molho holandês que só apetecia espalhar pela cara toda num esgar de contemplação.

A única coisa que falhou, a única que não permitiu dar 10 em 10 a estes ovos, foi o facto de ter faltado num dos meus english muffins o já clássico fiambre. A verdade é que estava tão deleitado que só percebi isso já ia a meio, e quando comuniquei a pequena falha perguntaram-me logo naquele momento se eu queria mais dois para compensar, mas já estava tão cheio, mas tão cheio e satisfeito, que não conseguia sequer enfiar mais uma garfada na boca.

Sprunch do Iberostar Hotel

E foi por não conseguir enfiar sequer mais uma garfada na boca que ia morrendo, porque decidi ir contra o meu corpo e engolir custasse o que custasse o maravilhoso brownie de chocolate com caramelo salgado e gelado de baunilha que repousava numa cama de coco ralado.

É que o brownie podia ser pequeno, podia caber na cova de um dente, mas era verdadeiramente gigantesco, sendo que o seu sabor era directamente proporcional ao seu tamanho. Senti quase o meu diafragma a saltar-me pela boca fora, mas se fosse hoje voltava a colocar na boca aquele pedaço de céu sem pensar duas vezes.

Sprunch do Iberostar Hotel

Se querem relaxar do stress do dia-a-dia e desligar a vossa mente o Sprunch do Iberostar Lisboa é a melhor coisa que podem oferecer a vocês mesmos! Tenham apenas atenção com a ampulheta da sauna e ponham o telemóvel em marcação rápida para o 112 quando forem atacar o brunch! - não quero que deixem de ler os meus posts num futuro próximo! 

 

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