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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O que vai acontecer aos donativos dos portugueses?

04.07.19, Triptofano!

Portugal é um país fantástico. Podemos ter muitos defeitos, mas quando é preciso unirmo-nos para ajudar ninguém é melhor do que nós!

O mais recente exemplo disso é o da Matilde, a bebé com atrofia muscular espinal, que precisava de aproximadamente dois milhões de euros para poder comprar um medicamento extremamente recente que só é comercializado, para já, nos Estados Unidos.

Houve uma mobilização a nível nacional e o dinheiro foi angariado em tempo recorde. Para tal foi indispensável a mediatização do caso, cujo empurrão foi dado por Manuel Luís Goucha, que é familiar da bebé.

Apesar de haver outro medicamento em Portugal, o Nusinersen, usado em casos como o da Matilde, este só atrasa a doença e teria que ser dado várias vezes ao longo da vida, enquanto que a toma única do Zolgensma resolveria instantaneamente o problema, apesar de todas as sequelas que a criança possa já ter desenvolvido não sejam revertidas, o que pode traduzir-se em muitas terapias e ajudas técnicas (como cadeiras de rodas) no futuro.

O estado de saúde extremamente delicado da bebé torna uma viagem intercontinental algo desaconselhado, sendo que o cenário mais provável é que o medicamento seja administrado em Portugal.

Para isso, terá que ser feita a requisição de uma AUE - uma autorização de utilização especial de medicamento - que é algo que não é feito do pé para a mão como muitos gostaríamos que fosse.

É necessário perceber se o medicamento que se quer trazer para a Europa é realmente o mais indicado, qual a sua segurança, se não há outra alternativa, e isso é amplamente discutido pela equipa médica e outros peritos. 

Se a decisão final for que o medicamento é a melhor opção em termos de riscos benefícios para a vida da Matilde, então o SNS irá comparticipar na totalidade os 2 milhões, que nunca serão na realidade 2 milhões, porque os medicamentos nos Estados Unidos são sempre vendidos muito mais caros lá do que no Velho Continente! (quem se queixa que o SNS aqui é horrível então experimente ir viver sem seguro de saúde para os Estados Unidos e depois aí diga alguma coisa...)

Se for obtida luz verde para a AUE, abre-se caminho para que as outras crianças portadoras da mesma doença possam também fazer requisições do medicamento, que se forem aprovadas farão com que tenham acesso ao fármaco de forma gratuita!

Mas então e o que vai acontecer aos donativos dos portugueses?

A família que tem dado provas de grande transparência na condução do caso, agradeceu toda a maravilhosa generosidade do povo português e garantiu que este dinheiro seria para ajudar outras "Matildes"!

Ora, dada a disponibilidade já manifestada pelo SNS, em princípio, as outras "Matildes" não irão precisar do dinheiro, pelo menos para comprar um medicamento extraordinariamente caro.

A verdade que, infelizmente, existem milhares de crianças a precisar de tratamentos médicos e ajudas técnicas, por isso não faltará quem ajudar, mas como é que vai ser feita a escolha?

Se fossem vocês o que é que fariam?

Triptofano DIY

03.07.19, Triptofano!

Lembram-se do meu drama que uniu a comunidade?

Pois bem, o Cara-Metade ofereceu-me uma prenda de mensário que se traduziu nuns belos ténis (ou sapatilhas para o pessoa do Norte)!

Os ténis que o Cara-Metade me ofereceu

E o que é que vinha junto com eles?

Olha o belo do penso higiénico

Exactamente, pensos higiénicos para aqui o Triptofano dar uma de Do It Yourself e fazer um revestimento para o dedo grande não furar o belo do ténis!

Escusado será de dizer que ficou assim muito aldrabado, porque não é fácil enfiar um penso higiénico dentro de um ténis sem que ele se enrole todo.

Quer dizer, talvez seja fácil, o meu jeito é que é praticamente nulo 

Abaixo de 3: Tokyo, o Restaurante da Batata Frita com Ketchup

02.07.19, Triptofano!

Classificação do Toyko no Zomato à data deste post: 2.8 em 5

O que dizem os comentários:

Qualidade péssima.

Duvido inclusivé da frescura do peixe

Demasiado salgado, a massa estava crua, dos piores onde já fui

O serviço é simpático mas não consegue compensar a falta de qualidade da comida. Não tenho saudosismo da batata frita com ketchup, ou da gelatina, misturado com o pseudo sushi..

Restaurante Tokyo no Shopping Spacio nos Olivais

Quando o Cara-Metade olhou para mim com um sorriso estampado na cara e disse-me que tinha encontrado um restaurante com passadeira o meu coração cantou de alegria e o meu estômago fez os back vocals.

Para quem não sabe, o restaurante de passadeira foi incrivelmente popular durante os meus anos de adolescência mas depois começou a extinguir-se mais rápido do que aquelas amostras de bolachas de chocolate que dão no metro, e que basicamente consiste numa passadeira rolante gigante que passa ao pé das mesas onde pequenos pratos coloridos transportam comidas diversas, sendo que o maior atractivo é o sushi.

Eis a passadeira rolante do Tokyo

Voltar a um destes restaurantes foi um autêntico regresso ao passado e um reviver de lembranças já esquecidas.

O empilhar pratos em cima de pratos para ver quem conseguia fazer a torre mais alta. O stress inicial quando queremos tudo o que vem na passadeira e temos de tirar os pratos velozmente como se estivéssemos a tirar as malas da passadeira rolante do aeroporto de Lisboa. Os olhares assassinos que mandávamos àquela pessoa antes de nós que ficava sempre com o sushi e não nos deixava nada. O desespero quando não mandavam fruta para desenjoar dos fritos ou quando já só mandavam fruta e nós queríamos era fritos. Ou o melão com que uma pessoa ficava quando afoita ia sentar-se mesmo no início da passadeira e ela começava a andar na direcção contrária...

Empilhar Pratos, o meu desporto favorito!

O grande problema do Toyko, um restaurante chinês/japonês situado no Piso 2 do Spacio Shopping nos Olivais, era a pontuação abaixo de 3, mas tendo em conta que alguém criticava a batata frita com ketchup, que é coisa que eu adoro, talvez o Tokyo estivesse a sofrer de um caso de injustificada má reputação.

Quando cheguei ao restaurante, sentei-me e avidamente agarrei o primeiro prato de sushi e o coloquei à boca, fui inundado com um sentimento de nostalgia impagável - O SUSHI É INTRAGÁVEL.

Quando somos novos e não percebemos patavina do mundo achamos que tudo é maravilhoso, mas com os anos vamos percebendo que não é bem assim.

E o sushi do Tokyo é igual àquele sushi que enquanto adolescente comia com um sorriso na cara.

Seco, sem sabor, com o arroz numa desgraça e a alga a colar-se à boca, já não me lembrava de comer um sushi tão mau há muitos anos.

Em dez há talvez uma peça que seja minimamente comestível, mas vivia bem sem o sushi com delícias do mar (facada no peito) ou com recheio de alface ou ainda mais absurdo, um só com cenoura (pelo menos não podem dizer que não há opção vegetariana!).

O famoso sushi de cenoura do Tokyo

Olhar para o cozinheiro que está a fazer o sushi é perigoso e pode causar um enfarte aos mais sensíveis.

Estão a ver aquela suposta delicadeza que é necessário ter para fazer este prato? Pois, não esperem encontrá-la.

O sushi é tão violentado que o resultado nunca poderia ser bom!

O resto das peças que circulam na passadeira não conseguem compensar a desgraça que é o sushi!

Os fritos sabem mais a frito do que outra coisa qualquer, tornando os camarões ou as patas de caranguejo numa orgia indistinguível de óleo na nossa cavidade bucal. Os crepes chineses são um verdadeiro desgosto e umas chamuças, ou lá o que aquilo era, tinham um aspecto tão doente que nem consegui atrever-me a provar. Só as batatas fritas com ketchup é que animaram ligeiramente a minha alma desalentada.

Parte da oferta do Tokyo!

O mundo dos fritos no restaurante Tokyo

Tokyo, o restaurante da batata frita com ketchup

As sobremesas são comestíveis, mas cada uma tem a sua surpresa.

O pudim flan sabe a manga, a mousse de chocolate a cardamomo, e o leite creme tinha um travo de detergente, o que me deixou mais descansado porque pelo menos é sinal que alguém lava a louça!

Só uma espécie de massa recheada com chocolate é que estava irrepreensível e salvou este departamento, conjuntamente com a fruta que era saborosa, desde que se mantenham afastados dos morangos chineses!

Algumas das sobremesas do Tokyo

O Tokyo além da comida na passadeira ainda tem uma estação de Wok e uma zona de buffet de massas e afins.

Pensei para comigo que o Wok ia salvar o restaurante, porque não há muito em que errar!

Obviamente que estava enganado.

Ingredientes cuja frescura é questionável e a qualidade altamente duvidosa, são cozinhados com um molho de soja de muita baixa qualidade o que resulta num prato salgadíssimo e sem qualquer daquele sabor reconfortante que a comida de Wok costuma ter.

Salgadíssimo, o Wok do Tokyo não é recomendado a hipertensos!

A zona de buffet é basicamente um campo de guerra.

Pedaços de sushi para um lado, coisas fritas para o outro, só as massas e o porco agridoce é que conseguem conferir alguma (pouca) dignidade ao conjunto, mas estando claramente confeccionadas pura e simplesmente para matar a fome, por isso não estejam à espera de nenhuma experiência orgásmica! (minha gente, se tiverem um orgasmo a comer esta massa é porque não sabem o que é realmente é um orgasmo, acreditem em mim)

Alguma da comida da zona do Buffet do Tokyo

Agora algo em que o Tokyo é irrepreensível é na simpatia do atendimento.

Rápido, prestável, atento! Se a comida estivesse ao mesmo nível seria um restaurante excepcional, só que infelizmente não está!

Abaixo de 3: O Veredicto!

Abaixo de 3: O Veredicto - Tokyo

O Tokyo merece estar abaixo de 3, sendo que para mim é um sólido 2.

O saudosismo e a emoção da passadeira rolante, o guilty-pleasure das batatas fritas com ketchup, a simpatia do atendimento e o facto de se poder comer até rebentar não conseguem compensar a falta de qualidade da comida.

O sushi intragável em conjugação com a tristeza das massas e o desapontamento sensorial do Wok, tornam toda a experiência gastronómica no Tokyo um verdadeiro sonho mau, que só não é pesadelo porque não tive nenhuma gastroenterite, tudo graças àquela sobremesa com sabor a detergente da louça, que de certeza matou todas as bactérias patogénicas que já andavam à solta no meu tracto digestivo!

Abaixo de 3: Tokyo, o Restaurante da Batata Frita com Ketchup

 


Tokyo Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

A minha primeira vez....numa trotinete eléctrica! / Código Promocional Hive

01.07.19, Triptofano!

Código Promocional Hive

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Os meus outros códigos promocionais

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Escrevo-vos este post com os dedos trémulos, porque mesmo duas semanas depois da minha primeira vez numa trotinete eléctrica continuo traumatizado!

Qualquer pessoa minimamente atenta que ande por Lisboa já reparou na infestação de trotinetes eléctricas que a cidade sofreu.

Primeiro foram os senhores a vender flores e colares psicadélicos no Bairro Alto, depois os Tuk Tuk's, agora vieram as trotinetes, certamente que não faltará muito para começar-se a ver turistas montados em dromedários colina acima colina abaixo.

Na realidade os dromedários nem eram nada má ideia, porque se a trotinete é fantástica para zonas mais planas da cidade, tentar subir do Camões até ao Príncipe Real montado numa delas é basicamente uma missão impossível!

Mas voltando a falar do meu TATE (trauma após trotinete eléctrica), tudo começou há um tempo atrás na ilha do sol quando o Cartão Viva Viagem fez uma parceria com uma marca de trotinetes oferecendo alguns minutos de utilização grátis, muito provavelmente de forma a tentar combater o excesso de passageiros nos autocarros depois da descida de preço que os passes sofreram.

E eu pensei para comigo, ora se tenho estes minutos grátis porque é que não vou experimentar andar numa?

Pedi então ao Cara-Metade para pegar no carro e irmos à descoberta de uma trotinete para eu poder montar-me na bicha!

Vejam desde já o irónico da situação: tive que ir de carro procurar uma trotinete para andar, o que parece-me que desvirtua um bocado todo o conceito de salvar o ambiente e evitar a emissão de gases poluentes e coisas que tais.

Quando finalmente a encontrei ia convencido que tinha que ser algo simples.

Afinal eu via criancinhas a andar nelas, e se uma criancinha com um daqueles pensos com golfinhos para curar o olho que desiste conseguia andar eu também!

Pois bem minha gente, só vos tenho a dizer que é assustadoramente horrível!

Saltar para cima da trotinete é fácil, mas quando carregamos levemente na patilha de acelerar aquilo já não é uma trotinete, é um carro de Fórmula 1, tal é o arranque o bicho dá.

Uma pessoa só tem tempo para se agarrar com unhas e dentes ao "volante" e colocar a cara de maior desespero possível para as pessoas que estão a passear calmamente na rua perceberem que o melhor é saírem da frente.

É verdade que também há uma patilha para travar, mas se uma pessoa carrega com força demais a trotinete para tão abruptamente que quase nos vemos a ser projectados para o chão num elegante mortal encarpado!

Agora não tentem, mas não tentem mesmo, andar na calçada portuguesa!

Estão a ver aquelas máquinas de antigamente que uma pessoa saltava para cima delas e ficava lá a vibrar e a vibrar na esperança que a gordura resolvesse ir de férias para longe? É mais ou menos a mesma coisa.

Dei tantos solavancos que tenho a certeza que a celulite que tinha no rabo entrou em coma e nunca mais me vai chatear.

Ainda andei uns cinco minutos montado na máquina do demo, mas sempre às voltas no mesmo sítio e a usar os pés como travão, porque se tentasse ir fazer uma distância maior na ciclovia das duas uma: ou atropelava o primeiro turista que visse a andar no passeio ou esquecia-me que era preciso parar nos semáforos e era passado a ferro por um carro.

Resumindo, não nasci para andar numa trotinete eléctrica, e a minha primeira vez quase de certeza que foi a última! 

A minha primeira vez....numa trotinete eléctrica!

E vocês, já alguma vez experimentaram este meio de transporte? Ficaram traumatizados como eu ou são daqueles que conseguem andar a toda a velocidade enquanto comem um pastel de nata sem atropelarem ninguém? 

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