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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Abaixo de 3 : Templários e o Rodízio de Pizzas

18.07.19, Triptofano!

Classificação do Templários no Zomato à data deste post: 2.7 em 5

O que dizem os comentários:

Apesar da extensa variedade de pizzas, doces inclusive, a qualidade e sabor das mesmas fica aquém das expetativas

As pizzas doces foi a parte mais negativa, a massa parecia estar crua e não dava para mastigar.. 

 ...as pizzas não fascinam

A qualidade das pizzas não é nada por aí além, apesar de realmente terem muita variedade. 

Abaixo de 3 : Templários

Quando o Cara-Metade (já devem ter reparado que é sempre o Cara-Metade que me coloca nestes apuros) me disse que tinha descoberto um restaurante maravilhoso para a rubrica Abaixo de 3 todo eu dei pulinhos de alegria.

No momento em que ele me informou que o restaurante servia rodízio de pizzas ao jantar mas durante o dia era uma pastelaria, suspendi os pulinhos e fiquei com a ligeira impressão de que era desta que ia parar ao hospital com uma gastroenterite.

O Templários, situado em São Domingos de Benfica, é um óptimo exemplo de um híbrido da restauração, sendo que o rodízio de pizzas com direito a refill grátis de bebida a um preço inferior a 10 euros é um verdadeiro achado.

A placa de publicidade garante que as pizzas do rodízio têm uma preparação especial e os ingredientes usados são de óptima qualidade, mas infelizmente a verdade é ligeiramente diferente.

Abaixo de 3 : Templários

Quando entramos e nos sentamos percebemos que o Templários não foi concebido à espera que as pessoas ficassem muito tempo no seu interior - as cadeiras e as mesas são típicas de um café, assim meio plásticas,  proporcionando muito menos conforto a uma pessoa do que as que normalmente se encontram num restaurante.

Mas a verdade é que isso não parece demover quem se dirige ao espaço para jantar, visto que o restaurante/pastelaria estava totalmente cheio, sendo o que nos salvou foi o facto de termos reservado mesa.

Abaixo de 3 : Templários

A refeição começou bem em termos de rapidez, porque mal nos sentámos já tínhamos duas fatias de pizza a voar para a mesa.

Só que foi basicamente uma prova de 100 metros no que deveria ter sido uma maratona, porque depois dessas duas fatias houve um compasso de espera gigantesco até que novas pizzas aparecessem, sendo que a partir daí o ritmo da entrega de comida fluiu de uma forma bastante razoável.

Mas e as pizzas? Como é que eram as pizzas?

Sendo totalmente honesto tenho que dar a mão à palmatória e assumir que a massa das pizzas era melhor que a de certas cadeias de fast-food que também possuem rodízio.

O único problema?

Muitas delas estarem ligeiramente a pender para o cru.

Talvez fosse eu que tivesse percebido mal o conceito e o Templários ser afinal um rodízio de pizzas natura, onde a massa é ligeiramente crua e muitos dos toppings são cozinhados o mínimo possível só para evitar que uma pessoa fique carregadinha de H. pylori, essa bicha do demo!

Massa crua no Templários

Por exemplo, a pizza napolitana, a primeira que nos serviram, vinha com uma maravilhosa rodela de tomate apenas e somente esquentada.

Na verdade o conceito natural/biológico/orgânico/natura do Templários é levado tão à letra que até aquele olho central do tomate não tinha sido retirado - #desperdíciozero!

A bela da Pizza Napolitana

Apesar desta foto retratar uma pizza com queijo-creme (que uma pessoa adora) serve para mostrar o belo do olho do tomate que saiu na rifa ao Cara-Metade

Mas não foi apenas a rodela de tomate que me fez torcer o nariz; uma das pizzas tinha um atum tão rançoso que só sabia a óleo e provocou-me uma pequena reacção alérgica no interior da boca (não estou a brincar!!! - estive quase a ligar para o 112 a pensar que podia ser um início de um choque anafilático); as azeitonas de uma outra sabiam àquelas azeitonas de lata da marca mais barata que podem encontrar no supermercado; a de bolonhesa tinha um aspecto extremamente duvidoso, sendo que o molho de tomate da base da pizza era também usado como topping.

Molho de tomate com molho de tomate? Bolonhesa a sair...

A pizza de atum/choque anafilático

Pizza de azeitonas de lata

Agora a pior de todas, aquela que nunca achei que alguém fosse servir, foi a de camarão e alho.

Com camarões meio-cozinhados-meio-sushi, a adição de alho laminado seco elevou esta pizza a todo um outro nível de surrealismo alimentar.

Posso garantir que se houvesse algum vampiro que me quisesse vir chupar a jugular bastava mandar-lhe um bafo para cima que ela caía redondo no chão. 

Eis a Pizza espanta vampiros

O que me deixa triste é que o Templários até tinha potencial, não fosse pegar em ingredientes de baixa qualidade e atirá-los para cima da pizza dando-lhes apenas uma esquentadela.

A pizza de frango, a de bacalhau com natas e a de queijos são exemplos de algumas das ofertas do espaço que são realmente boas e que dão vontade de comer (especialmente quando a massa da pizza não está crua claro!).

Uma boa pizza de frango!

A pizza de bacalhau era saborosa!

Apesar dos pimentos fazerem mal ao estômago de muita gente eu gostei

Bacon e fiambre numa boa combinação

Pizza de queijo - a preferida do Cara-Metade

Colesterol de Amor poderia ser o nome desta Pizza (mas não era...humpf)

O refill gratuito de bebidas é outro ponto forte do espaço, porque não há aquele problema de comermos cinquenta fatias e ficarmos embuchados até ao Natal.

Apesar de ninguém nos torcer o nariz quando pedimos a décima coca-cola zero (uma pessoa tem de cortar as calorias em algum sítio certo?) não há muita coerência na forma como as bebidas são servidas.

Umas vezes vem com gelo, outras com uma rodela de limão que mais parece uma roda de um camião, outras vezes sem nada, é uma verdadeira lotaria.

O pneu de limão!

Mas o que me deixa verdadeiramente triste por ter de dar uma nota tão fraca ao Templários é o facto do serviço ser extremamente simpático.

Pessoas sorridentes, amorosas, afáveis, que estão sempre em cima de vocês a garantir que estão hidratados, que dão um sorriso gigantesco quando alguém pergunta timidamente se pode ficar com duas fatias da pizza de frango, e que mantém a compostura quando alguém se benze perante a oferta de uma pizza só de alho! (cruz credo, coisa do demo!)

Ah, e não me podia esquecer do grande final que é a pizza doce! 

A pizza doce vem inteirinha para a mesa e há a possibilidade de escolher os topping que queremos.

Eu e o Cara-Metade escolhemos um topping de nutella (que pronto, não era bem nutella mas marchava), um de M&M's (que neste caso eram mesmo M&M's e ainda marcharam melhor), um de caramelo (ligeiramente enjoativo mas que eu comi até ao fim tá claro) e um de beijinho, que surpreendentemente foi o meu preferido, visto este topping consistir em leite condensado e coco, e eu não ser assim o maior adepto de coco deste país! 

A pizza doce do Templários

Abaixo de 3: O Veredicto

Abaixo de 3: O Veredicto

O Templários merece estar abaixo de 3, com muita pena minha é certo, mas para ser totalmente justo é um 2.5.

A simpatia dos funcionários, a gulodice da pizza doce, o preço fantástico do rodízio e o facto de terem refill grátis de bebidas são tudo pontos a favor do Templários, mas que não são suficientes para compensar a tremenda falta de qualidade de alguns dos ingredientes e o facto da massa das pizzas estar sistematicamente mal-cozinhada.

É sem dúvida aliciante poder comer-se pizza até rebentar, mas aos 32 anos de idade ambiciono uma experiência ligeiramente melhor do que uma reminiscência às pizzas congeladas que a minha mãe comprava no supermercado da zona, e que eu, na minha ingénua ignorância alimentar, devorava como se fosse a melhor coisa do mundo!

Abaixo de 3 : Templários

Templários Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Vontade incontrolável de comer doces? Bioactivo Crómio é a solução!

17.07.19, Triptofano!

Não se preocupem que este post não vai ser uma ode aos malefícios do açúcar, nem como ele nos envelhece a pele ou deixa os ossos mais fracos.

Vocês sabem que eu adoro comida, por isso nunca iria atirar uma pedra contra aquele gelado de chocolate branco com recheio de morango, ou aquela bola de Berlim a pingar creme, ou mesmo o chocolate negro com sal dos Himalaias que se derrete pecaminosamente na boca.

O meu verdadeiro problema com os doces é quando deixo de os comer porque eu decido que mereço um miminho e passo a devorá-los por impulso sem qualquer controlo!

No meu caso  o impulso de comer doces é devido a duas coisas : ao stress do trabalho (é ver-me enfiar no bucho travesseiro atrás de travesseiro que um qualquer delegado deixou na farmácia) ou simplesmente porque depois do jantar sinto-me insatisfeito e preciso de petiscar qualquer coisa. (e aí ataco o armário dos doces - não me julguem por ter um armário dos doces tá bem?)

Há uns tempos atrás escrevi sobre a Coenzima Q10 da Bioactivo, e qual foi a minha surpresa quando recebi um e-mail deles.

Automaticamente pensei que iam dar-me um prémio de Blogger revelação do ano ou coisa do género, mas não.

Disseram-me que tinham ficado muito contentes por eu gostar da marca e ofereceram-me a possibilidade de experimentar outro produto.

Primeiro pensei em pedir algo para perder o meu pneu, que eu sei que é sensual mas qualquer dia não vejo a piloca e depois sei lá para onde estou a apontar!?, mas depois decidi que ia experimentar o suplemento de crómio, para ver se conseguia controlar os meus anseios!

Vontade incontrolável de comer doces? Bioactivo Crómio é a solução!

Antes de continuar quero que fique bem claro que não existem suplementos mágicos.

Era bom que uma pessoa tomasse um comprimido e pimba, todos os problemas resolvidos, só que não funciona assim.

Os suplementos dão uma ajuda grande mas o resto tem de partir da nossa força de vontade e auto-controlo.

Basicamente é um trabalho em conjunto.

A senhora simpática da Bioactivo disse-me que deveria tomar um comprimido duas vezes ao dia durante o primeiro mês, como fase de ataque, sendo que depois poderia continuar fazendo apenas um comprimido diário. (a caixa tem 60 comprimidos)

Teoricamente já devia ter terminado a primeira caixa, mas confesso que volta e meio esqueço-me e tomo apenas um comprimido por dia (e o meu trabalho é infernizar as pessoas para que tomem a medicação correctamente...), e apesar dos resultados serem mais visíveis após dois mesitos de tratamento (altura em que eu virei aqui dizer de minha justiça se o Bioactivo Crómio funciona ou não) posso partilhar convosco a minha experiência até ao momento!

Continuo a comer doces é claro (ainda ontem devorei um belo de um gelado) mas sinto que não estou tão dependente deles.

Aquele ratito com que ficava depois do jantar já está mais atenuado (noto que nos dias em que tomo os dois crómios ele é quase inexistente, por isso não sejam como eu e tomem a vossa suplementação como deve ser) e quando como algo doce não sinto que é por exigência do meu corpo!

Também é verdade que quando alguém me stressa na farmácia ao dizer que só sei complicar por não vender antibióticos sem receita já não me vingo tanto nos chupa chupas (que supostamente eram para as criancinhas ) tendo passado a fazer empalações mentais dos clientes!

Aqui o crómio certamente ajudou mas ao mesmo tempo comecei a mentalizar-me que não podia usar o açúcar para activar o meu centro de recompensa cerebral, de forma a não ficar ainda mais dependente do que já estava! (como vos disse, metade do trabalho é do suplemento outra metade é vossa)

O chupa-chupa que supostamente deveria ser para as criancinhas!

Ah e tal mas também estás a falar bem desta marca porque te ofereceram!

Minha gente, vocês já sabem como eu sou!

Se o produto não estivesse a fazer efeito eu seria o primeiro a dizê-lo, porque para mim não faz sentido anunciar que algo é fantástico e maravilhoso quando não o é. (além de que as críticas construtivas fazem com que um produto possa melhorar certo?)

A verdade é que enquanto farmacêutico eu já aconselhava o Bioactivo Crómio para os meus doentes diabéticos de forma a controlar melhor os níveis de glicemia, e entre as opções que eu tenho disponíveis no meu local de trabalho esta marca é a minha preferida por causa da biodisponibilidade.

Num outro post já falei da biodisponibilidade, mas para quem não se lembra imaginem que precisam de dez cromos para finalizarem a vossa caderneta dos animais da selva.

Se para conseguirem os 10 tiverem de comprar 100, tem uma biodisponibilidade de 10%, sendo que os outros 90% dos cromos não serviram para nada.

Se tiverem a sorte (e aí deviam jogar imediatamente no Euromilhões) de comprar uma saqueta com 10 cromos e serem esses 10 que vocês precisavam, então tem uma biodisponibilidade de 100%.

O mesmo acontece nos suplementos que tomamos.

Podemos até estar a enfiar para o estômago uma quantidade incrível de substância X, mas se apenas um ínfima parte chegar onde deve chegar e fizer o seu efeito, então não é um suplemento muito interessante.

A grande vantagem do Bioactivo Crómio é o facto do crómio utilizado  estar ligado organicamente, ou seja, está ligado a uma levedura e a aminoácidos (levedura de crómio), o que faz com que tenha uma elevada absorção no organismo, 10 vezes superior a outras fontes aprovadas de crómio!

Mas ó Triptofano, explica lá bem explicadinho como é que o Crómio funciona no organismo e as interacções com a insulina e se é bom ou não para diabético e coisa e coisa...

Minha gente, como este post já está comprido, a explicação detalhada (mas que não deixe o pessoal a dormir depois de 10 segundos de leitura) vai ficar para o post onde eu vou dar a minha nota final a este suplemento está bem? 

 

Por curiosidade, já alguma vez experimentaram um suplemento de crómio? Costumam ter muito apetite por doces ou são assim pessoas mais de salgados?

Na Pele do Triptofano: Luva de Crina de Cavalo

16.07.19, Triptofano!

Há quem defenda que para ser-se belo é preciso sofrer, e há as pessoas masoquistas que utilizam luvas de crina de cavalo.

Como o nome indica, uma luva de crina de cavalo é uma luva feita a partir de fios de crina de cavalo e de fibras de esparto (uma planta qualquer fofucha à qual eu nunca tive o prazer de ser apresentado), que é utilizada como exfoliante mecânico.

As vantagens da utilização desta luva são as mesmas que as dos outros exfoliantes mecânicos - eliminar as impurezas e as células mortas que estejam na superfície da nossa pele, estimular a circulação sanguínea e a renovação celular, potenciar a absorção de activos provenientes de produtos dermocosméticos - com o bónus de ser virtualmente eterna, ou seja, vai durar durante anos e anos e anos, acabando por ser um óptimo investimento! (se a usarem claro!)

Há quem defenda que esta luva também é fantástica para a celulite, devido aos seus efeitos drenantes, mas relativamente a isso torço mais o nariz e acho que se é para isso que a estão a comprar não o façam. Há outros tipos de luvas mais apropriadas para esse efeito!

Na Pele do Triptofano: Luva de Crina de Cavalo

Prós e Contras

Tenho uma luva de crina de cavalo a decorar a minha casa-de-banho há anos.

E digo decorar porque raramente a uso, no máximo dos máximos de duas em duas semanas, sendo que há meses que olho para ela mas não me atrevo.

Tudo porque dói.

Não consigo compreender como é que nas 50 Sombras de Grey a moça não foi toda exfoliada com uma luva destas. Aposto que ia sofrer mais do que com umas reguadas na bunda.

Como eu sei que vocês merecem tudo, hoje enchi-me de coragem e utilizei a luva para dar-vos um feedback o mais verdadeiro e actual possível!

Prós

Rende mais que um cosmético. Enquanto que um exfoliante em creme gasta-se no espaço aproximado de seis meses (ou fica rançoso caso o deixemos durante dois anos a apanhar mofo na prateleira), esta luva é um amor para a vida toda.

O formato de luva é extremamente prático. Enquanto que nos cosméticos a probabilidade do exfoliante cair-nos no chão da banheira enquanto tentamos tirar as peles mortas das costas ser mais que muita, com a luva basta conseguirmos ter flexibilidade suficiente para lá chegarmos.

Exfolia a sério. Não posso dizer que é daqueles produtos que diz que vai fazer mundos e fundos e depois quando se vai a ver é um embuste. Esta luva tem uma verdadeira exfoliação mecânica, mas por favor, usem-na sempre com a pele húmida. De outra forma em vez de exfoliar vão acabar em pele viva.

É boa para os adeptos do BDSM. A luva dói, arranha, irrita, essas coisas todas. Mas em certas partes do corpo até é uma dorzita boa, chegando a fazer algumas cócegas engraçadas. Aconselho a quando estiverem a sentir-se especialmente kinkys.

Contras

Não é uma experiência cosmeticamente agradável! Se gostam de cheirinhos e texturas e sensações que vos façam sentir que estão a saltar em cima duma nuvem, esqueçam! Com esta luva não há cá floreados.

A pele fica irritada. A não ser que tenham uma pele incrivelmente espessa o mais provável é ficarem com a pele ligeiramente irritada depois da exfoliação. Recomendo vivamente o uso de um bom creme hidratante após a utilização da luva, sendo que também não a usaria mais do que duas vezes por mês. Porém, para quem consiga aguentar, é possível usar semanalmente!

Não está aconselhada para a pele do rosto, ou pelo menos eu nunca usaria no rosto, mas isso fica ao critério de cada um.

A exfoliação é apenas mecânica. Tendo em conta os diferentes tipos de exfoliantes que existem no mercado, exfoliar apenas mecanicamente acaba por ser uma opção redutora.

O Veredicto Final

Na Pele do Triptofano: Luva de Crina de Cavalo

A luva de crina de cavalo é aquele tipo de produto que uma pessoa não ama de morte mas também não se pode queixar a dizer que não sabia no que se estava a meter.

Se faz uma boa exfoliação mecânica? Faz sim senhor. Se deixa a pele irritada? Também deixa, mas uma pessoa basta tocar na luva para perceber que isso vai acontecer.

É como estarmos perante uma data de silvas: obviamente que vamos ficar todos picados se nos atirarmos para cima delas! (e se acharmos o contrário é porque andamos a fumar coisas talvez não muito legais..)

 

E vocês, já usaram alguma vez esta luva? Gostam, não gostam, ficaram sem pele da única vez que tentaram usar?  Contem-me tudo!

Novo Modelo de Receita Manual

15.07.19, Triptofano!

Cada vez mais a tendência é que as receitas médicas em papel desapareçam, sendo substituídas por uma mensagem no telemóvel, ou um ficheiro PDF enviado para o e-mail ou, mas isto só dentro de alguns anitos, por um chip integrado na íris da pessoa que assim não há as desculpas de que os netos andaram a brincar com o smartphone e apagaram logo única e somente a receita dos drunfos para dormir.

Obviamente que eu poderia escrever páginas e páginas sobre como é maravilhoso o trabalho do farmacêutico que tem de investigar como é que se acede à caixa de mensagens do telemóvel alheio (sim, há muita gente que não faz ideia de como ir procurar as mensagens) enquanto faz figas para não se deparar com uma foto super ampliada de algum genital acima das sete décadas de existência, ou como se perde anos de vida a abrir vinte mensagens de receitas, uma por uma, só para se descobrir que já foram todas aviadas ou passaram do prazo.

Mas o post de hoje serve para alertar para o novo modelo de receita manual, de forma a que vocês, utentes fofinhos e amorosos, não vão todos frescos e airosos à farmácia e sejam barrados por um farmacêutico carrancudo, que apesar de obviamente só estar ao balcão para dificultar a vida do cidadão, não merece levar com um pós-solar na cabeça.

Primeiro que tudo, elucidar que há três tipos de receitas.

Existe a receita electrónica sem papel, que é basicamente aquela que é enviada para o telemóvel com o número gigantesco que lá para o meio tem quatro zeros seguidos, juntamente com um código de acesso e um de dispensa.

É verdade que a receita electrónica sem papel também pode ser impressa em papel, mas isso são detalhes que só confundem o pessoal.

O que interessa saber é que desde que tenham os códigos não precisam de suporte físico para esta receita.

Isso e que podem levantar as quantidades que quiserem onde e quando quiserem (dentro das quantidades que vos prescreveram e da data de validade que aparece à frente de cada medicamento claro).

Depois há a receita electrónica com papel, onde a medicação é passada a computador mas vocês precisam de trazer a receita porque de outra forma nada feito.

Neste tipo de receita ou aviam tudo no mesmo sítio ou perdem o direito ao uso futuro da mesma.

Por fim há a receita manual, que é como quem diz a receita hieroglífica, onde os médicos costumam libertar todo o seu potencial artístico e enchem a folha com rabiscos muitas vezes difíceis de interpretar.

Nesta receita, tal como na electrónica com papel, ou aviam tudo no mesmo sítio ou o que não levantarem fica irremediavelmente perdido.

E é a receita manual que sofreu alterações, para felicidade dos médicos prescritores que vão ter de mandar para o lixo os seus blocos antigos e para os utentes, que muito provavelmente ainda vão ser engrupidos com uma receita antiga e não vão poder ter direito à comparticipação médica.

É verdade que as receitas manuais já não são muito usadas, mas num domicílio, numa ida a um dentista, numa falência informática do centro de saúde ou quando se encontra um médico que recusa-se a entrar na era moderna, é provável que ainda recebam uma maravilhosa receita escrita à mão.

Mas o que mudou?

Uma das mudanças foi que as receitas agora possuem no topo o logótipo “SNS – Serviço Nacional de Saúde – 40 anos”.

Uma forma fofinha de nos lembrar que provavelmente não vamos ver o SNS com 50 anos, tendo em conta as políticas de saúde que temos visto nos últimos tempos, mas isso é outra conversa.

Novo Modelo de Receita Manual

O modelo de receita médica também foi alterado de forma a conter elementos “facilitadores da autonomização do processo de recolha de informação para conferência de receituário”.

Ora estes elementos facilitadores não são nada mais nada menos do que uma data de números oito em formato digital que os médicos tem de preencher para no fim conseguir-se o número de utente, de telefone, de beneficiários, a quantidade de embalagens prescritas e a data da receita.

Novo Modelo de Receita Manual

Muito honestamente, quem aprovou esta mudança esqueceu-se que não vivemos numa sociedade que tenha por hábito continuar a preencher números por pintura depois dos 5 anos de idade, o que resulta, na sua grande maioria, em receitas com os números escritos normalmente por cima das marcas de água dos 8, tornando a leitura ainda mais difícil!

As receitas manuais de modelo antigo só podem ser dispensadas na farmácia se tiverem sido passadas até ao final de Junho.

Receitas com datas de Julho já não serão aceites na farmácia, a não ser que o farmacêutico esteja a pensar no que vai fazer para o jantar e aí a culpa é dele por não estar atento.

Por isso se vos entregarem uma receita escrita à mão que não tenha um símbolo a dizer 40 anos SNS e que não esteja cheia de números 8 em marca de água, recusem-na e exijam uma recente! 

Claro que se as receitas forem dos Açores e da Madeira nada disto se aplica, porque apesar de ser tudo Portugal a realidade nas ilhas é ligeiramente paralela! 

Na Casa-de-Banho d'

12.07.19, Triptofano!

Se há coisa que me deixa os pêlos dos braços em pé é quando vejo nas redes sociais uma data de pessoas a falarem maravilhas do mesmo produto todas ao mesmo tempo.

Não é que não o possam fazer obviamente, mas cheira-se a cinquenta quilómetros de distância que essas pessoas estão a ser pagas para o fazer.

Ora eu não sou contra a publicidade.

Eu até acho muito bem que as marcas paguem a quem desenvolve conteúdos, a quem trabalha dia e noite em projectos virtuais, a quem ambiciona viver do digital.

Mas então que se separe a publicidade da opinião.

Uma coisa é dizer: Olá pessoal, saiu um novo creme da marca X com substância Y e Z!

Outra totalmente diferente é: Olá pessoal, o novo creme da marca X é maravilhooooooooso, só recebi agora a caixa mas já sei que é o melhor creme da minha vida, e a substância Y e Z era mesmo o que eu precisava para a minha pele estar tão linda e maravilhosa e tudo e tudo e tudo e vou dizer o mesmo de todos os produtos que me mandarem porque afinal eu gosto de tudo e tudo é bom desde que me paguem!

Se há quem goste deste modelo tudo bem. Eu pessoalmente não gosto.

Deve ser defeito profissional porque se eu na farmácia começar a dizer que tudo o que há para venda é maravilhoso e sem defeito nenhum então nem preciso de estar lá, as pessoas pegam numa coisa qualquer ao calhas e toca a andar!

Por isso é que resolvi criar uma nova rubrica aqui no blog chamada na Casa-de-Banho d', onde pessoas reais, algumas com blogs outras que nem estão nesta maravilhosa dimensão, vão testar produtos que eu lhes ofereci ou que lhes aconselhei a comprar, dando depois o feedback mais honesto possível do produto na sua óptica de consumidor.

Além do feedback do produto vou aproveitar para esmiuçar um bocadinho mais a vida do que se passa na casa-de-banho dessas pessoas, relativamente a hábitos de beleza, produtos favoritos, truques e os maiores dramas cosméticos pelos quais já passaram!

O eu oferecer sempre que possível produtos às pessoas prende-se ao facto de muitas vezes receber coisas que não vou usar ou que não tenho a capacidade de dar um feedback construtivo.

Se me derem um protector solar para o cabelo tendo em conta que eu sou careca como é que eu vou avaliar o produto? Ou se me derem maquilhagem? Ou um shampoo para cabelos louros e rebeldes?

Assim, ao seleccionar pessoas que usam verdadeiramente esses produtos posso ter uma opinião mais fundamentada do que o simples ahhh a caixa é bonita e o produto cheira bem!

O que é que acham da ideia? Estão interessados em ver pessoas reais a falar abertamente sobre produtos ou nem por isso?

Annabelle 3 : O tédio

11.07.19, Triptofano!

Quando vi nas redes sociais pessoas que tinham ido à ante-estreia em Portugal do Annabelle 3 : O Regresso a Casa, a dizerem que tinha sido fantástico e que tinham ficado imensamente assustadas sabia que tinha de ir ver o filme.

Ao descobrir que na Tailândia um pobre turista tinha morrido durante o visionamento da película decidi que não podia esperar mais.

Para quem não sabe Annabelle é um filme de terror sobre uma boneca que foi possuída por um espírito maligno e que anda a dar facadas e a tentar sacar a alma de alguém como se não houvesse amanhã. (se os detalhes técnicos do enredo estiverem ligeiramente incorrectos desculpem-me mas vocês perceberam a ideia)

A Anabelle propriamente dita nem precisava de estar possuída por entidades demoníacas para deixar qualquer pessoa desconfortável.

Se alguém me oferecesse uma boneca com aquela expressão era certo e sabido que iria parar no aterro municipal mais perto num abrir e fechar de olhos.

Annabelle 3 : O tédio

Tendo em conta que vi o Anabelle 2 e adorei, estava com as expectativas mais do que em alta.

Tomei uma caixa de comprimidos de valeriana, reforcei a minha roupa interior com um penso maxi absorvente, e lá fui eu em direcção ao cinema.

Só que o Annabelle 3 revelou-se um autêntico tédio.

A primeira parte do filme (divido em duas partes por causa do intervalo que o cinema faz) só foi suportável porque ataquei sem dó nem piedade um pacote gigantesco de pipocas.

Se os primeiros dois minutos prometiam um filme "daqueles" o resto foi como estar a ver uma má adaptação cinematográfica dum livro do Nicholas Sparks.

As tristezas da não aceitação e dos dramas da juventude e dos pesos na consciência tornaram um filme que devia fazer-nos borrar a cueca num festival de bocejos e sobrolhos franzidos.

A segunda parte melhorou é verdade, mas nada por ai além.

Faltou consistência à história, os momentos de susto pareciam que tinham sido colados a cuspo e não havia aquele ritmo que prende a pessoa e quase que a deixa ser ar.

O pior foi quando finalmente as coisas começam a aquecer e a pessoa pensa que afinal o filme ainda vai dar uma reviravolta....acaba!

Mas assim um final sem jeito, fácil, sem graça.

As coisas até estavam a aquecer mas o bico do gás fechou-se antes de chegar ao ponto de ebulição.

Basicamente foi como uma pessoa estar ali nos preliminares a pensar que vai ser tão bom e maravilhoso e tudo e tudo e tudo e quando dá por ela a outra pessoa já tá a tomar banho e nós ficámos abandonados à nossa sorte.

Para piorar, depois do término da acção o filme ainda continuou, com mais um momento lamechas digno de alguma regurgitação, algo que eu aconselho que tentem evitar ao máximo porque ninguém merece limpar vómito do chão do cinema.

Anabelle 3 foi um tédio tão grande que até o Cara-Metade que foi comigo e odeia filmes de terror esteve a pontos de adormecer.

Apesar de, para ser honesto, o facto de ele ter passado metade do tempo com os olhos fechados e os dedos a taparem os ouvidos não tenha ajudado à tarefa de se manter acordado!

Parecer mais magro e saudável? Não obrigado!

10.07.19, Triptofano!

Estava eu muito sossegado a navegar no meu Instagram, a babar compulsivamente perante fotos maravilhosas de comida e a odiar secretamente todas as pessoas que estão de férias em lugares paradisíacos enquanto eu estou preso no meu trabalho escravo nos subúrbios de Lisboa, quando aparece-me uma publicação patrocinada duma marca de auto-bronzeadores.

Por alguma razão desconhecida, o meu cérebro achou que seria interessante ler a publicação com atenção, quiçá pensando que estava na hora de eu investir num produto que me permitisse chegar à praia com uma cor diferente da dos ossos de choco que se dão aos pássaros.

Ora estou a ler sobre as maravilhas do produto que como sempre são mais que muitas e vão mudar radicalmente a nossa vida para melhor elevando-nos a um patamar de iluminação que nunca achámos ser possível, quando chego a uma parte onde diz que este auto-bronzeador é ideal para se parecer mais magro e saudável!

Parecer mais magro e saudável? Não obrigado!

Ora vamos lá a ver se nos entendemos.

Primeiro que tudo como é que uma pessoa parece mais magra colocando tinta em cima?

Teoricamente até devia assim com um bocadinho mais de volume ou não? Ou será que o segredo é a pessoa espalhar em linhas longitudinais dando alguns salpicos de iluminador e esbatendo com a nossa beauty blender até que por milagre o pneu tenha ficado camuflado qual camaleão dando a impressão que passámos a semana todo no ginásio quando na realidade estivemos no sofá a enfiar para o bandulho doses industriais de gelado?

Segundo, uma pessoa parece mais saudável bronzeada porquê?

Fica com um ar menos anémico é isso? Ou dá aquela sensação que se dormiu horas e horas em lençóis de cetim quando na realidade desmaiou-se durante vinte cinco minutos em cima do cesto da roupa até a criancinha doente voltar a chorar compulsivamente e uma pessoa perguntar aos céus porque é que não escolheu uma vida de celibato?

Terceiro, desde quando é que ser-se magro significa ser-se saudável?

Quer dizer que uma pessoa que seja gorda está prestes a bater as botas não é?

Tenho um amigo meu sem uma grama de gordura que foi internado de urgência com uma insuficiência cardíaca. Uma colega de curso morreu na faculdade de ataque cardíaco por ser demasiado magra. Tenho uma amiga que vai ao ginásio e controla a alimentação e mesmo assim tem o colesterol sempre a valores dignos do livro do Guiness. E conheço um par de rapazes que por terem ficado viciados em Cross Fit agora já não tem líquido nenhum na articulação do joelho, fazendo com que os ossos roçem uns nos outros originando dores horríveis.

Uma pessoa para ser saudável não precisa de ser magra. Nem de ser gorda. Basta que seja saudável!!!

Vamos de uma vez por todas acabar com esta ridicularização e onda de vergonha que circula por aí relativamente a quem tem um corpo ligeiramente diferente daquilo que alguém considerou ser o ideal.

Se uma pessoa tem um pernão deixem-na ter um pernão. Se uma pessoa tem barriga deixem-na ter barriga. Se uma pessoa tem mamocas grandes deixem-na ter mamocas grandes. Se uma pessoa tem um rabo volumoso deixem-na ter um rabo volumoso.

Não aceitem que nada nem ninguém vos faça sentir mal com o vosso corpo, especialmente se usarem o argumento de que não são saudáveis o suficiente.

Uma coisa é ser saudável, outra coisa é achar-se que para se ter saúde tem que se ter um certo e determinado tipo de corpo.

E para finalizar, cara marca de auto-bronzeadores, eu não quero parecer mais magro e saudável!

Eu quero ser mais saudável, o resto não me preocupa, porque de aparências e falsidades já anda este mundo cheio!

Felicidade Interna Bruta em Gelados

09.07.19, Triptofano!

FIB em 10 segundos: Descubra um local onde os gelados feitos diariamente não levam corantes, conservantes ou aditivos químicos, prove um sabor mais clássico como o tiramisù ou aventure-se num mais arrojado como o Pão-de-Deus, e se estiver mesmo com coragem peça o sabor mistério!

FIB: Felicidade Interna Bruta

Por mais que a sociedade nos tente impingir o conceito que é o dinheiro que nos dá felicidade, a verdade é que é o amor que nos consegue inundar o coração e deixar a alma aos pulinhos de alegria.

O amor e obviamente gelados, porque uma pessoa sem gelados nem é pessoa, é ali uma espécie de Zombie num cenário pós-apocalíptico.FIB: Felicidade Interna Bruta

Antigamente havia aquela ideia que gelados só no Verão, no pico do calor, mas esta doce iguaria pode ser devorada no Verão, no Inverno, num dia de chuva, com amigos, sozinho, para curar a depressão, para celebrar uma vitória....um gelado é verdadeiramente um pedaço de felicidade que se desvenda a cada lambidela.

Por isso é que a FIB, uma gelataria italiana na zona do Areeiro cujo nome significa Felicidade Interna Bruta, é um dos meus locais preferidos para comer gelado em Lisboa e ter mini-orgasmos bucais (esqueci-me de dizer que obviamente o sexo também dá muita felicidade mas acho que isso todos nós sabemos!)

FIB: Felicidade Interna Bruta

Feitos diariamente, estes gelados não levam corantes, conservantes nem aditivos químicos, e o resultado final é fantástico.

Existem ingredientes mais clássicos e outros mais extravagantes, e a oferta está sempre a mudar, o que é uma óptima desculpa para visitar frequentemente a FIB.

A decoração amorosa com as citações nas cadeiras, a montra gulosamente apetecível e a funcionária italiana que servia gelado com o maior sorriso do mundo no rosto fizeram que esta minha última visita tivesse o condão de me encher o coração com alegria e o estômago com calorias!

FIB: Felicidade Interna Bruta

FIB: Felicidade Interna Bruta

E não fui apenas eu que adorei os gelados da FIB, o Cara-Metade e a minha mãe que nunca tinham visitado o espaço também se renderam à genuinidade dos sabores, e atacaram ferozmente as suas delícias geladas.

A minha mãe optou por um gelado de manga e, louca como ela é por esta iguaria, por um de arroz doce, que a deixou a suspirar pelos cantos.

FIB: Felicidade Interna Bruta

O Cara-Metade atreveu-se num fantástico e inesperado Pão-de-Deus a acompanhar os mais clássicos tiramisù e gianduja (uma mistura de 70% de chocolate e 30% de avelã) que estavam simplesmente fantásticos.

FIB: Felicidade Interna Bruta

Eu aproveitei para tirar a prova dos nove relativamente a um sabor que nunca soube se gostava ou não - o pistácio. 

E a verdade é que o gelado de pistácio do FIB é muito bom, deixando-me a salivar só de pensar nele, o que mostra que uma boa receita e ingredientes de alta qualidade fazem toda a diferença!

Igualmente bons estavam os gelados de goiaba e o Acqua in Bocca, um sabor surpresa cujos ingredientes não são revelados.

Pela minha degustação consegui distinguir pêra e um ligeiro toque alcoólico, por isso talvez fosse uma pêra fermentada a temperatura controlada ou alguma modernice do género! 

Agora não sei como é que aconteceu, mas esqueci-me completamente de tirar foto ao meu gelado. Estava tão embevecido a provar o pistácio, a deixar-me seduzir pela goiaba e a ficar intrigado pelo Acqua in Bocca que nem gravei o momento para a posterioridade.

Mas acreditem em mim quando digo que tinha um aspecto sensacional!

FIB: Felicidade Interna Bruta

FIB: Felicidade Interna Bruta

FIB: Felicidade Interna Bruta

 

E vocês, gostam de gelado? Qual é o vosso sabor preferido? 

 

FIB: Felicidade Interna Bruta

 

FIB - Acqua in Bocca Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Tinder, a Primitivização Tecnológica

08.07.19, Triptofano!

Uma amiga minha, queixando-se do facto dos homens adorarem-na no primeiro encontro mas depois fugirem a sete pés quando lhes vinha o ténue cheiro de compromisso, fez-me a pergunta de um milhão de euros:

O que é que se passa na cabeça dos homens?

Na realidade, a questão deveria ser o que é que se passa na cabeça das pessoas em geral, homens e mulheres, porque nunca houve tanta facilidade em encontrar pessoas mas ao mesmo tempo nunca foi tão difícil encontrar aquela pessoa!

O facto de cada vez haver mais escolha fez com que vivêssemos numa espécie de aplicação da Zomato para relacionamentos, onde adoramos dar classificação uns aos outros mas estamos sempre à espera de encontrar um restaurante melhor que nos deixe de queixo caído.

Afinal porque é que havemos de jurar amor eterno à pizzaria da esquina se a qualquer momento podemos ter vontade de experimentar o novo espaço de sushi que abriu a cinco minutos de nós?

A falta de noção de nós próprios e a tendência assustadora para toda a gente achar que é especial também não ajuda quando se procura um relacionamento.

Não é que eu não defenda que todos nós somos especiais à nossa maneira, mas há uma diferença entre acharmos que somos a última bolacha do pacote e termos a real percepção das nossas qualidades e defeitos.

Obviamente que não devemos cair no extremo oposto, onde achamos que não somos merecedores de muito e acabamos por atrair pessoas que vão-nos dar ainda menos.

Uma noção de quem somos enquanto pessoas e do que estamos dispostos a dar e a aceitar numa relação é meio passo andado para encontrarmos a pessoa "certa".

Mas falemos então dos homens! Porque é que os homens parecem fugir mais dos relacionamentos que as mulheres?

Tinder, a Primitivização Emocional

Na minha opinião, as mulheres tem tendência a ligar-se mais por causa dum instinto maternal e de família, enquanto que os homens dispersam-se mais facilmente devido a um instinto primitivo de espalhar os genes o máximo possível de forma a conseguir vantagem de domínio de espécie.

Enquanto seres humanos achamos que somos extremamente evoluídos por ter telefones e aviões e coisas que tais, mas muitas das nossas reacções além de instintivas são primitivas.

Vejamos o Tinder.

Apesar de eu ser apologista desta plataforma já que hoje em dia as pessoas andam tão desligadas do mundo real que acaba por ser uma forma válida de conhecer pessoas, o Tinder não é mais do que a transposição da nossa primitividade para os tempos modernos.

Se antigamente escolhíamos o parceiro com as melhores características físicas por uma questão de maior probabilidade de sucesso na perpetuação da espécie, hoje em dia isso já não faz sentido.

Porém, continuamos a fazer escolhas para um hipotético futuro baseadas em parâmetros que não são verdadeiramente relevantes, a não ser que tenhamos como projecto de vida estar na Guest List do Lux!

Somos muito menos evoluídos do que pensamos, desenvolvemos tecnologia que glorifica a nossa primitividade emocional mas depois achamos que somos seres iluminados que vivemos numa realidade cósmica diferente porque tudo o que queríamos era criar uma ligação energética real (com alguém bonito, musculado e preferencialmente rico), mas só encontramos quem nos queira comer o pito.

Minha gente, o problema não são os outros. Somos todos nós!

Dois anos de blog!

05.07.19, Triptofano!

Dois anos de Triptofano minha gente.

Dois anos de partilhas, de risos, de questões, de descobertas, de amizades.

Dois anos de um blog que no início nem uma semana era para durar.

Dois anos graças a vocês! Obrigado 

E como hoje é um dia para celebrar mas também para recordar todo o percurso que já foi feito, deixo-vos 10 posts dos mais antigos, para descobrirem ou voltarem a lembrar-se!

Um grande beijo e um gigante abraço para todos vocês! 

 

O primeiro post a ser destacado pelo Sapo!

A minha mãe e o vibrador azul.

Princesas com bebés às costas.

As bananas e o meu engano...

SOS Cérebro (uma partilha bastante íntima)

Ampulheta, uma ode à (claro que é sobre a Ana Malhoa)

Um dos posts mais bonitos que o Cara-Metade escreveu neste blog

Blogger: Uma profissão Stressante

Os Halls Pretos - Muito mais que uns simples rebuçados

Uma mosca num lugar muito errado!