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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Grande Palácio Hong Kong

29.06.19, Triptofano!

Grande Palácio Hong Kong em 10 segundos: Descubra um local muito frequentado pela comunidade asiática, atire-se de cabeça às entradas das mais simples às mais exóticas, experimente o maravilhoso Nian Gao mas tenha muito cuidado se sofrer de alguma intolerância alimentar!

Grande Palácio Hong Kong

Quando eu era mais novo e tinha primeiros encontros, ou first dates se quiserem uma versão mais internacional da coisa, o Grande Palácio Hong Kong era sempre a minha escolha de restaurante para almoçar ou jantar.

Situado em Arroios, este restaurante cantonês foi e sempre será um dos meus guilty pleasures no que toca a comida asiática, pelo facto de ter pratos que não se encontram em mais lado nenhum e devido aos seus preços, que apesar de terem subido ao longo do tempo, permitem ainda que se peça quantidades astronómicas de comida.

O pedido é feito escrevinhando num papel os números dos pratos que queremos experimentar, e apesar dos pratos principais serem bons a minha sugestão é perderem-se nas entradas e experimentar um bocadinho de tudo.

Lembro-me de uma vez que pedi tanta coisa, mas tanta coisa, que a empregada perguntou admirada se aquilo tudo era só para duas pessoas, enquanto empilhava pratos em cima da mesa.

Menos de um mês depois, quando voltei ao restaurante com um first date novo, tive o azar da empregada reconhecer-me, e anunciar para todos os que quisessem ouvir que se lembrava de mim, era o rapaz que comia muito!!! - sempre tive a fama de lambão fazer o quê?

Grande Palácio Hong Kong

Apesar de já há muitos anos não ter nenhum primeiro encontro (graças aos céus que é coisa para cansar uma pessoa) continuo a gostar de ir ao Grande Palácio Hong Kong, porque desperta-me um sentimento de conforto e familiaridade.

A verdade é que grande parte da comida é boa, porque de outra forma o restaurante não estava sempre cheio de asiáticos (desta última vez que lá fui o restaurante estava vazio porque tinha acabado de sair um grupo com mais de 50 orientais), e tenho pena de não provar os chamados "pratos secretos", que são as referências que não estão na lista mas que aparecem esplendorosas na mesa dos comensais não ocidentais.

Mas há muita coisa que, de um ponto de vista objectivo, faz com que este restaurante seja um local a visitar com precaução.

Primeiro que tudo as casas-de-banho são assustadoras.

Se estiverem com a bexiga quase a rebentar então vão lá - de outra forma fiquem sentadinhos na vossa mesa longe desse espaço demoníaco.

Confiem em mim quando vos digo que já vi filmes de terror menos assustadores que estas casa-de-banho.

Depois os empregados não são simpáticos!

Descansem que não vão ser agredidos com nenhuma garrafa de molho de soja mas se estão à espera de sorrisos e delicadezas é melhor gerirem as vossas expectativas.

Além de muitos comunicarem apenas o básico do básico em português, 99% atende-vos como se vos estivessem a fazer um favor, por isso não tenham medo em ser um bocadinho mais determinados na vossa interacção.

Por fim, há mesas corridas.

Não é algo que me faça morrer por dentro mas também não é o que eu mais gosto, ter de ficar sentado ao pé de alguém que eu não conheço e estar constantemente a obrigar-me a não ouvir a conversa sobre como a vizinha do 3º andar é uma desavergonhada que anda com um de dia e com outro de noite!

Mas a comida compensa.

Grande Palácio Hong Kong

É verdade que a sopa de Pato à Pequim está carregadinha de glutamato monossódico, mas é saborosa e impossível de não comer até ao fim.

Grande Palácio Hong Kong - Sopa de Pato à Pequim

O bolo de nabo chinês é um dos meus eternos favoritos, e apesar de eu não gostar por ai além do nabo tradicional este é simplesmente a minha perdição.

Mas tenho a noção que se ama ou odeia - e eu amo.

Grande Palácio Hong Kong - Bolo de Nabo Chinês

Como fui com o Cara-Metade e a minha mãe não pedi algumas das entradas mais estranhas mas que fazem o meu delírio, como as línguas de pato ou as patas de galinha com feijão preto, mas ataquei valentemente umas folhas de tau fu fritas (é tofu mas em todo o menu aparece tau fu) com carne e vegetais, uns saborosos mini pães de carne e vegetais no vapor, uns rolos de farinha de arroz com porco e mel que são absolutamente imperdíveis sobretudo se lhes derem um banho de molho, e umas bem recheadas bolas de gamba fritas!

Grande Palácio Hong Kong - Mini Pães de Carne e Vegetais ao Vapor

Grande Palácio Hong Kong - Rolos de Farinha de Arroz com Porco e Mel

Grande Palácio Hong Kong - Bolas de Gambas Fritas

No que toca aos pratos principais veio para a mesa um Nian Gao salteado, que é sem dúvida o meu prato asiático preferido!

Há alguma coisa nesta pasta de arroz frita que eu não consigo explicar mas que me conquista, e garanto-vos que era capaz de a comer todos os dias do ano!

Grande Palácio Hong Kong - Nian Gao Salteado

Além do Nian Gao veio também um "Tau Fu" com entremeada na caçarola quente, um prato extremamente reconfortante especialmente para aquelas pessoas que ainda não sabem se devem tornar-se vegetarianas ou continuar rendidas ao prazer da carnucha.

Grande Palácio Hong Kong - Tofu com Entremeada na Caçarola Quente

Agora o que me desiludiu grandemente foi o facto das folhas de tofu fritas da entrada terem além da carne e vegetais, camarão misturado!

Para alguns pode ser um bónus, mas para a minha mãe, que é intolerante ao camarão, podia significar uma tarde do inferno na casa-de-banho.

Felizmente que tenho o hábito de inspeccionar todos os elementos antes dela comer, o que me permitiu descobrir o camarão a tempo, mas foi uma situação extremamente infeliz que correspondeu a uma valente facada no amor que eu tinha ao Grande Palácio Hong Kong.

Grande Palácio Hong Kong - Folhas de Tofu Fritas com Carne e Vegetais

Não posso dizer que nunca mais lá voltarei, porque provavelmente irei regressar quando esquecer-me do sucedido, e mesmo a minha mãe ficou agradada com os sabores da comida que provou, mas tenho a obrigação de recomendar uma dose de cuidado extra a todos os que tiverem algum tipo de intolerância alimentar.

Investiguem bem a vossa comida antes de a porem na boca, mas fora isso e todos os outros detalhes não tão atractivos, dêem uma hipótese ao Grande Palácio Hong Kong. 

Vão ver que a viagem vale a pena, nem que seja para chuparem, deliciados, as patas de galinha!

 

Grande Palácio Hong Kong Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

O Não e a Zona de Conforto

28.06.19, Triptofano!

De certeza que já leram em algum sítio, ou já alguém vos disse, que na vida deve-se arriscar, porque o não têm sempre garantido.

Mas se isto é assim tão simples porque é que tanta gente continua na sua zona de conforto, porque é que muitos de nós não atravessam aquela linha que separa o que conhecemos de trás para a frente do buraco negro do desconhecimento?

O problema é que um não não é simplesmente um não.

Quer dizer, um não é simplesmente um não, mas não para as nossas cabeças, ou pelo menos para a minha.

Um não é como se fosse um atestado de incompetência. Uma chapada na cara que nos acorda para a realidade lembrando-nos que não somos bons, não somos capazes, não temos asas para voar mais além. Um não é uma facada dilacerante no nosso sonho, e é mais seguro continuarmos a dormir profundamente.

Basicamente um não é a materialização de todos os nossos medos, por isso é que a zona de conforto é tão confortável.

Confesso que tenho uma forma de pensar ridícula: acho que os outros vão descobrir o meu valor e dar-me aquilo que eu mereço.

Dou-vos um exemplo concreto, acredito piamente que um dia alguém vai chegar ao meu trabalho e dizer que soube o quão bom profissional eu sou e vai-me oferecer uma proposta de trabalho incrível.

Obviamente que a probabilidade disso acontecer roça valores negativos, porque o mais provável é nunca ninguém sequer saber que eu existo se não gritar ao mundo que estou aqui, mas eu mantenho-me na ilusão dessa expectativa, porque é mais fácil, porque é mais seguro.

O engraçado disto tudo é que no passado sempre que tive a coragem de sair da zona do conforto coisas fantásticas aconteceram.

Também recebi muitos nãos redondos, mas pensando agora no assunto não morri por causa disso.

Onde eu queria chegar com este texto é que, um não, é simplesmente um não.

Um não não deve deitar-nos abaixo, não deve fazer-nos ter vergonha, ou inferiores, ou a pensar que não somos capazes.

Um não vai doer sempre, não vou dizer que não, mas deve ser uma dor tipo penso rápido, doeu naquele instante e depois é andar para a frente.

Se estivermos à espera que as coisas caiam do céu enquanto estamos tranquilos na nossa zona de conforto o mais provável é vermos os outros a evoluir e nós a ficarmos no mesmo sítio.

E os outros até podem não ser tão bons como nós, mas perceberam que no meio de muitos nãos lá aparece um sim, enquanto que no meio de nenhuma tentativa não aparece coisa alguma.

Eu vou perder a vergonha, aquela sensação de falta de humildade e de que me estou a impor a outra pessoa, e vou lutar por aquilo que quero.

É como aquela canção da Selena Gomez, When you're ready come and get it, e eu agora estou pronto!

Vocês que estiverem a ler isto, fechem os olhos, cerrem os pulsos, e pensem é agora porra!

Escrevam aquele e-mail, mandem aquela mensagem, liguem àquela pessoa que vos pode ajudar, mas deixem a vossa zona de conforto.

E se ouvirem um não fiquem tristes por um segundo mas depois sintam-se orgulhosos.

Porque tentaram.

E quando perceberem que afinal não ficaram sem um pedaço da alma vão tentar novamente, até conseguirem aquilo que realmente querem, demore o tempo que demorar!

Na Pele do Triptofano: Skinerie Serum Attack

26.06.19, Triptofano!

Quando a minha patroa ofereceu-me o Skinerie Serum Attack que tinha sido enviado como publicidade pela marca para a farmácia todo eu rejubilei, porque se há coisa de que eu gosto é poder experimentar produtos novos à bórliu! (que assim se uma pessoa não gostar pelo menos não chora o dinheiro que lhe saiu da carteira)

Já tinha ouvido falar muito da Skinerie por causa da revolução que eles trouxeram ao mundo da cosmética, revolução esta traduzida pelo activo CLOTHOLINE®, também conhecido pelo nome de Centcyamine (não encontrei a versão portuguesa deste palavrão), que é basicamente uma molécula natural encontrada nas sementes da Centaurea cyanus, uma planta nativa da Europa que demora um ano a florescer! (porque obviamente tem coisas mais importantes para fazer da vida do que andar para aí a dar flores a torto e a direito)

Ora todo o alarido à volta do CLOTHOLINE® deve-se ao facto de ser o primeiro ingrediente cosmético a conseguir activar a proteína da longevidade Klotho, também conhecida como hormona da juventude.

Esta proteína foi buscar o seu nome à Mitologia Grega, e quem quiser um conhecimento mais cientificamente aprofundado sobre ela pode espreitar aqui!

Mas quais são as vantagens de activar-se a Klotho?

A Skinerie defende que activando a Klotho consegue-se melhorar e promover a longevidade da pele, através da estimulação da renovação celular e da protecção da viabilidade das células.

Mas surpreendentemente diz que a Klotho também vai ter efeitos a nível do nosso bem-estar, porque combate o stress e melhora a nossa auto-estima, felicidade e capacidades de sociabilização.

Como é que isto acontece eu não sei, só se for porque uma pessoa fica com uma pele toda XPTO da batata e está pronta para conquistar o mundo e quiçá o Parlamento Europeu.

Por isso se acho que podemos dar crédito ao CLOTHOLINE® como tendo propriedades anti-inflamatórias e capacidade de reduzir os processos oxidativos a nível celular, olhar para ele como um Prozac de origem natural a mim pelo menos causa-me alguma estranheza. (mas estou sempre disposto a dar o braço a torcer se me apresentarem estudos científicos!)

O Skinerie Serum Attack, além de activar a Klotho, promete uma pele mais hidratada devido a um derivado do ácido hialurónico ao mesmo tempo que as rugas e imperfeições são reduzidas devido ao Tripéptido-1 e ao Tetrapéptido-7, sendo ainda que a combinação destes ingredientes potencia uma pele mais tonificada e elástica.

Na teoria este produto parece fantástico, mas como é que será na prática, ou seja, na pele do Triptofano? (falar na terceira pessoa é super chique não acham?)

Na Pele do Triptofano: Skinerie Serum Attack

 

Prós e Contras

Para ajudar-me na tarefa de experimentar este sérum requisitei o Cara-Metade, homem que está sempre a refilar quando trago cremes novos para casa mas depois está sempre a resmungar que nunca tem creme nenhum para colocar para combater a desidratação da pele (vá lá uma pessoa entender os homens...)

Durante duas semanas, religiosamente, eu e ele colocámos de manhã e à noite o Skinerie Serum Attack e no fim trocámos ideias.

Prós

Boa tolerabilidade. O produto não fez nenhuma reacção, não causou vermelhidões nem irritações. Relativamente ao perfume é muito discreto, não sendo enjoativo ou demasiado forte.

Fácil de aplicar. A fluidez do sérum faz com que ele não fique entupido na pipeta-conta gotas, sendo fácil de retirar.

Embalagem resistente. A meio da primeira semana deixei cair o frasco no chão e pensei imediatamente que já tinha ficado sem sérum. Mas nem uma beliscadela, o que torna este produto à prova de gente desastrada como eu.

Contras

Sistema pipeta conta-gotas. Desculpem mas mexe-me com os nervos produtos com pipeta conta-gotas,visto que consigo sempre puxar mais ar do que produto (imaginem se não fosse farmacêutico o desastre que seria)

Produto demasiado fluido. Apesar de ser vantajoso para não entupir na pipeta, este sérum é tão líquido que se o pomos na mão e por algum acaso nos distraímos, quando demos por ela já escorreu todo para o chão ou para o lavatório.

Textura desagradável. Depois de aplicar a pele fica pegajosa e nada confortável, sendo que até as mãos ficam a colar, como se fossem uma espécie de pega-monstros com dedos.

Não houve melhorias a nível de hidratação. Tanto eu como o Cara-Metade não sentimos que a pele tivesse ficado mais hidratada depois do uso do produto, o que foi um grande desapontamento.

Não fiquei mais feliz ao usar o produto, ou se fiquei não foi uma mudança drástica.

 

O Veredicto Final

Na Pele do Triptofano: Skinerie Serum Attack

O Skinerie Serum Attack tem potencial para ser um óptimo produto a nível preventivo, evitando o envelhecimento precoce da pele.

O tempo que o utilizei não foi suficiente para verificar a sua acção a nível das rugas e da elasticidade da pele, mas infelizmente não cumpriu em termos de hidratação nem de aumento dos níveis de felicidade, visto que não passei a sair de casa a cantar o Não tenho nada e tenho tudo tudo da Floribella.

O facto de ser pegajoso e deixar a pele desconfortável são outros dos factores que fazem com que tenha de dar nota negativa ao Skinerie Serum Attack, com muita pena minha.

 

E vocês, já conheciam esta marca? Tiveram alguma experiência positiva ou negativa com esta ou outra referência? Contem-me tudo!

Abaixo de 3

25.06.19, Triptofano!

Há uns dias atrás, visitei um restaurante bastante simpático que para minha surpresa tinha uma pontuação na Zomato, plataforma que como já perceberam eu utilizo bastante, que para mim não fazia jus à qualidade do serviço apresentado.

Quando comentei isso com o dono, dizendo que era chato porque tal classificação (era um 3.2) iria fazer com que algumas pessoas desistissem de visitar o espaço, ele olhou muito surpreendido e disse que isso nunca iria acontecer, que tal coisa era um cenário demasiado à Black Mirror e a vida real não era assim! (a referência ao Black Mirror deve-se a um episódio onde as pessoas ganham e perdem estrelas consoante a sua popularidade, e é com base no seu ranking que podem ter acesso ou não a certas comodidades)

Nesse momento percebi duas coisas.

A primeira foi que o dono do restaurante devia viver num mundo alternativo que não o da maioria das pessoas, visto que no Zomato ter uma pontuação abaixo de 4 muitas vezes é uma sentença de morte, já que as pessoas fogem de visitar esses locais.

Se tivermos em linha de conta que um dos filtros da plataforma é pontuação acima de 3.5 rapidamente percebemos que uma má avaliação é meio caminho andado para termos um negócio fracassado.

A segunda foi que é muito provável que haja restaurantes na plataforma com uma pontuação péssima que talvez não a mereçam.

Porque entretanto o serviço pode ter melhorado, ou as pessoas que fizeram avaliações tenham sido demasiado injustas.

Foi por isso que decidi criar a rubrica Abaixo de 3, onde vou visitar (não posso dizer a periodicidade porque há o risco de ir parar ao hospital durante 2 semanas por intoxicação alimentar ou coisa que o valha) restaurantes que tenham menos de 3 pontos no Zomato, para descobrir se a classificação é merecida ou se estamos perante uma pedra preciosa enterrada em lodo!

 

O que é que acham da ideia? Tem algum restaurante do qual já ouviram falar muito mal e nunca se atreveram a entrar que queiram que eu vá investigar?

Sardinhas sem Espinhas

24.06.19, Triptofano!

E se eu vos dissesse que era possível saborearem uma bela de uma sardinha sem estarem constantemente preocupados com a probabilidade de espetarem uma espinha na garganta e acabarem a vossa noite no hospital?

Melhor, e se eu vos dissesse que poderiam degustar essa sardinha sem terem que sair da comodidade do vosso lar? Sem necessitarem de ir para filas intermináveis, de serem abalroados por turistas demasiado alegres ou de ficarem com todos os poros entupidos com uma mistura de fumo e carvão?!

Ergam as mãos bem alto num agradecimento aos poderes celestiais porque agora, até ao final deste mês em honra dos Santos Populares, isso é possível graças ao projecto Pura Origem.

As Sardinhas sem Espinhas do Pura Origem

Antes de continuar a minha eloquente dissertação (cof cof) sobre as sardinhas deixem-me falar sobre  quem está por detrás deste projecto. Algo que me dá imenso gozo, é além de conhecer novos produtos, descobrir quem está por detrás deles e as suas histórias.

O Pura Origem é o exemplo perfeito de que um casal pode trabalhar junto de forma harmoniosa sem que haja um pedido de divórcio ao fim de uma semana e meia.

O Vítor e a Tânia gostam de comida vegan, sem serem fundamentalistas da causa, o que significa que vocês não vão ter uma agulha espetada num boneco de vudu se lhes disserem que comem carne, mas sentiam que havia falta de opções no mercado. 

O que encontravam disponível geralmente eram opções processadas, que se auto-proclamavam como saudáveis mas depois tinham cinquenta mil aditivos que permitiam que ficassem lindas e maravilhosas durante meses nas embalagens.

Além destes ingredientes extras que não lhes despertavam qualquer tipo de simpatia, achavam que os produtos tinham sempre um sabor muito desinteressante, nada que se pudesse assemelhar a algo verdadeiramente bom e caseiro.

Decidiram então que iam arriscar e criar algo deles à imagem deles.

Comida vegan sem complicações, sem aldrabices, sem promessas de ascender a um nível kármico superior, simplesmente comida caseira, com ingredientes naturais, repleta de sabor, que os vegans pudessem comer mas que fosse capaz de atrair e apaixonar os adeptos de todos os outros regimes alimentares.

Em suma, o Vítor e a Tânia têm a ambição de democratizar este tipo de comida, mostrando que é possível ter uma alimentação mais saudável sem/ou com pouca proteína animal, não havendo necessidade de abdicar nem do sabor nem das qualidades nutritivas, nem de precisarmos de aderir a uma seita que passe os dias a tocar em tambores e a dançar com pinheiros-mansos.

A Tânia e o Vítor, as pessoas que dão vida ao Pura Origem

Ele é o coração do projecto, ao qual se dedica a tempo inteiro depois de ter abdicado da sua carreira no marketing digital, estando responsável por colocar a mão na massa. Cria e optimiza receitas e coloca um grande bocadinho de si em tudo o que nos chega à mesa. 

Ela é o cérebro, e concilia o seu trabalho também no marketing digital com todas as actividades relativas à logística, administração, marketing e comunicação que o projecto exige.

Enquanto parceiros de negócio, e sobretudo enquanto casal, é em conjunto que decidem a cultura e o tom de conversação que a marca tem, porque no fim de contas é o sonho de ambos e quando remamos em sintonia não há correntes que nos impeçam de chegar ao nosso destino.

Pura Origem

Voltando à sardinha sem espinhas, esta opção vegan é simplesmente deliciosa.(e olhem que houve quem tenha duvidado de mim no Instagram e depois teve que se render à evidência!)

Quando disse ao Cara-Metade que o nosso jantar ia ser uma sardinha vegan feita de tofu e alga noori, só lhe faltou pegar-me fogo com o olhar, como se tivesse dito a maior heresia gastronómica de que há memória.

Mas no momento em que ele deu a primeira dentada, as pupilas dilataram-se-lhe, o corpo estremeceu e ficou com um sorriso gigantesco, tendo eu por momentos duvidado se teriam temperado o tofu com cocaína ou coisa do género.

A verdade é que esta sardinha sem espinhas é simplesmente irresistível.

Húmida, com um preparado bem temperado e um sabor fresco a mar dado pela alga, é impossível não ficar apaixonado por este produto que atinge o seu apogeu com uns minutos de grelha!

Tenham somente cuidado com a pequena porção de sal que vem no topo de cada uma delas que não é para comer, a não ser que estejam a planear ter uma relação de amor com um garrafão de água de cinco litros.

As deliciosas sardinhas sem espinhas depois de uns minutos na grelha!

Mas a oferta do Pura Origem não se fica pelas sardinhas.

Há também hambúrgueres (esses sempre disponíveis) lindos, imaculadamente perfeitos para figurarem em qualquer feed de Instagram, ou seja, totalmente diferentes daqueles que eu às vezes faço que mais parecem o meteorito que levou à extinção dos dinossauros.

Há 4 variedades por onde podem escolher: feijão branco, brócolos e hortelã; grão e batata-doce; tofu, tomate, azeitonas e manjericão e feijão encarnado, quinoa e beterraba.

Os hambúrgueres do Pura Origem

Algo que eu achei que a maioria dos hambúrgueres poderia melhorar era no seu grau de humidade, porque apesar de não serem secos alguns eram ligeiramente mais massudos e pesados.

O de feijão branco, brócolos e hortelã era o mais húmidos dos quatro (graças aos brócolos), mas foi o que levantou mais discórdia entre mim e o Cara-Metade. Se eu gostei porque parecia que estava a comer um rebuçado de mentol em vez de um hambúrguer para ele foi o menos apelativo, porque a força da hortelã acaba por tomar conta do delicado equilíbrio de sabores dos outros ingredientes.

O de feijão encarnado, quinoa e beterraba era o que me metia mais medo de provar, devido às vezes em que a beterraba deixa um sabor a terra na boca e nada mais. Mas aqui o sabor do hambúrguer era suave e delicado, sendo que apenas gostava de ter sentido o sabor do feijão encarnado mais realçado.

O de grão e batata-doce, que era a combinação que eu achava à partida ser a menos entusiasmante, foi a que me surpreendeu mais. Porque além de um sabor fantástico, fiquei rendido ao cheiro de caril que emanava a cada garfada dada neste hambúrguer, que curiosamente nem caril leva! Para ficar perfeito bastava ser ligeiramente mais húmido, sendo que a utilização de ervilhas cozidas poderia ajudar nesse objectivo.

Chegados ao de tofu, tomate, azeitonas e manjericão: é qualquer coisa de extraordinário! As azeitonas e o tomate tornam este hambúrguer em algo de muito confortável, enquanto o manjericão une todos os sabores e transforma notas musicais numa verdadeira sinfonia na nossa boca. Maravilhosa também é a sensação que estamos a comer broa de milho a cada mastigadela (eu adoro broa de milho!) tudo graças ao uso de sêmola de milho. Se fosse só um bocadinho de nada mais húmido (e eu a dar-lhe com o mesmo querem o quê?!) era perfeito, sendo que foi o preferido tanto meu como do Cara-Metade!

Sardinhas sem espinhas e hambúrgueres do Pura Origem

Já conheciam o Pura Origem? Ficaram intrigados com as sardinhas sem espinhas? E os hambúrgueres, são pessoas de experimentarem uma opção vegan ou preferem manter-se com a proteína animal?

Nuxe | Os produtos que eu aconselho

22.06.19, Triptofano!

A Nuxe é uma marca cosmética francesa cuja filosofia defende uma abordagem intuitiva mas ao mesmo tempo sensorial da beleza e dos cuidados de pele.

Há alguns detalhes deliciosos, como a utilização de tintas à base de plantas nas brochuras e cartonagem e a de papel oriundo de florestas sustentáveis, que fazem-me ter um carinho especial pela marca, mas o meu foco enquanto farmacêutico é sempre em dar o melhor produto possível à pessoa que me pede um conselho!

Partilho convosco os produtos Nuxe que eu costumo recomendar aos meus clientes.

Nuxellence Éclat e Nuxellence Detox

Nuxellence Éclat e Nuxellence Detox

Já alguma vez ouviram falar de um pré-sérum?

Provavelmente a Nuxe não posiciona assim o Nuxellence Éclat e o Nuxellenxe Detox, já que para peles menos exigentes estes produtos podem até ser usados sozinhos, mas eu aconselho sempre a aplicação destes meninos, que possuem 10 patentes em França, antes de um sérum.

Ao actuarem ao nível das mitocôndrias da nossa pele, que são as EDP's lá do sítio, vão aumentar os níveis de energia e potenciar em duas vezes a eficácia de qualquer creme que coloquemos depois, estando assim explicada a designação de pré-sérum.

A textura destes cremes é maravilhosa, absorve extremamente bem na pele (porque de outra forma ficava difícil estarmos a colocar produto em cima de produto em cima de produto), tem um cheiro muito agradável e rende imenso tempo, graças ao sistema de bomba.

Uma bombada é suficiente para a cara, duas para cara, pescoço e decote, sendo que uma embalagem dá para aproximadamente 240 bombadas.

Ambos os Nuxellences possuem ácido hialurónico e flor de maracujá sendo que o Éclat, que é para usar de dia, é enriquecido com pigmentos correctores que conferem uma luminosidade imediata à pele, e o Detox, formulado para a noite, possui, como o nome indica, activos destoxificantes que segundo a marca conferem à pele um aspecto equivalente ao de termos dormido mais duas horas! (será que se uma pessoa se besuntar de creme deixa de precisar de dormir de todo?)

Huile Prodigieuse

Huile Prodigieuse

Pessoalmente, odeio este óleo!

E vocês devem estar a pensar que eu tive algum curto-circuito cerebral, para dizer que aconselho um produto que odeio.

A verdade é que este óleo não funciona comigo, porque apesar de ser um óleo seco sempre que o aplico nos braços fico todo a pegar.

Não sei se é porque coloco demais, se é por ter muitos pêlos, a verdade é que eu e o Huile Prodigieuse não nos entendemos.

Mas isso não implica que não funcione em outras pessoas, e a verdade é que tenho uma legião de fãs deste óleo multi-funções que o adoram de morte, sobretudo quando o problema é pele seca.

Enriquecido com sete óleos botânicos (tsubaki, amêndoa, camélia, borragem, avelã, macadâmia e argão), o Huile Prodigieuse tem um cheiro fantástico (pronto aqui tenho de dar a mão à palmatória), está carregadinho de anti-oxidantes e pode-se usar como hidratante corporal, como creme de rosto (apesar de eu aqui aconselhar sempre muito pouca quantidade ou preferencialmente misturar uma pequena porção com o creme que a pessoa use habitualmente) ou como óleo para o cabelo (evitando sempre a raiz!).

Existem dois tamanhos, de 50 e de 100 ml, sendo que a embalagem maior tem a vantagem de ser em spray, e há quatro variedades: a clássica, a enriquecida para peles mesmo muito secas, a OR cheia de partículas minerais brilhantes, que é perfeita para irem para o Algarve para uma sunset party reluzirem à maluca e o Florale, uma novidade de cor rosa, onde a única diferença é o perfume mais fresco e floral.

Rêve de Miel Lip Balm

Rêve de Miel Lip Balm

Se o problema são lábios gretados e extremamente secos o bálsamo labial da Rêve de Miel está no meu Top 3 de sugestões.

A combinação de mel, própolis e óleos de rosa almiscarada e de amêndoas doces (podem-me chamar de maluco mas sempre que cheiro este produto acho que estou perante uma manteiga vegetal e apetece-me enfiar-lhe a língua) resulta num produto fantástico para usar nos lábios e na zona ao redor (perfeito para aqueles ataques de cieiro assustadores), sendo que em casos extremos aconselho a colocar uma camada bem espessa durante a noite e deixar ficar a actuar para uma melhor regeneração, devendo-se evitar ao máximo a tentação de comer o produto!

Os únicos dois contras que eu vejo são o peso (eu não uso mala por isso tenho de levar tudo nos bolsos e este bicho ainda é bastante pesado) e o facto de ser em boião que pronto, obriga a que uma pessoa esteja sempre a enfiar o dedito contaminado no produto, o que não é a melhor coisa deste mundo.

 

E vocês, conhecem a Nuxe? Quais são os produtos que mais gostam? E aqueles que não vos conquistaram o coração?

Big Fish: O restaurante que me fez apaixonar por Sake

20.06.19, Triptofano!

Big Fish em 10 segundos: Apaixone-se como nunca pensou ser possível por sake, comece a refeição com um espectacular Tuna Tartare, celebre os Santos com o Sweet Pepper Sardine e acabe em beleza com uma sobremesa que é um verdadeiro vulcão de orgasmos!

Big Fish

Durante estes meus 30 e poucos anos de existência vivi convencidíssimo que o sake era uma bebida forte, agressiva, assim parecida com a aguardente de medronho que os meus tios da província me obrigavam a beber sempre que os visitava, com a desculpa que o menino da cidade precisava de ter pêlos rijos no peito! 

O mito foi-se entranhando em mim porque toda a gente que eu conhecia me dizia que realmente o sake era algo difícil de beber, e nem o filme do 007 onde o James Bond bebe um copo desta bebida tradicional do Japão foi suficiente para me fazer mudar de ideias.

Minha gente, andei enganado durante este tempo todo!

Foi preciso visitar o Big Fish, um restaurante dedicado à gastronomia havaiana situado no Cais do Sodré, para descobrir que o sake não é todo igual e que existem algumas variedades que são de beber e chorar por mais.

O Takara Sparkling Mio, um super refrescante espumante de sake, é a escolha certa se quiserem conversar animadamente sobre malas, vernizes ou a colega badalhoca do escritório que só foi para o ginásio para se enrolar com o instrutor de Body Combat!

Takara Sparkling Mio

O Suppai Umeshu não é tão fervilhante como o Mio, mas este sake doce com um belo equilíbrio acídico proveniente da maceração de ameixas bebe-se muito bem e acompanha perfeitamente uma conversa sobre a última série que viram no Netflix ou um debate sobre se os parabenos são ou não coisas do demónio.

Suppai Umeshu

O Otora Junmai é o sake da minha imaginação que me fez pensar que todos os sakes fossem assim: forte, agressivo, ideal se estiverem a preparar um assassinato e quiserem uma dose extra de coragem (porque sejamos sinceros, a única coisa que conseguiriam matar depois de três copos do Sparkling Mio seria talvez a vossa dignidade, depois de mandarem promessas de amor eterno ao vosso ex-namorado...)

Otora Junmai

Mas nem só de sake vive o Big Fish!

O Mai Tai de abacaxi e amendoim além de fantasticamente delicioso é o delírio para todos aqueles que gostam de tirar fotos para o Instagram com o hashtag #zerowaste visto que a palhinha é feita de cana de bambu (confesso que às vezes se torna complicado chupar em condições mas por este cocktail vale a pena ficar com os músculos da cara bem exercitados) além de poder funcionar como arma do crime se a pessoa que pretendemos assassinar for alérgica ao amendoim.

Mai Tai de abacaxi e amendoim

O Sasuke é um chá preto de cacau e cardamomo incrivelmente reconfortante que eu amei de paixão, bom para estados contemplativos como aquele momento em que percebem que não deviam mandar mensagens ao vosso ex-namorado quando estão alcoolizados!

Caso não queiram ir de propósito ao Big Fish experimentá-lo podem-no encontrar à venda na Companhia Portugueza do Chá!

Sasuke - Chá preto de cacau e cardamomo

Se calhar estão a pensar que eu visitei o restaurante só para tentar ter uma cirrose hepática antes dos 35, mas no Big Fish também existe muita e boa comida.

Mas antes de falar sobre ela queria dar-vos a conhecer alguns detalhes que achei deliciosos acerca deste restaurante, como o facto de toda a louça que é usada ter sido concebida especificamente para o espaço pelo Studio Neves, ou o maravilhoso que é podermos sentar-nos num dos 20 lugares do balcão e podermos estar quase em cima dos Chefs enquanto eles preparam a comida que nos vai aconchegar o estômago, ou mesmo a fachada em vitral colorido a simular escamas que nas horas de sol cria um ambiente cromático digno de figurar em qualquer feed de Instagram!

Louça feita pelo Studio Neves

Vitrais a simular escamas

A refeição começou com um snack que é não mais que uma forma inteligente de reduzir ao máximo o desperdício. 

O arroz que sobra na utilização dos pokes é desidratado e serve como cama para deliciosos pedaços de peixe que se encontram junto à espinha, criando um amuse-bouche simples mas muito saboroso.

Um verdadeiro snack #zerowaste

No campo das entradas adorei conhecer o Tuna Musubi, muito idêntico a uma peça de sushi com atum, que é inspirado na sanduíche rápida com o mesmo nome, típica da street food havaiana, onde o atum Yellowfin, o dip de wasabi e as ovas de peixe-voador (que descobri chamarem-se Tobiko) não tiveram sequer chance de lutar contra a minha boca escancarada que devorou esta bela combinação num nano-segundo.

O Tuna Musubi a ser preparado!

Tuna Musubi

Agora o Tuna Tartare, com ovo de codorniz e abacaxi do Havai na brasa foi uma autêntica apoteose na minha cavidade bucal, melhor que.....não vou fazer comparações ligeiramente classificadas para maiores de 18 porque esta entrada merece todo o meu respeito de tão boa que era!

Tuna Tartare

Para prato principal veio o Poke Big Fish.

O poke (significa "pedaço" em havaiano) é um prato havaiano de forte influência japonesa, que lembra sushi desconstruído, onde um dos segredos é uma correcta proporção entre o arroz e a proteína. Não é ser um mar de arroz para dois pedaços de peixe nem metade de um peixe inteiro com 5 ou 6 grãos de arroz.

E o Poke Big Fish atira-nos deliciosamente à cara esse equilíbrio, onde flutuam delicadas mas sinuosamente perigosas ondas de sabor provindas do atum Yellowfin, do arroz Yumenishiki, do pepino japonês que responde pelo nome de kyuri, da cebola doce, do cebolo, da alga wakame, do Hawaiian sauce e da cebola crocante! (se não sabem ficam a saber que eu adoro cebola crocante, por isso no meu aniversário podem ir comprar um balde gigante ao IKEA que eu vou adorar-vos para sempre)

Único problema deste poke?

Conseguir comer o arroz com pauzinhos! Felizmente que todos os anos a ver o Doraemon serviram para alguma coisa que não apenas um medo irracional de algum rato me poder comer as orelhas, e por isso posso orgulhosamente dizer que até me safei bastante bem nesta tarefa.

A cabeça do atum Yellowfin

O arroz Yumenishiki

Poke Big Fish

Também como prato principal foi-nos apresentado o Sweet Pepper Sardine, um poke criado para celebrar os Santos Populares e pensado especificamente em pessoas como eu que adoram sardinha mas dispensam ter de ficar uma hora e quarenta na fila à espera de uma enquanto ficam impregnadas de fumo até ao último poro e são pisadas cento e vinte quatro vezes no espaço de dez minutos.

A combinação de sardinha, pimentos assados, tomate cherry, cereja e coentros com uma broa de milho crocante a acompanhar pode parecer o resultado de um ataque SOS ao frigorífico onde tudo o que foi encontrado foi atirado para dentro da taça.

Mas o fantástico do mundo da cozinha é que por vezes as coisas mais impensáveis são as que resultam melhor, e este Sweet Pepper Sardine foi quase tão apoteótico como ver a Ana Malhoa no arraial de Benfica.

O Sweet Pepper Sardine a ser preparado

Sweet Pepper Sardine

Se há termo que eu adoro quando vou a um restaurante é o de pré-sobremesa, porque significa que ainda vai haver sobremesa!!!

A pré-sobremesa do Big Fish foi uma malassada com creme de batata doce de Aljezur, que foi uma verdadeira surpresa para mim porque nos Açores as malassadas que comi tinham um aspecto mais semelhante ao das filhoses.

Aqui, este doce que foi levado pelos portugueses para o Havai, assemelha-se a uma bola de Berlim, sendo que o creme de batata doce torna-a incrivelmente pesada, mas acreditem, é tão saborosa que vale muito a pena o esforço. (vá eu não fiz muito esforço mas vocês já sabem que eu um autêntico aspirador)

Malassada com creme de batata doce

O rico interior da minha malassada

Agora a sobremesa, a sobremesa minha gente não foi um orgasmo, foram orgasmos múltiplos à velocidade da luz, foi uma sessão de sexo tântrico, foi uma verdadeira ovação clitoriana e eu nem clitóris tenho!

O Chocolate Kilauea, com chocolate 70% do Equador, wasabi, iogurte e sal negro do Hawaii, é um tributo ao vulcão havaiano com o mesmo nome, famoso por estar em actividade há 29 anos, e é simplesmente uma das melhores sobremesas que comi até hoje.

Começando pelo prato que faz lembrar uma rocha vulcânica, e acabando no caramelo e no pó de carvão activado que decoram o prato (e eu que sou totalmente contra o uso de carvão na comida mas aqui nem quis nem saber...sou um vendido eu sei!), o Chocolate Kilauea é um suspiro profundo a cada colherada, é uma lágrima de felicidade que se escapa do olho a cada pedaço que engolimos, é simplesmente um bocadinho de perfeição ao alcance da nossa boca.

O que me tirou realmente do sério, aquilo que me fez questionar a sanidade da humanidade, foram duas moças ao pé de mim que saíram do restaurante e deixaram a sobremesa a meio!

Tive de me controlar para não ir ter com elas e pregar-lhes um tabefe no semblante, porque ter a oportunidade de provar um pedaço do divino e deixá-lo ao abandono é das maiores heresias que alguém pode fazer.

Também tive de me controlar para não ir acabar a sobremesa das moças mas depois lembrei-me que elas podiam ter herpes ou alguma coisa do género e preferi jogar pelo seguro!

Chocolate Kilauea

A única pequena coisa que eu mudava no Chocolate Kilauea (e não vou falar sobre o carvão activado) é o facto de haver algumas ligeiras semelhanças em termos de aparência a um cocózito de um canídeo, mas pronto, já percebi que é um problema aparentemente transversal a vários espaços de restauração lisboetas!

Quando já pensava que não vinha mais nada fui surpreendido com uma pequena simpatia, uma ganache feita com sake, que tinha um sabor muito desafiante, diferente de tudo o que já tinha provado antes, não tendo conseguido decidir-me se gostava ou não.

Esta ganache foi um fim misterioso para o meu palato

Se nunca provaram sake então tem mesmo que vir ao Big Fish para se apaixonarem como eu por esta bebida. E aproveitam para conhecer uma parte da maravilhosa gastronomia havaiana, que vos vai deixar com as papilas gustativas aos saltinhos de contentamento!

Big Fish

 

Big Fish Poke Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Código Promocional Cabify

19.06.19, Triptofano!

Até há muito pouco tempo eu tinha medo de pegar no telemóvel para usar uma das empresas privadas de transporte que existem em Portugal.

Eu sei que é maluquice minha, mas uma parte do meu cérebro dizia que havia probabilidades de ser raptado e levado para um país da América do Sul para trabalhar como escravo sexual à noite e para ser empregado de mesa de dia, e só eu sei o quão pouco jeito tenho para servir à mesa.

Felizmente o rapto nunca sucedeu, o que honestamente até me deixou um bocado chateado, porque uma pessoa fica a pensar se não é sensual o suficiente para ser raptada, mas pronto, não fui raptado e agora sou um adepto incondicional deste meio de transporte.

Mas o que eu realmente gosto, como qualquer pessoa convenhamos, são das viagens à borla obtidas pelos códigos promocionais.

Fui um cliente fiel da Taxify, porque eles tinham códigos promocionais de 11 euros.

Depois transformaram os 11 euros em 6, e agora com a mudança para Bolt os 6 euros passaram a 3.

Qualquer dia em vez de um desconto na viagem recebemos um pão com chouriço, o que visto bem as coisas não era nada má ideia para compensar a deterioração do serviço.

Quando comecei a usar a Taxify era tudo maravilhoso, os condutores perguntavam-nos qual era a estação de rádio que queríamos ouvir, preocupavam-se se o ar condicionado estava demasiado forte, ofereciam-nos águas e rebuçados Flocos de Neve, e com um bocadinho de insistência até tiravam a camisa para nós suspirarmos perante a visão de um belo peito peludo.

Agora tudo isso acabou.

Qualquer um pode conduzir para a Taxify e é uma verdadeira aventura.

Já entrei num carro que mais parecia uma loja de especiarias. Já tive um condutor que pensava que estava no Fast and Furious. E já me senti um verdadeiro chouriço a ser defumado que me fez preferir mil vezes o carro-loja-de-especiarias.

Ponderei em usar a Uber, mas além dos códigos promocionais deles serem uma incógnita, onde a pessoa tanto pode ganhar 10 euros como um pacote de guardanapos, os motoristas são os mesmos, porque eles tem todas as aplicações instaladas, por isso no fim de contas a troca não valia a pena.

Mas agora parece que a Cabify regressou em força, pelo menos inundou-me o e-mail com mensagens de amor eterno, e promete descontos que nuns sítios dizem ser de 9 euros, noutros de 7.5 euros a dividir por três viagens, enfim, a rebaldaria do costume.

Se quiserem um desconto (de valor não confirmado mas pronto é um desconto) para pouparem nas vossas deslocações pela cidade através da Cabify, usem o código

JOAOF3027

Depois se quiserem partilhar aqui no blog quanto é que receberam estejam à vontade. E eu agradeço-vos imenso usarem o meu código!

Um Italiano na Avenida da Suiça

18.06.19, Triptofano!

La Tagliatella em 10 segundos: Descubra o restaurante italiano mais simpático de Lisboa onde as doses são gigantescas, surpreenda-se com o gelado de mostarda do Steak Tartar, experimente a fantástica pizza 7 formaggi mas não se assuste com a aparência de uma das sobremesas, o sabor é óptimo!

La Tagliatella - Avenida de Berna

Sabem aqueles restaurantes onde entram e automaticamente pensam que querem tomar exactamente a mesma coisa que todos os colaboradores tomaram porque é humanamente impossível haver tanta gente feliz especialmente durante o horário de trabalho?

Pois bem, quando eu visitei o La Tagliatella, um restaurante italiano situado na Avenida de Berna, que nasceu da experiência de mais de duas décadas de especialização na cozinha tradicional das regiões do Piemonte, Ligúria e Emilia-Romagna, tive a certeza que andava a circular algo que eu não vendo na farmácia, porque caso vendesse já tinha ficado com o stock todo para mim.

La Tagliatella

Minha gente, os colaboradores do La Tagliatella não são simpáticos, eles irradiam felicidade.

Desde o momento em que entramos no restaurante somos recebidos com o maior sorriso deste mundo o que nos dá logo uma sensação extrema de conforto.

É verdade que 4 dos valores principais do restaurante - a lealdade, a generosidade e a hospitalidade - colocam o cliente como a estrela central do sistema solar, mas há muito tempo que não visitava um local que me deixasse completamente derretido com o atendimento.

Tenho de fazer uma ressalva especial para o Sr. Ricardo, que pelo canto do olho segui nos atendimentos a outros clientes, e se tiverem a sorte de ser atendidos por ele vão poder constatar por vocês próprios que este homem é indiscutivelmente um amor de pessoa, extremamente preocupado com a experiência de cada cliente, querendo assegurar que todos ficam com um sorriso estampado na cara no final da refeição.

Quem me lê habitualmente sabe que para mim tanto é importante a comida como a experiência que a rodeia, por isso é que dou tanto ênfase ao atendimento!

La Tagliatella

No dia em que coloquei o meu corpitxo sensual no La Tagliatella ele estava a abarrotar de gente, mas para grande surpresa e alegria minha, a configuração do restaurante permite que, apesar de todas as pessoas que estão à nossa volta, se consiga um sentimento de intimidade e privacidade, sem ter que se falar aos gritos ou ter alguém com o cotovelo mesmo em cima do nosso prato.

O La Tagliatella a abarrotar de gente

O La Tagliatella vazio sendo eu a única pessoa ainda a comer

O 4º valor do restaurante, dos que referi há pouco, centra-se na autenticidade dos ingredientes que são trazidos directamente do seu lugar de origem e isso reflecte-se numa oferta gastronómica muito, mas muito apetecível.

Mas antes de falar sobre o que eu enfiei para o bandulho, que é isso que vocês querem saber, fazer só uma menção ao blog do La Tagliatella, que é um verdadeiro tour gastronómico pela Itália e vale muito a pena visitar!

A história ligeiramente vergonhosa do Tiramisù

A escolha das iguarias foi difícil, pelo menos para a minha pessoa que o Cara-Metade é uma pessoa muito mais decidida, já que o menu é gigantesco e uma pessoa tem tantas opções, mas tantas opções, que precisa duns bons 10 minutos para conseguir tomar uma decisão sobre o que vai comer.

Agora também gigantescas são as doses pessoal!

Se acham que vão ao La Tagliatella passar fome desenganem-se, porque até eu me vi aflito para comer tudo, e vocês sabem como eu sou um verdadeiro aspirador.

Para entrada vieram 6 bastões de Pane de La Tagliatella, um pão tradicional com três variantes: tomate, azeitona e cebola.

Qualquer um deles estava delicioso, apesar do de tomate ter sido unanimemente eleito como o favorito. A única coisa a apontar é o facto dos bastões estarem ligeiramente cozinhados demais tendo ficado um bocadinho secos, mas nada que afectasse o sabor final.

Pane de La Tagliatella

Pane de La Tagliatella

Uma dica que vos posso dar é regarem os vossos bastões com o azeite aromatizado com picante para dar um punch de sabor! E não se preocupem que não vão ficar com a boca em chamas, este azeite é muito suave e agradável.

O azeite ligeiramente picante do La Tagliatella

Ainda para entrada veio um Steak Tartar italiano, onde o tradicional ovo tinha sido substituído por um gelado de mostarda, acompanhado por gnocchi fritos e pane pergamena, uma folha rectangular de pão, fina e estaladiça!

Este Steak Tartar, para grande pena minha, foi uma facada funda no meu coração.

Tudo porque a carne de excepcional qualidade tinha sido levada ao processador de alimentos em vez de ter sido cortada à faca, desvirtuando a grandiosidade da matéria-prima. Basicamente era a mesma coisa que alguém pegar na Custódia de Belém e derretê-la para vender o ouro ao kg.

Além disso, faltava um bocadinho mais de alma ao prato, que seria conseguida através dum uso mais acertado do molho inglês e de alcaparras por exemplo, ou mesmo com a adição de uma bebida alcoólica (como o brandy ou a vodka).

Agora o gelado de mostarda, o gelado de mostarda era qualquer coisa de outro mundo.

Eu só posso dizer que ainda hoje sonho com aquele gelado de mostarda de tão bom que era. Isso e os gnocchi fritos que eu comi à mão cheia e que me provocaram pequenas ondas lânguidas de prazer pelo corpo todo.

La Tagliatella - Steak Tartar italiano

A minha desconstrução do Steak Tartar italiano do La Tagliatella

Antes de falar dos pratos principais, tenho que fazer uma pequena referência à limonada.

Apesar do Cara-Metade ter aprovado, eu acho que para o meu gosto podia estar um bocadinho menos aguada e mais concentrada, porque eu aprecio uma limonada forte mas, claro, é o meu gosto pessoal.

A limonada do La Tagliatella

Para prato principal o Cara-Metade pediu uma divinal pizza 7 formaggi, com tomate, mozzarella, gruyère, taleggio, pecorino sardo, gorgonzola, mozzarella de búfala e parmigiano reggiano. 

Esta pizza de massa fina elaborada no tradicional forno italiano que faz aquele estalido tão apaixonante quando se dobra é simplesmente orgásmica. Ou isso ou o Cara-Metade estava a ter um AVC, tendo em conta as suas expressões faciais enquanto comia a pizza avidamente.

La Tagliatella - Pizza 7 Formaggi

O forno de onde saiu a maravilhosa pizza 7 formaggi

Eu escolhi um Risotto Magret y Tartufina, com natas (no menu diz creme de leite mas é uma gralha), magret de pato e trufa preta.

A dose de risotto é descomunal, é tão grande que uma pessoa precisa mesmo de empenho para conseguir comer tudo até ao fim.

Em termos de sabor estava fantástico, simplesmente divinal, sem nada a apontar.

O único reparo que eu faria é que o grão do arroz estava ligeiramente, uma coisinha de nada, abaixo do ponto de cozedura, mas mais uma vez isto prende-se a um gosto pessoal e os risottos são coisas muito complicadas de se fazerem, e o do La Tagliatella merece um grande aplauso de pé!

Risotto Magret y Tartufina

Após os pratos principais eu já estava completamente a rebolar, mas quando vi a carta das sobremesas percebi que tinha de arranjar espaço para uma.

Devorei literalmente um Croccantino, uma verdadeira construção arquitectónica de crocante de amêndoas e pinhões com mousse de chocolate Rocher, chocolate derretido, gelado de nata e bolo de chocolate.

Esta sobremesa devia ter para aí umas 2000 calorias mas eu não quis nem saber, porque minha gente, toda a gente merece lambuzar-se com uma combinação de bolo, gelado e mousse, e se eu fosse Presidente da República obrigava toda a gente a comer uma destas combinações por dia, o que podia aumentar um bocadinho a taxa de diabetes do país mas há coisas piores não é?

La Tagliatella - Croccantino

O Cara-Metade atacou um Dolce Sapore Amalfitano, um trio de sobremesas numa versão mais reduzida.

Das três o cremoso de limão foi o incontestável vencedor, então para mim que adoro limão foi mesmo comer um bocadinho de paraíso.

Os cannoli estavam bastante bons mas a massa se estivesse mais estaladiça ainda daria mais elevação a este elemento.

Agora o bolo crocante com mousse de chocolate Rocher, como é que eu posso dizer isto sem ser odiado de morte, - é que estava óptimo de sabor, que não haja dúvida alguma acerca disso - mas a mousse de chocolate parecia literalmente um cocó.

Eu sei que não é fácil apresentar uma mousse de uma forma bonita, mas pronto, La Tagliatella fofinha do meu coração, pensem numa forma diferente de empratar a mousse porque não é a mais bonita visualmente.

Pode não parecer mas a mousse do Dolce Sapore Amalfitano tinha mesmo o aspecto de um cocó...

Se quiserem um restaurante com óptima e variada comida italiana, com doses gigantescas e sorrisos descomunais, tem mesmo de descobrir o La Tagliatella. Garanto-vos que não se vão arrepender!

La Tagliatella

 

La Tagliatella Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Como escolher o protector solar correcto?

17.06.19, Triptofano!

Imaginem que depois de meses e meses a trabalharem incansavelmente, a diminuirem a dívida pública do país e a não apanharem um único raiozinho de sol, decidem que merecem duas semanas de férias num destino tropical, com pulseirinha no pulso, a beberem caipirinhas XXL e a sintetizarem vitamina D esparramados na espreguiçadeira do resort.

A primeira coisa que fazem é olharem para o vosso corpinho com provavelmente alguma barriguita, ou estria, ou celulite, ou outra coisa que a sociedade insiste em dizer que não é bonita, e dizerem que se lixe, que vocês querem é ir de férias e sabem que são um poço de sensualidade e quem não gostar é porque só pode ter cataratas!

A segunda coisa é comprarem um bom protector solar, porque uma pessoa não pode correr o risco de ficar como uma lagosta ao fim do primeiro dia e ter de passar o resto do tempo enfiada dentro do quarto do hotel!

Mas aqui é que a porca torce o rabo! (esperem....ainda é legal usar provérbios com animais? bem adiante...)

Uma pessoa começa a ver a oferta de protectores solares no mercado e descobre que há produtos para tudo e mais alguma coisa, e depois de vinte minutos a tentar decidir entre o protector efeito molhado com protecção alta e o sublimador de bronze com ácido hialurónico, começa a ponderar se não é mais fácil comprar um burkini e mandar à fava o protector solar.

Como farmacêutico, vou partilhar convosco os conselhos que dou aos meus utentes sobre o que para mim é o protector solar correcto.

Como escolher o protector solar correcto?

 

Antes de mais o protector solar deve ser agradável de usar.

Não vale a pena comprarem algo XPTO se depois não o vão usar porque tem um cheiro parecido com farturas e vocês estão em dieta ou porque é difícil de espalhar e vocês não nasceram para ser cantoneiros. Comprarem uma coisa que gostem e que tenham prazer em usar é sempre o meu conselho número 1!

Depois tenham cuidado com as especificidades das zonas do vosso corpo.

Obviamente que podem usar um protector de corpo na cara, mas se tiverem pele oleosa no rosto e forem colocar um protector de corpo para pele seca, muito provavelmente em vez de aproveitarem as férias vão acabar por arranjar um part-time como farol!

Por fim, um bom factor de protecção solar.

Um protector solar deve proteger tanto da radiação UVB, que é aquela que causa os escaldões, como da UVA, que é a radiação que penetra nas camadas mais profundas da pele causando o fotoenvelhecimento (que se traduz em manchas, rugas e falta de firmeza) e o tão temido cancro da pele!

Quando olhamos para um protector solar e vemos um SPF 30, o 30 é relativo ao factor de protecção da radiação UVB, mas nada nos diz sobre os UVA.

Felizmente, na Europa, existe uma obrigatoriedade em que a protecção UVA tem de ser pelo menos um terço da protecção UVB, o que significa que se o nosso protector solar é um 30 para os UVB, no mínimo terá que ser um 10 para o UVA.

Claro que quanto mais alto for o factor de protecção de UVA melhor para a nossa pele, por isso um protector solar ideal deverá ter um racio UVB/UVA o mais perto possível de 1, sendo que a minha sugestão é que escolham também sempre o produto com o factor de protecção UVB o mais alto possível.

Ah mas então e como é que nós vemos esse racio?

Pois bem, aqui está o grande problema.

A maior parte das marcas não releva essas informações, e se uma pessoa quiser saber tem que mandar e-mail ou telefonar para a empresa, o que não facilita de todo o processo de escolha do protector solar, que para mim devia ser fácil e informado.

Por isso é que se escolherem um produto com o factor de protecção UVB o mais alto possível já sabem que pelo menos vão ter um terço de protecção UVA. (por exemplo, se escolherem um SPF 30, pelo menos vão usufruir de uma protecção UVA de 10, se escolherem um 90, pelo menos vão ter 30 de protecção UVA)

Mas eu descobri um protector solar SPF 30 com um racio UVB/UVA igual a 1. Assim sendo não vale a pena comprar um protector solar SPF 90 do qual não sei o racio!!!

Bem, encontrar um protector solar com um racio UVB/UVA igual a 1 será algo extremamente difícil, visto que parece ser complicado em termos de formulação conseguir-se um produto com essas características.

Mas imaginemos que sim, que existe um produto assim no mercado, valerá a pena então comprar um protector com um SPF mais elevado do qual não sabemos o índice de protecção UVA?

A minha resposta é sim.

Porque quando nós aplicamos um factor de protecção 30, ele não vai ficar 30 para sempre, ao fim de uma hora já é menos, e assim por diante, sendo que quanto mais alto for o SPF inicial, mais tempo de protecção eficaz vão conseguir obter.

E porque ninguém usa a quantidade correcta de protector solar.

Para se obter a protecção que vem na embalagem era preciso aplicar dois miligramas de produto por cada centímetro quadrado de pele, o que faria com que o nosso protector que costuma durar o verão todo se gastasse em menos de uma semana.

Como se utiliza menos aquela protecção 30 talvez seja na verdade um protecção 10, que ao fim de uma hora já é - quiçá - uma 4.

Por isso quanto mais alto for o fator de proteção UVB, maiores são as probabilidades de estarem a aplicar algo que vos proteja verdadeiramente durante um intervalo de tempo satisfatório!

 

Já sabiam estes detalhes sobre os protectores solares? Costumam usar durante todo o ano ou só no Verão? Qual o vosso protector preferido?

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