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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Porque é que devolvi a minha Bimby TM6!

26.05.19, Triptofano!

Porque é que devolvi a minha Bimby TM6!

Como escrevi aqui, em Março deste ano recebi em casa uma demonstração da Bimby TM6, e apesar das novidades deste novo modelo não serem de fazer uma pessoa deixar escapar uma gotinha de xixi com a emoção, decidi adquiri-la para fazer companhia à minha TM5.

Há uns dias atrás a máquina chegou-me a casa através de uma transportadora, uma nova forma de entrega que veio poupar as lombares de muitos agentes que tinham de andar a carregar Bimbys nos seus carros particulares e muitos vezes a subir quatro e cinco andares sem elevador.

E agora venho-vos dizer que devolvi a minha Bimby TM6 porque, apesar de enganado ser uma palavra demasiado forte, sinto que não me contaram toda a verdade acerca deste novo modelo.

Porque é que devolvi a minha Bimby TM6!

Apesar do aumento do ecrã da Bimby e da incorporação do Cookidoo (o portal de receitas da Bimby) directamente na máquina, as grandes novidades que se verificam na TM6 ocorreram sobretudo ao nível do software e da atribuição de nomes a funcionalidades previamente existentes - mas nada disto me foi escondido na altura da demonstração!

O verdadeiro problema é que aquilo que me fez adquirir a Bimby, que foram basicamente as novas funções de sous-vide e slow-cooking, não são realidade novas funções, como a marca deu a entender nas suas comunicações!

No caso do sous-vide, continua a ser necessário utilizar o cesto, o que limita grandemente a quantidade de comida que pode ser confeccionada com recurso a esta técnica.

Uma verdadeira inovação teria sido sim, a paragem da lâmina e a utilização da capacidade total do copo. 

É verdade também, que passou a ser possível a programação grau a grau para cozinhar nesta função, porém, sabendo que o sous-vide é uma técnica que combina tempo e temperatura para atingir os resultados pretendidos, tal também será possível através da adequação desses dois factores na Bimby TM5, usando-se o cesto dela!

Por outro lado, outra das grandes inovações apresentadas, seria a função de slow-cooking, mas que na prática não representa mais do que um estufado feito por largas horas, já que, esta técnica requer a introdução de pouco líquidos uma vez que as peças de carne cozinham maioritariamente nos seus sucos, o que não é o que acontece na TM6.

Na Bimby TM6, quando seleccionado este programa surge a mensagem de que deveremos introduzir líquido suficiente - azeite, vinho branco, etc - para a submergir, o que vai contra os preceitos desta técnica.

Adicionalmente, a lâmina da Bimby, mais uma vez não tem a capacidade de se imobilizar, oscilando de tempos a tempos, o que juntamente com o tempo de confecção fará com que o resultado seja um alimento desfiado/moído/não bonitinho como deveria ser!

Se isto não fosse suficiente, a quantidade de receitas já disponíveis para a utilização destas duas técnicas é muito reduzida, quase inexistente, o que não se compreende tendo em conta que passaram dois meses desde a data da pré-compra até ao momento da disponibilização da máquina.

Presentemente existem apenas 6 receitas de sous-vide e 0 de slow-cooking na língua portuguesa. 

Tudo o resto é mais do mesmo, mas isso já eu sabia.

O que realmente me fez devolver a Bimby TM6 foi o facto de não haver nenhuma inovação, a não ser no tamanho do ecrã e da incorporação do Cookidooo, que não pudesse ter sido adaptada à TM5 através de uma actualização remota, nem que para isso tivesse que ser pago um montante X para desbloquear tal actualização.

Desta forma, a todos os que tenham uma TM5 ainda a funcionar em plenas condições, o meu conselho é manterem a vossa máquina até novas modificações substancias a esta TM6, algo que honestamente não creio que vá acontecer tão brevemente.

A todos os que já adquiriram o novo modelo da Bimby, não se esqueçam que se quiserem tem legalmente 14 dias para devolver a vossa máquina a partir da data de entrega, sendo que não precisam de dar nenhuma justificação, simplesmente dizer que querem a devolução!

Apesar de continuar a adorar de coração a Bimby, sinto que esta TM6 foi um tiro no pé, onde a vontade de ganhar dinheiro rápido sobrepôs-se, no meu ponto de vista, ao sentido de qualidade e inovação tão característico da marca!

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Aquela pequena coisa que me tira do sério!

24.05.19, Triptofano!

Todos nós temos pontos fracos, coisas que nos fazem sair do nosso estado Zen e de amor universal e nos deixam o sangue a ferver com fúria!

Para alguns é o som maravilhoso de unhas a serem cortadas no meio do comboio em hora de ponta.

Para outros é aquele gigantesco pêlo do nariz alheio que quase que chega ao lábio e uma pessoa não percebe como é que a outra nunca o viu!

Há quem fique fora de si com pessoas que insistem em permanecer coladas a uma conversa no telemóvel mesmo quando estão a ser atendidas na farmácia ou em qualquer outro estabelecimento!

Mas a mim, aquela pequena coisa que me tira do sério, aquilo que me faz revirar os olhos e morder os lábios, a coisa que me revolve as entranhas e provoca uma úlcera gástrica, é quando alguém olha-me nos olhos e sem pudores nem vergonhas diz

Ó CAPA!

Não minha gente, desculpem mas não!

Ok é Okay!

Não é Ó Capa Teleseguros fala a Marta. É Okay Teleseguros fala a Marta!

Ó Capa parece que estão a chamar por uma capa da chuva perdida algures no metro de Lisboa, na esperança que ela venha a correr a abanar as costuras qual canídeo contente por rever o dono.

Ó Capa é um corta-tesão, quase tão mau como tirar macacos do nariz. 

Ó Capa é como irmos a um café da moda e servirem-nos um expresso de cápsula.

Ó Capa é como pedirmos uma torrada e ela vir sem a parte do meio, que toda a gente sabe que é a melhor.

Ó Capa é como estarmos com uma vontade enorme de pinar e quando finalmente, depois de meses de busca incessante, encontramos alguém que valha a pena ..... aquilo não levanta ...... e não há sequer a porcaria de um pepino no frigorífico!

Ó Capa é simplesmente mau, é um crime para a humanidade, é um atentado auditivo, é uma erva daninha da língua erudita que devia ser morta com uma tonelada de químicos potencialmente cancerígenos.

Se por acaso alguém que me estiver a ler for uma dessas pessoas que diz Ó Capa, não se preocupem, eu continuo a gostar de vocês, mas se um dia me conhecerem ao vivo e virem um fio de sangue a escorrer-me pelo lábio de tanta força com que o estou a trincar, já sabem porque é que é!

Ok?

Os resultados das minhas análises!

24.05.19, Triptofano!

Depois de ter ido ao médico de recurso do centro de saúde queixar-me que estava mais para lá do que para cá e ele ter-me passado uma bateria de exames, recebi os primeiros resultados, mais concretamente os das análises ao sangue.

Eu confesso-vos, o meu maior medo era ter o colesterol acima de 400, porque vocês testemunham as coisas que eu enfio para o bucho e eu não estou mentalmente preparado para deixar de enfardar como um aspirador, mas minha gente, o meu organismo é uma máquina!

155 Colesterol Total

Alguma vez pensaram que eu conseguisse ter um valor de colesterol tão baixo sem tomar nenhuma medicação?

É verdade que o HDL, o bom colesterol, está pela hora da morte, com um valor de 35, o que significa que apesar de ter pouco colesterol a maior parte do que circula pelas minhas veias não é muito simpático.

De qualquer forma a relação colesterol total/colesterol HDL está em 4,4, e só há risco elevado de ter coisinhas más acima de 5, por isso ainda estou safo! 

Relativamente aos outros parâmetros, o meu fígado está a funcionar que é um mimo, as minhas células sanguíneas também estão a portar-se bem, o meu valor de creatinina está dentro do normal o que significa que o meu rim ainda não entrou em greve e a minha glucose está a 93, que é equivalente a dizer que ainda há espaço de manobra para enfardar mais uns quantos gelados e tortas e coisas que tais sem grandes remorsos.

A única coisa que me está a deixar ligeiramente preocupado (mas nada que me tire o sono) é o ácido úrico.

Os valores de referências vão até ao 7, e eu tenho 6,7, ou seja mesmo ali a roçar o limite. 

O grande problema é que ter uma crise de gota é algo que eu não quero de todo ter, visto que toda a gente que eu conheço que sofreu de tal coisa diz que é simplesmente horrível! 

E vocês tem feito análises? Como é que estão os vossos valores? Há algum parâmetro que esteja menos controlado?

O que é que são aquelas borbulhinhas pequenas na parte de cima do braço?

23.05.19, Triptofano!

Quando eu era mais novo e ia para a praia com os meus pais a minha actividade favorita era passar longos minutos a espremer aquelas borbulhas pequeninas que tinha em quantidades colossais na parte superior do braço.

Eu gostava tanto de fazer aquilo que houve uma altura em que o meu maior sonho era que sofresse uma qualquer mutação genética e ao espremer as borbulhas o pus saísse de cores aleatórias - azul, roxo, laranja - em vez do chato branco amarelado do costume.

Escusado será dizer que a única coisa que aconteceu foi ficar com os braços numa desgraça de tanto apertar e levar imensas cacetadas da minha mãe que ficava furiosa com tamanho atentado que eu fazia à minha pele,

Com o passar dos anos o vício de apertar passou, mas as borbulhinhas continuaram lá, apesar de raramente lembrar-me delas.

O engraçado foi que quando conheci o Cara-Metade descobri que ele também tinha as mesmas borbulhinhas, mas nas nádegas. 

Mas afinal o que é esta condição que leva a que uma pessoa fique com uma espécie de pele de galinha, com uma textura rugosa ao contrário daquela suavidade imaculada que as revistas enfiam-nas pelos olhos dentro?

Queratose Pilar - O que é que são aquelas borbulhinhas pequenas na parte de cima do braço?

O nome é Queratose Pilar, uma hiperqueratose folicular beniga muito comum que afecta principalmente a parte de cima dos braços, das pernas e as nádegas.

A queratose pilar não tem sintomas, salvos alguns casos onde pode estar acompanhada de uma leve comichão, e o único verdadeiro "problema" é em termos visuais, porque de resto não há mal que venha ao mundo.

Esta queratose deve-se a um acumular de queratina na camada superior do folículo piloso, não permitindo a exfoliação normal das células mortas, que vão acabar por acumular-se dando origem a pequenos altos que podem ter diferentes colorações, do vermelho ao acastanhado!

E como é que se resolve esta situação?

A queratose pilar não tem cura, por isso só há duas formas de lidar com o problema.

O primeiro é usar carradas de photoshop, que é o que mais se faz nas publicações deste mundo fora, onde toda a gente é perfeita e imaculada e sem um vestígiozinho de celulite que seja.

Porém, como ainda não há photoshop para a vida real e eu sou apologista que devemos viver a nossa verdade em vez de andar iludidos com uma mentira, a solução é investirmos num bom agente queratolítico que vai eliminar o excesso de queratina acumulada permitindo que tenhamos uma pele ainda mais linda e fantástica.

Ter apenas atenção que este é um tratamento de manutenção, a partir do momento em que deixarmos de aplicar mais cedo ou mais tarde as borbulhinhas tendem a voltar.

Em termos de agentes queratolíticos o que eu costumo aconselhar é a ureia a 30%.

A concentração da ureia é importante porque concentrações diferentes dão resultados diferentes, e para o tratamento da queratose pilar 30% é o ideal, nem mais nem menos.

Duas aplicações diárias, sendo que se houver no início alguma sensação de irritação ou desconforto começa-se apenas com uma, e depois conforme a pele for-se adaptando sobe-se para as duas.

Existem milhentos produtos com ureia no mercado, mas o meu favorito pelos bons resultados que tenho com os clientes é o SVR Xerial 30!

Queratose Pilar

Para quem não tolerar a ureia ou por alguma razão não gostar dela, a minha segunda opção é o ácido láctico, usando-se exactamente da mesma forma que a ureia.

Mais uma vez há milhentos produtos com ácido láctico no mercado mas o que me inspira mais confiança é o Kerapil da Noreva. (na composição irá aparecer lactato de amónio que corresponde à forma salina amoniacal do ácido láctico)

Queratose Pilar

Também muito importante para quem sofre das borbulhinhas do demo é prevenir ao máximo uma secura extrema da pele, usando para isso produtos de banho que não ressequem a pele, evitar ficar horas no duche com água a ferver e ter condições de humidade mais favoráveis em casa!

No caso de haver muita vermelhidão associada (especialmente se tiverem andado a apertar) podem aplicar uma hidrocortisona em camada muito fina de manhã e à noite, no máximo durante uma semana! (apliquem primeiro a cortisona e depois o agente queratolítico, ou se quiserem suspendam o queratolítico e retomem quando terminarem a cortisona)

Não se esqueçam que a queratose pilar não é acne, e apesar do ácido salicílico também ser um bom agente queratolítico, a maior parte dos produtos que existem à venda para as clássicas borbulhas não vão ser eficazes!

Quem é que sofre com este problema? Já fizeram alguma coisa para o resolver ou é algo do qual nem sequer se lembram? 

Maries Kondo deste mundo, preciso da vossa ajuda!

22.05.19, Triptofano!

Minha gente, preciso da vossa ajuda, porque meti-me numa alhada de todo o tamanho!

Maries Kondo deste mundo, divindades do minimalismo, experts no origami da roupa, pelo amor dos santinhos venham ajudar-me porque eu estou prestes a ter um colapso nervoso!

Eu sei que devia ter dito que não! Eu sei que não devia ter cedido à pressão de grupo! Eu tenho a noção que devia ter gritado bem alto que não conseguia em vez de fazer um sorriso e anuir que sim, que era capaz!

Porque eu não sou capaz, e agora isto está-me a corroer as entranhas.

OK, eu deixo-me de suspense e explico-vos este meu drama interno.

Na segunda quinzena de Setembro, eu, uma amiga e uma amiga da amiga, vamos fazer uma road trip pela Colômbia, a fingir que ainda estamos na casa dos vinte e sem dores de costas ou problemas no ouvido interno.

O problema é que esta viagem é para ser feita com o menor orçamento possível, o que vai-se traduzir em estadias em hostels incrivelmente manhosos e muitas perninhas esticadas à beira da estrada para conseguir uma boleia.

Mas o que me está verdadeiramente a atormentar é o facto da viagem de avião que comprámos só incluir mala de mão, e decidiu-se que não se iria comprar nenhuma mala de porão!

Pessoal, eu não consigo ir 14 dias de férias só com uma mala de mão!!!!!

Normalmente, uma mala de mão para mim é para todos os meus remédios (que eu sou homem prevenido) e para os cremes e perfumes e afins, que uma pessoa tem que se cuidar quando vai de férias.

Agora como é que eu vou conseguir enfiar roupa para 14 dias numa mala de mão? E os sapatos? E a toalha? E o protector solar? E a lima eléctrica para os pés? E os chinelos e o fato de banho para ir à praia? E o creme hidratante? E roupa para sair à noite? E o chapéu para proteger a moleirinha do sol? E o selfie stick? E os comprimidos para a queda do cabelo? E a água termal para me borrifar durante o dia?

Como é que eu vou enfiar tudo isto numa mala de mão? 

Preciso muito da vossa ajuda e das vossas preciosas dicas de arrumação, porque além de ter de conseguir enfiar as coisas todas dentro da mala ainda preciso de guardar algum espaço para trazer os souvenirs!

Agora vou só ali hiperventilar um bocadinho porque só de pensar no que tenho pela frente dá-me um aperto no peito...

Há emoticons novos no Sapo!

21.05.19, Triptofano!

Por favor não me digam que os novos emoticons do Sapo já estão em vigor há semanas porque eu só reparei neles hoje! 

Muito obrigado Sapo pelas novas adições à família  mas acho que ainda há alguns muito precisos que estão em falta, como um sapo a rodar os olhos! 

O que é que acham dos novos símbolos? E já agora qual é o vosso preferido, entre novos e velhos? 

Os exfoliantes não são todos iguais!

21.05.19, Triptofano!

O exfoliante deve ser o produto de cosmética mais marginalizado da nossa sociedade, porque pela minha experiência quem tem um raramente lhe coloca as mãos em cima.

E o pobre do exfoliante fica meses arrumadinho na prateleira a tentar transformar-se num creme hidratante, qual lagarta em borboleta, porque só assim é que alguém se irá lembrar de voltar a pegar-lhe!

Este é um cuidado de beleza que eu aconselho a quase todas as pessoas (existem sempre algumas excepções claro) mas que raramente consigo vender, porque a resposta que ouço praticamente sempre é que vão comprar no supermercado que é mais barato e os exfoliantes são todos iguais!

Não me importo que as pessoas comprem no supermercado (desde que seja algo de qualidade) mas tento sempre explicar que os exfoliantes não são todos iguais e devem comprar algo que respeite e seja eficaz no seu tipo de pele.

Os exfoliantes não são todos iguais!

Existem três grandes grupos de exfoliantes: os físicos, os químicos e os enzimáticos.

Os exfoliantes físicos, como o nome indica, possuem partículas físicas na sua composição.

Podem ser grãos de arroz, sílica, açúcar, pedaços de caroço de pêssego, enfim, a imaginação é o limite.

Estas partículas físicas vão exercer uma acção mecânica sobre a pele, sendo que é através da fricção proporcionada pelos movimentos circulares da nossa mão que vai ser possível libertar da superfície as células mortas, que são células sem vitalidade (pudera estão mortas!), com baixo conteúdo hídrico e repletas de queratina!

Por isso o mais importante num exfoliante físico é mesmo a fricção, se deixarmos o exfoliante na cara e não fizermos nada os resultados vão ser nulos.

Dependendo da nossa pele deveremos escolher partículas maiores ou mais pequenas, de forma a conseguirmos uma exfoliação mais eficaz e a não desenvolvermos nenhuma irritação facial!

Os exfoliantes químicos utilizam ácidos de forma a conseguirem quebrar as ligações entre as células superficiais da pele, destacando-as mais facilmente, sendo que aqui não é preciso fazermos exercício com os nossos bracinhos (pronto precisamos de por o exfoliante na cara ok?), mas incrivelmente conseguimos uma exfoliação mais profunda do que usando apenas um exfoliante mecânico!

Os ácidos utilizados podem ser AHA ou BHA, alfa e beta-hidroxiácidos respectivamente, e dependendo do tipo de pele deve ser usado um ou outro!

Se tiverem interesse num post detalhado sobre as diferenças entre os AHA e os BHA digam-me nos comentários 

Por fim existem os exfoliantes enzimáticos, que ainda não são tão conhecidos do grande público!

Estes exfoliantes vão quebrar as mesmas ligações entre as células que os exfoliantes químicos, mas a grande diferença é que não usam nenhum ácido mas sim enzimas proteolíticas naturais normalmente obtidas de frutos tropicais, como a papaia ou o ananás!

Pessoalmente recomendo um exfoliante enzimático para quem tenha uma pele extremamente sensível e reactiva e não tolere nem a exfoliação mecânica nem a química!

Vocês costumam usar exfoliante na vossa rotina de beleza?

Não se esqueçam que não só a cara precisa deste cuidado, mas também o corpo, especialmente se tiverem predisposição a ficarem com pêlos encravados! 

E por acaso sabem que tipo de exfoliante tem em casa? Ou também achavam que era tudo igual? 

 

Isco, a Padaria da Massa Mãe

20.05.19, Triptofano!

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

Levante a mão quem adora pão acompanhado de uma manteiguinha salgada maravilhosa a derreter-se de forma ligeiramente ordinária provocando ondas galopantes de saliva na cavidade bucal!

O pão está na moda, e mais importante que isso, as pessoas cada vez mais dão importância a um pão de qualidade, mesmo que seja ligeiramente mais caro. 

Já tinha ouvido falar da Isco, uma padaria artesanal em Alvalade, há algum tempo, e cada vez se tornava mais difícil ignorar a existência de um suposto pedaço de paraíso na Terra, sobretudo por causa dos gemidos orgásmicos de quem me relatava uma visita ao espaço para comprar pão.

A Isco destaca-se de muitas das outras padarias, também pelas vibrações suecas que influenciam desde a decoração até à oferta de pastelaria de padeiro, mas sobretudo pela utilização nos seus pães de isco, ou como é mais amplamente conhecido, massa-mãe.

Isco, a Padaria da Massa-MãeIsco, a Padaria da Massa-Mãe

Mas o que raio é o isco?

Acho que nada melhor que vos apresentar a definição descaradamente roubada por mim do blog Zine de Pão, cujo autor é um dos sócios da Isco.

Isco: Cultura de leveduras selvagens que é criada misturando farinha e água que é deixada a fermentar à temperatura ambiente durante alguns dias. Posteriormente, tem de ser alimentada (refrescada) regularmente para manter as leveduras vivas. No caso do padeiro caseiro, é normalmente mantida no frigorífico e refrescada uma vez por semana, sendo que nas padarias é comum ter o isco à temperatura ambiente e refrescá-lo duas a três vezes por dia. Em inglês corresponde ao termo sourdough starter ou simplesmente starter.

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

E é este isco, esta massa-mãe, que vai fazer toda a diferença no produto final!

Comprei um pão de mistura e minha gente, tenho-vos a dizer que o tempo de semi-vida do bicho foi muito curto.

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

O raio do pão é muito bom, com um toque ligeiramente ácido, tornando-se virtualmente impossível uma pessoa comer só um bocado.

O primeiro pedaço que enfiamos na boca é a nossa condenação, porque a qualidade é tão excepcional que o nosso organismo grita por mais um bocado, e mais um, e mais outro, e quando damos por ela já só restam migalhas.

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

Isco, a Padaria da Massa-MãeMas não só de pão e bolos vive a Isco, também podem tomar um café de forma lânguida enquanto pensam em que tipo de pão vão ferrar o dente.

Agora se forem daquele tipo de pessoas extremamente exigentes com o café podem ficar desiludidos, não é que seja mau, mas falta-lhe ali algum corpo e alma, e especialmente uma bela espuminha e temperatura condicente.

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

Outra oferta da Isco são os jantares onde podem encontrar pão com cenas, bacalhau com favas, cavala com pepino ou pombo com acelgas!

Se um dia calhar a experimentar um destes pratos contem com uma review aqui no blog! 

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

Por isso se são amantes fervoroso de pão e os vossos sonhos são repletos de delícias fermentadas têm obrigatoriamente de vir conhecer o Isco.

Talvez tenham a mesma sorte que eu, e possam ver os maravilhosos pães a serem libertados das suas tão características formas e a receberem um hábil corte de uma mão experiente antes de ir para o forno.

E se por acaso experimentarem o pão de trigo-sarraceno digam-me o que acharam dele, é que fiquei praticamente a salivar quando lhe pus os olhos em cima, mas já tinha o outro no saco! 

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

Isco, a Padaria da Massa-Mãe

 

Isco Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Voltei ao Sopa no Pão

20.05.19, Triptofano!

Sopa no Pão

A razão pela qual estive tanto tempo longe do Sopa no Pão, um restaurante cuja especialidade são os pratos de todo o mundo servidos numa tigela de pão deliciosamente comestível, foi o facto de saber que a minha cara devia estar afixada numa qualquer lista de pessoas cuja entrada está proibida, tudo pelo simples facto de eu ter certamente ter dado prejuízo à casa na minha última visita!

Sopa no Pão

 

Quando soube que o Sopa no Pão tinha aberto um novo espaço na Avenida 5 de Outubro fiquei com sentimentos contraditórios.

Por um lado queria mesmo muito muito muito ir visitar o espaço, por outro estava cheio de medo que a comida não fosse tão boa, ou que o atendimento fosse pouco simpático, ou que tivesse uma overdose de pão e caísse para o lado.

Por isso, contrariando os meus instintos mais primitivos, acabei por escolher visitar o local para um um simples jantar e deixar o all-you-can-eat-até-o-diafragma-estar-ao-nível-da-garganta para outra altura!

Pessoal, vocês já sabem que eu dou tanta importância ao atendimento como à comida, e de nada vale termos as mais maravilhosas iguarias à nossa frente se temos alguém que nos serve quase a rosnar para nós.

Mas o Sopa no Pão conseguiu superar as minhas expectativas, fazendo-me sentir quase como se estivesse na sala de minha casa.

E vocês também sabem que eu não sou de nomes, mas desta vez é impossível não referir.

A colaboradora Inês, que me atendeu de uma forma perfeita, é das pessoas mais profissionalmente simpáticas e com melhor capacidade para envolver uma pessoa na atmosfera gastronómica com que eu tive o prazer de me cruzar nos últimos tempos.

Se todos os restaurantes tivessem uma pessoa como ela, a restauração em Portugal era das melhores do mundo. 

Se os patrões da Inês lerem isto (e não, ela não me subornou para escrever esta pequena ode à sua pessoa) por favor agarrem esta preciosidade com unhas e dentes, porque são estas pessoas que elevam um negócio, são estas pessoas que são a verdadeira alma de um local!

Sopa no Pão

Mas falemos de comida.

E antes de discutir os pratos em si tenho um apelo a fazer.

Pessoas que vão ao Sopa no Pão (e que eu vi com os meus olhos) e não comem a tigela de pão - TENHAM VERGONHA!

Não se façam de finos, ou de magros, ou de lá o que quer que seja que estejam a tentar ser.

A melhor parte da refeição é comer o pão com molhanga à dentada, até não restar uma única migalha.

Sujaram-se? Lavam a roupa em casa! Ficaram com os dedos besuntados? Chupam-nos deliciosamente que é para que isso que a boca serve! Estão deprimidos porque comeram hidratos de carbono e vão engordar? Esqueçam isso e peçam uma sobremesa.

Sopa no Pão

Para a minha refeição eu pedi uma Okroshka com um pequeno twist, já que tradicionalmente este prato russo serve-se frio, mas aqui foi-me servida deliciosamente morna e enriquecida com os sabores do pepino, do skyr, do ovo cozido, do frango e do bacon e com um maravilhoso apontamento de funcho!

Devido às particularidades deste prato ou se ama ou se odeia a Okroshka, e eu fiquei completamente apaixonado por ela.

Sopa no Pão

O Cara-Metade queria um caril de manga, mas infelizmente já não havia e acabou por optar por um extraordinário Khoresht-eh, um caril de frango, caju e sumac (uma especiaria do Médio Oriente conhecida em Portugal como sumagre) proveniente da região da Pérsia!

Sopa no Pão

Mas para verem o nível de simpatia que existe no Sopa no Pão, quando lhe trouxeram o caril de frango veio juntamente uma tacinha com uma irresistivelmente deliciosa pasta de manga caseira, que teoricamente era para juntar ao caril mas que nós comemos à dedada.

Poucas coisas não são feitas na cozinha do Sopa no Pão e isso explica a qualidade dos seus produtos.

Mas mesmo o pão de sementes, que foi a escolha de ambos como fiel depositário da Okroshka e do Khoresht-eh, que por razões logísticas tem de vir de fora, é extraordinariamente bom!

Obviamente que eu podia dizer que tudo era rosas e cantos celestiais no Sopa no Pão, mas vocês sabem que eu tento ser o mais sincero possível, e a verdade é que há coisas ainda a melhorar.

Apesar do pão encher e do caldo ser riquíssimo em sabores, gostaria de ter visto mais quantidade de proteína, especialmente no caril de frango, de forma a engrandecer a experiência.

No campo das sobremesas, também há espaços para melhorias.

As quantidades são bastante reconfortantes, há muita variedade por onde escolher, mas senti que poderiam ser ainda mais apetecíveis se fossem um bocadinho de nada menos doces.

Escolhemos a mousse de chocolate e a mousse de limão, sendo que esta última beneficiaria dum toque bem mais ácido e duma decoração no minuto com os pedaços de coco, porque de outra forma elas acabam por ficar molengas e perder aquele crocante tão apetecível.

Sopa no Pão

Sopa no Pão

Mas não foi por causa de nenhum destes detalhes que as mousses não foram devoradas até à última partícula e que a minha imagem do Sopa no Pão ficou beliscada.

Acredito que há sempre espaço para evoluir num restaurante, mas apesar dos detalhes que precisam de ser afinados, o Sopa no Pão já ganhou o meu coração pela comida reconfortante, pelo atendimento espectacular e pelos sabores internacionais que saltitam na nossa cavidade bucal.

Só dou graças ao divino de não trabalhar perto deste local, porque de outra forma ao fim de um mês já devia estar 20 kgs mais gordo.

Por isso minha gente, visitem o Sopa no Pão, conheçam a Inês, digam-me se as sobremesas já estão ligeiramente menos doces mas mais importante que tudo, lambuzem-se até à ultima migalha com a fantástica tigela de pão! 

 

Sopa no Pão - Avenida 5 de Outubro Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

TodoMundo: Um restaurante de e para todo o mundo!

18.05.19, Triptofano!

TodoMundo em 10 segundos: Delire com o pão de queijo e o caldinho de feijoada, viaje pelo mundo com um dos combos, acabe em grande com o creme de tapioca com doce de leite mas bata o pé caso não lhe expliquem o que são aqueles pratos de que nunca ouviu falar!

 Todo Mundo: Um restaurante de e para todo o mundo!

Comida, diversão e arte.

É por estas três palavras que o TodoMundo, um restaurante localizado na zona do Marquês de Pombal, quer ser conhecido.

Apesar de por agora a oferta do TodoMundo incidir maioritariamente na comida, em breve vai haver novidades que tornarão este espaço um dos pontos de encontro mais desejados da cidade.

Só vos posso dizer que por detrás de umas pesadas cortinas e após alguns lanços de escadas repousa algo fantástico que irá ser tema de conversa em todas as redes sociais, mas vão ter que esperar mais algumas semanas até descobrirem do que se trata!

O TodoMundo tem potencial para ser um verdadeiro oásis no meio de Lisboa, com a sua decoração simples que nos transmite serenidade, com a maravilhosa música popular brasileira como som de fundo que nos faz viajar, e com o sorriso de todos os que trabalham por lá. 

Agora vou ser honesto convosco, se estão à espera de tirar fotos fantasticamente maravilhosas para o vosso feed do Instagram contem já com uma iluminação que vos vai dificultar a vida.

Não é que precisem de ligar a lanterna do telemóvel para verem o que é que estão a comer, mas no TodoMundo há uma certa penumbra intimista que não agrada a todos.

Todo Mundo: Um restaurante de e para todo o mundo!

Mas vamos falar sobre a comida, que é o que realmente interessa.

E a comida no TodoMundo é muito boa!

Vê-se pelos sabores, pelas texturas e pelos pequenos detalhes que há alma, coração e talento na cozinha deste restaurante internacional.

Só não é perfeita porque ainda existem algumas pequenas coisas a melhorar, mas nada que torne esta viagem gastronómica menos apetecível.

Antes das entradas eu e o Cara-Metade atacámos os aperitivos que nos trouxeram para a mesa.

O caldinho de feijoada, com a sua combinação de feijão preto e carnes, estava simplesmente delicioso, dando vontade de lamber cada bocadinho desta dádiva dos céus.

Todo Mundo: Um restaurante de e para todo o mundo!

O pão de queijo, nem sei como descrever o pão de queijo minha gente!

Imaginem um orgasmo na boca. É algo do género. Quentinho, macio, pecaminosamente excitante, o pão de queijo do TodoMundo devia ter uma bolinha vermelha de tão pornográfico que é!

As azeitonas italianas Bella di Cerignola, grandes e coloridas, eram muito agradáveis e viciantes, apesar de pessoalmente achar que ficariam melhores se não estivessem marinadas no sumo de laranja.

Agora o paté de atum, o que é que eu posso dizer do paté de atum?!

Não é que o paté fosse mau porque não era, mas não estava em sintonia com o resto das coisas, é como se não pertencesse ali.

Com tantas outras maravilhas que poderiam ser apresentadas acho que o paté não é a melhor escolha possível.

Todo Mundo: Um restaurante de e para todo o mundo!

E agora minha gente, não peguem já nas vossas pedras, não comecem a mandar-me já hate mail, mas eu vou ter que confessar uma coisa relativamente ao atendimento.

O funcionário que nos atendeu é basicamente o paté de atum dos aperitivos.

Ele era simpático, maravilhoso, tudo e tudo e tudo, só que para mim não se enquadra no ambiente.

Imaginem o típico funcionário que esperam encontrar na tasca portuguesa, que quer por-vos à vontade mas que acaba por ser constrangedor quando lança uma piada ligeiramente de teor mais sexual.

Pronto, acho que perceberam a mensagem.

O Cara-Metade adorou o funcionário, vibrou com ele, riu-se imenso; eu apesar de o ter achado delicioso não consegui evitar compará-lo com o paté de atum!

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Findados os aperitivos vieram para a mesa umas empanadas argentinas de carne como entrada, muito bem recheadas e cheias de sabor.

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Estavam tão boas que foram devoradas num ápice, e que me deixaram com imensas expectativas relativamente ao ponto forte do TodoMundo, os combos internacionais.

Basicamente o combo é semelhante àquilo que fazemos quando vamos a um buffet, que é enfiar tudo o que conseguirmos no prato porque queremos experimentar um bocado de cada coisa, mas aqui cada item gastronómico vem no seu cantinho com uma apresentação imaculada, e não numa torre gigantesca equilibrada com um misto de mestria e poderes divinos.

Acreditem em mim quando digo que os combos enchem. À primeira vista pode parecer pouca comida mas rapidamente vão perceber que é mais do que suficiente para ficarem satisfeitos.

Existe um combo africano, outro árabe, um com sabores italianos e até um vegano, mas eu acabei por escolher o Axé Bahia e o América do Sul, que estavam simplesmente deliciosos.

O Axé Bahia era composto por acarajé (um bolinho feito de massa de feijão frade), vatapá (um prato muito divulgado pela zona da Bahia feito com camarão e azeite de dendém), caruru (um cozido de quiabos), carne de sol, queijo coalho com geleia de pimenta (a verdadeira, e não molho sweet chilli como servem em alguns locais...) e mandioca frita.

A carne de sol é maravilhosa, a mandioca frita é irresistível, mas o queijo coalho com geleia de pimenta é o apogeu deste combo de tão bom que é.

Eu comia este queijo coalho durante todo o dia e não ia ficar farto dele, acreditem!

Quando ao acarajé, ao vatapá e ao caruru são elementos muito agradáveis e ligeiramente desafiantes ao nosso palato, mas que merecem ser descobertos.

Achei somente que são um bocadinho pesados, especialmente tendo em conta que o bolinho de feijão frade deve ser aberto e comido juntamente com o vatapá e o caruru, tornando a combinação numa verdadeira bomba!
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O América do Sul presenteia-nos com um ceviche de banana da terra, costelinha de porco, tiraditos de peixe fresco (uma espécie de ceviche mas mais suave de forma a manter a atenção na doçura do peixe), arepa de queijo (um tipo de bolo de milho em forma de panqueca recheado com queijo), empanadas de carne (iguais às da entrada e igualmente saborosas) e guacamole com pico-de-gallo.

Todos os elementos da América do Sul estavam extremamente bem confeccionados, sendo que os meus predilectos foram o ceviche de banana da terra que comi até ao último bocadinho e a arepa de queijo que deixou-me a babar compulsivamente só de olhar para ela.

Agora apenas um reparo, apesar do guacamole estar fantástico ele é na realidade originário do México, e pronto, o México não fica na América do Sul! (eu sei que estou a ser picuinhas mas o que é que querem....)

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Mas o que me deixou triste, o que realmente fez-me perceber que o TodoMundo ainda precisa de mais algum tempo para crescer e se afirmar no panorama gastronómico lisboeta, foi a ausência de explicação do que são os elementos de cada combo.

Claro que uma pessoa pode ir à Internet pesquisar, mas quando olhamos para o menu e vemos acarajé, arepa ou vatapá sem uma pequena descrição do que são esse pratos o mais normal é ficarmos com um ponto de interrogação gigantesco na cara.

E se estamos numa onda de coragem e pedimos um dos combos mais exóticos ainda mais desapontante é quando nos colocam a comida na mesa e não dizem qual é o nome de cada coisa e como ela é feita.

E acabamos por estar a comer um bolinho que pode ser óptimo mas para nós será apenas um bolinho. Ou algo cremoso que até pode ser o nosso prato favorito de todo o sempre mas como não percebemos do que é feito vamos acabar por desvalorizar.

A comida do TodoMundo merece mais do que ser posta na mesa, merece ser apresentada, falada, explicada!

Esta comida é uma verdadeira viagem sensorial, mas da forma como está a ser tratada é como se fôssemos para o Japão de férias e ninguém falasse uma palavrinha de inglês (já nem sequer digo português).

Basicamente iam ser umas férias muito giras, fotos muito bonitas, tudo muito engraçado, mas não íamos ter compreendido nem um décimo da essência do país.

Por isso quando pedirem um combo exijam que alguém vos explique o que vão comer.

Se a primeira pessoa não souber chamem outra, não tenham vergonha, batam o pé, porque esta comida merece ser valorizada tal como vocês merecem saber o que estão a colocar na boca!

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Agora uma fantástica refeição não poderia terminar sem uma sobremesa, e neste caso em tamanho miniatura porque estava verdadeiramente cheio e talvez não conseguisse comer a de tamanho original (minto, eu conseguia obviamente comer a grande, mas o Cara-Metade queixou-se muito e pronto mandei vir as pequenas).

Se ainda não estavam convencidos em visitar o TodoMundo então deixem-me que vos diga que o creme de tapioca com doce de leite é algo do outro mundo.

É surreal. É de deixar uma pessoa fora de si. É de lamber os dedos, a colher, os cantos da boca, a cara da pessoa que está na outra mesa se por acaso ela tiver deixado escapar um restinho desta imperdível sobremesa.

É simplesmente de ter pequenas convulsões de prazer no baixo ventre de tão boa que é!

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Se estão à procura duma viagem gastronómica que desafie o vosso palato mas que ao mesmo tempo vos deixe extremamente reconfortados, o TodoMundo é um local que precisam de conhecer.

Mas já sabem, não tenham vergonha em bater o pé para saberem o que cada coisa é! 

 

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