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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Uma pausa!

31.05.19, Triptofano!

Depois de alguma reflexão decidi que vou fazer uma pausa nas publicações aqui no blog.

Honestamente não acredito que o tempo que vou estar afastado das publicações seja muito longo, mas também honestamente não tenho nenhuma data marcada para o regresso.

Esta decisão deve-se a duas grandes razões.

Primeiro o facto de ter demasiados comentários por responder.

Não faz sentido estar a colocar post atrás de post atrás de post se depois não tenho a capacidade de dar resposta ao vosso fantástico feedback.

Vejo muitas vezes questões extremamente pertinentes a ser colocadas que eu depois não consigo responder porque estou demasiado preocupado em pensar e investigar sobre o que vou escrever de seguida!

E sem responder às dúvidas que me colocam a interacção fica cortada pela cintura e não consigo deixar de sentir um amargo na boca.

Por isso vou usar este tempo para dedicar-me a responder a todos os comentários que ficaram sem resposta da minha parte, e aos quais peço desde já desculpas.

Em segundo o facto de precisar de algum tempo para repensar a minha estratégia virtual.

Não tenho vergonha nenhuma em dizer que nada me faria mais feliz do que viver apenas do virtual, mas neste caso não se trata sequer de estar aborrecido por não estar já a nadar em notas de 500 euros.

Só me posso sentir extremamente grato por ter pessoas que visitam regularmente o blog e deixam de uma forma ou outra o seu carinho, mas o alcance que eu gostaria de ter com este espaço ainda é uma autêntica miragem.

Uma das coisas que me deixa mais frustrado no meu trabalho enquanto farmacêutico é só poder chegar a um número muito limitado de pessoas. E mesmo às que chego existe sempre a condicionante do tempo, entre outras inerentes a um atendimento ao público.

O blog era a minha esperança de conseguir, de uma forma mais calma e estruturada, atingir um número muito mais vasto de pessoas, mas os números infelizmente não estão do meu lado.

Novamente estou muito grato por todos os que andam por este cantinho, e não há dúvida que vocês são espectaculares, mas para mim não é o suficiente.

Por isso vou usar este tempo para descobrir se há algo que esteja a fazer de errado ou de menos certo, mas sempre com a certeza que a minha autenticidade essa nunca mudará!

Até breve pessoal! 

O que fazer quando não se consegue tomar comprimidos?

31.05.19, Triptofano!

Infelizmente há muitas pessoas que devido a doença acabam por ficar com problemas na deglutição, tornando-se a simples tarefa de engolir um comprimido algo extremamente difícil.

Agora o que eu não sabia é que havia todo um outro mundo de pessoas saudáveis, que não conseguem tomar comprimidos, sejam eles medicamentos ou suplementos.

Muitas vezes isto deve-se a alguma situação traumática na infância, quando um comprimido do demo apeteceu-lhe ficar ali preso na garganta sem andar para cima nem para baixo, fazendo com que a pessoa evite a todo o custo tomar medicamentos que se apresentem numa forma sólida.

Ainda há pouco tempo, conheci uma utente que até a própria pílula não conseguia tomar (e aquilo é um comprimido minúsculo) por causa de um susto que tinha tido quando era mais pequena.

Independentemente da razão porque alguém não consegue tomar um comprimido, felizmente já existem algumas alternativas no mercado para certos medicamentos, como comprimidos efervescentes ou orodispersíveis, granulados e pós para dissolução ou xaropes.

Mas o que fazer quando não existe alternativa e é preciso tomar um comprimido?

O mais frequente é ver-se os médicos mandarem esmagar tudo em bocadinhos pequeninos e siga para bingo.

E se em alguns casos até pode funcionar, na maioria o comprimido acaba por perder uma grande parte da sua eficácia, devido aos revestimentos e às libertações e a todas essas coisas que permitem que um medicamento chegue onde deve chegar sem grandes alterações.

Aqui é que entra o Gloup, um dispositivo médico que facilita a toma de medicamentos, podendo ser usado a partir dos 2 anos de idade.

O que fazer quando não se consegue tomar comprimidos?

Este gel de deglutição pode-se encontrar na forma de Gloup original, com um sabor a morango/banana e com uma espessura semelhante a iogurte, ou na forma de Gloup forte, com um sabor a baunilha e uma espessura semelhante a requeijão, ideal para quem sofre de disfagia!

Como utilizar o Gloup?

Primeiro que tudo recomendo conservar no frigorífico, porque torna o seu consumo mais apelativo.

Depois deve-se experimentar primeiro o Gloup sem qualquer medicação, de forma à pessoa ficar familiarizada com o sabor e a textura.

De seguida colocar 1 comprimido/cápsula numa colher e colocar 5 ml de Gloup por cima do medicamento, administrando-o de seguida!

Pode-se ir aumentando gradualmente o número de comprimidos por toma, até ser possível administrar toda a medicação/suplementação de uma só vez!

Eu e o Cara-Metade experimentámos uma amostra do Gloup para perceber se realmente ele é tão eficaz como diz ser, e a verdade é que não mente.

Quando se coloca por cima dos medicamentos é um bocado estranho porque a textura não é assim visualmente apetecível (mas pronto também não é uma sobremesa, é um dispositivo médico) e o nosso cérebro fica um bocado baralhado com o facto de irmos engolir medicamentos sem água.

Mas basta pormos na boca e fazermos o movimento de engolir e lá se vão os comprimidos, sendo que o sabor do produto é bastante agradável.

O Cara-Metade não sentiu desconforto algum; eu, que sou ligeiramente mais complicado para comprimidos, ainda fiquei com uma pequena impressão na garganta, mas algo muito mínimo, e também se deve ao facto de eu ter logo enfiado três comprimidos na colher em vez de ter iniciado apenas com um!

O que fazer quando não se consegue tomar comprimidos?

Por isso se tiverem dificuldade, ou conhecerem quem tenha, em engolir medicamentos, o Gloup é uma valiosa ajuda! 

Vaginas, Colos do Útero e coisas que tais...

31.05.19, Triptofano!

Se houvesse um anel daqueles de final de curso para os gays mais puros eu de certeza que recebia um, com um cachucho tão brilhante que seria possível ver da lua.

Isto porque a minha pessoa nunca se aproximou de uma vagina, nunca olhou directamente para uma vagina, nunca sentiu o doce chamamento de sereia que muitos dizem provir dos grandes e pequenos lábios vaginais.

Ora talvez seja por causa disso que nas aulas de ciências eu simplesmente ignorei as aulas do sistema reprodutor feminino, porque já sabia que nunca ia enfiar ali coisa alguma. (a não ser que fosse ser ginecologista algo que não aconteceu)

Esta minha lacuna de conhecimentos anatómicos levou-me a passar uma pequena vergonha há uns dias atrás no trabalho.

Estava a atender uma jovem e conversa para aqui conversa para lá questiono-lhe o que lhe tinha sido diagnosticado para estar a fazer determinada terapêutica.

Ah e tal tenho umas pequenas lesões no colo do útero!

E eu na minha maior inocência perguntei-lhe se ela sabia o que tinha causado tais lesões. 

A médica disse que devia ter mais calma no sexo e usar lubrificante....(a jovem neste momento ficou ligeiramente atomatada e com a fala presa, mas até conseguiu manter alguma naturalidade o que eu aplaudo do pé)

Isto tudo sucedeu-se porque aqui a minha pessoa não fazia a mínima ideia do que era o colo do útero. 

Pensava que era ali uma espécie de auto-estrada com Via Verde que unia a vagina ao útero.

Obviamente que se eu tivesse tirado cinco minutos para reflectir ia perceber que o meu pensamento tinha graves lacunas, porque de outra forma durante o acto sexual na gravidez seria possível catucar a cabeça do bebé com o auxílio de um pénis mais avantajado.

E eu sabia que não havia o risco de isso acontecer, mas sei lá, pensei que se formasse uma comporta ou coisa do género que impedisse o pénis de chegar lá.

Para todos aqueles que possam estar confusos deixo um esquema para uma melhor visualização!

Sistema Reprodutor Feminino

E pronto, quando se chega ao colo do útero a passagem fica bloqueada.

Por isso é que muitas mulheres sentem desconforto quando colocam um DIU, porque o acesso ao útero não está de todo facilitado.

Mas agora minha gente é que vem a pergunta fulcral!

Pela minha pesquisa, o tamanho médio do canal vaginal ronda ali os 10 cms, mais coisa menos coisa.

Então se há 10 cms de vagina para explorar e quando se chega ao colo do útero já não dá para ir mais para a frente onde é que fica o resto da pila?

Porque é que há sempre tanta coisa com o tamanho do pénis do homem se no fim de contas não há espaço para ele?

É que honestamente isto é um mistério da natureza para mim!!!

A pila entra ou não entra toda? A vagina consegue-se esticar por artes mágicas? Ou será que a pila vai encolhendo lá dentro até conseguir entrar toda e ficar quentinha?

Por favor ajudem-me a perceber este fenómeno, porque anda tanto homem por aí com complexos por ter a pila pequena e se calhar afinal nem tem nada com que se preocupar!