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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Porque é que os Portugueses deixam tudo para a última?

02.05.19, Triptofano!

Devia haver um estudo científico, feito por uma entidade internacional isenta que não recebesse dinheiro de eurodeputados, que conseguisse descobrir porque é que nós, tugas de alma e coração, conseguimos deixar sempre tudo para a última das últimas.

 

Porque é que os Portugueses deixam tudo para a última?

 

Vejamos o seguinte caso.

 

Aqui na zona de Lisboa o valor mensal do passe desceu para 40 euros, dando acesso a tudo o que é transporte, excluindo as trotinetes e os tuk-tuks, sendo que uma pessoa pode viajar até zonas que nunca antes tinha ouvido falar sem pagar um cêntimo extra.

 

A iniciativa foi aplaudida de pé porque para muita gente significou uma poupança avultada, apesar de algumas pobres almas terem passado a pagar mais uns euritos mensais.

 

Só que como não há ponto sem nó, a condição para os passes diminuírem de valor foi que eles deixavam de ter validade de 30 dias corridos e passavam a poder ser utilizado apenas dentro do mês em que eram carregados.

 

Ou seja, se uma pessoa tiver o azar de ir de férias durante as três primeiras semanas de um mês depois vai ter de desembolsar 40 euros para um passe que só vai ser válido por uma semana.

 

Nessa altura é quando as habilidades de matemática do 4º ano vão dar jeito, para se perceber se compensa comprar bilhetes diários ou não.

 

De qualquer das formas pessoalmente acho que num prazo alargado uma pessoa acaba por poupar uns bons euros além de ter acesso a outros meios de transporte que antes não tinha, consoante a modalidade de passe que tivesse adquirido.

 

O grande problema é na verdade o facto de uma pessoa não poder carregar o passe com avanço.

 

Ou seja, estamos em Maio e eu quero já carregar para Junho.

 

Não dá!

 

Tenho que esperar pelo primeiro dia de Junho juntamente com todos os outros milhares de pessoas que usam os transportes públicos.

 

Este mês foi a primeira vez que tal modelo foi colocado em prática - e claro que deu barraca.

 

As filas para carregar o passe nas estações de comboio eram assim gigantescas, maiores até que aquelas que se formam quando alguém está a distribuir pacotes de bolachas grátis (então se forem daquelas com pepitas de chocolate os promotores quase são comidos vivos!)

 

Só que não havia necessidade disso ter acontecido porque dia 1 foi feriado e as pessoas podiam ter ido ao multibanco e carregado descansadamente o seu passe.

 

Afinal não choveu a cântaros, não houve nenhuma manifestação que pusesse em risco a segurança dos transeuntes e apesar do debate para as eleições europeias ter sido interessante, ocorreu depois do jantar, deixando todo o dia livre ao pessoal.

 

Mas português que é português gosta de viver no fio da navalha.

 

O verdadeiro tuga prefere reclamar com toda a gente e mais alguma, suspirar furiosamente e ver a vida a andar para trás quando já perdeu cinco comboios, do que a antecipar tal cenário que deixa qualquer um careca.

 

Eu confesso que também esqueci-me de carregar o passe no feriado.

 

Mas bastou sair cinco minutos mais cedo de casa e ir ao multibanco para ficar despachado.

 

Sou mais um dos portugueses que deixa tudo para a última, a única diferença é que eu tive uma sorte danada!

 

Waffles de Abóbora

02.05.19, Triptofano!

Ontem, como foi feriado, tive mais tempo para dedicar-me a fazer um pequeno-almoço saudavelmente caprichado aqui para casa. (fazer waffles para mim já é algo de extraordinário ok?)

 

Como no Instagram houve alguma curiosidade relativamente à receita que tinha utilizado para fazer as waffles de abóbora da foto, partilho-a aqui convosco para quem quiser poder recriá-la! 

 

Waffles de Abóbora com Shoyce de Noz

 

Waffles de Abóbora (12 doses)

 

Ingredientes:

 

1 pedaço grande de abóbora

1/2 chávena de bebida vegetal (no meu caso usei a bebida de noz da Shoyce)

Sumo de 1/2 limão

2 chávenas de farinha de aveia integral 

2 colheres de chá de linhaça

2 colheres de chá de fermento em pó

2 colheres de chá de canela em pó

1 pitada de sal

1 colher de sopa de azeite

 

 

Preparação:

 

Descascar um pedaço de abóbora, partir em pedaços pequenos e cozer a vapor ou em água sem sal. Escorrer bem e triturar deixando arrefecer.

 

Misturar a bebida vegetal com o limão num recipiente e deixar repousar.

 

À parte, num recipiente grande, misturar os ingredientes secos (podem ser usadas outras especiarias a gosto para além da canela).

 

Verter a bebida de aveia com limão, 1/2 chávena de puré de abóbora e o azeite.

 

Envolver tudo e deixar repousar enquanto a máquina das waffles aquece.

 

No caso de não ter máquina utilizar uma frigideira anti-aderente aquecida.

 

Colocar duas colheres de sopa de massa por cada waffle e deixar cozinhar cerca de 3 minutos, até ficar dourada e crocante.

 

Repetir o processo até acabar a massa.

 

Comer tudo sem remorsos porque é uma receita saudável!