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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Queijo Fresco e Pão de Soro

01.04.19, Triptofano!

No meu Instagram partilhei à uns tempos umas fotos de um queijo fresco e de um pão de soro que fiz cá em casa usando a Bimby.

 

Como houve algumas pessoas que me pediram a receita (pronto estou a mentir, foi só uma mas que vale por muitas!!) e por saber que nem toda a gente tem o robot de cozinha em suas casas pedi ajuda ao Cara-Metade para converter as receitas ao modo manual, visto que se eu o tentasse fazer a probabilidade de alguém acabar envenenado era mais do que muita!

 

Se por acaso algum de vocês fizer uma destas receitas depois diga-me como é que ficou e se gostou do resultado final! 

 

Queijo fresco
 
1 lt de leite
100g de leite em pó
1 pitada de sal
50 gotas de coalho líquido
 
 
1. Juntar o leite, leite em pó e sal. Aquecer no lume mínimo a uma temperatura de aprox. 37ºC (quando colocar o dedo não deve sentir frio nem quente).
2. Juntar as 50 gotas de coalho. Envolver bem com uma colher e desligar.
3. Deixar descansar por 2h. Retirar para cestos de queijinho fresco ou coador.
4. Colocar no frigorífico com um recipiente por baixo para recolher o soro que vai sair do queijo.
5. Consumir simples, com ervas, em sandes ou em pratos.
 
 

Queijo Fresco

 

 
Pão de soro
 
330 g soro de queijo, obtido do fabrico do queijo fresco
25 g fermento padeiro fresco (1 cubo, à venda no Pingo Doce/Continente)
q.b. sal
500 g farinha T65
 

0. Pré-aquecer o forno a 200ºC.
1. Levar uma tigela com o soro e o fermento ao microondas para aquecer levemente e misture (uma vez mais, à temperatura do corpo, caso contrário o fermento torna-se inactivo).
2. Colocar a farinha na bancada e fazer um vulcão. No centro, deitar o soro com o fermento bem envolvido e o sal. 
3. Com os dedos indicadores, começar por incorporar a farinha, de fora para dentro, até toda a estanca (vulcão) ser envolvida com a água.
4. Amassar durante 10min e deixar repousar, tapado, num sítio sem correntes de ar para levedar.
5. Cozer a 200ºC até se encontrar dourado (teste: bata no pão como se estivesse a bater a uma porta; o som deverá ser oco).
 

Soro de Queijo

Pão de Soro

 

Andre Rieu: O melhor concerto a que já fui

01.04.19, Triptofano!

O ano passado, pouco antes do Natal, o Cara-Metade comunicou-me excitadíssimo que o Andre Rieu vinha a Portugal. 

 

Como eu nunca tinha ouvido falar de tal pessoa ele explicou-me que quando estudara na Holanda ficara a conhecer este violinista holandês que, juntamente com a sua orquestra sinfónica, levava ao delírio pessoas pelo mundo fora.

 

Quando fui ver o preço dos bilhetes deu-me uma coisinha má porque não eram de todo baratos, especialmente os da zona VIP. 

 

Obviamente que podia ter adquirido ingressos em zonas mais económicas, mas neste tipo de concertos prefiro investir um bocadinho e estar em cima do acontecimento.

 

Com as poupanças em níveis negativos e o concerto a ficar rapidamente esgotado prometi a um desgostoso Cara-Metade que haveria outra oportunidade.

 

No início do ano, já em meados de Janeiro, ao fazer uma das visitas habituais encontro uma extremamente excitada mãe que nos comunica que viu um concerto que a prendeu na televisão por mais de duas horas: o do Andre Rieu.

 

Naquele momento senti que devia ser a única pessoa em Portugal que não estava contaminada pela febre visto que todos os concertos anunciados do senhor esgotavam num abrir e fechar de olhos.

 

Num golpe de sorte, sem antes ter chorado um bocadinho pela quantidade de dinheiro despendido, consegui adquirir três bilhetes para a zona VIP do concerto de ontem, o último duma série de sete antes do violinista voltar a Lisboa em Novembro.

 

E foram dos euros mais bem gastos da minha vida porque posso assegurar sem qualquer reserva que o concerto do Andre Rieu foi o melhor a que já alguma vez fui.

 

Eu dancei, eu chorei, eu ri desalmadamente, eu cantei, bati palmas até me doerem as mãos, sentei-me e levantei-me e sentei-me e voltei-me a levantar em repetidas ovações ao talento que se revelava no palco de um Altice Arena totalmente esgotado, sem um lugarzinho livre que fosse.

 

A música de Andre Rieu arrepia-nos todos os pêlos do nosso corpo ou deixa-nos um formigueiro incessante na pele caso tenhamos optado por fazer depilação definitiva a laser; ela faz com que todas as moléculas do nosso ser vibrem em uníssono enquanto se transformam em melodia molecular e penetra-nos na nossa alma enchendo-a de um transbordante sentimento de alegria.

 

À música de Andre Rieu não lhe interessa de onde somos, quanto dinheiro temos na conta, se a nossa roupa foi comprada num outlet ou numa loja exclusiva da Avenida da Liberdade; ela é uma entidade que não conhece fronteiras, nem limitações ou qualquer tipo de exclusões, unindo tudo e todos numa festa de proporções transcendentais.

 

O concerto de ontem foi mais que um simples concerto.

 

Foi neve e balões, foram tenores e sopranos, foram piadas e frases sérias, foram canções do nosso imaginários e interpretações inimagináveis, foi um autêntico sonho de olhos abertos onde colectivamente todos deliravam na mesma realidade.

 

Andre Rieu e a sua orquestra celebraram a música clássica de uma forma inigualável, mostrando que a música pode ser ao mesmo tempo um arrebatador sentimento e um colossal fogo de artifício!

 

Andre Rieu- Concerto em Lisboa

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Andre Rieu- Concerto em Lisboa

 

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