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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Adeus Pele Cansada!: Jowaé Máscara Mineral Clarificante

25.04.19, Triptofano!

No momento em que recebi na farmácia a Jowaé, uma marca que une o melhor que a França e a Coreia do Sul possuem, fiquei de olho na máscara mineral clarificante, que prometia libertar a minha pele das impurezas, tornando-a mais lisa e sublimada, ao mesmo tempo que a deixava mais clarificada e sem o tom acinzentado de zombie que ela costuma ter, de forma a ficar com uma tez mais uniforme e resplandecente.

 

Adeus Pele Cansada!: Jowaé Máscara Mineral Clarificante

 

As substâncias activas prometiam: luminofenois antioxidantes, chá branco, perlite mineral microesfoliante e extrato de bagas de espinheiro.

O facto de ser um produto isento de parabenos, fenoxientanol, óleo mineral, silicones (voláteis), componentes de origem animal (excluindo produtos apícolas) e corantes sintéticos, aliciou-me.

Quando li que era apropriado para todos os tipos de peles, mesmo as mais sensíveis, fiquei convencido.

 

A máscara mineral clarificante é supostamente fácil de usar. Supostamente!

 

Foi concebida para ser aplicada duas vezes por semana numa camada fina.

 

A textura bálsamo transparente meio espessa que colocamos no rosto tem então que ser activada através de massagem, durante mais ou menos um minuto, sendo que por artes mágicas transforma-se numa mousse branca, subtil e quente.

 

Depois é só deixar actuar durante 30 segundos e retirar-se de seguida com água abundante, tendo sempre o cuidado de evitar o contorno dos olhos. 

 

Minha gente, eu não posso dizer que o produto não seja bom, mas por alguma razão não funcionou comigo.

 

Eu até fui ver o vídeo oficial para ver se não estava a fazer nenhuma asneira, se não tinha que ter a pele húmida ou se devia estar a entoar algum cântico em coreano, mas não, fiz tudo bem e simplesmente não resultou. (mas vá, confesso que não estava tão feliz e entusiasmado como a senhora do vídeo, talvez isso tenha feito alguma diferença)

 

 

Eu esfreguei a pele. Esfreguei durante muito tempo mesmo, bem mais do que um minuto. Eu esfreguei tanto a testa, as bochechas, o queixo, que já me doíam os músculos dos braços! Eu fiz mais exercício naqueles 4 minutos do que costumo fazer a semana toda.

 

E nem uma mousse branca, por mais subtil que fosse.

 

Calor realmente sentia na cara, mas não sei se era do produto ou do facto de estar a esfregar com tanta energia que mais um bocado pegava fogo a mim mesmo.

 

Nada, nadinha, nadicha comparado com a imagem.

 

Se realmente apertasse a pele entre os meus dedos conseguia ver um bocadinho da mousse, mas teoricamente ela é subtil, não invisível certo?

 

Conclusão, quando decidi retirar o produto estava com a pele bem vermelha e desconfortável.

 

Não sei se afinal ele tinha-se activado durante a massagem e como deixei bem mais que 30 segundos acabou por me causar irritação.

 

Não fiquei um monstro, mas foi desconfortável e não aconselho a quem tenha peles realmente sensíveis!

Talvez o problema seja meu, se calhar preciso de esfregar a cara ainda com mais força até ficar com os dedos em sangue, mas honestamente esta máscara mineral clarificante da Jowaé tinha tudo para dar certo e acabou por ser uma grande desilusão!

 

Alguém desse lado já usou este produto?

 

Sou eu que sou um verdadeiro nabo ou realmente a máscara promete mais do que cumpre?

 

Adenda: Voltei a utilizar a máscara mineral clarificante da Jowaé para ter a certeza que não estava a ser injusto com o produto!

 

Pedi a uma testemunha para visualizar todo o processo de forma a não ser rotulado como maluco.

 

Desta vez fez espuma mas porque coloquei uma quantidade astronómica de produto, camada sobre camada, e mesmo assim foi uma quantidade muito pequena.

 

Não senti calor nenhum mas quando passei por água descobri para minha infelicidade que estava com a pele extremamente vermelha e irritada, além de ter ficado com uma valente dor de cabeça. (se calhar devia ter esfregado com menos força!)

 

Conclusão, esta máscara não é definitivamente para a minha cara!

Influencer = Fake?

25.04.19, Triptofano!

Quando alguém pergunta-me se eu tenho ambições em fazer dinheiro com o blog sou tremendamente honesto - sim, tenho, mas sei que realisticamente é muito difícil!

 

Primeiro que tudo, existe imensa gente neste mundo do virtual, a maior parte deles com mais experiência e mais estaleca do que eu alguma vez terei.

 

Em segundo, o facto de ser homem parece que coloca-me em desvantagem, porque pelo que tenho observado o universo dos influencers é maioritariamente constituído por mulheres, pelo menos no que toca aos temas pelos quais eu me interesso.

 

Em terceiro, apesar do virtual ser um canal fantástico de divulgação de tudo e mais alguma coisa, muitas marcas consideram que quem cria conteúdos digitais não merece ser pago dignamente!

 

Se for para comprar espaço publicitário numa revista, aí tudo bem, abrem os cordões à bolsa, mas se for para investir em quem tem um blog ou um canal de Youtube, aí já é o fim do mundo em cuecas.

 

Por fim, apesar de ter visitantes recorrentes pelos quais eu sou muito grato e a quem peço desde já imensa desculpa se por vezes não dou a atenção que merecem, tenho a noção que são um número pequeno (mas bom caraças, vocês são os melhores de todos!!!!) para este espaço ter algum impacto no mundo virtual.

 

Agora o que eu quero que saibam, o que quero que fique aqui escrito para todo o sempre, é que eu não quero nem ambiciono ser um Influencer, quero sim ser um Informador.

 

Isto porque muitas vezes questiono-me se para se ser um influencer não tem que se ser fake

 

Passo a explicar: muitas vezes vejo lançamentos de produtos cosméticos, e quando vou ver as reviews de quem foi assistir tudo é maravilhoso, tudo é fantástico, tudo é excepcional.

 

E eu pergunto-me, será que estas pessoas estão a ser verdadeiras ou simplesmente estão a falar bem porque lhes deram um saco cheio de amostras e um pequeno-almoço servido em pratos de plástico?

 

A mesma coisa com os restaurantes.

 

O mundo dos foodies é relativamente pequeno, e é fácil perceber quando houve um espaço de restauração que convidou pessoas para o visitarem, porque toda a gente começa a falar desse espaço.

 

E não há mal nenhum em as pessoas serem convidadas, mas acho que deve haver honestidade.

 

Não é por alguém ter oferecido um jantar à borla que aquele restaurante passa a ser o melhor da cidade quando na verdade não o é.

 

Se é bom é bom, se não é bom deve-se criticar construtivamente de forma a que as coisas possam evoluir.

 

Por isso é quando leio no perfil de alguém que essa pessoa denomina-se como um influenciador todos os meus pêlos ficam em pé.

 

Porque não consigo deixar de pensar que se essa pessoa for paga por uma marca mesmo que não goste do produto ou que ache que ele não tem qualidade vai dar-lhe visibilidade positiva na mesma!

 

Talvez isto seja um defeito profissional meu, porque enquanto farmacêutico a minha função é informar as pessoas das opções que existem no mercado e das quais, no meu ponto de vista, eu considero mais vantajosas para cada situação.

 

Não vendo só por vender.

 

Na realidade já deixei de fazer vendas porque não achava que certo produto fosse o indicado para uma pessoa mesmo ela querendo-o. E já vendi coisas que não queria porque a pessoa bateu o pé e aí tenho de respeitar a vontade do cliente (estou a falar de produtos de venda livre claro!)

 

Quando falo de um produto de cosmética no blog digo a minha verdade acerca dele - a minha verdade porque o que é bom para mim pode não ser para os outros e vice-versa.

 

Infelizmente, não tenho capacidade para testar em mim todos, mas se digo que algo é bom é porque o experimentei, ou conheço alguém que usou e adorou, ou porque toda a informação relativamente ao produto dá-me garantias que estou diante de algo com qualidade.

 

O meu objectivo final quando dou a conhecer algo não é influenciar ninguém a comprar A ou B, a ir comer a C ou D.

 

O que eu pretendo é informar, é dar a capacidade de alguém escolher de uma forma mais consciente e menos impulsiva.

 

Acho que o pior que poderia acontecer era um dia perder o respeito de alguém que me seguisse só porque tinha recebido alguns euros para promover algo em que eu não acreditasse.

 

Gostava sim de um dia fazer dinheiro com este blog, mas não quero ser nem um fake nem um prostituto virtual!