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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Afinal para que é que serve a Água Termal?

10.04.19, Triptofano!

Ainda existem muitos clientes que quando lhes falo de água termal acham que eu estou a tentar vender-lhes uma versão mais glamourosa da água da torneira, já me tendo chegado a dizer que para borrifar água para a rosto compravam uma garrafa de 12 cêntimos no supermercado e despejavam directamente para a cara.

 

Água Termal

 

O que torna a água termal diferente é o facto de ser uma água rica em minerais e oligoelementos, que é um nome chique para microminerais, como por exemplo o zinco, o manganês, o cálcio e o silício, entre outros!

 

Esta água vai ter propriedades hidratantes, calmantes e suavizantes, e graças ao seu teor mineral vai reforçar a barreira cutânea, deixando a nossa pele mais protegida de agentes externos menos simpáticos.

 

Primeiro que tudo precisam de saber que não há idade mínima nem máxima para se usar esta água.

 

Bebés, mulheres grávidas, qualquer pessoa pode utilizar, as vezes por dia que quiser, nas zonas do corpo que bem entender, genitália incluída!

 

Casos específicos em que é benéfico ter uma água termal à mão!

 

Idas à praia ou viagens para sítios onde uma pessoa literalmente derrete.

 

É borrifar constantemente para hidratar a pele e obter-se uma sensação refrescante.

 

Em caso extremo também podem sprayzar para dentro da boca caso estejam a morrer de sede, mas eu aconselhava mais uma garrafinha de água!

 

Irritações ou vermelhidões, seja no rosto ou em qualquer outra zona do corpo, escaldões no rabiosque incluídos.

 

A água termal ao ter uma acção calmante e suavizante vai imediatamente diminuir as irritações, sendo que é fantástica para quem sofre de rosácea, já que faz com que a pessoa não sinta que está com a pele em chamas.

 

Ainda relativamente às irritações e vermelhidões, se tiverem uma criança pequena e ela estiver toda assada usem e abusem na água termal, ajuda bastante.

 

E quem diz crianças diz adultos, mas falo sempre dos mais pequenos porque os pais por vezes desconhecem a utilização desta água.

 

Homens que façam a barba e fiquem sempre com a pele irritada e sensibilizada.

 

Água termal para cima, já que vai ajudar a dar conforto e a reparar a barreira cutânea.

 

Senhoras e senhores que façam a depilação, com gillette, cera ou laser, quantidades industriais de água termal na vossa pele e vão ver como ela agradece.

 

Quando encontro um utente que está com a pele extremamente sensibilizada costumo também aconselhar a que deixe de usar o seu produto de limpeza habitual e faça a limpeza com a água termal.

 

Basta borrifar no rosto e depois passar um disco de algodão de forma muito suave.

 

Obviamente que a limpeza não é tão profunda e não vai agir como desmaquilhante, mas em casos mais severos é preferível usar a água termal do que a pessoa agredir ainda mais a pele com certos químicos presentes nos produtos de limpeza correntes.

 

Picadas de insecto que fazem uma pessoa ficar louca de tanta comichão!

 

Uma borrifadela desta água e o prurido acalma bastante, dando um merecido alívio.

 

E por fim uma dica que muitos não sabem, mas se usarem maquilhagem e ela não aguentar até ao fim do dia por mais rezas que façam, a água termal vai ser a vossa melhor amiga.

 

Basta uma ou duas borrifadelas depois de se maquilharem e vão conseguir uma ajuda preciosa para manter tudo no lugar!

 

Como escolher a melhor água termal?

 

A verdade é que existe imensa oferta no mercado só que nem tudo é igual.

 

Por isso além de verem o preço por litro vão ter de se armar em detectives e verificar a quantidade mineral por litro de produto.

 

Se a concentração for entre os 0,2 e os 0,7 g/l esqueçam, basicamente estão a comprar água da torneira.

 

Se os valores estiverem a rondar os 35g/l então é porque se enganaram e compraram água do mar, que é boa mas para limpar as fossas nasais!

 

Uma boa água termal ronda os 11g/l, mas obviamente que se encontrarem uma muito mais barata que tenho menos uma gramita não é por isso que o mundo acaba.

 

Já conheciam as aplicações da água termal? Quem é que já usou e que feedback é que tem do produto? 

A razão de não conseguir deitar coisas fora!

10.04.19, Triptofano!

Sei que andamos numa fase em que toda a gente está empenhada em ter o mínimo de coisas materiais de forma a supostamente ter também o mínimo de ruído que afecte a harmonia da sua vida.

 

Há quem passe por destralhamentos gigantes, revirando a casa de uma ponta à outra, deitando fora o que já não presta e doando aquilo que ainda possa ser de utilidade a terceiros.

 

Existe quem tenha optado pelo estilo minimalista nas suas casas, que basicamente assemelha-se a um cenário pós-assalto mas onde os ladrões foram simpáticos suficientes para deixarem o sofá e a televisão.

 

É verdade que passam a haver muito menos coisas para uma pessoa limpar o pó mas dá-me arrepios só de pensar que teria de começar a viver com um armário cápsula, só com trinta e pouca peças de roupa.

 

Como só em cuecas tenho mais de trinta e não prescindo de usar um par limpo todos os dias e também não estou para chegar a casa e lavar as ditas cujas à mão, seria daquelas pessoas que andaria pela rua só de roupa interior, sujeito a apanhar uma pneumonia e a provocar algum enfarte do miocárdio a uma velhinha com mais secura vaginal!

 

Depois há a loucura pela Marie Kondo.

 

Eu juro que não percebo esta onda de fanatismo por uma mulher que tem orgasmos a dobrar os soutiens.

 

Algo me diz que parte de admiração passa por ela ser uma asiática pequenina toda com ar de boneca. Se fosse uma matrafona da zona de Chelas duvido que a popularidade fosse a mesma.

 

De qualquer das formas ontem tentei voltar a ver um episódio da Marie.

 

Dez minutos depois já dormia babando-me compulsivamente.

 

Sejamos honestos, se eu fosse para fechar os olhos e fazer uma reza de agradecimento à minha casa seria no caso de ela se limpar a si própria, não por me dar abrigo ou protecção ou coisa que o valha, e como ela é e será sempre uma badalhoca não há cá reza para ninguém!

 

Eu sou aquela pessoa que tem muita dificuldade em deitar coisas fora!

 

Obviamente que não chego ao extremo de acumular latas de salsichas, nem recibos do supermercado de 2012, ou mesmo fazer uma colecção de bolas de cotão que apanho nos cantos da minha casa. (se a badalhoca se limpasse a ela própria já não me precisava de dobrar!)

 

Mas roupa, brinquedos, livros ou outros objectos menos descartáveis simplesmente não consigo mandar para o lixo ou sequer dar a quem possa precisar deles.

 

Eu tenho perfeita noção que não vou usar muitas das coisas que tenho. Sei que provavelmente vou passar anos sem olhar para elas.

 

Mas todas essas coisas são memórias, são pedaços de uma existência que se eu deitar fora vou deixar de ter acesso, porque apesar do nosso cérebro ser espantoso se ele não tiver algo que espolete a recordação ela provavelmente irá ficar perdida na nossa rede neuronal para sempre.

 

Neste fim-de-semana tive de ir à arrecadação da casa dos meus pais procurar um livro, e quando dei por ela estava a remexer nuns brinquedos de quando era pequeno, coisas velhas e sem valor monetário que há muito podiam ter ido para o lixo.

 

Mas pegar naqueles bocados de nada fez-me voltar à minha infância, inundou-me de um sentimento de alegria e paz e despreocupação que de outra forma não teria.

 

Cada objecto tem uma história muito própria, algumas são boas outras nem tanto, e faz-me recordar uma pessoa, uma situação, uma parte de mim mesmo, e não consigo evitar de tirar alguns minutos para pensar quem eu era na altura que aquele objecto fazia parte activa da minha vida, o que fiz de certo e o que fiz de errado, o que eu esperava do mundo e o que ele me deu até agora.

 

É basicamente um momento de reflexão e introspecção sempre que dou de caras com algo que já podia estar perfeitamente no lixo ou a ser utilizado por outra pessoa.

 

Lembro-me que da primeira vez que preparei um antibiótico na farmácia senti que aquele cheiro era estranhamente familiar.

 

Em conversa com a minha mãe ela disse-me que quando era muito pequeno andava sempre a tomar antibiótico, e o cheiro, para minha surpresa, ficou para sempre registado no meu cérebro.

 

É o mesmo com os objectos.

 

Eles ficam registados para sempre na minha matéria cinzenta. Eles são pedaços de quem eu fui. Encerram momentos que só eles podem abrir, que  de outra forma ficarão perdidos para sempre no turbilhão de sinapses que ocorre dentro do nosso crânio.

 

Não consigo deitar coisas fora porque sinto que estou a perder irremediavelmente parte do meu passado.

 

E apesar de termos de viver no presente focados no futuro, uma pessoa só pode ambicionar crescer se tiver noção do seu passado e aprender com ele, evitando obviamente viver sufocado em recordações.

 

Mais algum de vocês identifica-se com esta minha forma de pensar? Conseguem viver de uma forma mais simplista, por assim dizer, ou também são muito apegados aos vossos bens materiais?