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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

08.04.19, Triptofano!

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

 

Amigos do Triptofano,

 

Hoje é o Cara-Metade que vos escreve, a pedido do Trip, sobre o fantástico Workshop de cozinha Peruana em que estive, no restaurante “Segundo Muelle”, ali junto ao Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré.

 

Visitámos este restaurante, pela primeira vez, há alguns meses atrás com uns amigos nossos e rapidamente nos apaixonámos pela carta harmoniosa e, sem dúvida, com muito Peru no coração.

 

Nada de imitações, nada de transformação do conceito e aculturação aos sabores Portugueses e, acima de tudo, nada de amadorismo.

 

Tudo na justa medida do que se pretende.

 

Nesse dia, de entre várias coisas provadas, destacaram-se o Cebiche Norteño, o Cebiche Nikkei e o Risotto de Quinoa com Lomo saltado (que é estratosfericamente delicioso), tudo isto acompanhado com um refrescante Pisco Sour.

 

O Segundo Muelle entrou-me, imediatamente na lista subconsciente de restaurantes sólidos, confortáveis e de destaque, ainda mais tendo descoberto que – apesar de fazer parte de um franchising internacional – é gerido em Portugal pelo grupo “Portugália”, o que só ajudou ao reforço da minha confiança.

 

Claro está que no primeiro dia em que anunciam um Workshop temático de Cozinha Peruana, no restaurante, com o Chef Sebastian Zapata, criador do referido Risotto, nada me importei de pagar para ir aprender a fazer alguns dos seus pratos mais tradicionais.

 

Incluíam-se no Workshop o Cebiche Norteño que já tinha provado, o Tártaro de Salmão, que não provei na minha visita ao restaurante, o cocktail Pisco Sour e, apesar de não o termos aprendido a fazer, o Risotto de Quinoa com Lomo saltado, ele fazia parte do jantar que haveria de seguir o Workshop onde iríamos provar as iguarias aprendêramos a confeccionar!

 

Expectativas ao alto, agenda desmarcada para ir ao Workshop, caderno e caneta debaixo do braço (já que tinha sido avisado que as receitas devia apontá-las eu) e… o Workshop foi desmarcado.

 

Pedidos de desculpas, reembolso do dinheiro e todas as ilusões foram por água abaixo.

 

Até ao momento em que recebo de novo o e-mail de convite para a segunda edição do Workshop, cortesia do Segundo Muelle.

 

Cá vos digo: parecia um menino à espera do dia de Natal para abrir as prendas!

 

Desta vez ia mesmo acontecer.

 

Chegados ao restaurante, a sua configuração estava alterada com um rol de mesas todas juntas no centro, com estações de trabalho criadas, onde se encontravam já os ingredientes necessários para o workshop e todos os instrumentos para os preparar.

 

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha PeruanaSegundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

 

O Chef Zapata começou o Workshop pela explicação e execução do Pisco Sour que, em grupos de 2, fomos reproduzindo (e que nos acompanhou sempre na duração do Workshop).

 

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

 

E a condução do workshop foi sempre muito dinâmica: o Chef ia organizando concursos e atribuindo prémios simbólicos à medida que os grupos iam fazendo as receitas.

 

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

 

Seguiu-se o Cebiche Norteño e o Tártaro de Salmão.

 

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

 

No fim, e acabado o Workshop, tivemos oportunidade de degustar os pratos que preparámos e ainda de experimentar os Risottos de Quinoa com Lomo saltado e o Risotto de Quinoa de vegetais, igualmente delicioso, onde os segredos do Risotto foram partilhados.

 

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

 

E quanto a segredos vos digo: assim é que deve ser.

 

Não tira o mérito ao restaurante quando partilha a receita de um dos seus pratos mas, antes, só gera confiança no seu cliente, fideliza-o e se algum dia o cliente fizer a receita só o torna mais especial na mente deste, já que a receita que está a confeccionar é do restaurante que ele gosta.

 

Para a mesa, no fim, veio uma degustação das três sobremesas mais icónicas do Segundo Muelle: mousse de lucuma, três leches e suspiro a la Limeña.

 

Segundo Muelle: Workshop de Cozinha Peruana

 

Na memória fica um Workshop bem preparado, bem conduzido e que correspondeu exactamente às expectativas que tinha.

 

Até outro dia! 😉

 

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5 Formas de Saber que o Romantismo Morreu na Relação

08.04.19, Triptofano!

Antes de mais tenho que dizer que o fim do romantismo numa relação não implica a morte da mesma.

 

Este post simplesmente serve para perceberem se ainda se encontram na fase de lua-de-mel, onde a paixão é desmedida e só existem borboletas azuis a esvoaçar dentro do vosso estômago que podem bem ser as causadoras daquele refluxo matinal, ou se já avançaram para um estadio de amor mais consolidado e seguro, em que já podem ser autenticamente vocês mesmos sem medo de levarem uma tampa.

 

Porém devo acrescentar que nunca devemos dar ninguém por garantido, por isso de vez em quando um gesto romântico surpreendente, mesmo que estejam juntos há 48 anos, fica sempre bem e garante-vos um parceiro sorridente ao fim do dia!

 

1 - Já não existem mensagens fofinhas

 

Uma boa forma de avaliarem se a vossa relação ainda está a passar a fase do romance é analisarem as mensagens que recebem.

 

No início tudo é escrito com diminutivos muitas vezes utilizando referências alimentares.

 

Meu amorzinho. Minha queridinha. Meu favinho de mel fofinho. Minha marmeladizinha apta para diabéticas que eu quero muito muito.

 

Também os vossos defeitos são enaltecidos de forma a parecerem a melhor coisa do mundo.

 

Minha lindinha, adorei que esfregasses em mim logo de manhã esse teu pé áspero para eu acordar sorridente para o mundo.

 

Meu tesourinho, como é bom sentir o teu hálito a cebola sempre que me beijas. É a melhor fragrância que alguma vez inundou os meus seios peri-nasais.

 

Com o tempo os diminutivos vão desaparecendo, os vossos defeitos são vistos como defeitos e acontece algo de extraordinário, vocês mudam de identidade.

 

As mulheres podem chamar-se de Susana ou Bernardete mas a certo ponto passam a ser todas as Marias, enquanto que os homens são os Manéis, mesmo que antes respondessem pelo nome de Ricardo ou Antunino.

 

Ó Maria, hoje vou chegar tarde para jantar. Vê lá se passas na farmácia a comprar betadine que fiquei todo arranhado por causa dos sachos do teu pé.

 

Bom dia Manel. Deixei rolo de carne no frigorífico. Não te esqueças de dar comida ao gato. Não comas nada com picante que esses hemorróidas estão a começar a ficar assanhadas outra vez.

 

2 - Uma pessoa já não dá tudo por tudo no sexo

 

Quando a fase do romantismo está no seu pleno o sexo é um momento fantástico, incrível, maravilhoso, extasiante.

 

Não quer dizer que depois já não seja, que sexo é sempre bom, mas a intensidade diminui um bocadinho e certos rituais desaparecem.

 

Por exemplo, aquela história de uma pessoa sentar-se no colo da outra enquanto está a ser penetrada e a olhar bem no fundo dos olhos enquanto diz algo extremamente diabético deixa de acontecer.

 

Muitas vezes o pessoal está cansado dum dia de trabalho exaustivo, ainda por cima depois de ter tido de cuidar dos filhos, por isso se o sexo puder ser feito com o mínimo de movimento todos agradecem, sendo que as únicas palavras que são pronunciadas durante o acto acabam por ser amooooor, vê lá se te despachas está bem?

 

Também a preparação para o sexo tende a diminuir drasticamente.

 

Onde antes não havia um sequer pêlo púbico fora do sítio começa a existir todo uma área arborizada passível de ser detentora de um ecossistema complexo.

 

A roupa interior sexy escolhida a dedo para ser tirada com os dentes é substituída por umas meias largueironas do Snoopy que permanecem durante o acto, porque está frio e uma pessoa não pode ficar constipada.

 

3 - Desaparecimento da Fase Lapa

 

Na fase romântica os casais são autênticas lapas.

 

Por mais desconfortável que seja é vê-los a dormir juntinhos na cama, em conchinha, um com o braço debaixo do corpo do outro mesmo que para isso acorde com ele dormente acabando por duvidar se não terá sido alvo de uma amputação.

 

É estarem no sofá aninhados a ver um filme, trocando carícias, mesmo que na realidade cada um quisesse estar no seu canto a fazer amor com um balde de pipocas.

 

É irem para o banho juntos, estarem aos beijos lânguidos debaixo do chuveiro, e esfregarem as costas uns dos outros.

 

Quando o romantismo desaparece subitamente a cama também passa por um misterioso processo de encolhimento.

 

Se antes era demasiado grande e o casal dormia em cima praticamente um do outro agora passa a ser muito pequena, com cada um na sua ponta, puxando os cobertores furiosamente para si e criando-se discussões porque a perna de alguém passou a fronteira imaginária do meio do colchão e entrou na zona do outro.

 

No sofá cada um fica no seu canto, aceitando que as pipocas são melhores que ter a cabeça da outra pessoa a pressionar-lhe a barriga, e a única interacção é quando um se inclina na direcção do outro para mostrar o vídeo de um gato alcoolizado que lhe apareceu no mural do facebook.

 

Se por acaso não conseguem lavar as vossas costas sozinhos então desculpem dizer mas quando o romantismo morrer estão completamente lixados.

 

Já ninguém toma banho junto e se por acaso o tentarem fazer vão passar metade do tempo a reclamar ou que a água está muito quente, ou que a água está muito fria, ou que ficaram com shampoo nos olhos ou que o rabo da outra pessoa está espetado na vossa anca. 

 

4 - O último bocado já não é guardado

 

Estão a ver aquela última bolacha de chocolate que o vosso amor vos guardou com todo o carinho, bem fechada no pacote para não ficar mole?

 

Aquela fatia de pão que ele não comeu só para poderem acordar e ter um pequeno almoço incrível?

 

Quando encomendam pizza e ele apesar de estar a morrer de fome garante-vos que está cheio só para vocês enfardarem mais uma fatia?

 

Quando o romantismo acabar podem esperar um bilhete no armário para comprarem mais bolachas, talvez tenham a sorte de encontrar uma fatia de pão mas de certeza que o pacote de manteiga vai estar vazio e contem com discussões onde o assunto principal será eu comi quatro fatias mas as tuas três eram bastante maiores por isso eu tenho direito à última!!!

 

Se querem evitar dramas alimentares simplesmente comecem a comprar o dobro dos géneros alimentícios ou passem a esconder comida num lugar secreto!

 

5 - O festival do peido

 

No início duma relação todos sabemos que ninguém se peida.

 

Mesmo que uma pessoa seja intolerante à laranja e tenham-lhe servido um sumo sem polpa da marca mais barata que exista vai estar ali firme e hirta, contraindo o esfíncter e evitando que qualquer mínimo som ou odor saia para o mundo exterior.

 

O romantismo desaparece de forma proporcional ao à-vontade que uma pessoa ganha em largar um mal-cheiroso ao pé do seu amado.

 

Se no início o peido ainda é acompanhado por um DESCULPAAAA, ou por um sorrisinho tímido, com a progressão do tempo a libertação anal é feita descaradamente, sendo que muitas vezes a pessoa até se dá ao luxo de levantar a pernoca para dar a entender que vai sair bomba.

 

Mas o pior de tudo, aquele momento em que sabemos que já não há romantismo que consiga sobreviver, é quando se inicia um festival de peidos. 

 

Pode ser na cama, no sofá ou até no carro, mas basicamente este evento consiste em cada um peidar-se de forma mais dramática do que o anterior, sendo que numa versão mais hardcore o objectivo é ver quem sufoca o outro primeiro, bloqueando os vidros do carro ou mantendo a cabeça do parceiro debaixo dos cobertores, de forma a permitir uma maior inalação da doce fragrância da paixão!