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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Vestir o Pijama Diminui a Produtividade?

15.03.19, Triptofano!

Não sei se este fenómeno da ciência só acontece a mim mas já consegui relacionar o acto de vestir o pijama com uma diminuição drástica da produtividade.

 

Eu posso estar no meu trabalho a 100 à hora, cheio de energia, com a pica toda como se tivesse bebida 4 cafés e duas latas de Red Bull; posso vir para casa com a música no máximo, sem um pingo de cansaço, com vontade de arrumar a casa de uma ponta à outra, mas se calho a mudar a roupa de roupa e vestir o pijama acabou-se tudo.

 

Assim, de um momento para o outro, sem explicação aparente.

 

Parece que exista um endorfina que é libertada directamente para a minha corrente sanguínea que me deixa mais preguiçoso, com vontade de aninhar no sofá a ver Netflix com um olho fechado e outro aberto, ignorando perigosamente a camada de três centímetros de pó que se acumula em cima da Box e que eu jurei para mim mesmo que ia limpar a semana passada.

 

Claro que este súbito estado de morte para a vida com uma drástica diminuição da actividade cerebral podia dever-se ao ambiente caseiro.

 

Talvez fosse a luz bordeliana que instalei no candeeiro de casa e lhe dá um ar de Red Light District e me causas espasmos lânguidos em cima do sofá que teima em descascar como se fosse uma sessentona que abusou do solário.

 

Poderia ser o cheiro de ambientador que é um misto de limão com estofo de carro que comprei numa loja indiana e que garante que é infalível para atrair dinheiro apesar de tudo o que me deu até agora foi uma espécie de eczema húmido entre os dedos da mão esquerda.

 

Ponderei mesmo se o quadro da rosa, feito por uma artista de pouco renome que insiste que é a última bolacha do pacote, não me estaria a transmitir vibrações fetais, relembrando-me a tranquilidade do útero, já que a minha mãe continua a garantir que a suposta rosa não é mais que uma vagina e os estames são pintelhos provavelmente já com falta de queratina visto que tem uma aparência indomável.

 

Mas não, o problema é mesmo o pijama.

 

Já fiz a experiência de chegar a casa e não mudar de roupa e todo eu parecia uma pessoa diferente.

 

Super produtivo, a fazer coisas que estavam em lista de espera à imenso tempo, parecia que nem tinha passado oito horas extenuantes no trabalho.

 

Só que assim que experimentei vestir o pijama - puffff - a energia desapareceu mais rápido do que uma nota de cinco euros perdida no chão do metropolitano de Lisboa.

 

É só a mim que acontece este fenómeno?

 

É que se não for vou começar seriamente a pensar em criar uma roupa de dormir impregnada com extracto de ginseng e guaraná, que é para ver se uma pessoa pode andar confortável em casa sem automaticamente morrer para a vida!

 

Mulher: O Eterno Objecto

14.03.19, Triptofano!

"O entregar a mulher no dia do casamento não é mais do que uma espécie de escritura imobiliária, onde um homem transfere a autoridade e propriedade a outro homem."

 

O Filipe, o Canequiano mais simpático aqui das redondezas, convidou-me, com direito a carta-branca, a criar um texto para figurar no seu blog, Caneca de Letras.

 

Como o tema da actualidade é relativo à postura da mulher e como esta influencia o seu papel na sociedade, decidi escrever um pouco acerca do casamento.

 

Se tiverem curiosidade basta irem aqui, e deixarem a vossa opinião sobre o assunto!

Em Ponto Maria: Cócegas

14.03.19, Triptofano!

Quando surgiu a ideia de se falar no Em Ponto Maria sobre cócegas fiquei um bocadinho à toa, porque só me conseguia lembrar de duas situações relacionadas com o tema.

 

A primeira é a minha extrema sensibilidade a nível do peito.

 

Se alguém tentar dar-me uma beijoca naquela área começo a rir descontroladamente.

 

É que nem é preciso haver toque, basta uma tentativa de aproximação para eu começar a rir feito tontinho com a antecipação das cócegas.

 

Obviamente que num engate este não é o talento que nos dá mais jeito revelar.

 

Colocar a perna atrás da cabeça, fazer a espargata ou mesmo recitar os Lusíadas são tudo coisas que podem levar à loucura a pessoa que estamos a tentar seduzir, agora gargalhar na cara dela durante um momento mais físico pode ser um ligeiro corta-tesão.

 

A segunda é a minha ainda mais extrema sensibilidade após o orgasmo.

 

Provavelmente eu deveria ir para o Guiness como o homem que mais rapidamente entra no período refractário após a ejaculação.

 

É que nem beijinhos no peito, nem na boca, nem em lado nenhum, nem sequer passarem-me a mão pelo pêlo - após o orgasmo eu quero ficar quietinho preferencialmente de olhos fechados a repousar, porque os meus receptores nervosos estão tão sensíveis que até uma simples aragem proveniente de uma respiração mais profunda causa-me um ataque de cócegas descomunal.

 

Por isso é que para mim o sexo sempre foi uma corrida onde eu queria que a outra pessoa ganhasse, porque se cortasse a meta primeiro não ia cá haver medalha de prata para ninguém, e é incrível como é que há pessoas que ficam chateadas por não lhes darmos apoio para terminarem a prova!

 

Assim sendo tive de fazer alguma pesquisa para poder falar mais aprofundadamente sobre o assunto Cócegas, e essa pesquisa consistiu em ir ver pornografia.

 

Vi homens a fazer cócegas a mulheres, mulheres a homens, homens a outros homens, pessoas a usarem as mãos, penas, garfos e descobri que as escovas eléctricas afinal não servem apenas para lavar os dentes, mas são fantásticas para uma tortura de cócegas quando aplicadas em alta velocidade nos pés.

 

Uso a palavra tortura porque na realidade este fetiche das cócegas é mais do que uma brincadeira sorridente, é algo que para mim entra na categoria do BDSM (bondage, domination, sado, maso).

 

Se por acaso tiverem interesse em espreitar alguns dos vídeos a primeira coisa que vão reparar é que normalmente quem recebe as cócegas está sempre amarrado à mercê do torturador, que faz cócegas onde quer, com a intensidade que lhe apetecer e usando os objectos que bem entender.

 

Lembram-se de quando alguém vos pegava num pé e fazia cócegas furiosamente sem o largar e vocês contorciam-se todos?

 

A sensação provocava ondas de riso mas o vosso cérebro atingia uma ténue fronteira entre prazer, dor e desespero. 

 

E há quem se excite com esta fronteira, com esta sensação de que está descontroladamente controlado por outra pessoa, com esta vibração que nos faz esbugalhar os olhos, rir até nos fazer doer o estômago e tentar fugir quando sabemos que não há forma de ir a lado nenhum.

 

E do outro lado, a pessoa que faz as cócegas, também retira prazer do acto porque sabe que ela é que está no comando, sabe que é ela quem decide se vai dar prazer ou não à outra pessoa.

 

Acaba por ser uma relação simbiótica entre escravo e mestre, entre dominador e submisso, onde ambos ficam satisfeitos pela posição em que se encontram.

 

As cócegas não são muito diferentes de levar palmadas ou um belo castigo com o cinto: em todos os casos o objectivo é chegar àquele ponto em que a dor se transforma em prazer e o prazer se confunde com a dor fazendo com que o nosso cérebro entre em loop com a excitação, só que no caso das cócegas a probabilidade de ter de se usar um bepanthene plus depois de cada sessão é muito mais diminuta.

 

Em Ponto Maria"A coisa andou a cozinhar e eis que atingimos o ponto!!! Quinta-feira quente. Quentinha. A escaldar! A Maria chegou para tornar este dia banal da semana no dia mais ansiado por vós. Conjuntamente com a dESarrumada tivemos a ideia de lançar uma rubrica semanal que vai abordar temas da actualidade que são completamente aleatórios e imprescindíveis ao mesmo tempo. Fiquem por aí e percam-se nos nossos devaneios."

Síndrome António Variações

13.03.19, Triptofano!

Lembram-se daquela música do António Variações onde ele diz

 

Estou bem
Aonde não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou

 

Se há coisa que eu tento mudar na minha maneira de ser é este Síndrome António Variações que me persegue há mais de uma década, coincidente com a minha entrada na vida adulta.

 

Na realidade não é que eu seja um eterno insatisfeito, não dando valor aos locais onde vou ou às coisas que faço, mas sinto que não tiro total partido delas porque não consigo viver única e simplesmente no momento presente.

 

Ou seja, se eu estou por exemplo a ver um filme, ou a dar um passeio, em vez de focar toda a minha atenção no aqui e no agora, o meu cérebro começa a pensar no que é que tenho de fazer no futuro a curto prazo.

 

Imaginem que estou a assistir a uma peça de teatro depois de jantar, o meu cérebro começa logo em ebulição porque ela não pode acabar muito tarde porque ainda tenho que fazer A, B e C antes de ir para a cama, e depois se não durmo o suficiente já não consigo fazer D, E e F em condições no dia a seguir, e por aí adiante.

 

E isto é uma bola de neve, porque sempre que começo algo o meu cérebro avisa que não posso estar a perder muito tempo ou a permitir-me simplesmente ter prazer com uma tarefa porque há mais cinquenta e oito mil coisas que devia fazer depois, mesmo que incrivelmente nunca as chegue sequer a começar, o que não impede que me sinta angustiado por ficar a olhar para o ar em vez de estar a despachar serviço.

 

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

 

Mesmo agora estou a escrever este post e a olhar para o relógio.

 

Porque tenho na minha cabeça que preciso de escrever mais um texto antes de X horas, já que depois preciso de ir à piscina, e de seguida comprar vegetais para casa para finalmente ir para o trabalho......e não consigo parar. 

 

Parece que cada actividade que faço é em piloto automático e estou sempre a sentir a pressão do que vem depois.

 

Porque eu compreendo que há horários, que há planificações, que temos de ser minimamente regrados, mas o que eu queria era naquele momento em que faço algo libertar-me do meu cérebro e viver apenas o presente.

 

Imbuir-me de todas as sensações do agora em vez de estar constantemente a tentar alcançar o depois.

 

 

Um brownie muy caliente

12.03.19, Triptofano!

Na zona de Sintra, a pastelaria Tulipa Dourada é certamente uma das mais criativas, estando sempre a pensar em novos produtos que consigam surpreender e deliciar os clientes.

 

Há mais de um ano atrás falei aqui sobre a minha experiência com o Bubble Waffle, e desde então que tem surgido algumas novidades.

 

A que eu tinha mais interesse em experimentar era o brownie muy caliente, que consiste num brownie com uma bola de gelado sobre o qual é derramado chocolate quente a ferver, sendo que o brownie vem num pequeno tabuleiro que também ele está a uma temperatura elevadíssima.

 

Ora o contacto do chocolate quente com o tabuleiro faz um efeito borbulhante muito engraçado, sendo que não convém estar com a cara enfiada no acontecimento por causa do perigo de salpicos, só que o problema é que aos 160ºC o açúcar transforma-se em caramelo e como a temperatura do tabuleiro está mais elevada e não arrefece de um momento para outro acaba-se por ficar com uma bela quantidade de matéria queimada à nossa frente.

 

Claro que uma pessoa pode evitar comer a parte queimada, só que cada vez que eu ia dar uma garfada e sentia aquele cheiro tão característico de algo que ficou no forno mais tempo do que era suposto ficava meio nauseado, e acreditem ninguém quer ficar com náuseas quando come uma sobremesa.

 

É que o brownie era bom, o gelado de framboesa que escolhi para combinar era óptimo, o chocolate quente a cobrir tudo fazia uma pessoa salivar, só que é o típico caso de uma boa ideia com uma péssima concretização.

 

Quando no fim dei o meu feedback ao dono do estabelecimento e ele disse-me que sim, era normal haver quem gostasse do sabor a queimado e quem não o tolerasse, mas que pronto, não havia outra forma de fazer a sobremesa, percebi que não valia a pena gastar o meu latim.

 

No momento em que alguém nos diz que é aceitável servir um prato esturricado a um cliente porque há um grupo de pessoas que até acha piada ao sabor percebemos que se calhar nós é que somos demasiado picuinhas por ambicionarmos algo que não nos faça ficar enjoados, já para nem falar que talvez não queiramos ingerir compostos potencialmente cancerígenos.

 

Por isso já sabem, se não se quiserem queimar, não se aproximem muito do brownie muy caliente!

 

Tulipa Dourada - Brownie muy caliente

 

Tulipa Dourada - Brownie muy caliente

 

Quem quer casar com o meu filho?

11.03.19, Triptofano!

O Dia Internacional da Mulher acabou de ser celebrado, com pedidos para não se darem flores mas sim segurança, justiça e igualdade de oportunidades, e eis que surge um programa que mostra que muitas vezes são as mulheres as suas piores inimigas.

 

Quem quer casar com o meu filho? aproveita a onda de desespero colectivo que metade da população parece estar a viver.

 

Toda a gente quer encontrar a sua cara-metade o mais depressa possível, já que é impensável aos 20 anos uma pessoa ainda estar solteira por isso a melhor solução é inscrever-se num programa de televisão.

 

Podia falar sobre como é que este tipo de exposição pode ser nefasta para a auto-confiança dos concorrentes, ou da ironia que é toda a gente querer uma pessoa sincera, respeitosa, aventureira e dedicada mas num corpo de Top Model e com um rosto esculpido pelos deuses.

 

Mas o que me choca é a forma como é que há mulheres que conseguem rebaixar outras mulheres a níveis negativos.

 

Para quem não viu o programa, basicamente consiste numa mãe que quer encontrar a melhor pretendente para o seu filho, então os dois estão numa sala toda muito chique e vão recebendo candidatas que por alguma razão desconhecida vem vestidas como se fossem para os Globos de Ouro.

 

A certa altura questionei-me a mim próprio se as candidatas estavam à procura do amor ou se teriam-se inscrito para uma entrevista de emprego para serem empregadas domésticas.

 

Quando a mãezinha fica desapontada porque a futura-pseudo nora não sabe cozinhar e o seu filhinho é de muito alimento e alguém vai ter de cozinhar para ele sabemos que se calhar precisamos de um Dia Internacional da Mulher por semana.

 

Eu compreendo que muitas mulheres mais velhas foram educadas na cultura machista de que o homem fica sentado a ver a bola e a coçar os tomates e elas tem que ser as escravas do lar sempre com um sorriso no rosto, mas isso não significa que tenham de passar esses valores deturpados para os filhos.

 

Se o filhinho do coração é de muito alimento ele que aprenda a cozinhar ou se não tiver jeito para a coisa que vá ao supermercado comprar comida já feita.

 

Agora não fiquem com um ar de enjoadas quando outra representante do sexo feminino afirma que nunca lhe deu para passar horas encafuadas numa cozinha.

 

Uma mulher não é menos mulher por não ter pachorra para andar a limpar a casa de alto a baixo, tal como um homem não é menos homem por arregaçar as mangas e limpar os azulejos da casa-de-banho.

 

O que também me deixou assim meio aparvalhado foi quando uma das concorrentes disse que o seu sonho era o que devia ser o sonho de qualquer mulher: constituir família.

 

Se alguém sonha em casar e ter filhos tudo bem, respeito e dou a maior das forças.

 

Agora não venham é dizer que esse devia ser o propósito de todas as mulheres.

 

Pode ser um atentado aos bons costumes da nossa sociedade, mas ouso dizer que uma mulher só por ter ovários e um útero não significa que tenha de obrigatoriamente ser mãe.

 

Uma mulher pode não querer ter filhos.

 

Pode não querer casar.

 

Pode querer viver sozinha de forma independente e não dar justificações a ninguém da sua vida.

 

Uma mulher pode ser o que ela bem quiser e lhe entender sem que a tenham de olhar de lado como se fosse um animal raro com uma doença contagiosa.

 

Mulheres deste país, ouçam-me bem.

 

Deixem essas ideias de merda que a sociedade vos colocou na cabeça na sanita, e compreendam que não existem papéis estipulados nem para homens nem para mulheres.

 

E se mesmo assim quiserem acreditar com todo o vosso ser que a mulher nasceu para servir o homem tudo bem, cada um é livre de ver a vida da forma como achar mais correcta, agora não tentem impor as vossas crenças e rebaixar aquelas que não se conformam em ser as perfeitas fadas do lar.

O Nobre

10.03.19, Triptofano!

Experiência Restaurant Week #2

 

O Nobre

 

Há imenso tempo que queria visitar O Nobre, o restaurante da Chef Justa Nobre, especialmente por causa da extremamente famosa sopa de santola, de que tanta gente fala maravilhas.

 

Como este prato estava incluído no menu da Restaurant Week que O Nobre propunha decidi que era a altura ideal para conhecer o restaurante a um preço muito mais simpático.

 

Situado no coração do Campo Pequeno, o espaço da Chef Justa é bastante agradável aos olhos.

 

Amplo, com uma decoração simples mas de bom gosto, é um restaurante onde rapidamente nos sentimos confortáveis.

 

O Nobre

O Nobre

 

Também o staff é extremamente cordial e profissional, estando ao nível dos melhores restaurantes de fine dining da cidade, mas com uma energia muito mais descontraída. (por isso se quiserem colocar os cotovelos na mesa estejam à vontade que ninguém vos vai olhar de lado)

 

O único ponto que eu melhorava é o facto do Chef de sala ser um bocadinho bossy demais com os restantes funcionários - compreendo que para as coisas funcionarem adequadamente tem de se ter pulso firme mas os raspanetes, mesmo que merecidos, não devem ser feitos na presença do cliente, porque acaba por ser algo constrangedor.

 

Quando nos sentámos já estavam na mesa algumas entradas caso quiséssemos ir aconchegando o estômago.

 

Apesar de terem muito bom aspecto não consegui evitar torcer o nariz, porque no fim de contas não fazia ideia à quanto tempo elas estavam ali expostas!

 

Cinco minutos? 30 minutos? 1 hora?

 

E se ainda estivessem protegidas por película ou algo do género, mas não, estavam ali expostas à mercê da sua sorte.

 

O Nobre

 

Só que os queijinhos de ovelha tinham tão bom aspecto que foi impossível de lhes resistir, e realmente o sabor era extraordinário.

 

O Nobre - Queijo de Ovelha para Entrada

 

Uma excelente surpresa foram também as tostas com manteiga de presunto, nozes e ervas, assim com um ligeiro toque salgado que as tornaram completamente irresistíveis.

 

Se tivessem vindo mais mais eu teria comido, garanto-vos.

 

O Nobre - Tosta com Manteiga de Presunto, Nozes e Ervas

 

O menu proposto pelo O Nobre tinha três momentos, só que era possível escolher para cada um deles uma de duas opções, por isso eu e o Cara-Metade decidimos que cada um pedia uma coisa diferente e depois trocávamos.

 

A sopa de Santola era simplesmente divinal, fazendo jus à sua fama.

 

Servida numa carapaça que repousava numa cama de sal, esta sopa é rica, espessa, incrivelmente saborosa, sendo um regalo para as nossas papilas gustativas!

 

Agora podem-me chamar picuinhas, mas a verdade é que quanto mais afamado o restaurante é, maiores são as nossas expectativas, e por isso tenho de confessar que fiquei um bocadinho desiludido quando ao tirar a foto percebi que o prato estava coberto de dedadas.

 

Obviamente que é um detalhe, mas são também os detalhes que diferenciam e elevam um local.

 

O Nobre - Sopa de Santola

 

O folhado de queijo de cabra e maçã com salada verde estava a competir em desvantagem com a sopa, mas em termos de sabor não lhe ficou atrás.

 

A riqueza do queijo contrastava bastante bem com a acidez da maçã, sendo que só não estava perfeito porque havia alguns pedaços de maçã que não estavam totalmente cozinhados.

 

O Nobre - Folhado de Queijo de Cabra e Maçã com Salada Verde

 

Para prato principal havia uma opção de carne e uma de peixe, e ambas estavam verdadeiramente deliciosas e muito bem servidas, não havendo a possibilidade de alguém ficar com fome.

 

Na opção de carne foi apresentado um suculento lombinho de porco bísaro grelhado, acompanhado com uma mayonaise de tomilho, batata salteada e cogumelos, que foi devorado num ápice.

 

Nota muito positiva para o facto dos cogumelos não serem de lata (é verdade que uma pessoa nem devia sequer pensar nessa possibilidade, mas infelizmente vê-se de tudo), sendo que só gostaria de ter sentido um pouquinho mais do sabor a tomilho na mayonaise.

 

O Nobre - Lombinho de Porco Bísaro Grelhado

 

Maravilhosamente cozinhada estava também a tranche de pescada da Nazaré corada em manteiga de lima e manjericão, tendo apenas de apontar que a manteiga era extremamente rica em termos de sabor a lima mas muito apagada no que tocava ao manjericão.

 

Agora o que estava perfeito, o que me fez querer lamber o prato, o que me surpreendeu de uma forma inesperada, foi o duo de puré de batata doce pontuado com folhas de espinafres.

 

Este duo de puré não era de todo enjoativo, e era tão cremoso, tão sedoso, tão hipnotizante em termos de sabor que estive quase para perguntar se não me podiam por uma dose extra num tupperware para levar para casa.

 

O Nobre - Pescada da Nazaré com Duo de Puré de Batata Doce

 

Quanto a sobremesas: pudemos provar um cheesecake de citrinos e uma aletria de ovos e abóbora com lascas de amêndoas.

 

O cheesecake devia na realidade chamar-se de cheesecake-alike-no-copo, porque apesar de ter a construção de um cheesecake não era apresentado como um bolo.

 

Mas isso não impediu que tivesse um sabor extremamente agradável, com o morango macerado a criar uma nota de surpresa e interesse muito saborosa. 

 

Foi pena que a base de bolacha estivesse um bocadinho de nada dura, porque de resto tudo estava no ponto.

 

O Nobre - Cheesecake de Citrinos

 

A aletria também ela estava repleta de sabor, sendo que as lascas de amêndoa adicionavam textura tornando a sobremesa mais interessante e não tão flat.

 

Gostava era de ter sentido mais o sabor de abóbora, que passava totalmente despercebida no conjunto.

 

O Nobre - Aletria de Ovos e Abóbora

 

Apesar de alguns pequenos detalhes que podiam ser melhorados, a refeição servida pelo O Nobre surpreendeu de uma forma muito positiva, sendo que fiquei com muita curiosidade em voltar a visitar o restaurante para experimentar outros pratos.

 

E não posso deixar de referir o delicioso detalhe de que no fim da refeição tenham-nos oferecido dois pequenos pastéis de nata, mesmo nenhum de nós tendo pedido café.

 

O Nobre - Pastéis de Nata de oferta

 

É assim, com estes pequenos detalhes que não custam nada, que um restaurante se diferencia e conquista clientes!

 

O Nobre

 

O Nobre by Justa Nobre Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sayonara Penha Longa

09.03.19, Triptofano!

Experiência Restaurant Week #1

 

Spices

 

A minha maior desilusão de 2018 a nível gastronómico foi a visita ao Villa Tamariz Utopia, por isso este ano quando decidi ir ao Spices, o restaurante Pan Asiático inspirado em quatro diferentes cozinhas que pertence, tal como o Villa Tamariz, à Penha Longa, estava esperançoso que esta visita, no âmbito do Restaurant Week, me fizesse voltar a apaixonar pela qualidade gastronómica apregoada pelo grupo.

 

Infelizmente houve um detalhe na experiência que me fez colocar uma barreira entre mim e tudo o que tenha a ver com a Penha Longa, sendo que muito dificilmente voltarei a colocar qualquer dos meus pézitos num restaurante do grupo. (não digo que seja impossível porque certezas nesta vida ninguém as tem)

 

O Spices fica situado dentro do Resort da Penha Longa, um hotel de luxo da cadeia Ritz-Carlton, situado em pleno Parque Natural Sintra-Cascais.

 

E a verdade é que tudo é visualmente maravilhoso.

 

O Resort em si é lindo, e quando se entra no Spices é impossível não se ficar boquiaberto a admirar a beleza do espaço, decorado de forma exímia mas com um fantástico balanço de informação visual, de forma a que o ambiente não retire o protagonismo à comida mas sim que o reforce.

 

Penha Longa Resort

Penha Longa Resort

Spices

 

Também encantadoramente simples é a vista que se tem para o jardim, aliviando a sensação de opressão que alguns restaurantes demasiado fechados por vezes causam.

 

Spices - Vista para o Jardim

 

O menu que o Spices elaborou para a Restaurant Week contava com 4 momentos.

 

Primeiro uma gyoza de camarão com manga.

 

Extremamente saborosa, conjugando-se na perfeição com o molho de manga com toques de lima, esta gyoza só ficaria ainda mais atractiva se os pedaços de camarão no seu interior fossem ligeiramente maiores.

 

No entanto foram um encanto como início de refeição.

 

Spices - Gyoza de Camarão com Manga

 

Depois chegou o melhor Bao que alguma vez comi na vida.

 

Feito com porco e couve (honestamente não consegui distinguir onde estava a couve mas nem me preocupei com isso), enriquecido com pipoca de pele de porco e uns toque de verdura, este Bao estava tão rico de sabor que era praticamente impossível não enfiá-lo de uma vez só na boca.

 

Um pão divinal a revelar um conteúdo não menos celestial fez desta parte da refeição a inequívoca estrela da noite.

 

Spices - Bao de Porco com Couve

Spices - Bao de Porco com Couve

 

Para terceiro momento foi apresentado um caril madras de frango.

 

Chama-se madras em homenagem à antiga cidade do sul da Índia, e é mais alaranjado que o caril comum visto que o seu ingrediente fundamental é o piri-piri.

 

E devido a esta base de piri-piri o caril madras é realmente picante, mas nada que impeça de desfrutarmos do espectro de sabores que ele encerra, que me deixou com um sorriso na cara.

 

Spices - Caril Madras de Frango

 

O final da refeição foi uma sobremesa apelidada de Sakura (a palavra japonesa para cerejeira), que balanceava a força do cremoso de amendoim com a delicadeza do gel de cerejeira e a envolvência do sorbet de cereja e yuzu, com um polvilhado de amendoim e um cracker de sésamo a acompanhar.

 

Estivesse o sorbet um pouco mais consistente e menos desfeito e teria sido uma sobremesa perfeita, especialmente pelo facto do cremoso de amendoim ser qualquer coisa do outro mundo.

 

Spices - Sakura

 

Mas então qual foi o detalhe que me fez arrepiar todos os pêlos do corpo visto que em termos de comida estava tudo bastante bom?

 

Spices

 

Podia dizer que tinha sido o staff mas não estaria a ser verdadeiro.

 

Muito simpáticos e prestáveis a única coisa que tenho a apontar é o facto de retirarem os pratos da mesa sem sequer questionarem se o podem fazer.

 

É que eu sou aquela pessoa que goste de lamber o resto do molho, ou comer aquele pedacinho de porco que caiu, e se me levarem logo o prato sem perguntar tiram-me parte do prazer que eu retiro da refeição.

 

Teria sido o facto de quando terminei o caril me terem questionado se queria complementar a refeição com mais alguma coisa do menu?

 

Foi desagradável é verdade, porque quando pedimos um menu esperamos que ele seja suficiente para nos saciar, e a quantidade de caril que serviram para duas pessoas é muito poupadinha especialmente para quem é um bom garfo, mas como tinha havido dois momentos anteriores até tinha o estômago aconchegado, por isso apesar de ligeiramente de mau tom não foi esse o detalhe marcante.

 

O momento em que a refeição ficou virada de pernas para o ar foi enquanto terminava deleitado a sobremesa.

 

A cozinha do Spices é aberta, muito ao género daquelas que se vê na televisão tipo Hell's Kitchen, mas sem o Gordon Ramsay a gritar feito louco e a atirar pedaços de bife Wellington à cabeça dos cozinheiros.

 

Cozinha Aberta do Spices

 

E é inevitável que uma pessoa de vez em quando vá deitando um olho curioso ao que se passa na cozinha para perceber como é que as coisas são feitas.

 

Até que se vê o cozinheiro a provar a comida com uma colher e a colocá-la num porta-talheres com água. E passado poucos segundos a voltar a tirar uma colher desse recipiente e a provar novamente.

 

Nesse instante uma pessoa pensa que viu mal, que não pode ser, afinal estamos num restaurante de luxo, e uma coisa dessas nunca ia acontecer.

 

Então levantamos-nos ligeiramente para ver melhor toda a situação e descobrimos que não estávamos errados.

 

Há um recipiente cheio de água onde são atiradas as colheres de prova e todos os utensílios de empratamento.

 

E é desse mesmo recipiente, contendo uma sopa primitiva de saliva e bactérias e vírus e outras coisas que tais potencialmente patogénicas, que é retirado ao calhas uma colher quando é preciso voltar a provar ou a empratar algo, colher que depois volta novamente para esse recipiente para uma "lavagem rápida".

 

Quando nos apercebemos que toda a nossa comida que acabámos de ingerir está salpicada de pedaços de uma sopa de saliva o nosso estômago faz um nó e sentimos na boca a acidez de um bocadinho de regurgitação.

 

Honestamente sei que já devo ter comido coisas bastantes piores na minha vida, provavelmente já estive em restaurantes por este mundo fora em que lambem os pratos e esfregam as cabeças nas panelas, só que nunca o vi diante dos meus olhos.

 

E olhos que não vêem, barriga que não sente.

 

Agora, estar num restaurante de luxo, onde tudo deve ser perfeito, e ver alguém a usar uma colher toda lambuzada para mexer na comida não é só nojento como é completamente inadmissível.

 

Por isso sempre que forem a um restaurante, qualquer que ele seja, e conseguirem ver a cozinha, estejam atentos aos detalhes.

 

Obviamente que não quero que se consumam com isso, mas observem como é que as coisas são feitas e vejam se não existe nada que vos faça sentir desconfortáveis.

 

Quanto a mim só tenho mais uma palavra para o Penha Longa: Sayonara!

 

Spices - Penha Longa Resort Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Chegou a Bimby TM6

09.03.19, Triptofano!

Actualização 2:

Já recebi a agente Bimby em casa. Vejam todos os detalhes sobre a máquina aqui!

 

Actualização:

Este domingo vou receber uma agente Bimby em casa para fazer a demonstração da TM6. Depois eu conto-vos tudo especialmente aqueles detalhes acerca da existência de uma rede que se utiliza quando se cozinha a alta temperatura e se dá para ver ou não o programa da Cristina no ecrã da máquina!

 

*********************

Entre a Bimby TM31 e a Bimby TM5 houve um período de espera de 10 anos, e muito honestamente acreditei que fossem precisos outros 10 até que a Vorwerk lançasse um novo modelo do robot de cozinha que divide opiniões mundo fora - alguns acham que é a última bolacha do pacote outras consideram que é simplesmente uma bolacha demasiado cara.

 

Mas ontem foi lançada oficialmente a Bimby TM6 e apesar de não ser uma mudança revolucionária como aconteceu no lançamento da TM5 - a mudança do analógico para o digital - a TM6 vem com novas funções para conquistar os verdadeiros amantes de cozinha.

 

Primeiro que tudo o ecrã da TM6 é maior permitindo um uso ainda mais intuitivo.

 

O cook-key, a peça que permitia a ligação da Bimby à Internet vai desaparecer, passando a fazer parte do hardware interno da máquina.

 

Isso significa que vai ser possível aceder directamente ao Cookidoo através da máquina além de que ela irá ganhar autonomia para fazer actualizações. (bom bom era podermos ver o programa da Cristina no ecrã da Bimby enquanto ela trabalhava, mas talvez ainda não seja para agora)

 

Com o novo modelo vai ser possível cozinhar até 160ºC, sendo que é possível subir de 1 em 1 grau dos 37 até aos 160.

 

Também a balança sofreu melhorias.

 

Enquanto que na TM5 só conseguíamos pesar de 5 em 5 gramas, nesta nova Bimby o intervalo é de uma em uma grama, até às 3000.

 

Quando digo que a TM6 é para os verdadeiros amantes da cozinha fundamento-me no facto que as novas modalidades de confecção de alimentos que são apresentadas são quase todas direccionadas para quem realmente tem o bichinho da culinária.

 

Quem usa a Bimby para fazer unicamente sopas talvez não vá dar uso à nova funcionalidade de slow cooking ou de sous-vide, mas se por acaso forem amantes incondicionais de sobremesas talvez o facto de se poder agora cozinhar até 160ºC e fazer facilmente caramelo possa pesar na decisão de adquirir a nova máquina.

 

Estou curioso é para saber a posição da Bimby relativamente aos fritos.

 

A 160ºC já se pode fazer umas belas batatas fritas (apesar de, por certo, levar mais tempo que o comum), mas tendo em conta que a marca sempre defendeu a utilização do robot como instrumento de auxílio para uma vida mais saudável, será que vai mudar a história?

 

Ou irá continuar a renegar o belo do rissol dourado?

 

Uma nova funcionalidade será também a de fermentação, facilitando a vida de todos os entusiastas dos iogurtes e queijos caseiros.

 

A TM6 promete também uma máquina mais silenciosa, especialmente na velocidade máxima quando o objectivo é fazer uma bela farinha daquele saco de arroz e acabamos por acordar todo o prédio. 

 

O que eu gostava é que ela também viesse com umas super ventosas, porque há certas alturas que eu tenho de abraçar a máquina para impedir que ela ganhe asas e voe pela janela.

 

Aqui por casa há um misto de entusiasmo com desconfiança.

 

Será que os upgrades (ou serão updates mascarados?) que este novo modelo recebeu são suficientes para se ponderar a compra, ou é simplesmente um capricho tecnológico?

 

O que é vocês acham?

 

Para a versão Portuguesa do vídeo carreguem aqui!

 

Tábuas

08.03.19, Triptofano!

Tábuas em 10 segundos: Deliciem-se com a broa da frigideira de enchidos, descubram uma das melhores beringelas da vossa vida, esqueçam qualquer dieta e ataquem o brownie mas vão com tempo, aqui tudo é feito no momento.

 

Restaurante Tábuas

 

Sabem aqueles colegas que vocês adoram mas que acabam por ir trabalhar para outro lado e vocês prometem que vão tomar café com eles todas as semanas e vão ser friends forever mas quando dão por ela já se passaram dois anos e nunca mais se viram?

 

Honestamente pensei que fosse acontecer o mesmo comigo e com a P., uma colega fantástica que encontrou uma oportunidade profissional mais favorável noutra farmácia.

 

Mas não, temos conseguido manter o contacto e hoje voltámos a estar juntos, aproveitando uma folga minha e um intervalo de almoço dela de duas horas.

 

O local escolhido para metermos a conversa em dia foi o Tábuas, um restaurante na Várzea de Sintra, que possui um encanto muito próprio da zona, que eu sempre classifiquei como uma mistura entre um esoterismo palaciano e uma delicadeza de casa-de-bonecas.

 

Restaurante Tábuas

 

Além dum staff muitíssimo simpático o Tábuas possui algo que eu aprecio bastante - Honestidade!

 

No menu, preto no branco, está escrito que toda a comida é fresca e feita na hora, e pelo facto de não terem prato pré-feitos é-lhes impossível servirem um em poucos minutos, pedindo adiantadamente desculpa pelo tempo de espera que pode ser superior ao desejado.

 

E a verdade é que a visita ao Tábuas não pode ser feita com o tempo muito contado, as coisas demoram o seu tempo a chegar, mas minha gente, vale bem a pena todos os segundos que esperam pela comida.

 

Para entrada eu e a P. pedimos para partilhar uma frigideira de enchidos com broa.

 

E não era só a chouriça e a alheira que estavam deliciosas e de fazer lamber os dedos, a broa era qualquer coisa de espectacular.

 

Eu passava o dia inteiro a comer aquela broa.

 

Eu ponderava seriamente em ter uma relação extra-conjugal com aquele milagre da levedação.

 

Restaurante Tábuas - Frigideira de enchidos com broa

 

Para prato principal decidimos investir nas especialidades da casa.

 

Ela atacou um prego em bolo do caco de alfarroba com uma quantidade colossalmente perigosa para qualquer artéria de queijo da Serra.

 

É verdade que a P. perguntou se eu queria provar, mas ainda estava eu a processar a pergunta e já ela tinha devorado o prego quase todo, tão mau ele devia estar.

 

Restaurante Tábuas - Prego em bolo do caco de alfarroba com queijo da Serra

 

Eu decidi experimentar uma beringela assada com mel e cominhos em cama de salada e queijo feta mas estava com algum receio.

 

Beringela é aquele alimento que se ama ou que se odeia, e que se não for perfeitamente cozinhado fica com um travo amargo que é o suficiente para nos estragar a refeição.

 

Eu não sei se aquela beringela era geneticamente modificada, se era um outro fruto travestido (a beringela é um fruto pessoal, eu também não sabia mas o Google elucidou-me) ou o que raio era, eu só sei que o Tábuas proporcionou-me a degustação de uma das melhores beringelas da minha vida.

 

Se vocês acham que não gostam deste fruto-legume-vegetal-o-que-lhe-quiserem-chamar é porque ainda não provaram o do Tábuas.

 

Garanto-vos que vale a pena.

 

Restaurante Tábuas - Beringela assada com mel e cominhos em cama de salada e queijo feta

Restaurante Tábuas - Beringela assada com mel e cominhos em cama de salada e queijo feta

 

A acompanhar toda a refeição veio Hidromel Vikings (de pressão), fresco, borbulhante, super saboroso mas extremamente perigoso.

 

É que esta fantástica bebida tem o mesmo teor alcoólico que uma cerveja, mas bebe-se como se fosse uma limonada.

 

Não exagerem na ingestão sobretudo se forem conduzir, afinal a segurança está primeiro que tudo.

 

Restaurante Tábuas - Hidromel Vikings

 

Se tudo o que já tinha provado até ao momento estava extraordinário a sobremesa não foi excepção.

 

Restaurante Tábuas - Sobremesas

 

Eu quis-me armar em saudável e pedi um shot de fruta, só que não era assim tão saudável porque vinha acompanhado com curd de limão que criava uma combinação de fazer um escorrer um fiozinho de baba.

 

Graças a este shot de fruta a minha relação com a velhinha salada de fruta mudou para sempre.

 

Agora sempre que me apresentarem uma tacinha que não venha com curd de limão o desapontamento vai-se espalhar pelo meu rosto.

 

Restaurante Tábuas - Shot de Frutas com Curd de Limão

 

Mas minha gente, o bom, o incrível, o fantástico, aquilo que a minha amiga teve de me bater na mão para eu me controlar e não o comer todo, é o brownie de chocolate com gelado.

 

Isto sim é um brownie.

 

Melhor, isto é o BROWNIE.

 

Não há palavras para explicar o quão bom o raio do bicho é, só mesmo experimentando para perceberem toda a dimensão gloriosa de sabores que este pedaço de céu encerra.

 

Restaurante Tábuas - Brownie de Chocolate com Gelado

 

 

Estão para os lados de Sintra e não sabem onde ir para ter uma refeição fantástica sem ficarem com o saldo da conta a negativo? (sim, porque o Tábuas é tão barato para a qualidade que oferece que até faz impressão!)

 

Visitem o Tábuas, tenho a certeza absoluta que não se vão arrepender!

 

Restaurante Tábuas

 

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