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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

A razão pela qual não vou conseguir arranjar trabalho em mais lado nenhum...

11.02.19, Triptofano!

Eu, farmacêutico simpático amoroso competente querido e tudo e tudo e tudo, cheguei à conclusão que ou me agarro com unhas e dentes ao trabalho que tenho ou se calho a ir para o olho da rua não há ninguém que me empregue.

 

Pronto, obviamente que estou a ser dramático, porque na realidade não haverá ninguém que me empregue na área da grande Lisboa, porque lá para as zonas mais remotas do país pode ser que haja uma alma caridosa que ainda não tenha conhecimento da minha reputação.

 

Isto tudo porque há uns dias um laboratório convidou a minha farmácia a participar num evento formativo onde haveria como actividade de team building um Escape Game.

 

Na minha cabeça pensei logo que nos iriam fechar num dos quartos do hotel e se não saíssemos de lá a tempo não teríamos direito a jantar, mas quando cheguei lá percebi que o Escape ia ser com 80 pessoas em simultâneo num dos salões de conferência.

 

Confesso que fiquei desapontado quando vi que não era um Escape Room, mas graças ao espectacular trabalho da Cocolisto, a actividade foi tão gira mas tão gira que fiquei completamente rendido ao conceito.

 

No início dividiram-nos em dois grandes grupos, a equipa azul e a equipa verde, e dentro de cada grupo havia oito pequenos grupos de cinco pessoas cada, que sentavam-se a uma mesa com uma caixa de madeira no centro.

 

Cocolisto - Team Building

 

O objectivo era conseguir no prazo de um hora abrir essa caixa e desvendar todos os puzzles de forma a conseguir um código para abrir um cofre situado no centro da sala.

 

Até agora tudo bem, mas a parte melhor foi quando disseram que ia ser preciso um trabalho de equipa global de forma a conseguir-se terminar o jogo.

 

Eu como pessoa absolutamente não crente, mandei à fava qualquer interacção entre equipas, e reunido com os outros 4 elementos do meu grupo pus-me feito doido a abrir cadeados e a decifrar enigmas.

 

Os  colegas das outras mesas volta e meia iam ao pé de nós pedir ajuda mas digamos que eu posso não ter sido a pessoa mais cooperante de sempre dando apenas umas instruções mais do que vagas.

 

Claro que o caso mudou de figura quando para abrir um cadeado percebi que precisava de pistas das outras mesas, pistas que só poderia obter quando eles avançassem no jogo.

 

Por isso lá fui cheio de sorrisos perguntar se precisavam de ajuda (FALSO) só para conseguir o raio das pistas para abrir o meu cadeado.

 

E obviamente que a minha reputação ainda conseguiu descer a níveis mais negativos, porque no fim de tudo, quando dei conta que tinha um número para colocar na combinação do cofre mas que para a nossa equipa ganhar todas as mesas precisavam de dar o seu número e a outra equipa estava a apanhar-nos, foi ver-me a gritar com toda a gente feito histérico para mexerem os rabos e darem-me a porcaria do número em vez de olharem para mim como se fossem alfaces marinadas em molho de soja.

 

A verdade é que conseguimos abrir o cofre com uns dez minutos de sobra, mas digamos que espírito de equipa é algo que não vou poder incluir no meu currículo!

 

Cocolisto - Team Building

Cocolisto - Team Building

 

O Ultimato

11.02.19, Triptofano!

Lembram-se da história do Mapa Cor-de-Rosa onde Portugal queria desenhar novas fronteiras no Império africano ligando Angola e Moçambique mas Inglaterra não achou graça e lançou um ultimato contra a tugolândia?

 

Pois bem, foi mais ao menos o que aconteceu cá por casa.

 

A minha pessoa queria expandir as fronteiras de não fazer quase nada cá por casa, hábito adquirido na casa da mãezinha, até ao infinito e mais além.

 

Mas o Cara-Metade, quase cinco anos depois de aturar-me e perceber que se eu puder não vou realmente mexer uma palha, fez-me um ultimato.

 

Ou passo a cozinhar de vez em quando ou ele entra em greve! (não sei se é greve de fome, de sexo ou de beijinhos mas nem quero atrever-me a descobrir, visto que ele possui uma forte veia de sindicalista)

 

Por isso aqui o vosso aminoácido preferido vai ter de começar a fazer uns pratos que não intoxiquem ninguém e sejam minimamente nutritivos.

 

Como eu sou uma pessoa que gosta de partilhar vou-vos mostrar o primeiro que eu fiz, com direito a receita e tudo!  (não se admirem que o meu resultado final não seja exactamente igual ao esperado ao ler a receita, é que uma pessoa quando não tem todos os ingredientes precisa de improvisar!

 

 

Bolonhesa sem Carne

 

200gr de massa esparguete integral
Sal q.b.
Azeite q.b.
2 dentes de alho
100gr de cenoura
50gr de aipo
100gr cogumelos paris
200gr de seitan (ou tofu seco)
Folhas de tomilho seco q.b.
1c. de sopa de pão ralado
150gr de molho de tomate
40gr de vinho tinto
Sal e Pimenta fresca de moinho qb
Parmesão qb
Manjericão qb
 
 

Bolonhesa sem Carne

 

Cozer o esparguete em água temperada com sal e um pouco de azeite.
 
Numa frigideira, adicionar um pouco de azeite, o alho picado, a cenoura picada, a rama de aipo picada e salteie ligeiramente.
 
Adicione depois os cogumelos paris picados, o seitan picado (pode utilizar um processador de alimentos para picar todos os ingredientes) e salpique com as folhas de tomilho.
 
Salteie.
 
Antes de tudo estar cozinhado, junte a polpa de tomate e o vinho e deixe apurar.
 
Rectifique temperos de sal e pimenta.
 
Sirva a massa com este preparado por cima, com queijo parmesão ralado e umas folhas de manjericão a decorar.
 
 

Bolonhesa sem Carne