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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Diário da Gratidão

18.01.19, Triptofano!

Cara entidade sobrenatural, energia cósmica ou divindade multifacetada, sei que normalmente não me dirijo a ti porque por um lado ainda não me decidi se acredito em alguma coisa fora do meu perímetro umbilical e por outro porque normalmente anda sempre a 1000 à hora esquecendo-me de parar e respirar fundo.

 

Mas hoje senti que tinha de utilizar parte do meu tempo para te agradecer, para te mostrar a minha gratidão por teres tornado logo pela manhã o meu dia um dos melhores destes últimos tempos.

 

Estou-te grato por hoje, quando estava na piscina a fazer o meu exercício diário, o professor brasileiro super gostoso de hidroginástica, que infelizmente anda sempre vestido mas que conseguiu diminuir drasticamente o número de vendas de lubrificantes vaginais (e não só!) porque com ele ao pé não há pessoa que consiga ficar seca, ter resolvido trocar o CD do costume e colocar um com música ligeira portuguesa.

 

Foi assim lá para a quarta ou quinta música que eu a ouvi.

 

A Diva, a Deusa, a Cristina Ferreira da música nacional, a inconfundível Ana Malhoa.

 

Enquanto os velhotes da aula de hidroginástica levavam os joelhos ao peito apertando o melhor que podiam o esfincter para não causarem um tsunami, eu vibrava com o Sinto-me Sexy da Ana cantado naquela voz tão sensual que ela possui.

 

Estou grato porque uma música apenas fez o meu dia ganhar outra cor.

 

Já não fiquei chateado com os senhores que vão para a minha pista andar em vez de nadar, nem com a senhora do costume que carrega no perfume antes de entrar na piscina causando-me uma tremenda alergia ocular, nem sequer me preocupei com os 2 decilitros de água que engoli por estar a nadar com a tacha toda arreganhada, tal era a felicidade que explodia dentro de mim.

 

A gratidão é isto mesmo, é perceber que algo pequeno como uma música da nossa ídola nos pode irremediavelmente alegrar o dia.

 

Agora se tivessem passado o CD inteiro tinham que chamar o INEM, porque o meu coração não ia aguentar de tanta euforia!

Brunchar num Autocarro

18.01.19, Triptofano!

Buzz Lisboeta em 10 Segundos: Surpreenda-se com o autocarro-restaurante, delicie-se com a waffle, fique indeciso com as 1001 combinações possíveis da caçarola quente mas prepare-se para a possibilidade de ficar apertadinho!

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

Quando se chega ao Buzz Lisboeta, o restaurante do Village Underground Lisboa que nasceu em 2014 como Cafetaria Village, situado na estação de Santo Amaro em Alcântara, onde também fica o Museu da Carris, uma pessoa fica a pensar se não está no cenário dum filme do Mad Max, mas assim um bocadinho menos apocalíptico, já que o que nos entra pelos olhos é um antigo autocarro de dois andares "estacionado" em cima de contentores.

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

Um olhar mais atento faz-nos suspeitar que este autocarro possa pertencer a algum acumulador em série, porque pelas janelas do primeiro andar é possível vislumbrar uma quantidade astronómica de pratos, copos e até uma caixa de uma máquina de fechar a vácuo numa organização um pouco caótica, algo que fez despertar em mim o meu desejo obsessivo-compulsivo em ir organizar tudo por tamanhos e cores! (estranho que este desejo de arrumação está sempre adormecido em minha casa)

 

Por dentro, o autocarro convertido em restaurante pela artista plástica Joana Astolfi, é algo delicioso, sendo que o segundo andar é o mais cobiçado para se tomar uma refeição.

 

A vista preenche-nos os hemisférios cerebrais, com o rio, a ponte e os murais provocativos, sendo que volta e meia somos acordados do nosso transe pelo abanar do autocarro (da primeira vez pensei que era um terramoto e que pronto já não me safava) causado pelos empregados a subir e a descer as escadas de caracol num ritmo espantoso (no fim do dia já não é preciso ir sequer ao ginásio).

 

Brunch no Buzz LisboetaBrunch no Buzz Lisboeta

 

Consegui ficar no segundo andar, mas não tive a sorte de ter a mesa mais espaçosa onde se pode estar à larga, sendo que tive de me contentar com uma das outras mesas mais pequenas onde um grupo de quatro fica um bocadinho apertado e é preciso algum cuidado para não desferir uma cotovelada no maxilar de alguém, mas a qualidade e a quantidade de comida que nos foi trazida fez rapidamente esquecer esse pequeno detalhe do (des)conforto.

 

Brunch no Buzz LisboetaBrunch no Buzz Lisboeta

 

Se estão num first date e querem marcar pontos, o brunch do Buzz é fantástico, porque começa com um espumante com frutos vermelhos, que é algo que não se vê em todos os lados, e é o ideal para poderem brindar ao amor eterno e a enfardarem quantidades colossais de comida juntos.

 

Para mim o espumante podia estar um bocadinho de nada mais doce, mas escorregou pela garganta abaixo que foi uma delícia.

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

Depois veio para a mesa um croissant francês, um bagel e um waffle, acompanhados com manteiga, compota e supostamente mel de flores, mas este último não o vi mas honestamente também não me fez falta, porque fiquei rendido à qualidade e frescura tanto do croissant como do bagel.

 

O waffle, bem o waffle ainda hoje vive no meu sub-consciente fazendo-me acordar durante a noite com rios de baba, de tão bom que o raio do bicho era.

 

O brunch podia ser só com aquele waffle mas numa versão all you can eat que eu seria um homem feliz.

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

A bowl com iogurte, granola artesanal e fruta fresca era um prazer de comer, saborosa, leve, reconfortante, sendo que teria ficado para além de perfeita se tivesse sido servido com um bocadinho mais de granola.

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

Numa altura onde a mesa já estava cheia a transbordar (e só ainda tinha vindo o sumo natural tendo ficado a bebida quente para o fim) chegou a caçarola no forno.

 

Aqui temos a possibilidade de fazer a nossa própria caçarola, seleccionando primeiro uma base, entre ovos ou tofu, escolhendo depois três ingredientes de uma simpática lista que engloba, entre outros, bacon, farinheira, queijo feta, abacate, beringela grelhada, espinafres e salmão fumado, e decidindo depois qual o molho que queremos que acompanhe tudo!

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

O resultado é um prato quente de ir aos céus, que vem acompanhado por duas fatias de pão de trigo Gleba, onde podemos barrar o molho e depois empilhar os ingredientes que escolhemos, ou usar para molhar nos ovos, ou simplesmente para comer sem nada - vocês decidem!

 

Brunch no Buzz LisboetaBrunch no Buzz Lisboeta

Brunch no Buzz Lisboeta

 

Para quem não gostar da ideia de subir para dentro de um autocarro ou tiver uma mobilidade mais reduzida, existe uma esplanada ao nível do chão onde se pode desfrutar calmamente de todas as delícias gastronómicas que o Buzz tem para oferecer.

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

Confiem: se estão à procura de um lugar icónico que vos deixe de alma e olhos cheios e que sirva comida deliciosa e em quantidades generosas, o autocarro do Buzz Lisboeta vai-vos proporcionar uma viagem inesquecível!

 

Brunch no Buzz Lisboeta

 

Buzz Lisboeta Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

E que tal um convívio?

17.01.19, Triptofano!

Podem dizer o que quiserem de mim mas se há programa que eu gosto de ver é o Carro do Amor, sendo que passo o tempo todo a tirar notas do que os terapeutas dizem, já que o conhecimento deles é transversal para qualquer tipo de novo relacionamento não sendo obrigatório haver alguma sugestão de interesse amoroso.

 

Ontem, estava eu colado ao ecrã da televisão a assistir a mais um episódio, quando me ocorre a ideia de que seria interessante organizar aqui um convívio entre a família Sapo (que engloba quem tem blogs ou quem apenas visita e comenta os seus cantinhos preferidos).

 

Não me perguntem como é que o meu cérebro fez a conexão Carro do Amor - Convívio Sapo Blogs porque eu também não sei, mas comecei logo a magicar num Half Speed Dating Dinner.

 

Basicamente o Half Speed Dating Dinner, ou para abreviar HSDD, consistiria em jantarmos todos juntos mas divididos em grupos de 4, sendo que no centro da mesa haveria um envelope com perguntas filosóficas (ou simplesmente idiotas) que seriam o mote para colocar o pessoal a conversar e a conhecer-se melhor!

 

Entre as entradas e o prato principal, e o prato principal e a sobremesa, toda a gente tinha que se levantar e trocar de lugar, conhecendo novas pessoas e deparando-se com um novo envelope com perguntas diferentes!

 

O que é que acham da ideia?

 

Tem pernas para andar? 

 

Ou será melhor eu dedicar-me à pesca do mexilhão? 

Problemas Anais

16.01.19, Triptofano!

Eu enquanto farmacêutico gosto de ir ao fundo da questão.

 

Não me contento em receber uma receita, enfiar uma data de caixinhas dentro do saco, e dar um sorriso e um adeus até à próxima.

 

Sempre que há possibilidade gosto de falar com as pessoas, fazer perguntas, ouvir as respostas e aprender algo novo, ao mesmo tempo que tento ajudar na medida do possível a pessoa que tenho à frente.

 

Ora quando eu falo de ir ao fundo da questão implica por vezes fazer perguntas mais sensíveis e pessoais, mas obviamente que tenho o bom senso de perceber pela conversa o tipo de pessoa que tenho à frente e quando mando "a bomba" fazer o ar mais fofinho e inocente de sempre, e não um ar assustadoramente pervertido.

 

Ontem uma senhora veio aviar uma receita com umas pomadas para a zona anal, e eu presumi imediatamente que fosse alguma hemorróida.

 

Conversa puxa conversa acabei por descobrir que não lhe tinham diagnosticado nem hemorróidas nem nenhuma fissura anal, mas sim uma extrema sensibilidade e secura na pele perianal que além de lhe provocar gretas, causava-lhe comichão e dor, diminuindo em muito a sua qualidade de vida.

 

A pobre da senhora contou-me que desde há dois anos para cá que tem este problema, sendo que foi aconselhada pelo médico a deixar de usar papel higiénico, a lavar-se com água tépida e com um óleo hidratante, e a secar-se com o secador.

 

Quando ela faz todos estes rituais certinhos a coisa melhora bastante, mas quando se começa a desleixar a sensibilidade volta a infernizar-lhe a vida.

 

E sejamos honestos, em casa até é fazível ter estes cuidados todos, mas já imaginaram no trabalho uma pessoa ter de ir com o secador atrás sempre que quisesse ir esvaziar o intestino?

 

Estivemos um bom bocado à conversa, abordando temas desde a alimentação, a parasitas nas fezes, passando pela prática de sexo anal (aqui foi o momento "bomba" mas que a senhora recebeu com extrema naturalidade) sempre na tentativa de percebermos se havia algo que pudesse ter escapado ao diagnóstico médico e que lhe permitisse pelo menos atenuar o problema.

 

Até que ela se lembra que há uns anos tinha feito depilação a laser na zona anal, e provavelmente coincidia com o aparecimento dos sintomas, mas não podia garantir a 100%.

 

Para mim tenho aquele feeling que foi o laser que causou os danos na pele perianal da senhora, mas como nunca me submeti a esta técnica de depilação queria uma ajuda vossa.

 

Alguém já fez depilação nesta zona anatómica ou conhece quem o tenha feito?

 

Ficaram com sensibilidade ou secura na pele?

 

Se sim como é que resolveram o problema?

 

Toda a ajuda que puderem dar a este pobre farmacêutico é bem-vinda de forma a poder melhor a vida de uma utente!

Multimasking

15.01.19, Triptofano!

Como é que eu nunca tinha pensado nisto antes?

 

É impressionante como é que às vezes a melhor das soluções também é a mais simples, só que de tão simples que é nunca ninguém se lembrou dela.

 

Eu gosto de fazer máscaras faciais.

 

É uma forma rápida de alcançar uma pele mais saudável e bonita enquanto relaxamos lendo um livro ou vendo um programa na televisão.

 

O meu único problema é que nunca encontrava uma máscara que desse para todas as particularidades do meu rosto.

 

Podia colocar uma máscara de argila por causa da oleosidade da zona T mas não tinha benefícios no resto do rosto.

 

Se usasse uma máscara para a rosácea por causa da zona peri-nasal não ganhava hidratação nas maçãs do rosto que estão sempre desidratadas.

 

Ou seja, para beneficiar uma zona  acabava por desleixar as outras, sendo que a única forma que eu via de equilibrar a balança era fazer uma máscara diferente a cada dois dias, mas parecendo que não acabava por gastar muito produto de forma infrutífera.

 

Quando dei de caras com a solução fiquei extremamente chateado comigo mesmo por nunca ter pensado em algo tão simples.

 

O Multimasking consiste basicamente em colocar mais que uma máscara ao mesmo tempo no rosto, só que utilizando apenas a quantidade de produto necessária na zona a tratar, o que resulta numa espécie de pintura de guerra contra os sinais do tempo. (basta uma rápida pesquisa num motor de busca para encontrarem imensas imagens dessas pinturas.)

 

Multimasking

 

O mais importante antes de se iniciarem no Multimasking é identificarem o vosso tipo de pele e o que é que querem enaltecer/aperfeiçoar no vosso rosto.

 

Depois disso é altura de escolher produtos com as substâncias activas adequadas para as vossas necessidades. 

 

É verdade que o investimento inicial pode ser um bocadinho mais doloroso, porque se calhar vão passar de uma máscara para quatro, mas a realidade é que usando menos produto elas também vos vão render mais, o que ao fim de algum tempo acaba por equilibrar a equação.

 

Tenham apenas atenção se forem fazer a Multimasking com mais que um produto novo ao mesmo tempo, porque no caso de haver uma reacção alérgica pode depois não ser tão fácil identificarem o culpado.

 

Por aí, já se renderam a esta técnica ou é algo para o qual não têm tempo sequer para pensar?

Há uma deadline para tirar os enfeites de Natal?

14.01.19, Triptofano!

Hoje quando estava a sair de casa cruzei-me com o vizinho da frente, e o olhar que ele me lançou fez-me ficar com os pêlos dos sovacos mais hirtos que os de uma vassoura nova a estrear!

 

Mentalmente enumerei todos os cenários que pudessem ter criado ruído em minha casa e impedido o vizinho de descansar tranquilamente!

 

  • Festa de Kizomba até às quatro da manhã? - Não
  • Luta ilegal de galos? - Também não
  • Tentativa de vídeo porno caseiro interrompido por causa de uma hérnia entre L4 e a L5? - Podia ser mas não!

 

Até que percebi que o olhar de desprezo dele não se devia a nenhuma fonte de barulho que tivesse vindo de minha casa mas sim ao gorro de Pai Natal que eu ostensivamente ainda apresentava na porta.

 

É verdade que já estamos a meio de Janeiro, mas bolas, o dia de Reis não foi assim há tanto tempo, por isso é relativamente normal uma pessoa ainda ter os adereços de Natal não é?

 

O meu presépio continua montado, a ganhar uma camadazinha jeitosa de pó que eu estou à espera que solidifique, para depois borrifar com um spray verde e ter musgo bio-orgânico para o próximo Natal. 

 

Também de pedra e cal está a árvore com todas as suas bolinhas e fitinhas e estrelinhas e outras coisas acabadas em inhas que uma pessoa demora duas horas e meia a por por isso vai deixar até Março para fazer render o trabalho que teve. 

 

O único enfeite que está inactivo são as luzes de Natal, não que as tenha tirado mas porque ligá-las todas as noites estava-me a aumentar a conta da electricidade que era uma coisa estúpida, e o pessoal quando é pobre tem de escolher entre luzes epilépticas coloridas ou acender o aquecedor para não ficar sem circulação nos dedos dos pés o que levaria a gangrena na certa.

 

Eu sei que não sou o único a manter o espírito festivo porque de vez em quando deparo-me com uma grinalda numa porta, vejo uma árvore montada através de uma janela aberta, ou reparo num Pai Natal que continua pendurado no estendal da roupa a tentar trepar para dentro de casa! (ou será que está a tentar fugir de quem lá mora....?)

 

Afinal se o Natal é quando um homem quiser porque é que os enfeites natalícios não podem permanecer montados até lá para a altura da Páscoa, quando uma pessoa finalmente ganha coragem para os arrumar?

O que oferecer a quem não gostamos?

14.01.19, Triptofano!

É verdade que o mundo está cheio de pessoas criativas mas, quando eu achava que já tinha visto de tudo, aparece alguém com uma ideia para além de extraordinária que consegue deixar-me literalmente de boca aberta.

 

Bem sei que devemos cultivar o amor pelos outros e apregoar no nosso dia-a-dia a tolerância e o perdão, só que nem sempre isso é possível.

 

Todos nós já tivemos um patrão abominável que nos atormentou com bullying emocional e nos fez correr para a casa-de-banho com os olhos a suar, um ex-namorado que nos garantiu que era para sempre e que não havia mais ninguém na vida dele só para no mês seguinte receber um prémio do Tinder como utilizador mais frequente, uma amiga do coração a quem confiámos em segredo que tínhamos uma atracção sexual pelo pai do nosso marido e a porca publicou tudo no Facebook tagando-nos e ao nosso marido e ao pai dele, ou uma colega jeitosa dos tempos do secundário que roubava os namorados a toda a gente e que teve a cara de pau de ir à reunião dos Vinte Anos Depois ainda extremamente jeitosa, fazendo-nos odiar ainda mais as nossas gordurinhas localizadas (não é que quem tenha gordurinhas não seja jeitoso mas vocês percebem a ideia!).

 

O que oferecer a estas pessoas de quem não gostamos de forma a podermos sentir o doce sabor da vingança?

 

Um estalo na cara? Herpes labial? Um talão de desconto do Continente fora de prazo?

 

E se eu vos dissesse que podíamos oferecer cocó?

 

A Shitexpress é uma empresa especializada em mandar cocó de animal para aquela pessoa que nos faz ficar com glaucoma só de pensarmos nela.

 

Basta seleccionarmos o tipo de cocó que queremos (basicamente cocó de cavalo), escolhermos se pretendemos um pacote mais simples ou algo mais requintado, dar-mos a morada de quem queremos que receba a maravilhosa prenda e finalmente pagar, com paypal ou bitcoins, de forma a mantermos o nosso anonimato.

 

Infelizmente o serviço não vem com um registo vídeo da expressão da pessoa quando abre a encomenda, por isso teremos que nos contentar em imaginar o momento a não ser que tenhamos escolhido alguém que trabalhe connosco e o presente venha directamente para o local de trabalho.

 

Mas como todas as moedas tem dois lados cuidado ao receberem algum embrulho suspeito.

 

Podem ter sido umas pessoas menos simpáticas no passado e alguém ter resolvido ofertar-vos um pacote cheio de merda.

 

E nunca se sabe quando a Shitexpress passa ao nível seguinte e ao abrirem a vossa encomenda ela simplesmente rebenta, mas em vez de confettis pelo chão ficam com pedaços de cocó espalhados pela casa toda....

O comboio de baixa velocidade

12.01.19, Triptofano!

The Darjeeling Express em 10 segundos: Apaixone-se pela decoração minimalista, peça o Achar de manga, delicie-se com o caril de frango com leite de coco mas prepare-se para uma viagem a baixa velocidade!

 

Darjeeling Express

 

Como eu não quero que um dia venha alguém dizer que aqui no blog nunca se fala de nada sério nem se abordam temas culturalmente enriquecedores, hoje vou falar um bocadinho de Darjeeling.

 

Ora, Darjeeling é uma cidade indiana do estado de Bengala Ocidental cujo nome significa numa tradução aproximada A Terra do Raio.

 

Esta cidade é famosa pelo seu indústria de chá preto e pelo caminho-de-ferro himalaio de Darjeeling, classificado como Património da Humanidade pela Unesco em 1999, sendo que é detentor de uma das poucas locomotivas a vapor ainda em uso na Índia.

 

E porque raio é que eu estou a falar sobre comboios e terras com nomes difíceis de pronunciar?

 

Porque há uns dias atrás visitei o The Darjeeling Express, um restaurante indiano em São Domingos de Benfica, que se auto-intitula como o Coolest Indian Restaurant! (de São Domingos de Benfica? de Lisboa? Do País? Do Sistema Solar?...)

 

Darjeeling Express

 

Quando entramos no Darjeeling Express damos de caras com uma decoração muito simples mas extremamente bem conseguida, que inevitalmente nos faz viajar e acreditar que estamos realmente dentro de uma locomotiva, prontos para nos perdermos nos magníficos sabores indianos.

 

Darjeeling Express

 

O problema foi que eu estava à espera de uma viagem a alta velocidade em primeira classe, e acabei por me ver sentado em económica a passo de caracol.

 

Antes de falar da comida em si, preciso de louvar o pensamento ecológico e sustentável que este restaurante possui e que mais estabelecimentos deveriam adoptar.

 

As embalagens biodegradáveis do take-away fizeram-me ficar com um sorriso no rosto, mas as palhinhas que nos entregaram deixaram-me arrebatado de paixão.

 

Em vez da típica palhinha poluente dos mares feita de plástico foi-nos dada uma comestível, algo que eu nunca tinha visto antes. Produzida pela Sorbos, esta palhinha com sabor a gengibre (há mais sabores disponíveis no mercado) aguenta bem os líquidos sem se desfazer e pode-se ir trincando, enriquecendo de sabor ainda mais a nossa bebida.

 

Darjeeling Express - Palhinha Comestível Biodegradável da Sorbos

 

O Darjeeling Express prometeu-me muito, sobretudo ao ter um atendimento super simpático e prestável, mas em termos de sabores não conseguiu cumprir.

 

O lassi de manga e hortelã, que eu e o Cara-Metade amamos de paixão, estava demasiado líquido, faltando-lhe tanto polpa de manga como iogurte, e o estranho é que em vez da hortelã sentia-se um sabor demasiado acentuado a cardamomo.

 

Darjeeling Express - Lassi de Manga e Hortelã

 

As chamuças de frango que vieram para a mesa eram pequeninas, mas o tamanho muitas vezes não quer dizer nada.

 

Só que estas chamuças além de serem muito neutras em termos de sabor (aconselho-vos a juntarem um bocadinho de picante para as tornarem mais interessantes ao palato) estavam muito oleosas, o que estranhamente não me surpreendeu visto que era possível notar no restaurante um cheiro a fritos a pairar no ar.

 

Nota muito positiva para a apresentação.

 

Tantas vezes que já me aconteceu pedir chamuças de carne e chamuças de vegetais e elas virem todos "ao molho" e uma pessoa ter de andar a morder as pontas para perceber qual é qual.

 

Aqui vinham em cima duma "folha" onde numa ponta estava indicado carne e na outra vegetais.

 

Consoante o recheio eram colocadas perto da designação correcta, o que eu achei uma ideia espectacular.

 

Darjeeling Express - Chamuças de Frango

 

Quanto aos pratos principais veio para mim um caril de lentilhas verdes e limão acompanhado com rotli, um pão achatado feito sem levedura que os mais corajosos podem usar como talher, e para o Cara-Metade um caril de frango com leite de coco acompanhado de arroz basmati.

 

O caril de frango estava espectacular, extremamente delicioso, um verdadeiro tiro certeiro.

 

Darjeeling Express - Caril de Frango com Leite de Coco e Arroz BasmatiDarjeeling Express - Caril de Frango com Leite de Coco

 

Ainda melhor ficava quando combinado com o achar de manga (um pickle de manga típico da culinária indo-portuguesa) que lhe conferia um extra de picante, sal e acidez fazendo qualquer papila gustativa bater palmas de contentamento.

 

Darjeeling Express - Achar de Manga

 

O meu caril de lentilhas verdes estava agradável, mas senti que faltava-lhe qualquer coisa que o tornasse mais uno, era como se faltasse uma gordura que ligasse todo o prato.

 

O que realmente tinha excesso de gordura era  o rotli, que parecia até meio molhado, talvez devido a um uso excessivo de óleo ou manteiga.

 

Darjeeling Express - Caril de Lentilhas Verdes e Limão com Rotli

 

Agora a machadada no meu coração que me fez sangrar até ficar anémico foi o facto das belas taças de caril virem literalmente a ferver, o que significava que tinham saído directamente do micro-ondas.

 

Não sou fundamentalista contra o uso deste aparelho dos tempos modernos numa cozinha, apesar de obviamente ficar mais agradado se ele não for usado, mas bolas, podiam ter aquecido a comida num outro recipiente e depois passado para a taça de forma a não dar tanta cana não acham?

 

Para me consolar da tristeza provocada pelas ondas electromagnéticas micro-ondas pedi uma sobremesa para dividir.

 

Depois de me informarem que a sobremesa da semana era tiramisù (confesso que fiquei meio confuso porque pensava que estava num restaurante indiano) optei pelo fondant de chocolate com malagueta.

 

Veio uma fatia de fondant arrebatadoramente deliciosa que no fim deixava um ardor gostoso na boca, provocado pela malagueta que casava muito bem com o chocolate.

 

Só tive pena que a sobremesa não fosse visualmente mais deslumbrante, podendo-se usar para o efeito alguns flocos de malagueta que dariam logo um efeito tchanã ao fondant.

 

Darjeeling Express - Fondant de Chocolate com Malagueta

 

O The Darjeeling Express tinha tudo para ser um restaurante fantástico, mas limitou-se a dar o mínimo dos mínimos, parando em todos as estações e apeadeiros quando o que eu queria era uma viagem à velocidade da luz.

 

Darjeeling Express

 

The Darjeeling Express Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Uma Pepita de Sucesso

11.01.19, Triptofano!

Enquanto eu ando aqui sempre com os cabelos em pé a pensar no que é que posso colocar no blog de forma a mantê-lo interessante e dinâmico há pessoas como a Luísa de Sousa que mantém 4 blogs (isso mesmo 4 blogs!!!) com uma simplicidade igual à de quem bebe uma bica a meio da manhã.

 

A única explicação plausível para esta pegada digital tão abrangente é o facto da Luísa ser prima do Presidente Marcelo, e em vez de roncar de boca aberta como eu, passar a noite toda a navegar furiosamente na blogosfera.

 

Apesar de eu deitar um olho em todos os cantinhos da Luísa (nada de ideias pecaminosas minha gente...) o que me cativa mais é o Uma Pepita de Sucesso, um lugar onde vão encontrar reflexões, posts dedicados à família, testemunhos de como a vida pode mudar para algo melhor desde que não baixemos os braços e continuemos a lutar.

 

A Luísa também abraçou o super desafio do momento aqui da comunidade, o Diário da Gratidão, que é uma excelente forma de nos relembrarmos o quão abençoados somos e como muitas vezes o copo está mais cheio do que vazio, nós só temos é que mudar o nosso ponto de vista.

 

Embora já não seja uma novata nestas lides, só muito recentemente é que descobri esta madeirense cheia de energia e bom-humor, por isso desafio-vos todos a encher a caixa de comentários dela com palavras simpáticas para percebermos se a moça realmente não dorme ou se descobriu uma forma de se clonar! 

Podcast? Sim ou Não?

10.01.19, Triptofano!

Depois de ter ouvido o primeiro podcast da dESarrumada fiquei a pensar, então e se eu fizesse o mesmo?

 

Sei que não é assim muito original copiar a ideia da blogueira mais desarrumada e sem filtros aqui da comunidade, mas numa altura em que as ideias andam escassas era isso ou começar a preparar uma sessão fotográfica para um calendário erótico para o ano de 2020, mas visto que ninguém quis ver a minha foto desnudo (sim estou ressabiado e então?) achei que o podcast podia ser uma ideia mais concretizável!

O que é que vocês acham?

 

Gostavam de ouvir aqui a minha pessoa, com a sua voz tudo menos sexy, a falar sobre assuntos que não interessam a ninguém com o humor (ou falta dele) que me é característico?

 

Qual seria o primeira tema que gostavam que eu abordasse na possível inauguração do podcast do Triptofano?

 

Digam de vossa justiça e enquanto pensam sobre o assunto ouçam o da dESarrumada, a Carrie Bradshaw Serrana, como eu carinhosamente a chamo!