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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Podcast? Sim ou Não?

10.01.19, Triptofano!

Depois de ter ouvido o primeiro podcast da dESarrumada fiquei a pensar, então e se eu fizesse o mesmo?

 

Sei que não é assim muito original copiar a ideia da blogueira mais desarrumada e sem filtros aqui da comunidade, mas numa altura em que as ideias andam escassas era isso ou começar a preparar uma sessão fotográfica para um calendário erótico para o ano de 2020, mas visto que ninguém quis ver a minha foto desnudo (sim estou ressabiado e então?) achei que o podcast podia ser uma ideia mais concretizável!

O que é que vocês acham?

 

Gostavam de ouvir aqui a minha pessoa, com a sua voz tudo menos sexy, a falar sobre assuntos que não interessam a ninguém com o humor (ou falta dele) que me é característico?

 

Qual seria o primeira tema que gostavam que eu abordasse na possível inauguração do podcast do Triptofano?

 

Digam de vossa justiça e enquanto pensam sobre o assunto ouçam o da dESarrumada, a Carrie Bradshaw Serrana, como eu carinhosamente a chamo!

Uma Surpresa na Casa-de-Banho

10.01.19, Triptofano!

O meu primeiro trabalho enquanto farmacêutico foi em Campo de Ourique, numa farmácia amorosa mas muito pequenina, daquelas onde se estiverem quatro clientes à espera fica logo a abarrotar.

 

Também minúscula era a casa-de-banho, sendo que para uma pessoa se sentar na sanita precisava primeiro de contornar o lavatório e fazer algum contorcionismo, o que podia ser desesperante se estivéssemos assim muito mas muito aflitinhos.

 

Foi nesta minúscula casa-de-banho de Campo de Ourique que eu me deparei uma surpresa que nunca na vida esperei encontrar.

 

A certa altura começaram a aparecer umas misteriosas gotas de água à volta da sanita.

 

Eu, primeiro, pensei que pudesse ser alguma fuga de água só que não sendo uma poça propriamente dita eram sim uns salpicos.

 

Como  eu trabalhava só com mulheres e normalmente as senhoras não urinam de pé (a não ser que já tenham aqueles cones modernaços ou tenham uma força de esfíncter sobre-humana) fui logo acusado de fazer xixi para fora da sanita.

 

Da primeira vez ainda pensei que pronto, podia realmente ter acontecido, uma pessoa às vezes está a pensar no infinito e quando dá por ela não segurou bem a piloca e deita umas pinguitas para fora.

 

Só que quando voltou a acontecer uma segunda, e uma terceira, e uma quarta vez eu tive a certeza que não era eu que estava a ter má pontaria.

 

Apesar de veemente ter afirmado que a culpa não era minha, como era o elo mais fraco (ou seja era o gajo) continuei a ser acusado de, basicamente, ser um badalhoco.

 

Até ao dia em que eu descobri a verdade.

 

Estava eu descontraidamente a dirigir-me à casa-de-banho quando abro a porta e eis que o vejo!

 

UM RATO!

 

Mas não era um rato pequenino, daqueles fofinho tipo o Ratatui, era um rato gigantesco cujo tamanho da cabeça até à ponta da cauda era equivalente ao meu antebraço.

 

Eu olho para o rato, o rato olha para mim, eu volto a olhar para o rato e ele dá um salto para dentro da sanita e desaparece enquanto eu fecho a porta gritando histericamente.

 

Naquele momento fiquei completamente em pânico.

 

Tanto pelo rato que era gigantesco como pelo facto de eu pensar que eles conseguirem nadar dentro das canalizações era um mito urbano (e afinal não é!!!).

 

Apesar de durante um mês eu ter sido difamado pelas minhas colegas a verdadeira responsável era uma delas que trazendo almoço para a farmácia nunca o consumia totalmente, colocando os restos no caixote do lixo da casa-de-banho.

 

Como a tampa da sanita ficava sempre levantada o senhor rato conseguia detectar o cheiro dos restos da comida, viajar através da canalização, sair pela sanita causando os salpicos que todos achavam que era xixi, fazer a sua refeição descansado e depois voltar para casa usando novamente a sanita.

 

Só vos tenho a dizer que durante dois meses a tampa da sanita daquela casa-de-banho esteve sempre para baixo.

 

E antes de alguém a levantar batia-se duas ou três vezes nela para afugentar algum possível roedor que estivesse à espera por uma oportunidade de ferrar os dentes num belo rabiosque.