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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Don Vito Pizzeria Tradizionale

31.01.19, Triptofano!

Don Vito em dez segundos: Descubram um ambiente americano vintage, deliciem-se com uma massa extremamente fina e estaladiça, percam-se com todas as opções de pizzas possíveis mas não deixem de experimentar a delícia de Nutella (é simplesmente irresistível!).

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale

 

Tenho um amigo que sempre que eu colocava fotos de pizza no meu Instagram mandava-me uma mensagem a dizer que eu precisava de ir à Don Vito. 

 

Que a Don Vito era a última bolacha do pacote, a última coca-cola do deserto, a última vacina da gripe do centro de saúde de Benfica, e eu fartinho do ouvir decidi que tinha de ir visitar o local, para perceber se as pizzas eram assim tão boas como ele dizia.

 

E não é que ele tinha razão? 

 

A Don Vito que eu visitei fica em Benfica, ao pé do Mercado, e confesso que fui um pouco a medo, porque ao ler as críticas no Zomato fiquei com a sensação que o espaço era assim minúsculo, que uma pessoa nem iria conseguir mexer um braço sem bater com ele na parede.

 

A verdade é que as pessoas são umas exageradas.

 

Realmente a Don Vito está mais vocacionada para Take-Away ou para Entregas ao Domicílio, mas se quiserem podem comer confortavelmente no espaço decorado ao estilo vintage americano e ao som de Blues.

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale

 

Sim tem talheres de plástico, mas a pizza é para comer com a mão minha gente, ao verdadeiro estilo italiano, e os copos de plástico podiam realmente ser substituídos por uma alternativa eco-friendly mas não é isso que vai fazer um beliscão à experiência geral.

 

Algo que não posso deixar de referir antes de começar a falar da comida é a simpatia do staff que me atendeu.

 

Extremamente profissionais, atentos, sempre disponíveis para ajudar-me nas minhas habituais 54895 mil dúvidas, esta equipa tornou a visita ainda mais agradável.

 

A minha refeição começou com um pão de alho com queijo, que eu pensava que ia chegar à mesa no formato de um pão recheado.

 

Qual a minha surpresa quando vem para a mesa uma pequena pizza que reinterpretava a clássica entrada, e só vos posso dizer que estava fantasticamente deliciosa!

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale - Pão de Alho com Queijo

 

Depois foi altura de atacar as pizzas propriamente ditas, e as pizzas são qualquer coisa do outro mundo, de tão boas serem.

 

Esperem encontrar uma pizza do estilo romano, com uma massa tão fina e crocante que não vai cá haver não comer os rebordos por ficarem demasiado cheios.

 

O que distingue a Don Vito de muitas outras pizzarias é o facto de utilizarem ingredientes sempre frescos (tirando alguns ingredientes onde isso não é de todo possível como os camarões) e não pouparem neles quando preparam as pizzas; e o facto de quando estendem a massa caseira, preparada no local, adicionarem sêmola de milho, obtendo-se uma massa muito mais crocante, tornando a experiência de comer pizza verdadeiramente inolvidável.

 

O forno que usam é eléctrico, mas o resultado final é tão excepcional que eu podia jurar que as pizzas que eu comi tinham vindo directamente de um forno a lenha.

 

Uma outra característica da Don Vito é o facto de poderem ter duas pizzas numa, metade com uns ingredientes e outra metade com outros, mas atenção que apenas as opções que tiverem o mesmo símbolo (se tiverem o menu à vossa frente vão perceber do que falo) é que podem ser conjugadas!

 

Vocês sabem que eu sou pessoa de comer muito, de enfardar quantidades industriais de comida, por isso vieram para a mesa 4 pizzas médias que foram devoradas num ápice, contando obviamente com a sempre preciosa ajuda do Cara-Metade!

 

Primeiro a preferida dele, a Quatro Formaggi, com Mozzarella, Provolone, Parmesão e queijo Brie, tudo conjugado com um fantástico molho de tomate.

 

Escusado será de dizer que esta pizza foi devorada num abrir e fechar de olhos.

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale - Quatro FormaggiDon Vito Pizzeria Tradizionale - Quatro Formaggi

 

De seguida a Vezuvio, com queijo Brie, azeite, frango, rúcula e pinhões.

 

Esta pizza devido à rúcula tem um toque extremamente fresco, e a quantidade de pinhões que colocam é absurda, de tantos que são, mas mesmo assim foi a pizza que menos gostei (apesar de ser verdadeiramente deliciosa, não me entendam mal) simplesmente porque ao fim de algumas fatias torna-se um pouco seca comparativamente com as outras.

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale - Vezuvio

 

Depois, uma pizza em versão 50/50.

 

Uma metade era Diavola, com mozzarella, ventricina (um tipo de chouriça de porco picante) e mozzarella di búfala, de onde escorria o molho mais incrível de sempre que eu me deleitei a lamber dos dedos.

 

Esta pizza é picante mas de uma forma ligeira, enaltecendo os sabores em vez de os aniquilar.

 

A outra metade era Il Fratelli, com mozzarella, fiambre, chouriço e ovo cozido, a típica pizza de sabores reconfortantes que eu também adorei!

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale - Diavola/Il Fratelli

Don Vito Pizzeria Tradizionale - Diavola/Il Fratelli

 

Agora a última pizza finalizou a refeição com chave de ouro.

 

A última pizza levou as minhas papilas gustativas a fazerem a onda.

 

A última pizza foi quase tão boa como se a Ana Malhoa tivesse entrado no local e cantado uma música só para mim.

 

A San Marino, com salmão fumado, azeite, manjericão, mozzarella di búfala e um fantástico sumo de limão a criar acidez e a potenciar sabores foi simplesmente extraordinária.

 

Nós já estávamos cheios e a abarrotar, mas quando esta pizza veio para a mesa foi impossível não a comer num instante!

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale - San Marino

 

Bem, eu menti-vos quando disse que foi a San Marino que finalizou a refeição com chave de ouro.

 

O que realmente encerrou esta divinal experiência foi a delícia de Nutella, que consiste numa massa de pizza muito fininha, quase a lembrar um crepe, coberta de Nutella.

 

Se acham que é enjoativo então precisam de a provar o mais rapidamente possível, e nesse momento vão perceber que as vossas vidas nunca mais vão ser as mesmas (eu já acordei umas duas ou três vezes a pensar no raio da bicha...).

 

Don Vito Pizzeria Tradizionale - Delícia de Nutella

 

Se estão à procura de uma boa pizza, recheada de ingredientes de alta qualidade e com uma massa fina e estaladiça então tem mesmo de visitar a Don Vito Pizzeria Tradizionale, seja para consumir no local ou para levar para casa.

 

Eu fiquei tão fã que depois da visita ao espaço já mandei vir entregar em casa, e sabem que mais? 

 

As pizzas estavam tão boas como as que eu comi lá!

 

Don Vito Pizzeria TradizionaleDon Vito Pizzeria TradizionaleDon Vito Pizzeria Tradizionale

 

DON VITO Pizzeria Tradizionale Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Suplementação Alimentar no Doente Oncológico

30.01.19, Triptofano!

Enquanto farmacêutico comunitário parte-me o coração sempre que descubro que um dos meus utentes foi diagnosticado com cancro, porque é uma patologia que deixa as pessoas muito fragilizadas tanto a nível físico como psicológico.

 

Insisto sempre com eles na parte da suplementação alimentar, porque sem uma correcta nutrição é muito mais difícil ultrapassar a doença.

 

Agora o que me deixa fora de mim é quando alguém vem com a história de que está muito gordo e não precisa de nenhum reforço alimentar.

 

Excesso de peso não significa que a pessoa não esteja desnutrida!

 

Uma pessoa pode ter um excesso de massa gorda e não ter os nutrientes e vitaminas essenciais para os mecanismos metabólicos diários.

 

Uma pessoa pode ter excesso de peso e não ter massa muscular, e tendo em conta que muitos medicamentos oncológicos são metabolizados a nível do músculo, se este estiver ausente por melhor que o medicamento seja o resultado final vai ser muito insatisfatório.

 

Depois existem as pessoas que estão desnutridas e tem um índice de massa corporal muito baixo, ficando muitas vezes literalmente em carne e osso, entrando num estado de caquexia.

 

A caquexia, que é caracterizada por uma acentuada perda de peso, falta de apetite, constante fadiga e fraqueza, além de atrofia muscular, pode desencadear uma sarcopenia, que é uma perda da função muscular que muitas vezes é irreversível.

 

Por isso a desnutrição no doente oncológico (e não só) é uma situação que não pode ser encarada de ânimo leve, devendo-se tomar medidas para evitar que ela cause males maiores.

 

Muitas vezes os meus utentes dizem-me que sim, que comem de tudo um pouco, que não precisam de reforço nenhum, que estão óptimos.

 

Só que a maior parte das vezes não é bem verdade.

 

Por exemplo, a ingestão recomendada para os idosos é de 1,0 g até 1,2 g de proteína por quilograma de peso corporal por dia.

 

Isso significa que um homem com mais de 65 anos, que pese 80kg, deve consumir  entre 80 a 96 gramas de proteína por dia (o que corresponde a 280-340g de peito de frango por dia).

 

Agora digam-me quantos idosos, muitas vezes sozinhos em casa, é que comem 300 gramas de peito de frango diariamente?? (se for por semana já é bastante bom!)

 

Hoje tive uma formação da gama inteira da Fresubin, aqueles "iogurtes" que se encontram nas farmácias, mas o que me cativou a atenção foi o Fresubin 3.2 Kcal que está direccionado para os casos de oncologia/caquexia.

 

Este produto, isento de glúten, purina, colesterol e clinicamente isento de lactose (atenção que possui proteína do leite na composição), fornece por cada 125ml 400Kcal (o equivalente a uma taça de arroz) e 20g de proteína (o equivalente a um bife de 100g).

 

Uma das grandes vantagens deste Fresubin 3.2Kcal é que 80% das 20g de proteína por cada garrafinha é originário do colagénio hidrolisado (em vez da caseína como nas outras referências da marca), o que leva a uma síntese muscular mais eficaz!

 

Além do aporte calórico e proteico, cada garrafa é enriquecida com 10 microgramas de vitamina D.

 

Uma dose de 20 microgramas diárias de vitamina D reduz o risco de quedas e fracturas, além de que esta vitamina é de extrema importância nos processos de cicatrização e no bom funcionamento do sistema imunitário!

 

Os sabores disponíveis no mercado são Avelã e Baunilha-Caramelo, sendo que após aberto cada garrafinha pode ser consumida num espaço de 24 horas, desde que conservada no frigorífico devidamente acondicionada.

 

Fresubin 3.2Kcal

 

Resolvi partilhar aqui esta informação porque sei que ainda existe muito desconhecimento e dúvidas relativamente às necessidades nutricionais do doente oncológico, sendo que a maioria nunca teve sequer uma consulta de nutrição no hospital onde está a fazer os tratamentos.

 

Este post tem como objectivo mostrar que existem alternativas.

 

Pode ser esta marca e referência, como podem ser outras quaisquer, desde que respeitem as particularidades de cada indivíduo.

 

Tirem dúvidas com o vosso médico, farmacêutico, nutricionista, ou se quiserem deixem a vossa pergunta nos comentários que farei tudo para vos dar a melhor resposta possível.

 

Agora não se esqueçam, muitas vezes uma pessoa não morre pela doença em si, mas pelo estado de desnutrição avançado em que ficou!

Pica na Praça

29.01.19, Triptofano!

Pica na Praça em 10 Segundos: Descubra um bom local para ver um jogo de futebol, renda-se ao pão quente, salive descontroladamente com o Prego Especial Ilha mas não pense demasiado acerca da manteiga!

 

Pica na Praça

 

Se existem duas coisas que se conjugam perfeitamente, essas coisas são petiscos e futebol.

 

Mas se aqui este menino está sempre pronto para atacar uns belos petiscos, futebol é coisa que não me atrai a mínima das atenções.

 

Há uns dias atrás fui visitar o Pica na Praça, um restaurante de petiscos em Benfica, e quando entrei reparei que estava toda a gente sentada virada para o mesmo lado.

 

Durante um nanosegundo ainda tive a esperança que estivesse a ocorrer um concerto secreto da Pabllo Vittar e o meu dia fosse acabar em beleza, mas rapidamente percebi que era um jogo de futebol entre o Benfica e o Porto.

 

Quando me sentei de costas para o ecrã senti todos os olhos cravados em mim, como se tivesse cometido a maior ofensa do mundo ao ignorar o desporto rei que estava a ser exibido, mas eu estava ali pelos petiscos e era nisso em que eu me ia concentrar.

 

Pica na Praça

 

O Pica na Praça é um espaço agradável, com uma decoração simples mas funcional.

 

Os empregados são simpáticos e deram-me uma explicação acerca do menu (ainda pensei que me pudessem ignorar por causa do jogo mas não), sendo que o ritmo do serviço foi ligeiramente lento no início mas depois acelerou!

 

Agora há duas coisas fantásticas que todos os que visitarem este espaço tem que provar: o pão quentinho a escaldar e o Prego Especial Ilha.

 

Como entrada vem um pão fantástico, fabuloso, de fazer perder a cabeça a todos os amantes desta maravilha da levedação.

 

A massa não é feita no espaço mas é aquecida no momento, resultando num pãozinho quente delicioso que não apetece deixar de comer.

 

Ainda por cima vem servido com um pote gigantesco de manteiga (nada daquelas amostras minúsculas) para uma pessoa entupir as veias de colesterol à vontade (ainda fiquei a pensar no que é que fariam à quantidade industrial de manteiga que uma pessoa não usa mas preferi não saber).

 

Pica na Praça - Pão Quente com Manteiga

 

A acompanhar o pão com manteiga vieram uns croquetes artesanais de vitela, tenros e cheios de sabor, que também foram comidos num ápice.

 

Pica na Praça - Croquetes Artesanais de Vitela

 

Antes do Prego (que foi a última coisa a vir para a mesa) provei outros petiscos.

 

As bolinhas de alheira estavam boas, sendo que também é difícil de falhar neste departamento.

 

Gostava, talvez, que viessem acompanhadas com algum apontamento de molho, ou compota, para as podermos besuntar e ficarmos com uma palete de sabores mais rica.

 

Pica na Praça - Bolinhas de Alheira

 

O pica-pau de vaca estava saboroso, com um molho bem feito e na proporção certa, sendo que a carne podia estar ligeiramente mais tenra, mas nada que colocasse em causa a integridade do prato.

 

Pica na Praça - Pica-Pau de Vaca

 

O choco frito também se encontrava bem cozinhado, muito agradável ao palato, sendo que poderia beneficiar duma polme de farinha de trigo e milho (e não unicamente trigo) de forma a ficar mais crocante.

 

Pica na Praça - Choco Frito

 

As moelas, prato no qual eu gosto de me considerar especialista (mas sejamos honestos, não sou especialista nenhum, simplesmente gosto mesmo muito de moelas), não desiludiram mas eu esperava um bocadinho mais.

 

As moelas estavam tenras, o molho era muito guloso (molhar o pão quentinho no molho.....ai tão bom!), mas estava à espera de um kick de sabor mais forte, era tudo muito unidimensional e eu queria uma viagem 4D. 

 

Pica na Praça - Moelas

 

Agora o Prego Pica na Praça Especial Ilha servido no pão, o Prego Especial Ilha foi literalmente orgásmico!!!

 

Com 160gr de vazia Black Angus (uma raça de bovinos destinada à produção de carne de qualidade superior), queijo da ilha, cebola caramelizada, alface e manteiga de alho, este prego que vem a ferver, onde o queijo se derrete na nossa boca e a carne se une sensualmente com a nossa língua, é uma experiência inolvidável.

 

Mandem o futebol às urtigas, este prego é melhor do que qualquer taça que o vosso clube possa ganhar!

 

Pica na Praça - Prego Pica na Praça Especial IlhaPica na Praça - Prego Pica na Praça Especial Ilha

 

Se estão à procura de um lugar agradável para ver um jogo de futebol enquanto se deliciam com uns belos petiscos (ou apenas para atacarem os petiscos), o Pica na Praça é certamente uma boa escolha!

 

Pica na Praça

Pica na Praça

 

Pica na Praça Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Irritações

28.01.19, Triptofano!

Eu considero-me uma pessoa razoavelmente calma que tenta levar a vida o mais descontraidamente possível, porque todos sabemos que altos níveis de stress causam desgaste no nosso músculo cardíaco e quando damos por ela já estamos a caminho do hospital com um enfarte e meio no pêlo.

 

Porém existem coisas que tiram-me do sério, situações que fazem-me pensar se não estarei a ser comandado por uma criatura espacial num jogo sádico onde o objectivo é ver quanto tempo é que eu demoro a ficar totalmente careca com os nervos!

 

Partilho convosco três das situações que me irritaram nesta última semana. 

 

 

O Fone que deixa de funcionar

 

Estão na rua a vibrar ao som do Wannabe das Spice Girls,

 

If you wanna be my lover, you gotta get with my friends

 

o volume está no máximo, a probabilidade de serem atropelados por um autocarro da Carris é alta visto que qualquer som do mundo exterior está completamente abafado, quando de repente a voz da Posh Spice começa a ficar assim meio cortada.

 

Primeiro ainda pensam esperançosos que é a rapariga que realmente é fraca no que toca aos dotes vocais, mas depois compreendem que é o vosso fone que está a morrer para a vida.

 

Num instante ficam manetas de um ouvido.

 

Continuam com os dois fones presos ao vosso pavilhão auricular mas um não é mais do que um corpo sem vida a criar peso.

 

Como são pessoas com esperança torcem e retorcem o fiozinho em todas as posições possíveis e imaginárias e dão pulos de alegria quando o fone volta a dar sinais de vida .... durante sete segundos.

 

O destino daquele par de fones vai ser ou o lixo ou a gaveta de vossa casa cheia de outros fones manetas que vocês não deitam fora porque tem a esperança que um dia alguém invente uma máquina que consiga emparelhar os fones bons e vocês possam voltar a ouvir música nos dois ouvidos.

 

Sabem todos aqueles momentos em que se riram das pessoas que andam com os auscultadores da Apple que mais parecem lombrigas a sair dos ouvidos?

 

Pois agora elas é que se riem de vocês, porque os fones delas não têm fios....

 

 

A foto mural do Instagram

 

Estão muito contentes a fazer scroll down no vosso feed do Instagram, entusiasmados a ver receitas de papas de aveia e bolos sem lactose, mas secretamente a desejar que o colega de trabalho tenha colocado uma foto de sunga branca molhada que uma pessoa precisa de lavar a vista, quando dão de caras com uma imagem que parece incompleta.

 

Mais um bocadinho de scroll down e lá aparece outra foto que pela cor e formato de certeza que está relacionada com a primeira.

 

E aí vocês descobrem que estão perante uma horripilante foto mural.

 

A foto mural é não mais nem menos que uma foto normalíssima ampliada e dividida em nove fotos mais pequenas, que separadas não fazem sentido nenhum, mas quando juntas qual puzzle virtual revelam todo o seu esplendor (ou falta dele).

 

Além de vos obrigar a entrar no feed da pessoa para conseguirem perceber o que raio é aquele pedaço castanho com um tufo de pêlos, cria uma dúvida existencial, que é onde é que vamos colocar o coraçãozinho do like?

 

Imaginem uma foto mural de um cozido à portuguesa!

 

Vão colocar nove coraçõezinhos e perderem tempo da vossa vida que podia estar a ser usado para procurarem fotos de homens pelados?

 

Dão o coração na foto em que aparece o pedaço maior de farinheira?

 

Ou apontam para a zona central e dão o caso por encerrado?

 

Fotos murais são como os quadros de Monet, uma pessoa precisa de afastar-se para ter uma nova perspectiva, mas e tempo para isso?

 

 

Acordar à mesma hora

 

Eu e o Cara-Metade acordamos praticamente à mesma hora, sendo que ele consegue a proeza de ser sempre mais rápido do que eu a saltar da cama para fora.

 

Isso não teria qualquer problema se o meu amorzinho fofo fosse tomar o seu pequeno-almoço descansado, responder a alguns e-mails, ver um bocadinho de televisão...mas não!

O que o Amor faz é enfiar-se na casa-de-banho, sentar-se na sanita e ficar lá uns bons vinte minutos a pensar na vida.

 

E novamente não haveria nenhum problema se a minha pessoa não acordasse sempre com uma vontade desgraçada de ir fazer cocó.

 

É ver-me a apertar o esfíncter com toda a força porque sua majestade tem a lata de dizer que se eu queria ir à casa-de-banho então que tivesse acordado antes, e que agora ele está no seu tempo privado.

 

É que minha gente o homem já não está a fazer nada, só está a aquecer as bordas do rabo, e eu pessoa sofredora tento descobrir uma forma de reverter os movimentos naturais do intestino para não me borrar nos lençóis!

 

 

E vocês? O que é que vos irritou esta semana?

 

Sintam-se à vontade (como sempre) para partilharem comigo aquelas pequenas coisas que vos tiram anos de vida!

Thai Tuga

26.01.19, Triptofano!

Thai Tuga em 10 segundos: Surpreendam-se com os Thai Spring Rolls, descubram os sabores da sopa Tom Kha, percam a cabeça com o caril vermelho mas não fiquem assustados com a ausência de decoração do espaço!

 

Thai Tuga

 

Não se deixem enganar pelo nome, o Thai Tuga não é um restaurante de fusão entre os delicados sabores tailandeses e a carismática comida portuguesa (apesar de na conta de Instagram haver referência a um Thai B-Tok).

 

É sim um restaurante tailandês onde um dos sócios é originário da Tailândia e outro é um português de gema, que se juntaram para abrir um restaurante quick service de comida Thai.

 

Depois de me ter arrepiado com as últimas avaliações deste novo espaço de restauração no Zomato, decidi encher-me de coragem e aventurar-me numa aventura gastronómica, que muito sinceramente me surpreendeu pela positiva.

 

O restaurante é facilmente reconhecível da rua, primeiro por ser gigantesco, em segundo pela cor roxa da montra, que faz-nos imediatamente lembrar da companhia aérea Thai Airways.

 

Quando entramos ficamos com vontade de voar, mas voar dali para fora e o mais depressa possível.

 

Imaginem um cruzamento entre cantina de hospital com zona de alimentação de um restaurante de fast-food com cenário assustador do Silent Hill.

 

Basicamente é um espaço enorme, sem decoração alguma, com uma simetria perturbadora e uma luz branca que nos impele a comer o mais rapidamente possível.

 

Thai Tuga

 

Senti-me desconfortável enquanto esperava pela minha refeição porque o espaço consegue a proeza de ser enorme mas de nos sufocar, além de estar sempre alerta porque não sabia quando é que um zombie podia surgir sem aviso e eu ter de usar as minhas capacidades inexistentes de muay thai para me defender.

 

Provavelmente não havia nenhum zombie assassino escondido no Thai Tuga, mas se por acaso existia quando a comida chegou esqueci-me completamente dele.

 

Os Thai Spring Rolls foram os primeiros a chegar à mesa e a serem aprovados com distinção.

 

Com uma massa que podia estar apenas ligeiramente mais fina, estes spring rolls não estavam oleosos, eram bastante estaladiços e o recheio de legumes frescos, noodles vermicelli e pasta de frango e camarão era muito saboroso, havendo uma proporção correcta entre massa e recheio.

 

Thai Tuga -Thai Spring Rolls

 

O Tom Kha, uma sopa de coco e frango, reconfortava a alma e o estômago.

 

Dou mérito ao facto de terem usado nesta sopa produtos como o galangal ou a lima keffir, que não são muito fáceis de encontrar em Portugal, mas que conferiram um sabor que me fez automaticamente relembrar a minha visita à Tailândia.

 

É certo que os cogumelos paris utilizados na sopa estão a anos-luz dos originais enoki, mas compreendo a dificuldade em arranjar os segundos e não foi essa mudança que desvirtuou a essência da sopa.

 

Achei somente que ela estava um pouco de nada demasiado doce, talvez devido ao leite de coco utilizado ou ao açúcar adicionava, e que lhe faltava vir acompanhada com pedaços de lima para podermos espremer na hora e dar um toque de acidez cítrica refrescante.

 

Thai Tuga - Tom Kha

 

Para prato principal vieram dois tipos de caril.

 

O caril amarelo servido com camarão estava delicioso, e é a escolha mais segura para quem não se quer aventurar demasiado nos sabores exóticos tailandeses.

 

Além de não ser picante combina a quantidade certa de exotismo com a de segurança, para todos aqueles que possuem palatos mais conservadores.

 

Thai Tuga - Caril Amarelo

 

O caril vermelho servido com frango foi o prato vencedor da noite.

 

Com a dose certa de picante, este caril que continha courgete e abóbora (algo que normalmente não se encontra no prato tradicional mas que o tornou ainda mais saciante e saboroso) fez delirar as minhas papilas gustativas, mostrando-me que quem está na cozinha sabe o que está a fazer.

 

Mais uma vez este caril não veio acompanhado com lima, mas quando requisitada foi-nos prontamente trazida, por isso recomendo-vos que caso precisem não hesitem em pedi-la, porque é um detalhe que eleva ainda mais o prato.

 

Thai Tuga - Caril Vermelho

Thai Tuga - Caril Vermelho

 

Quanto às sobremesas não experimentei nenhuma porque não havia nada tradicional da Tailândia por onde escolher, e eu que estava com desejos de um arroz glutinoso com manga não consegui ficar cativado pela mousse de chocolate ou pela serradura.

 

Não podia terminar sem fazer alguns apontamentos positivos e outros não tanto.

 

Primeiro tenho de congratular a limpeza do espaço que estava imaculado.

 

A cozinha então estava tão resplandecente que dava vontade de nos sentarmos no chão e comer directamente dele.

 

Thai Tuga

 

O atendimento também tem uma nota muito positiva, porque apesar de precisar de um bocadinho mais de treino foi extremamente simpático e notava-se que havia vontade em agradar e em bem servir.

 

No aspecto mais negativo senti que havia detalhes que já deviam ter sido resolvidos, como por exemplo não haver uma placa a indicar a direcção da casa-de-banho, o que leva uma pessoa a ficar meio perdida! (vocês podem achar que isto é ser picuinhas mas quando visitarem o espaço vão perceber do que eu falo).

 

Também o facto dos preços do jantar serem diferentes dos do almoço e não haver nenhuma referência a tal deixou-me ligeiramente desagradado.

 

É verdade que quando nos sentamos entregam-nos um menu com os preços dos pratos mas quando olhamos para os valores expostos na parede dos mesmos pratos eles não coincidem.

 

Uma simples referência a essa diferença evitaria o pequeno amargo de boca com que fiquei.

 

Thai Tuga

 

Se procuram comida genuinamente tailandesa com bastante sabor e a um preço acessível vale a pena a visita ao Thai Tuga.

 

Não deixem é que o espaço vos impeça de desfrutar uma fantástica refeição, nem que para isso tenham de fazer a vossa visita em modo Bird Box!

 

Thai Tuga

 

Thai Tuga Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Rugas de Expressão: O que fazer para as combater?

25.01.19, Triptofano!

Não há semana que passe que não venha alguém à farmácia procurar um produto para ajudar a combater as rugas de expressão!

 

As rugas e linhas de expressão são causadas pelas constantes microtensões dos músculos faciais, que originam uma degradação a nível do colagénio e da elastina,  sendo que chega a um ponto em que o músculo deixa de ter a capacidade de relaxar e já não consegue voltar à sua forma original.

 

Na imagem abaixo podem ver os locais onde elas costumam frequentemente aparecer (desculpem a imagem estar em espanhol mas não encontrei nenhuma tão ilustrativa em português), mas digo-vos desde já que o que eu costumo mais ver são pessoas com aquelas linhas verticais entre as sobrancelhas, muitas vezes causadas por um frequente semi-cerrar dos olhos devido ou a sensibilidade solar ou a falta de visão.

 

Linhas e Rugas de Expressão

 

Agora o engraçado (que não é nada engraçado) é que quase toda a gente que quer combater estas rugas procura um creme com efeito tensor ou efeito lifting, porque acha que a solução é esticar tudo o mais possível.

 

Os cremes de efeito tensor são realmente fantásticos, só que eles actuam provocando uma contracção muscular, e como as linhas de expressão são originadas pelo mesmo mecanismo de acção, aquele creme incrível XPTO que nos custou os olhos da cara ainda está a acentuar mais o problema.

 

Depois de me ter dedicado a investigar o que é que havia no mercado que permitisse tratar e prevenir as rugas de expressão encontrei a gama BTSES da Sesderma, que é uma alternativa e/ou complemento à toxina botulínica (o famoso botox!).

 

A Gama BTSES tem na sua composição péptidos que modulam a contracção muscular, diminuindo a libertação e captação do neurotransmissor acetilcolina a nível da fenda sináptica, tendo também um acção anti-radicais livres, e activos anti-rugas (como o retinol) que vão aumentar a síntese de colagénio.

 

A gama é constituída por 4 referências:

  • O Serum Hidratante Antirrugas, para um tratamento intensivo "efeito botox", tendo na sua composição retinol, que vai complementar o produto com o seu efeito antiage!
  • O Creme Gel Hidratante Antirrugas, para peles mistas a oleosas (não se esqueçam que uma pele desidratada não é uma pele seca!)
  • O Creme Hidratante Antirrugas, para peles secas, enriquecido com rosa mosqueta para uma sensação instantânea de conforto e uma acção regenerativa a nível cutâneo
  • O Inibidor Antirrugas, que é aquele que eu tenho mais curiosidade em experimentar (não se esqueçam que estamos a falar de produtos de tratamento mas também de prevenção), que é um cuidado mais localizado para colocar em cima daquela linha de expressão chata que apareceu sem uma pessoa a convidar!

Sesderma BTSES - Inibidor Antirugas

 

Se estão à procura de uma gama de produtos que previna, diminua e repreencha as rugas e linhas de expressão com um efeito "botox" imediato, a minha sugestão é a BTSES da Sesderma.

 

Tendo em conta a sua composição e mecanismo de acção dos seus activos tem tudo para ser um daqueles produtos que realmente funciona!

 

Sesderma

 

MBH Hamburguesería (e a melhor limonada que já bebi!)

24.01.19, Triptofano!

MBH Hamburguesería em 10 segundos: Descubram a melhor limonada de Lisboa, delirem com o molho BBQ Jack Daniel's, esqueçam a dieta e ataquem a Chocotorta mas cuidado se forem à casa-de-banho!

 

MBH

 

Homens deste mundo (e algumas mulheres que isto já existem cones e coisas do género que a evolução não pára) juntem-se a mim neste desabafo contra um flagelo que nos tira anos de vida e nos deixa literalmente com o material na mão.

 

Falo obviamente dos sensores automáticos  das casas-de-banho, que acham que nós urinamos em 10 segundos ou menos, desligando o raio da luz quando ainda nem sequer estamos a meio do serviço.

 

Nós bem mexemos a cabeça, acenamos com um braço, mas quando tristemente compreendemos que precisamos de fazer um passo de break dance ou coisa que o valha para a luz se voltar a ligar, temos de apertar com toda a força a nossa piloca para interromper o jacto de urina de forma a podermos mexer-nos para a luz se activar e conseguirmos terminar o serviço sem molharmos as calças.

 

Na MBH, uma hamburguersería de Alvalade onde os hambúrgueres tem nomes de bairros de Lisboa e a carne utilizada é argentina e da vazia, o sensor é especialmente rápido a desligar-se, por isso tenham cuidado.

Felizmente, este foi um dos poucos "problemas" (nem sei porque ponho entre aspas porque é realmente um problema a nível mundial) com que me deparei.

 

A MBH não é muito grande, mas também não é minúscula, sendo que possui lugares sentados à mesa ou no caso de estarem todos ocupados, como aconteceu quando visitei o espaço, ao balcão.

 

MBH

 

Confesso que não tenho muita experiência em comer ao balcão, e apesar de não ser de todo desconfortável tive a sensação que ele era assim um bocadinho de nada ligeiramente alto.

 

Claro que não pude deixar de pensar que se eu senti isso com o meu quase metro e noventa coitadas das pessoas detentoras de 150 centímetros de altura (será que há almofadinhas para disponibilizar nestes casos?).

 

Antes da falar da comida e da bebida, que é o que interessa à maior parte das pessoas, não podia deixar de dar uma nota extremamente positiva ao atendimento.

 

Simpático, prestável, muito profissional, demonstrando um genuíno interesse na opinião dos clientes.

 

Se forem como eu com uma ligeira tendência para afogarem o fígado em álcool então a MBH é o local dos vossos sonhos, porque 50cl de cerveja à pressão custam apenas dois euros.

 

MBH

 

Mas se preferirem algo mais natural a limonada de frutos vermelhos é assim qualquer coisa do outro mundo.

 

Fresquinha, ácida e adocicada ao mesmo tempo, é extremamente viciante.

 

Definitivamente a melhor limonada que bebi até hoje!!!

 

MBH - e a melhor limonada que bebi até hoje

 

Os hambúrgueres são simplesmente fantásticos.

 

Grandes, satisfatórios, carregados de sabor, estas pequenas delícias foram feitas para vocês esquecerem a finesse e os talheres e pegarem-lhes com as mãos ficando todos sujos com molho e para lamberem deliciados os dedos depois de cada duas dentadas (se forem muito picuinhas com a limpeza não se preocupem que no fim podem sempre pedir umas toalhitas desinfectantes com aroma a limão).

 

O Cara-Metade perdeu a cabeça com um Alvalade, com 360 gr de carne, pão tostado ao contrário (Ampulheta - os seguidores da Ana Malhoa vão perceber a piada), triplo cheddar, duplo "sweet" bacon, cebola roxa e molho MBH.

 

MBH - Hambúrguer Alvalade

 

Eu atirei-me a um Chiado, com 180gr de carne, cebola crispy, 4 fatias de bacon, molho cheddar com cerveja stout e um fantástico molho BBQ Jack Daniel's a acompanhar, deliciosamente picante, que podem usar para molhar as batatas fritas, despejar em cima do hambúrguer ou simplesmente comer à colherada (não recomendo tanto esta última opção mas cada um sabe de si...).

 

MBH - Hambúrguer Chiado

 

Havia apenas duas pequenas coisas que eu melhorava.

 

Primeiro, a quantidade de maionese servida para molhar o colossal número de batatas fritas que acompanham o hambúrguer.

 

Como eu possuía o molho BBQ que o Cara-Metade também atacou não sentimos que fosse um problema, mas quem não o tiver provavelmente vai achar que é insuficiente.

 

Em segundo, o facto do pão inferior do meu hambúrguer estar demasiado húmido, o que dificultava a prazeirosa tarefa de o comer à mão, porque sempre que o agarrava sentia que ela estava muito squishy.

 

Provavelmente isto deveu-se aos sucos da carne que passaram para o pão (o que não é de todo mau) mas também a uma faca com vontade própria que cortou uma fatia de pão mais fina do que o que era suposto.

 

Apesar dos hambúrgueres serem extremamente saciantes houve obviamente espaço para a Chocotorta, um doce com Oreo e Nutella.

 

Esperem algo espesso e que se vos cola ligeiramente à boca, mas tão bom, mas tão bom que comia meia dúzia delas sem problema algum.

 

Provavelmente cada uma destas Chocotortas possui 590 calorias mas um dia não são dias.

 

MBH - Chocotorta

 

Visitar a MBH foi uma experiência fantástica, onde ainda tive o prazer de provar uma deliciosa maionese de abóbora e uma extraordinariamente boa maionese de ameixa (com pedacinhos e tudo), além de ter ficado com o La De Dios - um hambúrguer servido em Pão de Deus - debaixo de olho para uma próxima incursão!

 

Por isso se estão em modo de comida hipercalórica saciante e com qualidade a MBH é o sítio que devem descobrir!

 

MBH

 

MBH Hamburguesería Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Saw - O Escape Game

23.01.19, Triptofano!

Saw - O Escape Game

 

Quem me segue no Instagram provavelmente já terá visto esta minha foto, mas achei que ela era merecedora de ser partilhada aqui no blog e de contar a história por detrás dela.

 

Como fã de filmes de terror que sou, há imenso tempo que queria ir fazer o Escape Game da Game Over Escape Rooms baseado no primeiro filme do Saw.

 

O problema é que o Cara-Metade sempre disse que não queria ir, que ia meter medo, que ele não se ia sentir confortável, que eu arranjasse alguém para ir comigo que ele ficava em casa a comer chocolate.

 

E acabei por ir com os meus colegas de trabalho, só que, numa reviravolta inesperada do destino, um deles cancelou e o Cara-Metade viu-se literalmente arrastado para o jogo de forma a não ficarmos com uma equipa desfalcada.

 

Ele queixou-se, reclamou que já estava com cólicas por causa dos nervos, mas no fim acabou por se divertir e descobrir que não havia razão para estar tão nervoso.

 

É verdade que uma pessoa até começa algemada e vendada no início do jogo, que de vez em quando é brindada com visitas inesperadas de fazer dar um grito, que há pedaços de corpo humano em que se tem de tocar e passagens para locais escuros que se tem de fazer, mas assim de uma forma global não é um Escape Game assustador, tirando a parte em que a porcaria das algemas são daquelas mesmo a sério e não as felpudas que temos na nossa caixa de sex toys debaixo da cama e a certo ponto quando ninguém descobre a chave começamos a pensar se vamos ter de virar canibais para podermos sobreviver.

 

Além de uma fantástica decoração este Escape Game conta com enigmas inteligentes que nos fazem pensar, sendo que infelizmente houve dois detalhes que mostraram que ainda há possibilidade de aperfeiçoar mais o jogo.

 

Primeiro, um erro humano relativamente a duas gavetas fechadas a cadeado, onde basicamente ao abrirmos a primeira já não precisámos de abrir a segunda (a ordem dos cadeados tinha sido trocada).

 

Na realidade este erro nem foi muito mau, porque quando no fim do jogo nos reunimos para perceber como tudo se tinha desenvolvido, constatámos que se não tivéssemos tido essa pequena ajuda provavelmente ainda estaríamos fechados na sala em vez de termos conseguido sair com uns cinco minutos de sobra como saímos.

 

Em segundo, numa outra parte do jogo foi possível graças à nossa incrível capacidade chamada Caganço, de abrirmos um cadeado que se encontrava quase no fim da sequência que nos permitia sair da sala (é o problema dos cadeados de 3 combinações, com dois números o outro pode ser basicamente adivinhado).

 

O problema é que podem pensar que o jogo fica mais fácil a partir daí mas não, uma pessoa depois está tão focada nos cadeados que ainda não abriu e na realidade já devia ter aberto para chegar àquele ponto que fica completamente baralhada.

 

Felizmente o nosso Game Master estava super atento e voltou-nos a colocar no rumo certo, exigindo-nos que lhe mostrássemos o nosso raciocínio até termos chegado ali, não tomando como válida a resposta Foi por Sorte.

 

Porque pode não parecer mas os Escapes Games servem além de divertir para fazer uma pessoa pensar e desenvolver o raciocínio lógico (ou algumas vezes ilógico), e se apenas formos para lá tentar abrir cadeados ao calhas acabamos por não aproveitar tudo o que a experiência tem para dar.

 

Mas perguntam vocês porque raio é que eu tenho a mão vermelha na foto?!

 

Ora a certa altura, havia um recipiente cheio de sangue (eu bem preferia que fosse de Bloody Mary mas não tive essa sorte) onde se encontrava uma pista.

 

E a única forma de a obter era enfiar a mão lá dentro.

 

Como o vosso amigo Triptofano é uma pessoa decidida enfiou a mãozinha lá dentro (porque verdade seja dita mais ninguém queria) e pronto, ficou com ela toda vermelha.

 

O Game Master disse para não ter problema, que em três horas a coloração vermelha desaparecia totalmente!

 

MENTIRA!

 

Dois dias depois ainda tinha restos de cor vermelha na mão, o que levou alguns utentes da farmácia a perguntar se eu me tinha aleijado, ao que me apeteceu responder com um sorriso que não, que uma amiga tinha tido um período extremamente abundante e eu quis ajudar a aparar a coisa mas acabei por ficar com a mão assim (claro que não respondi isto, limitei-me a sorrir e a dizer que tinha sido um jogo).

 

Por isso já sabem, se forem fazer o Escape Game do Saw, o qual eu recomendo vivamente mesmo que sejam mais assustadiços, façam com que seja outra pessoa a enfiar a mão no sangue, a não ser que estejam a precisar de uma camada de verniz das unhas nova!

Tayybeh - A autêntica cozinha Síria

22.01.19, Triptofano!

Tayybeh em 10 segundos: Descubram um local que é muito mais do que um restaurante, viciem-se com o Falafel, apaixonem-se pelo iogurte cozido e pelas sobremesas com queijo, mas tenham paciência porque o serviço pode ser demorado!

 

Tayybeh

 

Tayybeh não é apenas a palavra árabe para "amável" e "delicioso".

 

Tayybeh é mais do que um serviço de catering, organização de eventos, refeições take away e escola de culinária do Médio Oriente.

 

Tayybeh é a partir de agora, ainda em soft opening e com data de inauguração oficial marcada para 1 de Fevereiro, sinónimo de um restaurante de cozinha síria localizado no Parque das Nações.

 

E mais do que um restaurante é um projecto de mulheres sírias com a finalidade de ajudar na inserção de refugiadas em Portugal, permitindo-lhes através da confecção de pratos tradicionais das suas terras natais darem a conhecer à comunidade portuguesa (e não só) a sua cultura gastronómica, ao mesmo tempo que obtêm uma fonte de rendimento.

 

Parte da minha família são retornados, cidadãos portugueses que após a descolonização das colónias tiveram que voltar para Portugal, com uma mão à frente e outra atrás, recebendo à chegada uma guia de marcha e 5 contos para refazerem na medida do possível a sua vida.

 

Por isso não posso deixar de sentir empatia por estas pessoas que deixaram as suas casas, a sua família e as suas origens, para virem para um país com uma língua e hábitos diferentes, na esperança de um futuro melhor em que possam viver sem medo e de forma digna.

 

Tayybeh

 

O Tayybeh tem tudo para ser o melhor restaurante de cozinha síria em Lisboa, apenas precisa de afinar alguns pequenos detalhes para conseguir atingir a perfeição.

 

Com um espaço amplo e agradavelmente decorado, o maior problema que eu verifiquei foi o tempo de espera. 

 

Depois de ter conversado um pouco no final da refeição com os responsáveis, explicaram-me que ainda não tinham conseguido contratar ninguém para os ajudar no serviço de mesa, apesar de eu pessoalmente achar que o próprio serviço de cozinha ainda não está optimizado de forma a minimizar o tempo de espera do cliente.

 

Por isso se andam sempre com o tempo contado ou são muito impacientes talvez seja melhor darem mais algum tempo ao Tayybeh antes de o visitarem, mas se a paciência é uma das vossas virtudes então vão ser recompensados com comida deliciosa.

 

Tayybeh

 

Primeiro escolhi, entre uma extensa lista que dificultou a tarefa, três entradas para iniciar a refeição.

 

O Falafel, umas bolinhas de pasta de grão-de-bico fritas com especiarias, estava delicioso, sendo que as sementes de sésamo branco davam-lhe um crocante espectacular, tornando-o absolutamente viciante.

 

O Musakan, um rolinho de frango misturado com cebola, azeite e Sumac, tinha uma massa perfeita sendo que o sabor global era agradável mas no meu gosto pessoal necessitava de algum toque de especiarias que o tornasse mais exótico ao paladar.

 

O Yalangi, umas folhas de uva recheadas com arroz, tomate, salsa, hortelã, azeite e molho de romã, pecou por um excesso de gordura que acabou por afogar a delicadeza dos outros sabores, mas certamente que corrigindo a proporção de ingredientes tornar-se-à uma entrada excepcional.

 

Tayybeh - Falafel, Musakan e Yalanji

 

Para pratos principais veio uma opção vegetariana e uma de carne.

 

O Herraa Esbao serve para mostrar o quão errados estão todos aqueles que dizem que os pratos vegetarianos não tem graça nenhuma.

 

Composto por uma base de massa farfalle com lentilhas e grão-de-bico, onde foi adicionado bagos de romã, cebola frita e pão frito, além de reconfortante e nutritivo, este prato é um verdadeiro festim para o palato de qualquer um.

 

Tayybeh - Herraa Esbao

 

De perder a cabeça foi o Kibbeh Labanieh, uma massa de carne e bulgur recheada com carne, cebola e nozes, elegantemente a repousar num excepcional iogurte cozido com amêndoas, que me fez salivar de forma descontrolada.

 

A única coisa que eu ponderaria mudar era a quantidade de hortelã adicionada ao preparado da carne.

 

Se fosse aumentada a carne teria uma nota mais acentuada de frescura que faria um ainda melhor contraste com a riqueza do iogurte!

 

O Kibbeh Labanieh veio servido com arroz sírio, que é surpreendente porque é basicamente um arroz onde é misturada aletria! (quem não se consegue decidir se gosta mais de arroz ou de massa tem aqui a solução para todos os seus dilemas!)

 

Tayybeh - Kibbeh Labanieh e Arroz Sírio

 

Para acompanhar a refeição veio um Karak, um chá preto a que é adicionado leite, cardamomo, açafrão e outras especiarias (pareceu-me reconhecer sementes de coentro e pimenta da Jamaica), resultando numa bebida doce e agradável, que é servida num conjunto tão bonito, mas tão bonito que me deu vontade de o levar para casa.

 

Tayybeh - Karak

 

No que toca a sobremesas há três opções.

 

Como eu já conhecia a Baklava quis aventurar-me com a Warbat Queshtah e com a Halawat al Jeben.

 

Qualquer uma delas é assim uma coisa sem explicação de tão boa que é!

 

Preparem-se para lamber os dedos, para lamber o prato e para pedirem a receita para replicarem em vossa casa.

 

A Warbat é feita de massa filo recheada com queijo creme, sendo servida com uma bola de gelado e uns apontamentos de caramelo (pessoalmente achei que o caramelo era dispensável visto ser demasiado amargo), enquanto que a Halawat é basicamente um rolo doce de queijo, com a camada externa constituída por massa de sêmola e queijo mozzarela e com um recheio de queijo creme, tudo perfumado pela inimitável água de rosas.

 

Tayybeh - Warbat Queshtah

Tayybeh - Halawat al Jeben

 

O Tayybeh tem a minha mais profunda admiração por ser um projecto que visa ajudar quem ambiciona ter o controlo do seu destino, por isso se têm curiosidade em provar os verdadeiros sabores do Médio Oriente, este é o local que precisam de visitar!

 

Tayybeh

 

Tayybeh Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Eu e o Eclipse Lunar

21.01.19, Triptofano!

Por norma sou aquele tipo de pessoa que nunca se interessa por eclipses, nem passagens de cometas ou chuvas de meteoritos, sendo apologista de que bom bom é ficar no quentinho dos lençóis a ressonar de boca aberta.

 

No entanto, não sei o que me deu, mas ontem teimei que havia de assistir ao eclipse lunar da Super Lua Vermelha de Lobo, talvez por ter constatado que os meus pêlos dos ombros tem crescido a um ritmo muito mais acelerado o que pode ser um indício de que afinal possuo gene e meio de lobisomem, isso ou que preciso de pensar em começar a fazer depilação a laser.

 

Quando cheguei a casa vindo de um convívio com amigos, era por volta da meia-noite, fui à janela e vi a Lua lá no alto, resplandecente, e pensei que por mais que me custasse havia de acordar às cinco da manhã para a ver em todo o seu fulgor.

 

Bem dito bem feito, o despertador do telemóvel tocou à hora prevista, eu arrastei-me para fora da cama, e depois de ter-me mentalizado que havia 1% de hipóteses daqueles serem os meus últimos instantes como ser humano antes de me transformar num lobo em esteróides, enfiei a cabeça janela fora.

 

Durante um longo minuto fiquei fascinado com o cenário que se apresentava diante dos meus olhos. 

 

O eclipse era tão perfeito, mas tão perfeito que não via nem uma aresta da Lua.

 

Quando o meu cérebro começou a funcionar decentemente percebi que não via a Lua porque ela já não estava no mesmo sítio onde a tinha visto à meia-noite, sendo que o raio do movimento dos planetas fez com que ela tivesse ido para o lado oposto do meu apartamento!

 

Ainda pensei em ir tocar à campainha do vizinho e perguntar se ele não se importava que eu usasse a janela dele, ou em vestir-me e ir para a rua para ver o fenómeno, mas acabei por ficar vinte minutos a olhar para uma Lua Vermelha num canal do Youtube onde estavam a transmitir o acontecimento em tempo real.

 

Depois desta desilusão só vos tenho a dizer uma coisa, a próxima vez que me vierem com a história de espectáculos maravilhosos no céu eu sei muito bem quem é que não vai fazer figura de urso a acordar de madrugada....

 

Eclipse Lunar 2019

 

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