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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

A Avó'Tinha

19.12.18, Triptofano!

A Avó'Tinha em 10 Segundos: Vá pela decoração peculiar, fique pela imperial servida em caneca de esmalte à moda antiga mas reze a todos os Santos para ter mais sorte do que eu quando pedir a comida!

 

A Avó'Tinha

 

Há pessoas que gostam de criticar apenas pelo prazer de criticar, pessoas que quando visitam um local já vão com o intuito de pegar na mais pequena coisa e fazer dela uma monstruosidade apenas porque lhes dá uma descarga de adrenalina.

 

Eu não sou de todo essa pessoa.

 

Quando vou ter uma refeição fora de casa gosto que tudo corra da melhor forma possível porque o meu objectivo é relaxar e desfrutar e não ficar irritado ou desapontado com a experiência.

 

Por isso, quando faço uma crítica menos positiva faço-a com bastante pesar, porque significa que eu fiquei triste ou irritado ou desapontado ou ofendido (ou num dia incrivelmente mau tudo isto ao mesmo tempo) e eu gosto é de estar com um sorriso na cara e não ficar de trombas.

 

A Avó Tinha abriu um novo espaço no Mercado de Arroios e em termos de decoração está incrivelmente giro, repleto de pequenos detalhes deliciosos.

 

Usando toda a tralha que a Avó devia ter no sótão de sua casa conseguiram criar uma atmosfera confortavelmente vintage, rentabilizando ao máximo o espaço e aumentando a privacidade de quem quer ter uma refeição sossegada.

 

O serviço prometia quando as imperiais vieram servidas em canecas esmaltadas com motivos florais como as de antigamente, inteligentemente usadas para manter a sensação de que estávamos na casa de uma avó amorosa e acolhedora.

 

A Avó'Tinha - Caneca Esmaltada

 

Mas quando a comida chegou percebemos que ou a Avó não Tinha mesmo jeito nenhum para cozinhar e devia ter-se mantido fiel à comida pré-feita do Pingo Doce ou que naquela dia a Avó Tinha ido de férias para as Canárias e colocado no seu lugar a vizinha cujas únicas capacidades culinárias eram as de comer os aperitivos que lhe serviam no Bingo.

 

Foi uma desilusão colossal, tanto pela apresentação, como pela qualidade e também pelo facto dos preços estarem desajustados face à quantidade de comida servida (preços demasiado altos para doses muito pequenas)!

 

A refeição até nem começou mal, com um bom queijo gratinado para barrar no pão, mas pronto, é quase impossível falhar num queijo gratinado certo?

 

A Avó'Tinha - Queijo Gratinado

 

Quando começaram a chegar os petiscos é que percebi que algo de muito errado se passava na cozinha (espero que tenha sido apenas naquele dia).

 

Os ovos rotos foram a minha maior desilusão.

 

Depois de ter visitado locais onde me serviram este petisco com toda a pompa e circunstância que eles merecem as minhas expectativas estavam altas.

 

Na Avó'Tinha serviram-nos com chouriço em vez de presunto, algo que até consigo desculpar, mas apresentar ovos mexidos em vez de estrelados?

 

Não trazer o ovo intacto para ser partido e misturado com a batata?

 

Eu não sou esquisito com a comida, apesar de às vezes parecer, mas há coisas que eu gosto que sejam da forma tradicional.

 

A Avó'Tinha - Ovos Rotos

 

Também o Pica-Pau de vitela gostava que tivesse vindo com algum molhinho para poder molhar o pão e sentir o colesterol a aumentar nas minhas veias, e não numa autêntica sopa onde as tiras de vitela, que apesar de serem de um corte nobre, já estavam em rigor mortis de tanto tempo que permaneceram afogadas (para lá de serem apenas 3 pequenas tiras).

 

A Avó'Tinha - Pica Pau de vitela

 

O Camarão ao alhinho, embora com sabor, vinha com molho em excesso o que podia indicar que os camarões foram directamente descongelados para dentro do refogado de azeite e alho.

 

E descascar camarões, congelar e voltar a descongelar pode não ser a melhor das práticas em termos de segurança alimentar.

 

A Avó'Tinha - Camarões ao Alhinho

 

O Choco Frito (que veio em substituição das trompetas de lagostim que estavam em falta) estava tenro mas com um polme ligeiramente queimado, o que era indicativo de que o óleo já devia ter sido mudado há mais tempo.

 

A Avó'Tinha - Choco Frito

 

Os mexilhões à moda da Avó tinham um molho muito pouco equilibrado, sentindo-se em demasia o sabor do vinho branco e a forte presença de tomate concentrado, ainda que quem nos estava a servir referisse que apenas havia sido usado tomate fresco.

 

A Avó'Tinha - Mexilhões à moda da Avó

 

As bolinhas de farinheira com compota roxa (saborosa!) pecavam pela quantidade.

 

Para um prato que custava 7€, a pouca quantidade de farinheira colocada em cada bolinha faz com que este prato seja (sem dúvida) um dos mais rentáveis do restaurante, o que é óptimo para o restaurante mas não propriamente fantástico para o cliente!

 

A Avó'Tinha - Bolinhas de Farinheira

 

À semelhança do queijo gratinado do couvert, o Chèvre fundido com mel, nozes e figos é mais um clássico onde não há muito por onde errar, encontrando-se muito saboroso!

 

A Avó'Tinha - Chévre fundido com mel, nozes e figos

 

Quanto aos ovos mexidos com espargos e farinheira, merecem o mesmo comentário que o Chèvre: a expectativa foi cumprida, dada a simplicidade do prato.

 

A Avó'Tinha - Ovos Mexidos com Espargos e Farinheira

 

Como tínhamos tido medo que os petiscos não fossem suficiente para nos aconchegar o estômago (éramos 4 ok? não fiquem a pensar que eu sou um poço sem fundo) pedimos umas bochechas estufadas ao vinho tinto com pão frito para partilhar, o prato preferido do Cara-Metade.

 

Começando pelo menos óbvio: as migas a acompanhar estavam muito para lá de más.

 

Com um sabor fortíssimo a vinagre e tomilho, estavam mal feitas, com sabores errados e muito desagradáveis, o que de resto se verificou na carne.

 

As bochechas, que não foram marinadas, apresentavam um molho desligado, com muita água, sem sabor ainda que com a textura correta (desfiavam-se como se pretende numa boa bochecha).

 

A Avó'Tinha - Bochechas Estufadas ao Vinho Tinto

 

Em suma, fiquei extremamente desapontado com a refeição que me proporcionaram na Avó'Tinha e gostava de pensar que tinha sido uma vez sem exemplo, mas o facto de quem nos atendeu insistir que era assim que as coisas eram feitas geralmente e que toda a gente adorava deu-me calafrios na espinha.

 

Não acredito que a maioria das pessoas coma o que me foi apresentado e saia do restaurante com um sorriso no rosto, preparadíssimas para voltar.

 

Talvez não reclamem mas certamente riscam a Avó'Tinha da sua lista de restaurantes a visitar novamente.

 

Espero um dia voltar e ser surpreendido pela positiva pela comida, e nessa altura poder dizer que a Avó Tinha tido um alzheimer culinário momentâneo e afinal até é boa entre os tachos e as panelas.

 

A Avó'Tinha

 

A Avó'Tinha - Arroios Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

O Cantinho do Aziz

17.12.18, Triptofano!

O Cantinho do Aziz em 10 segundos: Descubra a melhor chamussa vegetariana de Lisboa, não seja esquisito e prove o prato de couves, entre na onda relax dos empregados e se for susceptível não olhe para dentro da cozinha!

 

O Cantinho do Aziz

 

Antes de visitar um restaurante gosto sempre de ler as críticas do Zomato.

 

E o cantinho do Aziz deixou-me assim meio que assustado porque muita gente dizia que a cozinha era para lá de indescritível, um local onde se o Chef Ljubomir entrasse tinha logo um ataque cardíaco ou lhe rebentava uma veia na testa de tanto gritar impropérios.

 

Mas como outro meio mundo dizia maravilhas do sítio decidi ir em frente e descobrir este cantinho na Mouraria repleto de sabores Moçambicanos.

 

Quando cheguei a primeira coisa que fiz foi espreitar para dentro da cozinha.

 

É verdade que estava ligeiramente desorganizada roçando a iminência do caos, mas eu estava à espera de ver umas baratas mutantes a rastejar por cima dos pratos ou coisa parecida, e não foi isso que encontrei.

 

Também é verdade que ter passado dois meses no Uganda a comer com as mãos e a receber o troco dentro de pratos cheios de molhenga de outras pessoas vacinou-me para muita coisa, mas se forem altamente susceptíveis a cozinhas desorganizadas então o meu conselho é que não entrem para dentro do restaurante e ficarem pela enorme esplanada (a esplanada é tão comprimida que cheguei a pensar que não existia sequer restaurante!).

 

No Cantinho do Aziz não há lugar para stresses, todos os empregados são extremamente relaxados.

 

Por isso entrem na onda, descontraiam e encarem as coisas com um sorriso.

 

É normal as primeiras três pessoas a quem falarem do Zomato Gold não saberem o que é ou quando forem pedir a vossa factura ela demorar uma eternidade a ser emitida, mas no fim tudo se resolve.

 

Quando receberem o vosso Menu demorem algum tempo a lê-lo e a apreciar os detalhes de humor.

 

Entre as distinções que cada prato recebeu vão encontrar pérolas como "dá muito trabalho a comer mas é MUITA BOM" ou "quem come adora e aprova".

 

Na parte das entradas há uma referência para a melhor chamussa de vaca de Portugal.

 

Apesar de boa, a chamussa de vaca, bem como a de frango, não me levou ao céu.

 

Mas a vegetariana, minha gente, a vegetariana era qualquer coisa de orgásmico.

 

Com o queijo derretido, o milho doce e a massa estaladiça, é sem dúvida alguma a melhor chamussa vegetariana de Lisboa que já provei, ao ponto de ter considerado durante alguns minutos ignorar o prato principal e a sobremesa e fazer a refeição só à base desta pequena maravilha.

 

O Cantinho do Aziz - Chamussa

 

Também veio para a mesa a banana frita, acompanhada de uma mistura de maionese e ketchup, que estava bastante agradável.

 

O Cantinho do Aziz - Banana Frita

 

Como éramos quatro a jantar decidimos cada um pedir um prato diferente para podermos provar mais coisas.

 

Incrivelmente, o caril de camarão, que é assim o prato mais famoso do Cantinho do Aziz, não foi escolhido por ninguém.

 

Eu ainda andei a sondá-lo mas depois acabei por me aventurar num que dizia "Se É Esquisito, Não Peça".

 

O Makoufe é uma mistura de couves feitas em molho de amendoim e coco, e foi unânime na mesa que este prato tinha o sabor mais invulgar mas mais apelativo, sendo que a couve e o amendoim casam de uma forma inesperadamente boa.

 

Não se assustem se pensam que vão apenas comer couves, o Makoufe é servido com algumas gambas e uma pata de caranguejo.

 

Agora se querem um conselho de amigo peçam para substituírem o caranguejo por mais algumas gambas, é que além de difícil de comer o sabor do caranguejo era nulo.

 

O Cantinho do Aziz - Makoufe

 

A Muamba de galinha com quiabos e acompanhada com arroz de coco (que era bem soltinho mas que podia estar um pouco mais aromatizado com coco) estava deliciosa mas havia a possibilidade de ter sido ainda mais elevada se fosse servida com funge (apesar do funge ser típico de Angola em algumas regiões de Moçambique também é muito usado).

 

O Cantinho do Aziz - Muamba de Galinha

 

Com um sabor muito agradável estava também a Nhama, uma carne de vaca sem osso, cozinhada com quiabos e mandioca.

 

Estivesse um bocadinho mais tenra e com um pouco mais de mandioca e seria o prato perfeito.

 

O Cantinho do Aziz - Nhama

 

O Chacuti de cabrito, à semelhança da Nhama, podia estar um pouco mais tenro, mas o molho de temperos com coco torrado (que talvez estivesse um bocadinho de nada demasiado torrado) era simplesmente maravilhoso!

 

Acreditem que por mais que uma vez houve quem fosse com a colher buscar molho para o comer sozinho de tão bom que era (e não, não fui apenas eu!).

 

O Cantinho do Aziz - Chacuti de Cabrito

 

Se calhar estão a pensar que com todos estes pequenos defeitos que coloquei nos pratos a minha refeição foi uma desilusão.

 

Mas este foi uma das raras ocasiões onde a qualidade do que estava bom superava em larga escala os detalhes que poderiam ser melhorados.

 

Os sabores africanos que transbordavam de cada prato e nos inundavam a cavidade bucal eram de tal forma extasiantes que elevaram a refeição a um nível que eu não estava à espera.

 

Podia ter sido perfeita com uma melhoria aqui e ali, mas sem ser imaculada foi muito, mas muito boa!

 

E para melhorar este agradável sentimento de surpresa chegaram as sobremesas.

 

Uma bebinka muito saborosa e o que para mim é o must eat na parte dos doces, o gelado caseiro de coco e amendoim.

 

O Cantinho do Aziz -Bebinka

 

Eu não sou fanático por gelado de coco, mas este estava muito bom!

 

Agora de fazer perder a cabeça foi o gelado de amendoim.

 

Bom, mas bom, mas assim mesmo bom.

 

Aquele bom que nos apetece pedir 1 litro de gelado e ir comer sozinhos para casa enrolados numa manta sem nos preocuparmos se estamos a desenvolver assim um pneuzito extra.

 

Gelado de Coco e Amendoim - O Cantinho do Aziz

 

Se procuram sabores africanos genuínos num local descontraído e não tem fobia a germes então O Cantinho do Aziz é o local certo para vos surpreender!

 

O Cantinho do Aziz

O Cantinho do Aziz

 

O Cantinho do Aziz Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

A Política da Gorjeta

15.12.18, Triptofano!

Se há coisa que me deixa cheio de urticária quando vou viajar é pensar que vou ter de dar gorjetas.

 

Não me refiro claro a locais onde a gorjeta é obrigatória, como por exemplo nos Estados Unidos, mas sim a sítios onde o colocamento da moedinha ou da notinha na mão do indivíduo que não fez mais do que o seu trabalho é quase institucionalizado.

 

Até agora o local que me deixou mais perplexo com esta política da gratificação apenas porque sim foi a Índia.

 

Era incrível como é que até havia alguém na casa-de-banho dos restaurantes (e não eram restaurantes de luxo) pronto a estender-nos uma folha de papel para secarmos as mãos, como se nós não tivéssemos capacidade para o fazer, apenas para receberem a tão merecida (not!) gorjeta.

 

Compreendo que a falta de trabalho possa ser real e que as pessoas precisem de sobreviver, mas fazer o turista sentir-se como uma carteira com braços e pernas não é de todo agradável.

 

Por isso é que o meu destino de sonho é o Japão, país onde dar gorjeta é basicamente uma ofensa, porque quem presta o serviço sente que essa é a sua obrigação e está a ser remunerado para isso.

 

Mas talvez o problema seja a remuneração.

 

Será que se os salários não fossem tão pequenos as pessoas teriam menos propensão para se fazerem à gorjeta? Ou estaremos perante uma garganeirice financeira?

 

Ontem atendi uma cliente detentora de uma guia de tratamento assim assustadora, com letra ilegível e um esquema terapêutico para lá de complicado.

 

Estive com a cliente uns bons 20 minutos, expliquei-lhe tudo, coloquei etiquetas, não a deixei ir embora com dúvidas.

 

Basicamente fiz o meu trabalho.

 

Qual o meu espanto quando no fim ela mete-me 5 euros na mão e agradece-me porque noutro local não lhe teriam explicado tudo tão bem!

 

Se fiquei contente com a gorjeta?

 

Obviamente que fiquei, não vou dizer que não.

 

Mas será que faz sentido recompensarem-me financeiramente por um trabalho bem feito?

 

Não é essa a obrigação da minha entidade laboral?

 

Ou estarão as pessoas tão saturadas de maus serviços que até preferem pagar um extra num esforço de perpetuarem um bom atendimento quando o encontram?

 

Vocês dão gorjeta quando vão a algum estabelecimento? E costumam receber no vosso trabalho?

 

Partilhem comigo! 

Al Café

14.12.18, Triptofano!

Al Café em 10 Segundos : Vá pela noite de Quizz, experimente um pouco de Shisha mas tenha cuidado com o Dementor.

 

Al Café

 

Tenho que ser brutalmente honesto convosco, eu temi pela minha vida quando visitei o Al Café na passada quarta-feira.

 

Isto porque um dos colaboradores do espaço tinha de certeza absoluta um parentesco, nem que fosse afastado, com um Dementor.

 

A forma como ele olhava para nós, penetrantemente mudo, quando nós só tínhamos perguntado se podíamos pedir uma bebida, era extremamente assustadora.

 

Eu já só esperava o momento em que o senhor abrisse a boca e sugasse a alma a toda a gente que estava naquela cave. Isso ou arrastar um de nós para o quarto de arrumos e deixar-nos com menos um rim.

 

Vocês podem pensar que eu estou a ser melodramático mas garanto-vos que eu se estivesse na Black Friday com aquele senhor e só restasse uma televisão plasma ele nem precisava de levantar um dedo. Era só fazer aquele olhar que nos deixa os pêlos todos eriçados que eu até o ajudava a carregar o televisor no carro.

 

O Al Café, situado no Saldanha, à primeira vista é um café como todos os outros, mas só quando descemos para a cave é que percebemos a dimensão da influência árabe no espaço.

 

Com uma decoração simpática, aqui é possível fumar shisha, que não é mais que um cachimbo de água onde o fumo passa pela água antes de chegar ao fumador.

 

Apesar de haver quem estivesse a fumar preferi abster-me, porque afinal tinha ido pelo quizz e sabia-se lá se me podiam por substâncias alucinogénias na shisha e depois ainda dizia que o Presidente de Portugal era o Zé Maria do Big Brother ou coisa do género!!

 

Al Café

 

Um pequeno aparte, em casa dos meus pais tenho uma shisha linda, com a base em cerâmica, que trouxe da Turquia.

 

Quando cheguei ao aeroporto com ela bem acondicionada na mala de mão para não se partir, disseram-me que tinham de despachar a minha mala no porão por estar demasiado pesada.

 

Chorei, funguei, voltei a chorar, mas não houver forma de me deixarem levar a mala comigo.

 

Disseram-me para não me preocupar que iam tratar bem dela, o que consistiu em colocarem um autocolante a dizer frágil e mandarem-na aos trambolhões para a passadeira juntamente com as outras...

 

Ainda hoje estou para perceber que milagre sucedeu para ela ter chegado inteira!

 

Mas voltando ao Al Café, como já tinha jantado só pedi uma imperial que é algo onde não há muito por onde falhar.

Alguns dos meus amigos pediram chá e pelos comentários estava agradável.

 

Mas também mesmo que não estivesse garanto-vos que nenhum de nós ia ousar dizer uma palavra que fosse!

 

Al Café

 

Agora o quizz vale muito a pena ir.

 

São basicamente 50 perguntas onde para as quais temos de escrever numa folha própria as respostas.

 

Ou seja, não há opções, não há ajudas, ou se sabe ou chapéu!

 

Eu que até me tinha em conta como uma pessoa minimamente culta descobri que afinal se calhar preciso de passar mais tempo a ver notícias do que a babar com contas de Instagram de comida, porque nem sequer sabia onde tinha sido a última cimeira do G20.

 

Conclusão, o meu fantástico grupo intitulado "Os Tremoços" ficou em penúltimo, o que me deixou extremamente irritado, porque o último lugar ganhou uma lata de bolachas de compensação, e nós nem o sabor da vitória nem os hidratos de carbono da derrota.

 

Ignorantes por ignorantes mais valia termos ficado com as bolachas!!!

 

Se gostam de shisha, vibram com um bom quizz e não tem medo de verem a vossa alma a ser sugada então o Al Café é o lugar ideal.

 

Se forem pessoas mais cautelosas, deixo-vos a lista de outros locais onde o senhor que fez o quizz também trabalha! 

 

 

Locais Para Jogar Quizz em Lisboa:

 

Segundas: Bica da Ajuda - Rua da Bica do Marquês 19 - 22h
Terças: Zeitnot - Rua João Saraiva nº13 2º Alvalade - 22h
Quartas: Al Café - Rua de Dª Estefânia 151 - 22h
Quintas: Elementar - Rua Major Afonso Palla 23, Algés - 21:30
Quintas : Fadárius - Rua Antero de Figueiredo 26 -  00:00 
Sextas : Espiral - Praça Ilha do Faial 14 A - 22h

 

 

Al Café Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Koi Sushi

13.12.18, Triptofano!

Update: Segunda Visita ao Koi Sushi (depois das imagens podem encontrar o relato da primeira visita)

 

Koi Sushi em 10 segundos: Descubram o Chef mais simpático de Lisboa, deliciem-se com quantidades astronómicas de muito bom sushi, não se assustem com o fogo e arranjem espaço para a sobremesa.

 

Koi Sushi

 

Quando recebi a mensagem de uma grande amiga que vinha dos Açores a perguntar se podíamos jantar, de preferência sushi, lembrei-me mentalmente de todos os locais que tivessem all you can eat.

 

O Koi Sushi acabou por ser o local escolhido, muito pelo facto de ter ficado com uma muito boa impressão do espaço da primeira vez que o visitei.

 

Tinha também curiosidade em saber se os detalhes que achei que poderiam ser melhorados na altura da primeira visita o tinham realmente sido ou se continuava tudo na mesma.

 

Um jantar que era inicialmente para ser de 4 pessoas, nós os 2 e respectivos Caras-Metades, cresceu para 9, com amigos de ambos os lados, e se tivesse passado mais uma semana provavelmente teriam sido 25 barrigas esfomeadas em vez de 9.

 

Não sei quanto a vocês mas sempre que sugiro um restaurante sinto alguma pressão, porque de alguma forma se a refeição não corresponder às expectativas parte da culpa acaba por ser minha.

 

O Koi Sushi não correspondeu às expectativas, superou-as de uma forma fenomenal. 

 

Primeiro que tudo o Chef António Romão é sem dúvida o Chef mais simpático de Lisboa.

 

Sorridente, muito bem disposto, sempre pronto a falar com o cliente.

 

Não é raro vê-lo a tirar fotografias às peças de sushi ou numa selfie bem-humorada.

 

Mas o mais importante é que além de extremamente simpático é extremamente talentoso.

 

O sushi minha gente, o sushi estava algo de divinal.

 

Fresco, delicioso, diversificado. Não sei quantas peças comi mas garanto-vos que mais espaço tivesse no estômago mais tinha comido, de tão boas que eram.

 

As gyozas que vieram de entrada, que na minha primeira visita não me tinham conquistado, desta vez estavam irrepreensivelmente boas.

 

Koi Sushi

 

O carpaccio de salmão com queijo e alcaparras, que tinha dividido gostos, desta vez não foi servido, e em seu lugar vieram uns rolos de salmão (desculpem mas isto nomes de peças de sushi não é comigo, tenho de ir ver se encontro um livro que me elucide para não ser ignorante a vida toda) servidos em cima dumas rodelas de pepino.

 

Confesso que quando vi tal coisa fiquei apreensivo, porque juntar rodelas de pepino grossas com sushi talvez fosse um bocadinho avant-garde demais!

 

Quando reparei que uma das empregadas estava a aproximar-se de mim com um isqueiro de fogão todo eu tremi, já que tenho o péssimo hábito de revirar os olhos involuntariamente, e certamente ela tinha reparado no meu ar de dúvida e ia-me pegar fogo por ousar pôr em causa as capacidades culinárias do Chef.

 

Só que felizmente não foi a mim que ela pegou fogo, mas sim ao líquido que banhava as rodelas de pepino!

 

Foi um momento em que toda a gente ficou de boca aberta, enquanto as chamas flambeavam o sushi! (tenham atenção que quando as chamas se apagarem a rodela de pepino não é propriamente a melhor coisa para comerem, fiquem-se pelo sushi ok?).

 

Koi Sushi

 

Quando perguntaram se queríamos sobremesa, a maior parte de nós já estava a rebentar de tanto sushi por isso declinou a oferta, mas eu que me lembrava de quão bom era o bolo de brigadeiro insisti que toda a gente provasse.

 

E ninguém se arrependeu de eu ter sido tão chato, porque o bolo de brigadeiro do Koi é assim algo do outro mundo.

 

É bom minha gente, é muito bom, então acompanhado por uma bola de gelado de framboesa ainda fica mais irresistível!

 

Koi Sushi

 

Quando saí do restaurante fiquei extremamente satisfeito por ouvir mais que uma pessoa dizer que o Koi Sushi tinha-lhes proporcionado a melhor refeição de sushi dos últimos tempos, algo que também eu senti!

 

É fantástico quando voltamos a um local e as nossas expectativas são completamente superadas!

 

Koi SushiKoi SushiKoi SushiKoi Sushi

 

(Relato da Primeira Visita!)

 

Cheguei (cheguei)
Cheguei chegando
Bagunçando a zorra toda

 

Para se entrar no Koi Sushi no Saldanha precisamos de afastar dois "painéis" antes de termos acesso à sala de refeição, e na minha cabeça soou a música da Ludmilla enquanto eu fazia uma entrada de arraso levando a que todas as cabeças se virassem para mim.

 

Provavelmente toda a gente ficou a olhar para a minha pessoa a pensar se eu teria fugido de algum hospital psiquiátrico ou coisa do género, mas no mundo paralelo em que vivo continuo a acreditar que foi porque simplesmente eu estava TCHÃNA! (independentemente do que isso possa ser...)

 

Já tinha ouvido falar muito do Koi Sushi, mas nunca tinha sentido vontade de o conhecer.

 

Só que quando descobri que quem tinha passado a ser responsável pelo espaço era o Chef António Romão, chef que passou pelo icónico Suchic de Almada, decidi que estava na hora.

 

Quando visitarem o Koi Sushi não esperem o ambiente do tradicional restaurante japonês, com aquela musiquinha suave de adormecer e empregadas com almofadas presas ao rabiosque.

 

Há boa música de fundo, uma decoração surpreendente onde flores brotam do tecto, empregados prestáveis e um Chef sorridente, a criar peças maravilhosas e volta e meia a tirar selfies para colocar no Instagram.

 

Koi Sushi SaldanhaKoi Sushi SaldanhaKoi Sushi Saldanha

 

Tendo em conta que sou detentor de uma medalha por capacidades sobre-humanas de enfardanço de sushi obviamente que tive de optar pelo All You Can Eat, que vai sendo servido à mesa, sempre de forma simpática e nunca com aqueles olhares de lado de julgamento por parecer que não vemos comida há ano e meio.

 

O sushi é simplesmente fantástico.

 

Fresco, variado, com óptimas combinações e com uma apresentação irresistível.

 

Tanto os rolos quentes, como as peças clássicas ou de fusão tinham uma qualidade irrepreensível e era uma delícia enfiá-las na boca e sentir todos os sabores inundarem-nos as papilas gustativas.

 

Koi Sushi SaldanhaKoi Sushi Saldanha

 

Algo a que eu dou valor é o arroz, já que um mau arroz pode arruinar completamente uma experiência de sushi.

 

Mas este arroz minha gente, este arroz era divinal.

 

Também com inspirações do divino é uma das peças fortes do Koi, um gunkan coroado com um cracker de, adivinhem,........arroz!

 

Koi Sushi Saldanha

 

O All You Can Eat é iniciado por uma sopa miso, bastante saborosa, e por umas gyozas, que não é que estivessem más, mas simplesmente não adicionavam muito à refeição, tendo em conta a excelência do sushi.

 

Koi Sushi Saldanha

 

Não se surpreendam se a certa altura vier para a vossa mesa uma experiência gastronómica, como é o caso do carpaccio de salmão com alcaparras e queijo, que será certamente detentor da capacidade de dividir gostos.

 

Koi Sushi Saldanha

 

Ou se ama ou se odeia - mas é refrescante ver que há quem deixe de jogar pelo seguro neste mundo do peixe cru.

 

Para acabar a refeição em beleza veio uma super fatia de brigadeiro acompanhada de gelado - por isso se não gostarem de sushi passem no Koi nem que seja para comerem a sobremesa!

 

Koi Sushi Saldanha

 

 

 

Koi Sushi Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Massagem com Final Feliz

12.12.18, Triptofano!

Muita gente pensa que ser farmacêutico comunitário é uma versão mais fina de trabalhar numa caixa do Pingo Doce, passando o dia todo a registar medicamentos com a pistola scanner.

 

E a verdade é que não estão totalmente errados, porque grande parte do meu dia é fazer pi..pi...pi... só que em vez de ser em couves e iogurtes sem lactose é em medicamentos para o colesterol e pomadas para o hemorroidal.

 

E deixem-me que vos diga que eu sou um perito na pistola.

 

Eu pego nela, olho para a pilha de medicamentos que tenho à minha frente e desato num pi.pi.pi.pi.pi furioso, dando volta e meia uma pistolada aos olhos do cliente, que nem se queixa porque lhe acabei de poupar umas centenas de euros na operação à correcção da miopia.

 

Só que o meu trabalho também consiste em vender cosmética, que como vocês sabem é algo que me agrada muito.

 

O problema é quando eu não engraço com um produto.

 

Aí, por melhor que ele seja, é-me difícil vendê-lo, porque gostarmos de algo é meio caminho andado para termos sucesso na venda, já que a nossa atitude comercial é totalmente diferente do que quando achamos que certo produto não é grande coisa.

 

Ora isto acontece com um óleo que eu tenho na farmácia.

 

Ele até é supostamente muito bom, número um de vendas em França, mas eu não vou à bola com ele.

 

Tudo porque supostamente é um óleo seco mas sempre que o experimento em mim fico todo pegajoso.

 

Não sei se ponho a mais, se sou demasiado peludo, só sei que nos minutos a seguir pareço um daqueles pega-monstros que se colavam à parede e morriam lá.

 

Um dia destes, uma cliente com quem eu já tenho alguma confiança, mostrou interesse pelo óleo. E eu imediatamente pensei, vou ter que fazer esta venda, dê por onde der.

 

A senhora, vamos chamar-lhe de Mitó que é um nome que eu acho que lhe assenta bem, é um amor de pessoa.

 

Sessentona, viúva, tem uma forma de falar muito característica. Imaginem um cruzamento de uma tia de Cascais com alguém que tomou 2 Xanax 0,25 e um Valdispert 450.

 

A Dona Mitó pediu-me para cheirar o óleo, e eu, todo empenhado na venda, ofereci-me para fazer melhor.

 

Pedi-lhe o braço para colocar o produto e comecei a fazer uma massagem para ter a certeza que ele não ficava pegajoso e absorvia o máximo possível, enquanto falava do seu poder anti-oxidante, das suas capacidades hidratantes, de como podia usar no corpo, rosto, cabelo....

 

Quando dou por ela vejo que a senhora está vermelha como um tomate, e pensei que tinha ela tinha acabado de desenvolver uma reacção alérgica que se tinha manifestado na cara.

 

No momento a seguir começo a ouvir um som gutural vindo do corpo dela:

 

Oh Doutor Triptofano, oh Doutor Triptoooofaaaanooooo

 

Nesse momento fui eu que fiquei ruborizado da cabeça aos pés, mas enquanto a senhora revirava os olhos enebriada certamente com o perfume do óleo, decidi que já que tinha começado era para ir até ao fim.

 

 A verdade é que a minha inofensiva massagem teve um final feliz.

 

A senhora ficou tão encantada com o produto que além do óleo levou o perfume e o creme de rosto da mesma marca!

Bowls & Bar

11.12.18, Triptofano!

Bowls & Bar em 10 segundos: Conheça Alex, o Corgi, deslumbre-se com as Flores Saudade, perca a cabeça com a Vodka de Maçã e descubra o twist do Moscow Mule.

 

Bowls & Bar

 

Há locais que tem uma identidade muito própria, que possuem elementos que os definem e que os tornam inconfundíveis.

 

Assim é o Bowls & Bar, localizado em São Bento, detentor do melhor Relações Públicas que alguma vez vi: Alex, o Corgi.

 

É possível encontrar este patudo maravilhoso a olhar pela porta da rua como que a pedir que as pessoas entrem, e na realidade não é difícil sermos atraídos pela energia positiva e pela decoração cheia de detalhes deliciosos do Bowls & Bar.

 

Apesar de extremamente sociável, Alex é o típico cão que se dá a todos e não se dá a ninguém. Recebe uma festinha aqui, outra acolá, mas nunca para mais de cinco segundos ao pé de alguém. Para eu conseguir tirar uma foto minimamente decente com ele foi o cabo dos trabalhos.

 

Kate, a proprietária do espaço, avisou-me para não dar nenhuma bebida ao Alex...é que ele provavelmente iria aceitar!

 

Bowls & Bar - Alex, o Corgi

 

O que também atrai imediatamente o nosso olhar quando entramos no Bowls & Bar são as flores. Num recanto do estabelecimento há uma quantidade gigantesca de flores maravilhosas, que primeiramente pensei que pertencessem ao espaço.

 

Kate explicou-me que não, que as flores Saudade, que fazem entregas de bicicleta por Lisboa, eram um negócio à parte.

 

O que ocorrera é que o prédio onde a florista previamente se encontrava, do outro lado da rua, tinha sido comprado e deixara de haver local para ela. Num gesto de boa vizinhança (que cada vez mais é difícil de encontrar) Kate sugeriu uma sinergia: ela disponibilizava o espaço, a Saudade trazia as flores com cheiros e cores maravilhosas ao Bowls & Bar.

 

Saudade Flores Frescas

 

Mas vamos falar do que é me trouxe a este local.

 

A Zomato (sempre fofinha e amorosa para as pessoas que gostam de enfiar coisas para o bucho como eu) convidou-me a conhecer os cocktais do Bowls & Bar, só que se esqueceu de me avisar que eu iria ficar a tomar chá de cardo mariano durante os três dias seguintes, tal foi a quantidade de álcool que eu ingeri (não é que alguém me tivesse enfiado bebida pela garganta abaixo, mas sabem que se oferecem eu não vou dizer que não!).

 

O convívio (para não dizer a bebedeira cof cof) começou com um Vodka com uma infusão de maçã caseira, e que melhor forma de começar minha gente!

 

Normalmente o Vodka é forte, agressivo, mas com a infusão de maçã tornava-se algo muito mais suave e delicioso. Tive que me controlar para não beber dois ou três copos logo de seguida de tão bom que era.

 

Bowls & Bar - Vodka de Maçã

 

O que também me deixou com a pulga atrás da orelha, e espero provar numa próxima vez, foi o Vodka de cenoura, uma combinação no mínimo original.

 

Bowls & Bar

 

Ao mesmo tempo que foi servido o maravilhoso Vodka também veio um Limoncello resultante de uma infusão caseira de limão.

E aqui vê-se que os gostos são como os narizes (achavam que eu ia baixar o nível deste post e dizer que eram como os cús?), cada um tem o seu.

Apesar de todos os outros convivas terem adorado o Limoncello eu não fiquei extremamente fã, por ser demasiado doce como um xarope, e sentir que precisava de um toque maior de acidez. Mas mais uma vez foi essa doçura que cativou as outras pessoas.

 

Bowls & Bar - Limoncello e Vodka de Maçã

 

Depois destas entradas vieram os cocktails a sério.

 

Primeiro, um especial de Natal, ainda pouco divulgado em Portugal mas que nos Estados Unidos é extremamente popular, o Eggnog.

 

Servido quentinho, com rum, gema de ovo, leite e polvilhado com canela, é como se estivéssemos a beber um arroz doce delicioso, com o senão que cada vez que respiramos com mais força voa canela por todo o lado inclusive para dentro do nosso nariz.

 

Por isso já sabem, neste Natal se a vossa tia-avó estiver-vos a chatear relativamente a quando é que vão finalmente arranjar namorado e desencalhar, sirvam-lhe este "arroz doce especial" e esperem até ela começar a dançar o Asereje das Ketchup em cima da mesa da sala.

 

Bowls & Bar - Eggnog

 

Depois foi altura de um Limoncello Daiquiri, fresquinho, delicioso, não muito agressivo, que escorregou que foi um mimo.

 

Bowls & Bar - Limoncello Daiquiri

 

Nesta altura, de forma a não irmos todos parar em coma alcoólico ao hospital mais próximo, vieram para a mesa uns canapés (ou se quisermos ser internacionais finger food) que estavam muito saborosos.

 

Gostei particularmente do húmus e do facto de vir servido, além de outros vegetais, com cogumelos shimeji, que era algo que eu nunca tinha sequer ponderado em comer cru, mas que surpresa das surpresas, acompanhava fantasticamente bem o húmus.

 

Bowls & Bar

 

Com a barriga já mais compostinha veio um Gin Tónico especial, com uma infusão de especiarias. Mas infelizmente, nem as especiarias foram o suficiente para me converterem ao Gin, bebida que não é detentora do meu maior apreço, a não ser que seja suficientemente mascarada por outros sabores. 

 

Mais uma vez o problema não era do Gin, mas sim meu, porque acredito que os verdadeiros amantes iriam adorar esta bebida.

 

Bowls & Bar - Gin Tónico

 

Agora o ponto alto da noite, a coisa mais maravilhosa que eu provei, a bebida que me fez beber a minha e surripiar a do vizinho do lado com o maior dos descaramentos, foi o Moscow Mule com um maravilhoso twist.

 

O Moscow Mule é feito com vodka e com cerveja de gengibre, conferindo-lhe o gengibre um sabor final tão característico, sendo que o twist é usarem manga, o que eleva este cocktail a algo assim de divinal.

 

Bowls & Bar - Moscow Mule

 

Por isso se estiverem à procura de um lugar onde possam estar com o vosso patudo enquanto se deliciam com cocktails extraordinariamente maravilhosos, o Bowls & Bar é o local certo. Tenham só atenção se tiverem alergia a flores, nesse caso vão à farmácia mais próxima, tomem um anti-histamínico e liguem a um amigo para estar preparado para vos levar a casa em segurança!

 

Bowls & Bar

 

Bowls&Bar Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Time Tea & Coffee

11.12.18, Triptofano!

Time Tea & Coffee em 10 Segundos: Surpreenda-se com as Bobas, lambuze os dedos com o Egg Waffle, evite criar uma inundação e não se sinta constrangido por provavelmente ser a pessoa mais velha da sala.

Time Tea & Coffee

 

Quando a minha mãe diz-me que quer ir lanchar fora sei que ela não vai contentar-se com o tradicional café e pastel de nata, mas está sim à espera de algo surpreendente.

 

Resolvi então levá-la ao Time Tea & Coffee, no Parque das Nações, para ela provar um Bubble Tea e as famosas Bobas, pequenas esferas que rebentam na boca quando lhe aplicamos alguma pressão.

 

A minha primeira experiência com Bubble Tea foi há muitos anos atrás na Tailândia, numa banca de rua, onde depois de apontar ao calhas para o que me parecia mais comestível, deram-me um saquinho com uma data de bolas gelatinosas, as bobas, lá dentro.

 

Lembro-me perfeitamente que as bolinhas eram boas mas o chá tinha um sabor tão estranho, mas tão estranho, que não fui capaz de o beber até ao fim. E para eu não terminar algo que seja comestível podem então imaginar o quão agradável era o sabor da coisa.

 

O meu primeiro Bubble Tea na Tailândia

 

Ao contrário da minha mãe, que toda ela era excitação por ir provar algo novo, eu estava com um bocadinho de receio, mas resolvi encher o peito de ar e aventurar-me na minha segunda experiência com esta bebida asiática.

 

No Time Tea & Coffee pode-se escolher entre Fruit Tea e Milk Tea, sendo que neste segundo existem os sabores mais tradicionais, como o chá preto e o chá verde.

 

Eu, pessoa medrosa, aventurei-me no Milk Tea mas de mirtilo, tendo-o acompanhado com umas bobas de chá verde.

 

Relativamente às bobas existem dois tipos, as tradicionais bobas de tapioca, que são geralmente de cor preta, e as Popping bobas, que podem ter qualquer cor do arco-íris, dependendo do recheio que lhes é colocado dentro.

 

As Popping bobas, ao contrário das de tapioca, são feitas através de técnicas de cozinha molecular, sendo que o extracto de alga é um dos seus ingredientes.

 

Quando finalmente me decidi sobre que sabores queria no meu Milk Tea a empregada encheu-me um copo de plástico até ao topo, meteu-o numa máquina que me fez lembrar uma roda gigante, e em menos de um ápice o meu copo estava selado por uma película de celofane.

 

Time Tea & Coffee - Milk Tea

 

Fantástico porque não vertia nem uma gota, não tão fantástico porque como é que se abre um copo selado cheio até ao topo?

 

Supostamente deve-se fazer um buraco com uma das palhinhas mais grossas que o costume (por causa das bobas) que estavam à disposição, mas alguém me explique como é que isso é possível sem haver uma inundação de líquido proveniente do nosso copo?

 

O que fiz eu?

 

Perdi toda a finesse (que já não é muita), fiz um buraco pequeno e mandei-me de boca para sugar a quantidade suficiente de líquido para poder fazer um buraco maior, tudo isto enquanto a minha mãe entusiamadíssima exclamava um Chupa Filho, como se a situação por si só já não fosse suficientemente constrangedora.

 

O Milk Tea estava delicioso, com a suavidade do mirtilo a contrastar com a acidez da maçã verde das bobas que rebentavam alegremente na boca deixando-nos com uma película gelatinosa nos lábios.

 

Deixo só aqui o aviso, para não dizerem que escrevo testamentos e depois não vos alerto sobre o essencial, não chupem com demasiada força minha gente!

 

É que se puserem o vosso poder de sucção no máximo arriscam-se a que uma bolinha suba a toda a velocidade e só pare na traqueia, o que, arrisco dizer,  vos garante uma viagem directa às urgências.

 

Pelo facto de saber que a minha mãe consegue ser ainda mais gulosa do que eu (apesar de dizer sempre que nunca come doces....) pedi também um Egg Waffle para cada um de nós.

 

Era possível escolher com chantilly, mas se era para a desgraça então que fosse mesmo para a desgraça, por isso mandei vir com gelado: manga com topping de chocolate para ela, chocolate com topping de caramelo para mim.

 

Vieram duas monstruosidades para a mesa, com um ar extremamente apetitoso e cujo sabor não desiludiu.

 

O waffle estava fresco, fofo e nada maçudo, o gelado era bastante saboroso e a  decoração com as mini-bolachas e os canudos enriqueceram ainda mais a sobremesa!

 

Apesar de trazer colheres mentalizem-se que só as vão usar até um determinado ponto.

 

Se quiserem comer o waffle completo vão ter de o pegar com os dedos e ficarem todos lambuzados.

 

Um preço pequeno a pagar por uma bomba calórica tão deliciosa!

 

Time Tea & Coffee - Egg Waffle

 

O único problema com que se podem deparar ao visitar o Time Tea & Coffee é conseguirem arranjar lugar.

 

Apesar de ter dois pisos normalmente está sempre cheio de canalhada vinda da escola, que aproveita para ficar ali a estudar e a fazer trabalhos, por isso é muito provável que se tiverem mais de 18 anos sejam as pessoas mais velhas do estabelecimento, mas não deixem que isso vos afecte.

 

Se for complicado descobrir um lugar façam o vosso olhar intimidador de pessoa crescida com responsabilidades e contas para pagar ou gritem a plenos pulmões que o Justin Bieber está lá fora em tronco nu (o Justin Bieber continua a ser famoso certo?).

 

Também podem perder qualquer vergonha na cara, sentarem-se no meio dos adolescentes, pedirem-lhes um post-it, fazerem uma obra de arte e colarem-no na parede junto de todos os outros!

 

Façam o que fizerem não deixem é de visitar o Time Tea & Coffee - vale a pena!

 

Time Tea & Coffee

Time Tea & Coffee

 

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Miss Jappa

09.12.18, Triptofano!

Miss Jappa em 10 Segundos : Apaixone-se pela Junk Food Japonesa, aventure-se na Roleta Russa, não tenha grandes expectativas relativamente ao Sushi e pense duas vezes no que responder quando alguém perguntar se está a gostar de tudo!

Miss Jappa

 

Ir ao Miss Jappa estava na minha lista de desejos há muito tempo, especialmente por causa da Roleta Russa, um jogo de sorte e azar onde os Gunkans são os protagonistas e, neste sábado, finalmente visitei o espaço para almoçar.

 

Situado no Príncipe Real, é um restaurante não muito pequeno mas também não muito grande, com uma pequena esplanada deliciosa na parte traseira, sendo que a reserva principalmente para o jantar é recomendada.

 

Quando entrarem não pensem que estão a delirar por verem pessoas a dobrar, a parede do primeiro espaço é forrada totalmente a espelho, dando uma ilusão de profundidade que pode baralhar os mais incautos.

 

Quando pensamos em comida japonesa a primeira coisa que nos vem à cabeça é sushi, peças e peças de sushi, um all you can eat de sushi até ficarmos a rebentar.

 

Aqui não há all you can eat mas podem descobrir-se outros pratos da gastronomia japonesa, e garanto-vos que vale a pena a experiência.

 

A refeição começou com um Quantos Queres, quatro aperitivos servidos num origami com a forma do jogo infantil.

 

Lembro-me de quando era cachopo de me estarem sempre a fazer esse jogo, onde uma pessoa tinha de dizer um número e depois escolher uma cor - acho que o prémio mais emocionante que ganhei com esse jogo foi um estalo (ainda dizem que as crianças hoje em dia é que são violentas!).

 

Os chips de camarão eram simpáticos mas o destaque foi para o amendoim com o caramelo de miso (impossível de deixar de comer), para as ervilhas wasabi que picavam no momento e para o biscoito de sishimi (ia jurar que o nome correcto era shichimi) com queijo que ficava a picar no palato durante mais algum tempo.

 

Miss Jappa - Quantos Queres

 

De seguida veio Okonomiyaki, uma panqueca de couve na chapa com camarão, maionese de tonkatsu e lascas de atum seco (mais concretamente katsuobushi, flocos de bonito ou atum-bonito) ainda a mexerem-se (não se assustem, é apenas um efeito "especial"), que já vinha cortadinha para ser mais fácil de partilhar, o que aconteceu em vários pratos.

 

E minha gente, se acham que não gostam de couve então tem mesmo de provar esta panqueca.

 

Estava qualquer coisa de divinal, sendo que a certa altura eu até fiquei na dúvida se não estava a comer uma alheira em vez de couve com camarão, muito por causa da maionese de tonkatsu.

 

Miss Japa - Okonomiyaki

 

Depois chegou Nasu Dengaku, uma beringela grelhada igualmente cortadinha com molho dengaku, polvilhada com bacon e rebentos de mizuna.

 

Mais uma vez, acham que não gostam de beringela?

 

Então confiem em mim e provem esta!

 

Parecia que estava a comer um pedaço de frango em vez do vegetal, e o molho dengaku, com miso, açúcar e limão, é de fazer uma pessoa querer pedir um frasco e enfiá-lo todo na boca de tão bom que é!

 

Miss Japa - Nasu Dengaku

 

O Bao de Salmão Teriyaki é na realidade um Gua Bao, visto ser aberto como uma sandes e o Bao ser fechado, mas a conjugação do pão ao vapor, com o salmão, a rúcula e o pickle de daikon é que são importantes, fazendo uma pessoa ficar com pequenas lágrimas nos olhos de alegria.

 

Miss Jappa - Bao de Salmão Teriyaki

 

Após estes três maravilhosos pratos as expectativas estavam assim super altas, por isso o combinado de doze peças de sushi que chegou à mesa foi uma desilusão.

 

Não tanto pelo sabor, que estava muito agradável com combinações interessantes de texturas, mas pela apresentação. O arroz com pouca liga, pouco glutinoso, e com a apresentação do peixe muito descuidada.

 

Combinado de Sushi Miss Jappa

 

Quando um dos empregados me perguntou se eu tinha gostado do sushi, eu, qual pessoa honesta sem papas na língua, disse-lhe a verdade, que achava que o forte do Miss Jappa não era o sushi (não disse que achava que tinha sido feito por uma criança de oito anos que também não sou assim tão desbocado!).

 

O que é que eu fui dizer!!! Parecia que tinha acabado de afirmar que a Cristina Ferreira era efectivamente a Princesa Diana de Portugal, tal foi o ar de espanto/indignação com que o empregado ficou.

 

Já a sentir-me a arder nos fogos do Inferno do Sushi expliquei rapidamente que tinha gostado do sabor mas que achava que a apresentação não era a melhor, especialmente o arroz que estava pouco coeso e a desfazer-se.

 

Ao qual recebo como resposta um maravilhoso:

 

Você não sabe que é assim que é suposto ser?

 

Pimba que já almoçaste!

 

Naquele momento fui assim apelidado de burro, ignorante, pessoa sem formação....e fiquei a saber que todos os outros restaurantes de sushi a que tinha ido na vida estavam errados, aquele é que era o detentor da sabedoria universal.

 

A quem possa interessar, o sushi do Miss Jappa que me foi apresentado não está realmente correcto, facto que me foi corroborado por um conhecido Chef de Sushi ao qual apresentei a foto para tirar as teimas.

 

Um arroz efectivamente não ligado, talvez por culpa da utilização de arroz mal cozido, ou do desrespeito pelo tempo de espera antes e/ou depois da cozedura, ou da utilização de arroz de colheitas velhas, ou com algum incidente no molho que liga o arroz após a cozedura ou outra que não consegui entender mas, por certo, tudo o que um sushi de categoria não deve ser. 

 

Por isso se vos apresentarem o mesmo reclamem e não deixem que vos olhem com superioridade.

 

Passado este percalço decidi que não ia ficar a remoer no assunto e foquei-me naquilo que me tinha trazido ao restaurante, a Roleta Russa.

 

Um conjunto de seis Gunkans (quatro deles envoltos em pepino, que se uma pessoa não gosta do vegetal tá tramada) numa placa giratória, onde um deles esconde uma malagueta.

A quem calhar a surpresa tem que beber um golo de sakê.

 

É emocionante uma pessoa não saber se vai comer a malagueta ou não, e apesar da qualidade dos gunkans aqui é a adrenalina o ingrediente principal.

 

Como a placa giratória não gira assim fantasticamente bem, se não ainda podia uma peça de sushi voar pelo caminho, sugiro que fechem os olhos, façam outra pessoa rodar a placa e quando se sentirem confiantes digam PARA.

 

O gunkan que estiver à vossa frente é o que vocês comem!

 

E não se preocupem demasiado com a malagueta, foi a mim que ela calhou e apesar de picar não é suficiente para vos fazer sair labaredas pela boca fora! 

 

Miss Jappa - Roleta Russa

 

A refeição podia ter ficado por ali, mas eu e o Cara-Metade ainda quisemos provar um Ramen Chasuni, com cachaço de porco, espinafres, kimchi, cebolo e ovo.

 

O caldo, com um travozinho picante, fez as minhas delícias.

 

Fiquei apenas desapontado com o ovo, que apesar de estar cozinhado na perfeição via-se nitidamente que não tinha sido curado no tradicional mistura de molho de soja e mirin, já que a cor da parte externa da clara é totalmente diferente quando ele passa por este processo.

 

Miss Jappa - Ramen

 

O Miss Jappa para mim é um local onde devem ir experimentar junk food japonesa, saborosa, maravilhosa de fazer perder a cabeça.

 

Acompanhem com um óptimo cocktail Miss Jappa, com puré de lichias, sakê, limoncello e Campari.

 

Cocktail Miss Jappa

 

Visitem a casa-de-banho (acreditem vão gostar) mesmo que não tenham vontade de ir fazer xixi.

 

Mas não criem expectativas em relação ao Sushi.

 

E se acharem que ele não está como era suposto digam no fim da refeição, não se enervem a meio que não vale mesmo a pena!

 

Miss Jappa

 

Miss Jappa Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Sushi e Mindfulness

08.12.18, Triptofano!

O Cara-Metade está a fazer, na escola onde dá aulas, uma formação de Mindfulness, que entre outras coisas ajuda a focarmos a nossa plena atenção no momento presente: a pararmos, respirarmos, desligarmos o piloto automático e tomarmos consciência do que se passa.

 

Uma das vertentes do Mindfulness é a alimentação.

 

Quantos de nós comemos agarrados ao telemóvel ou a ver uma série no computador?

 

No fim se nos perguntarem a que é que sabia a nossa comida provavelmente sabemos responder o que é que comemos mas não a que é que os alimentos realmente sabiam.

 

Para colocar em prática esta alimentação em estado de consciência plena o Cara-Metade convidou-me para um Sushi Mindfulness no Sushi Lisboa, no Parque das Nações.

 

Não, não é nenhuma nova moda lançada por este restaurante, apesar de ser uma ideia até interessante (se alguém usar esta minha sugestão pelo menos mande-me uma mensagem a avisar ok?), simplesmente consistiu em irmos comer sushi sem estarmos sistematicamente agarrados ao telemóvel a ver notificações e mandar mensagens.

 

Pela primeira vez em muitos anos o Cara-Metade jantou com o telemóvel no casaco, longe de vibrações sistemáticas; já eu não o pude deixar longe de mim porque se não como é que tirava as fotos da praxe?, mas só o usei para esse fim.

 

Comer sushi é bom, mas saboreá-lo ainda é melhor, especialmente se for fresquinho e de qualidade como o do Sushi Lisboa.

 

Com opção de all you can eat (obviamente que foi o que eu pedi), o Sushi Lisboa é um espaço não muito grande mas bastante agradável, com um staff simpático e muito prestável.

 

Tenho a dizer que para mim a experiência começa no momento em que ligo a fazer uma reserva, e uma voz simpática e calorosa do outro lado da linha, que foi o que eu encontrei quando fiz a chamada, deixa-nos logo com um astral positivo e com um bom feeling relativamente ao restaurante.

 

A entrada foi um hot roll philadelphia, extremamente saboroso, com um molho assim fantástico mesmo a pedir que esfregássemos a nossa língua nele, mas como o decoro é algo ainda em voga no nosso país fiquei-me por passar o dedo e lambê-lo em seguida.

 

Sushi LisboaSushi Lisboa

 

Serviram-nos de seguida três vezes uma boa variedade de peças de sushi e sashimi, e se tivéssemos espaço extra no estômago mais teriam vindo.

 

Comendo de uma forma consciente, parando para respirar e não engolindo peças estilo aspirador, consegui saborear ainda melhor as texturas de cada peça: a frescura da manga, a rica suavidade do peixe manteiga, o crocante da alga em camada dupla de um maki, o ligeiro picante do prato incógnita!

 

Sushi LisboaSushi LisboaSushi Lisboa

 

E o que é o raio do prato incógnita perguntam vocês?

 

Junto com o sushi e o sashimi serviram-nos uma pequena tigela com uma mistura de três peixes, salmão, atum e peixe-manteiga, marinados em citrinos e envolvidos numa mistura de especiarias japonesas.

 

Quando perguntámos o nome disseram-nos que havia quem o apelidasse de carpaccio, outros de ceviche, outros de tártaro....Como para nós não correspondia a nenhuma dessas opções ficou de prato incógnita! 

 

Sushi LisboaSushi Lisboa

 

A única coisa que eu mudaria no sushi do Sushi Lisboa seria o arroz, que precisava de estar ligeiramente mais seco para ser fenomenal. Estava muito bom é verdade, mas se conseguissem aperfeiçoar o arroz então teríamos um sushi para além de fenomenal.

 

Desafio-vos a quando visitarem o Sushi Lisboa desligarem os vossos telemóveis e focarem-se apenas nos sabores das peças que vos vão colocar à frente.

 

Aposto que vão descobrir que tudo é muito Umami! 

 

Sushi Lisboa

 

 

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