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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Brunch no Ritz

30.12.18, Triptofano!

O Brunch no Ritz em 10 segundos: Deslumbrem-se com um serviço de topo, encontrem comida de alto nível adaptada à simplicidade de um brunch, deixem muito espaço para as irresistíveis sobremesas mas façam um baixo-assinado contra a chamuça!

Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

A melhor coisa do Natal é o facto dos meus queridos progenitores terem desistido há muitos anos de puxar pela cabeça para me dar uma prenda e optarem pelo sempre simpático envelope com dinheiro.

 

Algumas pessoas podem achar que é impessoal ofertar notas de euro (ou dólares, libras, reais, etc...dependendo da localização geográfica) mas eu prefiro engordar a minha conta bancária do que receber um qualquer bricabraque que apenas serviria para atafulhar mais a minha casa e ficar a ganhar pó (confesso que a frequência com que eu limpo o pó não é assim das melhores...).

 

O Cara-Metade já tinha expresso há muito o seu desejo de ir brunchar antes do final de 2018 ao icónico Ritz Four Seasons Hotel, situado em pleno coração do Marquês de Pombal, e eu dizia-lhe que sim, que haviamos de ir, mas sempre que olhava para o meu extracto bancário tinha um arrepio na espinha e pensava se o Ritz aceitaria pagamentos em suaves prestações sem juros.

 

Felizmente o espírito Natalício invadiu de generosidade os meus pais e com a prenda de Natal que recebi deles pude ir com o Cara-Metade ao brunch do Ritz neste último sábado.

 

Quando entramos no hotel a primeira coisa que nos bate de frente é o cheiro, um cheiro delicioso a chá verde que nos acompanha para todo o lado.

 

É que o raio do perfume era tão bom que se houvesse uma linha de produtos de higiene a cheirar a ele eu tinha comprado na hora (ou talvez me contentasse apenas com umas amostras porque de certeza que não iam ser baratos!).

 

Depois do impacto a nível olfactivo é a vez dos nossos olhos serem invadidos pela beleza do espaço, pela sua grandiosidade e sumptuosidade, e é impossível não sermos magneticamente atraídos por todas as maravilhosas obras de arte que estão expostas.

 

A arte é tão importante para o Ritz que é possível fazer o download de uma app especialmente concebida para dar a conhecer mais detalhes da obra exposta no hotel de artistas de renome como Almada Negreiros, Estrela Faria ou Pedro Leitão.

 

Arte no Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

Arte no Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Depois de alguns demorados minutos de boca aberta a observar tudo e mais alguma coisa tinha chegado a altura de ir brunchar.

 

A sala onde o brunch estava a ser servido era linda, meticulosamente arranjada, detentora de um estilo clássico característico do hotel.

 

Brunch no Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Quando fiz a reserva pensei que fossem reconhecer-me como uma celebridade da Internet e mandar fechar o espaço como fizeram com o Presidente da República Popular da China, mas parece que ter 100 seguidores activos nas redes sociais não é suficiente para um privilégio desse nível, por isso tive que me contentar em partilhar oxigénio com outros brunchistas de sábado (mas verdade seja dito havia muito oxigénio disponível visto que a sala era assim gigantesca).

 

O serviço é impecável.

 

Não esperem pessoas de trombas ou que resmunguem impropérios entre-dentes.

 

No Ritz todos são simpáticos, todos são agradáveis, todos estão prontamente disponíveis para vos ajudar.

 

Vão ter cadeiras que vos vão ser empurradas quando se sentarem, talheres de prata perfeitamente polidos durante toda a refeição (o meu salário não devia dar para comprar nem um décimo dos talheres que eu usei....), pratos levantados num nano-segundo mal se levantem para ir buscar outra quantidade colossal de comida.

 

A atmosfera no Ritz é sem dúvida mágica, envolvente, sentimos-nos quase como se fossemos parte da comitiva de uma família real, e esse deslumbre facilmente pode fazer com que consideremos que toda a comida à disposição é excepcional e que estamos a ter a melhor experiência da nossa vida.

 

Na realidade o brunch do Ritz é fantástico, variado, rico, com pratos confeccionados ao nível da perfeição estando adaptados à simplicidade que um brunch requer, mas com um nível de expectativa tão alto criado tanto pelo local onde é servido como pelo preço praticado, acabei ligeiramente desapontado com a experiência.

 

Não que ela não tenha sido maravilhosa, mas as expectativas que o lugar cria em nós são extremamente altas, e houve vários detalhes que não estiveram à altura.

 

O brunch começa da melhor forma com um maravilhoso pão quentinho servido à mesa com uma tiborna de um excepcional e frutado azeite virgem extra. 

 

Brunch no Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

O que me desapontou foi o facto de durante toda a refeição ninguém ter vindo recolher as migalhas de pão da mesa com uma escova própria para o efeito.

 

É verdade que eu sou aquela pessoa que se calhar está 4 dias sem sacudir a toalha de casa, mas quando vamos a um local onde oferecem um serviço de topo isto é algo que se espera que façam, para que quando voltamos à mesa encontrarmos um espaço limpo e impecável, e não termos que andar a afastar pedaços de pão para debaixo do prato para que não apareçam na foto do Instagram.

 

De seguida eu e o Cara-Metade fizemos um ataque à estação do sushi.

 

Fresco, bem confeccionado, com um arroz impecável, foi uma delícia enfardar um sem número de peças. 

 

Sushi do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

Sushi do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

O próximo alvo foi a estação das entradas, e aí encontrei coisas de perder a cabeça.

 

A salada caprese estava irrepreensível, o pão de queijo era simplesmente delicioso, e as ostras minha gente, as ostras estavam qualquer coisa.

 

Eu era pessoa para ter comido duas dúzias de ostras de tão boas que elas estavam, mas tendo em conta o potencial afrodisíaco das mesmas ainda me aventurava numa table dance ao som da Ampulheta da Ana Malhoa e convenhamos que poderia não ser do agrado de todos os presentes.

 

O que mais me deslumbrou foi o facto do limão para temperar as ostras estar envolto num paninho que impedia que os caroços passassem ou que as pessoas ficassem com sumo nas mãos quando o espremessem (uma pessoa quando é pobre fica maravilhada com coisa pouca, querem o quê?).

 

Brunch do Four Seasons Hotel Ritz LisboaBrunch no Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

No entanto havia coisas que podiam estar melhores.

 

Os camarões marinados estavam muito simples em termos de sabor, precisando de algo que lhes desse um punch.

 

Ao contrário, tanto o pressé de caranguejo como o tártaro de dourada com gelatina de maracujá e yuzu necessitavam de diminuir uma oitava em termos da musicalidade dos seus sabores.

 

O pressé acabava por ser enjoativo devido a um excessivo uso de laranja, enquanto que a gelatina do tártaro era tão ácida que se tornava difícil de comer, e acreditem que eu sou aquela pessoa que fica triste quando as coisas são pouco ácidas!

 

Tártaro de Dourada com Gelatina de Maracujá e Yuzu e Pressé de Caranguejo do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Agora a verdadeira desilusão foi a chamuça!

 

Crocante é certo, mas demasiada massa para um recheio quase inexistente tornaram esta entrada como a pior do brunch, sendo uma verdadeira ofensa para todas as maravilhosas chamuças existentes por essa Lisboa fora.

 

No que toca aos pratos principais a sopa de cebola doce caramelizada e aipo com amêndoas tinha sido certamente feita por anjos.

 

Com um travo inicial forte a aipo, os sabores acabavam por se complementar harmoniosamente e criar uma sopa extremamente bem equilibrada.

 

Sopa de cebola doce caramelizada e aipo com amêndoas do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Na categoria de pratos dos Deuses estavam também o lombo de vitela com amêijoas, o filet mignon e a mistura de espargos verdes e brancos, todos eles confeccionados na perfeição, repletos de sabor e sem nada a apontar.

 

Os ravioli de abóbora, nozes e parmesão e de taleggio, ricota e parmesão, finalizados na hora para o cliente, eram qualquer coisa de fantástico, carregados de sabor a cada garfada.

 

Porém, não pude deixar de reparar que quando os abria ainda continham muita água no seu interior, o que poderia ter sido minimizado com uma secagem mais prolongada.

 

Raviolis do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

O que não correspondeu às expectativas foi o prato de garoupa, camarão e molho de marisco, que apesar de ter um sabor muito agradável acabou por ser prejudicado pelo facto da garoupa estar ligeiramente seca! (se tivesse inundado o peixe com molho seria outra história mas como não o fiz...)

 

Brunch do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Agora o que estava magnífico, delirante, excepcional, e todos os outros adjectivos de que se possam lembrar, era a estação de sobremesas.

 

Eu comi tanta sobremesa, mas tanta sobremesa, que dei por mim a pensar se não era melhor ir à farmácia da esquina comprar uma caneta de insulina.

 

Tudo estava excepcional, tanto o crumble de pêra, como a mousse de nougat, passando pela tartelete de chocolate e framboesa e acabando nas mousses de chocolate.

 

Brunch no Four Seasons Hotel Ritz LisboaCrumble de perâ do Four Seasons Hotel Ritz LisboaFour Seasons Hotel Ritz LisboaBrunch do Four Seasons Hotel Ritz LisboaBrunch do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Mas as estrelas para mim foram o gaspacho e o mil-folhas.

 

O gaspacho, não de tomate, mas sim de morango, hibiscus e hortelã, decorado com coco, era simplesmente de ter um orgasmo na boca.

 

Bebi dois como podia beber 28 de tão bons que estavam.

 

Uma nota super positiva para o facto da palhinha não ser de plástico, o que deu um toque amigo do ambiente a uma sobremesa divinal.

 

Gaspacho de morango, hibiscus e hortelã do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

O mil-folhas conseguiu ser melhor que o gaspacho.

 

Com confit de framboesa, creme mousseline e um topo de açúcar flamejado, que fazia lembrar a crosta do creme brûlée, este mil-folhas é demasiado bom para sequer tentar defini-lo por palavras.

 

Só degustando é que se consegue compreender a verdadeira dimensão desta sobremesa que é o cartão de visita do Ritz.

 

Mil-Folhas do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Também digno de nota era o queijo brie com mel trufado (com trufa negra), que fez todas as minhas papilas gustativas desmaiarem de felicidade durante breves segundos.

Queijo Brie Trufado do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

O que eu achei, porém, um bocadinho desenquadrado foi a estação do gelado tailandês, o famoso gelado em rolinho feito na chapa.

 

Não que o gelado não estivesse absolutamente delicioso, apesar dos rolinhos serem um bocadinho over-sized, mas porque quem já viu este gelado a ser preparado sabe que o barulho consegue ser ensurdecedor.

 

Quando o pedi arrependi-me de imediato, porque reparei que havia uma mesa mesma encostada à estação de gelado, e se fosse eu ficaria bastante chateado de ter de levar com aquele barulho enquanto estivesse a brunchar.

 

Para minha surpresa, muito graças à exímia habilidade da colaboradora, o barulho foi muito residual, mas achei que mesmo assim podia prejudicar o brunch das pessoas da mesa ao lado além de requerer um esforço adicional a quem o estava a preparar, quando simplesmente podia ser feito a pedido fora da sala de refeição.

 

Gelado de Rolinho Tailandês do Four Seasons Hotel Ritz LisboaEstação de Sobremesas do Four Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Concluindo, tomar o brunch no Ritz é uma experiência que vale muito a pena e que aconselho a que todos a façam pelo menos uma vez na vida.

 

É certo que existem detalhes a melhorar de forma a que a experiência de luxo que oferecem seja irrepreensível, mas mesmo assim será uma refeição de que não se esquecerão tão cedo.

 

E não se esqueçam, quando saírem de lá a rebolar não se vão logo embora.

 

Subam até ao último piso, onde fica o fitness center, e aproveitem para dar uma corridinha na pista que eles tem por lá.

 

Ou simplesmente relaxem e apreciem uma das mais bonitas vistas de Lisboa.

 

Four Seasons Hotel Ritz Lisboa - Roof TopFour Seasons Hotel Ritz Lisboa

 

Varanda - Ritz Four Seasons Hotel Lisboa Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

 

Bandersnatch: O filme interactivo de Black Mirror

29.12.18, Triptofano!

Lembram-se daqueles livros muito antigos da Verbo onde nós éramos o herói e tínhamos que escolher qual o caminho a tomar na aventura?

 

Se queríamos lutar com o monstro íamos para a página 88, se preferíssemos usar da diplomacia saltávamos para a 240.

 

Agora peguem nesse conceito e transportem-no das páginas de um livro para um ecrã de uma televisão ou de um smartphone: o resultado é Bandersnatch.

 

Em Bandersnatch, o filme interactivo da série Black Mirror, temos 10 segundos para tomar decisões pelo protagonista, e consoante as nossas escolhas a história irá desenrolar-se de uma ou outra forma.

 

Pessoalmente fiquei rendido ao conceito.

 

O facto de podermos sentir que fazemos parte da história envolver-nos de uma forma sem precedentes.

 

Nos dias de hoje onde a maior parte das pessoas já não se concentra apenas numa tarefa - quantos de nós não temos um olho num filme e outro nas notificações do telemóvel? - Bandersnatch suga-nos todos os centímetros cúbicos de atenção.

 

A história é sobre um jovem programador que transforma um livro de escolhas, como os da Verbo, num jogo de computador.

 

Ou seja, estamos a escolher o destino de alguém que está a criar uma realidade alternativa de escolhas.

 

O tema da história não é inocente. 

 

A certa altura questionamos-nos se tal como nós controlamos uma personagem ficcional se não seremos também nós personagens ficcionais de um filme interactivo de outros seres.

 

E se realmente vivemos ou não em múltiplas realidades paralelas onde as nossas escolhas são diametralmente opostas mas em que certa altura todas se cruzam e se reiniciam num círculo infinito em que estamos irremediavelmente presos.

 

Bandersnatch é sobre doença mental, teorias da conspiração, livre arbítrio ou a ilusão dele, mas sobretudo sobre as consequências geradas pelas nossas decisões, e como um simples Sim ou um Não pode criar um impacto gigantesco no nosso futuro.

 

Só que ao contrário da vida real em Bandersnatch podemos voltar atrás, explorar possibilidades, descobrir fins alternativos, perceber o que aconteceria se tivéssemos reagido de forma diferente.

 

Ou talvez também o possamos fazer nesta nossa realidade.

 

Só temos que atravessar o espelho, mas com cuidado, porque nem sempre estamos preparados para ver o nosso reflexo.

 

Bandersnatch - Black Mirror

Auto-Superação Alimentar

28.12.18, Triptofano!

Existem aquelas pessoas que possuem como objectivo serem indivíduos melhores através do desenvolvimento e aperfeiçoamento da auto-consciência, percebendo como é que a sua relação com o mundo exterior as afecta e de que forma podem minimizar possíveis efeitos nefastos dessa interacção.

 

E depois existem pessoas como eu que estão simplesmente preocupadas em enfardar a maior quantidade de comida possível no menor espaço de tempo.

 

A última vez que visitei o Sopa no Pão senti-me orgulhoso de mim mesmo, porque tinham sido 15 pães repletos de coisas boas que eu tinha enfiado para dentro do bucho, mas, como pessoa que não gosta de estagnar, decidi que iria tentar bater o meu recorde sem que fosse necessário no fim chamar o INEM.

 

Depois de alguns dias de intensa preparação física (que basicamente consistiram em comer grandes quantidades de tudo o que me aparecia à frente para conseguir alguma dilatação da cavidade estomacal) dirigi-me ao Sopa no Pão e quando entrei recebi o maior elogio que me podiam dar.

 

Quando o colaborador olhou para mim perguntou logo se eu não tinha sido aquela pessoa que tinha comido meio restaurante à uns tempos atrás!

 

Antigamente um comentário destes faria-me corar de vergonha, hoje sinto orgulho ao ser reconhecido como aquela pessoa que come sozinho o que quatro pessoas ditas normais não conseguiriam ou aquele indivíduo que dá prejuízo a um all you can eat. (cada um sente orgulho do que pode querem o quê?)

 

Depois de responder afirmativamente que sim, sentei-me e comecei a atacar todos os pãezinhos deliciosos que me puseram à frente.

 

Se a última visita tinha roçado a perfeição esta atingiu-a de forma inequívoca.

 

Não tenho o prazer de conhecer o Chef que trabalha no Sopa no Pão mas só tenho a dizer que espero que nunca o deixem ir embora. 

 

Aumentem-lhe o ordenado, contratem alguém para lhe dar massagens nas costas de hora a hora, amarrem-no a um dos canos, eu não sei mas façam algo que impeça que tamanha criatura divina se vá embora, porque a comida que me puseram à frente é algo de outro mundo!

 

Eu estava confiante que ia conseguir bater o meu recorde e felizmente as minhas expectativas não foram deturpadas.

 

18 pães minha gente! 18!!!! (aguço-vos o apetite com alguns dos exemplares que fizeram parte do meu fantástico jantar!)

 

Sopa no PãoSopa no PãoSopa no PãoSopa no PãoSopa no Pão

 

No fim eu já sentia o diafragma quase a tocar-me no queixo de tão cheio que o meu estômago estava, e tinha a certeza absoluta que se comesse mais alguma coisa ou vomitava em esguicho tipo dragão ou caía para o lado redondo e tinham de me arrastar para a rua.

 

Mas valeu a pena porque auto-superei-me.

 

Devo ter engordado uns 3 kgs nessa noite mas o importante foi saber que com confiança e determinação tudo é possível!

 

Agora bom bom era haver um Hall of Fame com as fotos de quem conseguisse comer mais pães no rodízio! (já estou a imaginar a cara das pessoas todas embuchadas a tentar sorrir para a foto)

 

Fica a sugestão! 

A maior desilusão de 2018

26.12.18, Triptofano!

Villa Tamariz Utopia em 10 Segundos: Vá pela vista, fique pela vista, pondere voltar pela vista...mas não se assuste com os mexilhões carnívoros!

 

Villa Tamariz Utopia

 

Para muitos foi um choque difícil de recuperar a saída da Cristina Ferreira da TVI para a SIC, com direito a pessoas a arremessar o televisor pela janela num pranto incontrolável, mas acreditem que tal acontecimento dramático e marcante da nossa sociedade moderna não chega aos calcanhares da maior desilusão que eu sofri neste ano de 2018.

 

Já é tradição que no mês de Dezembro a equipa da farmácia onde trabalho se junte para um jantar de Natal.

 

Porém, nestes últimos anos, o jantar tem sido trocado por um brunch, e após a visita ao Grande Real Villa Itália no ano passado as expectativas estavam altíssimas, por isso toda a gente ficou super entusiasmada quando a entidade patronal revelou que iríamos ao Villa Tamariz Utopia, situado em pleno coração do Estoril mesmo coladinho à praia com o qual partilha o nome.

 

O entusiasmo subiu a picos estratosféricos quando foi revelado o menu de brunch enviado pelo restaurante pertencente à cadeia Ritz-Carlton, que consistia numa mão cheia de coisas maravilhosas capazes de fazer qualquer comum mortal salivar descontroladamente.

 

Eu passei dias e dias inteiros a sonhar acordado com as bolas de sapateira, com os cornetos de frango e massala, com o arroz de dashi de algas e com os legumes da estação assados com chèvre, entre outras maravilhas que figuravam no menu.

 

Quando finalmente chegou o dia todo eu era alegria, todo eu era rejubilação, todo eu era amor universal, visto que ia comer bem e ainda por cima à borla (já que era a entidade patronal que pagava).

 

Quando cheguei ao palacete amarelo abençoado com a vista mais maravilhosa de sempre, todos os meus sonhos colapsaram, assim, de um momento para o outro.

 

Ao entrar vi umas mesas com alguma comida e achei que era super fofinho terem uma antecâmara para se ir petiscando enquanto se bebia um copo e se aguardava pelo lugar.

 

Villa Tamariz Utopia

 

Mas não, afinal aquelas mesas continham todo o brunch, e num movimento rápido de observação pude verificar que havia algo de muito errado, porque não estava ali nem um quinto da comida que diziam que iria haver.

 

Pelo facto de estar na presença dos meus colegas e patrões decidi que não deveria ser eu a reclamar, já que também não era eu que ia pagar, por isso aproveitei e pedi que me trouxessem uns ovos Benedict.

 

Perguntei ao simpático colaborador se o molho holandês era caprichado, ao qual ele me respondeu que sim, obviamente que era!

 

Mentiu-me escandalosamente na minha cara.

 

Nem o molho holandês estava caprichado, faltando-lhe a textura tão característica e apresentando-se totalmente líquido e com um sabor muito intenso a limão, nem o ovo escorria deliciosamente quando se abria encontrando-se demasiado cozinhado, para além de ainda ter encontrado um caroço de limão no meio do prato, sujeitando-me ainda a cair para o lado engasgado! (seria a morte mais ridícula de sempre...)

 

Villa Tamariz Utopia - Ovos BenedictVilla Tamariz Utopia - Ovos BenedictVilla Tamariz Utopia - Caroço de Limão

 

Enquanto eu estava desapontadamente a observar o meu pseudo-Benedict, uma colega mais reivindicativa perguntou ao senhor que nos estava a servir se não havia um menu de onde pudéssemos pedir coisas, tal como eu fiz com os meus ovos.

 

E ele que sim, e eis que nos aparece o menu de brunch que nos tinham enviado para o e-mail.

 

Uma súbita onda de energia passou pelo meu corpo porque lembrei-me logo das bolas de sapateira e que se calhar afinal o brunch ali funcionava de forma diferente e uma pessoa tinha de pedir o que queria provar.

 

Pois que não.

 

Rapidamente aparece o colaborador que me tinha mentido relativamente ao molho holandês a pedir imensas desculpas mas que aquele menu já não estava em vigor.

 

Nesse momento não me controlei e disse-lhe que tínhamos vindo com as expectativas altíssimas, que estávamos à espera de um certo tipo de comida, e que naquele momento o único gosto que tínhamos na boca era o da desilusão, que fiquem a saber não é assim o melhor sabor do mundo.

 

Com toda a convicção o senhor olha para mim e diz que tem a certeza que nós vamos ficar surpreendidos.

 

Acreditei durante minuto e meio que afinal ele ia à cozinha pedir para fazerem assim algo espectacular da batata para nos deixar de queixo aberto mas eu devia aprender era a não ser tão otário, porque realmente fiquei surpreendido mas foi pela negativa.

 

Os únicos pratos quentes que haviam era uma carne com batatas e um arroz de marisco.

 

A carne estava boa, apesar de com um bocadinho de gordura a mais, mas o arroz de marisco levou-me quase ao colapso cardíaco.

 

Villa Tamariz Utopia

 

Não posso negar que tinha um bom sabor, mas quando a minha colega abre um mexilhão e encontra um mini-caranguejo lá dentro não sabia se devia rir ou se devia chorar.

 

Pior, quando eu a medo investigo o interior do meu mexilhão e descubro um mini-maxi-caranguejo lá dentro quase que caí da cadeira com o susto (sim é idiota mas eu assustei-me ao ver aquele bicho lá dentro ok?).

 

Como os mexilhões filtram a água e que eu saiba ainda não se tornaram carnívoros, a única explicação da invasão por caranguejos é estes mexilhões terem vindo de uma exploração mista, mas pronto, existe uma coisa chamada a limpeza do molusco, mas se calhar sou eu que sou picuinhas em demasia...

 

Villa Tamariz Utopia - Arroz de MariscoVilla Tamariz Utopia

 

Fantástico também foi o facto de nada no brunch estar identificado.

 

Nem o nome do prato, nem os alergéneos, nada de nada.

 

Quando perguntei a um outro funcionário o que eram uns certos pratos ele diz-me o nome de três e ao olhar para o último responde-me que também não sabia.

 

Acham que ele foi descobrir o que era para me esclarecer? Se estivesse à espera da resposta dele ainda lá estaria hoje.

 

Concomitantemente com a presença de coisas muito saborosas, como a salada de orelha de porco, também existiam coisas de fugir, como umas fatias de bola de carne duras como pregos, ou umas fatias de mortadela que ainda hoje espero serem de uma variedade diferente que eu desconheço, porque eram castanhas oxidadas em vez daquela rosa bonito saboroso.

 

Villa Tamariz UtopiaVilla Tamariz Utopia

Villa Tamariz Utopia

 

No campo das sobremesas o sabor estava lá, mas a textura completamente errada.

 

Algumas secas demais, enrolando-se no céu da boca, outras demasiado líquidas, denotando uma falta gritante de folhas de gelatina ou outra coisa qualquer que lhe desse mais consistência.

 

Fruta que é boa e uma pessoa gosta não havia nem uma para amostra.

 

Ainda vi uns maracujás na mesa de outras pessoas, mas nunca foram repostos.

 

Villa Tamariz UtopiaVilla Tamariz Utopia

 

O brunch no Villa Tamariz Utopia foi a minha maior desilusão de 2018 em termos gastronómicos.

 

Ainda podia ter compensado um bocadinho com a vista, mas para infortúnio dos infortúnios consegui a proeza de ficar de costas para a janela!

 

Villa Tamariz Utopia

Villa Tamariz Utopia

 

Villa Tamariz Utopia Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Bozzolo

25.12.18, Triptofano!

Bozzolo em 10 Segundos: Sinta o aroma das trufas no ar, comece a refeição com uma óptima Burrata, descubra o Gispeck, brinde ao sabor de um cocktail de maracujá mas controle-se para não fugir com um Parmigiano Reggiano debaixo do braço!

 

Bozzolo

 

Há locais que testam ao máximo a nossa capacidade de auto-controle para não nos transformarmos em larápios perseguidos pela Interpol.

 

O Bozzolo, um restaurante italiano em São Domingos de Benfica, é um desses locais.

 

Mal entramos, deparamos-nos com um inconfundível cheiro a trufas que se nos cola a todos os pêlos nasais e com um maravilhoso Parmigiano Reggiano, ali mesmo à mão de semear.

 

Uma pessoa ainda fica a ponderar durante alguns segundos se consegue pegar no bicho e correr o mais depressa possível sem o deixar cair, mas depois compreende que mal tentasse agarrar no queijo dava um jeito no fundo das costas e tinha que ir recambiado para o hospital.

 

Bozzolo - Parmigiano Reggiano

 

O Bozzolo, que é a palavra italiano para casulo, é um lugar onde pretendem que nos metamorfoseemos para um nível mais elevado através da comida, e a verdade é que conseguem.

 

Quando visitei o restaurante estava cheio, mas apesar de todo o tumulto havia uma inesperada serenidade pelo ar.

 

Certamente que a decoração do espaço com a utilização de uma paleta de cores térreas contribuíram para esse sentimento, fazendo do Bozzolo um espaço aconchegante mas sem ser opressivo.

 

Bozzolo

 

Agora se forem pessoas que sofrem de TOC não se sentem nas mesas junto à parede como eu fiz, visto cada uma possuir um espelho.

 

E o que é que uma pessoa obsessiva-compulsiva faz quando encontra um espelho?

 

Não, não o limpa (mas podia ser...), fica sim 20 minutos a olhar para os poros dilatados e para a rosácea do nariz e para a dermatite seborreica das sobrancelhas e a agradecer aos céus o facto de já estar emparelhado porque se não fosse assim iria ficar solteiro até ao fim dos seus dias!

 

Se calhar a maior parte das pessoas não repara nem valoriza mas eu gosto de um menu bonito, que reflicta a identidade do restaurante, que me envolva na história que querem contar.

 

Claro que um livro com 28 páginas sobre a vida dos fundadores é algo para fazer qualquer um entrar em estado de coma, mas uma descrição simples com algumas frases inspiracionais/motivadoras (das quais provavelmente nos esquecemos cinco minutos depois) é um éter para os meus pulmões, e foi isso que encontrei no Bozzolo.

 

Bozzolo Menu

 

Relativamente à comida tenho já a dizer que é realmente boa!

 

A refeição começou com uma deliciosa Burrata com um Tapenade de Azeitona Preta.

 

O sabor das alcaparras, do tomate seco e das azeitonas pretas conjugavam-se maravilhosamente com a cremosidade do interior da burrata.

 

Este é o tipo de entrada onde devemos deixar a vergonha à porta e não pensar sequer duas vezes antes de usar os dedos de forma a não desperdiçar nem um bocadinho!

 

Bozzolo - Burrata com Tapenade de Azeitona Preta

 

Pedi para acompanhar um cocktail que partilha o nome com o estabelecimento, o Bozollo, feito com sumo de maracujá e Prosecco.

 

Apesar de ser muito agradável senti que necessitava de qualquer pequeno apontamento para o elevar a outro nível, como por exemplo um pouco de gengibre fresco.

 

Cocktail Bozzolo

 

No que toca a  pratos principais foram-nos apresentadas duas magníficas pizzas.

 

Para o Cara-Metade a favorita dele, a 4 Formaggi, com um sabor caracteristicamente rico e forte proveniente da combinação de Mozzarela, Provolone, Parmigiano Reggiano 22 Meses e Roquefort.

 

Bozzolo - 4 Formaggi

 

Para mim veio a Gispeck, que além de cogumelos Porcinni e Mozzarela, possui como o nome indica, Gispeck, um presunto de porco curado numa mistura de especiarias, das quais constam o zimbro, o alecrim e o louro, que eu desconhecia totalmente mas cujo sabor me conquistou.

 

A minha pizza estava excelente em termos de sabor e os ingredientes eram indubitavelmente de elevada qualidade, mas senti que ela estava um bocadinho despreenchida por assim dizer.

 

Gostava de a ter visto mais compostinha, talvez com a adição de uns corações de alcachofra.

 

Bozzolo - Gispeck

 

No Bozzolo as pizzas são cozinhadas em forno de lenha, o que lhes confere um sabor completamente diferente, mas as nossas vinham muito branquinhas na parte de baixo e faltava-lhes aquele crunch estaladiço tão apetitoso do Cornicione (ou seja daquele aro externo de massa que comemos por último - e sim, eu estive 20 minutos no Google à procura do termo correcto), o que indicava que o chão do forno não estava quente o suficiente.

 

Em termos de sobremesa vieram para a mesa um Tiramisu e um Cheesecake de Banana e Leite Condensado.

 

Ambos fariam as delícias de qualquer pré-diabético que se prezasse, mas comprimir um bocadinho o Tiramisu e ver aquele soberbo café a soltar-se do interior foi um momento ligeiramente orgásmico.

 

Bozzolo - Tiramisu

 

O Cheesecake de Banana estava irrepreensível em termos de sabor, mas teria sido a sobremesa perfeita se a base de bolacha fosse mais crocante e não tão macia, de forma a haver um contraste maior de texturas.

 

Bozzolo - Cheesecake de Banana e Leite Condensado

 

Se são amantes de pizzas e estão à procura de um bom restaurante italiano o Bozzolo não vos vai desiludir.

 

Alguns pequenos aperfeiçoamentos e rapidamente se tornará no Restaurante Italiano obrigatório a visitar!

 

Bozzolo

 

Bozzolo Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Bowl

25.12.18, Triptofano!

Bowl em 10 segundos: Deliciem-se com uma bowl de aveia, recarreguem baterias com uma energy ball, fiquem com um sabor a baunilha na boca durante o resto do dia mas deixem a pressa e as horas marcadas em casa.

 

Bowl Campo de Ourique

 

Não sei quanto a vocês mas a mim ainda me custa sair de casa propositadamente para ter uma refeição sem possuir companhia.

 

Se for por questões laborais que impliquem a isso não me custa nada comer apenas comigo, mas num dia de folga ou fim-de-semana é estranho ir a algum sítio sozinho, já que parece que todas as pessoas vão olhar para nós de lado como se fossemos um bicho do mato anti-social sem amigos.

 

Obviamente que este tipo de pensamento é do mais idiota que pode haver, porque ninguém vai sequer estar preocupado com a nossa vida e não podemos estar subjugados à disponibilidade de terceiros para fazer o que nos dá gosto.

 

Por isso é que neste sábado deixei as parvoíces da minha cabeça de lado, saí de casa sozinho e fui tomar um Brunch ao Bowl, um restaurante vegetariano com opções vegan, em pleno coração de Campo de Ourique.

 

Deixo já o aviso que o Bowl é um lugar pequeno, tão pequeno que eu para entrar pela porta teve que ser assim meio de lado e já estava a ver a minha vida andar para trás se tivessem que chamar os Bombeiros para me desentalarem.

 

É verdade que existe uma esplanada, mas com este frio Natalício só se uma pessoa levasse 50 mantas e uma salamandra, por isso tentem encontrar lugar numa das três mesas disponíveis no espaço interior.

 

Quando cheguei, surpresa das surpresas, todas as mesas estavam ocupadas por pessoas sozinhas (ou seja pessoas que não tem os mesmos complexos tontos que eu)!

 

Ainda pensei em fazer o meu olhar matador (que nunca resultou até hoje) ou perder a vergonha e sentar-me ao pé de alguém e estabelecer uma amizade para a vida, mas preferi sair e aguardar que alguém vagasse uma mesa antes de eu ficar completamente congelado.

 

Tive sorte e menos de dez minutos uma mesa ficou livre e eu entrei rapidamente para alapar o meu cú antes que alguém me roubasse o lugar.

 

Comer sozinho tem as suas vantagens.

 

Estamos mais atentos ao que nos rodeia, mais disponíveis para saborear a comida, podemos reflectir mais profundamente naquele musgo verde da nossa unha grande que provavelmente já devíamos ter tirado para usar no presépio de Natal e, como me aconteceu, fazer conversa com outra pessoa que também está sozinha e que de outra forma provavelmente nunca falaríamos (conheci uma médica dermatologista brasileira super simpática com quem troquei locais gastronómicos merecedores de visita, apesar de lá no meu íntimo eu estar era mortinho por perguntar se ela não queria ir comigo à casa-de-banho aplicar-me um bocado de botox na testa!).

 

Mas e a comida do Bowl, vale a pena ou não?

 

É assim minha gente, vocês sabem que eu nunca vos menti até hoje, e não vou começar agora, por isso só tenho a dizer que é SENSACIONAL!

 

A comida é fantástica, super saborosa, de fazer escorrer um fiozinho de baba quando olhamos para ela, e ainda por cima é saudável, algo que o nosso corpo agradece!

 

Eu, pessoa esfomeada que ainda não tinha sequer comido o pequeno-almoço, atirei-me para um super brunch e não fiquei nada arrependido.

 

Comecei com um Green Latte, com uma base de bebida de arroz, complementado com matcha, baunilha, agave e um cheiro delicioso a canela.

 

Extremamente saborosa, só gostava que tivesse vindo num copo que não fosse também ele verde, para fazer um bocadinho de contraste e conseguir uma foto mais bonita para o Instagram (não me critiquem, isto uma pessoa tem de pensar em tudo!).

 

Bowl - Green Latte

 

Logo a seguir veio uma Bowl Tahiti, quentinha, fumegante, ideal para aquecer a alma e esquecer o frio que se sentia lá fora.

 

Com uma base de aveia, bebida de amêndoa e agave, esta bowl era enriquecida com um topping de pêra caramelizada com sementes de abóbora e bagas de goji, amêndoas torradas e manteiga de amêndoa.

 

E era boa, era tão boa que eu podia comê-la ao pequeno-almoço durante um ano sem qualquer problema, isto se tivesse alguém que a fizesse para mim claro!

 

Bowl - Bowl Tahiti

Bowl Campo de Ourique

 

O brunch continuou com uma Panqueca Pink, sendo que a cor é obtida pelo uso de pó de beterraba. A acompanhar vieram framboesas, lascas de coco, granola e queijo mascarpone.

 

A panqueca em si estava fofinha e muito apetitosa, mas a junção dela com a granola pode tornar tudo muito seco na vossa boca após algumas garfadas.

 

O segredo é barrarem o melhor possível a panqueca com o mascarpone e se sobrar algum misturarem com a granola, de forma a ficar mais húmido.

 

Uma boa ideia talvez fosse regar a granola por exemplo com um bocadinho de mel ou xarope de ácer, de forma a fugir dessa secura.

 

No entanto, este pequeno detalhe não tirou nenhum mérito à panqueca, que me encheu o estômago de forma muito satisfatória.

 

Bowl - Panqueca Pink

 

Para finalizar veio uma Energy Ball com um chá de baunilha.

 

O chá de baunilha era qualquer coisa de divinal, com o sabor da especiaria a permanecer-me na cavidade bucal durante as duas horas seguintes.

 

Agora se vocês são daquelas pessoas que precisam de comer um pastel de nata a meio da tarde para obterem energia esqueçam já isso.

 

A Energy Ball que me serviram é a melhor coisa do mundo para recarregar baterias.

 

Super mega recheada com tâmaras, cenoura, aveia, nozes, coco e sei lá mais eu o quê, esta pequena bolinha faz as vossas mitocôndrias terem um boost de produção energética para conseguirem aguentar o resto do dia sem caírem para o lado.

 

Bowl - Energy Ball - Chá de BaunilhaBowl - Energy Ball

 

O que é que não é perfeito no Bowl?

 

Infelizmente o serviço não está ainda optimizado.

 

As jovens que lá se encontram são verdadeiramente simpáticas, mas ainda andam um bocadinho às aranhas, talvez precisem de mais tempo, ou mais formação, ou de ambos, mas o simples acto de pedir o brunch foi assim meio que complicado, quando devia ser algo rápido e fácil.

 

Apesar de não me poder ter queixado da velocidade a que o meu brunch foi servido, notei por outros clientes que coisas simples como tirar um café demoram demasiado tempo, algo que pode fazer com que certas pessoas não voltem.

 

E o que me assusta mais é que estamos a falar de um local com uma mini-esplanada e três mesas na parte de dentro para três empregadas, ou seja, nem quero pensar se fosse um estabelecimento com o dobro ou o triplo do tamanho.

 

Também a melhorar é a gestão das existências, porque apesar de a mim não ter faltado nenhum ingrediente, ouvi uma extensa lista de produtos que tinham de ir ser comprados rapidamente porque haviam terminado.

 

Se fosse fim do dia era compreensível, mas ao meio-dia quando o local abriu às onze acho que não devia acontecer, de forma a não afectar o ritmo do serviço.

 

Bowl Campo de Ourique

 

Por isso se estão à procura de comida saudável, extremamente deliciosa e que vos deixe com o estômago aconchegado mas cheios de energia, o Bowl é o lugar certo para vocês.

 

Mas já sabem, não tenham pressa, não estejam com horas marcadas, porque o serviço pode demorar mais um pouco do que vocês estão à espera, mas que vale a pena vale!

 

Bowl Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Tolerância Religiosa no Natal

24.12.18, Triptofano!

Nesta última sexta-feira a Comunidade Hindu de Portugal abriu as portas do Templo Radha Krishna, no Lumiar, para uma visita guiada com direito a mostras de dança e gastronomia típica. ( e eu pude deliciar-me com o Jalebi, uma massa de farinha de trigo frita embebida em xarope de açúcar!)

 

Inaugurado em 1998 pelo então Presidente da República Jorge Sampaio, o Templo Radha Krishna veio colmatar a necessidade de um lugar de culto apropriado para a comunidade hindu portuguesa, comunidade esta que se começou a desenvolver em Portugal a partir de 1975, após a descolonização dos antigos territórios do país, sendo a maioria oriunda de Moçambique.

 

A visita foi interessante, com uma explicação detalhada das principais divindades que figuram no complexo, a sua história e a simbologia dos objectos que apresentam nas suas representações.

 

Mas mais importante que a lição de história da religião que todos os presentes receberam, a abertura do Templo nesta altura do Natal foi importante para promover a tolerância religiosa numa cidade onde tanta gente anda assustada por cada vez mais se encontrarem indivíduos não Católicos.

 

Este tipo de iniciativa mostra que os outros apenas por acreditarem em coisas diferentes não são menos pessoas que nós. Continuam a ter uma cabeça, dois braços e duas pernas, e para desapontamento de alguns não são nenhum híbrido espacial com tentáculos a sair das costas.

 

Senti que alguns dos presentes ficaram incomodados quando no início da apresentação a oradora disse que o hinduísmo a ensinou que todos as pessoas do mundo são a família dela, porque este sentimento de pertença global tem vindo a desaparecer cada vez mais, com os indivíduos cada vez mais isolados e centrados neles próprios.

 

Mas a verdade é que estamos todos ligados uns aos outros, e o nosso objectivo enquanto seres humanos deveria ser o de viver em harmonia, nunca esquecendo que o que hoje é nosso ontem não foi e amanhã não será, por isso não vale a pena guerrear por coisas físicas caducas.

 

Nesta época do Natal, onde as pessoas estão mais permeáveis aos bons sentimentos (depois ali na primeira semana de Janeiro volta tudo à normal cara e coração fechados), é inteligente da parte da Comunidade Hindu mostrar que apesar de serem uma minoria religiosa pertencem a uma maioria chamada Ser Humano!

 

Templo Radha Krishna

Interior do Templo Radha Krishna

Jalebi

Onde reparar o computador em Lisboa?

21.12.18, Triptofano!

Há duas coisas que podem aterrorizar o Natal de qualquer pessoa.

 

Primeiro, descobrir-se que todos aqueles embrulhos com a promessa de dezenas de Ferrero Rocher altamente calóricos são afinal Mon Chéri, o chocolate do demónio que uma pessoa só come se estiver cheia de desejos e não houver mais nada num raio de 2 kms.

 

A segunda, o nosso computador avariar-se!

 

Bem, na realidade a avaria de um computador é de fazer uma pessoa ficar careca qualquer que seja a altura do ano.

 

Apesar de até agora ter sido inundado de Ferrero Rocher (as pessoas já me vão conhecendo), o meu belo computador decidiu dar o pifo.

 

Liguei-o como de costume, começou a iniciar mas a meio do processo lançou um zumbido tão estridente que pensei que afinal estava era prestes a ser raptado por alienígenas e não tinha sequer a depilação das virilhas feita.

 

Não fui raptado mas o computador morreu para a vida.

 

Sempre que o ligava passado pouco tempo desligava-se e estava tão quente mas tão quente que o podia usar para estrelar um ovo!

 

Nem  carregar em todas as teclas, nem as pancadas de amor com um bocadinho mais de violência, nem as vinte rezas a Santo Isidoro de Sevilha fizeram com que ele voltasse a funcionar devidamente.

 

Decidi que tinha que encontrar um sítio onde reparar o computador, porque passar sem ele era totalmente impensável.

 

O meu primeiro pensamento foi a ir a uma loja de centro comercial, mas não era a opção que mais me agradava.

 

Normalmente levam imenso tempo e os preços praticados são assim puxadotes, ainda por cima com a altura natalícia a bombar o meu orçamento não tinha muita folga por isso precisava de outra alternativa.

 

Lembrei-me que uma amiga minha tinha-me dito há uns tempos que visitara uma loja de bairro onde fora bem atendida e o preço era em conta.

 

Pesquisei na Internet pelo nome que ela me deu e descobri a morada da Inforluso, uma loja de venda e manutenção de equipamentos informáticos situada na Penha de França.

 

Inforluso

 

Confesso que quando me dirigi lá ia com um bocadinho de medo. 

 

Isto porque pensava que me iam começar a falar de termos técnicos super complicados e olhar para mim como se eu fosse o maior nabo do mundo por não saber qual era a porta PRT6 e se quando estava a trabalhar com o computador ele estava em Modo Lan Progressivo ou Ned Intermitente!

 

Mas não.

 

Fui atendido por um senhor super mega simpático (que percebi depois que era o dono) que não me tratou como um atrasado mental e teve a máxima atenção relativamente ao meu problema.

 

Disse-me que iria verificar que intervenção era necessária no computador e  depois no dia seguinte ligava-me com o orçamento caso houvesse reparação.

 

Estava a preparar-me para tirar o cartão multibanco para pagar o orçamento quando ele me diz que era grátis!!!

 

Naquele momento pensei que para me oferecer o orçamento é porque me ia tirar couro e cabelo na reparação, já que todos sabemos que não existem almoços grátis!

 

Mas não!

 

No dia seguinte como combinado telefonou-me e disse-me que o problema do meu computador era sujidade (digamos que quantidades astronómicas de pó e pêlo de porcas da índia acumuladas na parte interna...) e alguns vírus mais manhosos (que não sei de onde é que vieram que eu não sou pessoa de ver sites mais vergonhosos...cof..cof).

 

Preparei-me para receber o valor da reparação e ter um pequeno ataque cardíaco mas mais uma vez fiquei positivamente surpreendido

.

O valor que me pediu foi extremamente razoável, a reparação foi feita em tempo recorde e no final do dia já tinha o meu computador limpinho, livre de vírus e a funcionar muito mais rápido do que alguma vez o tinha visto!

 

Por isso já sabem, se tiverem algum problema com o vosso computador passem na Inforluso, de certeza absoluta que vão ficar satisfeitos com o serviço! 

 

Inforluso Contactos

Inforluso Tabela de Preços

Inforluso

 

Ararate

20.12.18, Triptofano!

Ararate em 10 Segundos: Faça uma viagem com o Barco, atreva-se nas miudezas, evite salivar com a comida das mesas alheias e se quiser uma gata peça-a logo no início.

 

Ararate

 

Eu adoro miudezas!

 

Confesso que estive uns bons 15 minutos a pensar se deveria usar o termo miúdos e depois fazer uma piada em como vocês iam ligar para a polícia a denunciar-me como predador sexual mas achei que era de mau gosto.

 

Tão mau gosto como ir a um supermercado na Alemanha e pedir à empregada um Kinder Surpresa - é que em alemão Kinder significa crianças, por isso pedir crianças com uma surpresa é meio caminho andado para o segurança do estabelecimento vos fazer uma placagem e com sorte ainda recebem uma descarga de taser!

 

Eu sei que a maior parte das pessoas torce o nariz quando pensa em miudezas, e o simpatiquíssimo empregado do Ararate deve ter feito o mesmo quando fiz o pedido, já que me avisou que o sabor era assim para o forte, mas o meu amor por este tipo de comida é proporcional à minha devoção à Ana Malhoa. (já não falava da Ana há imenso tempo, aposto que achavam que estava doente!)

 

Mas já lá vamos.

 

Situado na Praça de Espanha, bem perto da Fundação Calouste Gulbenkian, o Ararate é o primeiro restaurante em Lisboa onde se podem encontrar os sabores da Arménia, primeira nação do mundo a adoptar o cristianismo como religião de Estado.

 

O restaurante é lindo, tanto de fora como visto por dentro, com todos os seus detalhes deliciosos, as pinturas nas paredes, os pormenores na casa-de-banho: simplesmente um regozijo para a vista.

 

Ararate

 

Eu e o Cara-Metade íamos com as expectativas altas já que as visitas que tínhamos feito ao restaurante georgiano correram de forma maravilhosa, e apesar da gastronomia não ser igual há alguns pontos de conexão entre os dois países.

 

O Ararate não desapontou e ainda conseguiu surpreender pela positiva.

 

A viagem gastronómica começou de barco, mas não foi preciso tomar nenhum comprimido para o enjoo, porque este barco é totalmente comestível.

 

O Khachapuri é uma receita tradicional da zona do Cáucaso que consiste num pastel em forma de barco recheado com queijo, onde no centro colocam uma gema de ovo que no momento em que é servida à mesa é misturada com perícia com o resto do recheio.

 

Esqueçam todo o glamour, o Khachapuri é para comer com as mãos e para no fim lamber os dedos de tão bom que é.

 

Com uma massa estaladiça e um queijo divinal, é sem dúvida a entrada que todos devem provar pelo menos uma vez!

 

Ararate - Khachapuri

 

Depois chegou a minha perdição, o Tjvjik (podiam ter arranjado um nome mais fácil...), um guisado de miúdos de cordeiro - fígado, coração, pulmões e rins - aos quais foram adicionados uma quantidade extra generosa de tomate e cebola, resultando numa verdadeira sinfonia para o palato.

 

É verdade que o sabor é forte e inconfundível e não é um prato para conquistar toda a gente, mas se como eu forem loucos por miudezas então tem mesmo que provar o Tjvjik.

 

Ararate - Tjvjik

 

Agora o problema é que apesar de ser servido com pão este não é de todo o suficiente para embeber a quantidade astronomicamente maravilhosa de molho que vem servida.

 

Claro que podem ir lá com o dedo, com a língua ou comer à colherada, mas porque não experimentar o Lavash, o pão típico da Arménia também conhecido como pão-folha?

 

Ararate - Lavash

 

Óptimo para embeber na molhanga, o Lavash faz lembrar visualmente o chapati indiano, só que consegue ser ainda mais fino e apresenta uma textura mais elástica.

 

Para acompanhar as entradas veio um jarro de limonada caseiro, com um sabor muito agradável, mas levem uma barra proteica convosco no bolso porque o jarro é pesado até dizer chega.

 

Isso ou uma palhinha gigante de forma a poderem dispensar o uso dos copos.

 

Ararate

 

Eu sei que não é muito bonito olhar para a comida das outras mesas, mas é algo que eu não consigo deixar de fazer, cuscar o que é que as outras pessoas vão comer.

 

E quando vi um Putuk lindo, maravilhoso, assim com um ar extraordinariamente bonito a passar por mim, estive quase para mudar o meu pedido.

 

O Putuk é uma sopa de grão de bico com lombo de borrego, que vem tapada por uma camada fina de pão onde está inscrito o nome do restaurante.

 

É indescritivelmente delicioso ver aquela camada de pão ser retirada e o vapor extraordinariamente aromatizado libertar-se no ar criando um tsunami de saliva na boca.

 

Neste momento eu já estava praticamente em cima das pessoas da mesa do lado, tendo de me controlar para não pegar numa colher e pedir para provar um bocadinho.

 

Ararate - Putuk

 

Apesar de ter ficado a sonhar com sopa, o prato principal que veio para a nossa mesa não ficou de todo atrás.

 

Uma espetada de vitelão para o Cara-Metade e uma de costeletas de borrego para mim, uma a acompanhar com batatas assadas e outra com salada, com lavash carregadinho de sucos da carne que o tornava ainda mais delicioso.

 

As espetadas vinham servidas no espeto todas lindas e maravilhosas, mas a empregada foi tão rápida a empratá-las que quando ia tirar uma foto já tinha passado a oportunidade.

 

A carne estava muito bem cozinhada e cheia de sabor, sendo que é obrigatório pegar nas costeletas com a mão e chupar cada pedacinho de osso, mesmo que já não haja mais nada para comer!

 

Ararate

 

Agora minha gente, se forem ao Ararate com a Gata em mente e forem jantar um pouco mais tarde o melhor é pedirem logo no início da refeição que vos reservem uma.

 

Não se assustem que comer felinos não faz parte da cultura gastronómica da Arménia (pelo menos que eu saiba...), a Gata é uma sobremesa típica do Cáucaso, que consiste em bolinhos de massa folhada com recheio de açúcar, manteiga e farinha. (uma bomba calórica!!!)

 

O problema é que demora uns bons 20 minutos a fazer e a cozinha no Ararate fecha às 22.30. (e não há cá contemplações, quatro minutos depois da hora a cozinha ficou completamente sem vivalma) 

 

Por isso se vocês estiverem a terminar a vossa refeição por volta das 22.15 e ainda não tiverem pedido a Gata vai-vos acontecer o mesmo que a mim, que é ficarem com um ar de desilusão estampado na cara...

 

Este foi o único ponto onde achei que o serviço do Ararate falhou.

 

Tendo em conta que há a noção da demora na confecção desta sobremesa e sendo ela uma das mais típicas e que suscita mais curiosidade, faria todo o sentido nem que fosse a meio da refeição questionar se alguém a iria querer pedir, de forma a ninguém ficar triste por não ter ferrado o dente na sobremesa felina.

 

Em substituição da Gata veio um bolo de mel que não desapontou.

 

Lindamente empratado, fresquinho, repleto de sabor, esta sobremesa à base de mel e creme de leite foi uma substituta à altura!

 

Ararate - Bolo de Mel

 

Se querem experimentar uma gastronomia diferente e gostam de ser arrojados nos sabores então o Ararate merece uma visita vossa.

 

Eu sei que vou voltar para provar a Gata e aquela sopa de grão que ainda hoje me dança na memória!

 

Ararate

 

Ararate Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

SOS Prenda de Natal

19.12.18, Triptofano!

Esta é aquela altura do ano em que meio mundo anda louco a gastar o subsídio de Natal a comprar prendas para outro meio mundo e meio, simplesmente porque é tradição oferecer alguma coisa e não queremos que nos achem uns bota de elástico.

 

Também é nesta altura que as empresas lembram-se de fazer os jantares de Natal com o sempre fantástico Amigo Secreto, onde normalmente nos calha uma pessoa que nem sabíamos que trabalhava no mesmo escritório que nós, sendo que rezamos a todos os santos para que quem nos vá oferecer a prenda não seja aquele colega com o qual discutimos na semana passada pelo facto de ele ser um autêntico nabo, já que a probabilidade de ele nos ofertar um envelope com anthrax é mais que muita!

 

O que oferecer então de forma a fazer boa figura e não ter um rombo ainda maior no orçamento?

 

O primeiro pensamento é uma garrafa de vinho para os senhores e um lenço ou uma peça de bijutaria para as senhoras, sendo que se tivermos mais confiança com a pessoa podemos cometer a loucura de oferecer um livro erótico com a mensagem subliminar que talvez seja melhor ela dedicar-se à leitura visto estar encalhada para lá de dois anos e meio.

 

Mas eu este ano resolvi ser diferente e no Amigo Secreto da farmácia ofereci um mini-cabaz com coisas boas para comer.

 

Não havia presunto nem bacalhau mas fiz muito boa figura e não gastei uma fortuna!

 

O que é preciso então para oferecerem um mini-cabaz alimentar?

 

Primeiro que tudo encontrem uma caixa.

 

Pode ser de sapatos, de uma encomenda que tenham recebido pelo correio, de bolachas onde guardam os talões de compra do supermercado desde 1998, o que interessa é que dê para colocar coisas lá dentro com a mínima segurança.

 

Se não for a caixa mais bonita do universo não dramatizem. O que interessa é o conteúdo. E qualquer coisa também a podem forrar.

 

Depois estipulem um orçamento.

 

Para mim o confortável é entre os 15 e os 20 euros, que é um valor com o qual já se consegue dar um prenda mais vistosa.

 

Se tiverem margem de manobra para mais ainda melhor, se quiserem gastar menos também se arranja.

 

Quando souberem que valor querem gastar é altura de ir às compras.

 

Foquem-se nas secções gourmet e/ou biológicas/orgânicas/feitas-com-suspiros-de-monges-na-andropausa dos supermercados, porque normalmente possuem produtos mais invulgares.

 

Aqui o segredo é em vez de comprarem apenas um produto caro adquirirem vários mais baratos de forma a encher mais a vista de quem receber o prenda.

 

Ou seja, esqueçam as poupanças que as embalagens económicas conferem.

 

Não vos interessa comprar um pacote com cinquenta bolachas pelo facto de cada bolacha ficar 20 cêntimos mais barata se gastarem logo 15 euros.

 

Claro que também não comprem uma bolacha apenas, mas neste caso em particular as embalagens mais pequenas permitem que dentro do vosso orçamento possam dar uma maior variedade de coisas!

 

É verdade que há sempre o risco de adquirem algo que a pessoa não goste, mas podem tentar sempre jogar mais pelo seguro, e em vez de uma compota de gengibre, chilli e noz moscada talvez a de pêra com champanhe seja uma aposta mais consensual.

 

No meu caso comprei um pacote de chocolates biológicos, uma embalagem de chá gourmet de papaia e laranja e uma compota de figo de uma marca mais refinada, enfiei tudo dentro de uma caixa que tinha em casa e não gastei sequer 20 euros!

 

Cabaz Natal Amigo Secreto

 

E as hipóteses são infinitas.

 

Uma boa garrafa de azeite, ervas aromáticas, sal marinho, conservas, rebuçados caseiros, um frasco de mel, um licor, uma embalagem de café, são apenas alguns exemplos do que podem escolher para formar o vosso mini-cabaz de Natal (ou de qualquer outra altura do ano!).

 

Garanto-vos que no futuro todos vão querer receber uma prenda vossa!!

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