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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Não há Deuses na Blogosfera

08.11.18, Triptofano!

O meu objectivo enquanto membro integrante da blogosfera nunca foi o de criar uma persona, uma caricatura da minha verdadeira pessoa à qual podia atribuir os traços de personalidade que eu bem entendesse.

 

Sempre gostei, até de forma a libertar-me de fantasmas do passado, de me mostrar como realmente sou, com virtudes e defeitos, não deturpando, na medida que a escrita o permite, a realidade.

 

Há muitos anos atrás eu tinha uma dependência.

 

Como quem é dependente de drogas, ou de sexo, ou do jogo, eu era dependente de aprovação social. De saber que as pessoas gostavam de mim. Que se importavam comigo.

 

Cada vez que recebia uma mensagem de apoio ou de conforto ou a exaltar o quão boa pessoa eu era os meus níveis de dopamina subiam a pique, e era inundado por uma sensação de prazer.

 

E obviamente quando sentimos prazer não queremos que ele desapareça.

 

Só que as pessoas também se fartam, tem os seus limites, os seus problemas, e nem sempre estão disponíveis a dar-nos mais uma dose da droga que nós precisamos.

 

Ameacei que me ia suicidar mais que uma vez.

 

Fiz pessoas percorrerem Lisboa à minha procura enquanto eu estava descansado a beber um café.

 

Fiz perder noites de sono, tirei anos de vida, tudo para me sentir bem quando via as tentativas de chamadas umas atrás das outras, as mensagens em catadupa suplicantes carregadas de elogios fúnebres em vida.

 

Eu era um drogado. Um trapo. Uma merda.

 

E não me importava minimamente com o sofrimento que a busca do meu prazer estivesse a causar aos outros.

 

Houve quem me perdoasse. Quem nunca mais me voltasse a falar. E por mais que custasse ouvir, aceitei todos os julgamentos que quiseram fazer de mim, porque a história tinha sido entre mim e as pessoas que me julgavam.

 

A verdade é que posso ter inventado toda esta história que acabei de escrever, inspirado-me em algum livro que tenha lido, mas no mundo virtual, a não ser que conheçamos a pessoa e façamos parte da história dela, é difícil saber o que é real e o que é fantasia.

 

No virtual somos todos iguais uns aos outros, uns com mais outros com menos seguidores, mas no fim não passamos de uns míseros mortais.

 

Não há deuses nem semi-divindades na blogosfera.

 

Por isso também não deveria haver julgamentos com base em teorias, em feelings, em sussurros do além.

 

Sou contra lançar alguém aos leões ou a queimar supostas bruxas.

 

Se eu nunca julguei ninguém sem ter dados concretos?

 

Obviamente que sim.

 

Na realidade não é preciso escavar muito fundo no meu blog para encontrar posts onde o faço.

 

Se me arrependo? Não.

 

O arrependimento é um sentimento fútil para mim, não vale a pena vivermos a pensar no passado. Devemos sim crescer no presente tendo em conta aquilo que não foi o mais correcto no passado para termos melhores atitudes no futuro.

 

Mas e a liberdade de expressão e o facto de quem escreve para o público também tem de se sujeitar a ouvir o que não gosta?

 

Eu não estou a dizer que quem quer não possa escrever o que bem quiser e lhe apetecer. Nem estou a dizer que a melhor das pessoas não possa ter de vez em quando um comentário infeliz.

 

Só quero passar a mensagem que acho que nós somos melhores que isso, que nós muitas vezes não percebemos o dano que causamos quando digitamos uma opinião sem certezas absolutas e a lançamos no mundo virtual.

 

Não quero que ninguém deixe de investigar, deixe de unir os pontos, deixe de se preocupar e avisar os outros, mas há formas mais subtis de o fazer. Uma mensagem privada, um e-mail, um telefonema quando se conhece a pessoa em questão.

 

Deixar informação escrita depreciativa relativa a alguém acessível à leitura dessa mesma pessoa para mim roça o bullying.

 

E volto a dizer, não sou santo, também já o fiz, mas sinto que todos podemos ir mais além do que a nossa condição actual.

 

E para quem oferece ajuda, para quem se disponibiliza a dar uma mão, atenção que não é um trabalho fácil.

 

Às vezes podem-nos levar o braço e o ombro por arrastão.

 

Mas se acham que conseguem, se sentem que é algo que podem fazer, força!

 

Não se esqueçam é que ninguém é obrigado a ajudar ninguém eternamente, e que a nossa saúde, física, mental e emocional, está sempre em primeiro lugar.

 

Agora o que é relativamente fácil é sem darmos conta deixarmos ainda mais na lama alguém que já lá está.

 

Há certas palavras que são verdadeiras areias movediças. E na dúvida se alguém as vai pisar ou não mais vale não arriscarmos. 

Sozinho na Farmácia

07.11.18, Triptofano!

A esta hora que escrevo luto contra o cansaço enquanto espero que algum cliente apareça.

 

A Farmácia onde trabalho encontra-se de serviço, mas apesar do horário prolongado e da minha disponibilidade para ajudar quem precisar, é raro alguém me tocar à campainha.

 

Desde as dez da noite até agora terei atendido num máximo dos máximos cinco pessoas, um antibiótico, um medicamento para as alergias, uma pílula do dia seguinte...

 

A razão para tão pouca afluência é em parte do tempo, com uma chuva chata que não teima em abrandar é preferível aguentar a constipação até de manhã do que arriscar a desenvolver uma pneumonia.

 

Mas a culpa principal, por assim dizer, é das farmácias 24 horas abertas que existem nas redondezas.

 

As pessoas já se acostumaram quando precisam de algo durante a noite a ir à farmácia aberta todo o dia todos os dias, onde não pagam sequer taxa de serviço.

 

Mas como não há almoços grátis neste país algo terá de lhes sair do bolso em troca de um local onde a qualquer hora podem comprar uma embalagem de pensos, ou um soro para o nariz, ou simplesmente descobrir se estão mais gordos ou é tudo gases.

 

E eu aqui fico sozinho, especado a olhar para as câmaras, de ouvido atento a um possível toque de campainha, sempre sobressaltado pelo menor barulho.

 

Não gosto de fazer noites, em parte pela solidão, em parte pelo medo, em parte por saber que o meu organismo vai ficar desregulado nos dias a seguir.

 

Normalmente quem as faz é a minha patroa mas quando ela não pode normalmente sou eu a dar o corpo ao manifesto.

 

Não me queixo, além dos queixumes internos, porque o dinheiro extra dá-me jeito, equilibra as contas do mês, permite-me ter um bocadinho mais de folga no cinto do orçamento.

 

Trago sempre um amigo comigo para me fazer companhia, para me lembrar que não estou sozinho, para sentir o apoio telepático dele.

 

Há quem diga que sou completamente chanfrado, eu prefiro pensar que na minha inocência de criança adulta tenho o coração do tamanho do mundo, e o mundo dentro do coração.

 

:)

 

 

Jantar num Contentor

06.11.18, Triptofano!

Ontem tive o privilégio de ir jantar ao Okah, a convite da Zomato e da Nescafé, num divertidíssimo Foodie MeetUp.

 

O Okah situa-se no Cais da Rocha Conde de Óbidos em Alcântara, no rooftop do LACS, uma Communitivity of Creators, ou seja uma comunidade de criadores e comunicadores.

 

As primeiras duas coisas que ficam na memória de qualquer pessoa quando se chega ao Okah é a vista e os contentores.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A vista é deslumbrante e é essa mesma vista que abarca o Tejo que dá o mote a todo o espaço onde a refeição tem lugar. 

 

Contentores laranjas, decorados com temas de influência asiática, albergam mesas e cadeiras onde nos sentamos para nos perder entre sabores e numa viagem mental.

 

Para mim, a certa altura, olhando para os contentores ao meu redor, senti-me como se estivesse num comboio de carga a ver passar pessoas e países e culturas à velocidade de um olhar mesmo não saindo do lugar.

 

Sendo um jantar promovido em parte pela Nescafé, o menu, que sofreu algumas adaptações para a ocasião mas não se desvirtuando da sua essência, tinha várias referências a esse produto tão cobiçado: o café.

 

E obviamente que também houve muito café (delicioso) puro e duro por assim dizer: expresso, preparado em balão, um slow coffee chemex 100% arábica....a realidade é que em poucas horas acho que bebi mais cafeína que na última semana toda, o que me fez chegar a casa e ficar duas horas e meia a rebolar na cama com falta de sono (mas foi um pequeno preço a pagar por tamanha qualidade de café).

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A companhia dos outros foodies foi muito engraçada, é giro ver pessoas que falam com a mesma paixão que nós sobre comida (mas tudo gente elegante, raio de pessoas com metabolismos acelerados), que não se importam quando nós demoramos 5 minutos a tirar a foto a um pedaço de pão porque elas fazem o mesmo.

 

Agora fique aqui esclarecido uma coisa, eu sou aquela pessoa que tira fotos com o telemóvel muito arcaicas, para conseguir uma foto não tremida já é uma dificuldade enorme, por isso não esperem ver-me equipado com uma daquelas máquinas fotográficas maiores que o meu antebraço ok?

 

Mas falemos da comida que isso é o mais importante.

 

Tudo começou com um Cocktail Nescafé Tonic, e sou sincero quando digo que não sou de todo apreciador de Gin.

 

Bebo, acho graça a mandar lá para dentro as baguinhas e raminhos e sei lá mais o que, mas não vivo por um Gin.

 

Só que este Cocktail Nescafé, com café Arábica do Brasil a deixar um toque de maracujá no final era qualquer coisa de outro mundo.

 

É que uma pessoa nem sentia o álcool o que obviamente torna esta bebida bastante perigosa se estivermos em público, porque quando dermos por ela podemos dar para nós a declamar poesia lírica de Bocage ou coisa que o valha.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

Depois, como pré-entrada, um pão ázimo quentinho, onde se podia barrar ou um molho de pimentos picante, que só mostrava o seu verdadeiro potencial alguns segundos depois de estar em contacto com as nossas papilas gustativas, ou um molho de iogurte e pepino, óptimo para refrescar o palato de quem tivesse exagerado no molho de pimentos.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A entrada foi um Satay de fraldinha em molho de manteiga de  amendoim e cebolinho, com um toque de café do Vietname.

 

A carne estava incrivelmente tenra mas achei que o molho de manteiga de amendoim estava demasiado manteiga e pouco molho para o meu gosto, porque quando o coloquei na boca senti-o imediatamente a colar-se-me a ela, mais ou menos o mesmo que acontece quando enfiamos uma colherada de manteiga de amendoim directamente do frasco na boca, e ficamos ali a tentar descolar aquela massa.

 

Esta espetada podia ser comida de forma eloquente no prato ou, tal como eu fiz, à mão e à dentada (sou uma pessoa cheia de classe eu sei!!!).

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

O prato de peixe consistiu numa dourada grelhada, caldo de Dashi com molho tamarindo e um ar de café.

 

O ar de café é a coisa mais engraçada que existe, e por ser mesmo um ar e não uma espuma, se quiserem tirar uma foto tem de ser rápidos, se não quando derem por ela já desapareceu tudo. 

 

Colocar o ar na boca era quase como provar um pouco da espuma da rebentação do mar, só que em vez de salgado tinha um toque muito subtil de café.

 

A dourada estava divinal, e o caldo de Dashi, bem era tão bom, mas tão bom, que pedi uma colherzinha para não desperdiçar nem um pouco de tamanha delícia.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

No prato de carne (e aqui eu já estava a rebolar com tanta comida) foi-nos servido uma presa de porco preto marinada com Kimchie com legumes grelhados e servida com molho típico base de café.

 

Fiquei agradavelmente surpreendido ao saber que além dos ingredientes típicos do Kimchie: a couve, a cenoura, a malagueta...também tinha sido usado uva, algo que não é frequente ver-se.

 

Foi um prato que não desiludiu, com a carne extremamente saborosa, os legumes apetitosos, enfim, nada a apontar.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

A sobremesa, a sobremesa é que foi uma dor na minha alma.

 

Uma trufa de chocolate panada com wasabi com sorvete de maçã verde foi a proposta do Chef.

 

E digo já aqui, a sobremesa estava boa, a introdução em simultâneo da trufa e do sorvete na cavidade bucal era deliciosa, só que simplesmente não correspondeu às minhas expectativas.

 

O sorvete de maçã verde não tinha a acidez que se esperava dessa fruta.

 

Tive a oportunidade de comentar esse detalhe com o Chef ao qual ele amavelmente me respondeu que demasiada acidez poderia sobrepor-se a todos os outros sabores.

 

Eu posso perceber, mas se o meu cérebro está sintonizado para maçã verde eu estou à espera de saborear uma maçã verde.

 

A trufa de chocolate estava óptima, só que não consegui compreender qual foi o objectivo de utilizar o wasabi, porque estar lá ou não estar para mim era exactamente igual.

 

Mais uma vez, quando penso em wasabi vem-me logo à ideia um sabor forte, picante, capaz de nos dar um pequeno punch, e não foi isso que aconteceu de todo.

 

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

Se eu recomendaria irem ao Okah jantar num contentor?

 

Sem dúvida que sim.

 

Toda a inspiração asiática nos pratos que vos chegarem à mesa será mais que suficiente para um incrível aventura gastronómica, com ou sem o toque maravilhoso do café!

Okah - Foodie Meetup Zomato Nescafé

 

 

 

Okah Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Código Promocional Taxify/Bolt

06.11.18, Triptofano!

Código Promocional Taxify/Bolt: 

R5SV5

Os meus outros códigos promocionais

Código Promocional Cabify

Código Promocional Uber

Código Promocional Zomato Gold

Código Promocional Hive

Ontem, pela primeira vez na minha vida, andei de Taxify.

 

Na realidade eu já tinha andado de Taxify, mas ontem foi a primeira vez que andei sozinho.

 

Nesta altura vocês estão a pensar que raio de interesse é que isso tem.

Hoje em dia toda a gente usa este tipo de plataformas para se deslocar de um lado para o outro, por isso não é assim uma grande novidade que eu estou a dar.

 

Só que para mim foi um grande passo.

 

Nunca tive instalado no telemóvel nenhuma destas aplicações de transportes porque sempre contei que alguém o fizesse por mim ou me desse boleia.

 

E por mais idiota que possa parecer eu tinha pânico de o fazer sozinho.

 

Muitas vezes, perante situações novas, completamente inócuas, eu paraliso, porque o meu cérebro começa a pensar em mil e uma coisas que podem correr mal, e a minha reacção final é não sair da zona de conforto.

 

É ficar onde estou, enrolado sobre mim mesmo, mesmo que uma vozinha no fundo da minha cabeça diga que estou a ser ridículo. Só que é mais forte que eu.

 

Ontem fui a um jantar por convite ao qual o Cara-Metade não pôde ir.

 

Como a localização ainda era longe de casa e fora da rota dos transportes públicos ele disse-me que sim senhor que me levava mas que para voltar tivesse eu muita paciência mas que tinha de me desenrascar que ele precisava de dormir.

 

É assim minha gente, o sono é mais importante que o amor, mas adiante.

 

Disse-me então para eu instalar o Taxify, ensinou-me rapidamente como é que se utilizava e deixou-me à mercê do meu destino.

 

Logo nesse momento comecei a pensar em tudo e mais alguma coisa.

 

E se ficasse sem bateria no telemóvel? E se o meu sinal GPS ficasse maluco e disse-se que eu estava a 2 kms de onde na realidade me encontrava? E se a pessoa que me viesse buscar afinal fosse um psicopata e quando desse por ela um dos meus rins estava à venda no Ebay?

 

Confesso que hiperventilei bastante, que suei quando pedi o Taxify, que quase chorei quando passados cinco minutos ainda recebia a informação que o meu motorista continuava a dez minutos de distância (só me passava pela cabeça que ele tinha decidido que afinal não lhe apetecia ir buscar-me e eu iria ficar eternamente ao frio e ao escuro, sozinho à espera de alguém que me levasse a casa).

 

Para quem não conhece a aplicação, quando escolhemos o nosso local de destino aparece o motorista mais próximo, a pontuação que os outros usuários lhe deram, e a marca e matrícula do carro.

 

Relativamente à marca acredito que seja uma informação útil para muita gente, mas eu sou aquela pessoa que se conseguir distinguir um Audi de um Mini já está com muita sorte, por isso era ver-me a olhar para todas as matrículas dos carros que passavam.

 

O meu motorista tinha 4.9 em 5 de pontuação, o que me deixou mais tranquilo, mas não pude evitar de pensar que passageiros mortos e deixados em valas a apodrecer não podem dar pontuações negativas.

 

Finalmente o meu Taxify chegou.

 

E obviamente que eu estava a ser parvo, paranóico, drama queen e tudo e tudo e tudo.

 

A viagem correu maravilhosamente bem, o motorista foi extremamente simpático tendo até perguntado se eu queria a password do wi-fi dele (apesar de eu ser um millennial acho que nunca me vou habituar a estes "avanços tecnológicos"- desde quando é que se entra em carro alheio e há rede de wi-fi?) e passámos grande parte do caminho a falar de inteligência artificial, da indústria farmacêutica, do filme do Fiel Jardineiro, entre outras coisas.

 

Por isso só posso aconselhar que quando precisarem usem o serviço da Taxify, pelo menos eu fiquei extremamente satisfeito.

 

Agora o que eu não sabia é que eles também possuem códigos promocionais.

 

Por isso se usarem o meu código promocional 

 

R5SV5

 

quando fizerem a vossa viagem, no fim vocês ganham um voucher de 11 euros para descontar na próxima viagem e eu ganho um voucher de 11 euros também. (Actualização: Infelizmente os 11 euros passaram a 6 euros que entretanto passaram a 3. Talvez com o tempo em vez de três euros se ganhe uma pastilha Gorila...)

 

É uma win-win situation para todos! 

Um docinho canino

05.11.18, Triptofano!

Durante a curta estadia do Bart, o bulldog francês, cá por casa, decidi que tinha que ir comprar-lhe um docinho à Rossi Pets Bakery.

 

A verdade é que desde que abriu eu queria ir a esta loja comprar algo, tal era a minha curiosidade, mas como o público-alvo são cães e gatos e eu só tenho porcas-da-índia não fazia muito sentido a visita.

 

A vinda temporária do Bart foi a desculpa perfeita para ir a correr para lá.

 

A Rossi Pets Bakery fica situada no Piso 0 do Centro Comercial Alegro Alfragide, e faz todo o sentido esta localização já que o Alegro é um C.C. Dog Friendly.

 

No Alegro todos os canídeos são VIP - Very Important Patudos - e está tudo preparado para os receber, existindo até um WC canino.

 

A única coisa necessária para que o cãopanheiro possa vir às compras com o seu dono é a obtenção de um passaporte (mas não é preciso ir à loja de cidadão e ficar lá o dia todo, todo o processo é feito no balcão de informações), sendo para isso necessário trazer o documento de identificação do dono ou responsável, boletim de vacinação, registo do microchip, licença municipal e seguro de responsabilidade civil.

 

Mas voltando a falar da Rossi Pets Bakery, preparem-se para se deslumbrarem com o aspecto delicioso de todos os doces que lá são vendidos, e não se admirem que ao fim de alguns minutos estejam a equacionar dividirem aquele dognut delicioso com o vosso patudo.

 

Todos os ingredientes usados são seguros para o vosso animal, sendo que nas bases são usadas farinhas de grão, de milho, manteiga de amendoim, entre outros, enquanto que os toppings são conseguidos através da utilização de tapioca, iogurte e corantes alimentares comestíveis.

 

Nesta altura do ano a montra já está decorada com os temas Natalícios, por isso podem começar a entrar no espírito com uma deliciosa bengalinha ou um saboroso boneco-de-neve.

 

Também há para venda calendários do Advento, uma óptima ideia de prenda se o vosso amigo secreto lá da empresa calhar a ser um pastor-alemão.

 

Mas nem só de doces esta pastelaria vive.

 

Podem também encontrar pipocas, cervejas - feitas de cevada não fermentada e frango -, champanhe e outras bebidas, como um exclusivo Pawsecco - feitos a partir de infusões -, entre outras coisas.

 

Se quiserem um biscoito personalizado ou um bolo de aniversário a Rossi faz por encomenda, por isso já não há desculpas para não celebrarem o aniversário do vosso melhor amigo!

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

 

Rossi Pets Bakery

Rossi Pets Bakery

Rossi Pets Bakery

 

Nómada

04.11.18, Triptofano!

Se o sushi realmente provocar o aparecimento da H. pylori, o meu estômago e o do Cara-Metade já serão certamente uma colónia de férias para esses bichitos tão pouco simpáticos, tal é a paixão que nós temos por tamanha iguaria.

 

Foi por isso, que para celebrar uma data especial, convidei o Cara-Metade a ir ao Nómada,um restaurante de sushi no Campo Pequeno.

 

Convidar talvez não seja a palavra certa, digamos que lhe propus um jogo de pista onde no fim ele iria encontrar-me à porta do restaurante que ele desconhecia qual ser - mas incrivelmente ele conseguiu chegar primeiro que eu já que consegui colocar uma morada errada no GPS (sem comentários...).

 

Ao entrar no Nómada podem contar com uma atmosfera cuidada mas descontraída, ou seja não precisam de ir de fato e gravata nem de sapatos com saltos de quinze centímetros que vos vão causar bolhas durante uma semana.

 

O atendimento é fantástico, amável, profissional e simpático, mas sem ser aquele tipo de atendimento sufocante, que mal uma pessoa bebe um bocadinho de água já vem alguém a correr para a repor.

 

Se quiserem podem ficar nas mãos do colaborador que vos atender, dando-lhe só indicações do que gostam e do que não gostam, e ele prepara um menu para vos levar aos céus.

 

No nosso caso, homens independentes, resolvemos arriscar e escolher aquilo que nos chamou mais a atenção.

 

A refeição começou com uns wonton de porco e camarão como molho sweet chilli que estavam formidáveis.

Uma massa muito fina, bem conseguida, crocante, a envolver um recheio cheio de surf&turf faz com que recomende estes wonton sem qualquer sombra de dúvida!

 Nómada

 

Qualquer um de nós tem um fascínio por caranguejo de casca mole, um ingrediente que não é muito fácil de encontrar em Lisboa, por isso quando vimos que havia tempura deste caranguejo tivemos que a pedir.

 

Infelizmente, foi a única desilusão que tivemos na refeição.

 

Podia ter sido brilhante, podia ter sido fantástico, podia ter sido a melhor coisa que alguma vez tivesse posto na boca, mas para tristeza minha foi simplesmente um prato que não acrescentou nada à refeição, estar lá ou não teria sido a mesma coisa.

 

O problema? Não tinha sabor, não tinha sal e as alcaparras fritas tinham perdido muita daquela acidez que faria "levantar" o prato.

 IMG_20181104_221833.jpg

 

A decepção com a tempura foi prontamente esquecida quando chegaram os Maki's: o Spice Roll, com um atum de fazer crescer água na boca coberto em 7 especiarias japonesas e o Swing Roll, com uma belíssima mistura de três peixes marinados em ponzu.

 

Ambos estavam bem construídos, coerentes e com um recheio muito saboroso, demonstrando a frescura e qualidade dos ingredientes usados.

 NómadaNómada

 

Depois veio o combinado de fusão, delicioso e bastante variado, sem nenhuma combinação daquelas mirabolantes que nos faz cerrar os dentes com arrepios.

 

Uma aposta segura para pedir que não irá desapontar ninguém.

 

IMG_20181104_222225.jpg

 

Agora se forem ao Nómada há algo obrigatório que devem pedir.

 

É o Santo Graal do Sushi.

 

É o fim perfeito para uma refeição.

 

E foi-nos estrategicamente entregue no fim porque sabíamos que iríamos simplesmente delirar com aquele pequeno pedaço de Céu ou de Inferno de tão bom que era.

 Nómada

 

O Gunkan MR apresenta-se envolvido em salmão e é acompanhado de vieira flamejada em conhaque.

 

Minha gente, é simplesmente a melhor coisa que vocês podem esfregar nas vossas papilas gustativas.

 

Peçam que não se vão arrepender, acreditem em mim!!!

 

Quanto às sobremesas, experimentámos as Três Texturas de Chocolate com wasabi, uma sobremesa bem conseguida, com frutos vermelhos a balancear cada grama de açúcar, e com um toque bem suave de wasabi; e o Fofo de Chá Verde, que para mim precisa de ser revisto, sobretudo no sponge cake e na falta de acidez tão característica do yuzu.

 NómadaNómada

 

O Nómada não é um lugar barato para se ir com frequência (pelo menos para a minha carteira), tem ainda algumas coisas onde pode melhorar para alcançar a excelência inquestionável mas é certamente um local que deixa boas memórias a quem por lá passar!

 

 

Nómada

 

 

Nómada Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Hamburgueria Gourmet

03.11.18, Triptofano!

Entrar na Hamburgueria Gourmet, na Baixa de Lisboa, é ficar no meio de uma antítese.

 

De um lado, uma parede coberta por um mural futurista, vibrante e carregado de onomatopeias, onde seres do espaço convivem com humanos esfomeados.

 

Do outro, uma parede reconstruida no estilo Gaiola com fundações pré-pombalinas, levando-nos inevitavelmente a relembrar o grande terramoto que assolou a cidade.

 Hamburgueria GourmetHamburgueria Gourmet

 

A Hamburgueria Gourmet tem dois pontos fortíssimos a seu favor.

 

O primeiro é a simpatia dos empregados, que nos fazem sentir em casa, estimados, sempre prontos a esclarecerem-nos qualquer dúvida que possamos ter.

 

O segundo é o preço do menu de almoço, onde um hambúrguer com dois acompanhamentos fica a um preço extremamente convidativo, o que leva a que o espaço esteja sempre cheio, tanto de nativos como de turistas.

 

Aqui o hambúrguer (na realidade é hambúrguer e meio que em cima do de tamanho normal é colocado um mais pequenino) é servido sem pão, ideal para aqueles que estão a fugir dos hidratos de carbono, mas não vos perguntam qual é o ponto em que o querem.

 

É verdade que não há obrigação de o fazer mas, nos dias de hoje, essa atenção ao detalhe fica sempre bem.

 

O amigo com que fui pediu o hambúrguer alhito e ficou bastante satisfeito, eu, como picuinhas que sou, apesar de ter ficado extremamente reconfortado com o meu Gorgonzola que vinha com uma rodela de queijo de cabra, notei alguns pequenos defeitos.

 Hamburgueria Gourmet

Hamburgueria Gourmet

 

Infelizmente alguma da cebola caramelizada foi um pouquinho além do ponto, já que certas partes tinham um sabor ligeiramente amargo de queimado, mas abstraindo-nos desse detalhe todo o restante hambúrguer era muito saboroso.

 

Quanto aos acompanhamentos, a batata frita era irrepreensível mas a salada, apesar de numa dose generosa, faltava-lhe ali alguma mão para o tempero.

 

A surpresa desta refeição para mim foram os molhos caseiros que vieram a acompanhar o prato, uma maionese de ervas e um ketchup, servidos nuns frasquinhos amorosos.

 

A maionese estava muito boa, o ketchup dava a sensação que estava a comer polpa de tomate com pedaços, algo que eu ainda não consegui decidir se é bom ou não, mas que certamente fica a anos luz de ketchup.

 

Agora apesar dos frasquinhos serem amorosos não consegui deixar de pensar que eles eram demasiado grandes e estavam cheios.

 

Posso estar errado, mas atrevo-me a dizer que um frasco não é apenas para uma mesa e o resto que não for consumido não será deitado fora.

 

É que pronto, eu até sou pessoa que é capaz de soprar uma batata frita que tenha caído ao chão para a comer, mas pensar que alguém pode ter levado uma colher à boca, voltado a enfiar dentro da maionese e depois ela ser recambiada para a minha mesa......hummmm acho que prefiro manter-me pelo pacote industrializado mas selado!

 

Hamburgueria Gourmet

 

 

Hamburgueria Gourmet - Café do Rio Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Dog-Sitter

02.11.18, Triptofano!

Um dos meus planos e do Cara-Metade para 2018 era expandirmos a família e integrarmos no nosso dia-a-dia um canídeo.

 

Porém, depois de debatermos prolongadamente o assunto, decidimos que nesta altura da nossa vida nenhum dos dois possui o tempo e disponibilidade para ter um animal que precisa de um nível de atenção e companhia elevados.

 

Só que o destino tem uns truques engraçados na manga, e a partir de hoje ao final do dia até ao fim do dia de domingo vamos receber em casa o Bart, um bulldog francês de um amigo nosso, que nos pediu o imenso favor de cuidarmos dele.

 

O Bart precisa de tomar medicação todos os dias, adora ir dormir para a cama que não é dele mas sim dos seres humanos que vivam na mesma casa, ressona, peida-se, passeia 500 metros e depois fica deitado no chão à espera que alguém o leve ao colo, tem um fascínio por comer plantas...

 

Enfim, digamos que esta experiência de dog-sitter pode correr extremamente bem, já sabendo que ou o Cara-Metade rapta o cão ou vai-me fazer um ultimato para arranjarmos um, ou pode correr extremamente mal, ficando eu a chorar durante mês e meio por todos os meus sapatos terem sido transformados em edições de verão, assim com uns buraquitos roídos para os dedos respirarem.

 

Aguardem novidades e por favor, torçam para que tudo corra pelo melhor! 

O meu Jantar de Halloween

01.11.18, Triptofano!

Ontem ponderei sair à rua mascarado para pregar uns valentes sustos à população em geral.

 

Já tinha preparado disfarces épicos que seriam um sucesso; um homem do fraque, um inspector das condições sanitárias dos restaurantes de Lisboa ou uma maravilhosa Tia Cátia com uma manicure francesa, algo que toda a gente sabe não tem problema nenhum em usar quando confeccionamos alimentos, agora lá reacções químicas dos vernizes com os alimentos.....isso não passa de um mito!

 

Porém, à última da hora resolvi que iria festejar o Halloween simplesmente com um jantar alusivo ao tema.

 

No Instagram vi que o Chasqui, um restaurante peruano, estava a fazer um menu especial à base de abóbora, e como já tinha tentado visitá-lo antes e não consegui por burrice minha (sabia lá que eu havia um centro comercial Roma e um Aqua Roma...) agora era a altura ideal.

 

A primeira impressão quando vi o Chasqui à minha frente foi de desilusão, porque eu sabia que era um restaurante dentro de um centro comercial, mas não sabia que era um daqueles locais onde não há sitio para sentar pertencente ao restaurante, temos que ocupar as mesas comuns a todos os locais de restauração.

 

Mas tudo o resto foi fantástico.

 Chasqui - Cozinha Peruana

 

No Chasqui encontramos comida peruana autêntica, cozinhada por autênticos peruanos.

 

O atendimento é de uma simpatia extrema, de um sorriso fácil, de uma alegria contagiante.

 

É verdade que temos de nos sentar na área comum mas algo que eu não contava era o facto de haver serviço à mesa.

 

Ou seja, não ficamos à espera que o nosso prato seja confeccionado e depois vamos com os nossos tabuleiros procurar local para sentar. Primeiro escolhemos onde queremos permanecer para degustar a nossa refeição e depois as coisas vem aparecendo por magia.

 

A minha ideia era apenas atacar o menu de Halloween, mas o Cara-Metade mal viu o Leche de Tigre teve de o provar.

 

E quão irresistível que ele estava.

 

Servido com deliciosos pedaços de garoupa, tinha o perfeito equilíbrio entre a acidez do sumo de lima e os outros aromáticos, como a frescura dos coentros, o picante da pimenta ou o acre da cebola-roxa.

 

 Chasqui - Cozinha Peruana

 

Depois veio o Locro de Zapallo, um tradicional guisado de abóbora peruano servido no meu caso com frango e no do Cara-Metade com vaca.

 Chasqui - Cozinha PeruanaChasqui - Cozinha Peruana

 

A sensação que tive a comer este Locro foi que poderia estar realmente numa casa peruana a alta altitude a deliciar-me com tão maravilhoso prato.

 

Nunca nos devemos esquecer que a base de uma boa refeição é a autenticidade dos sabores, sem isso tudo o resto é um vazio polvilhado de confettis.

 

Para acabar em beleza uma Mazamorra de Calabaza, que me mostrou que nem todas as sobremesas precisam de ser extremamente pecaminosas.

 Chasqui - Cozinha Peruana

 

Eu que pensava que nem gostava muito de abóbora, visto só a comer na sopa e não muitas vezes, fiquei totalmente rendido a este fruto, e a Mazamorra é certamente uma receita que vou tentar replicar aqui por casa.

 

Para restaurante de centro comercial o Chasqui surpreende e muito. Pela qualidade, pelo nível da comida, pela honestidade dos seus sabores e pela viagem a que nos transporta em cada garfada!

 

Chasqui - Cozinha Peruana Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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