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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Dicas para ser bem sucedido num Escape Game

23.10.18, Triptofano!

A todos aqueles que queiram aventurar-se no mundo dos Escapes Games aqui ficam algumas dicas!

 

Sejam organizados. Eu sei que é uma excitação estar fechados num quarto à procura de pistas mas não comecem a correr como galinhas sem cabeça. Respirem, mantenham-se focados e vão comunicando as vossas descobertas - nada de guardar aquele mapa só para vocês!

 

Uma boa ideia pode passar por elegerem um líder, preferencialmente alguém com mais experiência, que consiga manter os membros do grupo focados.

 

Nem todas as coisas que vão encontrar no jogo servem para algo, por isso não fiquem paralisados a pensar que aquele cabide vai ser a salvação da fome em África, provavelmente é só e apenas um cabide.

 

Mantenham as coisas simples. Há puzzles que precisam que se pense um bocadinho fora da caixa, mas normalmente são coisas relativamente simples.

 

Se derem por vocês a fazer a raiz quadrada do número de ladrilhos do tecto ou a calcularem a hora que seria em 1968 no horário de Verão então é porque provavelmente estão a complicar demais.

 

Não fazem parte do Querido Mudei a Casa. Há tapetes que tem de ser levantados e cadeiras que tem de ser viradas, mas normalmente fica por aí.

 

Arrastar relógios de pêndulo, levantar em braços sofás ou levar candeeiros de uma divisão para a outra a funcionar de lanterna, talvez seja um bocadinho exagerado e acabe por vos dar uma hérnia.

 

Se tiverem dúvidas contactem com o vosso Game Master, ele é a melhor pessoa para vos dizer se estão a esforçar-se em vão ou não.

 

Deixem as coisas do Escape Game no Escape Game. O Cara-Metade e um casal amigo fizemos no passado sábado o Testamento da Mission to Escape, em Benfica, mesmo ao lado de nossa casa. Qual a minha surpresa quando no dia a seguir o Cara-Metade ao esvaziar os bolsos descobre uma chave que não era dele.

 

Ou seja, uma das chaves do jogo em vez de ficar lá veio com ele para casa, porque instintivamente quando ele abriu a porta com a chave a primeira reacção foi pô-la ao bolso para não a perder.

 

O resultado foi termos de voltar ao Escape para a devolver, mas como não estava ninguém lá teve de ser enfiada por debaixo da porta, com um pedido de desculpas mental e com a esperança que eles se tenham lembrado de fazer cópias das chaves porque se não demos cabo do jogo das pessoas do dia a seguir! (sorry!!!!!)

 

Já agora, para quem esteja mortinho por ir fazer um Escape (vão por mim e façam o do Sarcófago) até ao final deste mês podem beneficiar de um desconto simpático!

 

Código de Desconto Escape Game Mission to Escape

 

 

A minha moeda!

23.10.18, Triptofano!

Lembram-se da visita que fiz ao Museu do Dinheiro?

 

Infelizmente quando tentava aceder à área pessoal da minha visita, de forma a poder fazer o download do material interactivo, dava-me sempre erro, dizendo que o meu bilhete não se encontrava processado.

 

Quando já tinha desistido de obter uma resposta por parte da equipa do Museu eis que hoje recebo um pedido de desculpa pelo atraso e a boa notícia de que já poderia aceder à minha área pessoal.

 

Por isso agora tentem não deixar os vossos queixos cair e contemplem a fantástica moeda que irá circular por este país fora quando eu, Triptofano, for eleito soberano e escolher para Primeira Dama a Ana Malhoa!

 

A Moeda do Triptofano

 

 

Minimalismo Cosmético

22.10.18, Triptofano!

Eu nunca serei aquela pessoa que vai abraçar de corpo e alma o minimalismo.

 

Tenho admiração por quem consegue ter um armário só com 15 peças de roupa, ou viver exclusivamente com um prato e um copo e um talher de cada família, ou não endoidecer pela sua lista de reprodução do Spotify contar apenas com 12 músicas.

 

Eu nunca serei essa pessoa.

 

Eu preciso de coisas, de muitas coisas, de toneladas de coisas.

 

Posso vestir sempre as mesmas calças e blusas, posso beber o meu chá sempre da mesma caneca, posso ouvir em repeat a mesma música durante dias, mas tenho que ter opções.

 

Ter opções para mim é sinal de liberdade, é saber que se quiser escolher tenho essa capacidade, e não estou limitado a um limitante número de opções.

 

É o mesmo com os produtos de cosmética.

 

Eu sinto-me confortável tendo muitas, mas muitas opções acerca de que produto é que vou usar certa manhã, mesmo que instintivamente use sempre o mesmo creme.

 

Só que também tenho a percepção que demasiadas coisas acabam por criar muito barulho na minha vida. É como se estivesse constantemente a conviver com um som de estática que vai-me endoidecendo aos poucos e poucos.

 

Compreendi isso quando há uns dias decidi arrumar o caos que é a minha casa-de-banho.

 

Apesar de eu achar que organizar todos os meus cosméticos fosse algo relaxante mostrou-se uma actividade pavorosa, porque sempre que eu achava que tinha terminado aparecia mais um frasquinho, ou um boião, ou uma bisnaga.

 

No meio das arrumações deixei cair um frasco de Noreva Sebodiane DS Sérum quase cheio.

 

Dei por mim a verter uma lágrima.

 

Por um lado porque tinha partido um produto e estava realmente triste. Por outro porque tinha partido um produto e estava feliz porque era menos um que me estava a ocupar espaço, ainda por cima pelo ritmo a que eu o gastava lá para 2028 ainda haveria alguma coisa na embalagem. Por um outro lado, porque o frasco era de vidro e um caco tinha-se-me espetado no pé.

 

O meu maior problema é o facto de eu não saber deixar ir.

 

Eu não consigo acabar um gel de banho porque tenho pena de deitar fora o recipiente. Eu não termino um creme porque até gostei dele e talvez queira um dia voltar a usá-lo e não me preocupar se ele foi descontinuado ou não. E acabo por acumular coisas, umas fora de validade, outras autênticas relíquias de museu, umas novas, outras meio-cheias, umas por abrir, outras já vazias mas às quais ainda tenciono raspar o interior da embalagem.

 

Minimalismo Cosmético

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E isto não é saudável para mim.

 

Não quero passar a viver com um creme que dê para dia e noite e um sabonete para lavar a cara, nem pensar em tal coisa, mas quero criar espaço na minha vida de forma a poder receber mais dignamente coisas novas.

 

Assim sendo tomei algumas resoluções.

 

Primeiro é que não vou comprar mais nenhum produto de cosmética sem que tenha primeiro acabado todos os outros que possua para a mesma funcionalidade.

 

Segundo, posso trazer amostras do trabalho sim senhor, mas apenas uma por cada referência. Para perceber se gosto de um produto não necessito de trazer 26 amostras que vão ficar a ganhar pó.

 

Por fim, passar a dar coisas.

 

Não vou dar nada que já tenha em casa, porque não me sinto bem a oferecer coisas que já usei.

 

Mas quando me ofertarem algo no trabalho que por exemplo não seja para o meu tipo de pele então vou esforçar-me por descobrir alguém que realmente faça uso do produto, em vez de ele ficar numa estante da minha casa-de-banho em exposição.

 

Claro que se me derem um incrível sérum anti-envelhecimento e um creme para peles normais a mistas vai ser mais difícil não os incluir na minha colecção, mas também uma pessoa não é de ferro certo?

Triptofano Famoso!

22.10.18, Triptofano!

Já viram a entrevista que dei aqui por causa dos Sapos do Ano?

 

Hoje uma modesta presença num blog, amanhã capa principal da revista Cristina!!!!

 

E quanto a votarem nos Sapos do Ano? Já cumpriram o vosso dever cívico?

 

Eu como bom português estou a deixar tudo para a última da hora.

 

Para quem não se lembre ou não saiba, o ano passado prometi fotos minhas nuas mas com classe, que eu não sou nenhum bardajão, caso ganhasse uma das categorias do Sapo do Ano.

 

Este ano a promessa mantém-se.

 

Se eu for vencedor de uma categoria, qualquer que ela seja que eu não esquisito, mandarei para quem queira receber fotos de como eu vim ao mundo!

 

Por isso toca a criar 87 contas de gmail e a votar muitas vezes em mim está bem? 

O Botanista

22.10.18, Triptofano!

Ir ao Botanista, um restaurante vegan no Cais do Sodré, é experienciar como seria a nossa vida se todos os que nos rodeassem sofressem de Alzheimer.

 

São todos maravilhosamente simpáticos mas esquecem-se de nos vir recolher o pedido, depois de o recolherem perguntam mais três vezes se já o pedimos, dizem que nos vão trazer dois pratos que nunca chegam, pedimos uma faca que fica perdida no vazio da memória, trocam o nome das coisas que nos colocam na mesa deixando-nos na dúvida se temos o pedido certo ou não, vagueiam indefinidamente nas ausentes sinapses cerebrais quando questionamos a forma de confecção de determinado produto.

 

O Botanista é um espaço lindo, maravilhoso, daqueles que dá vontade de visitar só para conhecer o ambiente. Mas fiquei com a sensação que, apesar de colocarem carinho na comida que fazem, o mais importante são as aparências - se quiserem uma data de fotos bonitas para o vosso feed do instagram este é o local!

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Agora o que eu não tolero é que me levem ao engano.

 

Se dizem que são detentores de um brunch, eu espero encontrar isso mesmo, um menu/ementa de brunch que consiste num valor X que engloba um certo número de opções. Não é uma folha intitulada brunch (uma carta de brunch) com uma data de pratos cada um com o seu valor - é que não faz sentido visto que essas opções podem ser pedidas a qualquer hora!

 

Botanista querida, ou arranjas um menu/ementa de brunch a sério ou toca de tirar da carta essa falácia, porque os verdadeiros amantes do brunch não vão ficar agradados.

 

Relativamente à refeição em si, eu e o Cara-Metade começámos com um sumo do dia de melancia para ele, e uma limonada preta para mim.

 

A minha limonada tinha carvão activado, e confesso que a pedi só por causa do deslumbramento visual, já que o carvão activado não deve ser tomado juntamente com medicamentos ou alimentos, porque os vai absorver em vez das toxinas e gases presentes no nosso organismo.

Por isso carvão activado numa refeição pode ser bonito mas não é funcional.

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Depois veio para a mesa uma taça de tofu fumado com trigo serraceno e manga que estava divinal.

 

Para o Cara-Metade um revuelto de batata-doce, feijão, tomate assado e créme fraîche muito bem confeccionado.

 

O problema é que a utilização de tantos ingredientes na confecção do prato, e muitos deles pouco usuais, torna o food cost do mesmo altíssimo, e isso reflecte-se na dose que é servida ao cliente.

 

Às vezes é melhor simplificar de forma a poder servir algo mais substancial ao cliente esfomeado!

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As gyozas botânicas com salada sunomono foram uma desilusão, tudo por causa da massa enfarinhada que se colava aos dentes, sinal de que provavelmente já estavam feitas há algum tempo.

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Foram compensadas pelo fantástico trio de waffles, cada uma melhor que o outra: banana caramelizada, canela e caramelo salgado; pêssegos assados, iogurte vegetal e amêndoas tostadas; chocolate, mirtilos, manteiga de amendoim e cacau cru.

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Para finalizar atacámos a montra de sobremesas, que tinha um aspecto divinal.

 

Ao Cara-Metade saiu a sorte grande, com um banoffee de fazer escorrer um fio de baba pelo queixo.

 

Eu aventurei-me num visualmente delicioso bolo de aveia com recheio de morango, que era bom sim senhor, só que era demasiado seco.

As camadas de aveia eram tão altas que em certas partes era como se estivéssemos a colocar uma mão cheia de areia na boca. Se as camadas fossem mais pequenas intervaladas com creme então teria sido fantástico, assim foi simplesmente bom.

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Saí com sentimentos contraditórios do Botanista. Por um lado senti-me confortável, bem recebido, visualmente satisfeito. Por outro fiquei com a sensação que muita coisa teria de melhorar até eu voltar lá! 

 O Botanista

O Botanista

 

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Tratamento Para o Acne na Mulher Adulta

21.10.18, Triptofano!

Já todos estamos despertos para o problema que é o acne durante a adolescência, mas algo que ainda é relativamente novo mas que está a escalar descontroladamente são os casos de acne, muitos deles graves e persistentes, na mulher adulta.

 

Estes novos casos de acne devem-se em parte por causa de mudanças hormonais, por isso é importante que uma mulher não esteja sempre a saltar de pílula para pílula, interrompendo uma, começando outra, porque há uma maior probabilidade de ficar com o rosto cheio de pápulas e pústulas.

 

Obviamente que também é importante fazer a limpeza diária do rosto, não utilizar produtos comedogénicos, e todas essas pequenas dicas que sabemos mas que nos costumamos esquecer.

 

Agora o que fazer quando já não se é adolescente mas o acne veio para ficar?

 

Apresento-vos a Active Mask da Hyfac Woman, uma máscara peel-off que actua sobre a glândula sebácea.

 

Hyfac Woman Active Mask

 

Esta máscara é um dispositivo médico (ou seja o iva do produto é 6% sendo que pode ser deduzido directamente em despesas de saúde no IRS) direccionado para o tratamento do acne persistente na mulher adulta.

 

Consiste num gel transparente que após contacto com a pele transforma-se numa máscara peel-off com características oclusivas, o que irá favorecer a penetração das substâncias activas.

 

As substâncias activas são o Myo-Inositol, que vai reduzir as concentrações de hormonas masculinas na glândula sebácea, levando a uma diminuição da secreção de sebo; e o Extremosio®, que vai diminuir a obstrução dos poros através de um mecanismo de autofagia (onde basicamente as células vão eliminar os seus próprios detritos).

 

Os resultados positivos da Active Mask foram verificados através de estudos clínicos, onde se observou uma significativa diminuição das pústulas, pápulas, comedões e sebo, e de estudos moleculares, onde se constatou a activação dos mecanismos de autofagia e da diminuição das hormonas masculinas a nível  da glândula sebácea!

 

Hyfac Woman Active Mask

 

 

Como usar?

 

Aplicar a máscara três vezes por semana (dia sim dia não), sobre uma pele seca e perfeitamente limpa.

 

O gel irá secar numa hora mas o ideal é deixar durante uma tarde ou durante a noite o produto a actuar.

 

A duração ideal do tratamento é durante dois meses (cada caixa têm 15 saquetas que dá para um mês de tratamento) sendo que ouro sobre azul era comprar uma terceira caixa e fazer uma máscara por semana até ao término da embalagem.

 

 

O meu feedback

 

Pronto, eu não sou mulher nem tenho acne, mas já sabem que se há amostra eu uso.

Hyfac Woman Active Mask

 

Primeiro que tudo, não façam racionamento das saquetas.

 

Quando a abrem é possível sentir um cheiro a álcool,que é o que em parte preserva o produto.

Se usarem metade e guardaram para depois a probabilidade é que o resto da saqueta já não vá fazer grande efeito. É preferível usarem no rosto todo, mesmo que só certas zonas estejam atacadas pelo acne, e numa camada generosa.

 

Pessoalmente acho que a saqueta não dá tanto jeito como um tubinho para espremer o produto, porque a certa altura já temos as mãos todas nhanhosas, mas também compreendo que de forma a não encarecer o produto é preciso cortar em algum lado.

 

O gel seca realmente numa hora, sendo que começa a sentir-se toda a cara a ficar rígida, como se nos tivéssemos descontrolados a por botox.

 

Retirei no dia seguinte com relativa facilidade. Basta puxar a partir de baixo, da zona do queixo, e retirar tudo de uma vez.

Se por acaso a máscara partir-se e não conseguirem ver onde precisam de puxar, peguem numa toalha macia, esfreguem o rosto e rapidamente vão ver as pontas da máscara levantadas.

 

Em termos de tolerabilidade fiquei satisfeito. Nada de vermelhidões nem comichões!

 

Por isso se sofrerem de acne na idade adulta esta máscara seria algo que eu vos diria para apostarem.

 

Não se esqueçam é de limparem o rosto diariamente e durante o dia usarem um cuidado apropriado para o vosso tipo de pele!

O CrópãoDeus

21.10.18, Triptofano!

Depois do Crósselado eis que descobri uma nova espécie de croissant a qual carinhosamente apelidei de CrópãoDeus.

 

O CrópãoDeus é nem mais nem menos do que o cruzamento entre um croissant delicioso e um pecaminoso pão de Deus. 

 

E onde encontrar este híbrido da pastelaria?

 

Em Entrecampos, em frente à Cantina Nova, do outro lado da estrada, pertinho da Faculdade de Farmácia e do ISCTE, fica o Sam Croissants, um espaço agradável onde se pode enfiar o dente com gosto em croissants quentinhos acabados de fazer, já que é na loja que são confeccionadas todas as maravilhas pasteleiras que podem ir parar ao nosso prato (e para os voyeurs da farinha e da manteiga é possível através de uma janelinha ver os croissants a serem feitos na hora).

 

Ideal para uma pausa saborosa, o Sam Croissants respeita a nossa carteira, já que dois croissants, dois sumos de morango, um café e um chá ficam por pouco mais de 5 euros.

 

Quando visitei o espaço com o Cara-Metade ele pediu o croissant com massa folhada de alfarroba e recheio de rúcula e queijo creme, que estava uma verdadeira delícia.

 

É verdade que a massa de alfarroba torna o croissant um bocadinho mais denso mas não fica de todo maçudo na boca nem precisamos de um litro e meio de água para empurrar para baixo.

 

Eu perdi-me de amores com o CrópãoDeus, o qual pedi para cortar em metade, uma parte com recheio de queijo e a outra com um fantástico doce de maçã com generosos pedaços.

 

Só posso dizer que ainda hoje me cresce água na boca só de relembrar tal maravilha da pastelaria.

 

Sam CroissantsSam Croissants

Sam Croissants

 Sam Croissants

 Sam Croissants

 

 

 

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Pho-Pu

21.10.18, Triptofano!

Querem comer bom e barato? São aquele tipo de pessoas que se perde em menus com quarenta e oito opções só de entradas? Não se importam de ficar sentados ao lado de gente que nunca viram antes na vida?

 

Então o Pho-Pu é o restaurante onde precisam de ir!

 

Situado na Mouraria, o Pho-Pu é um restaurante pequeno mas que normalmente está sempre cheio, de turistas e não só.

 

O menu é o mais minimalista possível, sendo que o que mais se pede é o Pho, um prato tradicional da culinária Vietnamita, que é basicamente uma sopa de massa de arroz que pode vir com ou sem carne.

 

Primeiro colocam na mesa um prato com manjericão e hortelã-pimenta, rebentos de feijão mungo, malaguetas, lima ou limão e uma tacinha com molho de marisco.

 

Não fiquem confusos a pensar que este será o vosso prato, são simplesmente os ingredientes que podem juntar à vossa sopa, servida numa taça enorme, de forma a ficarem com um caldo ainda mais saboroso.

 

No Pho-Pu não se fica com fome se apostar-se tudo no Pho, apesar de este poder ainda estar mais saboroso, se fosse mais ricamente condimentado, não desilude, porém para os estômagos mais exigente há sempre a hipótese de pedir umas guiozas fritas com carne de porco (no menu são apelidadas de raviolis) que são acompanhadas com um molho que é uma mistura de molho de soja com vinagre - incrivelmente uma combinação estranhamente apetitosa.

 

Algo que notei é que este é um restaurante copo-free, ou seja, a não ser que estejam a beber vinho, é tudo corrido a palhinha de plástico, que é simplesmente o maior flagelo ambiental dos últimos tempos.

 

Por isso se tiverem uma consciência eco-friendly venham preparados com as vossas palhinhas reutilizáveis de bambu, ou dêem um salto de fé e bebam o vosso refrigerante directamente da lata!

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Pho-Pu

 

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É Melhor ir à Bruxa...

20.10.18, Triptofano!

Sem sombras de dúvidas que alguém me lançou um mau-olhado ou coisa que o valha, porque não há outra forma cientificamente plausível de explicar o porquê de nos últimos dias tudo me acontecer.

 

Depois de recuperar a 100% da gastroenterite que quase me levou desta para melhor, ontem no trabalho comecei a ter umas comichões insuportáveis, parecia que tinha apanhado sarna ou que o meu corpo tinha sido declarado buffet livre para toda a comunidade de piolhos de Lisboa.

 

Quando cheguei a casa, o Cara-Metade já lá estava, e quando me despi ele ficou em pânico por ver que as minhas virilhas e rabiosque estavam cheias de borbulhas pequenas que me davam uma comichão infernal.

 

O primeiro pensamento dele foi que as cuecas me estavam a fazer alergia.

 

O meu foi que já devia ter cortado os pelos púbicos à uns bons tempos e que por causa do meu desleixo tinha desenvolvido um viveiro de pulgas.

 

Só que as borbulhas não estavam apenas na minha zona íntima, mas também nos pés, interior dos braços e base do pescoço.

 

O Cara-Metade então afirmou, recorrendo à sua nula experiência profissional, que aquilo deveria ser uma alergia alimentar.

 

Impossível pensei eu, então tenho passado os últimos dias a arroz e peito de frango como é que podia ter apanhado uma alergia alimentar?

 

E depois lembrei-me daquele restinho de bolo de morangos do Frutalmeidas que estava no frigorífico. Aquele restinho que o Cara-Metade deixou para eu comer mas por causa da gastroenterite adiei durante uns seis dias a sua ingestão.

 

Aquele bocadinho que comi de manhã, cujo creme já não era bem creme mas sim uma coisa meio solidificada com uma textura estranha. Aquele bocadinho que até tinha um morango fofinho, que podia ter ou não ter bolor, algo que nunca terei a certeza visto tê-lo colocado na boca sem sequer o ter inspeccionado.

 

Adiante, como no caso da gastroenterite, tentei ver os pontos positivos desta simpátiquíssima alergia alimentar.

 

Fiz uma exfoliação no corpo todo. Tenho em casa n exfoliantes, uns com açúcar amarelo, outros com pedaços de caroço de pêssego, outros com areia do deserto do Saara, mas a vontade de os usar às vezes é pouca.

 

Devido à alergia alimentar cocei tanto o corpo, mas tanto tanto tanto, que arranquei toda a camada superficial da minha pele. Agora estou livre de comichão e com um extracto epitelial de meter inveja a muita celebridade.

 

Treinei as minhas capacidades de contorcionista. Quando era novo conseguia meter um pé atrás da cabeça. Hoje em dia preciso de colocar o pé em cima de um banquinho para conseguir cortar as unhas.

 

A alergia alimentar fez-me recuperar elasticidade à muito perdida, já que tive de me coçar no meio das costas, num tornozelo e num ombro ao mesmo tempo e chegar ao ponto de usar o pé para esfregar insistentemente o pescoço enquanto as minhas duas mãos atacavam os meus belos glúteos.

 

Fiz a minha parte no que toca à cultura em saúde. Em Portugal existe uma baixíssima taxa de notificações de reacções adversas e efeitos secundários de medicamentos ou suplementos alimentares.

 

Eu, como cidadão consciente e preocupado, comuniquei ao laboratório do Caladryl Derma Gel SOS um efeito secundário, que espero que eles coloquem no folheto informativo de forma a que mais ninguém passe pelo mesmo que eu.

 

A minha comichão na virilha estava insuportável, por isso o Cara-Metade ofereceu-se para me espalhar algum Caladry Derma na zona.

 

O problema é que parte do gel foi parar ao meu escroto, e minha gente, arde, arde muito, parece que estamos com os tomates a ser flambados como uma bola de gelado num restaurante chinês.

 

Se a vossa cara-metade quiser soprar para vos aliviar o ardor não o faça, não melhora, acreditem em mim.

 

Também desde já vos digo que se num desespero alguém pensar que a humidade da boca pode resolver o assunto, bem, digamos apenas que em vez de uma pessoa com uma zona a arder, vão ficar com duas a sofrer de forma inimaginável...

As Receitas Manuais deviam ser Abolidas

19.10.18, Triptofano!

O aparecimento da receita electrónica na dinâmica médico-farmacêutico-utente veio facilitar em muito a vida dos farmacêuticos, que rejubilaram quando descobriram que não iriam ter de passar horas do seu dia agarrados a uma receita a tentar deslindar os hieróglifos lá rabiscados.

 

Incrivelmente, parece que a maior parte dos médicos de Portugal deve ter tido uma cadeira na faculdade de como desaprender a escrever de forma perceptível, já que é quase um milagre quando aparecer uma prescrição com uma letra legível, que não deixe margens para dúvidas.

 

Apesar de ser incrivelmente divertido (not) andar a perguntar a todos os colegas que medicamento é que davam se fossem eles, fazer de detective comparando as letras do nome do utente com as do suposto remédio, e passar longos instantes a jogar uma espécie de Forca  - ora se isto começa por um P e acaba em Til e depois tem um 20 à frente o que é que pode ser? - , a receita electrónica veio diminuir drasticamente o número de erros de aviamento, tanto no medicamento em si como na sua dosagem.

 

Infelizmente ainda há receitas manuais, porque vai haver sempre uma falência informática, ou um domicilio, ou um médico que não se adaptou às novas tecnologias e não o podemos por de parte - mas se fosse um farmacêutico a não saber utilizar o computador será que a ele deixavam cortar os códigos de barras das caixinhas e fazer as comparticipações à mão?

 

E existem as receitas dos seguros, onde os médicos revivalistas dão asas à sua liberdade artística.

 

 

Prescrição Médica

 

A imagem acima foi de uma prescrição que recebi hoje. Uma caixa de 6 unidades de enoxaparina a 40 mg.

 

Fiz o registo, dei ao medicamento ao utente, e só quando já lhe estava a entregar o talão é que ele diz que acha que a caixa está diferente.

 

Que aquela é de 40 e que a mulher está a fazer 100 mg.

 

O meu primeiro pensamento foi que o utente estava a fazer confusão. A dosagem de 100 é muito pouco frequente de ser prescrita e na receita estava claramente um 40.

 

Para não haver dúvidas o senhor foi a casa buscar a caixa antiga. Para meu espanto era mesmo de 100.

 

Agora o que é que teria acontecido?

 

O médico tinha baixado a dose? Aquele 40 na receita era afinal um 100? Ou será que o primeiro aviamento é que foi feito erroneamente?

 

Decidi ligar para o médico.

 

Uma hora de telefone para saber que o médico não estava, que ninguém podia aceder à ficha dele e que as únicas pessoas que me podiam ajudar eram da seguradora, só que não atendiam e entrariam em contacto comigo o mais cedo possível.

 

Referi que era uma situação urgente - não tive nenhum contacto durante todo o dia.

 

Em desespero de causa telefonei para a senhora que estava a fazer a medicação. Fiz-lhe todas as perguntas possíveis e imaginárias, desde o peso (que tem uma grande influência nesta medicação) até ao seu historial clínico.

 

No fim fiquei convencido que ela estava correctamente a fazer a dosagem de 100 mg, era o que tinha feito no hospital, era o que médico lhe tinha passado da primeira vez, era o correcto para o peso dela e a utente não se lembrava do médico ter dito que iria haver alguma alteração na dose (o que na realidade era bastante improvável de acontecer).

 

Agora pergunto-me, se o marido da senhora na altura da compra não tivesse reparado de quem era a culpa por ter sido dispensado o medicamento incorrecto?

 

Minha por não ter trazido a bola de cristal, ou do médico que não quis demorar mais 3 segundos e fazer números perceptíveis para a visão humana?

 

Quantos erros médicos é que não existirão por causa desta política do facilitismo, onde os outros supostamente têm a obrigação de perceber a letra do senhor doutor...