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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Minimalismo Cosmético

22.10.18, Triptofano!

Eu nunca serei aquela pessoa que vai abraçar de corpo e alma o minimalismo.

 

Tenho admiração por quem consegue ter um armário só com 15 peças de roupa, ou viver exclusivamente com um prato e um copo e um talher de cada família, ou não endoidecer pela sua lista de reprodução do Spotify contar apenas com 12 músicas.

 

Eu nunca serei essa pessoa.

 

Eu preciso de coisas, de muitas coisas, de toneladas de coisas.

 

Posso vestir sempre as mesmas calças e blusas, posso beber o meu chá sempre da mesma caneca, posso ouvir em repeat a mesma música durante dias, mas tenho que ter opções.

 

Ter opções para mim é sinal de liberdade, é saber que se quiser escolher tenho essa capacidade, e não estou limitado a um limitante número de opções.

 

É o mesmo com os produtos de cosmética.

 

Eu sinto-me confortável tendo muitas, mas muitas opções acerca de que produto é que vou usar certa manhã, mesmo que instintivamente use sempre o mesmo creme.

 

Só que também tenho a percepção que demasiadas coisas acabam por criar muito barulho na minha vida. É como se estivesse constantemente a conviver com um som de estática que vai-me endoidecendo aos poucos e poucos.

 

Compreendi isso quando há uns dias decidi arrumar o caos que é a minha casa-de-banho.

 

Apesar de eu achar que organizar todos os meus cosméticos fosse algo relaxante mostrou-se uma actividade pavorosa, porque sempre que eu achava que tinha terminado aparecia mais um frasquinho, ou um boião, ou uma bisnaga.

 

No meio das arrumações deixei cair um frasco de Noreva Sebodiane DS Sérum quase cheio.

 

Dei por mim a verter uma lágrima.

 

Por um lado porque tinha partido um produto e estava realmente triste. Por outro porque tinha partido um produto e estava feliz porque era menos um que me estava a ocupar espaço, ainda por cima pelo ritmo a que eu o gastava lá para 2028 ainda haveria alguma coisa na embalagem. Por um outro lado, porque o frasco era de vidro e um caco tinha-se-me espetado no pé.

 

O meu maior problema é o facto de eu não saber deixar ir.

 

Eu não consigo acabar um gel de banho porque tenho pena de deitar fora o recipiente. Eu não termino um creme porque até gostei dele e talvez queira um dia voltar a usá-lo e não me preocupar se ele foi descontinuado ou não. E acabo por acumular coisas, umas fora de validade, outras autênticas relíquias de museu, umas novas, outras meio-cheias, umas por abrir, outras já vazias mas às quais ainda tenciono raspar o interior da embalagem.

 

Minimalismo Cosmético

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E isto não é saudável para mim.

 

Não quero passar a viver com um creme que dê para dia e noite e um sabonete para lavar a cara, nem pensar em tal coisa, mas quero criar espaço na minha vida de forma a poder receber mais dignamente coisas novas.

 

Assim sendo tomei algumas resoluções.

 

Primeiro é que não vou comprar mais nenhum produto de cosmética sem que tenha primeiro acabado todos os outros que possua para a mesma funcionalidade.

 

Segundo, posso trazer amostras do trabalho sim senhor, mas apenas uma por cada referência. Para perceber se gosto de um produto não necessito de trazer 26 amostras que vão ficar a ganhar pó.

 

Por fim, passar a dar coisas.

 

Não vou dar nada que já tenha em casa, porque não me sinto bem a oferecer coisas que já usei.

 

Mas quando me ofertarem algo no trabalho que por exemplo não seja para o meu tipo de pele então vou esforçar-me por descobrir alguém que realmente faça uso do produto, em vez de ele ficar numa estante da minha casa-de-banho em exposição.

 

Claro que se me derem um incrível sérum anti-envelhecimento e um creme para peles normais a mistas vai ser mais difícil não os incluir na minha colecção, mas também uma pessoa não é de ferro certo?

Triptofano Famoso!

22.10.18, Triptofano!

Já viram a entrevista que dei aqui por causa dos Sapos do Ano?

 

Hoje uma modesta presença num blog, amanhã capa principal da revista Cristina!!!!

 

E quanto a votarem nos Sapos do Ano? Já cumpriram o vosso dever cívico?

 

Eu como bom português estou a deixar tudo para a última da hora.

 

Para quem não se lembre ou não saiba, o ano passado prometi fotos minhas nuas mas com classe, que eu não sou nenhum bardajão, caso ganhasse uma das categorias do Sapo do Ano.

 

Este ano a promessa mantém-se.

 

Se eu for vencedor de uma categoria, qualquer que ela seja que eu não esquisito, mandarei para quem queira receber fotos de como eu vim ao mundo!

 

Por isso toca a criar 87 contas de gmail e a votar muitas vezes em mim está bem? 

O Botanista

22.10.18, Triptofano!

Ir ao Botanista, um restaurante vegan no Cais do Sodré, é experienciar como seria a nossa vida se todos os que nos rodeassem sofressem de Alzheimer.

 

São todos maravilhosamente simpáticos mas esquecem-se de nos vir recolher o pedido, depois de o recolherem perguntam mais três vezes se já o pedimos, dizem que nos vão trazer dois pratos que nunca chegam, pedimos uma faca que fica perdida no vazio da memória, trocam o nome das coisas que nos colocam na mesa deixando-nos na dúvida se temos o pedido certo ou não, vagueiam indefinidamente nas ausentes sinapses cerebrais quando questionamos a forma de confecção de determinado produto.

 

O Botanista é um espaço lindo, maravilhoso, daqueles que dá vontade de visitar só para conhecer o ambiente. Mas fiquei com a sensação que, apesar de colocarem carinho na comida que fazem, o mais importante são as aparências - se quiserem uma data de fotos bonitas para o vosso feed do instagram este é o local!

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Agora o que eu não tolero é que me levem ao engano.

 

Se dizem que são detentores de um brunch, eu espero encontrar isso mesmo, um menu/ementa de brunch que consiste num valor X que engloba um certo número de opções. Não é uma folha intitulada brunch (uma carta de brunch) com uma data de pratos cada um com o seu valor - é que não faz sentido visto que essas opções podem ser pedidas a qualquer hora!

 

Botanista querida, ou arranjas um menu/ementa de brunch a sério ou toca de tirar da carta essa falácia, porque os verdadeiros amantes do brunch não vão ficar agradados.

 

Relativamente à refeição em si, eu e o Cara-Metade começámos com um sumo do dia de melancia para ele, e uma limonada preta para mim.

 

A minha limonada tinha carvão activado, e confesso que a pedi só por causa do deslumbramento visual, já que o carvão activado não deve ser tomado juntamente com medicamentos ou alimentos, porque os vai absorver em vez das toxinas e gases presentes no nosso organismo.

Por isso carvão activado numa refeição pode ser bonito mas não é funcional.

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Depois veio para a mesa uma taça de tofu fumado com trigo serraceno e manga que estava divinal.

 

Para o Cara-Metade um revuelto de batata-doce, feijão, tomate assado e créme fraîche muito bem confeccionado.

 

O problema é que a utilização de tantos ingredientes na confecção do prato, e muitos deles pouco usuais, torna o food cost do mesmo altíssimo, e isso reflecte-se na dose que é servida ao cliente.

 

Às vezes é melhor simplificar de forma a poder servir algo mais substancial ao cliente esfomeado!

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As gyozas botânicas com salada sunomono foram uma desilusão, tudo por causa da massa enfarinhada que se colava aos dentes, sinal de que provavelmente já estavam feitas há algum tempo.

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Foram compensadas pelo fantástico trio de waffles, cada uma melhor que o outra: banana caramelizada, canela e caramelo salgado; pêssegos assados, iogurte vegetal e amêndoas tostadas; chocolate, mirtilos, manteiga de amendoim e cacau cru.

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Para finalizar atacámos a montra de sobremesas, que tinha um aspecto divinal.

 

Ao Cara-Metade saiu a sorte grande, com um banoffee de fazer escorrer um fio de baba pelo queixo.

 

Eu aventurei-me num visualmente delicioso bolo de aveia com recheio de morango, que era bom sim senhor, só que era demasiado seco.

As camadas de aveia eram tão altas que em certas partes era como se estivéssemos a colocar uma mão cheia de areia na boca. Se as camadas fossem mais pequenas intervaladas com creme então teria sido fantástico, assim foi simplesmente bom.

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Saí com sentimentos contraditórios do Botanista. Por um lado senti-me confortável, bem recebido, visualmente satisfeito. Por outro fiquei com a sensação que muita coisa teria de melhorar até eu voltar lá! 

 O Botanista

O Botanista

 

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