Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

31
Out18

O dia em que ia ficando sem telemóvel


Todos os dias quando acordo, a primeira coisa que faço é ir sentar-me ao computador para despertar o meu cérebro na totalidade.

 

Entre os sites que consulto obviamente que dou sempre uma espreitadela ao Sapo Blogs, para ver quem está em destaque, se tenho comentários novos, se houve alguém que fez uma hiperligação para o meu blog dizendo raios e coriscos acerca da minha pessoa e para analisar a página das estatísticas.

 

Qual a minha surpresa quando ao abrir a página pessoal sou invadido por uma pequena multidão de morcegos esvoaçantes, cortesia da equipa de forma a celebrar o dia de Halloween.

 

Após dois minutos de reflexão acerca do regime alimentar dos morcegos, que sinceramente espero que seja baseado em frutas e não em sangue humano, fui fazer a minha higiene e preparar-me para ir à natação.

 

Na piscina nada de novo, pratiquei a minha dupla ultrapassagem aos caracóis do costume, mostrei todo o esplendor do meu peito peludo enquanto nadava mariposa e por pouco não fiquei sem piercing do mamilo já que uma das senhoras da hidroginástica num movimento de ombro mais amplo conseguiu passar o braço para a minha pista e roçar as suas unhacas no pedaço de metal que tenho espetado no corpo!

 

O problema foi quando acabei a minha aula.

 

Tomei banho, vesti-me e fui para a paragem do autocarro porque como estava a chover não me apetecia ir a pé.

 

Enquanto o autocarro não vinha decidi pegar no telemóvel e dar um passeio na Internet, e claro que voltei ir à página do Sapo Blogs.

 

Quando carrego no botão para entrar na minha página pessoal vejo uma coisa preta debaixo do meu dedo.

 

Eu, como macho latino descendente directo do Homem das Cavernas, dei um grito estridente acompanhado por um espasmo corporal e um afastamento imediato da minha mão da coisa preta não identificada.

 

Na minha cabeça só pensei que era uma barata, uma barata tinha conseguido entrar para dentro do meu telemóvel e agora ia-me comer o dedo e eu ficar amputado de dedo e como é que seria a minha vida dali para a frente!?!!!?!!!

 

Obviamente que eram o raio dos morcegos dos quais eu já nem sequer me lembrava.

 

Mas neste nano-segundo entre eu pensar que era uma barata, afastar a mão e perceber que não era barata nenhuma, o meu telemóvel encontrava-se suspenso no ar com a força da gravidade a impulsioná-lo em direcção ao chão.

 

Pior, mesmo à minha frente estava uma poça de água daquelas que os carros adoram passar por cima e molhar tudo e todos.

 

Ou seja, telemóvel partido no chão e com sorte ainda rebolaria para dentro de água para definitivamente morrer afogado.

 

Não sei como é que tive uma reacção tão rápida.

 

Juro-vos que fiz um movimento digno de Campeonato Mundial de Futebol. Lancei o meu joelho para a frente, dei uma pancada no telemóvel e depois com uma precisão milimétrica apanhei-o no ressalto.

 

Foi um momento tão stressante que consegui ouvir quando as outras pessoas que estavam comigo na paragem de autocarro deixaram de suster a respiração, apesar de ter quase a certeza que uma lançou uma interjeição de aborrecimento porque queria ter visto a minha cara quando tivesse ficado sem telemóvel.

 

Por isso gente fofinha do Sapo Blogs, eu adoro estas vossas surpresas, mas e que tal fazerem assim uma janela pop-up a avisar?

 

Só para as pessoas fracas de coração como eu não irem para o hospital com uma arritmia telefónica!

30
Out18

Há esperança!


Quem me conhece sabe que eu sou um rapaz cheio de virtudes e talentos, mas infelizmente um dom com o qual eu não nasci foi o do canto.

 

Eu gosto de cantar e reconheço que até tenho aquela star quality, mas pronto, sou tipo a Madonna mas com menos lugares de estacionamento e menos fãs no Instagram, ou seja alguém com carisma e presença de palco mas cujas capacidades vocais causam otites médias a quem estiver a menos de dois metros de mim.

 

Só que o impensável aconteceu neste último domingo, quando regressava da casa da minha mãe.

 

Comecei a cantar um tema que me veio à cabeça e percebi logo que algo de diferente se passava, especialmente porque o Cara-Metade travou a fundo e ficou a olhar para mim.

 

Tive a percepção que a minha voz tinha saído de uma forma diferente, tinha sofrido uma metamorfose na minha garganta e sido expelida com musicalidade, algo que eu nunca pensara ser possível.

 

A mesma cara de espanto apresentava o Cara-Metade, que me afirmou a pés juntos ser a primeira vez em quatro anos que ouvia sair algo de dentro de mim que tivesse o mínimo de afinação, que estivesse dentro do tom, que não fosse parecido com os balidos de um bando de cabras.

 

Senti a esperança inundar o meu corpo.

 

Mais de três décadas a pensar que nunca seria uma estrela da canção e afinal o talento sempre esteve dentro de mim, ali escondido algures entre o baço e o pâncreas, mas o importante é que ele existia.

 

Imaginei-me logo a concorrer ao The Voice, a virar todas as cadeiras dos jurados, a fazer o Mickael Carreira suplicar para ficar na equipa dele enquanto o olhava com desdém.

 

Fantasiei com uma tour internacional, com discos vendidos, quiçá com uma colaboração com essa diva da música portuguesa que responde pelo nome de Maria Leal.

 

Eu e a Maria Leal, a lançar o novo hit de Inverno, com uma mensagem profunda acerca do frio que chegou e como os nossos narizes estão constantemente a sofrer de ataques de rinorreia.

 

Aquele era o meu momento, aquela era a minha hora, o meu destino estava finalmente à minha mercê, tinha descoberto a verdadeira razão da minha existência.

 

Com um sorriso no rosto e na alma voltei a atacar a canção e...................................parecia que tinha engolido um tubo de escape ou coisa do género.

 

Bem dizem que a fama é efémera, mas no meu caso acabou mesmo antes de começar, já que por mais que eu tentasse, colocando a boca de lado, respirando pela barriga, subindo cinco oitavas, não havia forma de voltar a conseguir emitir uma nota afinada.

 

Mas por mais que o meu sonho de ser a nova sensação da música ligeira portuguesa se tenha esfumado no ar, fica a lembrança para todo o sempre daquele momento em que eu cantei como um profissional!

 

Já agora, tem curiosidade em saber qual foi o tema que revelou todo o potencial dentro de mim?

 

Se sim, basta carregarem no link abaixo!

 

Carrega aqui se tiveres mesmo muita curiosidade em saber qual foi a canção que saiu de forma harmoniosa da minha boca, mas atenção, se estiveres no trabalho ou num convívio de família não me responsabilizo por eventuais constrangimentos que possam acontecer!!!

30
Out18

Mas quantas horas é que tem o vosso dia?


Ultimamente tem havido uma grande polémica sobre manter-se ou não a mudança da hora em Portugal.

 

Uns são a favor, outros contra, mas na realidade eu gostava era que adicionassem assim para aí hora e meia.

 

Que os dias começassem a ter 25 horas e trinta minutos.

 

Mudassem a órbita do planeta, aumentassem a sua massa, alterassem a força gravitacional, eu sei lá, o que era bom mesmo era dias mais longos não nas horas de sol mas no tempo que os relógios marcassem.

 

Obviamente que nos primeiros tempos seria uma chatice, com todos os relógios analógicos a ficarem desactualizados, mas certamente que num piscar de olhos o IKEA já teria um stock generoso disponível em oito cores diferentes a um preço escandalosamente baixo desde que fôssemos nós a ter de montar a parte eléctrica da coisa.

 

Mas para é que eu queria um dia com mais horas?

 

Este meu desejo prende-se por causa do mundo dos blogs.

 

Infelizmente não sou blogger profissional, o que significa que tenho que fazer algo da vida se quero comer qualquer coisita ao fim do dia, já que ainda não domino a arte da fotossíntese.

 

Confesso que era o meu sonho poder trabalhar a partir de casa (de preferência em algo relacionado com o blog mas se fosse outro trabalho também não me importava) apesar de saber que certamente iria ser complicado manter um bom nível de produtividade caso não fosse extremamente regrado.

 

Já me estou a imaginar a fazer oito sestas por dia, a ver apenas um vídeo de cinco minutos no Youtube e quando desse por ela já terem passado três horas e a desenvolver uma carência de vitamina D pelo facto da única luz a que me expunha ser quando abria o frigorífico, visto não sair de casa durante dias seguidos.

 

Só que a minha realidade é ter sair de casa quase todos os dias, ir para o emprego, trabalhar arduamente uns dias, descobrir que tenho uma micose nos outros e coçá-la até fazer sangue, e o blog fica remetido para os tempos livres.

 

Tempos livres estes aos quais tenho de descontar o tempo com a família, os amigos, os meus animais de estimação, a limpeza da casa, a ida à piscina e meia dúzia de horas onde entro em estado de coma e aproveito para dormir.

 

Por isso é que eu não compreendo as pessoas que não sendo bloggers profissionais conseguem ter tempo para tudo e mais alguma coisa.

 

Aquelas pessoas que mal lhe deixamos um comentário já nos responderam de volta. As pessoas que postam todos os dias. As pessoas que respondem a 24 Tags numa semana e nos deixam a saber mais sobre elas do que os respectivos conjugues.

 

Mas afinal quantas horas é que tem o vosso dia?

 

Vamos então a ver se sou eu que estou a gerir mal o meu tempo.

 

Primeiro que tudo, há que colocar material no nosso blog.

 

Fazer um post bonito, minimamente interessante, com algumas piadas para o pessoal não entrar em estado vegetativo, e de vez em quando mandar o boato de que vamos colocar uma foto totalmente nus que é para manter o interesse no nosso blog.

 

Ora eu gostava de conseguir escrever 1200 palavras por minuto, mas não.

 

Até me considero razoavelmente rápido no teclado, mas nem sempre o texto sai fluido.

 

E quando paramos durante uma eternidade porque não nos lembramos daquela palavra que queremos escrever? E aquelas vezes em que escrevemos um parágrafo e tudo soa tão mal que o apagamos na íntegra só para o voltar a escrever igualzinho mas com uma vírgula num sítio diferente?

 

E depois não é só escrever, é formatar o texto, ver se não tem muitos erros, colocar uma foto se for caso disso, colocar a legenda na foto, por uns filtros para ela ficar mais artística...

 

Tudo isto é coisa para levar no mínimo dos mínimos uns trinta minutos, e já estou a entrar em linha de conta que uma pessoa está a tomar o pequeno-almoço e a lavar os dentes em simultâneo com a escrita para rentabilizar o tempo.

 

Depois vem a resposta aos comentários.

 

Claro que nós queremos ter muitos comentários (ou pelo menos favoritos para nos aumentar os níveis de dopamina no sistema sanguíneo) mas convém não demorar 22 anos (como eu) para lhes responder.

 

É verdade que eu podia correr a eito as minhas respostas com smiles de corações e florzinhas, espalhava o amor universal e era uma poupança de tempo brutal.

 

Mas não, eu gosto de dar respostas detalhadas, elaboradas, como se estivesse a treinar para uma tese de mestrado, o que me acaba por consumir entre 30 minutos a uma hora, dependendo do nível de interacção que o post tenha gerado.

 

Por fim a leitura dos outros blogs e respectivos comentários, e isto é tarefa que pode demorar entre 20 minutos a 4 horas, dependendo dos blogs que seguimos, do tamanho dos posts com que nos deparamos e da extensão em metros dos comentários que deixamos.

 

Há dias que eu consigo gerir minimamente o meu dia e fazer tudo isto com relativa facilidade (minto, nunca é fácil, provavelmente estou é de folga nesse dia) mas há outros em que já estou na cama a segurar o telemóvel e a fazer uma força danada para não perder as forças nas mãos e deixar cair o bicho em cima do meu nariz, já que não me agradaria nada sujeitar-me a uma rinoplastia.

 

Por isso volto a perguntar, gente dos blogs que consegue ter tudo sempre mega organizado e que faz parecer que é a coisa mais fácil do mundo, qual é o vosso segredo?

 

Quantas horas é que realmente tem o vosso dia?

 

Descobriram uma forma de se clonar de forma a um de vocês ir fazer a vida do dia-a-dia e o outro ficar a actualizar o blog? Ou será que compraram no Ebay aquele relógio do tempo que a Hermione usa nos livros do Harry Potter?

 

Partilhem comigo as vossas técnicas de gestão de tempo por favor!!!

29
Out18

Koi Sushi


Cheguei (cheguei)
Cheguei chegando
Bagunçando a zorra toda

 

Para se entrar no Koi Sushi no Saldanha precisamos de afastar dois "painéis" antes de termos acesso à sala de refeição, e na minha cabeça soou a música da Ludmilla enquanto eu fazia uma entrada de arraso levando a que todas as cabeças se virassem para mim.

 

Provavelmente toda a gente ficou a olhar para a minha pessoa a pensar se eu teria fugido de algum hospital psiquiátrico ou coisa do género, mas no mundo paralelo em que vivo continuo a acreditar que foi porque simplesmente eu estava TCHÃNA! (independentemente do que isso possa ser...)

 

Já tinha ouvido falar muito do Koi Sushi, mas nunca tinha sentido vontade de o conhecer.

 

Só que quando descobri que quem tinha passado a ser responsável pelo espaço era o Chef António Romão, chef que passou pelo icónico Suchic de Almada, decidi que estava na hora.

 

Quando visitarem o Koi Sushi não esperem o ambiente do tradicional restaurante japonês, com aquela musiquinha suave de adormecer e empregadas com almofadas presas ao rabiosque.

 

Há boa música de fundo, uma decoração surpreendente onde flores brotam do tecto, empregados prestáveis e um Chef sorridente, a criar peças maravilhosas e volta e meia a tirar selfies para colocar no Instagram.

 

Koi Sushi SaldanhaKoi Sushi SaldanhaKoi Sushi Saldanha

 

Tendo em conta que sou detentor de uma medalha por capacidades sobre-humanas de enfardanço de sushi obviamente que tive de optar pelo All You Can Eat, que vai sendo servido à mesa, sempre de forma simpática e nunca com aqueles olhares de lado de julgamento por parecer que não vemos comida há ano e meio.

 

O sushi é simplesmente fantástico.

 

Fresco, variado, com óptimas combinações e com uma apresentação irresistível.

 

Tanto os rolos quentes, como as peças clássicas ou de fusão tinham uma qualidade irrepreensível e era uma delícia enfiá-las na boca e sentir todos os sabores inundarem-nos as papilas gustativas.

 

Koi Sushi SaldanhaKoi Sushi Saldanha

 

Algo a que eu dou valor é o arroz, já que um mau arroz pode arruinar completamente uma experiência de sushi.

 

Mas este arroz minha gente, este arroz era divinal.

 

Também com inspirações do divino é uma das peças fortes do Koi, um gunkan coroado com um cracker de, adivinhem,........arroz!

 

Koi Sushi Saldanha

 

O All You Can Eat é iniciado por uma sopa miso, bastante saborosa, e por umas gyozas, que não é que estivessem más, mas simplesmente não adicionavam muito à refeição, tendo em conta a excelência do sushi.

 

Koi Sushi Saldanha

 

Não se surpreendam se a certa altura vier para a vossa mesa uma experiência gastronómica, como é o caso do carpaccio de salmão com alcaparras e queijo, que será certamente detentor da capacidade de dividir gostos.

 

Koi Sushi Saldanha

 

Ou se ama ou se odeia - mas é refrescante ver que há quem deixe de jogar pelo seguro neste mundo do peixe cru.

 

Para acabar a refeição em beleza veio uma super fatia de brigadeiro acompanhada de gelado - por isso se não gostarem de sushi passem no Koi nem que seja para comerem a sobremesa!

 

Koi Sushi Saldanha

 

 

 

Koi Sushi Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

29
Out18

Apoiar uma Fábrica de Bacon


Bolsonaro é o novo presidente do Brasil.

 

Apesar de acreditar na democracia custa-me a entender como é que democraticamente se elegeu alguém com uma visão tão deturpada relativamente a certos grupos de indivíduos.

 

É verdade que estamos numa era de fake news, do disse que não disse, onde as redes sociais divulgam um espirro mais depressa que a velocidade da luz, mas tendo em conta afirmações muito anteriores, Bolsonaro acredita na humilhação, inferiorização e segregação das mulheres, dos negros e dos homossexuais.

 

Bem, na realidade não me custa a entender a vitória de Bolsonaro, já que o mundo tem um historial de esperar pelo aparecimento de um herói.

 

Fosse um cavaleiro numa manhã de nevoeiro, um mascarado com uma capa ao vento, ou uma navegante com um ceptro lunar e muitas purpurinas, as pessoas sempre desejaram alguém com capacidades para fazer o que elas não tem a coragem para fazer - mudar as coisas!

 

Nos dias de hoje muitos políticos tem usurpado o papel de herói, esgrimindo o ódio e o medo como armas de eleição, prometendo mudanças radicais, quando a única mudança que realmente acontece é a nível do respeito, tolerância e aceitação de quem é diferente.

 

Eu não queria que Bolsonaro tivesse ganho, mas sabia que isso ia acontecer, e a confirmação foi uma conversa que tive uma semana atrás na farmácia.

 

Fui dar uma injecção anti-inflamatória a uma senhora brasileira e a conversa a certo momento recaiu na actualidade política do Brasil.

 

Eu, ingenuamente, durante uns cinco segundos, pensei que teria ali uma apoiante anti-Bolsonaro, mas rapidamente a senhora informa-me que iria votar nele. (machadada nº 1)

 

Que gostava muito das políticas dele e que as pessoas é que por vezes o compreendiam mal e lhe deturpavam as palavras.

 

Contou-me que a mais recente polémica, que nutriu o desprezo e a revolta de muitas mulheres, foi o facto de ele ter dito que uma mulher devia receber menos que um homem, algo com que ela pessoalmente concordava! (machadada nº 2)

 

Para ela era normal uma mulher ganhar menos, porque dá mais despesa à empresa, por causa do período, da gravidez, e sobretudo da amamentação, já que havia muitas mulheres que não queriam trabalhar e ficavam feitas espertas a amamentar as crianças até aos dois anos de idade. (machadada nº 3)

 

Ainda pensei em esgrimir alguns argumentos sobre igualdade de direitos e coisas que tal, mas a minha função era de administrar uma injecção e não de entrar num debate político, por isso mudei de tema e tentei abstrair-me do que tinha ouvido.

 

Não consigo deixar de pensar que mulheres, negros e homossexuais que apoiem Bolsonaro para presidente são como porcos que se manifestam a favor da construção de uma fábrica de bacon.

28
Out18

O Sequestro do Meu Dinheiro - Novas Actualizações


Como vos contei aqui, cinquenta e poucos euros da minha conta bancária estão sequestrados em lugar incerto por uma empresa que me vendeu um workshop, não o realizou e agora está a demorar mais tempo do que aquele que eu considero normal para os devolver aos meus braços angustiados de pai.

 

Muitos de vocês que se deram ao trabalho de comentar (são uns queridos, muito obrigado!) disseram que era normal as empresas poderem necessitar de mais algum tempo para resolver estas situações, mas eu, em vez de esperar pacientemente como um bom jovem samaritano, baixei a Maria Fernanda em mim (esta expressão foi roubada de uma maravilhosa amiga, espero que ela não me processe por furto de propriedade intelectual) e não me contive.

 

Eis o e-mail que mandei à empresa na quinta-feira:

 

Boa tarde Sr.X,
 
diga-me por favor que o seu e-mail é uma piada de mau gosto.
A devolução vai ser feita no decorrer da próxima semana como assim? É normal vossas excelências manterem cativo o dinheiro dos vossos clientes sem razão aparente?
 
Eis o meu nib
xxxx xxxx xxxx xxxx xxx (e mais uma data de x's)
 
Espero sinceramente que a devolução não demore mais do que até ao final desta semana.
 
Sem mais
 
 
Eu normalmente sou fofinho e agradável e tudo e tudo e tudo nos e-mails, mas esta situação fez-me sair do sério, por isso o tom ligeiramente passivo-agressivo do e-mail.
 
Mas eu continuo a ser uma pessoa amorosa ok?
 
Vou ser honesto, depois de mandar esta mensagem arrependi-me um bocadinho, porque já estava a ver que agora é que a devolução não ia chegar como represália.
 
Eis o meu espanto quando no dia a seguir recebo este-email do departamento administrativo e financeiro.
 
 
Boa tarde,
Sr. Y
 
Antes de mais, agradecemos a sua ajuda e compreensão nesta situação.
 
Enviamos, em anexo, o comprovativo da transferência dos €50 e tal euros, referentes à devolução do valor pago para participação no N/ Workshop no Local XYZ.
 
Obrigada,
 
 
A minha alma ficou parva.
 
Além de fazerem a transferência mandam o comprovativo do pagamento?
 
Isto só reforça a minha teoria que tenho vindo a desenvolver de há uns tempos para cá.
 
Se formos fofinhos e amorosos o mais provável é empurrarem-nos os problemas com a barriga, se reclamarmos num tom um bocadinho mais contundente (mas não é preciso ser mal-educado com ninguém ok?) a probabilidade de nos resolverem o problema é bastante maior!
27
Out18

Treestory


E assim, de um momento para o outro, sem sequer perceber o que estava a acontecer, descobri o meu novo restaurante favorito em Lisboa.

 

O Treestory fica na Pena, pertinho da Ordem dos Farmacêuticos, e além de ser um pedaço da Geórgia em Portugal é um pedação de céu em Lisboa.

 

Por dentro o restaurante é lindo, com um aspecto simples mas cuidado e atento ao pormenor, passando uma vibração relaxante e serena.

 

O atendimento é simpático e prestável, e apesar de por vezes haver algumas pequenas barreiras linguísticas, já que a maior parte dos colaboradores não possui o português como língua materna, o amor pela boa comida é um dialecto universal.

 

Digo-vos, só de pensar na comida do Treestory fico com água na boca.

 

Foi um dos poucos restaurantes onde estava sempre a olhar para a mesa das outras pessoas e as outras pessoas para a minha, todos a comerem com os olhos os pedidos uns dos outros.

 

Para a minha mesa e do Cara-Metade veio uma Khachapuri, uma tarte quente no forno com recheio de queijo derretido, que era simplesmente a melhor coisa que comi nos últimos tempos.

 

Se gostam de queijo então é imperdível provarem esta delícia, é extraordinariamente boa!

Inicialmente pedimos uma de queijo triplo, mas disseram-nos que podia ser demasiado grande e ficámos pela dupla, mas da próxima vez nem que tenha de tomar 4 guronsans a tripla não me escapa.

 

Treestory - Restaurante Georgiano em Lisboa

 

Além da fenomenal Khachapuri provámos um Kababi, que consiste numa excepcionalmente bem temperada carne de porco frita (a sério, os temperos são divinais) com bagas de romã acompanhada de molho de tomate e legumes assados, vindo também uma porção de salada.

 

 Treestory - Restaurante Georgiano em Lisboa

 

Podíamos ter ficado por aqueles pratos que as nossas almas e estômagos rejubilariam de contentamento, mas quisemos testar até ao limite o Treestory, e por isso pedimos uma sobremesa.

 

E é nas sobremesas que muitos restaurantes se espalham ao comprimido, mas não este!

 

Os meus olhos viram umas belíssimas maçãs expostas e pensei que fossem caramelizadas ou algo do género, por isso questionei o que é que levavam.

 

 Treestory - Restaurante Georgiano em Lisboa

 

Quando me disseram que eram "maçãs" recheadas de mousse de queijo com uvas brancas não consegui resistir.

 

Foi verdadeiramente o final perfeito para uma refeição perfeita. É que o raio da maçã é tão boa, mas tão boa, que nem dá para explicar por palavras! Só comendo!

 

Treestory - Restaurante Georgiano em Lisboa

 

 Treestory - Restaurante Georgiano em Lisboa

 

Havia somente duas pequenas coisas que eu melhorava na minha experiência.

 

A primeira, era servir a salada do Kababi num recipiente separado, porque estando junto dos legumes assados ela acaba por ficar um pouco murcha e sem graça.

 

A segunda, era arranjar um sistema para a porta da entrada que permitisse que ela fechasse automaticamente, porque nestes dias frios se ela ficar entreaberta uma pessoa rapidamente pode sentir-se desconfortável.

 

 Treestory - Restaurante Georgiano em Lisboa

 

Visitem o Treestory, deliciem-se com a comida Georgiana, e sejam intrépidos e descubram a surpreendente esplanada na parte de trás do restaurante.

 

Maravilhosa para dias de maior calor, para pessoas não friorentas ou para os aventureiros que gostem de sentir a brisa gelada no pescoço enquanto se embrulham nas mantas que o restaurante tem para oferecer!

 

  

 

Treestory Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

26
Out18

Blogar e o Estado de Espírito


Tenho uma profunda admiração por quem consegue manter um blog sempre no mesmo registo independentemente do que se passa na sua vida pessoal.

 

Acaba por ser um pouco como quando vamos trabalhar e escudamos os nossos sentimentos por detrás de uma cara profissional; há quem nos blogs consiga separar a vida virtual da vida real do dia-a-dia.

 

Eu infelizmente não tenho essa capacidade, por mais que tente analisar racionalmente as minhas emoções não consigo evitar que elas se expressem através da minha escrita.

 

Se estiver alegre o meu texto vai ser mais brilhante e optimista, se estiver triste as palavras vão ser mais pesadas e melancólicas, se estiver zangado é possível ver pequenas faíscas entre parágrafos.

 

E isto não teria problema nenhum se apenas escrevesse sobre o meu estado de espírito, desabafos, partilhas intimas.

 

Mas vejo todos estes meus sentimentos a entranharem-se nos meus textos independentemente daquilo que esteja a escrever.

 

Uma review a um restaurante, a um novo creme, a um local onde fui de férias, qualquer que seja o assunto sobre o qual vá blogar não consigo que a minha escrita não seja influenciada pelo que estou a sentir no momento.

 

Não significa que por estar zangado um bom restaurante passe a ser mau, simplesmente a forma como expresso as minhas ideias é mais bruta, áspera, sibilante.

 

E vocês, quando blogam conseguem separar-se em duas personas?

 

Aquela que sente e vive no dia-a-dia e aquela mais automatizada que se expressa através do tamborilar ritmado nas teclas do computador?

 

Quais são os truques que usam para que os vossos sentimentos não interfiram em posts que se querem mais neutros e objectivos?

25
Out18

Sequestraram o meu dinheiro!


É verdade, não sei onde é que estão os meus cinquenta e poucos euros, se estão a ser bem tratados, se lhes estão a dar de comer, a única coisa que sei é que eu sinto a falta deles e eles sentem a minha falta.

 

Mas comecemos a história do início.

 

Na semana passada inscrevi-me num workshop que iria decorrer no domingo.

 

Tudo muito bem, fiz a transferência bancária de cinquenta e poucos euros, mandei o comprovativo para a entidade responsável pela realização do workshop e  não pensei mais no assunto.

 

Quando chegou o domingo, logo de manhã, recebi um e-mail a pedir muitas desculpas porque o workshop ia ser cancelado visto que o formador tinha ficado indisponível.

 

Chato eu sei mas acontece aos melhores, por isso encolhi os ombros e pensei para os meus botões que haveriam de existir outras oportunidades.

 

Na realidade até fiquei bem impressionado porque como não respondi ao e-mail uma hora depois recebo um segundo a perguntar se tinha visto o primeiro e-mail e a pedir novamente desculpas e a dizer que iriam-me reembolsar o valor do workshop!

O meu espírito rejubilou, afinal havia pessoas preocupadas e justas neste país!

 

Foi com esta sensação de paz interior e esperança na humanidade que deixei de me preocupar com o assunto.

 

Ontem recebo um e-mail da entidade responsável pela realização do workshop a pedir-me o meu nib para poder fazer o reembolso do valor.

 

Honestamente pensei que eles o tivessem e que eu não o precisasse de fornecer, mas pronto, sem problema algum.

 

O que me deixou chocado foi que no meio do e-mail vinha esta pérola:

 

A devolução será feita no decorrer da próxima semana,

 

 

Quando eu li isto fiquei azul, cinzento, verde às bolinhas roxas.

 

Eu na boa fé que estava a lidar com pessoas honestas e depois leio que o meu dinheiro vai ser devolvido na próxima semana?

 

Mas com que razão?

 

Desde quando é que uma empresa tem o direito de se financiar com o meu dinheiro e ainda ter o descaramento de o dizer na minha cara?

 

Conclusão, não se pode confiar em ninguém neste país, porque quando achamos que estamos a lidar com pessoas com valores, pimba, passam-nos a perna.

 

Meu querido dinheiro sequestrado, não te preocupes, se até ao final da semana não estiveres seguro na minha conta bancária eu próprio, com as minhas perninhas, vou ter com quem te tem cativo e fazer o que for necessário para te trazer para casa são e salvo!

24
Out18

A minha experiência com a Uber Eats


Há dias em que não apetece ir para a cozinha fazer jantar.

 

E há dias em que além de não haver vontade sequer para tirar alguma coisa do congelador também não apetece sair de casa para ir comer fora.

 

Nessas alturas das duas uma, ou se faz jejum ou pede-se para alguém vir entregar mantimentos à porta de nossa casa.

 

Foi o que me aconteceu há uns dias, a mim e ao Cara-Metade! A vontade de fazer o que quer que seja era nula, por isso resolvemos experimentar o serviço da Uber Eats de que tanta gente fala e pedir o nosso jantar.

 

Podia ter sido sushi, podia ter sido bife tártaro, podiam ter sido umas favas com chouriço, mas não, foi mesmo McDonald's.

 

Experimentámos o novo Signature Queijo Chèvre e só vos posso dizer que é delicioso.

 

O queijo de cabra liga tão bem com o hambúrguer que é impossível não lamber os dedos quando tristemente chegamos ao fim de tamanha delícia.

 

Agora só o hambúrguer é que veio correcto do nosso pedido.

 

Tínhamos pedido Lipton e entregaram-nos água. As batatas artesanais sem sal que escolhemos foram substituídas por umas normais carregadas de sal.

E mais coisas tivéssemos encomendado mais trocas teriam sido feitas - fico até admirado como é que o hambúrguer veio correcto.

 

Claro que comemos tudo o que nos entregaram, que a fome apertava, mas procedemos à reclamação perante a Uber Eats já que a encomenda foi feita a eles, mesmo sabendo que provavelmente a culpa era do McDonald's por não ter conseguido aviar correctamente um pedido relativamente simples.

 

Em pouco tempo recebemos uma resposta da Uber Eats, iriam devolver-nos o dinheiro respectivo aos produtos que tinham vindo enganados, de forma a não ficarmos (muito) prejudicados.

 

Conclusão, a minha experiência com a Uber Eats foi morna.

 

Por um lado gostei do serviço em geral e da rapidez com que se prontificaram a compensar o cliente por um erro.

 

Por outro não consigo deixar de me lembrar que eu queria mesmo batatas artesanais e que quando abri o pacote da entrega o desapontamento espalhou-se-me no rosto, como uma criança no dia de Natal a abrir prendas e a descobrir que lhe ofereceram cinco pares de cuecas e dois de peúgas.

 

McDonald's Signature Queijo Chèvre e Uber Eats

McDonald's Signature Queijo Chèvre e Uber Eats

McDonald's Signature Queijo Chèvre e Uber Eats

 

Pág. 1/4

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D