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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Erro de Principiante de um Wannabe Food Blogger

23.08.18, Triptofano!

Vocês tornaram-se naquela pessoa que decidiu documentar todas as refeições que tem na vida, mesmo que seja uma simples sandes de torresmo e uma coca-cola numa estação de serviço.

 

Na vossa cabeça já só pensam em quantas estrelas é que certo sítio merece. Ora 20% para a decoração, 40% para o atendimento, 50% para a comida, 26% se me deixarem comer sem pagar....

 

Antes eram seres sociais, que conversavam animadamente com os vossos amigos, mas desde que resolveram fotografar desde o copo com água até à migalha com o formato da Nossa Senhora de Fátima, mesmo que alguém vos esteja a contar que tem uma hemorróida sangrenta ou que se envolveu sexualmente com o patrão vocês vão interromper para tirar uma foto do cesto de pão que foi colocado na mesa.

 

São aquela pessoa que tira vinte fotos em ângulos diferentes, que procura desesperadamente a luz, que obriga toda a gente a tirar os braços da mesa porque não quer apêndices peludos visíveis quando carregar a foto no Zomato, que torna um prato quentinho e delicioso em algo frio e sem graça pelo tempo que demora no processo e estraga a refeição a toda a gente.

 

Vocês são o pesadelo de qualquer empregado, porque pedem insistentemente que ele despeje a sangria lentamente para fazerem um boomerang para o Instagram, ou que segure o prato até ficar com cãibras na mão para tirarem uma foto assim artística, na esperança de serem a nova Rita da Nova e aparecerem num anúncio do McDonalds (eu podia fazer agora uma piada sobre a Rita da Nova e fast-food mas algo me diz que seria chacinado virtualmente por isso vou permanecer calado).

 

Eu tornei-me essa pessoa, a pessoa que tira fotos de tudo, a pessoa que pensa em perfis aromáticos quando está a comer arroz branco com peru, a pessoa que em vez de dizer que sim está tudo bom quando alguém lhe pergunta como está a refeição levanta o dedo e diz já que pergunta e começa a fazer um exaustivo levantamento de todos os detalhes que poderiam ser melhorados!

 

Mas ao mesmo tempo continuo a ser um totó de primeira apanha.

 

Aquele tipo de pessoa que decide experimentar o modo HDR - High Dynamic Range - no telemóvel para ter fotos de primeira categoria capazes de figurarem nas páginas da National Geographic, mas em vez de o fazer em casa com selfies em poses sensuais fá-lo no restaurante.

 

E depois descobre que todas as fotos ficaram um misto de epilepsia com esquizofrenia.

 

E chora.

 

E questiona-se durante três minutos e meio se não deve ir à casa-de-banho vomitar o jantar para pedir tudo outra vez e tirar novas fotos!

 

Queridos Wannabe Food Bloggers que andem por aí, não sejam idiotas como eu, experimentem novas técnicas em casa!

 

Como tirar fotos a comida

 

Como tirar fotos a comida

 

 

 

 

Happy

22.08.18, Triptofano!

Não vou esconder. Fui ao Happy pelo Zomato Gold e pelos gelados de alheira.

O Zomato Gold não teve qualquer problema mas afinal os gelados eram "gelados".

Mas já lá vamos.

 
Existe uma nova cena gastronómica a nascer na Amadora e, ou muito me engano, ou daqui a dois anos vai ser um dos locais fortes da área metropolitana de Lisboa no que toca a restauração. O Happy faz parte de um grupo inicial de restaurantes desbravadores de caminho, e foi com entusiasmo que o fui conhecer, juntamente com o cara-metade e um casal amigo.
 
Já sentados, recebemos um menu que - achava eu - era de um Happy que tinha aberto há poucos dias. Pessoalmente considero que o seu grafismo não se enquadra no tipo de restaurante que o Happy pretende ser. 
Só que por outro lado, depois de no fim da refeição ter trocado umas palavras com o Chef, fiquei na dúvida se o Happy não estaria a passar por uma crise de identidade. Ali entre o vou ser diferente e mudar a zona onde me insiro e o ai não deixa-me estar sossegado e fazer o que eu acho que as pessoas querem!
 
Mas falemos de comida.
 
O couvert, simples mas irrepreensível, deixa brilhar bem o seu presunto que é uma verdadeira delícia.
 
Para entrada, pedimos camarões crocantes. Não havia. Pedimos então espetadas de frango. Não havia.
 
E se há coisa que mais me deixa frustrado é depois de ficar quinze minutos a decidir o que vou comer (sim sou uma pessoa extremamente indecisa em certos dias do ano) dizerem-me que afinal não há!
 
Nem vou pedir que usem o sistema de cruzinhas ou bolinhas ou smiles com caras tristes no menu, basta que o empregado no momento de sentar os clientes à mesa informe o que há e o que está indisponível!
 
Vieram então para a mesa umas asinhas de frango com molho barbecue que não desiludiram, chamuças com um recheio muito saboroso e os tão aguardados gelados de alheira.
 
Só que eram "gelados", porque na realidade de gelado apenas o formato, com um cone bem executado (mas ligeiramente mole em pelo menos um deles) e uma maionese agridoce a acompanhar uma pequena porção de alheira!
Confesso que foi uma machadada dura no meu imaginário onde me visualizava a lamber extasiado uma bola fria com sabor a alheira.
 
Seguiu-se a perdição do cara metade, um prego em bolo do caco de bochechas de porco confitadas a baixa temperatura. Estava tão bom que foi difícil conseguir que ele me deixasse experimentar um bocadinho minúsculo.
 
Para mim veio um bitoque de lombo de atum fresco, delicioso, bem confeccionado, com um molho de elevada qualidade capaz de acompanhar a nobreza da peça do lombo de atum.
 
Ainda provei o polvo assustado, que apesar de estar bem cozinhado, pecava por algum excesso de gordura na combinação do prato.
 
O que pessoalmente não me agradou (e isto é o meu gosto pessoal atenção) foram as decorações dos pratos.
Que sim podem mostrar talento e versatilidade e tudo e tudo e tudo, mas para mim só causam barulho visual. É suposto passar o dedo e lamber as decorações? Elas acrescentam algo na palete de sabores? Não consigo deixar de sentir que este tipo de apresentação possa ter sido um must-have há 10 anos atrás, mas nos dias de hoje não faz sentido!
 
Deixei o Happy não muito happy mas mais com um sentimento de pena, porque se ignorar a desilusão relativa aos gelados a comida é muito boa e o potencial está lá.
 
Só que um serviço com uma empregada simpática mas sem aquele entusiasmo que cativa o cliente, juntamente com um tempo de espera injustificável por uma sangria de espumante (que por sinal estava muito boa) e uma quase intoxicação por um produto de limpeza insuficientemente diluído que usaram para limpar a mesa ao lado enquanto estávamos a comer, mais os detalhes que referi anteriormente, fizeram que uma refeição que podia ser memorável não o tenha sido.
 
Mas hei-de voltar, nem que seja para experimentar a sangria de cerveja, coisa que eu, pessoa que vive debaixo de uma pedra, nunca tinha ouvido falar! 
 
 

Happy Comida Caseira

 

Happy Comida Caseira

 

Happy Comida Caseira

 

Happy Comida Caseira

 

Happy Comida Caseira

 

Happy Comida Caseira

 

Happy Comida Caseira

 

Happy Comida Caseira

 

 
 

Happy Comida Caseira Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Arrumar a Mala para as Férias

22.08.18, Triptofano!

Falta uma semana menos um dia para eu ir em direcção às minhas tão bem merecidas férias (pelo menos eu sinto que desesperadamente as mereço) e o cara-metade já começou a fazer a mala e a insistir que eu também tenho de começar a preparar as coisas.

 

Tendo em conta que eu sou o tipo de pessoa que enfia tudo ao molho dentro da mala quando faltam duas horas para se estar no aeroporto, só de pensar que ele quer que eu comece já a planear sinto o meu cérebro a dar um nó.

 

E vocês, preparam as coisas com antecedência ou é tudo em cima do joelho?

Cerave - As Ceramidas em Creme

21.08.18, Triptofano!

Se há algo que ainda não me apoquenta esse algo é a pele seca.

 

Também é verdade que tenho cuidados e hidrato com muita frequência o maior órgão do nosso corpo, mas se por alguma razão passo um par de dias sem colocar creme a minha pele não se ressente.

 

Pelo contrário a minha mãe sofre horrores com a secura da pele, mas curiosamente apenas na zona das pernas. Basta-lhe ficar um dia sem aplicar um hidratante que a pele começa logo a queixar-se, ficando áspera e a descamar e muito desagradável ao toque.

 

Por isso é que quando chegaram à farmácias umas amostras da Cerave soube que ela era a pessoa correcta para me dar feedback sobre o produto.

 

Cerave

 

A Cerave é uma marca criada em 2005 com o apoio de dermatologistas, sendo que presentemente é líder do seu segmento no mercado americano.

 

A preocupação fulcral da Cerave são as alterações da barreira cutânea, visto que estas alterações desencadeiam e mantêm certas patologias da pele.

 

Quando existem modificações na barreira cutânea a pele fica mais susceptível a agressões, sejam estas físicas (como os raios UV), químicas (como os alergénicos) ou biológicas (como os agentes infecciosos). Além disso a pele corre maior risco de desidratar.

 

As agressões e a desidratação que a pele sofre a certo ponto vão causar inflamação, stress oxidativo e desequilíbrio no pH e na flora microbiana, que irão por sua vez desencadear patologias crónicas como a pele seca, a alergia, a psoríase, o eczema, a atopia, o acne e/ou a rosácea.

 

Uma das alterações na barreira cutânea mais impactantes é a diminuição de ceramidas (um composto lipídico), em especial a 1, a 3 e a 6-II, sendo que esta diminuição também está associada ao envelhecimento cutâneo.

 

Para terem noção aos 21 anos possuímos a nível das mãos e do rosto 100% de ceramidas, enquanto que aos 50 esta percentagem diminui para 63% nas mãos e 37% no rosto.

 

A linha Cerave é rica numa mistura de fitoceramidas naturais derivadas de plantas, muito idêntica às existentes na pele. Repondo assim as ceramidas perdidas vai-se ter uma diminuição da pele seca por redução da perda de água, ao mesmo tempo que há uma hidratação activa e um auxílio na reparação da barreira cutânea.

 

Possui também na sua composição ácido hialurónico, que favorece a hidratação e retêm água na pele, e glicerina, que é uma substância detentora dum alto poder hidratante e protector.

 

Outra coisa muito interessante, e isto entrando um pouco mais no domínio da tecnologia farmacêutica, é que Cerave utiliza a tecnologia MVE, que basicamente consiste na utilização de um vector que difunde continuamente as substâncias activas na pele durante 24 horas, havendo apenas a necessidade de aplicar o produto uma vez por dia, ao contrário de muitos outros cremes cuja libertação prolongada é feita via lipossomas o que implica uma necessidade de reaplicação a cada 4 horas.

 

A gama Cerave é adequada para crianças a partir dos 3 anos, é hipoalergénica, isenta de perfumes e parabenos e não tem efeito comedogénico.

 

Apesar de toda a literatura falar maravilhas das ceramidas em formato creme faltava a coisa mais importante, a opinião da senhora minha mãe que era a pessoa que ia testar o dito cujo.

 

E o veredicto foi positivo!

 

Que hidratou muito bem as pernocas dela e que sentiu a pele macia e confortável.

 

O produto não possui realmente cheiro, e acreditem que ela é muito picuinhas relativamente a fragrâncias.

 

A referência que ela usou foi o bálsamo hidratante para peles secas a muito secas, e era previsível que ele fosse gordo, e realmente foi.

Segundo a minha mãe é mais gordo que a loção corporal da Nivea ou o creme Xemose da Uriage, mas menos gordo que o creme da lata azul da Nivea.

 

Porém foi de fácil absorção e não deixou aquela sensação pegajosa que uma pessoa odeia depois de espalhar creme no corpo.

 

Por isso se vocês lutam contra a pele seca do corpo e nada parece resultar dêem uma oportunidade à gama Cerave - e quando experimentarem deixem-me feedback na caixa de comentários!

 

Cerave Bálsamo Hidratante

 

 

5 Coisas para Fazer num Voo de Longo Curso

21.08.18, Triptofano!

dESarrumada lançou um apelo na blogesfera relativamente a sobre o que fazer numa viagem de avião muito longa, especialmente quando se é portador de olhos sensíveis que impedem que uma pessoa leia ou veja televisão durante muito tempo seguido, e eu, como quase perito em ficar com o cu ligeiramente aquadradado, resolvi partilhar com ela e com todos os que tiverem interesse em saber, as minhas técnicas para que o tempo passe mais depressa quando estamos fechados horas a fio num avião.

 

 

1 - Destralhar

 

Todos temos uma mala/carteira/mochila onde acumulamos tralha desde 1986 e que religiosamente garantimos a todos os que nos quiserem ouvir que vamos arrumar no fim-de-semana seguinte (fim-de-semana este que nunca chega!).

 

É o local onde encontramos o panfleto que garante que a teoria que descendemos dos macacos é uma conspiração criada pelo governo manchado com óleo da metade do bolo de arroz de há três semanas atrás, a mecha de cabelo da colega do escritório que nos faz a vida negra e que vamos usar para fazer um ritual de magia negra e 46 pacotes de açúcar porque nunca sabemos quando é que vamos ter uma hipoglicémia e mais vale estarmos prevenidos que cairmos redondos no chão.

 

Uma viagem de avião é a oportunidade perfeita para mandar para o lixo o que não presta, comer aquilo cujo bolor ainda dá para ignorar e colocar em ordem as coisas que são importantes como o cartão de cidadão do nosso filho ou  a imagem de uma santinha que a nossa mãe nos deu e nunca tivemos coragem de deitar fora por medo de uma suposta maldição que nos daria pêlos púbicos encravados semanalmente.

 

Sim eu sei que uma pessoa já fica nervosa quando vai para o avião por causa do peso da bagagem e se tem que pagar algum extra ou não, mas vejam isto como um investimento. Vão levar quilos de coisas inúteis com vocês, mas vão finalmente ver-se livres delas para depois terem mais espaço para trazerem coisas inúteis de regresso - bem dizia Lavoisier que nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

 

Se forem viajantes assim mais abonados e tiverem wi-fi a bordo podem até aproveitar um par de horitas da viagem e fazer a validação electrónica das facturas, não deixando tudo para a última da hora como 99% da população!

 

 

2 - Meditar

 

Vocês sempre quiseram ser pessoas calmas, serenas, centradas e tudo e tudo e tudo, só que no dia-a-dia meditar é sinónimo de ficarem a ressonar no banco do comboio com baba a escorrer-vos pelo queixo e altas probabilidade de passarem a vossa paragem.

 

Um voo de longa duração é a vossa oportunidade para finalmente imbuírem-se no espírito da meditação. Saquem todas as apps que existam para o vosso telemóvel, ponham o volume do mesmo no máximo e embarquem na fantástica viagem dentro de vocês mesmos!

 

Ouçam os passarinhos, os gorgolejos dos rios, sintam luzes azuis a invadir a vossa cabeça, os vossos pés e mesmo entre o nalguedo.

 

Estejam conscientes da vossa respiração, do cheiro a suor da pessoa do lado e do barulho estranho que o motor do avião está a fazer.

 

Sintam os vossos chakras a alinharem-se, descubram verdades universais que antes não estavam ao vosso alcance, como o facto de terem o períneo sempre assado é devido ao papel higiénico reciclado que usam, pronunciem mantras de forma repetida mas evitem fazê-lo se estiverem a ir ou voltar para os Estados Unidos, porque as probabilidades de vos confundirem com terroristas aéreos é grande.

 

Se nada disto vos interessar podem sempre optar pela pintura relaxante, usando um daqueles livros de colorir que supostamente deixam uma pessoa mais calma mas que a mim provocam palpitações sempre que pinto fora da linha!

 

 

3 - Treinar para o Guiness

 

Todos nós sonhamos secretamente em um dia ter o nosso nome no Guiness.

 

Pode ser por algo extraordinário, como maior número de crianças africanas desparasitadas em simultâneo, ou algo não tão extraordinário, como maior perda de peso corporal devido a diarreia do viajante.

 

Uma viagem de avião de longo curso é o local perfeito para vocês conseguirem bater um record.

 

Deixo-vos algumas sugestões de records que podem tentar conquistar:

  • Maior número de trombos nas pernas sem causar morte devido a estarem há quinze horas sem se mexerem
  • Maior volume de urina armazenada na bexiga porque sempre que tentam ir à casa-de-banho está uma fila descomunal mas na realidade não querem é confessar que tem medo de ficarem presos dentro da dita cuja mesmo sabendo que ela dá para abrir por fora
  • Menor tempo para comer tudo (incluindo a manteiguinha e bolachas) aquilo que vem no tabuleiro do almoço sem dar nenhuma cotovelada no passageiro do lado
  • Maior tempo de permanência com o cinto posto após aterragem até desaparecer o sinal luminoso (pessoalmente acho que este é o mais fácil de ganhar, que mal se sente uma rodinha a bater na pista começa logo a ouvir-se os cintos todos a abrirem-se)
  • Maior número de malas encafuadas no espaço para bagagens por cima dos assentos sem que nenhum outro passageiro reclame pelo facto de ter de colocar a dele no fundo do avião
  • Maior número de minutos que conseguem aguentar sem ideias homicidas relativamente à criancinha que está a berrar descontroladamente desde o check-in e vos coloca em causa a vossa sanidade mental

 

4 - Criar um argumento para uma história da TVI

 

Que melhor local para porem as vossas capacidades de argumentista em acção que um avião repleto de passageiros com cheiro a sandes de torresmos embrulhadas em película aderente e a bálsamo tigre do chinês para as dores do reumático?

 

Será que o casal à vossa frente é mesmo um casal ou estão simplesmente a disfarçar porque na realidade são mulas de droga?

O passageiro do 18 F será o pai perdido da jovem do 24 B visto terem o mesmo nariz batatudo?

A criança de oito anos que está a ouvir em repeat os maiores êxitos da Floribella será na verdade um reptiliano disfarçado a congeminar planos para conquistar o mundo?

Quem é que libertou um peido pantufa, o idoso atrás de vocês ou o homem de negócios ao vosso lado? E porque é que o peido cheira tão mal, será que há uma intolerância ao glúten não diagnosticada?

 

Como podem ver cinco horas depois tem 4 temporadas de telenovela que podem vender à TVI e dessa forma prolongar mais três semanas as vossas férias!

 

 

5 - Flertar com os Comissários de Bordo

 

Antes de mais que fique bem claro que eu estou a falar de flertar, não assediar descaradamente, já que não pretendo que ninguém seja preso e depois venha colocar as culpas em mim.

 

Flertar com o comissário de bordo é algo que além de fazer o tempo passar mais depressa pode trazer algumas regalias, como um desconto extra no dutty free, ou um cobertorzinho suplente quando colocam o ar condicionado no máximo e parece que vamos morrer de hipotermia, ou mesmo mais uma daquelas garrafinhas de vinho que não devíamos beber porque já estamos visivelmente alcoolizados.

 

Flertar com o comissário de bordo (ou a comissária de bordo, cada um seduz quem quiser que eu não julgo) é toda uma arte. Não se pode ser descarado que para isso uma pessoa concorria ao Love on Top. 

 

Algumas técnicas para um flirt com sucesso:

  • Lançar a cabeça para trás enquanto se mexe no cabelo de forma sensual no momento em que estamos a entrar na casa-de-banho do avião fazendo o comissário imaginar o que poderiam fazer dentro daquele cubículo
  • Pedir su-mo-de-to-ma-te articulando cada sílaba de forma pronunciada mostrando as nossas beiças quando ele questionar o que desejamos beber
  • Deixar cair os amendoins todos para dentro da t-shirt/blusa e fazer um ar de admiração/ai-que-tonto-que-sou para a depois levantarmos afim de sacudir os ditos cujos enquanto mostramos os nossos super definidos abdominais!
  • Quando nos perguntar se queremos o prato de carne ou vegetariano responder você muito rápido seguido de um ataque de tosse super natural
  • Pedir que nos ajude a tirar a mala do compartimento das bagagens, mesmo que tenhamos um metro e noventa - nesse caso alegar que os nossos pulsos são delicados. Quando ele estiver a retirar a mala aproveitar para tentar ajudar e roçar um bocado o nosso corpo no dele. Esta operação ainda terá mais sucesso se no fim tirarmos um livro da mala com um título sugestivo como Sem Limites ou Dar Tudo Sem Compromisso, e fizermos questão que ele veja que além de sensuais também somos intelectuais, que isto ler não é para todos!
  • Durante a noite, quando todos estiverem a roncar, chamar o comissário e pedir um copo de água, alegando que estamos muito secos e precisamos que ele nos hidrate, enquanto mordemos o lábio subtilmente, de forma a não sermos vulgares.

 

E pronto, estas são as minhas sugestões para passarem mais rapidamente o tempo que estiverem enclausurados dentro de um avião!

 

Lembram-se de mais algumas? :)

A marcha dos refugiados: uma experiência social

20.08.18, Triptofano!

Olá leitores do Triptofano! Daqui o Cara Metade! 

 

Há algum tempo que não falávamos. É bom estar de volta!

 

Hoje quero partilhar convosco uma experiência diferente que tive, faz dias, na Hungria (o resultado daquilo a que muitos chamam de experiências sociais). Estive por lá durante três semanas, para participar num projeto Erasmus+ chamado “European Food Culture”, com mais 60 pessoas. O principal objetivo deste programa era, a pretexto das Cozinhas tradicionais dos 10 países envolvidos, falarmos sobre os nossos pontos de convergência, em termos de comida e cultura e escrevermos um livro de receitas de âmbito Europeu.

 

Mas, porque a isto se associa o tema do diálogo intercultural e da tolerância entre os povos, houve um especial foco na tão atual questão dos refugiados e nas migrações com destino à Europa.

 

Estando na Hungria, eurocética e cética sobre os migrantes e refugiados (país que tem dois muros a circundar as suas fronteiras), num projeto europeu e com um historial de ascensão do discurso populista e nacionalista dos seus sucessivos governos, decidiu a organização, onde me incluía, fazer uma simulação de uma marcha de refugiados.

 

Tirando proveito de estarmos a uns curtos passos da fronteira com a Croácia, o croqui estava montado: sem aviso prévio, haveria um figurante a fazer de agente de controlo fronteiriço que haveria de acordar todos os participantes às 7 da manhã e pedir-lhes que abandonassem todos os seus pertences e que levassem apenas a sua identificação. Dir-me-ão: mas isso não se compara à triste realidade que um refugiado em situação real enfrenta. Concordarei e direi que nenhum de nós imagina o que é estar nessa situação, se nunca esteve. Mas, direi também, que foi o suficiente para pôr a nu todos os preconceitos que temos e experimentarmos, em parte, algumas das emoções que todos sentem perante a injustiça e a incerteza. Já lá irei.

 

Desde logo, o figurante estava instruído para não falar uma única palavra de inglês. Teria formulários, escritos em húngaro e faria controlos pontuais discriminando uns participantes em detrimento de outros, baseado nas suas caraterísticas físicas e país de origem.

 

O medo das pessoas era real. Ninguém sabia ao que ia. Unicamente que se dirigia para a fronteira Húngaro-Croata para-sabe-Deus-o-quê. E foi então que começaram os estereótipos.

 

A cada controlo de identidades feito pelo Agente de controlo fronteiriço, a angústia crescia. “I now understand: if you look like a muslim, you get controlled”. As explicações multiplicavam-se. O(s) preconceito(s) também. Incluindo na delegação Portuguesa, em que houve um membro barrado, em que registei a seguinte frase “Eu disse logo ao Carlos que ele ia ficar para trás. Ele tem uma pele escura e parece um cigano. O Miguel é mais normal”. E tantas outras frases que fui registando ao longo do caminho em direção à fronteira.

 

Houve quem questionasse o suposto Agente. Quem lhe dissesse que era licenciado e intectualmente perspicaz. Houve até uma psicóloga do grupo que se ofereceu a ficar ao lado do Agente para o ajudar na missão desse dia para com este grupo. Houve quem lhe perguntasse quem é que ele pensava que era porque, assim se sabia, aquele território ainda era Europeu. E que tinha direitos.

 

Uns passos mais adiante e a organização aí tinha deixado alguns mantimentos. Depois de muita falta de ética do suposto Agente. Depois de muitas questões. Depois de muita relação divergente com a autoridade. Depois de muitos receios e desesperos e de pensamentos de grupo que tencionavam aniquilar a estratégia do Agente.

 

Houve então um momento em que a organização explicou a simulação. E todos tiveram a oportunidade de dizer o que sentiram. Alguns sentiram raiva por terem abandonado os seus pertences sem mais. Outros pela impotência que sentiram na abordagem à autoridade. Outros porque foram privados de prosseguir e teriam de, aí, abandonar o país.

 

Eu partilhei as frases que registei ao longo do caminho e houve um consenso: é a pura verdade. Estávamos na União Europeia. Tínhamos direitos. Mas, numa situação contingencial como aquela, nada disso era mais verdade. Nada era verdade, na verdade. Nenhum direito que reclamávamos era universal e garantido. As injustiças e a arbitrariedade no trato fizeram mossa. A incerteza dava-lhes um nó na garganta. E tudo isto foi uma simulação.

 

Conseguem entender agora a estupidez da falta de tolerância e compreensão na questão dos migrantes? Como todas as experiências sociais cai no ridículo da simulação.

 

Mas eles conseguiram. E mais curioso ainda.

 

Percebemos todos que a nossa Europa sempre teve migrações e tolerância como nomes do meio.

 

 

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O Quintal

19.08.18, Triptofano!

Há muitos anos atrás ir jantar na Amadora era sinónimo de ir comer um hambúrguer no centro comercial Babilónia e acender uma vela a pedir a protecção divina para voltarmos para casa com todas as peças de roupa no nosso corpo.

 

Pronto, confesso que posso estar ligeiramente a exagerar, mas há uns 15 anos atrás o panorama da cidade era completamente diferente daquele que encontramos hoje, apesar de ainda haver muito caminho para ser feito.

 

Agora é com satisfação que vejo que começam a aparecer restaurantes com qualidade que tem a capacidade de fazer as pessoas sair do centro de Lisboa e rumar a zonas mais periféricas.

E depois  é uma bola de neve.

Quanto mais pessoas começarem a visitar zonas consideradas menos nobres mais estabelecimentos vão abrir para aproveitar o boom de visitantes, e mais estabelecimentos significa ainda mais pessoas.

 

O Quintal é um dos restaurantes que faz com que a Amadora esteja na boca do povo, e tem boas razões para isso.

 

Quando se chega tem que se bater à porta, mas não de uma forma desconfortável, como quando queremos sair à noite e não sabemos se o porteiro nos vai deixar entrar, é mais como se estivéssemos a chegar a casa de uns amigos de longa data.

 

Ao entrar-se somos atingidos a alta velocidade com toda a surpresa.

 

Primeiro uma antecâmara que é uma autêntica sala de visitas, onde nos sentamos a aguardar um pouco que nos levem à mesa.

Depois, atravessado um pequeno corredor, chega-se à sala de jantar, um local espaçoso com todas as paredes de um tom cinzento que nos fazem questionar se o edifício ainda está em construção, exceptuando uma, pintalgada de enésimos tons, como se um adulto com uma crise de diabetes a tivesse atacado em vez de pintado. Cada cadeira é da sua nação, o que corrobora o sentimento de que estamos num local familiar onde podemos ser nós mesmos.

 

A refeição começou com uma manteiga aromatizada com coentros e um toque de endro, que foi gulosamente espalhada pelas diversas variedades de pão que se encontravam na mesa. Havia outras pequenas entradas que apesar de terem bom aspecto não foram provadas.

 

Agora confesso-vos, se eu soubesse que as moelas que pedi para entrada eram assim tão fantásticas tinha racionado melhor o pão, porque depois de as devorar todas sobrou-me tanto molho e nada para molhar nele.

Perdi a vergonha (que já não é muita) e toca de besuntar o dedo - vale a pena!

 

Para a mesa também vieram uns estaladiços de alheira com grelos e molho agridoce, que mal vi no menu tive bastante curiosidade em experimentar.

 

Foi um mix-feeling. Por um lado a massa estava irrepreensível, e o toque do agridoce nos lábios transportava-nos para um ambiente asiático para rapidamente voltarmos para terras lusas com o sabor da pasta de alheira e grelos. Por outro, tive pena que o rácio massa:recheio estivesse algo desequilibrado. Tinha gostado de ver menos massa e mais recheio, de forma a harmonizar a experiência.

 

Nos pratos principais a minha escolha recaiu para uns bem confeccionados lagartinhos com batata frita caseira acompanhada de uma maionese de alho, enquanto que o cara-metade cravou o dente numas saborosas (mas ligeiramente frias) costeletas de borrego com esparregado.

 

Para a sobremesa (e tenho aqui já a dizer que achei que o valor desta estava um bocadinho upa upa puxadote) trouxeram-nos à mesa todas as opções para que os olhos pudessem comer antes do estômago.

 

Decidimos dividir uma banoffee, e não foi mau, mas também não foi memorável.

 

Percebo que possam ter tentado criar a base da banoffee com um crumble mas no meu gosto estava um bocadinho duro demais para ser agradável além de ter sentido falta de mais banana fresca - uma rodelinha no topo não alegrou o meu dia.

 

O atendimento no Quintal foi fantástico, muito simpático e prestável, apesar de achar que talvez quando estamos a lutar contra uma costeleta de borrego mordendo-a furiosamente não seja a melhor altura para perguntar se já terminámos, mas pronto, isto sou eu a ser comichoso!

 

Se vale a pena visitar o Quintal?

 

Vale sim senhor. Pela surpresa que o espaço nos transmite, pela qualidade da comida e pela simpatia do atendimento. Há pequenos detalhes a melhorar é certo, mas quando saímos porta fora a sensação que fica é que foi tempo e dinheiro bem empregue!

 

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

 

O Quintal Amadora

 

 

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

O Quintal Amadora

 

O Quintal Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

ZZ Cream

18.08.18, Triptofano!

Existe o BB cream, o CC cream, o DD cream, e pelos vistos no Brasil uma nova letra veio-se juntar a este abecedário de beleza, o ZZ cream.

 

Finalmente alguém lembrou-se daquele grupo supostamente insignificante de pessoas que responde pelo nome de homens, por isso o ZZ cream vem colmatar essa falha no mercado.

 

Tal como os outros cremes dupla letra, o ZZ é um creme multi-funcional mas direccionado às especificidades da pele masculina, que comparativamente à pele feminina normalmente possui uma sudorese mais intensa, é mais oleosa, tem um contorno dos olhos mais marcado além de sofrer agressões diárias no caso de quem sistematicamente usa lâmina de barbear!

 

O que é que promete o ZZ cream?

 

Matificar a pele, reduzindo a oleosidade cutânea excessiva de forma a não parecermos uns faróis em noite de nevoeiro, cobrir as pequenas imperfeições da pele ao mesmo tempo que confere uma hidratação intensa, prevenir o aparecimento de rugas e suavizar as que já estão instaladas no rosto, reduzir o efeito inflamatório causado pelo uso contínuo das lâminas de barbear e proteger contra danos causados pela exposição solar - basicamente depois de usarmos este creme estamos prontos para aparecer em qualquer grande filme de Hollywood.

 

Porque é que se chama ZZ cream e não HH cream?

 

Nos sites que encontrei a explicação referia-se ao facto de ser um creme para um homem da geração Z, nascido a partir de 1989.

 

Só que infelizmente não podemos acreditar em tudo o que se lê na Internet, e a geração Z começa em 1998, sendo que a maior parte dos integrantes ainda não precisa de começar a colocar creme na cara, mas o importante é que comece a existir mais opções direccionadas para homens para não haver aquela desculpa que o creme tem uma senhora no anúncio por isso só pode ser para mulheres (...)

 

Para terminar, por favor minha gente, não fiquem todos entusiasmados e comecem a comprar online o ZZ cream Zhongzhou Zinc Oxide - Não é a mesma coisa!!!

 

Apesar de se chamar ZZ cream, este creme asiático é utilizado para tratamento de acne e rosácea, e não tem de todo as características de um creme para a suposta geração Z!

 

ZZ cream

 

Eu disse que ia terminar mas só mais um pequeno detalhe, investiguem tudo o que encontram na Internet, investiguem até à exaustão.

 

Em todos os sites em que encontrei informações sobre o ZZ cream a imagem anterior figurava, com uns senhores todos cuidadosos com a pele e uns cremes ZZ.

 

Só que a gama ZZ da marca AnneMarie Borlind não é específica para homens, é sim uma gama para pele sensível com um efeito anti-stress.

 

Eu sei que é fácil chegar à Internet e fazer copy e paste, agora difícil é dar informações correctas e que acrescentem valor!

 

Pergunta à Comunidade...

17.08.18, Triptofano!

Já sabem que eu sou uma pessoa assim ligeiramente curiosa (coisinha mínima nada de extraordinário) e hoje estava eu sentado na sanita com o computador no colo a viajar na blogesfera quando pensei, o que é as outras pessoas farão quando estão a fazer as suas necessidades?

 

Conheço quem fume um cigarro, quem aproveite para ler os e-mails, há aqueles que preferem uma revista ou mesmo para tomar o pequeno-almoço!

 

E vocês, perdem eternidades na sanita ou nem sequer aquecem o rabo no tampo da mesma?

 

O que é que costumam fazer quando lá estão sentados?

 

Sou a única pessoa a achar que estar em modo fusão com a louça sanitária, mesmo depois das necessidades feitas, tem o seu quê de relaxante?

Óleo de Coco para Pele Oleosa: Sim ou Não?

16.08.18, Triptofano!

Já tinha ouvido falar das propriedades quase miraculosas do óleo de coco e das mil e uma utilizações que ele possui, mas só depois de vir trabalhar para a zona de Sintra é que percebi que o número de pessoas que o utiliza é muito maior do que eu alguma vez imaginei.

 

Na zona onde está situada a minha farmácia há uma grande comunidade africana, e por norma a pele negra é uma pele oleosa, sendo por isso que as pessoas detentoras dessa pele parecem mais novas do que a sua real idade, já que a pele não envelhece tão rapidamente como uma pele seca.

 

Após conversar com muitas pessoas cheguei à conclusão que a maior parte delas usa óleo de coco na cara principalmente por duas razões: porque sentem que a pele está seca ou porque querem controlar o excesso de oleosidade na pele.

 

Sim eu sei que uma rápida consulta no Dr. Google vai dizer que o óleo de coco é fantástico para qualquer uma das situações, mas não devemos acreditar em tudo o que lemos sem antes fazer uma investigação mais aprofundada.

 

Primeiro, quando as pessoas se queixam que a pele está seca mas continuam a ter oleosidade na zona T, é porque na realidade falta-lhes água na pele, e o óleo de coco não é o melhor produto para resolver esse problema.

 

Em segundo, tentar controlar o excesso de oleosidade com ele é a mesma coisa que nos atirarmos de um avião sem para-quedas. É morte na certa.

 

O óleo de coco é um dos óleos mais espessos existentes, e quanto mais espesso mais dificilmente vai ser absorvido de forma adequada pela pele. Assim o que acontece é que o óleo de coco vai permanecer no topo da derme criando um filme por cima do poro. 

 

As bactérias e as células de pele mortas tapadas pela camada de óleo de coco vão começar a multiplicar-se mais rapidamente o que leva a que o corpo produza um excesso de sebo, sebo este que pode dar origem a acne.

 

E não se iludam com aqueles que dizem que o melhor é o óleo puro ou o óleo fraccionado.

 

Na realidade, a versão fraccionada, à qual foi retirada as cadeias longas de ácidos gordos, é mais leve e melhor tolerada pela pele, mas não deve na mesma ser usada em peles oleosas, por causa do risco de obstrução dos poros.

 

Por curiosidade, se não souberem se o produto que estão a comprar é puro ou fraccionado basta verem qual o estado em que ele se encontra. Se for líquido é fraccionado, se for sólido é puro!

 

E agora o que é que vão fazer com todo aquele óleo de coco que compraram?

 

Uma opção é espalharem na pele do corpo de forma a terem uma hidratação mais profunda.

 

Outra alternativa é usarem-no como desmaquilhante.

 

O óleo de coco é um óptimo removedor de maquilhagem sendo muito bem tolerado por quem tem peles mais sensíveis. Não conseguem encontrar um produto para remover a vossa sombra dos olhos sem que eles fiquem a arder? Talvez o óleo de coco seja a vossa solução.

 

Ter apenas atenção a dois aspectos.

 

Em peles sensíveis usar sempre um algodão ou compressa o mais suave possível, de forma a minimizar irritações.

 

Em todos os tipos de pele depois de fazer a limpeza com o óleo de coco é obrigatório enxaguar o rosto de forma a retirar resíduos do rosto. É que se saltarmos esse passo terminamos com um rosto perfeitamente desmaquilhado mas na mesma com os poros obstruídos!

 

Óleo de Coco para Pele Oleosa