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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Óleo de Coco para Pele Oleosa: Sim ou Não?

16.08.18, Triptofano!

Já tinha ouvido falar das propriedades quase miraculosas do óleo de coco e das mil e uma utilizações que ele possui, mas só depois de vir trabalhar para a zona de Sintra é que percebi que o número de pessoas que o utiliza é muito maior do que eu alguma vez imaginei.

 

Na zona onde está situada a minha farmácia há uma grande comunidade africana, e por norma a pele negra é uma pele oleosa, sendo por isso que as pessoas detentoras dessa pele parecem mais novas do que a sua real idade, já que a pele não envelhece tão rapidamente como uma pele seca.

 

Após conversar com muitas pessoas cheguei à conclusão que a maior parte delas usa óleo de coco na cara principalmente por duas razões: porque sentem que a pele está seca ou porque querem controlar o excesso de oleosidade na pele.

 

Sim eu sei que uma rápida consulta no Dr. Google vai dizer que o óleo de coco é fantástico para qualquer uma das situações, mas não devemos acreditar em tudo o que lemos sem antes fazer uma investigação mais aprofundada.

 

Primeiro, quando as pessoas se queixam que a pele está seca mas continuam a ter oleosidade na zona T, é porque na realidade falta-lhes água na pele, e o óleo de coco não é o melhor produto para resolver esse problema.

 

Em segundo, tentar controlar o excesso de oleosidade com ele é a mesma coisa que nos atirarmos de um avião sem para-quedas. É morte na certa.

 

O óleo de coco é um dos óleos mais espessos existentes, e quanto mais espesso mais dificilmente vai ser absorvido de forma adequada pela pele. Assim o que acontece é que o óleo de coco vai permanecer no topo da derme criando um filme por cima do poro. 

 

As bactérias e as células de pele mortas tapadas pela camada de óleo de coco vão começar a multiplicar-se mais rapidamente o que leva a que o corpo produza um excesso de sebo, sebo este que pode dar origem a acne.

 

E não se iludam com aqueles que dizem que o melhor é o óleo puro ou o óleo fraccionado.

 

Na realidade, a versão fraccionada, à qual foi retirada as cadeias longas de ácidos gordos, é mais leve e melhor tolerada pela pele, mas não deve na mesma ser usada em peles oleosas, por causa do risco de obstrução dos poros.

 

Por curiosidade, se não souberem se o produto que estão a comprar é puro ou fraccionado basta verem qual o estado em que ele se encontra. Se for líquido é fraccionado, se for sólido é puro!

 

E agora o que é que vão fazer com todo aquele óleo de coco que compraram?

 

Uma opção é espalharem na pele do corpo de forma a terem uma hidratação mais profunda.

 

Outra alternativa é usarem-no como desmaquilhante.

 

O óleo de coco é um óptimo removedor de maquilhagem sendo muito bem tolerado por quem tem peles mais sensíveis. Não conseguem encontrar um produto para remover a vossa sombra dos olhos sem que eles fiquem a arder? Talvez o óleo de coco seja a vossa solução.

 

Ter apenas atenção a dois aspectos.

 

Em peles sensíveis usar sempre um algodão ou compressa o mais suave possível, de forma a minimizar irritações.

 

Em todos os tipos de pele depois de fazer a limpeza com o óleo de coco é obrigatório enxaguar o rosto de forma a retirar resíduos do rosto. É que se saltarmos esse passo terminamos com um rosto perfeitamente desmaquilhado mas na mesma com os poros obstruídos!

 

Óleo de Coco para Pele Oleosa

 

 

 

Santorini - Um restaurante Grego em Terras Lisboetas

16.08.18, Triptofano!

Nos meus tempos de universidade tive a possibilidade de ir fazer a minha tese de mestrado em regime Erasmus, o que me permitiu fazer as malas e passar três meses num país estrangeiro.

 

O meu destino foi a Grécia e confesso que em parte a escolha foi devida ao sucesso colossal que o Mamma Mia tinha tido recentemente.

 

Imaginava-me livre e contente a dar saltinhos montes abaixo enquanto cantava a plenos pulmões o Dancing Queen e a viver um tórrido romance de verão.

 

A realidade mostrou-se ligeiramente diferente, visto que havia montes mas da minha parte não saiu nenhuma cantoria mas sim litros de suor e muitas palavras censuradas, e o mais perto que tive de viver um romance de verão foi uma série de encontros com um moço que tinha uma mão de manequim exposta na entrada de casa e que me fez temer pela minha vida.

 

Porém, apesar das minhas expectativas de fazer parte de um musical da vida real terem sido defraudadas, a vida na Grécia trouxe-me coisas maravilhosas, entre elas a comida.

E por ter comido tão bem por terras helénicas é que quando voltei a Portugal me recusei a procurar restaurantes gregos, porque algo me dizia que ia ficar desiludido.

 

Tamanha abstinência durou quase 10 anos, até que decidi enfrentar os meus medos e visitar o Santorini Coffee em Arroios.

 

Quando se entra percebe-se que o nome do espaço não podia ser mais apropriado, a decoração em azul e branco faz lembrar a ilha de Santorini, e para criar um ambiente mais envolvente a música de fundo é grega! (pelo menos eu ia jurar que era grega, mas o barulho das mesas ao lado não me permitiu tiras as dúvidas utilizando o shazam)

 

Para entradas pedimos umas azeitonas Kalamata (que se distinguem pela seu tamanho, cor negra e textura suave) temperadas na perfeição, uns deliciosos pastéis de arroz enrolados em folha de videira chamados Dolmadakia e o ponto alto da nossa refeição, um Feta Tiganiti, que é nada mais nada menos que uma fatia de Feta panada com ovo e sementes de sésamo, frita, e com uma cobertura de mel. 

 

Uma dica de amigo, se pedirem esta pequena maravilha, no fim, não tenham vergonhas e passem o dedo pelo prato para lamberem o mel que lá fica. É simplesmente de outro mundo.

 

Os pratos principais que vieram para a mesa foram a Moussaka grega, muito bem feita e repleta de sabor, e um prato de Gyros à moda de Creta, que é uma versão ligeiramente diferente daquela que se encontra por exemplo em Atenas mas que não lhe fica nada atrás. No Gyros o pão pita estava crocante, indiciando frescura, e a carne tinha todos os temperos certos!

 

Para terminar a refeição veio para a mesa um Galaktoboureko para partilhar, uma sobremesa que nos deixa a língua toda enrolada só de tentarmos pronunciar o seu nome, que é basicamente uma torta de leite com massa folhada, mas com um custard tão espesso que se torna complicado comê-la sozinha, já que não é uma sobremesa leve mas sim densa e pesada (mas muito saborosa!).

 

Além da comida deliciosa que se encontra no pequeno Santorini Coffee (recomendo reservarem uma mesa para terem a certeza que encontram lugar) também o atendimento merece destaque.

Simpático, rápido, prestável, eficiente, verdadeiramente de se lhe tirar o chapéu.

 

Nem o quadro eléctrico a disparar um par de vezes, ou os pingos do ar condicionado ou o ligeiro cheiro a fritos que nos ficou na roupa no fim da refeição foram suficientes para ficarmos com má impressão do local.

 

A comida e o atendimento são tão bons que tudo o resto se perdoa. É realmente o efeito Hallo no seu potencial máximo!

 

 

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

Santorini Coffee

 

 

 

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