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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

30
Ago18

Dilema de Férias!


Como vim de férias numa excursão existem horários que tenho de cumprir de forma a não prejudicar o resto do grupo, e isso traduz-se em por exemplo não poder dormir até à hora que bem me apetecer.

 

Amanhã deixo Banquecoque rumo ao norte do país, e para mal dos meus pecados às sete da manhã já tenho que estar com o pequeno-almoço tomado e com as malas na entrada do hotel para apanhar o autocarro.

 

O meu dilema é:

 

durmo até às seis e meia e vou num abrir e fechar de olhos tomar o pequeno almoço?,

ou

acordo às cinco e quarenta e cinco para às seis e cinco já estar a enfiar o dente em tudo o que for comida? 

 

Basicamente estou indeciso entre mais umas dezenas de minutos de sono e um pequeno-almoço buffet sem restrições!

 

29
Ago18

Como fazer uma mala de viagem!


Depois de ter transformado o meu rabiosque numa espécie de panqueca amassada após tantas horas sentado num avião eis-me chegado ao meu destino de férias.

 

Quem espreita o meu Instagram já sabe onde é que eu ando, quem não tem tempo para andar a ver as minhas fotos de gosto altamente duvidoso fica agora a saber que estou na Tailândia, mais precisamente em Banguecoque, durante dois dias, rumando de seguida à zona norte do país.

 

Um dos meus maiores medos era não ter wi-fi no hotel e ficar incontactável, mas até agora tenho tido sorte nesse aspecto.

 

Por isso resolvi (enquanto tenho acesso à Internet), depois de muita gente ficar "chocada" com a quantidade de coisas que levo de férias - sobretudo a dESarrumada e a Desconhecida que me questionaram se não pretendia levar roupa - partilhar convosco como é que eu faço a minha mala, com direito a fotos e tudo (é neste momento que metade de vocês bocejam e fecham este post! À outra metade que aguenta estoicamente até ao fim o meu muito obrigado!).

 

Como fazer uma mala

Eis as duas malas que levo de viagem.

 

Em baixo a mala de porão, resistente q.b. mas sem pesar logo dez quilos, de forma a não diminuir drasticamente o peso das coisas que podemos colocar dentro dela; e em cima a mala de cabine, uma muito velhinha Eastpak a tiracolo mas que me dá muito jeito pelo facto de ter um bolso interno e impedir que algum gatuno me tente roubar os meus valores!

 

Como fazer uma mala

A imagem acima revela o que levo dentro da minha bagagem de mão!

 

Uma bolsa com alguma medicação SOS, como medicamentos para as dores ou para a diarreia, uma muda de roupa caso a mala de porão vá parar a um continente diferente, os auriculares, um jogo do Uno, um leque por causa do calor abrasador, pastilhas elásticas, a caixa para guardar os óculos, um saco de plástico, um livro que nunca sequer abro, pensos, um bloco, canetas, elásticos, uma mola de fechar e um saco transparente com o meu spray de cortisona e um hidratante ocular em spray da Optrex.

 

Como fazer uma mala

Este é o aspecto da minha mala de porão quando a abro.

 

Primeiro que tudo o José, companhia inseparável de viagens.

Ao lado dele um saco de viagem, que curiosamente comprei na Tailândia há um par de anos atrás, e que caso necessite no regresso irá funcionar como mala de mão, já que possui mais espaço de arrumação que a mochila da Eastpak.

 

No lado direito em cima está guardado um saco para a roupa suja e um par de chinelos de piscina.

 

Por baixo está a minha roupa!

 

Como fazer uma mala

Recuso-me terminantemente a lavar roupa em tempo de férias, por isso tento levar sempre quantidade suficiente e algumas peças extra caso haja um dia que me suje ou fique demasiado porco!

 

Levo três pares de calções, dois calções de banho, uma touca, um impermeável devido às chuvas agressivas que são libertadas do céu sem grande aviso prévio, muitas cuecas, muitas meias, umas dez camisolas de manga curta e uma de manga comprimida, não vá haver um arrefecimento global dum dia para o outro e eu fique a rapar frio!

 

Então e os medicamentos e os cosméticos, onde é que eles estão?

 

IMG_20180828_120519.jpg

Eis o recheio da mala castanha!

 

Uma bolsa azul grande com a maior parte dos cremes, uma outra mais pequena tribal que comprei no Uganda com mais cremes e objectos de pequenas dimensões, como a pinça e a tesoura, uma água termal para borrifar o corpo todo quando o calor apertar, uns emplastros de calor que são a única coisa que me salva quando tenho um chilique a nível das costas, e uma caixa da Nuxe!

 

Como fazer uma mala

É nesta caixa que vai toda a medicação ao molho, tornando impossível encontrar o que quer que seja quando for preciso. Mas pelo menos sei que se não estiver aqui também não está em mais lado nenhum!

 

Para concluir, o peso total de tudo isto (menos a mala de cabine) são por volta de 15 quilos, o que nos permite trazer no mínimo uns 5 kgs de souvenirs aka bugigangas!

 

Por isso é possível ser hipocondríaco e mesmo assim ter uma mala de viagem bem arrumada e com espaço livre!

28
Ago18

Em trânsito!


Neste preciso momento estou na zona de espera do aeroporto de Istambul, a usufruir de duas horas de internet gratuita muito manhosa e a tapar o nariz para não sucumbir ao cheiro de chulé que se me entranha nos poros!

Escrever no telemóvel é do pior que existe, mas não consegui aceder à internet no tablet, e queria muito dizer-vos que há grandes probabilidades de não ter net em condições durante as férias.

Por isso se eu não der sinais de vida não estranhem, vão dando um olhinho no Instagram para verem se eu publiquei alguma foto desfocada dentro de uma gruta, e assim que puder posto um texto mais bem amanhado.

Beijinhos e abraços para todos!

28
Ago18

Kafeine - Coffee and Brunch


Sabem aquelas revistas de culinária cheias de receitas onde uma está destacada a negrito como aquela que Se fizer só uma, faça esta?

 

Pois bem, quando forem ao Kafeine é essencial provarem as tostas com manteiga de wasabi.

 

Mas vamos por partes.

 

Na minha demanda para encontrar locais onde tomar o brunch em Lisboa sem ficar automaticamente pobre, descobri um espaço recentemente aberto no Tivoli Fórum, em plena Avenida da Liberdade.

 

O Kafeine descreve-se como um espaço industrial-tropical, e quem é a pessoa que vocês conhecem que também tem um estilo industrial-tropical?

A Ana Malhoa!

E quem é que adora a Ana Malhoa?

A minha pessoa!

Por isso era o universo a enviar-me sinais de que o sítio onde eu devia estar era no Kafeine.

 

Depois de cinco minutos perdido (quando descerem as escadas rolantes para o piso da restauração não vão em frente, virem-se para a direita e para trás) encontrei o espaço, facilmente identificado pela esplanada cheia de plantas.

 

Lá dentro perdemos a noção de localização geográfica.

A parede cheia de macacos que só me faziam lembrar os da Frida Kahlo, as paredes de cimento, a iluminação, a música ambiente, as cadeiras e mesas de diferentes alturas, tudo dava a sensação que tanto poderíamos estar em Lisboa como na Cidade do México ou em Nova Iorque.

 

Mas e o brunch perguntam vocês?

 

Primeiro que tudo é barato.

13 euros para um brunch na Avenida da Liberdade é quase dado. Por eu isso eu se fosse a vocês apressava-me antes que o preço suba.

 

No brunch está incluído uma torrada ou ovos, fruta e iogurte-granola, uma pan-cake (não é erro de escrita, é mesmo assim) e um sumo ou uma bebida quente.

 

E é tudo delicioso e impecavelmente bem feito.

 

O iogurte e a granola são irresistíveis; os ovos benedict são bem cozinhados, com um molho holandês irrepreensível e ficam ainda mais gulosos porque são acompanhados de bacon; o sumo de amora e manjericão é óptimo.

 

Quanto à pan-cake, não é aquela panqueca fininha que estamos habituados a ver, mas sim um verdadeiro bolo de frigideira, alto, fofo, de fazer escorrer água pelos cantos da boca.

 

É acompanhado com fruta fresca, granola e um topping à escolha e é simplesmente memorável (apesar da granola na panqueca para mim ser dispensável e preferir que a fruta viesse ao lado de forma a conservar a sua frescura).

 

Além do brunch decidimos provar uns tacos al pastor, que para tacos não tinham nada a apontar mas para serem al pastor senti que pecaram pela falta de ananás, coentros e cebola e por um pequeno excesso de molho barbecue (adorei foi o facto de no menu haver um link para um artigo onde ensinam a comer de forma adequada os tacos sem ficarmos sujos da cabeça aos pés!).

 

Mas onde é que raio estão as tostas com manteiga de wasabi?

 

Já lá vamos!

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

 

Quando terminámos a refeição eu e o Cara-Metade ficámos com um mix-feeling, por um lado muito satisfeitos com as nossas escolhas mas por outro com pena porque havia outros pratos que nos tinham piscado o olho.

 

Por isso fizemos algo que não é nosso habitual, um par de semanas depois voltámos ao Kafeine, um bocadinho com medo que algo nos fizesse gostar um pouco menos do espaço.

 

Medo infundado, foi tudo excepcional.

 

Desde a água Kafeine, especialmente purificada por eles (sim ao que parece há locais que usam filtros XPTO para servirem água de qualidade superior e o Kafeine é um desses sítios), passando pelo couvert - guacamole, pico de gallo e tortilla chips - e terminando em todos os pratos que provámos (confesso que fomos super lambões porque provámos imensa coisa, mas apesar de termos acabado a refeição cheios não ficámos com aquela sensação de peso e indigestão como muitas vezes acontece!).

 

Relativamente aos pratos embarcámos numa viagem pelo mundo, e é fantástico ver a quantidade de pormenores, mestria e carinho que são colocados em cada um deles.

 

Desde o Pho Vietnamita para comer com pauzinhos (e que eu aconselho a comer bem quentinho) onde se encontra um equilíbrio ácido-picante da lima e da malagueta, aos Cous-Cous Ptitim de Marrocos enriquecidos com romã, alperce e limão preservado, terminando na América do Sul com um saborosíssimo Ceviche de Quiona, ceviche este que era acompanhado pelas tostas com manteiga de Wasabi.

 

E estas tostas minha gente, estas tostas eram qualquer coisa de outro mundo. Se eu pudesse tinha ido à cozinha e enfiado a língua na manteiga de Wasabi de tão boa que era! Por favor, provem!!!

 

Ainda enfiámos o dente no Burguer 100% Vaca com marmelada de cebola e um óptimo pão bretzel tostado, acompanhado com chips de batata doce, uma deliciosa maionese de chipotle e salada (e aqui a salada não são cinco folhas de alface deslavadas, tem, entre outros, rabanetes e azedas) e no Beet, um pão multigrãos com beterraba assada, queijo feta, tahini e tâmaras, simplesmente divinal.

 

Para encerrar, um café especialidade, não fosse o nome do espaço Kafeine, 100% Arábico, 100% do Brasil, sem misturas e com um sabor que vai fazer o delírio dos verdadeiros amantes do café, e uma fatia de bolo da casa, com banana e nozes-pecan, muito guloso mas um bocadinho de nada mal cozido na ponta (pessoalmente preferia que em vez da banana desidratada no topo viesse com banana fresca mas gostos são gostos!).

 

Resumindo, seja para Bruncharem ou terem um almoço mais rápido ou aventurarem-se numa volta ao mundo o Kafeine é o local que devem conhecer.

 

Com um ambiente moderno e relaxado, com um atendimento simpático e prestável, com opções saudáveis (entre elas algumas vegetarianas e sem glúten) e outras não menos saudáveis mas mais pecaminosas, o Kafeine é com certeza um sítio onde vou voltar muito brevemente.

 

Nem que seja para pedir que me dêem um "tamparulero" com manteiga de wasabi!

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

Kafeine

 

 

Kafeine Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

27
Ago18

Problemas de se ser Farmacêutico


Ser farmacêutico tem bastantes vantagens mas também os seus inconvenientes.

Um dos que me faz mais transtorno é toda a hipocondria que se manifesta quando tenho que fazer a mala para ir de férias.

 

Vejam então, eis o que a minha mãe leva de medicação:

  • Comprimidos para a Tiróide
  • Comprimidos para a Tensão Arterial
  • Comprimidos para o Colesterol
  • Gotas de Vitamina D

 

Eis o que o Cara-Metade leva de medicação:

  • Spray Nasal com Cortisona
  • Comprimidos para as Alergias
  • Ibuprofeno
  • Paracetamol

 

Eis o que eu levo de medicação:

  • Tudo o que Cara-Metade leva mas em dobro no caso de ele se esquecer de algo ou consumir mais do que o previsto
  • Cinco outros tipos de anti-inflamatórios e analgésicos para todas as dores possíveis e imaginárias, sendo alguns possivelmente proibidos em determinados países
  • Antibióticos - de largo espectro, de curto espectro, sem espectro, para infecções respiratórias, de dentes, urinárias, de pele, para diarreias incontroláveis....basicamente um arsenal maior do que o que se pode encontrar em alguns países africanos
  • Protectores gástricos
  • Comprimidos para os enjoos, náuseas e vómitos em catadupa
  • Anti-diarreicos, uns para parar, outros para controlar, outros para repor, uns para usar com febre, outros para usar sem febre
  • Laxantes, no caso de se exagerar nos anti-diarreicos ou quando se está na presença de cus envergonhados
  • Emplastros de calor caso fique entravado das costas, juntamente com uma pomada para massajar as zonas doridas
  • Multivitamínicos
  • Calmantes para usar em caso de SOS, como quando descobrimos que a opção de frango no avião já terminou e temos de ficar com o prato vegetariano que mais parece algo regurgitado por uma avestruz

 

Além de toda esta medicação claro que tenho de ir apetrechado com os produtos de beleza.

Considero que tenho feito alguns progressos porque ultimamente em vez dos tamanhos normais tenho levado miniaturas.

 

Assim de cabeça lembro-me de:

  • Perfume e desodorizante
  • Champô para estados descamativos
  • Protector solar para rosto e corpo
  • Creme para o corpo, para a cara, para o contorno dos olhos, creme de dia, de noite, sérum, máscara de hidratação SOS, hidratante para os lábios
  • Repelente para os insectos
  • Pomada para as picadas dos insectos e para os escaldões
  • Gotas hidratantes oculares
  • Litros de água termal para refrescar nas alturas de maior calor
  • Pensos, compressas, fita adesiva, betadine, bepanthene,fucidine
  • Tesoura, pinça, coisa cujo nome desconheço mas que serve para tirar os pontos negros do nariz, coisa cujo nome também desconheço para tirar a cera dos ouvidos, corta-unhas
  • Outras cinquenta e sete mil coisas que enfio para dentro da mala mas nunca sequer olho para elas

 

Agora digam-me, sou eu que sou exagerado ou simplesmente sou uma pessoa prevenida para qualquer situação que possa ocorrer?

 

26
Ago18

Bermelho


Considero-me uma pessoa de muito boa boca, ou seja, se me convidarem para tomar uma refeição em vossa casa não precisam de se preocupar por aí além com o que me vão servir, há 98% de probabilidades de eu gostar e até de pedir para repetir.

 

As únicas coisas a que eu torço o nariz, mas mesmo assim ingiro, são couves-de-bruxelas e tripa enfarinhada.

 

Por isso é quando eu e o Cara-Metade visitámos o Bermelho (assim mesmo com sotaque do norte) juntamente com uma amiga, eu arrepiei-me todo quando ele pediu para entrada a tripa enfarinhada, porque fazendo jus às minhas memórias aquele prato não era de todo a minha praia.

 

Conclusão, a nossa amiga "desgostou" apenas um pedaço, o cara-metade conseguiu comer meia dúzia, e eu tive de acabar uma tigela enorme de tamanha iguaria.

 

Foi complicado mas lá consegui, e o problema maior nem é o sabor, mas sim o cheiro. Peço desculpa pela honestidade mas as tripas enfarinhadas cheiram a cocó, e é um cheiro que fica entranhado nas unhas e nos acompanha o resto do dia causando pequenas múltiplas regurgitações!

 

Seria injusto associar o Bermelho somente às tripas, porque o resto da refeição foi bastante agradável.

 

O sumo de morango e maçã é delicioso e as tirinhas de frango com molho agridoce, que nos foram sabiamente sugeridas eram viciantes tendo sido comidas num ápice.

 

Para pratos principais vieram para a mesa um hambúrguer do caco, com cebola crocante, ovo estrelado, bacon e um irresistível molho burguer, que tinha um óptimo sabor mas que estava um bocadinho de nada seco; e duas pizzas romanas, uma de salmão fumado, que além do salmão vinha guarnecida com rúcula e mozzarella fresca, e uma tropical, com banana, abacaxi e manga (finalmente fiz-me homem, ignorei as muafas do meu mais que tudo e pedi pizza com fruta!).

 

Que as pizzas estavam boas isso é inegável, mas poderiam ainda ser melhores se viessem ligeiramente mais quentes e se a fruta da Tropical tivesse ido ao forno de forma a caramelizar, ficando com um sabor ainda mais delicioso.

 

O Bermelho é um bar de praia acima da média do que se encontra por este país fora, com um espaço amplo e agradável para se passar um par de horas.

 

O atendimento foi fenomenal: simpático, profissional, rápido e prestável!

 

A única coisa que mudaria era as moscas chatas que andavam por lá, volta e meia pousando-nos na mesa (ter em atenção que fiquei na zona interior do estabelecimento!).

 

Agora não sei se é costume isso acontecer ou se foi devido ao cheiro horrivelmente característico das tripas!

 

(Infelizmente por razões tecnologicamente desconhecidas a foto da pizza de salmão não ficou gravada no telemóvel, mas acreditem quando digo que tinha muito bom aspecto!)

 

Bermelho

 

Bermelho

 

Bermelho

 

Bermelho

 

Bermelho

 

Bermelho

 

 

Bermelho Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

26
Ago18

Barba Azul - O Melhor Sushi em Aveiro


Confesso que padeço de Lisboa-centrismo, ou seja, aquela ideia de que tudo se passa em Lisboa e que tudo o que é de bom vai-se encontrar na capital do país.

 

Não sei como é que desenvolvi tal patologia, já que os meus pais são de Castelo Branco e eu vivi grande parte da minha vida em Sintra, por isso nem sequer me posso considerar um lisboeta de gema, daqueles que vão desfilar nas marchas populares com seixos escondidos nas cuecas para arremessar à cabeça dos bairros adversários.

 

Por isso é que não quis acreditar quando o Cara-Metade me disse que o melhor sushi da vida dele tinha sido em Aveiro.

Se me tivesse dito que tinha sido em Odivelas ou em Almada eu ainda podia acreditar, agora em Aveiro não havia hipótese de tal acontecer.

 

Foi um estalo de luva branca quando ele me levou ao Barba Azul, na Praia da Barra, com vista para o farol e com um cheiro a maresia a inundar as narinas.

 

Um espaço jovem e moderno, bem iluminado e repleto de obras de arte, onde até a casa-de-banho está repleta de detalhes deliciosos (quando cheguei com a bexiga apertadinha temi pela minha vida pois não percebi onde é que era o wc já que ele está ocultado por uma porta que se funde com a parede).

 

Podia ser apenas um local in, mas não, o Barba Azul é o restaurante onde melhor comi sushi até hoje.

 

A aventura começou com uns camarões crocantes panados em amêndoa, que estavam simplesmente deliciosos.

 

Logo a seguir um temaki à Barba Azul, de salmão e pasmem-se, vieiras panadas e fritas.

Enrolado na perfeição, com recheio até ao fundo, este temaki foi a prova viva que conseguimos ter a quantidade de humidade suficiente de forma a não ficarmos com um pedaço de alga seca na boca sem termos de usar quantidades industriais de queijo philadélphia.

 

Depois o combinado de sushi e sashimi, servidos num prato espelhado cujo reflexo fazia engraçados padrões no tecto, onde o difícil foi saber o que enfiar à boca primeiro.

 

Apesar de estar tudo delicioso a minha perdição foi para o sashimi de garoupa e para uma peça com lula.

Não posso deixar de referir a presença de rodelas de lima na base de várias peças que tinham como finalidade dar um toque acídico à paleta de sabores.

 

Eu e o Cara-Metade já estávamos confortáveis, a finalizar a nossa champanhada e chá de gengibre (finalmente um sítio onde o chá de gengibre sabe a gengibre), mas decidimos que queríamos mais alguma coisinha para aconchegar o estômago.

 

Sugeriram-nos um sex on the beach que veio para a mesa com uma apresentação incrível, com um pedaço de arroz de sushi a fazer de almofada para uma toalha feita de folha, que era a cama para umas fantásticas peças de sushi quente com framboesa e amaranto.

 

Podíamos ter terminado por aqui e teria sido o melhor sushi da minha vida, mas a sobremesa levou-me ao delírio.

Quase tive um orgasmo similar ao que a Sandra Nobre teve num dos seus programas do 24 Kitchen.

 

Imaginem um Gunkan de salmão, arroz, morango e gelado montado numa rodela de lima. Vocês pegam na rodela e enfiam tudo na boca como se fosse um shot.

 

E nesse momento descobrem que existe paraíso. E percebem que a vossa vida depois desta experiência nunca mais será a mesma.

 

Se estiverem pela zona de Aveiro vão, por favor, ao Barba Azul.

Reservem mesa porque o espaço está sempre cheio e tenham alguma paciência porque o serviço não é dos mais céleres, mas se há sítio onde valha a pena ser paciente é este!!!

 

Barba Azul - Sushi Aveiro

 

Barba Azul - Sushi Aveiro

 

Barba Azul - Sushi Aveiro

 

Barba Azul - Sushi Aveiro

 

Barba Azul - Sushi Aveiro

 

Barba Azul - Sushi Aveiro

 

Barba Azul - Sushi Aveiro

 

26
Ago18

Frida Kahlo - As suas Fotografias


Frida Kahlo - As Suas Fotografias

 

Uma mulher em constante dor e sofrimento mas com uma inigualável vontade de viver e com uma força de espírito inabalável.

 

Esta é Frida Kahlo, uma das mais importantes e enigmáticas artistas da América Latina.

 

É, porque apesar da sua morte física, o trabalho e história de vida de Frida imortalizaram-na, sendo o seu fascínio geracionalmente transversal, tendo a incrível capacidade de aproximar pessoas de quadrantes da vida tão diferentes, unindo-as pela admiração a uma artista que deu luz a si mesma, calando a agonia do dia-a-dia com risos e piadas para a expressar sem nuances nas suas pinturas.

 

Frida Kahlo - As suas Fotografias, é uma exposição onde se podem encontrar 241 fotografias de Frida, com Frida, por Frida e para Frida, fotografias estas que estiveram sem ver a luz do dia durante mais de cinquenta anos.

 

Fotografias da sua família e infância, do seu amor pela arte e pelo ser humano, independentemente do género, da sua luta para viver e não se entregar prostrada a uma doença que a castrou fisicamente - em suma, uma vida imortalizada em imagens estáticas mas ao mesmo tempo repletas de movimento.

 

Pode ser visitada no Centro Português de Fotografia, na Antiga Cadeia e Tribunal da Relação do Porto, de 2ª Feira a Domingo, das 10H às 19H.

 

Pessoalmente recomendo que antes de se perderem nas fotografias e citações de Frida que invistam uma hora do vosso tempo para ver o documentário sobre a vida da artista.

 

Não é de todo aborrecido, porque aborrecida nunca foi a vida de Frida, e no fim terão uma melhor capacidade de compreender e absorver as mensagens que as fotografias encerram e ansiosamente querem transmitir.

 

Frida Kahlo - As Suas Fotografias

 

25
Ago18

Um Escaldão em Matosinhos


Vi este fim-de-semana visitar a minha gente do coração à zona norte do país, e fiquei alojado na casa de uma grande amiga em Matosinhos.

 

O plano será invadir a casa de uma outra amiga que tem piscina e passar horas infinitas a fazer fotossíntese, mas tendo sempre o cuidado de tomar banho em protector solar factor 50.

 

Perguntam então vocês, como é que é possível já ter apanhado um escaldão se ainda nem sequer vesti os calções de banho?

 

É que em Lisboa onde eu moro, o pessoal usa esquentador, e aquilo para aquecer a água demora uma eternidade, mesmo que uma pessoa vire tudo para a esquerda ainda fico um minutinho a dar saltinhos por causa dos salpicos gelados que se me chegam à pele.

 

Aqui em Matosinhos, na casa da minha amiga, existe algo chamado termo-acumulador, equipamento do demo cuja existência eu nunca recordo, por isso hoje de manhã lancei-me para dentro da banheira, virei a torneira para a esquerda, abri a água e dei um grito que deve ter sido ouvido em Vila Nova de Gaia.

 

É que a água sai automaticamente a ferver. E uma pessoa não está à espera. E quando se vai ver ao espelho descobre que conseguiu a proeza de ter um escaldão sem ter posto o corpo ao sol!!!

24
Ago18

A Tasca que me fez Voltar a Apaixonar


À primeira vista posso não parecer mas sou um amante de tascas, mas sou aquele amante moderado, que quer uma relação sem compromisso e com abertura a novas aventuras amorosas.

 

Ultimamente eu e as tascas não temos estado em sintonia, ou porque são demasiado autênticas e eu estou numa fase onde não quero ser atendido por alguém que esteja a palitar os dentes nem tomar uma refeição num sítio a pingar gordura, ou porque estão feitas para turistas, com preços para turistas e comida para turistas.

 

Por isso, quando fui ao Petisco Saloio ia com os dois pés atrás, porque algo me dizia que ia ficar desapontado.

 

Mas o meu instinto estava totalmente errado, e difícil foi sair de lá, de tão enamorado que estava com o espaço, com o atendimento e sobretudo com a comida.

 

O Petisco Saloio é um espaço não muito grande mas que ganha pelo facto de ter uma esplanada, com uma decoração clean que deixa o espaço respirar e uma escolha musical perfeita para os meus ouvidos - enquanto lá estive perdi-me na sonoridade do fado e da música popular brasileira.

 

Aberto há poucas semanas, o Petisco Saloio promete sabores tradicionais e lembranças dos cozinhados das mães e das avós, mas com pequenos twists que relevam que existe um conhecimento aprofundado por detrás da simplicidade de cada prato. Promete e cumpre!!

 

Nos couverts a minha perdição foi o queijo curado, alentejano e extremamente saboroso. O cara-metade apaixonou-se pelos saquinhos do pão, de tal forma que tive medo que ele ainda surripiasse algum (às vezes a paixão leva-nos a agir de forma pouco ponderada) mas sosseguei quando vi que ele tinha ficado mais interessado no conteúdo!

 

A refeição começou com uma patanisca de bacalhau, que ainda não se encontra no menu, mas que nos desafiaram a provar servindo de cobaias.

 

Um sabor rico e inigualável que invadiu todas as papilas gustativas é a característica principal desta patanisca. Com algumas afinações relativamente à textura densa que precisa de ser aligeirada e ao pouco de óleo a mais que ela apresenta quando chega à mesa e estamos perante uma patanisca que tem tudo para ser conhecida como "A melhor de Lisboa"!

 

De seguida vieram para a mesa moelas. E eu não me farto de dizer que adoro moelas, tenho uma autêntica perdição por moelas. E estas estavam tenras, saborosas, quase perfeitas, não fosse o molho ter um bocadinho a mais de cominhos para o meu gosto.

 

Ainda estava a pensar nas moelas quando chega à mesa o piano assado.

Se puderem provar apenas uma entrada que seja esta. Uma espécie de ribs à portuguesa, feito no forno com um toque doce, com a carne a soltar-se divinamente do osso, são a perdição de qualquer um. Garanto-vos que vão lamber os dedos, lamber o prato, chupar o osso.... e ninguém vos vai condenar por isso!

 

O choco frito é o prato perfeito para se perceber que esta cozinha de conforto possui técnica elaborada por detrás. Se o pedirem inicialmente vão ficar surpresos porque não é exactamente igual ao choco frito que se come noutros locais. O choco esse continua a ser suculento, mas vem encapsulado numa tempura de farinha de trigo e de milho, estaladiça e saborosa. Vale a pena experimentar.

 

Nesta altura já estava praticamente a rebolar, mas ainda estava para vir o arroz de gambas. Eximiamente bem confeccionado, com farta quantidade de gambas, um arroz carolino no ponto e um sabor extraordinário que lhe foi dado por uma bisque seguramente bem apetrechada.

 

O meu estômago já estava mais que dilatado, mas quando me perguntaram se queria sobremesa não consegui dizer que não. 

 

Só que receei, não pela minha vida, mas por todo o encantamento que tinha pelo local.

 

É que normalmente as sobremesas nas tascas são coisas assim sensaboronas, pouco apelativas, e que nos deixam um sabor amargo na boca.

 

Dei um salto de fé e pedi o doce da casa, aquele doce que tem tudo e mais alguma coisa, bolacha, chocolate, nata batida, leite condensado, confettis, raspa de meteorito, flatulência de alien, etc, etc, etc...

 

Levei uma colherada à boca e......era delicioso!!!

Juro que me veio uma lágrimazinha ao olho de emoção.

 

No fim ainda bebi um copo de abafadinho.

Não bebi para esquecer mas sim para brindar ao facto de ter descoberto o local que me fez voltar a apaixonar pelas tascas!

 

 

Petisco Saloio

 

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