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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Empanaderia El Pibe

06.07.18, Triptofano!

Telefonem e deixem mensagem de voz a reservar mesa.

 

É o meu melhor conselho se quiserem visitar a Empanaderia El Pibe. Porque de outra forma arriscam-se a ficar à espera enquanto os vossos estômagos roncam com fome.

 

Apesar de não ser um espaço pequeno está sempre cheio, sendo um local muito apreciado para jantares de grupo. Compreende-se o porquê visto ser um local que consegue combinar duas características diametralmente opostas - é bom e é barato. Minto, três características, também é bonito.

 

Na Empanaderia viaja-se até à América do Sul, com as cores vibrantes dos bancos e com as fotos de figuras importantes para aquela região do globo, desde políticos a jogadores de futebol.

 

Se estão à procura de um local para porem a conversa em dia com um amigo que não vêem à muito, ou aprendem linguagem gestual ou sabem ler nos lábios, porque o barulho vindo das outras mesas consegue ser ensurdecedor (todos nós sabemos como são os jantares de grupo), o que também é algo bom, porque podemos relatar detalhadamente as nossas aventuras sexuais que ninguém vai ouvir (provavelmente nem as pessoas da nossa mesa).

Por isso, gritem também um pouco mas quando a comida chegar foquem-se nela - vai valer a pena.

 

Comecem pelas empanadas, afinal são elas que dão o nome à casa.

 

Comi uma El Pibe, com polvo, grelos e cebola, que estava deliciosa - cuidado quando a morderem que há uma tendência para sair um jacto de molho disparado - e uma Pablo Neruda, muito fresquinha devido à combinação de cebola roxa, cenoura, maçã, rebentos de soja, gengibre, sementes de sésamo e molho de soja. Também dei uma trincadela na Pinochet, com um caril de vitela de bradar aos céus, e na Pablo Escobar, com chouriço e mozarella.

Ainda fiquei com vontade de provar o Papa Francisco, mas senti que era uma espécie de pecado afinfar em Sua Santidade.

 

Depois das empanadas, atirem-se a um dos pratos principais, o difícil é escolher.

 

Recomendo o El Choripan con Queso, o Lomito e a Sandwich de Chicharon. Estavam as três óptimas e de fazer lamber os dedos no final. Apesar de virem com acompanhamentos percam a cabeça e peçam acompanhamentos extra.

 

A frescura da salada de tomate e abacate contrasta magnificamente com a agressividade picante das Papas a la Huatia, umas batatas assadas no forno com salsa chimichurri, mas a cereja no topo do bolo são os Chifles, uns chips de banana pão cortados muito finamente na mandolina que olham para nós a pedir que os comemos sem contemplações.

 

A única coisa que me deixou um pouco desiludido foi a limanada (e não, não me enganei a escrever), porque supostamente tinha lima, gengibre e hortelã, mas não se sentia de todo o gengibre.

 

No fim da refeição comuniquei esse detalhe a quem nos serviu e fiquei muito satisfeito, porque enquanto em alguns sítios simplesmente nos ignoram, ali viu-se que foi prestada atenção à minha reclamação, tendo-me sido dito que quando voltasse para pedir uma limanada com um toque extra de gengibre (ao que parece reduziram a quantidade porque havia muita gente a queixar-se que era demasiado forte).

 

Assim já sabem, se gostam de gengibre quando pedirem esta bebida lembrem-se de dizer que querem assim com um travozinho mais forte.

 

A Empanaderia pode ser barulhenta, podem estar a bater com as pernas uns nos outros pelo facto das mesas serem pequenas, podem muito provavelmente de precisar de um babete se não quiserem sair com nódoas na roupa, mas é um restaurante que vale muito a pena visitar uma e outra vez!

 

Empanaderia El Pibe

Empanaderia El Pibe

Empanaderia El Pibe

Empanaderia El Pibe

Empanaderia El Pibe

Empanaderia El Pibe

 

 

Empanaderia El Pibe Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Um Ano de Blog

05.07.18, Triptofano!

Há um ano atrás escrevi o primeiro post deste blog.

 

Quando o fiz nunca pensei que tivesse o empenho e perseverança de manter este espaço no activo, alimentado de uma forma quase diária com os meus desabafos, as minhas experiências, os meus gostos e aventuras.

 

Mas aqui estou eu e nem consigo acreditar que já passou um ano.

 

Agradeço por todas as pessoas incríveis que encontrei na blogesfera, todos os que visitam este meu cantinho e deixam um pouco de si de forma a tornar-me mais rico.

 

Não sei mais o que dizer.

Parabéns ao blog. Parabéns a mim. Parabéns a todos o que tornam este blog um blog, e não apenas um espaço remetido às teias de aranha.

 

E que celebremos todos juntos daqui a mais um ano! :)

Prioridades e Proibições

04.07.18, Triptofano!
Todas as pessoas que trabalhem no atendimento ao público certamente já se viram envolvidas em atritos por causa da "nova" lei da prioridade.
 
Obviamente que se vivêssemos num país onde o bom senso imperasse não haveria necessidade de legislar acerca deste assunto, mas como não é o que acontece e pelo facto das poucas pessoas portadoras desta virtude já estarem fartas de ser comidas como parvas por aqueles que se acham chicos espertos, teve​-se que definir regras sobre quem tem prioridade sobre quem.
 
Ora algo que me aborrece é a leitura diagonal das leis que muitos cidadãos continuam a fazer. A prioridade para pessoas acima dos 65 anos é apenas se mostrarem incapacidade física ou psicológica aparente ou se forem detentores de um atestado de incapacidade multiusos com grau de incapacidade de 60% ou mais. Ou seja, se celebrar seis décadas e meia confere descontos imediatos na CP não dá o privilégio de passar à frente na fila do supermercado.
 
Mas como houve a necessidade de legislar sobre prioridades eu defendo que também se deveria discutir em parlamento proibições a aplicar a certos grupos de cidadãos.  Afinal viver em sociedade não é só direitos e regalias, há que haver deveres e responsabilidades.
 
Nesta última sexta-feira foi feriado em Sintra, zona onde se situa a farmácia em que trabalho.
Já antevia que no sábado haveria uma afluência de clientela maior que o costume devido ao feriado, mas o que não previa era que quinze minutos depois de abrir tivesse mais de 30 pessoas em espera.
E dessas 30 pessoas 80% eram idosos que estavam ali para levantar medicação crónica.
 
Não era um antibiótico ou um comprimido para as dores, eram medicamentos que fazem todos os dias e que aproveitaram para vir buscar logo de manhãzinha, entupindo o atendimento e desgraçando a vida daqueles que tinham mesmo urgência em levantar o seu receituário.
E se alguns dos idosos sabiam o que queriam agilizando o processo, a maioria não sabia que embalagens costumava levar, ou não sabia o que queria na realidade queria comprar, ou mesmo nem fazia ideia de como ligar o telemóvel para aceder à mensagem que continha a prescrição. 
 
Por isso é que acho que se há a lei da prioridade também deveria haver a lei da proibição, uma lei que proibisse um certo grupo de cidadãos, que tem todo o tempo do mundo, de usar durante certos intervalos de tempo serviços como a farmácia, os correios, o supermercado, a piscina...
Mais ou menos como acontece na China, onde dependendo da matrícula que o carro tem se pode conduzir apenas em certos dias da semana.
 
Se acham que esta lei é injusta então desafio-vos a manterem-se calmos quando reparam num grupo de seniores que passaram a tarde toda no café à conversa, e quando são seis da tarde e a farmácia começa a encher com as pessoas vindas do trabalho é que se lembram que também lhes apetece ir para lá, criando filas e demoras totalmente evitáveis se simplesmente tivessem tido o bom senso de irem a uma hora que não fosse de ponta.
 
Porque a maior parte das pessoas não vai ao supermercado ao fim do dia porque é uma óptima terapia após um dia extenuante de trabalho. Nem ao médico logo de manhãzinha porque a melhor forma de começar o dia é a ver a cara laroca do senhor doutor. Nem a correr na hora de almoço aos correios a mastigar meia sandes porque leu que comer tranquilamente é mau para a saúde.
 
A maior parte das pessoas activas laboralmente tem que ir a certas horas a certos sítios porque não tem mais nenhuma hipótese. Porque se tivesse garanto-vos que não se ia enfiar no meio da confusão apenas para ficar extasiada com o cheiro a suor e frustrações de pessoas alheias.
 
É que algo que as pessoas com tempo não percebem quando insistem em fazer as suas tarefas nas horas de maior afluência é que todos perdem por causa dessa atitude.
 
Perdem aqueles que não podem ir a outra hora despendendo por isso o dobro ou o triplo do tempo suposto.
 
Perdem os profissionais que estão a atender ao público porque ficam arrasados com a sobrecarga de trabalho, tendo de estar constantemente a ouvir resmungos e suspiros chateados, enquanto tentam despachar trabalho.
 
Perdem as pessoas que poderiam ir a outra hora mas insistem em aparecer nos períodos de maior afluência, porque em vez de serem atendidas calmamente acabam por ser despachadas mais a correr, não beneficiando de um atendimento de excelência.
 
​Se às vezes o umbigo não fosse o centro do universo todos viveríamos muito melhor neste planeta chamado Terra​.

 

SOS Pensar Demais

02.07.18, Triptofano!

Penso demais.

 

O problema não é o acto de pensar em si, é o facto de pensar em coisas que não são relevantes e que me acabam por consumir horas preciosas do dia em que poderia estar a fazer outras coisas. Em vez de aproveitar a vida fico refém de uma catadupa de pensamentos irritantemente idiotas mas que não me consigo ver livre deles.

 

Desde há muitos anos que identifiquei esta tendência na minha pessoa mas em vez de ir desaparecendo com a idade, sinto que está a piorar cada vez mais.

 

Há uma forma eficaz de terminar com o processo neuronal que quase faz a minha cabeça entrar em curto-circuito - dormir!

 

Se for dormir é certo e sabido que quando acordar a minha mente estará mais leve e as questões que me apoquentavam vão parecer coisas pequeninas e sem importância. O problema é que não posso simplesmente ir dormir às três da tarde. Ou acabar de jantar e porque estou com a neura enfiar-me na cama e adeus mundo.

 

Mas se não o fizer não consigo aproveitar em condições o resto do dia porque vou estar constantemente a massacrar um assunto na minha cabeça que eu sei que não vou mudar só por estar a pensar nele. Só que não consigo evitar.

 

Um exemplo concreto.

Hoje depois de jantar fui verificar o e-mail e reparei que tinha recebido uma mensagem do Zomato. Aparentemente a minha última "crítica gastronómica" tinha sido retirada do site porque não reflectia uma experiência que eu tinha tido.

 

Fiquei logo em brasa, afinal prezo a integridade do meu nome e só escrevo acerca de sítios onde fui e de experiências que tive. Respondi prontamente explicando tudo e mais alguma coisa e pedindo que reconsiderassem a atitude que tinham tido relativamente à minha pessoa.

 

Ponto número um.

Eu sei que foi um e-mail do Zomato a dizer que iam tirar uma crítica minha. Nem sequer era a dizer que iam banir-me do site. Era bem pior se fosse uma mensagem do banco a dizer que o meu dinheiro tinha sido sugado por um buraco negro ou do meu trabalho a informar-me que estava despedido. Deveria relativizar as coisas. Devia...

 

Ponto número dois.

Respondi ao e-mail com a minha justificação. Há mais alguma coisa a fazer? Não!

Mas isto são os meus 5% de racionalidade a falar. Porque os outros 95% estão constantemente a fazer um refresh na página do e-mail para ver se já tenho uma resposta. E a pensar como é que foi possível fazerem-me uma coisa destas. E que me vão expulsar do Zomato. E que eu já não quero estar no Zomato. E que o Zomato e eu somos hologramas do universo e nada existe mas tudo existe ao mesmo tempo que tudo é inventado.....

 

Pode parecer idiota esta minha reflexão, ou de alguém que tem demasiado tempo livre, mas a verdade é que estas situações e o facto de não as conseguir resolver de forma a não me criarem atrito cerebral acabam por condicionar a minha vivência.

 

Este post não estava programado, era outro completamente diferente que queria escrever, mas a partir do momento em que li aquele e-mail é como se toda a vontade de trabalhar tivesse sido sugada do meu corpo.

 

O meu primeiro instinto foi enfiar-me na cama, puxar os lençóis até à cabeça e esperar pelo dia de amanhã.

Mas fui mais forte e vim escrever. Vim desabafar e mandar cá para fora este peso, estas correntes que me aprisionam e toldam os movimentos.

 

Sei que a escrita não é o suficiente, a cada parágrafo que escrevo olho de soslaio a ver se recebi algum e-mail. Não é suficiente mas já é um ponto de partida, e um dia pode ser que consiga vir aqui dizer que eu controlo o meu cérebro, e não é o meu cérebro que me controla a mim!

Vade Retro Sushinás

01.07.18, Triptofano!

Imaginem o seguinte cenário hipotético:

 

Estão com desejos incontroláveis de sushi. Não conseguem ingerir outro alimento que não seja sushi. Todos os outros restaurantes de sushi de Lisboa e arredores estão fechados ou super-lotados. Vocês precisam mesmo de ir comer sushi.

 

Esta será a única justificação plausível que terão para ir ao Matuya na Estrada de Benfica depois de lerem este meu post. Qualquer outra desculpa que arranjem não será aceitável e depois não venham dizer que eu não avisei.

 

Começando pelas coisas boas, já que nem tudo é mau na vida.

 

É um all you can eat (deus sabe que eu adoro encher o bandulho) e o preço é simpático, 14.90€ com oferta de uma bebida. O sushi em si não é péssimo, obviamente que há sushi melhor mas não posso dizer que era intragável. Até fiquei surpreendido com algumas peças que nunca me tinham servido antes, como uma em que em vez de ser em alga, o arroz e o peixe vinham enrolados em pepino.

O atendimento é rápido e eficaz e o tempo de espera é reduzido.

 

Se as coisas tivessem ficado por aqui até nem teria sido mau, só que infelizmente não ficaram.

 

NÃO PEÇAM OS BRÓCOLOS!

 

Estou-vos a avisar!!

A não ser que vão prevenidos com uma caixa de Eno ou queiram uma justificação plausível para não irem trabalhar no dia a seguir, por favor mantenham-se afastados dos brócolos do demo!

 

O salmão braseado apesar de estar bom vinha servida a posta inteira. Bocadinhos pequenos cortados de forma a facilitar o processo de o devorarmos? Para quê? Espeta-se com o salmão inteiro e o cliente que se desenrasque.

 

Temakis enrolados na perfeição? Por momentos pensei se não seria eu que estava na cozinha a enrolá-los, porque a apresentação era tão mal amanhada que só podia estar a ser feita por uma pessoa com um nível alto de nabice como o meu.

 

Os pedidos são feitos de forma ilimitada mas ninguém aponta o número da mesa. O que faz com que muitas vezes os pratos andem a viajar de mesa para mesa até encontrarem a correcta. Pedimos uma dose de camarão. Vieram duas e se não tivéssemos recusado insistentemente tínhamos levado com uma terceira.

 

Se são daquelas pessoas obcecadas com germes e higiene e tudo o mais, fujam deste lugar. Não é que ele estivesse sujo, era simplesmente porque em dez pratos oito estavam lascados. E nas lascas há uma probabilidade muito aumentada de acumulação de agentes patogénicos. Por isso se forem a um restaurante onde percebam o que vocês dizem e se virem algo lascado mandem para trás! É o HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points)...

 

Querem um jantar romântico? Este é o lugar ideal. Mal se entra é-se envolvido numa penumbra inquietante, devido à falta de iluminação. Por isso podem namorar sem ter medo que alguém vos reconheça, se para ver o que vem servido no prato é complicado quanto mais vislumbrar quem está na mesa ao lado. E esqueçam a possibilidade de tirar fotos fantásticas, ou colocam um super flash que cega toda a gente num raio de 20 metros ou contentem-se com uns registos fotográficos medíocres.

 

O Matuya é um restaurante que tem potencial.

Situado numa zona com algum poder económico, poderia até praticar preços mais elevados que continuaria a ter adesão. Mas os alimentos tinham de ter uma qualidade melhor, o atendimento tinha de ser aprimorado, a louça tinha de ser renovada e o espaço não podia ter uma vibração tão underground mas sem possuir nenhum dos aspectos que tornam esses locais interessantes. É triste de ver que até possuem uma mesa de teppanyaki mas não está sequer em funcionamento, e logo eu que adoro uns belos vegetais na chapa. É um estabelecimento que precisava urgentemente de uma mudança drástica.

 

Só tenho mais uma coisa a dizer:

 

 

Matuya, Vade Retro Sushinás!

 

Matuya

Matuya

Matuya

Matuya

Matuya

 

Matuya

 

 

 

Matuya Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

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