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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

31
Jul18

Orange is the New Black: Season 6


Para quem anda mais distraído, na passada sexta-feira estreou no Netflix a sexta season do Orange is the New Black, uma série que retrata a vida de um grupo de mulheres encarcerada numa prisão feminina.

 

Eu, como ávido seguidor da série, aproveitei o domingo e vi de uma rajada os treze episódios, repletos de drama, humor e os tão bem-vindos flashbacks do passado, que nos permitem perceber o porquê de algumas mulheres estarem presas.

Como a acção decorre agora na prisão de segurança máxima de Litchfield's, após o motim na prisão de segurança mínima, esperem novas personagens, novas rivalidades e alguns envolvimentos amorosos.

 

Confesso, e espero não ser o único, que a personagem principal desta trama, Piper Chapman, me irritava profundamente nas primeiras seasons, dando-me uma vontade louca de lhe dar um tabefe via televisor.

Nesta nova season não é que ela não continue irritante, mas ou ela amadureceu ou foi eu que desenvolvi maior tolerância, porque não fiquei cheio de comichões sempre que ela aparecia.

 

Mas apesar de ser entretenimento pautado por um vislumbre do que é o verdadeiro sistema prisional na América, esta season de Orange is the New Black transmite uma mensagem poderosa.

 

As reclusas são divididas em três blocos, um deles neutro, apelidado de Flórida, e o bloco C e D que se odeiam profundamente, dando origem a interacções violentas entre os seus membros. Importante referir que enquanto há um padrão específico da reclusa que vai para a Flórida, as restantes são divididas aleatoriamente entre o C e o D.

 

E o que esta série aborda é o poder que uma instituição tem sobre uma pessoa, muitas vezes quando a própria pessoa não escolhe fazer parte dela.

 

Preto no branco é-nos escarrapachado na cara como o ser humano tem a necessidade de se integrar num grupo, de pertencer a um grupo, e por ordem de terceiros odiar todos aqueles pertencentes a grupos opostos.

 

Podemos transpor este cenário prisional para as ideologias extremistas religiosas, ou para o fanatismo clubístico do futebol.

 

Muitas vezes as pessoas pertencem a algo que nem escolheram - foram educadas desde crianças que aquele era o lugar certo - e por causa do avassalador efeito de grupo que tende a toldar o discernimento de muitos, praticam actos condenáveis em nome de um conceito semi-abstracto.

 

No fim quem é que fica a ganhar? Alguém que usa uma religião, um clube de futebol, um bloco na prisão, para concretizar os seus objectivos pessoais que muitas não vezes não beneficiam mais ninguém do que a ele próprio.

 

É como um jogo de xadrez, há os peões que se sacrificam numa guerra que nem percebem porque é que existe, e os reis que ficam escondidos a ser protegidos, vendo o banho de sangue à sua volta. 

 

Felizmente, nesta nova season do Orange is the New Black, o desporto acaba por unir as pessoas, que percebem que são mais que letras ou cores de uniforme. 

 

Infelizmente no nosso país não me parece que o desporto tenha essa capacidade, a não ser quando a Selecção joga.

 

Orange is the New Black Season 6

 

31
Jul18

Assédio no Trabalho


Quando se fala em assédio no trabalho automaticamente pensa-se em colegas ou patrões que pisaram o risco. Mas nunca se discute o assédio orquestrado por pessoas externas, vulgarmente conhecidas como clientes.

 

Trabalhar com o público, independentemente do trabalho que se tenha, é algo complicado. É necessário manter um delicado equilíbrio entre a satisfação do cliente, que é ela que nos vai manter o negócio aberto, e a nossa integridade moral, física e emocional.

 

Muitas vezes, por causa do ridículo mantra que o cliente tem sempre razão, perpetuado até à exaustão por inúmeras empresas, é que colaboradores aguentam com sorrisos amarelos piropos intelectualmente vazios que apenas acabam por objetificar uma pessoa. E se a fronteira entre o piropo e o elogio é muito ténue, podendo deixar margens para dúvidas relativamente à verdadeira intenção de certas pessoas, há casos que o assédio é tão gritante que choca.

 

Pode-se pensar que as mulheres são alvos mais frequentes de assédio, porém acredito que os homens são igualmente vítimas do mesmo, mas como a cultura machista diz que o homem é o sexo forte e se uma mulher o abordar é igual a ter-lhe saído o euromilhões, o assédio por parte de mulheres a homens é além de mais tolerável, menos denunciado.

 

Afinal qual é o homem que quer dizer aos amigos que se sentiu desconfortável quando uma cliente lhe disse que tinha um rabo merecedor de levar umas palmadas?

 

Nos dias de hoje, apesar de continuar a ser assediado por senhoras com idade para serem minhas avós, não sinto uma carga negativa vindo dos comentários acerca do que elas me fariam se tivessem menos quarenta anos.

Continua a ser assédio na mesma eu sei, continua a ser errado, mas é algo que não me tira horas de sono.

 

Agora há uns anos atrás, quando trabalhava em Lisboa, passei por situações mais complicadas.

 

Desde a convites repetidos até à exaustão para ir tomar café, passando por toques indesejados em zonas do corpo ou por descrições sexualizadas que me envolviam, fui exposto a tentativas e concretizações de assédio por parte de clientes das quais não tive como me proteger.

 

Uma das situações mais gritantes passou-se com um rapaz que nunca tinha visto antes que chegou à farmácia quase na hora de fecho, estava eu sozinho.

Queixou-se de um problema na zona da virilha e perguntou-me se eu não podia ver. Apesar de ser um pedido que muitos consideram estranho, para quem trabalha em farmácia é normal ver zonas do corpo que as pessoas normalmente só mostram ao médico.

 

O problema era simples, pêlos encravados, mas a exposição da zona genital deixou-me logo incomodado.

 

No dia seguinte, quando não pensava mais no assunto, o rapaz voltou a aparecer. Para me agradecer o quão bom profissional eu era e que lhe tinha resolvido o problema. Que tinha falado imensamente bem de mim às colegas do trabalho.

 

Afinal talvez fosse apenas uma pessoa em aflição que eu tinha julgado erroneamente.

 

Nesse mesmo dia recebi um pedido de amizade dele no facebook. Seguido de mensagens para ir tomar um café, e ir beber um copo, e ir ver um filme a sua casa. Mensagens em catadupa a propor-me analisar mais de perto a zona genital para ver se continuava a precisar de colocar a pomada antibiótica. Um assédio constante que me fez sentir nauseado.

 

Ali estava uma pessoa que sabia onde eu trabalhava e que eu não fazia ideia do quão desequilibrada podia ser.

 

Sei que é fácil dizer que bastava mandar o rapaz dar uma curva, mas todos sabemos que há pessoas que não aceitam um não como resposta. E há pessoas que um não simplesmente as faz revelar o pior que possuem dentro de si.

 

Felizmente, e demasiado tempo depois, após ter simpaticamente negado todos os múltiplos convites ele deixou-me em paz.

 

A pergunta que se coloca é de que forma as empresas podem proteger os seus colaboradores de serem assediados pelos clientes.

 

Quais são as ferramentas que existem para dissuadirem alguém que entra numa loja de fazer um comentário ordinário sobre as mamas de uma empregada? Ou de tirar uma foto ao volume nas calças de um empregado?

 

Ou será que todos nós que trabalhamos ao serviço do público estamos num barco sem colete salva-vida que à menor onda pode-se virar?

30
Jul18

Onde há fumo há fogo!


Na passada sexta-feira uma amiga minha perguntou-me se não queria ir jantar com ela e mais dois amigos.

 

Respondi que sim, obviamente, e quando ela me perguntou se eu conhecia algum restaurante na zona do Príncipe Real imediatamente começaram a desfilar à frente dos meus olhos uma gigantesca lista de possibilidades.

 

Porém, quando ela me informou que os amigos eram da Polónia e da Arménia e que era simpático darmos-lhe a conhecer a comida típica portuguesa a minha lista de restaurantes diminuiu a olhos vistos.

 

E no momento em que me deu o orçamento aceitável por refeição vi o caso muito mal parado.

 

Felizmente, com a ajuda do Zomato conseguimos descobrir o Trivial, um restaurante de comida portuguesa no Príncipe Real com um preço bastante aceitável.

 

O único problema era o facto de muitas das críticas ao local terem um denominador comum - a antipatia de uma das funcionárias.

 

Optimista como eu sou pensei que as outras pessoas é que deviam ser muito picuinhas e provavelmente a senhora era assim um amor em forma de gente.

 

Só que não!

 

Extremamente simpática com os clientes da casa isso tenho de dar a mão à palmatória, mas com os novos já não posso dizer o mesmo.

 

Bem sei que nem todos somos obrigados a andar com os dentes à mostra, mas as pessoas esquecem-se que os clientes conseguem perceber quando quem os serve está a fazer um frete e preferia estar a dormir em casa do que a atender pessoas.

Além de que certas respostas em tom altivo/de superioridade quando um cliente pede algo também não são bem digeridas, mesmo que não tenhamos sido nós os alvos da resposta.

 

Se tivesse sido só isto a fazer-me comichão bem, tinha sido desagradável mas tolerável, só que não foi.

 

O Trivial é parceiro Zomato Gold, o que significa que teoricamente teria direito a um prato grátis.

 

Teoricamente - porque na prática não foi tão fácil.

 

Percebi logo que as coisas não iam correr suavemente quando pouco depois de me sentar informei um outro empregado (este muito simpático e profissional, não tenho nada a apontar ao senhor) que tinha o Zomato Gold e pretendia usá-lo.

 

A resposta foi que pronto, que me deixavam visto já estar sentado, mas que o que é correcto é fazer-se a reserva quando se está na rua.

 

Juro que voltei a ler as directrizes de funcionamento do Zomato Gold e em lado nenhum diz que tenho de fazer a reserva antes de estar no restaurante, apenas que tenho que mostrar a aplicação antes de fazer o pedido.

Quando me disseram que tinha também que escrever o meu nome ao fazer a reserva percebi que deviam estar a fazer confusão com outra app e não insisti.

 

O pior foi quando chegou a conta.

 

Como meu costume, verifiquei a dita cuja.

 

Prato de oferta? Nem vê-lo.

 

Respirei fundo e pensei para mim mesmo, calma que um engano pode acontecer a toda a gente.

 

Expliquei a situação e sim senhor pediram-me desculpa, que tinha sido um lapso.

Momentos depois trazem-me a nova conta, e adivinhem, não tinha nenhum prato de oferta novamente!

 

Em vez de ter sido retirado o prato foi feito um extraordinário desconto de 0.56 euros.

 

Nesta altura já estava a começar a ferver, porque sentia que estava a ser tomado como idiota. Ainda mais com essa impressão fiquei quando demoraram quase dez minutos a responder aos meus chamamentos para esclarecer a situação.

 

No fim lá voltou o pedido de desculpas e à terceira foi de vez.

 

O mais triste nesta situação é que até se come bastante bem no Trivial.

 

A sangria de vinho branco tinha o equilíbrio correcto em termos de sabor, estando muito saborosa mas sem ser um pote de açúcar.

 

Os peixinhos da horta eram fenomenais, com um polme fino e delicado, e os ovos mexidos com farinheira também estavam muito bons, apesar de ter achado que tinham um pouquinho a mais de gordura do que seria ideal.

 

A minha empada de aves acompanhada com salada verde estava irrepreensível, com um bom equilíbrio entre a textura da massa e a riqueza e a generosidade do recheio.

A minha amiga comeu os lombinhos de porco com mel e coentros e puré de maçã e ficou muito satisfeita com o seu prato.

Da parte dos convivas estrangeiros ouviram-se muitas interjeições de apreciação, tanto pelo polvo como pelos bifinhos de porco com gengibre (apesar do sabor do gengibre estar um pouco tímido, podia ser mais forte).

 

Resumindo, o Trivial é um restaurante bonito, cuidado, onde se pode fumar mas no qual muito honestamente não me senti de todo incomodado pelo fumo alheio, e que serve boas refeições.

 

Por isso se forem pessoas que não ficam afectadas com atendimentos a roçar o arrogante com toques de desprezo o Trivial é uma boa escolha, sobretudo se tiverem amigos estrangeiros. Eu garantidamente não volto lá!

 

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

Trivial

 

 

 

Trivial Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

27
Jul18

há mar em mim


Que o título deste post não vos engane, porque infelizmente em mim há mais betão e tijolos, devido ao afastamento que a minha actual residência tem de qualquer fonte de água natural.

 

O título é uma referência ao blog da C.S., que andou desaparecida aqui dos blogs do Sapo.

 

Às vezes não é fácil mantermos esta nossa faceta virtual, ou porque não há inspiração, ou porque a vontade de nos sentarmos a escrever escapa-nos entre os dedos, ou porque a vida de tão agitada e preenchida que é não nos permite sentar há frente de um monitor e deitarmos cá para fora tudo o que nos preenche.

 

Aproveito esta Follow Friday do Sapo para vos sugerir uma visita ao há mar em mim, que com uma roupagem nova revela a mesma C.S. de sempre, afável, enérgica e apaixonada.

 

Acho que não se vão arrepender!

26
Jul18

Wok Ninja e a Procura dos 3 B's


Um dos meus grandes objectivos enquanto aspirante a foodie profissional é encontrar o maior número de restaurantes de sushi em Lisboa que cumpra os três B's.

 

Bom, barato e com buffet.

 

Como verdadeiro aspirador humano de sushi que eu sou é crucial que haja buffet e a preços acessíveis, de forma a não ficar financeiramente traumatizado, mas também ambiciono encontrar boa qualidade. Sei que é difícil, mas não impossível encontrar esta combinação.

 

Foi com esperança de me deparar com os três B's que visitei o Wok Ninja em Telheiras.

 

E sim é verdade que é buffet. Sim é verdade que é barato. Mas bom, pronto, não é que fosse mau, mas também não era assim maravilhoso, digamos que escapava.

 

Mas comecemos pelo início.

 

O Wok Ninja é um restaurante asiático onde além do sushi podemos encontrar comida chinesa e que também possui teppanyaki, mais conhecido como chapa quente, que é algo que eu simplesmente adoro.

 

O teppanyaki deste restaurante é algo especial, porque tem a capacidade de nos surpreender.

 

Nós colocamos camarão e cogumelos para serem cozinhados na chapa e quando nos devolvem metade dos cogumelos transformaram-se miraculosamente em brócolos.

Algo aborrecido para quem não gosta de verduras mas para mim, que como tudo o que me aparece à frente, foi um detalhe mais divertido do que negativo.

Os pratos são identificados por umas pequenas molas que possuem o número da mesa onde nos sentamos, por isso teoricamente não deveria haver trocas, o que me leva a pensar que o problema é mesmo na altura da confecção.

 

A oferta chinesa é simples mas saborosa e bem confeccionada. O crepe chinês que comi estava estaladiço e com um recheio muito rico. Também estaladiças estavam as batatas fritas, que infelizmente não consigo não deixar de devorar quando as vejo - a maior desilusão que me podem dar é haver batatas fritas e estarem moles e sem graça, mas não foi o caso!

 

O sushi, bem o sushi não posso dizer que era mau porque não era. Mas também não é aquele sushi de qualidade que já encontrei em outros restaurantes.

E atenção que não estou a fazer comparações com restaurantes com preços quatro a cinco vezes mais elevados, mas com locais onde o valor médio de refeição é idêntico.

 

Havia variedade de sushi, mas os níveis de criatividade eram assustadores. Sushi com mostarda? Ou decorados com aquelas bolinhas coloridas de açúcar que se colocam nos cupcakes? Uma coisa é pensar-se de forma diferente, outra é ser-se esquizofrénico.

 

Em termos de técnica fiquei muito desapontado com o corte de alguns rolos que deram origem a peças tão finas que destruíam a experiência de as comer.

 

Também os temakis mereciam mais carinho na sua elaboração. O primeiro que comi tinha grandes falhas em termos de recheio, sendo quase apenas alga e arroz. O segundo, era um mini temaki, algo que nunca tinha visto, que se encontrava exposto numa travessa cheia de alface que cobria todos os exemplares (no mínimo estranho...).

 

As sobremesas são simples, típicas deste género de restaurante, com fruta, bolos e os famosos pudins chineses e gelatinas.

 

Nota positiva para o espaço, amplo, iluminado, com uma decoração simples mas bonita, e com um staff muito simpático e prestável.

 

Em resumo, para quem quer comer bastante e pagar pouco e não é muito exigente no que toca à qualidade do sushi o Wok Ninja é uma opção a ter em conta!

 

Wok Ninja

Wok Ninja

 

Wok Ninja

Wok Ninja

Wok Ninja

Wok Ninja

Wok Ninja

 

 

Wok Ninja Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

25
Jul18

Problemas Oculares


Às vezes quando estou num dia um bocadinho menos bom, recordo-me de situações caricatas que se tenham passado no trabalho de forma a esboçar um grande sorriso e a atrair energias positivas.

 

Hoje fui-me lembrar de uma senhora que atendi há uns meses atrás.

 

Quando a vi, a primeira coisa que notei foi que um dos olhos estava extremamente vermelho.

 

Na altura tínhamos recebido na farmácia uma grande quantidade de produtos oculares da marca Optrex, e a minha cabeça começou furiosamente a pensar qual seria a melhor referência para lhe indicar.

 

Para quem não sabe a Optrex teve a capacidade de descontinuar o único produto que realmente era diferenciador no mercado - a solução para banho ocular - e lançar uma quantidade incrível de novas referências.

Ele é gotas, ele é sprays, ele é produtos para os olhos cansados, para os olhos irritados, para os olhos com alergia, para os olhos que não tem nada mas que que a pessoa quer colocar qualquer coisa, enfim um sem número de opções.

 

Ainda estava eu a pensar furiosamente no que poderia aconselhar à senhora quando ele me diz que aquela vermelhidão é resultante de lhe ter entrado uma coisa para o olho.

 

Fiquei logo alerta!

 

Corpos estranhos no olho podem levar a lesões da córnea que são situações muito mais complicadas.

 

Fiz logo ali todo um inquérito.

 

Se doía, se sentia alguma impressão no olho, se via bem ou via algo em duplicado. E o que é que lhe tinha entrado para o olho? Um insecto? Um pingo de lixívia? O dedo de uma criança atrevida?

 

Ah não, foi o meu namorado que ejaculou para dentro do meu olho!

 

Assim, impávida e serena.

Como se fosse a coisa mais normal do mundo levar com um jacto de sémen no olho.

 

E eu a pensar, oh raios, então mas não há nenhum Optrex para Olhos com Resíduos de Esperma. Uma falha colossal da gama, porque se calhar é uma situação de desconforto oftálmico que muitos sofrem e nunca ninguém se debruçou sobre o assunto.

 

Agora pergunto eu, como é que a senhora foi logo levar com a ejaculação no olho?

 

Será que estava a brincar descontraída com o pénis do namorado e ele deu um coice inesperado e pumba, mesmo no centro da íris? Será que o rapaz estava tão extasiado que mal tirou os boxers foi disparar em todas as direcções, qual metralhadora desgovernada, e acabou por a atingir? Ou será que quando ela estava empenhada a fazer sexo oral ele a avisou muito em cima da hora que se ia vir e ela num momento repentino para evitar levar com o jacto na boca acabou por o apanhar no olho?

 

Isto leva-me a outra questão: não sei quanto a vocês queridos leitores, mas se há coisa que me causa calafrios é ter esperma na boca.

 

É que não sabe bem.

 

A não ser que o vosso parceiro seja diabético tipo I ou tenha comido um quilo de ananás no dia anterior, o esperma tem um sabor que não é prazeroso.

 

Depois uma pessoa fica com aquilo na boca e pensa, engulo ou não engulo?

 

Se engole ainda fica com azia durante o resto da semana, especialmente se tiverem o azar de ir beber um café depois (por favor não experimentem, é uma combinação péssima), se não engole tem que ir a correr para a casa-de-banho, com as bochechas todas insufladas como se tivesse 20 nozes armazenadas dentro da boca, para cuspir tudo e bochechar com o elixir com mais álcool que exista no mercado.

 

Claro que há sempre a hipótese mais kinky de darem um beijo de esperma ao vosso parceiro, para lhe devolverem o que ele vos deu, mas normalmente como o tesão dele nessa altura já passou, vão receber um ai cá nojo, chega-te para lá, enquanto ficam com um fiozinho de sémen pendurado a escorrer-vos para o queixo.

 

Por isso senhores ejaculadores deste mundo: eu sei que têm o direito ao vosso orgasmo, todos nós temos, homens, mulheres, seres de género indefinido, todos ambicionamos atingir o nosso nirvana sexual.

 

Mas têm que avisar.

 

É que se querem que uma pessoa se empenhe, que vá até ao fim sempre com o pé no acelerador, tem que dizer quando a coisa está quase quase a rebentar.

 

Bem sei que quando se está a chegar ao êxtase uma pessoa fica meio com a língua presa e nem consegue dizer nada, mas tem que haver uma forma de anunciarem o clímax. Nem que seja criando um padrão de batidas na cabeça da pessoa que vos está a satisfazer. Longo - Curto - Longo para quando querem mais empenho. Curto - Curto - Longo para quando é melhor a pessoa proteger-se com uma almofada para não ser atingida.

 

É que ninguém merece levar com um jacto pegajoso e viscoso de esperma no olho!

25
Jul18

Peixe é na SelFish


Se me perguntassem se existiam estigmas no mundo da restauração a minha resposta era claro que sim.

E o maior de todos, para mim, é o facto de se considerar que um restaurante que esteja num centro comercial vai ter uma qualidade de serviço menor, o que não é de todo verdade.

 

Talvez para se afastar dessa ideia negativa é que o SelFish, restaurante onde o peixe é rei e senhor, abriu a sua primeira loja de rua, na Rua Braamcamp em Lisboa.

 

Um espaço grande - que apesar de ter sido inaugurado há alguns meses ainda cheira a novo - com esplanada, piso inferior e superior, sendo que o superior tem uma grande ecrã perfeito para passar tardes a ver desporto ou outro programa de eleição.

 

A decoração com temas marinhos, como seria de esperar de um restaurante de peixe, proporciona ao espaço uma vibração muito singular mas que lhe assenta como uma luva.

 

A minha experiência no SelFish foi muito positiva - o atendimento e a prestabilidade dos empregados foi excepcional, e isso é algo de extrema importância para uma pessoa sair satisfeita de um restaurante.

 

E a comida?

 

Para começar o pão era óptimo.

Pode parecer tonto mas quantas vezes é que não foram pequenos detalhes que deitaram abaixo grandes refeições?

Entre uma pessoa pedir e o prato chegar é necessário aconchegar o estômago com algo, e o que há de melhor que comer doses industriais de glúten no formato de pequenos pães extremamente saborosos?

 

Para entrada deitei o dente a um ceviche de camarão e a um de salmão.

O de camarão estava fantástico, com belíssimas notas acídicas que lhe conferiam uma frescura muito desejada. O de salmão, apesar de bem confeccionado, tinha um sabor muito plano, faltando-lhe algo de diferenciador - o leche de trigre necessitava de um punch cítrico - além de que o uso de pedaços muito grandes de salmão tornou o consumo do mesmo um pouco mais difícil.

 

Se a entrada tinha deixado algumas reticências acerca do resto da experiência, o prato principal veio dissipá-las todas.

 

Estava fenomenal.

 

O lombo de atum braseado era divino, com um incrível molho vinagrete de sésamo. A acompanhar uma quantidade astronomicamente deliciosa de legumes no forno e um saboroso puré de açafrão.

 

O timbale de cavala era muito rico em sabores, e tinha aquilo que eu adoro num prato, a combinação de diferentes texturas. Numa mesma garfada conseguimos sentir a riqueza da cavala, o crocante da broa, a cremosidade do puré de batata doce e a humidade dos espinafres salteados.

Simplesmente de fazer água na boca.

 

Algo que também não posso deixar de referir era a qualidade das bebidas.

O sumo de abacaxi, gengibre e manjericão é uma aposta ganha, e a limonada, bem, sabem quando pedem uma limonada e torcem o nariz porque ela está demasiado doce ou demasiado ácida ou simplesmente não é sequer limonada? A limonada do SelFish devia receber um prémio de melhor limonada de Lisboa e arredores de tão boa que era.

 

Pena foi a sobremesa que me deixou desapontado.

Não é que estivesse má de sabor mas eu pedi um Tiramisu e o que me serviram não foi um Tiramisu. O sabor a café típico desta sobremesa estava totalmente ausente e os palitos sem sabor nenhum a este componente, além que faltava mascarpone para se obter um creme ligado.

 

A única coisa que me confortou foi que após a expressão da minha desilusão me garantiram que iriam rever a receita, de forma a que mais nenhum amante de sobremesas ficasse decepcionado.

 

Se querem uma refeição saborosa e saudável, carregada de ómegas essenciais para o vosso coração e cérebro, o SelFish é o local a visitar.

 

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

SelFish Braamcamp

 

 

SelFish Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

24
Jul18

​Cupuaçu - os novos cuidados de corpo da Klorane​


​Quando uma pessoa pensa que já conhece tudo aparece algo que nunca tínhamos ouvido falar para nos provar que estamos enganados.
 
O cupuaçu é o fruto de uma árvore originária da Amazónia, e é com base na manteiga biológica deste fruto, 1.5 vezes mais nutritiva que a manteiga de Karité, que a Klorane apresenta a sua nova gama de cuidados de corpo nutritivos para todos os tipos de pele, mesmo as mais secas.
 
Com o apoio da Klorane Botanical Foundation, que se compromete localmente em proteger a biodiversidade e as comunidades amazónicas, esta gama de cuidados corporais é realmente amiga do ambiente, sendo formulada com mais de 96% de ingredientes de origem natural e tendo a excelente particularidade de serem biodegradáveis.
 
Porque é que a manteiga de Capuaçu é tão fantástica?
 
Com uma composição entre os 30 e os 50% de ácido oleico e entre os 2 e os 5% de ácido linoleico, tem uma óptima capacidade nutritiva devido ao reforço da barreira lipídica. A presença dos ácidos araquídico e beénico vão por sua vez prevenir a desidratação da pele.
 
Pessoalmente gosto bastante da Klorane, da suavidade das fórmulas, do envolvente das fragrância e do apelativo das suas cores e texturas. O que eu não gosto é por norma complicarem demasiado as linhas, lançando tantos produtos que uma pessoa acaba por ficar perdida.
 
E a linha Capuaçu não foi diferente.
 
Existem 4 colecções de cuidados de corpo, todas elas enriquecidas com manteiga de cupuaçu bio, compostas por leite de corpo (400 e 200 ml), gel de duche (400 e 200 ml) e sabonete creme (100 g).
 
Na gama dos leites de corpo, quem procurar uma nutrição intensa 24h e uma textura fundente, a referência flor de cupuaçu é a escolha mais acertada. Para uma textura ultra-leve com uma hidratação 24h a escolha deve recair nas referência Flor de Hibisco, Flor de Figueira ou Água de Yuzu. 
 
Todas as referências são rapidamente absorvidas e não deixam aquela sensação desconfortável de se ficar a colar.
 
Também na área do banho a escolha é idêntica. Todas as colecções não possuem sabão, sendo a flor de cupuaçu indicada para as peles secas a muita secas enquanto as outras referências estão orientadas para uma pele normal a mista.
 
​Como se já não bastasse a Klorane resolve confundir ainda mais uma pessoa e junta outros 6 geles/cremes de duche de 200ml.
 
O gel de Amora Selvagem, o de Água de Gardénia e o de Seiva de Bambu são indicados para uma pele normal a mista, enquanto que os cremes de Flor de Frangipani, de Leite de Rosa e de Flor de Groselha vão satisfazer as necessidades de uma pele seca.
 
Acho que apesar da Klorane ter boas intenções lançando um sem número de escolhas para o consumidor, o excesso de produtos pode confundir e fazer com que alguém menos informado acabe por comprar uma referência que não seja a mais correcta para as necessidades da sua pele, recaindo a escolha mais nas características visuais e olfactivas.
 
Concluindo, se souberem o que a vossa pele precisa e não comprarem por impulso, esta nova gama de cuidados corporais da Klorane pode ser uma aposta vencedora.
 
Sensorial, confortável e eficaz, além de ser amiga do ambiente!
 
 

Klorane Cupuaçu

 

 

23
Jul18

Pedaços de Papel Higiénico


Um dos grandes benefícios de ter um companheiro fixo é o facto de não nos termos de preocupar em estarmos constantemente no nosso melhor quando andamos à procura de parceiros sexuais ocasionais com mais ou menos esperanças que se tornem definitivos.

 

Não digo que nos tenhamos de descuidar ou ficar menos sexualmente apelativos quando estamos numa relação estável, porque isso levado ao extremo pode ditar o fim da mesma, mas dá alguma paz de alma saber que a nossa cara-metade já não espera que sejamos umas bombas sexuais com uma libido infinita, contentando-se muitas vezes assim com alguma acção lateral situada entre a hora do jantar e a última novela da TVI.

 

Quando estamos solteiros e nos atiramos de cabeça ao mundo do sexo com desconhecidos (que isto só se conhece minimamente uma pessoa depois de seis meses e até lá quem é que vai aguentar a passar fomeca?) todo um novo mundo de prioridades e preocupações se abate sobre nós.

 

Temos de nos depilar, besuntar com creme hidratante, aparar os pêlos do nariz, verificar cinquenta vezes se não temos restos do almoço entre os dentes, comprar meias e cuecas novas porque as outras já estão repletas de buracos, ler o jornal gratuito do Metro para estarmos a par da política internacional, entre outras tantas coisas que simplesmente não temos com que nos ralar quando estamos emparelhados a longo prazo.

 

Além da nossa aparência também temos que decidir qual o papel que vamos representar durante o acto sexual.

 

Seremos a pessoa misteriosa que coloca a tocar uma música budista enquanto abre as pernas num movimento transcendente à espera de ser possuída? Encarnaremos o amante arrebatador que vai com tudo, mãos, língua, vibrador em promoção da sex shop da esquina...? Ou iremos optar pelo baixo nível do palavrão e da cuspidela na cara enquanto lançamos o nosso olhar de Vou-te comer e já te comi!?

 

Isto tudo enquanto nos debatemos com perguntas existenciais.

 

Beijo bem? Será que estou com mau hálito? Deveria ter posto perfume na minha zona íntima? Porque é que não cortei as unhas dos pés?

 

Ter um parceiro fixo é ter a certeza de não ficarmos eternamente envergonhados se no calor do momento ele nos disser para ir lavar o rabo porque estamos com bocadinhos de papel higiénico agarrados aos pêlos do ânus.

 

Com um desconhecido seria algo aterrador, com o nosso parceiro basicamente vamos até ao bidé e chlap chlap, lavamos melhor o rabiosque e voltamos para a acção!

 

Pessoalmente isto é algo que me causa algum transtorno, volta e meia lá estou eu com pedaços de papel higiénico agarrados ao traseiro - e não me venham dizer que eu sou o único a quem isto acontece porque eu sei que não sou.

 

Já pensei em ir fazer a depilação a laser da zona para ultrapassar este pequeno problema, mas fico com vergonha só de pensar que vou ter um profissional de estética a olhar para o buraco do meu cu enquanto regula a potência do laser para não me deixar todo queimado.

 

E com a minha sorte estou mesmo a ver que se me decidisse a fazê-lo que a certa altura ia começar a sentir um cheiro a celulose queimada.

 

Muito provavelmente iria levar acoplado a mim um bocadinho de papel higiénico que alvo de uma laserada mais potente iria pegar fogo, o que poderia ser eficaz em termos de depilação mais extrema, mas que me iria deixar traumatizado para o resto da vida!

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