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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Safarka - O Laboratório

17.06.18, Triptofano!

Já que esta semana é a Escape Game Week foi aproveitar para fazer o máximo de Escape Games que o tempo e a carteira permitiram.

 

Desta vez, além do cara-metade, juntaram-se a mim três colegas do trabalho!

 

Safarka - O Laboratório, é um Escape Game diferente dos habituais. Primeiro, no dia anterior começamos por receber um contacto por e-mail a contar a história e a dar-nos mais detalhes da nossa missão. O nosso objectivo, intrépidos aventureiros, é de entrarmos em laboratório alheio e deitar-mos a mão a 5 pedras preciosas.

 

Aqui vê-se o quão simpático é o povo português, basta recebermos uma mensagem de um desconhecido que estamos logo prontos a invadir propriedade alheia e a cometer um roubo simplesmente porque uma pessoa que nunca vimos mais gorda nos pediu. Mas pronto, tuga que é tuga quer agradar.

 

No e-mail informam-nos que seremos contactados por mensagem de telemóvel no dia da aventura, e essa é uma forma muito inteligente de nos fazer entrar no clima do jogo, já que eu fiquei todo o santo dia a verificar se tinha recebido alguma coisa no telemóvel e assegurei-me que tinha bateria suficiente não fosse o diabo tecê-las.

 

Ao contrário de outros Escapes, onde temos sempre alguém que nos recebe e dá indicações, aqui todas as informações foram obtidas por mensagem, e não havia ninguém fisicamente para nos esclarecer. Estávamos por nossa conta e risco, o que ainda aumentou mais a adrenalina do momento.

 

A grande diferença de Safarka - O Laboratório, é que não vamos estar sozinhos o tempo todo. A certa altura existe interacção com outra personagem, e é essa interacção que é determinante para o desenrolar da história. É importante além de ser rápido perceber que o mundo que nos rodeia não é apenas cenário, mas sim uma peça determinante para o nosso sucesso.

 

Todos conseguem sair, ou seja, neste Escape não há perigo de ficar trancado para sempre dentro de um buraco húmido com vermes rastejantes. O objectivo é conseguir reunir as cinco pedras preciosas antes que a hora finde. Nós reunimos 4, e estávamos assim perto perto perto de ter a quinta, foi mesmo morrer na praia!

 

Considerações finais sobre este Escape

  • Por mais que diga que vou entrar calmo e sem stress e dialogar com os meus colegas de forma clara não dá. Mal coloco o pé dentro do Escape começa a subir por mim acima assim um formigueiro que fico tresloucado e é ver-me a tirar gavetas e a falar por cima de toda a gente.
  • Em termos de dificuldade de pensamento este foi aquele que eu achei mais complicado até agora. Honestamente senti que estava na faculdade a fazer um exame para o qual não tinha estudado e não tinha sequer ninguém para copiar
  • A interacção com a personagem externa é um dos pontos fortes de Safarka - O Laboratório. Os meus parabéns ao actor que realizou um trabalho espectacular e tornou o Escape memorável.
  • Há em mim uma falta de noção de perigo assustadora. Desta vez estive quase para beber um composto químico só porque achava que era o mais correcto - qualquer dia ainda bato a bota num destes jogos.
  • Sou garganeiro (mas isso já eu suspeitava)! Em certa altura há que fazer uma escolha e claro que eu pensei foi no meu umbigo. O Prémio Nobel da Paz de certeza que não vai ser para mim.

Se gostam de uma boa história, se são adeptos do pensamento disruptivo e se querem por à prova as vossas capacidades neuronais, então este é o Escape Game para vocês. Podem ficar um bocadinho frustrados a meio, como eu fiquei, mas nessa altura lembrem-se de parar, respirar, e encontrar respostas no que está perto de vocês! Garanto-vos que essa é a receita para o sucesso.

 

Safarka - O Laboratório

 

O gelado Tailandês

16.06.18, Triptofano!

Criado na Tailândia em 2009, o gelado tailandês ganhou sucesso pelo mundo fora devido a vídeos que invadiram as redes sociais e se propagaram mais rapidamente que o vírus da gripe no Hospital Amadora-Sintra.

 

Mas o que é que tem um gelado de tão interessante ou incomum que atraia a atenção de tanta gente? Neste caso é uma combinação entre a apresentação final do mesmo, que é em tubinhos, e a forma como ele é feito, que deixa qualquer um assim com um olhar de espanto.

 

Preparado a partir de uma base de leite, é despejado numa chapa de metal refrigerada aproximadamente a -20ºC. É então misturado com frutas frescas e/ou outros acompanhamentos e através da utilização de duas espátulas de metal, é espalhado e achatado na chapa até ganhar a consistência pretendida, sendo no fim enrolado para fazer os famosos tubinhos.
 
 

Diz quem provou que o resultado final é menos doce que o dos gelados comuns, e por ser preparado a uma temperatura mais baixa o gelado não derrete tão rapidamente, o que é óptimo porque qualquer comum mortal fica com a língua dorida quando precisa de começar a lamber freneticamente para evitar que a sua sobremesa se desfaça perante os seus olhos.

 

Como guloso federado que sou, não podia deixar passar muito mais tempo sem experimentar uma destas delícias.

 

Aproveitei ter descoberto que o Ice Cream Roll tinha acabado de abrir perto do Marquês de Pombal e decidi visitar o espaço e comprovar a fama do gelado.

 

Vamos ao que interessa. O gelado é óptimo, saboroso e tem uma apresentação irrepreensível. Realmente não é tão doce como outras alternativas que há no mercado e pude deliciar-me calmamente com ele sem ter de andar a lamber desenfreadamente.

 

A arte de fazer o gelado é algo que vale a pena ver, felizmente foi-me permitido fazer um pequeno vídeo que vou partilhar convosco.

 

Relativamente ao espaço em si, o Ice Cream Roll é um local agradável à vista e não é difícil sentirmos-nos confortáveis lá. O staff foi extremamente simpático e atencioso, o que é sempre importante em qualquer tipo de negócio.

 

Talvez por ter aberto há tão pouco tempo (a inauguração foi no dia 11) ainda há alguns detalhes a aperfeiçoar. Os preços não estavam visíveis em lado algum (tivémos que perguntar quanto seria o valor do gelado) e algumas das opções de ingredientes não estavam disponíveis.

 

Outro pequeno detalhe foi que apesar da selecção musical ser muito interessante e de fácil audição, o facto de estar a ser reproduzida através do telemóvel fazia com que fosse de vez em quando interrompida por causa da chegada de mensagens ou outras notificações - e interromper uma boa música com um daqueles sons genéricos do telemóvel é um crime!

 

Sem dúvida que vale a pena ir ao Ice Cream Roll, especialmente quando o calor apertar mais, saborear um bom gelado e talvez ficar um bocado na conversa a admirar a arte de fazer estas delícias ligeiramente calóricas.

 

Aviso já que talvez o diálogo possa ser interrompido por causa do agressivo barulho das espátulas contra a chapa, mas garanto-vos que se pedirem um café vão apaixonar-se de tal forma pelos copos que até se vão abstrair do ruído!

 

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

 

 

 

 

Ice Cream Roll Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Fechado dentro de um Túmulo Egípcio

14.06.18, Triptofano!

Minha gente, se tiverem que fazer um Escape Game na vossa vida venham por favor a Benfica fazer O Sarcófago dos Mission to Escape.

 

Se são viciados neste tipo de jogos, como eu, então tem mesmo que vir a Benfica (e depois se quiserem podem aproveitar para me convidar a tomar um cafezinho na Evian ou em qualquer pastelaria da zona).

 

Se são viciados neste tipo de jogos e adoram o Antigo Egipto, então não sei o que é que ainda estão a fazer a ler este post em vez de estarem a tocar furiosamente à campainha dos senhores do Mission to Escape.

 

Todo o jogo está fabulosamente bem pensado, a decoração do espaço é incrível, os enigmas fazem sentido e são muito inteligentes, o Game Master é simpatiquíssimo e não se chateia se começarem a dizer palavrões por causa do stress, e uma hora passa em cinco minutos, tal é a descarga de adrenalina que recebem, sempre na ânsia de conseguirem fugir do túmulo.

 

Contem com muita areia, paus e mais paus, pragas, vasos canopos, toneladas de hieróglifos e aranhas (de plástico, vá não se assustem...)

 

Agora com muita pena minha tenho de vos dizer que não consegui sair a tempo.

 

Por um minuto, um malvado minuto, eu e o cara-metade ficámos presos para a eternidade junto da simpática múmia que habitava o túmulo. Eu que tinha conseguido sair com sucesso de todos os Escapes até agora, vou ter de viver com o fracasso da derrota (momento melodramático...)

 

Alguns detalhes interessantes sobre o Escape, que podem ser lidos sem problema já que não contém spoilers!

 

  • Continuo uma pessoa ligeiramente stressada. Era ver-me a correr de um lado para o outro, com papéis numa mão, paus na outra, com o cérebro já completamente a entrar em curto-circuito.
  • Não gritei com o cara-metade nem uma única vez. Uma vitória para o nosso relacionamento, já que a capacidade de comunicação é algo imprescindível num casal, e eu pensei que passados cinco minutos estivéssemos a atirar cadeiras à cabeça um do outro.
  • Em certa parte do jogo encontra-se uma ampulheta. E de quem é que eu me lembrei? Da maravilhosa Ana Malhoa claro!
  • Quando o tempo estava quase a acabar se houvesse um objecto afiado tinha cortado a mão até fazer sangue. E não, não é que me quisesse auto-mutilar, mas o desespero para sair é tanto que uma pessoa tem as ideias mais disparatadas de sempre.
  • Foi preciso ter tomates, mas quando chegámos a casa o cara-metade confessou ser em parte o culpado por não termos conseguido sair a tempo do túmulo. Só vos posso dizer que o Single Ladies da Beyonce vai ser uma música que eu nunca mais vou conseguir ouvir na vida.

 

Perdi é verdade, mas diverti-me tanto nesta actividade que não imaginam. Por isso deixem-se de dúvidas e venham passar uma óptima hora com O Sarcófago. E não se esqueçam que esta semana é a Escape Game Week, por isso podem beneficiar de um desconto extremamente simpático.

 

Mission to Escape Benfica

 

Escape Game Week

13.06.18, Triptofano!

Para todos os fãs dos Escape Games, desde os veteranos aos que ainda não se iniciaram nestas lides mas estão desejosos de o fazer, até dia 17 de Junho está a decorrer a Escape Game Week aqui em Portugal.

 

São 25 escapes aderentes, contabilizando mais de 40 salas diferentes, com descontos que podem ir até aos 50%.

 

Eu amanhã vou fazer com o cara-metade o escape O Sarcófago, vai ser a primeira vez que vamos estar sozinhos a resolver enigmas, por isso a nossa fraca capacidade de comunicação vai ser posta à prova.

 

Torçam por nós!

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

12.06.18, Triptofano!

Precisam de levar aquele tio-avô a jantar para ficar nas boas graças dele de forma a serem incluídos no testamento? Querem fumar o cachimbo da paz com o colega do escritório que vos está constantemente a roubar os agrafos mas não sabem onde ir? Necessitam de impressionar um amigo estrangeiro mas não o podem levar a um restaurante de estrela Michelin porque ao contrário dele vocês tem de contar os euros para conseguirem chegar ao fim do mês sem terem de recorrer ao arroz com atum?

 

Em Lisboa existem alguns restaurantes que eu coloco na categoria dos seguros.

 

São aqueles restaurantes que não são extraordinariamente fantásticos mas que tem a maravilhosa capacidade de nunca desapontar. Sabemos que se precisamos de comer bem, de ter um bom serviço e no fim não ficarmos com a carteira vazia, então temos de ir a um desses locais.

 

O Restaurante do Clube Naval de Lisboa, em Belém, é um local onde podemos ficar descansados que estamos em boas mãos. Um espaço amplo, com um serviço eficiente e comida saborosamente bem confeccionada.

 

Além do menu fixo de carne e de peixe, há as sugestões do dia, como o fantástico malandrinho de polvo e camarão, generosa e fumegantemente servido, que ontem me calhou em sorte.

 

Claro que se o objectivo é ter um convívio mais prolongado, porque não começar com um belo choco frito e uns camarões ajillo, que quase que suplicam para que acariciemos com uma fatia de pão o extraordinário molho que os acompanha.

 

A sobremesa também não desaponta, sendo a minha preferência o cheesecake com frutos silvestres, leve e guloso, sem ser demasiado doce, mas há outras várias que também merecem uma ou mais colheradas.

 

Mas para mim, o melhor do Restaurante do Clube Naval de Lisboa é reservarem uma mesa junto à janela, de forma a poderem ver o rio Tejo em todo o seu esplendor. Não há nada melhor que observarem a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei ainda com sol e depois acompanharem a despedida do astro rei para dar lugar ao brilho das luzes nocturnas, sempre com as serenas águas do rio a envolverem a vossa vista.

 

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

 

 

 

Restaurante do Clube Naval de Lisboa Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

The Danish Pastry Shop

11.06.18, Triptofano!

Tomar o brunch no cerne de Lisboa ao Domingo tem vários problemas inerentes.

 

Para quem usa o carro como forma de deslocação há o inconveniente do estacionamento, visto que nas zonas mais turísticas é praticamente impossível encontrar um lugar que não seja num dos parques subterrâneos, que normalmente não são nada simpáticos para a carteira.

 

Depois há o preço do brunch em si, que costuma ser consideravelmente elevado devido à localização geográfica, o que nos leva a pagar mais pelo espaço do que pela comida.

 

Esta combinação de factores acaba por tornar a tarefa de brunchar em algo bastante dispendioso, por isso torci o nariz quando o cara-metade me sugeriu que o fizéssemos este passado domingo.

 

Como vi o desalento no rosto dele, decidi que haveria de encontrar uma alternativa.

 

Após um busca exaustiva nos motores de busca, onde simplesmente coloquei brunch, barato e fora de Lisboa, encontrei uma referência à The Danish Pastry Shop, um espaço inaugurado à menos de um mês que ficava situado em Oeiras, mais precisamente em Queijas.

 

O valor do brunch era de 12 euros, já com tudo incluído, por isso eu e o cara-metade fizemos figas para que não fosse um fiasco e lá fomos nós rumo à embaixada dos sabores dinamarqueses.

 

E não foi fiasco nenhum.

 

Primeiro tem bastantes locais para estacionar mesmo à porta. Depois o espaço é grande, iluminado, bem decorado e onde conseguimos respirar, sem haver um aglomerado populacional por metro quadrado que nos faça sentir claustrofóbicos.

 

Quando chegámos não havia mesa disponível, por isso fomos convidados a sentar numa zona de espera, muito confortável, que tem como objectivo fazer com que sintamos o hygee.

 

O hygge é uma palavra dinamarquesa que não tem tradução para a nossa língua, mas é a razão da Dinamarca ser um dos países mais felizes do mundo. A melhor forma de explicar esta palavra é dizer que é uma espécie de aconchego com consciência entre amigos.

 

Após uma curta espera fomos sentados e pedimos o brunch.

 

E que brunch meus senhores. Podíamos optar entre vários tipos de sumo natural, que vinham servidos numas garrafinhas amorosas, entre diversos tipos de pães para a sanduíche tradicional acompanhada de queijo, fiambre ou doce de frutos vermelhos e por uma peça de pastelaria.

 

Eram também servidas umas batatas assadas deliciosas e um iogurte com granola de fazer chorar por mais. Até o bolinho de chocolate com rum, chamado de flødeboller, era algo divinal, que acompanhava perfeitamente o café ou o chá de gengibre também incluído no preço.

 

Mas seria impensável esquecer-me da peça mais icónica deste brunch, a smørrebrød, um prato nacional dinamarquês, que é uma sandes aberta fria.

 

Foram-nos servidas duas, uma com omelete de cogumelos e a outra onde tivemos de optar entre patê de porco e salmão fumado, tudo salpicado com aneto e pickles de beterraba entre outros ingredientes que fizeram o nosso palato relembrar os sabores dinamarqueses.

 

Só vos posso dizer que a comida estava deliciosa. Em termos de sabor estava tudo irrepreensível. É espectacular quando damos um salto de fé a um sítio novo e ficamos tão fascinados com as iguarias gastronómicas que nos colocam à frente.

 

Para melhorar, e talvez seja este um dos grandes segredos, é tudo caseiro, ou seja, há uma atenção dada a cada ingrediente que o torna especial, que é o que o cliente procura neste mundo tão homogeneamente industrializado.

 

É como compramos uma peça de roupa, não queremos descobrir que mais cinco pessoas no nosso bairro possuem as mesmas calças e camisola, queremos alguma exclusividade, e na The Danish Pastry Shop encontramos identidade em termos de sabor.

 

A aperfeiçoar na experiência só o serviço, muito simpático sem dúvida nenhuma, mas ainda um pouco lento e algo complicado na parte de fazer as escolhas referentes ao que integra o brunch.

 

Há tanto para escolher (na realidade não é assim tanto mas a forma como é apresentado faz com que pareça mais que o que é) que a certa altura uma pessoa está tão confusa e cheia de fome que já nem sabe bem pelo que está a optar (felizmente é tudo tão bom...), e claro que é um terreno fértil para enganos também da parte de quem nos atende (pedimos uma omelete sem cogumelos e veio com cogumelos, mas não foi isso que nos impediu de a comermos e nos deliciarmos com ela).

 

Ficámos também assim um bocadinho desapontados pelo facto dos Chefs terem ido à maior parte das outras mesas entregarem parte do brunch e nós não tivemos direito a cumprimentar quem teve a ideia de desenvolver tão fantástico menu.

 

São pequenas coisas a serem melhoradas mas que não me conseguem tirar a sensação de que comi um dos melhores brunches dos últimos tempos, e ainda por cima, a um preço mais que justo e que me deixou a barriga extremamente bem aconchegada!

 

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

The Danish Pastry Shop

 

 

 

 

 

The Danish Pastry Shop Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Confirmem sempre a vossa conta!

09.06.18, Triptofano!

Antigamente eu era a típica pessoa que recebia a factura, estendia o cartão multibanco e punha-me a andar o mais depressa possível sempre com a cabeça direccionada na próxima tarefa. Ou quando ia jantar fora estava tão relaxado que confiava plenamente que o que me estavam a cobrar era o correcto.

 

Não digo que meio mundo ande a enganar outro meio, ou que todos os erros sejam feitos por má fé, mas que existem muitos lapsos nas contas finais, seja de supermercados seja de restaurantes, existem, e incrivelmente a maioria deles são sempre para nos prejudicar.

 

Hoje em dia sou muito mais consciente, talvez porque aprendi a dar o verdadeiro valor ao dinheiro, e não saio dum estabelecimento sem confirmar a conta para ter a certeza que não me cobraram mais do que era devido - ou em alguns casos se não estou eu a prejudicar o estabelecimento, porque se queremos que as coisas sejam correctas tem de funcionar para os dois lados.

 

Infelizmente continuo a ver muita gente a pagar contas cegamente sem confirmar se os valores estão correctos, e acredito que muitas dessas pessoas são enganadas em alguns euros que ao fim do ano todos juntos dariam um valor nada desprezível.

 

Dou-vos um exemplo concreto.

 

Hoje fui almoçar a Setúbal, e na altura da conta fiquei espantado porque ia pagar muito menos do que estava à espera. A minha primeira reacção foi dar o multibanco para as mãos do empregado e não pensar mais no assunto. Mas controlei esse meu impulso e primeiro verifiquei a conta.

 

Incrivelmente estava debitada uma sobremesa que não tinha consumido, o que representava um acréscimo de dois euros e meio. Não digo que tenha sido por má fé do empregado, erros todos cometemos, mas estranhei que a sobremesa viesse no meio da conta, entre os pratos, e não no fim junto ao café como é normal vir.

 

De qualquer das formas, chamei a atenção ao empregado e a factura lá me foi rectificada.

 

Além de verificarem sempre o que vos foi debitado na vossa factura, convém terem mais ou menos a noção do que cada item que consumiram custava, apenas para se certificarem que não houve nenhum engano. Não seria a primeira vez que apanharia meias-doses a serem passadas com o preço de uma inteira, ou um vinho de 8 euros que foi cobrado a 15.

 

Nos supermercados também é frequente haver alguns erros, mas aqui acredito piamente que não é por maldade do funcionário da caixa, mas são tantas pessoas para atender que uma pessoa a certa altura entra em piloto automático e as falhas acontecem.

 

Uma das mais frequentes é o número de embalagens. Levam 5 latas de atum e foram facturadas 6? 2 pacotes de aveia e na conta aparecem 5? Convém sempre confirmarem o número de itens que vos aparece na vossa conta, de forma a não beneficiarem da fantástica promoção Pague 2 Leve 1.

 

O que também acontece normalmente é a troca de vegetais no momento da pesagem, isto para os supermercados que os pesam na caixa de saída.

 

Não sei qual é a minha sina, mas já por três vezes me debitaram curgetes quando na realidade levava pepinos. E claro que os pepinos estavam em promoção e eram mais baratos que as curgetes.

 

Sempre que reclamo faço com um sorriso e sem stresses, afinal não quero criar conflito, simplesmente resolver a situação de forma eficaz, mas deparo sempre com um ar de admiração por parte do funcionário porque não sabia que havia pepinos tão grandes....mas lá me fazem a troca e são mais umas moedas que voltam para a minha carteira.

 

Outra falha passível de acontecer é quando compram um produto com uma daquelas etiquetas arroxeadas de aproximação do fim de prazo de validade, que conferem um desconto adicional, e na caixa em vez de passarem pelo scanner essa etiqueta passam a original do produto. Se não conferirem aquele óptimo desconto que pensavam que iam conseguir vai por água abaixo.

 

Por fim, ter a certeza que o desconto de 46.3% naquela marca XPTO de amaciador do cabelo foi realmente feita. Às vezes há falhas no sistema e o desconto não é lançado, por isso convém estarem atentos a isso.

 

O que muitas vezes pode acontecer é o desconto não ser lançado porque o produto que adquiriram afinal não era o que estava em desconto, apesar de estar arrumado na prateleira com a etiqueta promocional. Aí há uma forma fácil de não serem enganados, antes de porem o produto no carrinho confiram se o código de barras da embalagem coincide com o da etiqueta promocional. Se forem diferentes, já sabem que não é o artigo certo.

 

Por tudo isto e mais outros exemplos que não abordei aqui, verifiquem sempre a vossa conta antes de abandonarem um estabelecimento. O minuto extra que usaram para confirmar o que vão pagar pode ser a diferença entre poupar ou não alguns bons euros!

 

Sense8 - Finalmente o último episódio

08.06.18, Triptofano!

Sense8 - Último Episódio

 

 

Foi com um misto de emoções que vi hoje o episódio especial de duas horas e meia, que encerra a história de Sense8.

 

Por um lado felicidade, já que a espera foi longa e o dia parecia nunca mais chegar, por outro tristeza, já que infelizmente uma das melhores séries que apareceu na televisão morreu cedo demais.

 

Sense8 conta a história de 8 pessoas, de diferentes etnias e culturas, que descobrem estar ligadas psíquicamente, pertencendo não ao tradicional Homo sapiens, mas sim ao Homo sensorium

 

Obviamente, que tudo o que é diferente gera medo e desconfiança, por isso há uma organização muito pouco simpática cujo objectivo é caçar e exterminar todos aqueles pertencentes ao género H.sensorium.

 

A série prima por óptimos momentos de acção, cenas bastante tórridas e minutos de euforia auditiva que tornam praticamente impossível que não saltemos do nosso sofá e cantemos em coro com as personagens, secretamente (ou nem tanto) desejando também nós estarmos psíquicamente ligados a alguém no extremo oposto do globo.

 

Mas o que torna Sense8 extraordinário é o constante reforço positivo do amor. Numa época em que ainda vivemos numa negatividade amorosa e sexual, é brilhante estar disponível para as massas uma série que exponha de uma forma natural e sem preconceitos as diferentes formas de amor.

 

Além de dar um grande abraço à comunidade LGBTQ, com personagens lésbicas, gays e transgéneras, Sense8 coloca em pé de igualdade as relações heteronormativas com as uniões homossexuais ou poliamorosas.

 

Na última cena, umas das personagens secundárias, depois de um desfecho surpreendente diz, Não pensei que coisas assim fossem possíveis, e teve como resposta um dedo nos lábios a silenciá-lo.

 

Porque o amor é um sentimento, é uma força que nasce de dentro de nós, e por mais que nos ensinem a controlá-lo com a razão, ou a moldá-lo, ou mesmo a tirar-lhe a voz, é impossível negarmos aquilo que somos e o que sentimos.

 

E quanto mais rapidamente aceitarmos que o amor, na verdadeira dimensão da palavra, pode fugir dos conceitos estabelecidos para cada sociedade, mais rapidamente também seremos felizes. Felizes por poder viver a nossa própria vida e felizes por sabermos que a vivência dos outros não tem que nos afectar, por mais diferente que seja da nossa.

 

Estamos constantemente a procurar o amor, mas não teremos nós medo dele como se fosse uma bomba preste a rebentar-nos nas mãos?

 

Não peço que reflictam acerca destas questões, mas se o quiserem fazer sugiro que seja acompanhado pela brilhante música de Ludovico Einaudi - Experience, que foi a escolhida para encerrar o episódio final de Sense8.

 

 

 

Onde está a felicidade - Anthony Bourdain

08.06.18, Triptofano!

Depois do suicídio da talvez não tão conhecida em Portugal, Kate Spade, segue-se a morte de Anthony Bourdain, aparentemente utilizando o mesmo método que Spade, o enforcamento.

 

O objectivo deste texto não é enaltecer as qualidades evidentes de nenhum dos dois, mas sim fazer uma reflexão sobre onde está realmente a nossa felicidade, aquela felicidade que muitas vezes procuramos desenfreados.

 

Por um aspecto de reconhecimento falemos de Bourdain, um talentoso Chef, escritor, contador de histórias, a trabalhar em novos episódios do seu programa de televisão Parts Unknown. Possuidor de fama, reconhecimento e dinheiro, Bourdain decidiu colocar um fim à sua vida.

 

Mas se tinha tudo isto, se tinha aquilo que tantos anseiam alcançar, aquilo que nos dias de hoje é programado nas nossas mentes como a imagem da felicidade, porque é que Bourdain terminou a sua odisseia na Terra? Será que devemos aplicar o ditado Dá Deus nozes a quem não tem dentes? Terá este mediático Chef desperdiçado uma oportunidade de felicidade pela qual tantos dariam metade da sua alma?

 

Ou será este ditado mais complexo do que parece à primeira vista? Será que Deus, ou o Universo, ou a Mãe Natureza -  escolham a entidade ou ausência dela que vos mais harmonize a essência - está constantemente a dar-nos nozes que nós rejeitamos e pomos de lado, na ânsia de procurar outras frutas mais lustrosas, mais suculentas, mais visualmente atractivas - mas que no fim apenas nos deixam um gosto amargo no céu da boca.

 

Nesta altura do campeonato já deveríamos saber que a felicidade é mais do que um bolso de dinheiro, mais do que milhares de subscritores num canal de Youtube, mais que quatro ou cinco prémios amontoados a ganhar pó.

 

Claro que todos queremos ser reconhecidos pelo nosso trabalho, pelo nosso esforço, pelo nosso empenho - afinal é mais que justo que assim seja - mas qual é o ponto em que nos alheamos da nossa essência cósmica e apenas trabalhamos em prol de um conceito de felicidade que sorrateiramente alguém surripiou aos nossos ouvidos.

 

Olhemos para trás na História. Foram os mais ricos e poderosos aqueles que foram mais felizes? Há uma relação directa entre poder, riqueza, reconhecimento e felicidade?

 

Agora lembremos-nos de alguém que tenha marcado de forma extraordinariamente positiva uma geração. Terá sido essa pessoa a mais rica, a mais bonita, a mais premiada da sua época?

 

Onde estará afinal a felicidade. O que é que nos faz realmente felizes e como é que podemos descobri-lo antes que seja tarde demais?

 

Para Bourdain, infelizmente, o breu da noite foi mais forte do que os raio de sol do amanhecer.

 

Que descanse em paz.

Dica para reduzir o plástico numa ida às compras

07.06.18, Triptofano!

Confesso que não sou nem de longe a pessoa mais plastofóbica deste planeta, mas também não fui um daqueles indivíduos que vaticinou o fim do mundo quando os sacos de plástico começaram a ser taxados e certos estabelecimentos passaram a ter apenas sacos ou cartuchos de papel para disponibilizar aos clientes.

 

No entanto é impossível ficar indiferente à quantidade colossal de notícias que me chegam relativas aos malefícios do plástico para o meio ambiente - basta lembrar-nos muito recentemente da baleia que morreu após ingerir quantidades abismais de plásticos que nunca deveriam ter chegado aos oceanos.

 

Por isso pensei, de que forma é que eu posso contribuir para reduzir o uso de plástico?

 

Então lembrei-me dos meus arqui-inimigos do supermercado - os sacos de plástico para colocar as frutas e verduras. Como já falei aqui no blog esses sacos de plástico dão-me cabo da cabeça, porque fico eternidades para conseguir abrir um e quando finalmente consigo já nem me apetece levar nada do supermercado de tão irritado que estou.

 

Apesar de todos esses sacos que levo para casa costumarem ser reutilizados ou reciclados, há sempre um ou outro que confesso acaba no lixo comum.

Assim, a melhor forma de acabar com este uso exagerado de plástico foi começar a colocar as frutas e verduras dentro do meu saco de pano ou plástico grosso reutilizável e abdicar do saquinho de plástico fino, que tantas vezes se rompia sobretudo quando comprava pepinos (e acreditem que compro com imensa frequência pepinos).

 

É verdade que não é tão prático na altura de chegar à caixa e pagar, porque para agilizar o processo convém os alimentos a pesar estarem todos juntos, mas nada que a experiência não resolva.

 

Agora o problema é nos supermercados onde a fruta não é paga na caixa de saída, mas sim na área dos frescos sendo preciso colar uma etiqueta com o preço do alimento que queremos adquirir.

 

E podem vocês pensar que tudo se resolve facilmente - basta colar a etiqueta directamente num dos alimentos. Era bom que fosse assim tão simples, porque parece que a cola que usam adere às nossas mãos, roupa, pêlos dos braços... mas não às frutas ou aos legumes.

 

A solução que eu magiquei, e que ainda não coloquei em prática porque não tive a oportunidade, foi de levar meia dúzia de folhas daqueles blocos pequeninos para tirar notas (que me estão sempre a dar na farmácia) e colar em cada lado da folha uma das etiquetas. Depois é só chegar à caixa e entregar os papéis à senhora para ela registar. 

 

De forma a reutilizar e não haver enganos, depois da compra riscaria com marcador a etiqueta usada, e numa próxima vez colaria uma nova por cima.

 

Reduzir o plástico numa ida ao supermercado

 

 

Acham que é boa ideia?

 

Tem mais alguma sugestão para acabar com os sacos de plástico irritantes? É que em certos supermercados biológicos já tem cartuchos de papel, mas nas grandes superfícies mais tradicionais ainda não há essa opção!