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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

21
Jun18

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas


Como houve algumas pessoas a mostrarem interesse pela salada de couscous que levei ontem para o convívio no trabalho, decidi partilhar convosco a receita da mesma, de forma a que possam deliciar-se com um prato fresco, saciante e muito saudável.

 

Salada de Couscous com Romã, Amêndoas e Passas

 

Ingredientes:

300 g de Couscous

300 g de Água a ferver

50 g de Manteiga

50 g de Amêndoas Laminadas tostadas

50 g de Tomate Cherry em metades

50 g de Sultanas

10 g de Hortelã

1 Romã

Sumo de meio Limão

Uma pitada de Caril

Sal a gosto

Erva Aromática seca a gosto

Azeite q.b.

 

Preparação:

 

Colocar a água a ferver e nela derreter a manteiga, juntando o sal, o caril e a erva aromática (orégãos, estragão...). Num recipiente fundo colocar o couscous e verter sobre ele a mistura da água a ferver. Cobrir e contar três minutos. Separar os couscous com um garfo. Deixar arrefecer.

 

Entretanto, tostar as amêndoas laminadas, cortar o tomate cherry em metades, descascar e separar os bagos de romã e cortar a hortelã o mais fino possível. Quando o couscous estiver frio juntar-lhe todos os ingredientes incluindo as sultanas. Temperar com azeite e sumo de limão.

 

O resultado final será em tudo idêntico a este, com a diferença que usei hortelã em vez de salsa.

 

Salada de couscous com romã, amêndoas e sultanas

Foto retirada daqui!

 

Se experimentarem a receita depois digam-me o que acharam dela! :)

 

20
Jun18

O que é que aconteceu à comida saudável?


Nos últimos anos os astrónomos dedicaram o seu tempo a tentar decidir se mantinham Plutão como um dos nove planetas do Sistema Solar ou se desciam de divisão o pobre coitado e atribuíam-lhe a classificação de planeta anão.

 

Primeiro que tudo, creio que para ser politicamente correcto, a designação apropriada seria de planeta desafiadoramente pequeno, já que anão é um termo quiçá ofensivo.

 

Em segundo, não será uma espécie de bullying espacial destituir das honras atribuídas desde lá sei quando o pobre do planeta? Afinal não trazia mal ao mundo deixar Plutão no cargo que ocupava, há por aí muita boa gente com posições mais flagrantes e qualificações inexistentes e dessas ninguém fala.

 

Mas esta conversa é toda para dizer que os astrónomos deviam ter dirigido os seus esforços na tentativa de compreender a falha tempo-espaço que sugou toda a comida saudável da mesa dos portugueses.

 

Dou o exemplo concreto do meu almoço de hoje.

 

Num verdadeiro espírito de camaradagem, eu e os meus colegas decidimos que iríamos todos almoçar no trabalho, de forma a podermos apoiar a Selecção Nacional. Ficou então combinado que cada um trazia uma coisa para partilhar e assim não haver um mouro a cozinhar para todos e os outros a lambuzarem-se à custa do coitado.

 

O que é que havia para comer?

 

Pistácios salgados, azeitonas salgadas, tremoços salgados, batatas fritas de pacote. chamuças extra-picantes, frango de churrasco, queijos e tostas. E uma salada de couscous, romã, passas, tomate e amêndoas que eu levei.

 

Obviamente que toda a gente ficou a olhar para mim de lado, e um dos meus colegas chegou a perguntar se aquilo era algum tipo de bolo, porque nunca tinha visto semelhante coisa.

 

Ora bem, eu não sou um fundamentalista da comida saudável. Eu como muitas vezes coisas que sei que não me fazem bem nenhum mas que infelizmente sabem deliciosamente. Eu não ando sempre com um tupperware de salada atrás a enfiar colheradas em bocas desprevenidas para evitar carências vitamínicas.

 

Mas bolas, o que é que aconteceu à comida saudável? Pior, que aversão é que criámos a comer alimentos que realmente nos fazem bem e melhoram e prolongam a nossa saúde?

 

Podem-me dizer que petiscada com amigos tem que ser regada a cervejas e asas de frango extra picante, enquanto se engorduram os dedos no óleo das batatas fritas e dos amendoins salgados, mas eu respondo-vos que se calhar chegou a altura de começarmos a mudar os nossos hábitos alimentares.

 

E não me venham com a conversa que não são vacas para andarem a comer erva o dia todo, que a vida é para aproveitar, que não querem viver até aos 100 anos por isso vão enfiar para dentro do corpo tudo o que quiserem mesmo sabendo que é veneno.

 

O problema é que os nossos hábitos alimentares estão a matar-nos aos poucos, e a muitos em vez de matarem deixam com sequelas para o resto da vida, dependentes de terceiros, amarrados a camas articuladas e cadeiras-de-rodas todo o terreno.

 

Tudo isto faz-me lembrar as campanhas antigas das tabaqueiras. Que fumar não fazia mal, o que era prejudicial era fumar em demasia. Infelizmente os lucros falam mais alto, e o verdadeiro interesse das pessoas não é tido em conta.

 

Pode ser que um dia os astrónomos anunciem que descobriram outro planeta. Um que estivesse escondido este tempo todo atrás de Plutão. E talvez nele encontrem a comida saudável que desapareceu das nossas mesas e que muitos insistem em dizer que não é assim tão importante.

 

19
Jun18

Os clientes não se matam, sangram-se!


Esta foi uma das frases mais inteligentes que ouvi nos últimos tempos relativa à restauração.

 

Não que seja apologista de torturarmos barbaricamente consumidores indefesos, mas na verdade o objectivo final de quem tem um negócio é apresentar um serviço que agrade ao cliente mas que lhe dê o máximo de lucro possível.

 

Por isso é que os clientes não se devem matar mas sim sangrar, deixando que eles voltem para casa, recuperem das feridas e quando já estiverem esquecidos da facada de que foram alvo, pimba, novo golpe.

Claro que apresentando sempre um serviço excepcional mas conseguindo transferir o máximo de euros para a conta bancária do negócio, sem nunca o cliente ficar com a sensação que foi explorado.

 

É muito importante haver um perfeito equilíbrio entre preço - serviço - qualidade.

 

Infelizmente não encontrei esta tríade de forma balanceada quando fui jantar ao Mariscador, situado na Praça de Touros do Campo Pequeno.

 

O espaço e o serviço são quase irrepreensíveis.

 

Fiquei na esplanada exterior, muito confortável e espaçosa, sem haver o problema de ter de ficar encafuado em cima de outras pessoas, como acontece em determinados restaurantes. A equipa que nos atendeu foi bastante profissional, conhecia os pratos que estava a vender e soube responder às perguntas que colocámos.

 

Teria sido perfeito se não fosse o facto de um dos elementos estar volta e meia a mascar pastilha. E isso é a pior coisa que se pode fazer quando se está a atender um cliente. Eu percebo que até possa ser uma forma de descarregar o stress, quem sabe uma pastilha de nicotina para ajudar a deixar de fumar, mas ninguém quer ver um empregado a ruminar enquanto decidimos qual prato vamos degustar.

 

A qualidade da comida é irrepreensível. Desde as cestas de pão à manteiga de algas servida na ostra, ao amanteigado do queijo e o picante das camarinhas (uns mini camarões muito crocantes), não esquecendo (e como poderia de tão bons que eram?) os croquetes de touro, o meu palato deu saltinhos de contentamento.

 

Ainda mais feliz fiquei quando chegou a sandes de caranguejo de casca mole em pombinhas (um pão típico da região de Santarém), um prato que me trouxe felizes lembranças da minha viagem ao Vietname, e que comi num abrir e fechar de olhos.

 

O problema na realidade foi este comer num abrir e fechar de olhos.

 

Porque enquanto a minha sandes estava satisfatoriamente servida, o pica-pau do cara-metade, apesar de delicioso, certamente que metade dele tinha sido extraviado para outra mesa. Porque é impossível servir-se uma quantidade tão pequena a alguém e anunciar que é um prato principal. Bem sei que devemos comer até ter os nossos estômagos 80% cheios, mas 80% é ligeiramente diferente que 40%.

 

Para piorar não é um prato barato - o valor que se paga é inversamente proporcional ao que se come. Mesmo os acompanhamentos que se podem pedir separadamente são demasiado caros para a quantidade que é apresentada, deixando a sensação que estamos a pagar mais do que aquilo que deveríamos.

 

O Mariscador podia ser aquele tipo de restaurante que sangrava um cliente mas fazia-o regressar, porque a qualidade do espaço é inegável, mas fazendo o cliente quase passar fome a um preço bastante elevado, acaba por o matar.

 

A sangue frio!

 

Mariscador

Mariscador

Mariscador

Mariscador

Mariscador

Mariscador

 

 

 

O Mariscador Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

18
Jun18

O Aquecimento Global centrou-se em minha casa?!


Eu assumo que era estranho estarmos a meio de Junho e ainda termos de pensar se tínhamos que sair com casaco ou guarda-chuva, dada a incerteza do tempo, mas esta vaga de calor que assolou a zona de Benfica é para lá de ridícula.

 

De um dia para o outro a temperatura subiu no mínimo uns vinte graus, levando-me a ter cada vez mais certezas que as mudanças climatéricas são reais, e pior, que o epicentro das mesmas fica certamente por cima de minha casa.

 

Abençoado com uma casa para arrendar abaixo de um valor de quatro dígitos mas amaldiçoado com uma construção antiga que de isolamento térmico não tem nada, se o resto do Verão for como o dia de hoje mais vale mudar-me temporariamente para a casa dos meus pais.

 

Acordei para descobrir que a minha pele se tinha fundido com os lençóis e mal coloquei o pé no chão pensei que tinha uma inundação em casa mas era afinal o cara-metade que estava a transpirar abundantemente.

 

Tive de verificar por mais que uma vez se as porcas-da-índia estavam vivas, tal era o estado de imobilidade a que se tinham remetido, certamente porque qualquer movimento as faria ter mais calor.

 

Chegue a duvidar se a pintura da sala não estava a derreter-se mesmo à frente do meu nariz, mas depois percebi que era a conjugação das ondas de calor com a secura extrema da minha córnea e com os efeitos de um chá fora de prazo que tinha bebido na noite anterior.

 

A solução que encontrei foi buscar ao armário a ventoinha que pensei não ter de usar durante este ano, e eu, cara-metade e porcas esparramámos-nos à frente dela na potência máxima, amaldiçoando silenciosamente todos aqueles que acham que o degelo e o buraco do ozono são mitos urbanos.

 

Se o senhor Trump tweetar mais alguma vez que o Aquecimento Global é uma invenção de um bando de activistas da natureza sem mais nada que fazer, eu convido-o a passar uns diazinhos aqui em casa.

 

De ventoinha desligada.

 

Aposto que ele muda logo de ideias.

17
Jun18

Safarka - O Laboratório


Já que esta semana é a Escape Game Week foi aproveitar para fazer o máximo de Escape Games que o tempo e a carteira permitiram.

 

Desta vez, além do cara-metade, juntaram-se a mim três colegas do trabalho!

 

Safarka - O Laboratório, é um Escape Game diferente dos habituais. Primeiro, no dia anterior começamos por receber um contacto por e-mail a contar a história e a dar-nos mais detalhes da nossa missão. O nosso objectivo, intrépidos aventureiros, é de entrarmos em laboratório alheio e deitar-mos a mão a 5 pedras preciosas.

 

Aqui vê-se o quão simpático é o povo português, basta recebermos uma mensagem de um desconhecido que estamos logo prontos a invadir propriedade alheia e a cometer um roubo simplesmente porque uma pessoa que nunca vimos mais gorda nos pediu. Mas pronto, tuga que é tuga quer agradar.

 

No e-mail informam-nos que seremos contactados por mensagem de telemóvel no dia da aventura, e essa é uma forma muito inteligente de nos fazer entrar no clima do jogo, já que eu fiquei todo o santo dia a verificar se tinha recebido alguma coisa no telemóvel e assegurei-me que tinha bateria suficiente não fosse o diabo tecê-las.

 

Ao contrário de outros Escapes, onde temos sempre alguém que nos recebe e dá indicações, aqui todas as informações foram obtidas por mensagem, e não havia ninguém fisicamente para nos esclarecer. Estávamos por nossa conta e risco, o que ainda aumentou mais a adrenalina do momento.

 

A grande diferença de Safarka - O Laboratório, é que não vamos estar sozinhos o tempo todo. A certa altura existe interacção com outra personagem, e é essa interacção que é determinante para o desenrolar da história. É importante além de ser rápido perceber que o mundo que nos rodeia não é apenas cenário, mas sim uma peça determinante para o nosso sucesso.

 

Todos conseguem sair, ou seja, neste Escape não há perigo de ficar trancado para sempre dentro de um buraco húmido com vermes rastejantes. O objectivo é conseguir reunir as cinco pedras preciosas antes que a hora finde. Nós reunimos 4, e estávamos assim perto perto perto de ter a quinta, foi mesmo morrer na praia!

 

Considerações finais sobre este Escape

  • Por mais que diga que vou entrar calmo e sem stress e dialogar com os meus colegas de forma clara não dá. Mal coloco o pé dentro do Escape começa a subir por mim acima assim um formigueiro que fico tresloucado e é ver-me a tirar gavetas e a falar por cima de toda a gente.
  • Em termos de dificuldade de pensamento este foi aquele que eu achei mais complicado até agora. Honestamente senti que estava na faculdade a fazer um exame para o qual não tinha estudado e não tinha sequer ninguém para copiar
  • A interacção com a personagem externa é um dos pontos fortes de Safarka - O Laboratório. Os meus parabéns ao actor que realizou um trabalho espectacular e tornou o Escape memorável.
  • Há em mim uma falta de noção de perigo assustadora. Desta vez estive quase para beber um composto químico só porque achava que era o mais correcto - qualquer dia ainda bato a bota num destes jogos.
  • Sou garganeiro (mas isso já eu suspeitava)! Em certa altura há que fazer uma escolha e claro que eu pensei foi no meu umbigo. O Prémio Nobel da Paz de certeza que não vai ser para mim.

Se gostam de uma boa história, se são adeptos do pensamento disruptivo e se querem por à prova as vossas capacidades neuronais, então este é o Escape Game para vocês. Podem ficar um bocadinho frustrados a meio, como eu fiquei, mas nessa altura lembrem-se de parar, respirar, e encontrar respostas no que está perto de vocês! Garanto-vos que essa é a receita para o sucesso.

 

Safarka - O Laboratório

 

16
Jun18

O gelado Tailandês


Criado na Tailândia em 2009, o gelado tailandês ganhou sucesso pelo mundo fora devido a vídeos que invadiram as redes sociais e se propagaram mais rapidamente que o vírus da gripe no Hospital Amadora-Sintra.

 

Mas o que é que tem um gelado de tão interessante ou incomum que atraia a atenção de tanta gente? Neste caso é uma combinação entre a apresentação final do mesmo, que é em tubinhos, e a forma como ele é feito, que deixa qualquer um assim com um olhar de espanto.

 

Preparado a partir de uma base de leite, é despejado numa chapa de metal refrigerada aproximadamente a -20ºC. É então misturado com frutas frescas e/ou outros acompanhamentos e através da utilização de duas espátulas de metal, é espalhado e achatado na chapa até ganhar a consistência pretendida, sendo no fim enrolado para fazer os famosos tubinhos.
 
 

Diz quem provou que o resultado final é menos doce que o dos gelados comuns, e por ser preparado a uma temperatura mais baixa o gelado não derrete tão rapidamente, o que é óptimo porque qualquer comum mortal fica com a língua dorida quando precisa de começar a lamber freneticamente para evitar que a sua sobremesa se desfaça perante os seus olhos.

 

Como guloso federado que sou, não podia deixar passar muito mais tempo sem experimentar uma destas delícias.

 

Aproveitei ter descoberto que o Ice Cream Roll tinha acabado de abrir perto do Marquês de Pombal e decidi visitar o espaço e comprovar a fama do gelado.

 

Vamos ao que interessa. O gelado é óptimo, saboroso e tem uma apresentação irrepreensível. Realmente não é tão doce como outras alternativas que há no mercado e pude deliciar-me calmamente com ele sem ter de andar a lamber desenfreadamente.

 

A arte de fazer o gelado é algo que vale a pena ver, felizmente foi-me permitido fazer um pequeno vídeo que vou partilhar convosco.

 

Relativamente ao espaço em si, o Ice Cream Roll é um local agradável à vista e não é difícil sentirmos-nos confortáveis lá. O staff foi extremamente simpático e atencioso, o que é sempre importante em qualquer tipo de negócio.

 

Talvez por ter aberto há tão pouco tempo (a inauguração foi no dia 11) ainda há alguns detalhes a aperfeiçoar. Os preços não estavam visíveis em lado algum (tivémos que perguntar quanto seria o valor do gelado) e algumas das opções de ingredientes não estavam disponíveis.

 

Outro pequeno detalhe foi que apesar da selecção musical ser muito interessante e de fácil audição, o facto de estar a ser reproduzida através do telemóvel fazia com que fosse de vez em quando interrompida por causa da chegada de mensagens ou outras notificações - e interromper uma boa música com um daqueles sons genéricos do telemóvel é um crime!

 

Sem dúvida que vale a pena ir ao Ice Cream Roll, especialmente quando o calor apertar mais, saborear um bom gelado e talvez ficar um bocado na conversa a admirar a arte de fazer estas delícias ligeiramente calóricas.

 

Aviso já que talvez o diálogo possa ser interrompido por causa do agressivo barulho das espátulas contra a chapa, mas garanto-vos que se pedirem um café vão apaixonar-se de tal forma pelos copos que até se vão abstrair do ruído!

 

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

Ice Cream Roll

 

 

 

 

Ice Cream Roll Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

14
Jun18

Fechado dentro de um Túmulo Egípcio


Minha gente, se tiverem que fazer um Escape Game na vossa vida venham por favor a Benfica fazer O Sarcófago dos Mission to Escape.

 

Se são viciados neste tipo de jogos, como eu, então tem mesmo que vir a Benfica (e depois se quiserem podem aproveitar para me convidar a tomar um cafezinho na Evian ou em qualquer pastelaria da zona).

 

Se são viciados neste tipo de jogos e adoram o Antigo Egipto, então não sei o que é que ainda estão a fazer a ler este post em vez de estarem a tocar furiosamente à campainha dos senhores do Mission to Escape.

 

Todo o jogo está fabulosamente bem pensado, a decoração do espaço é incrível, os enigmas fazem sentido e são muito inteligentes, o Game Master é simpatiquíssimo e não se chateia se começarem a dizer palavrões por causa do stress, e uma hora passa em cinco minutos, tal é a descarga de adrenalina que recebem, sempre na ânsia de conseguirem fugir do túmulo.

 

Contem com muita areia, paus e mais paus, pragas, vasos canopos, toneladas de hieróglifos e aranhas (de plástico, vá não se assustem...)

 

Agora com muita pena minha tenho de vos dizer que não consegui sair a tempo.

 

Por um minuto, um malvado minuto, eu e o cara-metade ficámos presos para a eternidade junto da simpática múmia que habitava o túmulo. Eu que tinha conseguido sair com sucesso de todos os Escapes até agora, vou ter de viver com o fracasso da derrota (momento melodramático...)

 

Alguns detalhes interessantes sobre o Escape, que podem ser lidos sem problema já que não contém spoilers!

 

  • Continuo uma pessoa ligeiramente stressada. Era ver-me a correr de um lado para o outro, com papéis numa mão, paus na outra, com o cérebro já completamente a entrar em curto-circuito.
  • Não gritei com o cara-metade nem uma única vez. Uma vitória para o nosso relacionamento, já que a capacidade de comunicação é algo imprescindível num casal, e eu pensei que passados cinco minutos estivéssemos a atirar cadeiras à cabeça um do outro.
  • Em certa parte do jogo encontra-se uma ampulheta. E de quem é que eu me lembrei? Da maravilhosa Ana Malhoa claro!
  • Quando o tempo estava quase a acabar se houvesse um objecto afiado tinha cortado a mão até fazer sangue. E não, não é que me quisesse auto-mutilar, mas o desespero para sair é tanto que uma pessoa tem as ideias mais disparatadas de sempre.
  • Foi preciso ter tomates, mas quando chegámos a casa o cara-metade confessou ser em parte o culpado por não termos conseguido sair a tempo do túmulo. Só vos posso dizer que o Single Ladies da Beyonce vai ser uma música que eu nunca mais vou conseguir ouvir na vida.

 

Perdi é verdade, mas diverti-me tanto nesta actividade que não imaginam. Por isso deixem-se de dúvidas e venham passar uma óptima hora com O Sarcófago. E não se esqueçam que esta semana é a Escape Game Week, por isso podem beneficiar de um desconto extremamente simpático.

 

Mission to Escape Benfica

 

13
Jun18

Escape Game Week


Para todos os fãs dos Escape Games, desde os veteranos aos que ainda não se iniciaram nestas lides mas estão desejosos de o fazer, até dia 17 de Junho está a decorrer a Escape Game Week aqui em Portugal.

 

São 25 escapes aderentes, contabilizando mais de 40 salas diferentes, com descontos que podem ir até aos 50%.

 

Eu amanhã vou fazer com o cara-metade o escape O Sarcófago, vai ser a primeira vez que vamos estar sozinhos a resolver enigmas, por isso a nossa fraca capacidade de comunicação vai ser posta à prova.

 

Torçam por nós!

12
Jun18

Restaurante do Clube Naval de Lisboa


Precisam de levar aquele tio-avô a jantar para ficar nas boas graças dele de forma a serem incluídos no testamento? Querem fumar o cachimbo da paz com o colega do escritório que vos está constantemente a roubar os agrafos mas não sabem onde ir? Necessitam de impressionar um amigo estrangeiro mas não o podem levar a um restaurante de estrela Michelin porque ao contrário dele vocês tem de contar os euros para conseguirem chegar ao fim do mês sem terem de recorrer ao arroz com atum?

 

Em Lisboa existem alguns restaurantes que eu coloco na categoria dos seguros.

 

São aqueles restaurantes que não são extraordinariamente fantásticos mas que tem a maravilhosa capacidade de nunca desapontar. Sabemos que se precisamos de comer bem, de ter um bom serviço e no fim não ficarmos com a carteira vazia, então temos de ir a um desses locais.

 

O Restaurante do Clube Naval de Lisboa, em Belém, é um local onde podemos ficar descansados que estamos em boas mãos. Um espaço amplo, com um serviço eficiente e comida saborosamente bem confeccionada.

 

Além do menu fixo de carne e de peixe, há as sugestões do dia, como o fantástico malandrinho de polvo e camarão, generosa e fumegantemente servido, que ontem me calhou em sorte.

 

Claro que se o objectivo é ter um convívio mais prolongado, porque não começar com um belo choco frito e uns camarões ajillo, que quase que suplicam para que acariciemos com uma fatia de pão o extraordinário molho que os acompanha.

 

A sobremesa também não desaponta, sendo a minha preferência o cheesecake com frutos silvestres, leve e guloso, sem ser demasiado doce, mas há outras várias que também merecem uma ou mais colheradas.

 

Mas para mim, o melhor do Restaurante do Clube Naval de Lisboa é reservarem uma mesa junto à janela, de forma a poderem ver o rio Tejo em todo o seu esplendor. Não há nada melhor que observarem a Ponte 25 de Abril e o Cristo Rei ainda com sol e depois acompanharem a despedida do astro rei para dar lugar ao brilho das luzes nocturnas, sempre com as serenas águas do rio a envolverem a vossa vista.

 

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

Restaurante do Clube Naval de Lisboa

 

 

 

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11
Jun18

The Danish Pastry Shop


Tomar o brunch no cerne de Lisboa ao Domingo tem vários problemas inerentes.

 

Para quem usa o carro como forma de deslocação há o inconveniente do estacionamento, visto que nas zonas mais turísticas é praticamente impossível encontrar um lugar que não seja num dos parques subterrâneos, que normalmente não são nada simpáticos para a carteira.

 

Depois há o preço do brunch em si, que costuma ser consideravelmente elevado devido à localização geográfica, o que nos leva a pagar mais pelo espaço do que pela comida.

 

Esta combinação de factores acaba por tornar a tarefa de brunchar em algo bastante dispendioso, por isso torci o nariz quando o cara-metade me sugeriu que o fizéssemos este passado domingo.

 

Como vi o desalento no rosto dele, decidi que haveria de encontrar uma alternativa.

 

Após um busca exaustiva nos motores de busca, onde simplesmente coloquei brunch, barato e fora de Lisboa, encontrei uma referência à The Danish Pastry Shop, um espaço inaugurado à menos de um mês que ficava situado em Oeiras, mais precisamente em Queijas.

 

O valor do brunch era de 12 euros, já com tudo incluído, por isso eu e o cara-metade fizemos figas para que não fosse um fiasco e lá fomos nós rumo à embaixada dos sabores dinamarqueses.

 

E não foi fiasco nenhum.

 

Primeiro tem bastantes locais para estacionar mesmo à porta. Depois o espaço é grande, iluminado, bem decorado e onde conseguimos respirar, sem haver um aglomerado populacional por metro quadrado que nos faça sentir claustrofóbicos.

 

Quando chegámos não havia mesa disponível, por isso fomos convidados a sentar numa zona de espera, muito confortável, que tem como objectivo fazer com que sintamos o hygee.

 

O hygge é uma palavra dinamarquesa que não tem tradução para a nossa língua, mas é a razão da Dinamarca ser um dos países mais felizes do mundo. A melhor forma de explicar esta palavra é dizer que é uma espécie de aconchego com consciência entre amigos.

 

Após uma curta espera fomos sentados e pedimos o brunch.

 

E que brunch meus senhores. Podíamos optar entre vários tipos de sumo natural, que vinham servidos numas garrafinhas amorosas, entre diversos tipos de pães para a sanduíche tradicional acompanhada de queijo, fiambre ou doce de frutos vermelhos e por uma peça de pastelaria.

 

Eram também servidas umas batatas assadas deliciosas e um iogurte com granola de fazer chorar por mais. Até o bolinho de chocolate com rum, chamado de flødeboller, era algo divinal, que acompanhava perfeitamente o café ou o chá de gengibre também incluído no preço.

 

Mas seria impensável esquecer-me da peça mais icónica deste brunch, a smørrebrød, um prato nacional dinamarquês, que é uma sandes aberta fria.

 

Foram-nos servidas duas, uma com omelete de cogumelos e a outra onde tivemos de optar entre patê de porco e salmão fumado, tudo salpicado com aneto e pickles de beterraba entre outros ingredientes que fizeram o nosso palato relembrar os sabores dinamarqueses.

 

Só vos posso dizer que a comida estava deliciosa. Em termos de sabor estava tudo irrepreensível. É espectacular quando damos um salto de fé a um sítio novo e ficamos tão fascinados com as iguarias gastronómicas que nos colocam à frente.

 

Para melhorar, e talvez seja este um dos grandes segredos, é tudo caseiro, ou seja, há uma atenção dada a cada ingrediente que o torna especial, que é o que o cliente procura neste mundo tão homogeneamente industrializado.

 

É como compramos uma peça de roupa, não queremos descobrir que mais cinco pessoas no nosso bairro possuem as mesmas calças e camisola, queremos alguma exclusividade, e na The Danish Pastry Shop encontramos identidade em termos de sabor.

 

A aperfeiçoar na experiência só o serviço, muito simpático sem dúvida nenhuma, mas ainda um pouco lento e algo complicado na parte de fazer as escolhas referentes ao que integra o brunch.

 

Há tanto para escolher (na realidade não é assim tanto mas a forma como é apresentado faz com que pareça mais que o que é) que a certa altura uma pessoa está tão confusa e cheia de fome que já nem sabe bem pelo que está a optar (felizmente é tudo tão bom...), e claro que é um terreno fértil para enganos também da parte de quem nos atende (pedimos uma omelete sem cogumelos e veio com cogumelos, mas não foi isso que nos impediu de a comermos e nos deliciarmos com ela).

 

Ficámos também assim um bocadinho desapontados pelo facto dos Chefs terem ido à maior parte das outras mesas entregarem parte do brunch e nós não tivemos direito a cumprimentar quem teve a ideia de desenvolver tão fantástico menu.

 

São pequenas coisas a serem melhoradas mas que não me conseguem tirar a sensação de que comi um dos melhores brunches dos últimos tempos, e ainda por cima, a um preço mais que justo e que me deixou a barriga extremamente bem aconchegada!

 

The Danish Pastry Shop

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