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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

31
Mai18

Nata sem Concha


Desde os tempos da faculdade, há mais de uma década, que frequento a Conchanata, uma icónica geladaria com mais de sessenta anos de história, situada na Avenida da Igreja, em Alvalade.

 

Conchanata

 

É mais que habitual ter que ir com paciência para poder comer um gelado - as filas são extensas - mas vale a pena o tempo que se espera.

 

A minha escolha recai sempre na opção que partilha o nome com a geladaria, a Conchanata, que consiste em quatro bolas de gelado, sendo uma delas de nata, cobertas com um maravilhoso, soberbo, inesquecível molho de morango. Se houver dúvidas em quais os sabores que escolher para as outras bolas, infelizmente não posso dar grande ajuda, porque até agora todos os que provei são simplesmente deliciosos.

 

Hoje voltei a estar na fila para comprar uma Conchanata, e qual a minha tristeza quando descubro que já não há concha.

 

Quando comecei a visitar o espaço, as 4 bolas de gelado eram servidas numa taça de metal em forma de concha (antigamente era de vidro mas já não apanhei esse período).

 

Depois passaram a ser apresentadas numa concha de plástico.

 

Hoje entregaram-me num copo de esferovite.

 

E foi um pedaço da minha adolescência que morreu ali.

 

Que o gelado continua óptimo, continua. Que o molho de morango continua divinal, continua.

 

Mas não há sequer mesas na esplanada, apenas cadeiras, como que a convidar o cliente a pegar no seu copo de esferovite e a ir para outras paragens.

 

A Conchanata agora é apenas nata e nenhuma concha - passou a ser um bom gelado mas sem história para ficar na lembrança...

 

Conchanata

 

 

Gelados Conchanata Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

31
Mai18

Há regras que não foram feitas para ser quebradas


Morreu uma girafa no Zoo de Lisboa.

 

Morreu uma girafa por causa da estupidez humana. Por causa da falta de capacidade mental para compreender que as regras existem por alguma razão. Morreu porque alguém achou que tinha o direito de quebrar as regras apenas para seu contentamento pessoal.

 

Mas não é só no Zoo de Lisboa, onde constantemente as pessoas alimentam os animais apesar de todas as proibições, que a chico espertice do ser humano se revela.

 

É na condução, com as passagens de traços contínuos e sinais vermelhos, é nos impostos, quando se declara menos do que na realidade se tem, é na farmácia, ao querer comprar antibióticos sem receita médica e inventando uma história sem pés nem cabeça.

 

Se no caso dos impostos o lesado é o país, na farmácia quem sofre é a saúde pública e na condução está em risco a vida da própria pessoa e dos outros condutores ou peões. 

 

Só que ninguém se lembra das possíveis consequências das suas acções.

 

O que importa é o próprio umbigo e ter aquela sensação que se passou a perna ao sistema. Como se o sistema tivesse sido criado apenas e só para chatear uma pessoa - afinal viver num estado anárquico deveria ser muito melhor para todos.

 

Morreu uma girafa no Zoo de Lisboa porque alguém achou que não fazia mal quebrar as regras.

 

Só que fez muito mal.

 

E agora, dá para voltar atrás?

 

30
Mai18

O Relato Oficial do Casamento - Parte 2


De momento este blog ainda não foi encontrado e/ou identificado por nenhum dos noivos, por isso vou continuar a fazer o meu relato honesto sobre o acontecimento sempre com medo de represálias.

 

Já falei acerca da roupa, da comida, da bebida e do lançamento do bouquet. Nesta segunda parte vou-me debruçar sobre a animação, o corte do bolo e as fotografias.

 

 

As Fotografias

 

Uma das piores coisas num casamento é sem dúvida alguma as fotografias.

 

E nem estou a falar daquelas da praxe que temos de tirar com o noivo e com a noiva, sempre muito sorridentes, como se não os estivéssemos secretamente a odiar por nos terem feito esperar hora e meia à torreira do sol simplesmente porque é muito giro a noiva chegar atrasada e mais outra hora para a celebração em si.

 

As piores fotografias são aquelas que são tiradas sem o nosso consentimento informado.

 

Estamos nós com a boca cheia de amendoins e pumba, aparece o fotógrafo para nos tirar uma foto. Estamos nós a atacar a mesa do marisco sem dó nem piedade salivando como se não víssemos comida há séculos e pumba, aparece o fotógrafo. Estamos nós a fazer um passo de dança mais arriscado e pumba, aparece o fotógrafo. Estamos nós a vomitar na casa-de-banho depois daquele décimo rum-cola e pumba, aparece o fotógrafo.

 

E pior de que nos estarem sempre a tirar o retrato, é quando o raio do homem se coloca à frente do nosso campo de visão. Ele estava à minha frente na parte da troca de alianças. Ele estava à minha frente quando cortaram o bolo. Ele estava à minha frente quando apresentaram um slide show manhoso.

 

Sinceramente o meu instinto homicida estava ao rubro.

 

E pergunto-me eu, se havia um drone para tirar fotos (ainda estou a pensar em processar os noivos por me tirarem fotos tão explícitas da careca), porque é que raio não correram o casamento todo a fotos aéreas?

 

O Corte do Bolo

 

Primeiro tenho que dizer que este bolo de casamento estava muito bom. Com amêndoa, levezinho, papei-o num abrir e fechar de olhos.

 

O corte do bolo foi feito mais cedo do que é costume, lá por volta das nove e meia da noite. Foi um momento bonito, com o raio do fotógrafo à minha frente, sendo que houve assim uma pequena explosão de fogo de artifício que permitiu que os convidados pudessem focar a sua atenção em outra coisa que não os noivos.


Mas antes do corte fomos todos convocados para fazer um corredor de amor (o nome é da minha autoria, nada de copiar), onde os convidados estavam todos lado a lado, cada um com uma daquelas velas para bolo que quando se acende começa a mandar muitos faíscas, a fazer um caminho para os noivos passarem elegantemente.

 

Primeiro que tudo, aquilo trouxe-me memórias da escola e dos corredores da morte, onde uma pessoa levava calduços a torto e direito, por isso tive de me controlar para não dar um biqueiro no noivo quando ele passou por mim.

 

Em segundo, ficou muito bonito sim senhor o foguete a arder mas estava com um medo danado que aquilo me queimasse ou as mãos ou a roupa.

Não podíamos ter feito o mesmo efeito com a lanterna do telemóvel?

 

Triptofano Casamento

 

 

A Animação

 

Pronto minha gente, aqui é que a porca torceu o rabo. Vocês que estiveram a ler o relato até devem ter pensado, ah e tal, o casamento nem foi assim tão mau, o Trip é que é muito exigente.

 

Pois bem, agora vão saber porque é que eu achei que o casório foi apenas aceitável.

 

Depois do corte do bolo, onde toda a gente estava meio espevitada por estar ao ar fresco, voltámos para o salão de festas. E eu pensei, agora é boa altura para colocar toda a gente a dançar e a mexer.

 

Pois que não.

 

Primeiro tivemos que ver um daqueles slide shows fenomenais, com toda a família dos noivos a desejar felicidades e a pedir aos santos que não se divorciassem naquele mesmo ano que tinham ficado endividados com a festa e a fazer com que metade das pessoas presentes choramingasse e a outra metade bocejasse.

 

Quando acabou pensei que finalmente era a altura da dança.

 

Pois que não.

 

Como os noivos não queriam fazer uma dança inaugural, já que nenhum deles era assim muito coordenado, fizeram um jogo chamado Alta Pressão (ou algo do género) onde basicamente tinham de responder a questões feitas um pelo outro para todos sabermos o quão bem eles se conheciam.

 

E aqui eu pergunto, o que raio me interessa saber se eles se casaram sem fazer a mínima ideia de quem é a outra pessoa ou não?

 

É que se ainda fossemos nós a poder fazer perguntas a eles, era outra coisa.

Eu já tinha preparado um O noivo tem a pila babona? ou um Já fizeram sexo enquanto a noiva estava com o período? que obviamente iria aumentar os ânimos do pessoal.

 

Mas não, fiquei a saber da história de uma canja salgada, que o noivo partiu duas vezes o braço e que a primeira reserva que fizeram para jantar foi num restaurante vegetariano.

 

Neste momento toda a sala já estava em modo ronco.

 

Após a última pergunta o meu coração encheu-se de júbilo. Era agora o momento da dança.

 

E foi!

 

A banda chegou e quando começou a tocar o meu coração partiu-se. 

 

Música Rock.

É que não era que fosse má música, mas não era para dançar, não era aquela música que nos tira o cu da cadeira e nos faz requebrar até ao chão.

 

É que não houve um Eu levo no Pacote da Rosinha, nem uma kizombada, nem uma daquelas músicas latinas sensualonas. Nem sequer se fez o comboiozinho, como é que é possível um casamento sem o comboiozinho?!?!

 

Conclusão, começou tudo a debandar. Como o casamento era fora de Lisboa, eu e o cara-metade também decidimos que era altura de ir para casa antes de adormecermos em cima da mesa. Não ficámos para o karaoke que haveria a seguir, mas também não me parece que alguém fosse cantar a Ampulheta da Ana Malhoa....

29
Mai18

Quando sabemos que o nosso post vai ser considerado plágio!


De há uns dias para cá estive a trabalhar com todo o amor e carinho num post sobre a melhor dieta de 2018.

 

Não é nada de transcendente, mas fiz questão que neste tema tão sensível para tanta gente o post que eu mandasse cá para fora estivesse perfeitinho, maravilhoso, com a mensagem clara como água de forma a não haver mal entendidos.

 

E neste vagar vagaroso com que fui aperfeiçoando os exemplos, os jogos de palavras, as piadas sem graça nenhuma, as horas foram passando, e com elas os dias.

 

Até que abro a página dos Blogs do Sapo e dou de cara com um destaque sobre reeducação alimentar. Precisamente o tema que eu estava pronto para lançar para o mundo virtual com pompa e circunstância.

 

O meu primeiro pensamento quando vi o post alheio foi um palavrão que não devo colocar aqui visto poder chocar almas mais sensíveis.

 

Agora fico na incerteza.

 

Devo postar na mesma e ignorar o facto da comunidade virtual ir achar que é um plágio descarado? Desisto do post e mando-o para a reciclagem? Deixo passar assim uns mesitos para quando já ninguém se lembrar do destaque do outro blog mas arrisco-me a que ninguém queira saber de dietas e afins?

 

Afinal até neste mundo da blogesfera quem fica a dormir à sombra da bananeira acaba por se tramar....

 

28
Mai18

O Relato Oficial do Casamento - Parte 1


Agora sim minha gente, sentem-se confortavelmente nos vossos assentos, puxem para o pé de vocês as pipocas e libertem o vosso espírito de alcoviteira, porque vou contar tudo, mas tudo o que se passou no casamento de sábado.

 

Se acham que o casamento do Príncipe Harry e da Meghan foi a celebração do ano, provavelmente estão correctos, mas este casório a que eu fui teve algo que o casamento real não teve, e essa coisa foi obviamente a minha presença, que faz logo toda a diferença em qualquer festança.

 

A verdade é que não soltei a franga no sábado, mas também não me tentei suicidar engasgando-me com uma mão cheia de amendoins, por isso classifico a experiência no seu todo como aceitável.

 

Deixo-vos aqui as minhas reflexões sobre alguns tópicos relativos ao casamento:

 

Roupa

 

Se acham que aqui o Triptofano vai vestir um fato para ir a um casamento estão muito errados.

 

Primeiro, porque continuo sem conseguir vestir aquelas calças malditas que alguém me encolheu, segundo, porque é preferível ir confortável do que ir todo pipi e passar um sofrimento atroz e nem aproveitar a festa.

 

Triptofano Casamento

 

Como podem ver pela foto, apesar de ir despojado do tradicional fato, ia muito bem compostinho, como é esperado de alguém do meu status social (cof cof).

 

Relativamente aos outros convidados havia de tudo.

 

Aquelas pessoas que foram à feira de Carcavelos comprar a roupa mais berrante que por lá havia certamente na esperança de servir como sinal luminoso a uma nave alien que as raptasse num momento de maior tédio, as que iam compostinhas e bonitinhas mas tinham comprado sapatos um tamanho abaixo ou esqueceram-se da sua predisposição para acumular líquidos na parte inferior do corpo depois de meia-hora em pé, e as que iam confortáveis e passaram o casamento sem grandes atribulações de vestuário.

 

Entre os convidados houve um senhor que veio de calças de ganga e camisa do dia-a-dia, que eu pessoalmente nem achei mal, afinal se é para estar à vontade é para estar à vontade.

 

Agora roça um bocadinho o limite do ridículo quando um outro jovem, no copo de água, vai ao carro tirar o fato e volta de calções de corrida e t-shirt. Eu sei que estava calor mas pronto, too much is too much...

 

Aproveitando que falo de calor, um pedido às senhoras que me estão a ler.

 

Não façam aventuras quando vão a um casamento. Se não estão acostumadas a maquilhar-se, deixem isso para lá. De certeza que são bonitas de qualquer forma, e mais vale uma cara com um bocadinho de acne, do que ter alguém a escorrer maquilhagem a meio da tarde, ou uma moça aflita a ver que as pestanas postiças compradas na Primark iam-lhe saltar para dentro do creme de espargos.

 

E não acordem às cinco da manhã para irem ao cabeleireiro. Ninguém merece perder horas de sono para acabar com uma espécie de caniche empalhado no cimo da cabeça.

 

E a noiva?

 

Sou sincero que estava à espera de um desastre de comboio daqueles que acontecem na Índia, e até tinha ensaiado em casa a minha cara de reprovação quando visse o modelito, mas surpreendi-me porque era muito bonito. Renda à frente, transparência atrás, assentava-lhe muito bem e ficou uma noiva lindíssima. Quando soube o preço do vestido tive um pequeno enfarte, mas pronto, os convidados pagam a madrinha da noiva paga!

 

 

Comida

 

Casamento que é casamento é para comer. É para encher o estômago até não poder mais. É para se levar Kompensan e Eno de casa, fazer um cocktail com água das pedras, rezar para não se vomitar em cima do centro de mesa, dar uma meia-horita e estar preparado para voltar a dilatar ao máximo a nossa cavidade estomacal. 

 

Infelizmente acabei por me esquecer do meu conjunto de tupperwares para encher até ao cimo com marisco e queijo, e também não levei a minha Michael Kors com bolsa isotérmica de forma a conservar os mantimentos mais perecíveis, por isso tive que me conformar em que o que não comesse naquela altura já não ia poder voltar a comer.

 

A comida no geral estava boa, nada de espectacular, mas bem feita, saborosa e variada.

 

Havia alguns detalhes que, como é óbvio, o cara-metade não deixou de me referir, como demasiado caldo Knorr no molho aveludado de camarão, ou do sequestro dos espargos no creme de espargos que devia ser de outra coisa qualquer, ou das ostras que não estavam conservadas em cima de gelo, o que certamente provocou a quem as consumiu uma daquelas diarreias de jacto que tem a capacidade maravilhosa de mudar a cor da nossa loiça sanitária.

 

Mas eu perdoo tudo isto porque havia fruta suculenta (falo primeiro da fruta que é para não pensarem que sou um alarve) e doces, muitos doces, capazes de matarem meia dúzia de velhos diabéticos que por lá andavam a enfiar os dedos nas cornucópias e nos doces de ovos e em todas as outras coisas deliciosas cheias de calorias que nem uma semana a nadar vai-me conseguir tirar das ancas.

 

Triptofano Casamento

 

Triptofano Casamento

Triptofano Casamento

 

 

Bebida

 

Se não houver um familiar de um dos noivos completamente enfrascado lá por volta das cinco da tarde então é porque algo não está a correr bem. Neste casamento isso não foi um problema, porque já havia gente a cair para o lado por volta das três e meia.

 

Agora no meu caso não sei o que aconteceu, porque ou o meu fígado ganhou capacidades mutantes e conseguiu digerir tudo o que era álcool, ou as bebidas que me serviram estavam muito diluídas. Eu bebi sangria, eu encharquei-me com vinho branco, eu mamei uma data de cervejas artesanais, eu dei-lhe forte no rum cola, e nada, nada minha gente! Nem alegre eu fiquei.

 

Perguntam vocês porque é que eu queria colocar-me num estado alcoolizado? Ora se tivessem visto a mesa onde eu estava tinham percebido o porquê do meu desespero....

 

Sabem quando toda a gente se conhece e vocês são a única pessoa fora do grupo? E há uma data de piadas internas que ninguém se dá ao trabalho de vos explicar? Ou quando resolvem fazer uma recapitulação dos últimos 15 anos da amizade? É nesse momento que vocês desejam com a maior força do vosso ser ter um tampão que possam embeber em vodka e enfiar pelo rabo acima de forma a bater mais forte....

 

 

O Lançamento do Bouquet

 

O desporto de contacto por excelência. O desespero é tal de certas jovens para não ficarem solteironas que há placagens, cotoveladas, mordidelas, tudo vale na hora de apanhar o ramo de flores.

 

Ora neste casamento não houve nada disso, para minha tristeza que já estava pronto para fazer um boomerang para o Instagram.

 

Em vez de uma luta animalesca houve uma espécie de caça ao tesouro. Espalhados pelo recinto da quinta havia quatro frasco com fitas numeradas e quem conseguisse reunir todas as quatro fitas primeiro ganhava o bouquet. Mas o mais interessante é que além do bouquet - representado pela fita rosa - estava em jogo o laço do noivo - representado pela fita azul e que garantia um namoro feliz - e o laço do filhote dos noivos - representado pela fita amarela e que faria a quem o ganhasse ser o próximo a ter filhos.

 

Pois bem minha gente, quem não me conhece fica aqui já a saber que eu sou uma pessoa ligeiramente competitiva, por isso mal deram o sinal de partida foi ver-me a empurrar pessoas do caminho e a correr atrás do raio das fitas.

 

O resultado foi ter conseguido reunir as quatro fitas amarelas, por isso eu e o cara-metade vamos ser os próximos a ser papás.

 

Na verdade até é possível, já que não temos aquela chatice do tempo de gestação, é só telefonarmos para a Madonna e perguntarmos se ela nos pode dar o contacto da agência que lhe mandou aquela filharada toda quando ela descobriu que já não tinha grande sucesso a lançar novos álbuns!

 

Triptofano Casamento

 

 

Como este post já vai longo, a segunda parte do relato oficial do casamento fica para amanhã! Espero que estejam a gostar 

27
Mai18

Este post ainda não é sobre o casamento!


Eu sei que vocês estão em pulgas para saber como foi o casamento de sábado.

 

Se eu maravilhei todos os convidados como os meus dotes de dança e rebolei o rabo até ao chão provocando glaucoma em meia dúzia de velhinhas; se vomitei ao estilo dragão para cima da menina das alianças depois de ter bebido o oitavo rum cola no espaço de meia hora; ou mesmo se fiz propostas indecentes ao padrinho da noiva na casa-de-banho da quinta porque o tédio era tão grande que levar um sopapo na tromba de um heterossexual zangado subitamente passou a ser uma ideia tentadora.

 

Tenho-vos a dizer que me diverti razoavelmente, que acho que me comportei até civilizadamente, tirando os momentos em que estava a falar de pilas e tomates ao pé de umas senhoras de idade que espero piamente que se tenham esquecido de trazer o aparelho auditivo, e que controlei o meu instinto de tuga e não fiz nenhum direct para o Instagram com a mesa dos queijos e do marisco.

 

Como o fim-de-semana foi assim puxadote, que tive de tirar imensas fotos sempre a olhar para o chão a fingir que estava distraído à procura da minha virgindade perdida qual blogueira de sucesso, deixo para amanhã o relato mais detalhado da minha passagem por este casamento tão aguardado por todos!

 

Mas para não acharem que vieram perder tempo aqui ao blog para nada, deixo-vos algo totalmente diferente e que não está de todo relacionado com o casamento.

 

Anúncios portugueses antigos - vejam estas pérolas e depois digam-me se antigamente não tínhamos publicitários de fazer inveja ao estrangeiro?!?

 

 

25
Mai18

O Meu Regresso à Follow Friday


Já há algum tempo que deixava passar em branco a iniciativa do Sapo da Follow Friday, mas desta vez disse para mim mesmo que apesar de já ter um post programado, há prioridades nesta vida, e uma delas é dar a oportunidade a outros colegas bloggers de serem conhecidos pelo mundo.

 

E esta colega blogger é super divertida, simpática, galhofeira e não deve ser desconhecida do mundo virtual, visto que o seu espaço fez recentemente 14 anos (uma eternidade!).

 

Além de todos estas qualidades que me fizeram escolhê-la para esta follow friday, confesso que também pesou na minha decisão algum remorso.

 

Remorso por ter dado involuntariamente cabo da canja dela e consequentemente provocado atritos conjugais.

 

Falo da Alfa e da sua Sopa de Letras. Se não conhecem vale a pena darem uma espreitadela, não se vão arrepender! 

24
Mai18

Quando a evolução tecnológica nos deixa nervosos!


Podem-me chamar antiquado, mas se há coisa a que eu não me consigo adaptar é a ver os folhetos dos supermercados em formato digital.

 

Eu sei que se poupa papel, que tenho acesso a eles em primeira mão, que não preciso de andar de supermercado em supermercado a recolhê-los (já dificilmente vem parar algum à minha caixa de correio, para grande tristeza minha), mas eu não consigo ficar fiel aos folhetos digitais.

 

Para mim, parte da emoção de se descobrir uma óptima promoção é virar e revirar o folheto de papel entre as mãos, dobrá-lo, arrancar páginas, fazer círculos com um marcador laranja fluorescente, por todos uns ao lado dos outros para descobrir onde é que o papel higiénico está mais barato e ficar em ânsias quando é segunda-feira e aquele chocolate caríssimo que adoramos vai estar com 80% de desconto mas só a partir de quinta-feira e com stock limitado e nós começamos logo a fazer planos para acampar à frente da loja, sempre com o folheto em forma de canudo guardado no bolso de trás das calças, para na altura da compra não sermos enganados e comprarmos a embalagem de 200 g que não tem desconto ao invés da de 100 g.

 

Quando tento ver um folheto no computador fico imediatamente stressado, porque as páginas demoram a virar (e costumam fazer um barulho irritante que os folhetos não fazem na vida real), porque tenho de estar sempre a fazer zoom para ver o preço por quilo quando na vida real bastava-me por o papel junto ao nariz para ver as letras miudinhas, porque necessito de ter uns 10 separadores abertos para andar a comparar preços e quando dou por ela já não sei onde é que estavam os sacos de lavanda com promoção de 15% e acabo por mandar tudo às urtigas.

 

A evolução digital é muito bonita sim senhor, mas por favor, não deixem de imprimir os folhetos em papel para os velhos do Restelo como eu!

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