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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Ama-te (uma carta ao meu Eu futuro)

18.04.18, Triptofano!

As letras rabiscadas dirigidas ao meu Eu futuro olham-me atravessadas de escárnio, por pedir a alguém que seja capaz de conjugar um verbo que eu sucessivamente teimo em falhar.

 

Ridículo é o facto de ter a plena consciência que o presente é um perene limbo entre o passado e o futuro; o momento do agora não é sequer um espaço delineado entre dois pontos, é uma fracção de milésima de segundo que separa o que já foi daquilo que vai ser.

 

O presente não é mais que um volátil instante, por isso qual é a medida de tempo que terei de aplicar nesta carta que escrevo? Minutos? Semanas? Anos? Décadas?

 

Podia ganhar coragem para agarrar o depois neste agora, mas a inércia da perpetuidade do presente aniquila-me as inexistentes ambições de mudança.

 

Era tão fácil chegar ao espelho daquela casa-de-banho e rachar-lhe o imundo reflexo que insiste em desvirtuar a verdadeira realidade da minha imagem. Só que não tenho forças sequer para me levantar.

 

Talvez cuspir-lhe na face imaculada – mas as queimaduras no meu esófago, causadas por todas as vezes que me obriguei a vomitar, dissuadam-me de imediato.

 

Pelo menos sorrir-lhe com desdém, ignorar as suas patéticas mentiras! Mas mantenho os lábios cerrados para não revelar os bamboleantes dentes resultados de uma carência vitamínica acentuada.

 

Tenho frio. Um conjunto de ossos agrupado em forma de mão puxam um cobertor para me tapar. Nem o hirsutismo que me cobre o peito, as costas, as pernas e os braços é suficiente para me aquecer. Como será a temperatura no futuro?

 

 

Ama-te

Ama-te

Ama-te

A….

 

A caneta rebenta-se-me entre os dedos. Olho inexpressivamente para a mancha de tinta que toma de assalto metade da folha.

 

Sei que é um mau presságio.

 

Nunca existiu um cadáver que soubesse ler.

 

 

Unidades de Tempo

17.04.18, Triptofano!

O senhor canalizador que está a tratar do problema da minha casa-de-banho certamente que vive numa dimensão paralela diferente da minha, onde a unidade que se utiliza para medir o tempo tem o mesmo nome mas as semelhanças terminam por aí.

 

Assegurou ele que a obra iria demorar dois dias e meio de trabalho para ficar pronta.

 

Ontem esteve uma hora cá em casa.

 

Hoje esteve uma hora e meia.

 

Disse-me que passava cá amanhã de manhã para terminar tudo.

 

Quem me dera que os meus dias de trabalho também fossem assim extensos.

Pipoca Mais Doce, Estou Chegando!

17.04.18, Triptofano!

Bem sei que a Pipoca Mais Doce já deve ter um senhor das entregas só para ela, tal é a quantidade industrial de coisas que lhe chegam a casa, mas ela que se ponha a pau, porque eu Triptofano, estou prestes a alcançá-la!

 

Pronto, realisticamente falando estou a anos luz dela, mas pela primeira vez, recebi uma encomenda com miminhos em casa, cortesia da Éclatant.

 

A Éclatant é uma plataforma de vendas online onde conseguimos encontrar produtos de marca a preços muito mais simpáticos para a carteira.

Tenho de dizer que foram super atenciosos comigo, os produtos chegaram rapidamente e muito bem acondicionados à morada que lhes forneci e até se dispuseram a ouvir as minhas sugestões e a fazer algumas alterações no site deles de forma a tornar todo o processo de compra mais fácil e intuitivo.

 

O que é que a Éclatant me sugeriu em termos de parceria?

Que eu escolhesse um produto qualquer do site deles e fizesse uma review honesta!

Como típico português que sou fui logo à pesquisa por preço e vi o produto mais caro da lista. Não me interessava se era para a flacidez hormonal, se eu tinha direito eu ia querer o mais caro!

 

Obviamente que eles já estão prevenidos para este tipo de garganeirice, e eu é que não tinha reparado nas letras miudinhas e que afinal havia um plafond. Por isso pensei imediatamente em pedir a coisa mais cara dentro desse plafond.

 

Algumas horas de reflexão depois (que eu demoro eternidades a fazer compras online), decidi que era mais inteligente pedir coisas que realmente usasse do que mandar vir só por vir, por isso pedi conselhos ao cara-metade e no fim de muito debate (somos pessoas complicadas eu sei) decidimos-nos por três produtos.

 

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Clarins Men Smooth Shave

 

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O cara-metade inferniza-me a vida por causa da espuma de barbear dele, que para minha sorte, está sempre esgotada em todo o lado. Que aquela é que é boa, que não lhe causa irritações, que se não a usar cai-lhe metade da cara no meio da rua e mais uma data de argumentos melodramáticos.

 

Por isso mandei vir este Gel Espuma da Clarins sem álcool, anti-cortes, energizante, purificante e apaziguante com erva de bisonte e galanga da China na composição, e rezei aos Santos para que funcionasse.

 

E funcionou. Sem ficar com alergia alguma, o produto fez o que prometeu e o cara-metade ficou felicíssimo. Eu pessoalmente gostei do facto de quando se aperta sair um gel azul, e com pouca quantidade ele ao entrar em contacto com a pele transforma-se numa espuma bastante agradável, com um óptimo cheiro, e que cobre o rosto todo.

Aprovadíssimo!

 

 

Uomo de Ermenegildo Zegna

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Eu posso ter cinquenta embalagens diferentes de cada tipo de cosmético que exista no mundo, mas quando os compro gosto deles e vou usando, muito calmamente mas uso!

 

O cara-metade volta e meia adquire e depois diz que afinal não gosta. E chuta para mim. Então com os perfumes é do pior, quando dou por ela estou a besuntar-me numa fragrância qualquer só porque o senhor decidiu que já não a quer usar.

 

De forma a tentar agradar o cara-complicado-metade veio cá para casa o Uomo de Ermenegildo Zegna. Com notas de bergamota, violeta, vetiver e cedro, esta eau de toilette leva um três em cinco no que toca a durabilidade do odor (costumo dizer para quem usa pulseiras ou assim, para borrifar um pouco nelas, de forma ao perfume permanecer activo mais tempo) e um quatro no que toca ao odor em si.

 

Eu pessoalmente gosto do perfume, mas ainda não foi este que arrebatou o coração ao cara-metade.

 

 

Gel de Duche Bois D'Orange Rogger & Gallet

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Quando eu vivia com os meus pais, e tinha uma casa-de-banho só para mim, um gel de banho durava-me para uma eternidade. E garanto-vos que andava sempre muito limpinho e cheiroso, só que simplesmente não precisava de usar uma grande quantidade.

 

Desde que passei a morar com o cara-metade, não há mês que não tenha de andar a comprar gel de banho. Ainda por cima agora com a natação, tenho de levar comigo algo para me lavar, e tenho sobrevivido à base de amostras que trago dos hotéis.

 

Por isso pensei, vou escolher um gel de banho não muito grande, mas que seja hidratante por causa do cloro da piscina e que seja bastante aromático.

 

A escolha recaiu sobre o Bois D'Orange, que cheira maravilhosamente bem a laranja. A embalagem diz que é tonificante, mas isso eu já desconfio. O que me interessa é que além de não ter tensioactivos sulfatados, nem parabenos, nem corantes, a sua base lavante é de origem vegetal.

 

E agora vocês dizem: ah pois e tal, um gel de banho é um gel de banho, nem inventes!

 

Então fazemos assim,vão buscar o vosso e vejam a lista de ingredientes.

O primeiro vai ser certamente água.

E o segundo qual é? Lauril Sultato de Sódio? Acertei?

Agora façam uma pesquisa sobre o que esse belo composto é capaz de provocar e digam-me de vossa justiça.

 

O Bois D'Orange da Rogger & Gallet tem como segundo ingrediente (não se esqueçam que os ingredientes aparecem por ordem de quantidade nas fórmulas, da maior quantidade para a menor) a cocobetaína, que é muito mais simpática para com o nosso corpo!

 

Pelo menos a minha pele anda muito bem hidratada, e nem a quantidade de químicos da piscina tem-lhe causado dano!

 

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Resumindo, fiquei muito satisfeito com a minha experiência com a Éclatant (especialmente porque foi uma oferta que me fizeram, não vou ser cínico ao ponto de o negar) mas assumo que tenho vontade de voltar a fazer compras no site, já que fui muito bem tratado.

 

E vocês? Conheciam este site? Qual é que costumam usar para as vossas compras online?

 

 

Colocarão químicos na música?

16.04.18, Triptofano!

Por mais que o queiramos negar, é um facto que a indústria alimentar adicionar substâncias a certos alimentos de forma a torná-los mais saborosos e viciantes.

 

É por essa razão que muitas vezes sonhamos com um pacote de batatas fritas e deixamos um rasto gigantesco de baba na almofada, quando poderíamos muito bem passar a nossa noite a fantasiar com cenouras ou maçãs pink lady.

 

Agora o que eu desconhecia por completo é que já era possível colocar químicos na música.

 

Porque só vejo esta explicação para que de cada vez que sai uma música nova da Ana Malhoa eu ficar completamente viciado nela.

 

É que quando eu a ouço pela primeira vez penso, ah não, desta vez nem estou a gostar tanto da música, mas basta ela chegar ao fim para algo no meu cérebro ser activado e quando dou por ela já estou na audição número 280 e começo a ter flashs do videoclip quando estou a usar o bidé.

 

Se a teoria da conspiração do uso de químicos em canções não vos cativa, então só pode ser a teoria número 2:  a utilização de uma frequência em pano de fundo que só certas pessoas conseguem ouvir, mais ou menos como aqueles apitos para os cães!

 

Essa frequência estimula o complexo hipotálamo-hipófise e cria uma adição em pessoas com um quociente de inteligência acima da média (como o meu), que foram escolhidas a dedo de forma a poderem difundir a mensagem da Ana Malhoa e daqui uma década serem os seus fiéis súbditos quando ela for coroada rainha da nova Ordem Mundial.

 

A propagação da palavra não se fará através da distribuição de panfletos calientes mas sim de flash mobs individuais no comboio, onde a minha pessoa sacará tarântulas da mala e as arremessará para cima dos outros inocentes frequentadores deste meio de transporte, enquanto entre espasmos epilépticos grita Viúva Negra!

 

De forma a tirarem as vossas próprias conclusões, acerca deste possível esquema malévolo da indústria musical, deixo-vos o nosso videoclip da Ana, Viúva Negra!

 

E se alguém também estiver a ser controlado por ela, deixe mensagem nos comentários, que eu sei de um sítio baratinho para se comprar tarântulas!

 

 

 

Operação Combate à Celulite 2018

13.04.18, Triptofano!

Apesar de o tempo estar chuvoso e nada propício para andarmos com roupas mais frescas e reveladoras, o combate à celulite (caso ela exista e caso ela incomode quem a tiver) deve ser iniciado agora.

 

Porque milagres uma semana antes de se ir para aquelas férias paradisíacas onde queremos que toda a gente morra de inveja da nossa silhueta, bem, pode-se acender uma velinha e pedir com muita força, mas não acho que vá dar grande resultado.

 

Primeiro que tudo queria dizer às senhoras deste mundo (porque normalmente são elas que sofrem com a celulite) que a maior parte do resto do mundo não está nem aí para se vocês tem celulite ou não.

 

E muito provavelmente aquele pedaço microscópico que vocês conseguiram encontrar nem se sabe bem como só é visível aos vossos olhos.

 

Mas eu compreendo que uma pessoa queira se sentir bem na sua pele, por isso decidi fazer um post com algumas dicas sobre como combater a celulite e produtos que eu gosto de aconselhar e tenho visto bons resultados.

 

Comecemos pela parte mais complicada.

 

 

Comer bem, beber muita água, descansar, fazer exercício.

 

 

Aquilo que todos nós sabemos que é parte crucial do combate à celulite mas quase nunca fazemos, porque nos esquecemos, ou porque não temos tempo, ou porque uma pessoa quer estar bonita mas com pouco esforço.

 

Quando me pedem aconselhamento sobre o que usar para ajudar na guerra contra a celulite, eu costumo sempre apontar para suplementos de toma oral.

Mas como há muitas pessoas renitentes em tomar comprimidos, hoje vou-me debruçar sobre que produtos existem para aplicar na pele dos quais eu tenho um feedback positivo.

 

Mas antes de falar sobre os produtos propriamente ditos, deixo aqui umas pequenas dicas para que o produto que vocês adquirirem funcione na perfeição:

  • Esfoliar a pele duas vezes por semana para eliminar as células mortas e assim ajudar as substâncias activas a penetrarem, já que o produto vai funcionar se conseguir chegar às camadas mais profundas da pele. O esfoliante pode ser à base de açúcar, de arroz, de caroço de pessêgo, do que vocês quiserem, mas quando fizerem a esfoliação não é para estarem a dar festinhas na vossa pele, é para esfregar como se estivessem a tirar gordura entranhada dum tacho, percebido?
  • Aumentar a temperatura do local onde se vai aplicar o produto promovendo a vasodilatação periférica e desta forma potenciando a absorção das substâncias activas. O aumento da temperatura pode ser feito através do exercício (e eu a dar-lhe com uma pessoa ter de se esforçar), fazendo a aplicação após um banho morno ou pegando num toalhão, molhá-lo com água quente e passar pelo corpo. Há produtos que já possuem vasodilatadores, só que muitas vezes essas substância também causam grandes alergias.
  • Usar uma luva de massagem - daquelas todas fofinhas com uma data de bolinhas de metal. Aqui a massagem deve começar suave mas depois ser mais "agressiva" de forma a conseguirmos mandar aquela celulite do demo de volta para o inferno. As vantagens da luva são estimular a micro-circulação local, favorecendo as trocas celulares e a eliminação de água e toxinas, o que vai dar origem a uma pele mais lisa, firme e tonificada.

 

Relativamente aos produtos, estes são aqueles com os quais costumo trabalhar ou que tenho feedback muito positivo de clientes.

 

Babé Creme Anti-Celulite Reafirmante

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Um verdadeiro dois em um, porque além de termos o creme também temos a luva de massagem incorporada na embalagem!

 

O Babé creme anti-celulite tem acção lipolítica e reafirmante, estimulando a eliminação da gordura acumulada, promovendo a micro-circulação e deixando a pele com um aspecto mais suave.

 

Na sua composição figuram além da cafeína e da carnitina, um complexo lipo-reductor patenteado pela Babé (um segredo bem guardado certamente!).

 

 

Lierac Body-Slim Sérum Sobreactivado Acção Intensiva

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Os santos no céu e a Lierac na terra.

 

Este sérum de acção intensiva promete milagres e não fica muito longe de os concretizar.

Com eficácia comprovada após 7 dias, este sérum-gel possui 10% de cafeína e um extracto de gengibre a 4% que vai funcionar como potenciador da cafeína, o que se traduz numa redução rápida e significativa do aspecto daquela celulite teimosa, adelgaçando e alisando a pele.

Possui também um agente criotérmico para a sensação de efeito fresco imediato.

 

 

Elancyl Slim Design

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Este cuidado anti-celulite rebelde possui na sua composição um [Complexo Cafeína]3D .

Inovador, este complexo combina a hera, a cafeína e a salácia, que actua diretamente sobre a rigidificação do tecido conjuntivo, um dos principais responsáveis do aspecto pele casca de laranja.

 

Alisa os nódulos de celulite, deixa a pele mais firme, e possui na sua composição pigmentos reflectores para uma uniformização imediata da pele logo após a aplicação! (não é um milagre, é apenas uma "mentirinha" óptica).

 

 

Sensilis Silhouette Xpert Creme Anti-Celulítico Redutor

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Com 0% de parabenos, de óleos minerais e de ingredientes de origem animal, o Silhouette Xpert é um tratamento intensivo que reduz volume combatendo a celulite e a pele casca de laranja, prevenindo o seu reaparecimento.

Na sua composição figuram Prunella vulgaris, Celosia cristata e Sorbitol, que oferecem uma tripla ação: redutora, anticelulítica e hidratante. 

 

Perfeito para aquelas peles mais sensíveis e reactivas, mas que mesmo assim querem usar um produto que extermine a celulite!

 

 

Vichy Celludestock Adelgaçante Intensivo Volumes e Celulite Rebeldes

 

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A Vichy mata-me do coração porque todos os anos coloca produtos novos no mercado e tira outros. Para tristeza da minha vida já não encontro o Celludestock Expert que tinha imbutido na embalagem as esferazinhas metálicas para a massagem (chateado com a Vichy!).

 

De qualquer das formas este Celludestock Adelgaçante Intensivo é um óptimo produto graças à sinergia entre a cafeína pura 5% que favorece o desarmazenamento dos lipídos, e a Lipodicine™ que estimula a produção de uma proteína activadora desse processo mesmo em períodos de restrição calórica. Os resultados são uma pele casca de laranja alisada e os volumes reduzidos.

 

 

E vocês?

Quais são os vossos truques/produtos para darem cabo do couro da celulite?

Às vezes o salto é maior que a perna!

13.04.18, Triptofano!

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"Eles são cozinheiros. Ela é actriz e tem a mania que é cozinheira. 

Após várias conversas à luz da lua e regadas de cenas, chegam à conclusão de que a cozinha vegan é muitas vezes mal interpretada e boring para a grande maioria do people que curte pitar à maneira.

Nesse sentido, juntam-se para criar comida carregada de sabor, cor e técnicas um pouco mais fixes do que as que estamos habituadas/os a ver na cozinha vegan.

Usam o mote da Primavera e trazem os ingredientes que marcam esta nova estação: gandas beterrabas, altos funchos, bué pastinacas, cebolas roxas com tudo e agriãozão são alguns dos protagonistas que vão partir tudo nesta noite.
No menu, vão representar 3 mambos:

Entrada 

Prato Principal

Sobremesa

As bebidas também fazem parte do menú, para que ninguém tenha sede e não falte conversa da boa à mesa, como se pede num convívio entre amigos. Esse é o nosso grande objectivo. Juntar o people lá na street, comer e beber do melhor, ouvir aquele puro som e sentir o love. É só isto."

 

Tinha tudo para dar certo este jantar vegan a que fui! O menu era apetecível, as pessoas que iam cozinhar são talentosas e o espaço é cheio de carisma.

 

Mas às vezes o salto que damos é maior que a perna

.

E a cozinha não é lugar para co-lideranças, tem de haver alguém que assuma as rédeas do fogão e coordene a equipa rumo ao sucesso.

 

E não foi o que aconteceu neste jantar, para muita pena minha. Uma equipa desorganizada, sem liderança, que conseguiu a proeza de fazer esperar os convidados uma hora entre a entrada e o prato principal.

 

E mais algum tempo entre o prato principal e a sobremesa.

 

Os pratos foram bem conseguidos, mas houve demasiada repetição de elementos, o que é estranho quando se celebra o mundo vegetal, que é detentor de uma variedade inigualável de sabores e texturas.

 

Sabores que se sobrepuseram a outros, demasiada acidez em certos purés, falta de consistência na apresentação dos pratos, todos estes foram erros amadores que não seriam esperados de pessoas com formação profissional.

 

E a falta de sensatez também foi gritante. Uma kombucha gelada depois de um prato quente é querer oferecer uma paragem de digestão a quem pagou bem para receber uma refeição decente?!

 

Pessoalmente o prato que salvou a noite foi a sobremesa, que estava extremamente deliciosa, mas isto claro se eu fingir que o pêlo que o cara-metade encontrou no prato dele foi causado por alucinações visuais que o vinho branco carrascão me provocou.

 

No fim de contas talvez o pãozinho e o azeite e a emulsão de leite de coco com alho assado ainda tenham sido as apostas vencedoras da noite...

 

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Cozinha Popular da Mouraria Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Não há amor como o primeiro

12.04.18, Triptofano!

Seria injusto dizer que o título deste post se aplica a todos os restaurantes, porque não se aplica, mas tem-me acontecido cada vez mais ter uma experiência fantástica num restaurante e, quando volto para repetir, pensar o que raio aconteceu, já que o resultado final é totalmente oposto daquele que obtive da primeira vez.

 

O ano passado, no aniversário do cara-metade, fomos ao Pano de Boca, um restaurante que está inserido no Teatro Aberto, sendo normal ver alguns actores conhecidos a tomarem a sua refeição antes ou depois dos espectáculos.

 

O local é muito bonito, com uma decoração irrepreensível, mas o que mais fascina é o pano de boca (uma tela que se levanta ou baixa no teatro cobrindo a boca de cena) que na realidade é um espelho que dá a ilusão que o restaurante é muito maior e que se uma pessoa não tiver cuidado de tão imaculadamente limpo que está, ainda dá uma cabeçada nele!

 

Tudo correu extraordinariamente bem, fiquei encantado com o espaço, com o serviço, com a comida. Por isso este ano quando me perguntaram onde ir jantar com antigos colegas de trabalho rapidamente disse Pano de Boca, a achar que tudo iria ser novamente maravilhoso. Só que não!

 

Primeiro quando chegámos a nossa reserva de 5 pessoas afinal tinha sido anotada como 4.

Nada de especialmente aborrecido, porque ainda faltavam pessoas a chegar, e uma mesa estava prestes a vagar. Convidaram-nos a esperar um pouco nos sofás, e dez minutos depois aparece surpreendentemente uma água tónica. Digo surpreendentemente porque já nem nos lembrávamos de ter pedido essa bebida - dez minutos para uma coisa tão simples quando o cliente está à espera por causa de um erro da casa não me parece um começo muito auspicioso.

 

Chegam o resto dos convivas e nesse mesmo momento a mesa vaga.

Sentamos-nos e pedimos bebida e entradas.

 

Aqui pensei que tudo estava salvo, que o Pano de Boca não me ia deixar mal. Afinal a sangria estava deliciosa, o choco frito de lamber os dedos, o fondue no pão era uma perdição e as espetadinhas de enchidos e abacaxi em pão alentejano não desiludiram. Aqui tenho de dizer que foram extremamente simpáticos porque vinham apenas quatro espetadinhas e acederam prontamente ao nosso pedido de fazer uma extra sem nos cobrarem mais por isso.

 

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Mas foi quando nos deliciávamos com as entradas que tudo começou a correr mal.

 

A certa altura uma das funcionárias diz-nos que temos de abrir espaço na mesa para os pratos principais. Mas nós ainda estávamos a enfardar forte e feio as entradas, e foi isso que lhe dissemos. Ah pois, mas assim os pratos vão vir frios. Ficámos lívidos, então agora era o cliente que tinha de comer ao ritmo da casa?

 

Não fazia sentido e foi isso que explicámos. Que sim, sem problema! Quando cinco minutos depois chegam os pratos um deles vinha meio frio - a costeleta barrosã à pano de boca, o que tirou logo a graça toda ao prato. A minha espetada terra & mar, com gambas e novilho estava muito bem fornecida - na realidade as doses são bastante generosas neste restaurante - mas a picanha de uma das minhas colegas, só no momento de vir para a mesa é que lhe foi dito que afinal já não havia banana frita.

 

E ela ficou extremamente desapontada, porque precisamente queria banana frita. Lá remediaram a situação com abacaxi frito, que até estava muito bom. Mas e depois para pedir uma faca de serrilha para cortar melhor a picanha? A funcionária trouxe duas vezes uma faca normal, até que desistiu de nos vir servir pelo facto de já estarmos a deitar faíscas pelos olhos - era um pedido simples, não conseguíamos entender o porquê de ser tão difícil de concretizar.

 

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O ano passado tínhamos ficado tão satisfeitos que ninguém atacou a sobremesa. Desta vez, com um ligeiro amargo na boca, pensámos que seriam elas a salvar a refeição. Só que não (outra vez)!

 

Nada de especial, algumas até muito pouco saborosas, concluo que mais vale ter duas sobremesas extremamente boas na carta do que uma data delas que só estão a encher espaço.

 

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Custa-me dizer isto, mas fui muito feliz no Pano de Boca, mas a nossa relação muito certamente ficou por aqui.

 

Pano de Boca Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Triptofano e a Economia de Água

12.04.18, Triptofano!

Pasmem-se com esta revelação que vou fazer, mas não sou a pessoa mais social de sempre.

 

Ou talvez seja mais correcto dizer que sou um bocadinho introvertido - por isso se não meterem conversa comigo não estejam à espera que eu seja aquela pessoa que vai falar com meio mundo mesmo que nunca tenha visto esse meio mundo mais gordo.

 

Por causa desta minha maneira de ser, contam-se pelos dedos os vizinhos com os quais eu tenho conversas diárias. E quando digo que se contam pelos dedos basta saberem que eu se fosse totalmente amputado de extremidades conseguia-os contar na mesma!

 

Foi então com surpresa, que um dia destes me tocaram à campainha.

 

 

Pensando que seria publicidade ou algum grupo religioso a anunciar o Apocalipse primeiramente ignorei o toque, correndo para o quarto e tapando-me com o cobertor, como se isso me fosse capaz de transportar para um mundo alternativo onde não tivesse que interagir com outro ser humano.

 

Quando percebi que a campainha continuava insistentemente a tocar, resolvi deixar de ser bicho-do-mato e encarar o responsável por tanta poluição sonora.

Ao abrir a porta deparo-me com uma jovem, pouco mais nova do que eu, que com um grande sorriso se apresenta como a vizinha de baixo.

 

Nesse instante pensei logo, Ah porca vens-te fazer ao vizinho jeitoso de cima, mas daqui não levas nada percebes?, mas sorri de volta e perguntei o que ela pretendia.

 

Questiona-me se eu tenho algum problema na minha banheira, e eu aí soube de imediato, Ah badalhoca, queres festa e ainda por cima és descarada!, mas mantive a compostura e disse que não, aparentemente estava tudo bem!

 

Conclusão, a pobre da moça afinal não vinha ao engate, mas sim tentar perceber se eu era o responsável pela gigantesca inundação que ela tinha na casa-de-banho dela.

 

Depois de chamadas ao senhorio, conversas com os vizinhos do lado e tudo e tudo e tudo, descobre-se que o problema é mesmo do meu apartamento, e vão ter que ser efectuadas obras, mas quando, isso ninguém sabe.

 

E vocês perguntam. Mas o que raio esta história tem a ver com a economia de água?

 

Ora acontece que ao falar com o cara-metade decidimos que tínhamos de ser bons vizinhos e minimizar os danos e incómodo que a vizinha estava a sofrer.

 

Isso passava por diminuirmos o tempo que passávamos a tomar banho (mas não a frequência que somos pessoas muito limpinhas!), e no meu caso, passar mesmo a evitar tomar banho em casa e aproveitar a ida ao ginásio para fazer a minha higiene.

 

Para minimizar o impacto do uso da banheira (que o cara-metade tem de se lavar em casa e eu nem sempre posso ir ao ginásio!), além do duche ser mais curto, colocámos um balde dentro do chuveiro para diminuir a quantidade de água que ia pelo ralo. Essa água que armazenamos no balde usa-se na sanita, em vez de se descarregar o autoclismo.

 

Uma coisa é certa, mesmo quando as obras estiverem feitas e não houver limitações no que toca ao banho, vamos continuar a usar a técnica do balde, porque além de ser benéfico para o ambiente visto poupar recursos, também nos permite economizar algum dinheiro na conta da água!

 

Favoritos Triptofano : PhytoLaque Soie

11.04.18, Triptofano!

É uma verdade incontestável que estou a ficar careca, mas o cabelo que ainda me resta quando o deixo crescer fica incrivelmente encaracolado e rebelde, sendo que chega a um ponto em que já não consigo fazer nada com ele por isso toca a rapar.

 

Só que quando dou o corte aos meus belos caracóis ouve-se logo um coro de descontentamento, e que eu fico tão bem com os caracóis e tudo e tudo e tudo.

 

E eu juro que tento manter o encaracolado mais tempo, só que para ter um ar minimamente não-louco no trabalho optava por gel fixador, que realmente fazia o seu trabalho, mas deixava-me o cabelo pastoso, grudento e muito pesado. Não era de todo a opção que eu mais adorava.

 

Até conhecer a PhytoLaque Soie da Phyto! É uma laca vegetal com proteínas de seda, que oferece uma fixação suave. Está dirigido a todos os tipos de cabelo, mas é uma óptima opção para cabelos sensibilizados, já que a proteína de seda nutre, repara e protege a fibra capilar, deixando o cabelo suave e sedoso.

 

Os cabelos não colam, não ficam compactados como se tivessem sido barrados com cimento e elimina-se com uma simples escovagem, sem precisarmos de estar a lavar a fibra capilar.

 

E o melhor de tudo. Cheira bem!!!

 

Honestamente às vezes coloco mais do que preciso só para snifar um bocadinho a laca.

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Andar na rua de fato-de-banho é crime?

11.04.18, Triptofano!

Como sabem, continuo valentemente a ir à natação, mesmo naqueles dias em que acordo e já estou a sofrer por antecipação por ter que deixar o quentinho dos lençóis e ir enfiar-me numa piscina para fazer exercício.

 

Dependendo do meu horário no trabalho ou vou logo de manhãzinha, ou apareço no recinto ao fim do dia.

 

Um destes dias, em que fui nadar no período da tarde na última hora disponível, vi a minha vida a andar para trás.

É que eu sou uma pessoa que confia plenamente nas suas capacidades mentais, mas trinta e tal anos depois já deveria saber que essas supostas capacidades são muito reduzidas.

 

Chego aos balneários, equipo-me, e descubro que o meu cadeado última geração de alguma forma que eu nunca cheguei a compreender conseguiu memorizar um código diferente daquele que eu usava todos os dias!

 

Se eu podia ter voltado a por o código antigo? Podia!

Mas obviamente que não o fiz. Olhei para o código novo e pensei, pedaço de bolo (piece of cake), e lá fui eu todo lampeiro nadar.

 

Estava eu muito bem a exibir o meu estilo aquático e a contar piscinas (que eu tenho de contar as piscinas para perceber a quantas ando), quando chego para aí à décima e penso - Espera lá qual era o código mesmo?

 

303 - de certeza que era 303! Mas seria 303? Começo a ficar em pânico, e só me apetece sair da piscina para ir verificar a combinação. Mas controlo-me e digo, Calma Triptofano, de certeza que é 303.

 

Só que não era!


Quando saio da piscina depois de completar a minha actividade física diária, vou expectante em direcção ao cadeado. E ele não abre.

E eu vejo a minha vida a andar para trás.

 

E volto a por 303. E o cadeado volta a não abrir. E ponho 304. 302. 403. 404. E nada abre. E já estou há cinco minutos a lutar contra o cadeado.

 

Nos balneários já quase não há ninguém, e as poucas pessoas que restam olham para mim de soslaio.

 

Volto para a piscina a ver se vejo alguém que me possa ajudar - provavelmente não devo ser a primeira pessoa que se esqueceu da combinação do cadeado!

 

Não há ninguém na piscina, mas não consigo perceber se não há mesmo ninguém ou se pelo facto de estar sem óculos e não ver um palmo há frente da cara é que eu não consigo ver a potencial salvação dos meus problemas.

 

Para piorar não tenho roupa nenhuma fora do cacifo, nem uma toalha. O telemóvel também está lá dentro, mas podia pedir o telemóvel de alguém emprestado e ligar ao cara-metade para me vir trazer nem que fosse um roupão. Só que ele está num jantar de amigos bastante longe de onde me encontro.

 

Começo a equacionar sair da piscina e ir a pé para casa só de fato-de-banho. Descalço. A apanhar frio. Sujeito a ser assediado por velhinhas que colocaram demasiado creme hormonal na vagina. Ou preso por ser demasiado sensual.

 

Mas mesmo que fosse para casa depois como é que eu entrava? Tocava à campainha do vizinho e pedia-lhe exílio enquanto o cara-metade não chegasse?

 

Volto ao cadeado.

Bolas, nem que ficasse ali a noite toda a experimentar combinações ia conseguir abrir o raio do bicho.

 

De repente faz-se luz.

030.

E ele abre-se. E eu suspiro de alívio. Nunca mais me hei-de esquecer do raio da combinação.