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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

La llamada

20.02.18, Triptofano!

Ao fim do dia eu e o cara-metade gostamos de passar algum tempo de qualidade juntos. O programa que normalmente escolhemos é o de ver no Netflix algum filme ou série que não exija pensar muito, porque depois de um árduo dia de trabalho o cérebro já não está a carburar correctamente.

 

Ontem decidimos ver o La llamada, uma comédia musical espanhola que retrata o verão de duas jovens rebeldes numa colónia de férias católica. Tudo poderia ser perfeitamente normal se não fosse o facto de Deus aparecer a uma delas a cantar canções da Whitney Houston.

 

La llamada é aquele filme que não sabemos muito bem como classificar, porque aparentemente nada faz sentido, e quanto mais a história se desenrola mais confusos ficamos.

Porque no fim de contas este não é um filme para desligar o cérebro, ou pelo menos não na totalidade. Apesar do seu aparente surrealismo superficial, a história encerra uma mensagem muito mais profunda e que nos deixa a pensar.

 

Para mim, porque cada pessoa pode ter a sua interpretação da mesma obra, o objectivo desta película é mostrar que o amor é puro, independentemente da sua forma. E que esse amor puro deve ser aceite pelos outros com um sorriso, não demovido, não destruído, não deturpado. 

 

E mais importante que tudo, só seremos felizes no amor quando formos nós próprios, quando descobrirmos a nossa verdadeira essência e formos fiéis a ela, em vez de nos comportarmos segundo certas normas ou costumes impostos por colectivos.

 

Fiquei admirado por descobrir que La llamada é a adaptação cinematográfica da peça de teatro com o mesmo nome. Incrível como se fazem coisas tão fantásticas mesmo aqui ao lado e uma pessoa a viver na completa ignorância.

 

Deixo-vos o trailer do filme e uma das músicas que mais gostei de ouvir, e que me tocou de uma forma inesperada. Se já tiverem visto o filme, ou quando o visionarem, deixem aqui a vossa opinião. 

 

 

 

 

Como prevenir a Hipoglicémia

20.02.18, Triptofano!

Os picos de glicémia são perigosos, mas também o são as descidas acentuadas de açúcar na corrente sanguínea.

 

Eu, enquanto recente praticante ferveroso de desporto e esperançoso seguidor num futuro longínquo próximo de um plano de reeducação alimentar, estou sempre atento à possibilidade de um dia poder ser visitado por este problema.

 

E qual é a solução perguntam vocês?

Um pacote de açúcar na algibeira? Uma peça de fruta sempre à mão?

 

Pois que eu encontrei talvez uma forma mais interessante de prevenir uma descida súbita da minha glicémia.

 

Na Avenida Duque de Ávila podemos encontrar a L'Éclair - Patisserie Française, que vende as sobremesas visualmente mais deliciosas de todo o sempre.

 

Basta olhar de uma forma mais demorada para os doces em exposição para ficarmos na dúvida se não seria melhor picarmos o dedo para nos assegurarmos de não termos desenvolvido uma súbita diabetes exposicional.

 

Na L´Éclair quase tudo é perfeito.

Desde a decoração ao atendimento, é um local em que apetece parar para relaxar durante uns longos minutos.

Ganhou o meu apreço o facto de um dos clientes ter entrado com um cão amoroso já de alguma idade, o qual foi servido de uma taça com água própria para canídeos - o que me fez pensar que tal mimo já seria um hábito.

 

O forte deste estabelecimento, tal como o nome indica, são os éclairs, doces caracterizados pelo seu formato longo e oco, tendo um recheio cremoso.

Há doces e salgados, e as opções são várias, para todos os gostos.

 

Pedi uma combinação improvável, framboesa com sementes de abóbora, dois ingredientes que nunca teria pensado em conjugar. Mas era fantástico, simplesmente de lamber os dedos e querer pedir mais meia dúzia para comer na casa-de-banho longe dos possíveis olhares de desdém dos outros clientes.

 

O cara-metade aventurou-se num Triron, que apesar de estar bem confeccionado, foi ligeiramente desapontante, porque era demasiado neutro em termos de paladares. Ou talvez estivéssemos na expectativa de algo mais deslumbrante.

Foi com pena que verificámos também que a sobremesa não vinha perfeita, ligeiramente destruída numa das pontas, algo que noutro local qualquer não daríamos sequer importância suficiente para destacar, mas num sítio tão imaculado como este qualquer pena falha é ampliada dezenas de vezes.

 

O carioca de limão e o cappuccino que pedimos correspondiam aos critérios exigidos para as bebidas, ganhando um ponto extra por virem acompanhados por um óptimo chocolate Valrhona.

 

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Coisas a melhorar na minha singela opinião.

 

Primeiro que tudo o preço. Sei bastante bem que a qualidade se paga, que a zona se paga e que a experiência também se paga, mas para um singelo lanche a conta final acaba por ser talvez um bocadinho exagerada.

 

Em segundo, o facto de não convidarem as pessoas que estão na fila para se sentarem a reservar as suas sobremesas.

 

Quando chegámos, já não havia muita opção, mas isso acabou por ser um problema nosso que decidimos ir àquela hora.

O que me aborreceu ligeiramente foi que enquanto esperávamos na parte de fora do estabelecimento por um lugar sentado, outros clientes que não queriam consumir na loja passavam-nos à frente e acabavam com o stock de algumas das já por si poucas referências.

A meu ver, seria simpático convidarem quem estava à espera de lugar sentado a escolher o que queria comer de forma a ficar reservado, para não correr-se o risco de se estar meia hora em pé e ao frio e na altura de comer já não haver nada por onde optar.

 

Se voltava à L'Éclair? Provavelmente sim, que uma pessoa nunca sabe quando os níveis de açúcar podem lembrar-se de descer perigosamente.

 

 

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