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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O NIB do meu casamento

22.01.18, Triptofano!

Hoje o cara-metade recebeu um Save the Date para o casamento de uma grande amiga dele. Obviamente que ficou felicíssimo, porque apesar de actualmente o casamento já não ser aquela instituição que era há algumas décadas atrás, continua a ser bonito quando um casal quer reforçar o seu amor através do matrimónio.

 

Como vivemos nas eras das tecnologias o Save the Date veio via mensagem electrónica, e com ele um link que dava acesso a um site com todas as informações sobre o casamento, onde seria, quanto tempo faltava e, para grande azia minha, um NIB. Para aqueles que considerassem que entregar um envelope no dia do casamento não era de todo o estilo deles.

 

Apesar de não estarem directamente a pedir dinheiro, como já me aconteceu receber convites onde fui informado que a minha presença no casamento iria custar X euros por isso se eu quisesse comparecer teria que pagar esses X euros, a meu ver acho totalmente deselegante escarrapacharem o número da conta para o pessoal lhes transferir dinheiro.

 

Obviamente que só dá quem quiser, mas quando se coloca uma informação destas para todos verem não é estar indirectamente a dizer que se deve fazer uma contribuição?

 

Não seria mais delicado apenas fornecer o número de conta a quem fizesse questão de o pedir, de forma a não passar um ar de quem já está a contar com o ovo no cú da galinha, ou mais literalmente com o dinheiro dos convidados no bolso?

 

É que convenhamos, quando dizem que a prenda para os noivos é para os ajudar a pagar a festa, na maior parte das vezes é mentira. Porque quem abriu os cordões à bolsa foram os padrinhos e/ou os pais das duas alminhas que se decidiram casar.

 

E se há quem esteja bem na vida e não lhe faça diferença despender algumas boas dezenas de euros numa oferta generosa, há aqueles que tal prenda pode causar um tsunami no orçamento familiar. Porque além da oferta monetária há o dinheiro que se vai gastar em deslocação, vestuário, e no caso da celebração ocorrer lá para trás do sol posto, em alojamento.

 

Claro que se uma pessoa não pode ou não quer empregar o seu dinheiro dessa forma pode sempre dizer que não vai à festa. Mas para mim isso é absurdo.

 

Espero um dia casar-me, mas quando esse dia chegar faço questão em oferecer a festa às pessoas que quero que estejam lá a celebrar comigo. Não quero convidar pessoas apenas para receber prendas em dinheiro - afinal se eu decidi casar-me, se eu quis conscientemente fazer uma festa para festejar tal acontecimento, porque é que vou, directa ou indirectamente, exigir dinheiro a quem eu tive o prazer de convidar?

 

Caso não tenha as possibilidades monetárias para oferecer uma grande festa às pessoas importantes da minha vida então terei de me contentar com uma pequena. Ou talvez mesmo em adiar o projecto mais alguns anos.

 

O grande problema de muita gente é querer viver e celebrar a vida muito além das suas posses, quase que depois exigindo que os outros paguem pelas suas decisões megalómanas.

 

Se realmente chegar à altura de dar o nó e as pessoas insistirem em querer dar alguma prenda, prefiro que me comprem um objecto que eu possa apreciar e recordar-me da pessoa, do que me passarem para a conta bancária uma meia dúzia de notas que vão perder a sua individualidade entre todas as outras notas que por lá estiverem a habitar.

 

Já agora, sou apenas eu ou existe mais alguém que fica cheio de suores frios quando pensa no dinheiro que vai gastar num casamento para muitas vezes o casal meia dúzia de anos depois já estar cada um para seu lado?

 

Às vezes parece que investir na bolsa é uma actividade de baixo risco em comparação com o investimento num casamento!

 

 

O LEITOR DECIDE.png

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