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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

À Descoberta dos Bloggers : os Resultados

26.12.17, Triptofano!

Depois de muita pesquisa, muitos e-mails trocados e relevações bombásticas dignas de uma qualquer revista do social, finalmente tenho os resultados do desafio À Descoberta dos Bloggers.

 

Primeiro que tudo tenho que agradecer do coração a todos os que despenderam uma parte do seu tempo a participar nesta brincadeira, que tem como objectivo final ficarmos a conhecer um bocadinho melhor os bloggers que seguimos diariamente (ou que se não seguimos certamente vamos passar a seguir).

 

O meu obrigado especial ao Pedro do Sapo Blogs e à Bruxa Mimi que me deram óptimas ideias sobre como haveria de colocar online os resultados do desafio.

 

Isto porque este jogo consistia apenas em descobrirmos alguém que se enquadrasse num certo item, mas eu quis ir mais longe, e desafiei a que me enviassem uma história sobre esse assunto.

 

Os resultados foram surpreendentes, com histórias fantásticas, cada uma diferente das outras, com formas de escrita totalmente díspares, não fossemos nós pessoas diferentes que tem em comum, entre outras coisas certamente, o amor pela blogesfera.

 

Como é que as histórias vão ser divulgadas perguntam vocês?

 

Este post após a sua publicação, vai ser editado diversas vezes, e em cada uma das edições vai aparecer à frente de um dos itens o nome do blogger que o escolheu.

 

Será então possível seguir uma hiperligação que levará ao post com a história que o blogger tão amavelmente me enviou. A partir do post da história é também possível encontrar a hiperligação que direcciona para o blog pessoal do autor e um outro para este mesmo post.

 

Parece complicado? Vão ver que não é! 

 

Para finalizar quero pedir desculpas a todos aqueles que secretamente estão-me a rogar pragas, porque por equívoco meu pensei que o acordado era desvendarmos os resultados no dia 24, e sei que houve muito boa gente em contra-relógio a escrever textos quando podia estar a enfardar rabanadas e bolo-rei!

 

Fica então a lista de descobertas (já conhecida por muitos) e os respectivos resultados que vão ser revelados entre hoje e amanhã. De novo muito obrigado a todos e um grande beijinho do coração! 

 

Encontra alguém que...

 

1 … saiba falar três línguas (ou mais). - Podem encontrar a história da Happy aqui!

2 … tenha ido a Nova Iorque.   - Podem encontrar a história da Travellight aqui!

3 … nunca tenha feito um bolo. - Podem encontrar a história do Último fecha a porta aqui!

4 … tenha mais do que um sobrinho(a). - Podem encontrar a história da Maria aqui!

5 … tenha assistido a um jogo de futebol ao vivo. - Podem encontrar a história da C.S. aqui!

6 … não goste de Coca­­­‑­­cola. - Podem encontrar a história da Miss Queer aqui!

7 … tenha usado (ou use) aparelho nos dentes. - Podem encontrar a história da Bruxa Mimi aqui!

8 … seja ex-fumador(a). - Podem encontrar a história da Marquesa de Marvila aqui!

9 … escreva num blogue com outra(s) pessoa(s). - E que tal daram uma olhadela aqui?

10 … tenha andado de Uber. - Podem encontrar a história do David Marinho aqui!

11 … tenha aparecido na televisão. - Podem encontrar a história da Magda aqui!

12 … nunca tenha visto neve. - Podem encontrar a história da Miss Unicorn aqui!

13 … não tenha máquina de lavar loiça. - Podem encontrar a história da Mi aqui!

14 … cante no duche frequentemente. - Podem encontrar a história da Desconhecida aqui!

15 … goste de conduzir. - Podem encontrar a história da MJ aqui!

16 … seja blogger há mais do que cinco anos. - Podem encontrar a história da Fátima Bento aqui!

17 … tenha um blogue com menos de doze letras no título. - E que tal darem uma olhadela aqui?

18 … nunca tenha andado de avião. - Podem encontrar a história da Joana aqui!

19 … vá a pé para o trabalho/escola. - Podem encontrar a história do P.A. aqui!

20 … tenha vivido noutro país (pelo menos um mês). - Podem encontrar a história da Cherry aqui!

21 … não siga a Pipoca nem a Cocó. - Podem encontrar a história do P.P. aqui!

22 … tenha publicado um livro (ou mais). - Podem encontrar a história da Hipster Chique aqui!

23 … não tenha nenhuma iCoisa. - Podem encontrar a história da Tatiana aqui!

24 … tenha mais do que três irmãos. - Podem encontrar a história do Carlos aqui!

25 … tenha um animal de estimação sem ser cão/gato. - Podem encontrar a minha história aqui!

À Descoberta dos Bloggers

23.12.17, Triptofano!

Pois que era suposto este post já ter saído há uns dias atrás, mas alguém me diga se é suposto o comum mortal conseguir respirar sequer neste período Natalício.

 

Eu pelo menos ando num contra-relógio para conseguir comprar um miminho para todos os membros da família, além de no trabalho o ritmo estar mais alucinante devido a alguns colegas estarem de férias de Natal ao que se junta o facto de ter sido abandonado pelo cara-metade que foi passar a quadra com a família deixando-me a braços com três porcas e duas mãos cheias de bonecos de peluche com personalidade própria (se o Macaco José lê isto estou feito ao bife!).

 

Ao que parece existe um desafio a circular pela blogesfera criado pela Bruxa Mimi e pela Magda, que consiste em descobrir um bocadinho mais da vida daqueles que blogam aqui no Sapo.

 

E não, não é para se cuscar a conta bancária alheia, é simplesmente para se encontrar pessoas que já tenham feito ou deixado de fazer certas coisas. A lista segue a seguir.

 

Encontra alguém que...

 

1 … saiba falar três línguas (ou mais).

2 … tenha ido a Nova Iorque.

3 … nunca tenha feito um bolo.

4 … tenha mais do que um sobrinho(a).

5 … tenha assistido a um jogo de futebol ao vivo.

6 … não goste de Coca­­­‑­­cola.

7 … tenha usado (ou use) aparelho nos dentes.

8 … seja ex-fumador(a).

9 … escreva num blogue com outra(s) pessoa(s).

10 … tenha andado de Uber.

11 … tenha aparecido na televisão.

12 … nunca tenha visto neve.

13 … não tenha máquina de lavar loiça.

14 … cante no duche frequentemente.

15 … goste de conduzir.

16 … seja blogger há mais do que cinco anos.

17 … tenha um blogue com menos de doze letras no título.

18 … nunca tenha andado de avião.

19 … vá a pé para o trabalho/escola.

20 … tenha vivido noutro país (pelo menos um mês).

21 … não siga a Pipoca nem a Cocó.

22 … tenha publicado um livro (ou mais).

23 … não tenha nenhuma iCoisa.

24 … tenha mais do que três irmãos.

25 … tenha um animal de estimação sem ser cão/gato.

 

Ora bem, eu como sou um moço empenhado, já conto para a realização deste desafio com a Happy, a Travellight, o Últimofechaaporta, a Maria, a C.S, a Miss Queer, a Bruxa Mimi, a Marquesa de Marvila, o David Marinho, a Magda, a Desconhecida, a Fátima Bento. a M.J, o P.A, a Cherry, o P.P, a Tatiana e o Carlos.

 

Só que não são suficientes.

 

Por isso eu gostava de ter a ajuda do resto da blogesfera para conseguir cumprir o desafio.

 

Os números que me faltam são o 9, 12, 13, 17, 18, 22 e 25.

 

Mas agora expliquem uma coisa aqui a mim.

 

Porque é que alguns de vocês bloggers mais lindos do pedaço não tem e-mail no vosso perfil para eu vos contactar?

 

Falo por exemplo da Terminatora, da Naomedeemouvidos, da Sofia, da Marina, do Filipe!

 

E que tal mandarem-me um e-mail para falarmos? Era fofinho não acham?

 

E já agora dESarrumadaHipster e Genny, preciso de vos subornar com bombons de licor para me responderem aos e-mails?

 

Eu sei que prometi nudes que ainda não mandei, mas pronto, não é motivo para ficarem chateadas aqui com o Triptofano!

Triptofano : 1 | Brunch : 0

21.12.17, Triptofano!

Somente alguém que me conheça bastante mal é que não sabe da mutação genética da qual eu sou detentor que ao invés de um me abençoou com quatro estômagos totalmente funcionais e de grande capacidade.

 

No domingo passado, após ter ido fazer o escape game com os colegas de trabalho - aquele em que miraculosamente conseguimos sair com todos os membros intactos sem ninguém ter começado a gritar histericamente - rumei com eles em direcção ao brunch do Grande Real Villa Itália, um hotel todo bonito em Cascais perto da Boca do Inferno.

 

Quando chegámos, os empregados foram muito afáveis connosco, sorriram-nos e encaminharam-nos para a nossa mesa. Obviamente que não me conheciam, porque caso já soubessem da minha fama tinham arranjado uma desculpa esfarrapada do género da cozinha ter sido invadida por baratas de outra galáxia, para não me aceitarem no restaurante.

 

É que ao contrário de muitos locais onde se paga e vem uma quantidade pré-definida de comida, que muitas vezes nem dá para encher a cova do dente, ali era regime buffet, ou como eu lhe gosto de chamar, regime "comer tudo o que se consegue aguentar sem vomitar".

 

Estão fartos de levar a vossa cara-metade a um destes restaurantes "coma tudo o que possa" e ficarem irritados por ela se contentar com um crepe chinês e meia concha de massa com frango?

 

Deixem-na em casa e levem-me a mim; além de ter histórias que garantem horas de entretenimento podem estar seguros que eu irei dar prejuízo ao restaurante!

 

Temos que admitir que o grande objectivo de ir comer a um sítio onde se pode reabastecer é ter a certeza que o dinheiro foi bem gasto.

Aumentámos o colesterol para 300 e sentimos duas veias coronárias a entupir naquele instante?

O que interessa é que os 12,50€ que nos saíram da carteira foram bem rentabilizados.

 

Mas voltando ao brunch propriamente dito.

Após uma empregada sorridente ter mostrado todas as estações de comida, comecei calmamente a abastecer-me de víveres.

 

Um dos meus segredos no que toca a ingerir o meu peso em comida é fazê-lo de forma tranquila.

Se começo a querer enfiar o dente em tudo ao mesmo tempo fico rapidamente stressado e o estômago contrai-se, reduzindo drasticamente o seu volume.

Por isso, calma e tranquilidade são as palavras de ordem.


Comecei então primeiro por uma sopinha, para forrar o estômago, um delicioso creme de couve-flor com amêndoa tostada.

 

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Depois, uma novidade que nunca tinha encontrado em nenhum outro brunch.

Uma estação de Poké Bowls!

Para quem não conhece, as poké bowls são um prato oriundo do Hawai com uma forte inspiração japonesa, já que a melhor forma de o descrever é como se fosse um sushi desconstruído.

 

Optei por uma poké de sabores mais tradicionais, com arroz, atum, alga e rabanete, juntando um toque fresco de manga.

 

Estava tão boa mas tão boa, que comi uma segunda também com atum, mas com abacate e um toque picante de malagueta.

 

Havia também a hipótese de comer bowls quentes com noodles, mas eu fiquei pelo belo do arroz.

 

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Nesta altura muitos de vocês se calhar já estavam preparados para ir para a sobremesa, mas eu ainda estava a aquecer.

Com a ajuda de um saboroso sumo de beterraba, muita água e um belo vinho branco passei para a secção seguinte, a das "coisas saudáveis".

 

Tomates confitados, uma reinterpretação da salada grega recorrendo ao uso do feijão verde (que eu pessoalmente comi mas não fiquei fã), uns wraps vegetarianos e outros com carne e umas mini-saladas com frutos secos, foram as minhas escolhas.

 

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Depois de ter tranquilizado a minha consciência com a ingestão de alimentos mais ou menos saudáveis, que me iriam garantir uma esperança de vida pelo menos até aos quarenta anos, decidi atacar a zona amarela, que para quem não sabe é zona onde se concentram todos os fritos.

 

Folhadinhos de chouriço, chamuças, peixinhos da horta, empadas, quiche, tacos para rechear com guacamole e enfeitar com muito queijo, tudo com uma uniformidade de tom amarelo - não percebo porque raio é que insistem em dizer que o amarelo é a cor da fome!

 

Para acompanhar uns belos de uns nachos que supostamente era para serem tirados para o prato. Só que como pinças nem vê-las acabei por trazer o saco todo - afinal entre despejá-lo para o prato ou trazê-lo para a mesa o resultado acabaria por ser o mesmo.

 

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Nesta altura os empregados do restaurante já olhavam para mim com um ar apreensivo, dando ordens furiosas para a cozinha para tratarem do reabastecimento de todas as secções que eu já tinha saqueado.

 

E de forma a não me desiludir a mim mesmo, fiz uma incursão às zonas que não tinha ainda visitado, resultando o meu prato num misto quente e frio.

 

De um lado umas batatinhas no forno (como eu adoro carbohidratos minha gente) acompanhadas por uma posta de salmão - sim não me enganei, o acompanhamento é a proteína no meu caso.

 

Do outro o belo do sushi, fresquinho e delicioso.

 

 

Para rematar uma salada fria de quinoa e romã.

 

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Confesso que quando coloquei a última batata à boca senti-me extraordinariamente cheio, mas ao lembrar-me que ainda havia sobremesa endireitei-me, chocalhei o estômago de forma a compactar o bolo alimentar que já lá se encontrava, e consegui libertar um espaço aproximado de 12% do volume total do meu estômago, que seria rapidamente preenchido.

 

Dois crepes, um com molho de chocolate e outro de baunilha, uma cornucópia com um recheio demasiado doce até para mim, uma panna cotta de frutos vermelhos, um tiramisú, um pastel de nata com uma colherada de nutella e um donut com um punhado de avelãs (só para a absorção dos açúcares simples não ser tão rápida) encerraram a refeição com chave de ouro.

 

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Como a minha foto neste momento já está divulgada em todos os hotéis das redondezas com o símbolo de proibido impresso por cima, posso ser honesto e referir as coisas negativas deste brunch.

 

A comida sim senhor muito boa, sem nada a apontar. Mas a organização, deixem-me que vos diga, que para um restaurante de um hotel de 5 estrelas é lamentável.

 

Primeiro que tudo não havia placas de identificação dos alimentos em lado nenhum.

Uma pessoa tinha que andar a tentar adivinhar o que é que estava a comer - o que para quem tem certas restrições alimentares não é de todo um jogo muito agradável de se fazer.

 

Em segundo havia falta de talheres nos locais onde eles eram necessários.

 

Não faz o mínimo sentido servirmos-nos de uma daquelas saladas em copinhos e termos que ir buscar uma colher à zona das sobremesas que fica na outra ponta da sala.

 

Ainda mais ridículo é colocarem na mesa uma colher de sobremesa que não entra na totalidade nos copos da dita cuja.

 

Ou a pessoa tem que se levantar outra vez para ir busca uma colher mais pequena na outra ponta da sala ou decide mandar as boas maneiras pela janela fora e usar o cabo da colher para raspar o fundo do doce. Que isto não estamos em tempos de desperdício!

 

Espero sinceramente que haja mudanças na forma como o brunch é servido, porque apesar de ter potencial para ser um dos melhores de Lisboa e arredores, não alcança o estrelato porque a experiência acaba por ser assombrada por estes pequenos detalhes, facilmente ultrapassáveis é certo, mas que não deviam existir num local que se pretende ser de calibre elevado, por assim dizer.

 

De qualquer das formas saí satisfeito e praticamente a rebolar, com o sentimento de missão cumprida por ter feito o meu melhor para conseguir rentabilizar o valor da refeição!

La Terraza - Grande Real Villa Itália Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Team Building: Só que não!

19.12.17, Triptofano!

Neste domingo foi o brunch de Natal lá do trabalho.

 

Todos os anos se fazia jantar, mas desde o ano passado que aderimos à moda do pequeno-almoço alancharado, por duas grandes razões.

 

Primeiro porque há mais tempo para confraternizar, sem ter que se estar preocupado com as horas devido a trabalhar-se na manhã seguinte.

 

Em segundo porque a quantidade de comida que se ingere é muito maior visto permanecermos mais tempos sentados à mesa e em Dezembro há qualquer coisa no ar que motiva as pessoas a comerem desalmadamente.

 

Este ano, além do brunch, o patronato resolveu que se iria fazer uma actividade de Team Building que consistiria em participar num Escape Game.

 

Isto porque eu enchi as orelhas da minha patroa em como seria giro fazer um, e que aquele que eu tinha feito no Porto tinha sido fantástico, e ela para eu não lhe atazanar mais a paciência lá anuiu, que sim, que seria uma actividade interessante para fortalecer os laços da equipa.

 

Escolhemos então a Escape2Win e o jogo Asylum porque foi um dos poucos que encontrámos que dava para oito pessoas ao mesmo tempo. 

 

"Em 1987, A ajuda foi palco de um enorme incêndio.

O manicómio que aí existia ardeu. Todos os habitantes morreram. Porém, hoje diz-se que eles não sabem que morreram e que mantêm as suas vidas como se nada tivesse acontecido. Os vizinhos dizem que se ouvem coisas... 

Vocês são um grupo de caça-fantasmas desejosos de desvendar este mistério. Mas ao entrar, ficam presos entre o passado e o presente. Precisam de trabalhar em equipa para conseguir escapar, ou correm o risco de também as vossas almas ficarem perdidas para sempre..."

 

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O jogo, com a duração máxima de uma hora, começou com o nosso grupo divido em duas equipas, cada uma em divisões separadas, sendo que era fulcral a comunicação entre ambas para se poder avançar no jogo.

 

E aqui foi que percebemos que devemos ter uma subscrição diária de milagres laborais para a nossa loja continuar em pé porque a nossa comunicação não é má, é péssima.

 

Sabem quando dizem que só um dos membros da equipa é que deve falar para não haver ruído na comunicação?

 

Pois bem, nós na teoria até conseguimos definir tudo isso, apontar um líder e todos concordarem, mas depois na prática logo após os primeiros dois minutos é cada um por si com toda a gente a gritar uns por cima dos outros e a ninguém se entender.

 

Incrivelmente, para espanto de todos, apesar de todas as probabilidades estarem a favor de não passarmos sequer da primeira divisão, conseguimos escapar ainda a faltarem uns larguíssimos 3 minutos.

 

E quando nos disseram que apenas 30% das pessoas conseguem acabar com sucesso o jogo ficámos ainda mais admirados.

 

Se calhar, no fim de contas, não somos assim tão maus como equipa!

Sabes que é amor...

16.12.17, Triptofano!

...Quando ele te oferece um pão de grilo.

 

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Porque é mais proteico, e a proteína faz bem diz ele.

 

Porque provavelmente daqui a vinte anos vamos ter que andar a grelhar baratas e gafanhotos para sobreviver e mais vale começar-me já a habituar penso eu.

 

E o mais incrível de tudo é que o pão sabe bastante bem.

 

 

Claro que não é suposto pensarmos no processo que foi necessário para se obter a farinha, correndo-se o risco de desenvolvermos refluxo nesse preciso instante.

 

Se quiserem saber mais podem ler aqui!

 

 

Será que também fazem manteiga de besouro para acompanhar?

 

O Lucas

15.12.17, Triptofano!

Quando li esta história percebi que a tinha de partilhar aqui no blog.

Pela mensagem de esperança que transmite, pelo amor que encerra, mas também para relembrar que a crueldade das pessoas consegue ultrapassar o inimaginável.

 

Que há seres humanos que de humanos não possuem nada, que são mais lixo do que aquele que apodrece nos aterros.

 

Esta história fez-me chorar.

Chorar de alegria por ainda haver pessoas que valem a pena, mas também de raiva por não conseguir compreender como é que há gente tão vil neste mundo.

 

Partilho a história porque ela precisa de ser divulgada, para nos lembrarmos que ainda há finais felizes!

 

"O Lucas viveu oito anos no canto de uma cozinha. Nunca de lá saiu. Dormia, comia e defecava naquele canto. Oito anos.

O Lucas foi acolhido na União Zoófila. Foi há dez anos. Dez anos.

O Lucas foi chamado Lucas Preto, porque, na altura, havia outros três Lucas na União Zoófila. Um deles faleceu entretanto. Outro foi adoptado. O terceiro permanece à espera de uma família.

Na União Zoófila, o Lucas Preto revelou uma estranha relação com o espaço.

Resistia a sair da sua boxe. Ficava à porta, enquanto os seus companheiros aproveitavam o espaço de recreio. O mundo do Lucas tinha a dimensão do canto onde havia passado oito anos.

O Lucas não saía da entrada da boxe. Por isso, começámos a levá-lo em passeio no exterior do abrigo. E ele gostou.  O Lucas caminha com um passo de trote. Parece um cavalinho.

O Lucas Preto passou dez anos na União Zoófila. E foi ficando cada vez mais bonito. As sobrancelhas cobriram-se de branco e pinceladas brancas distinguiram-lhe igualmente a barbicha.

O Lucas Preto tem quase 18 anos. Mas o melhor da vida dele ainda está para vir. O melhor da vida do Lucas é agora.

O Lucas foi adoptado. Esta frase não parece verdade. É preciso escrevê-la de novo. O Lucas Preto foi adoptado. O Lucas Preto foi adoptado. O Lucas Preto foi adoptado. Adoptado. O Lucas Preto. 

Não, não há milagres. Há trabalho. Há frustração. Há sofrimento. Há mais trabalho. Há alegria também. Não, não há milagres. Mas, às vezes, até parece...

Querido, querido Lucas, a tua vida é agora.

Muito, muito, muito, muito, muito, muito obrigada aos adoptantes."

 

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Texto e imagens retirados do Facebook da União Zoófila. Podem ver o original aqui, bem como mais fotos do Lucas!

 

O meu muito obrigado a todos aqueles que trabalham todos os dias em prol dos animais e da sua felicidade.

Natal no Parque

14.12.17, Triptofano!

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Muito honestamente não sou pessoa de ligar muito ao Natal.

Ao contrário do cara-metade que vibra com tudo o que diz respeito à época, eu seria capaz de passar todo o mês de Dezembro sem me lembrar das festividades e não ficar perturbado por causa disso.

 

Por causa deste meu despreendimento natalício é que o cara-metade ficou admirado quando eu lhe disse que queria ir ao Natal no Parque, que é uma iniciativa da Junta de Freguesia do Parque das Nações.

Esta consiste num pequeno número de concertos de Natal em locais chave da freguesia onde dão as vozes o Coro das Nações, coro nascido em Maio de 2016, mas com uma reformulação major há pouco mais de mês e meio, com direcção artística do Maestro Luís Bragança Gil.

 

Claro que eu não me ia lembrar do dia para a noite que afinal o meu objectivo de vida era ver um coro a cantar canções de Natal.

 

O que acontece é que uma amiga nossa - daquelas que está na categoria de super-mulher, sendo mãe, mulher, profissional e com tempo para 328 hobbies diferentes - me confessou que se tinha juntado ao coro, e eu achei que seria amoroso aparecer no espectáculo de abertura para dar apoio moral.

 

Fiquei surpreendido com o facto de que com apenas mês e meio de integração dos novos elementos, a qualidade do coro ser tão grande.

Foi fantástico ser transportado pela harmonia das vozes numa viagem perdida em nós mesmos tendo apenas como fio condutor a vibração da música.

 

O Coro das Nações pauta pela diversidade, e isso foi visível pelas canções que foram apresentadas, passando pelos tradicionais We wish you a merry Christmas e o Joy to the World, visitando influências tão distantes como o Linstead Market (tradicional da Jamaica), Mi Garganta (tradicional da Argentina) ou o Syahamba (tradicional Zulu/África do Sul), não deixando cair no esquecimento a língua portuguesa, representada por Natal d'Elvas, Este linho é Mourisco e Parto sem dor (este de Sérgio Godinho).

 

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Uma nota extremamente positiva foi o facto de ter sido celebrada uma parceria com a Refood Parque das Nações, sendo possível para quem quisesse, doar bens alimentares não perecíveis a favor da instituição.

 

Quem quiser passar uma hora do seu dia de forma diferente aconselho vivamente a ir a uma (ou mais) das sessões do Natal no Parque.

Não se vão arrepender e provavelmente vão voltar para casa a trautear uma das músicas, como me aconteceu a mim!

 

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Nota: A actuação na Biblioteca de Marvila acontece por convite da própria, visto este espaço não pertencer à Freguesia do Parque das Nações. Haverá também um concerto de Ano Novo no dia 5 de Janeiro, pelas 19 horas na Escola Vasco da Gama.

O restaurante mais exclusivo de Lisboa

13.12.17, Triptofano!

Faz hoje exactamente uma semana que tive o privilégio de ir almoçar ao restaurante mais exclusivo de Lisboa.

 

Um espaço tão privativo que apenas serve, para um máximo de 30 pessoas, almoço às quartas-feiras.

 

Devem estar a pensar que um local que se dá ao luxo de ter este horário deve cobrar uma fortuna por refeição, de forma a poder ter lucro. Mas e se eu vos disser que por um aperitivo, um copo de vinho, água à descrição, 5 pratos (sim leram bem, 5!) e ainda um pãozinho para molhar no azeite paguei somente 15 euros?

 

O segredo é que este local é um restaurante de aplicação pertencente à Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. E conseguir uma vaga para lá almoçar é uma tarefa quase hercúlea.

 

Felizmente para mim, o cara-metade convidou-me a mim e à queridíssima Fátima Bento para experimentarmos o espaço, já que miraculosamente tinha conseguido arranjar duas vagas. E vocês perguntam, então o rapaz consegue dois lugares e eu vou com a Fátima em vez de ir com ele?

 

É que ele também esteve lá, só que foi a cozinhar!

 

E o que é que comemos nós? Deixo-vos aqui as magníficas fotos tiradas pela Fátima para vos aguçar o apetite.

 

Feno, Pedras e Mar

 

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Ostras fumadas no feno, com flan de couve-flor, mignonette e salada de agrião

 

 

Vieira da Silva 

 

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Soufflé de vieira, cracker de camarão, óleo de aipo, puré de beterraba, espuma de cenoura, puré de cherovia e floretes de bróculos
 
 
 
Imperador da Bolívia
 

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Imperador grelhado com romesco de amendoim, barrigoule de beringela, espinafres salteados, cogumelos e servido com pão de mostarda
 
 
 
Sinaloa, França
 

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Carré de borrego com o seu jus, nougatine, taco de borrego, salsa borracha, batata duchese e molejas
 
 
 
Sol de Inverno
 

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Blinis de chocolate, gelado de marmelo, dióspiro com maple, caramelo de maracujá e madalenas

 

 

Depois de vos ter deixado com água na boca agora a minha opinião honesta sobre a refeição.

 

 

A comida estava fantástica, muito bem confeccionada, irrepreensível. O peixe por exemplo estava cozinhado na perfeição, separava-se em lascas gulosas mantendo os seus sucos internos o que era um verdadeiro regalo para o palato.

 

Houve alguns percalços da minha parte e da Fátima durante a degustação, que eu atribuo ao facto do Madeira que nos serviram como aperitivo estar bem atestado, como termos ficado os dois a olhar para o carré de borrego sem perceber como é que aquilo se come (somos pessoas pobres que não sabem que este alimento pode ser consumido usando-se as mãos) e não termos estranhado não nos terem dado uma colherzinha para comermos o soufflé (então uma pessoa está num restaurante todo xpto, se nos dão garfo e faca para comer o soufflé nós vamos acreditar piamente que é assim que se come!), além da minha figura a comer ostras poder ser classificada de tudo menos de elegante.

 

Pessoalmente, o prato que eu mais gostei foi o Vieira da Silva, e não, não foi por ter sido o cara metade a confeccioná-lo.

 

Coisas que eu melhorava. A experiência em si. Primeiro havia algumas diferenças no empratamento e no tamanho das porções dos meus pratos e dos da Fátima. E quando estamos num restaurante de topo é obrigatório haver homogeneidade, não vá uma pessoa pensar que está a ser mais bem servida do que a outra.

 

Em segundo, e mais importante que tudo, o envolvimento do cliente na história de cada prato. Além de ter sentido algum nervosismo em quem nos serviu (apesar de ser compreensível visto ser um restaurante de aplicação) fiquei decepcionado por alguns dos pratos terem sido colocados na mesa sem uma descrição, por mais elementar que fosse, dos mesmos.

 

Mas claro que eu esperava mais que uma descrição elementar. Com nomes tão sugestivos, a minha expectativa era que fosse contada uma pequena história sobre a ideia por detrás do prato e como ela se traduzia na sua conceptualização alimentar. Porque tão importante como a comida, é a viagem que nós fazemos antes, durante e depois da sua ingestão. De outra forma, por mais saborosa que seja, vai apenas ser comida, e infelizmente vai acabar por não nos marcar como deveria.

 

Agora se eu voltava a este restaurante? Podem apostar que sim. Todas as semanas. Mas perguntava primeiro ao cara-metade como é que se comia cada prato para não passar vergonhas!

 

 

Restaurante de Aplicação Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

A minha outra prenda de anos

13.12.17, Triptofano!

Já vos contei aqui acerca do conjunto de cockrings que o cara-metade me ofereceu no aniversário.

 

Mas o que eu não vos contei é que ele decidiu surpreender-me com outra prenda, esta no entanto não tendo sido pedida pela minha pessoa.

 

Podiam ter sido uns chocolates. Podia ter sido um perfume. Podia ter sido um livro para ocupar o tempo nas minhas viagens de comboio. Mas claro que não foi nada disso.

 

Posso dizer com orgulho que sou agora detentor de uns Jockstrap todos catitas, brancos e pretos, da marca Mister B. 

 

E perguntam vocês, o que raio são uns jockstrap?

Ora basicamente é o mesmo que uma coquilha, aquela peça que se utiliza em certos desportos para proteger a área genital. Só que neste caso, por ser uma peça mais fetichista, não há o reforço frontal de protecção.

 

Ficaram na mesma?

 

Pronto, indo directo ao assunto, são umas cuecas onde o rabiosque fica à mostra.

Ainda não estão a visualizar a coisa?

Coloquem num motor de busca e ficam esclarecidos.

 

É verdade que eu já tinha uns jockstrap entre os meus pertences, comprados há muitos anos atrás, mas como são de marca branca não possuem algo com que estes vem equipados, que é um sistema push up.

 

Quando eu li a referência a este sistema pensei imediatamente nos soutiens das senhoras, que fazem ficar as mamocas mais juntas do queixo, e comecei a imaginar que eles teriam qualquer dispositivo milagroso que faria as minhas nádegas ficarem-me assim a meio das costas.

 

Eu sei que pode parecer um pouco extremo, mas para alguém como eu que possui um rabo negativo, ou seja, estou a dever rabo ao criador, qualquer possibilidade de ficar com alguma junk in the trunk é aceite com o maior dos sorrisos.

 

Só que - infelizmente - o push up é para a parte da frente, para fazer com que a nossa piloca tenha um maior suporte e esteja mais bem acomodada. (não se pode ter tudo na vida pois não?)

 

Agora, vantagens e desvantagens de um jockstrap.

 

Sendo uma espécie de lingerie masculina um jockstrap tem o poder de nos tornar mais confiantes e sensuais.

 

E de esconder aquilo que não queremos que os outros vejam.

 

 

Imaginem que estão com uma vontade louca (daquelas impossíveis de controlar) de fazer o coiso e tal.

Mas a vossa parte frontal está de tal forma florestada que era capaz de produzir oxigénio suficiente para tapar o buraco do ozono. Com esta maravilhosa peça podem oferecer o vosso melhor deixando aquela parte menos tratada resguardada, evitando assim ouvirem comentários que englobem a palavra sebe e aparada.

 

E se vocês são pessoas como eu, detentoras de um intestino imprevisível, que de um momento para o outro se lembra de começar a movimentar-se de forma ameaçadora, o jockstrap é um must have.

 

Quem nunca esteve tão aflitinho para fazer o número dois, mas tão aflito que estava a ver que não conseguia abrir a porta de casa sem se borrar todo à frente da porta do vizinho, e depois teve de correr qual Usain Bolt em direcção à sanita?

 

Ao usar-se um jockstrap o caminho fica muito mais desimpedido, ou seja, a pessoa apenas precisa de baixar as calças e está pronta para fazer o serviço, e acreditem, que uma peça de roupa pode fazer toda a diferença quando toca a uma cólica intestinal imprevisível.

 

No que toca a desvantagens, tenho que referir o facto dos elásticos muitas vezes se enrolarem quando se anda o que se torna um pouco desconfortável.

 

É que enquanto que na roupa interior tradicional só precisamos de puxar um bocadinho o tecido para o tirar de dentro do rego, no jockstrap a pessoa quase que precisa de baixar as calças para ajeitar os elásticos.

 

E pronto, não é algo que seja assim muito conveniente se estivermos no meio do supermercado ou na fila das finanças, porque apesar de todo o mundo merecer ver o nosso traseiro há sempre aquelas pessoas facilmente impressionáveis que podem decidir chamar as forças de segurança.

 

Mas o maior ponto negativo do jockstrap foi, por incrível que pareça, a minha mãe a descobri-lo. 

 

Filho, sabes que eu gosto muito de ti, mas é-me mais fácil lavar umas cuecas borradas do que umas calças, por isso tenta limpar o cu como deve de ser depois de ires à casa-de-banho!

 

 

Já votaram em mim para o prémio Sapos do Ano 2017? Podem fazê-lo aqui! É que o prémio são dois pacotes de açúcar e vocês sabem que a vida está difícil!