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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Encontra alguém que seja blogger há mais do que cinco anos

27.12.17, Triptofano!

Se eu achava já um autêntico milagre ter aguentado o meu blog por seis meses, quando descubro que a Fátima Bento está nestas andanças há mais de 10 anos sinto-me assim microscópico, do tamanho de um ser unicelular e meio!

 

Mas pronto a Fátima é a Fátima, e acho que nunca conheci uma pessoa tão guerreira como ela, por isso de certeza que ainda a vou ver por aqui durante mais uns belos 10 anos!

 

~

 

Pois que eu sou a Fátima Bento, e comecei nisto dos blogues no dia 2 de Fevereiro 2005, com o Diário de uma "dona de casa" à Beira de um colapso, que mais tarde passou a ser apenas Diário de uma dona de casa, e ainda progrediu para 2.0, antes de me ter mudado para o Porque eu Posso, blogue que fará quatro anos em Fevereiro.

 

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Perguntam-me muitas vezes duas coisas a respeito; porque é que mudaste é a primeira.

 

  • Mudei porque depois da morte do meu pai a minha vida ficou diferente, e não fazia sentido continuar pelo mesmo caminho. E depois, as aspas do primeiro titulo desapareceram no segundo (tanto quanto me lembro, os títulos passaram a não poder levar aspas e outros símbolos) e sem as aspas não fazia sentido nenhum, não se é dona de casa só porque se decide ser mãe a tempo inteiro... as aspas assinalavam a ironia da aplicação da função à minha pessoa que tem o instinto de dona de casa de uma alforreca - na volta o cnidário até terá mais...por isso, no aspas, no ironia, no ironia, no me.

 

A segunda pergunta e porque é que chamei ao novo blogue Porque eu posso?

 

  • A história é simples:estava eu a pensar que raio vou chamar ao blogue "novo", e perguntei-me porque é que vou mudar de blogue? A resposta, meus queridos, está no titulo.

 

Nesta década e mais (quase) três anos a blogosfera mudou de uma forma incrível.

 

Nos primórdios era praticamente impossível acontecer algo como o nosso jantar de Natal dos Sapos. As pessoas resguardavam a sua privacidade de uma forma quase assustadora. Não valia a pena contactar alguém que seguíssemos e nos seguisse e combinar um café: não havia qualquer hipótese disso acontecer. Estávamos hermeticamente fechados dentro das nossas caixas blogosféricas.

 

Havia um espírito intelectualóide reinante; todos tinham a convicção de que escreviam para ser lidos. Reinava a liberdade de escrevermos sobre o que nos apetecesse. E, disso tenho uma memória muito clara, era tudo "muito à seria".

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Hoje também escrevemos para ser lidos, mas mais: para lermos, para conversarmos com quem nos lê (sim, conversarmos; é inconcebível - deselegante e mesmo sinal de má educação - não responder a comentários, não dar feed back a quem perde não só tempo a ler o que escrevemos, como ainda usa mais algum para nos deixar uma nota) e com quem lemos. E, consequência natural, desejamos conhecer essas mesmas pessoas.

 

E quem não quer dar a cara, perguntam vocês? Não dá. Ninguém sequer vai dizer o verdadeiro nome de quem escreve sob pseudónimo, porque respeitamos a privacidade de todos nós. Sem fazer perguntas.

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Não vou "fintar a bala": a minha relação com o blogue e a plataforma nem sempre foi a melhor: as (poucas) visitas, os comentários (que às vezes não aparecem), os destaques raros. Os posts que nos demoraram horas a fazer - deixo desde já aqui o meu protesto em relação a um que fiz, e poderia ser uma qualquer tradução mas não é, foi feito de uma ponta a outra, levou-me horas, e passou por entre os intervalos da chuva - o post Como ter noites cor-de-rosa, cuja pouca atenção provocada ainda me custa quando penso nisso, e me fez jurar nunca mais investir tanto de mim num post; o blogue é um hobby, não sou jornalista e não virei a sê-lo - o que hoje em dia até é uma benesse...

 

Já pensei (e às vezes ainda penso) virar costas e atirar tudo para a estratosfera, mas depois com alguma calma tento ver o que me irrita - ou frustra - de outro ângulo, e continuo.

 

O que o blogue me trouxe de mais positivo, quase treze anos volvidos?

Companhia.

Amigos.

Desabafar e saber que há alguém que se identifica com o que escrevi, e que mo vem dizer.

Em 2017 é menos difícil gerir a frustração que o blogue traz presa por uma guita, já que há uma micro comunidade que está mais próxima, tem rosto e voz, e se faz presente.

 

Em 2018, euzinha, espero conhecer ainda mais vozes e rostos por detrás das letras.

 

Um excelente ano Novo para todos, é o meu maior desejo. E que continuemos todos por aqui.

 

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Muito obrigado por teres participado Fátima, a blogesfera era um local muito mais pobre sem ti! Não se esqueçam de visitar o blog da Fátima aqui, um local que é um autêntico reflexo dela, e se tiverem curiosidade em ler as outras histórias basta irem aqui!

Encontra alguém que nunca tenha feito um bolo

27.12.17, Triptofano!

Quando vi que tinha de descobrir alguém que nunca se tivesse atrevido a enveredar pelas misteriosas artes da pastelaria pensei que seria impossível. Afinal até os miúdos hoje em dia andam uns profissionais a fazer bolos, nem que sejam aqueles simples da caneca.

 

Mas a vida é uma caixa de surpresas, e o Último fecha a porta surpreendeu-me com a sua história em estilo de confissão. 

 

Os votos de Feliz Natal do Último vem atrasados, não por culpa dele, mas sim por minha que tenho o cérebro feito em puré de batata-doce, que pensava que este desafio era para ser revelado ao mundo dia 24 mas afinal era só no dia 26 (e acabou a prolongar-se para dia 27).

 

~

 

"Gelatina conta?

 

Acho que não. Light muito menos. Mas até juntar água em pó tem a sua ciência porque tem de ser a quantidade exata e bem dissolvida. Ainda assim, não se pode considerar um bolo. 

 

Na verdade e apesar de ser um bom lambareiro, nunca fiz um bolo.

 

Assusto-me ao ver a lista de ingredientes.

 

Além de serem muitos, tem muitas especificidades, como o rigor das quantidades, a temperatura do forno, os tempos de cozedura, etc.

 

 O pior deve ser mesmo a sua desenformagem. Já viram o que é estarmos super orgulhosos do tempo e dinheiro gastos em todo o processo para chegar ao fim e dito colar à forma?! 

 

Prefiro deixar esse trabalho para quem sabe e estar do lado de lá do prato :)

 

Mas agora, que escrevo porque não ser uma resolução para 2018? Experimentar fazer um bolo simples e esperar que seja comestível!

 

Bom Natal e um agradecimento ao Tripofano pelo convite para participar neste shame game !"

 

 

 

Último, muito obrigado por teres participado no desafio e fico à espera de uma foto dessa obra de arte que certamente irás fazer. Não se esqueçam de visitar o blog do Último aqui, para encontrarem um espaço cheio de opiniões interessantes, e se tiverem curiosidade de descobrir as outras histórias podem encontrar o post do desafio inicial aqui!

Encontra alguém que tenha aparecido na televisão

27.12.17, Triptofano!
Quando era mais novo apareci por mais que uma vez num programa de televisão.
 
Um deles foi no Buéréré, programa que poderia ter mudado para sempre a minha vida se tivesse ido na altura em que a Ana Malhoa era a apresentadora.
 
Infelizmente era a Ana Marques. Wasted time.....
 
Quem também está uma verdadeira vedeta do pequeno ecrã é a Magda.
 
~
 
"Foram duas as minhas experiencias em televisão.
 
A primeira aconteceu em Junho de 2013, com a RTP e uma reportagem em casa.
 
O mentor do Projecto Miúdos Seguros na Net perguntou, no facebook, se havia por ali pais cujos filhos menores tivessem facebook.
 
Os meus gaiatos, na altura, tinham 11 e 9 anos e já tinham facebook pelo que respondi afirmativamente. Resultado... a familia toda foi convidada a participar num programa da altura chamado "O Nosso Tempo".
 
A Berta Freitas mais a sua equipa vieram cá a casa e estivemos a conversar os quatro sobre a utilização do facebook pelas crianças, regras que havia, etc e tal.
 
Infelizmente este episódio já não está online
 
A segunda experiência aconteceu no programa As Queridas Manhãs da SIC com a Júlia Pinheiro e falei sobre ela no meu blog (http://stoneartportugal.blogs.sapo.pt/eu-as-queridas-manhas-299453) onde também podem ver o vídeo.
 
Agora aguardo apenas que a TVI me convide, acho que é mais que justo...."
 
 

 

Muito obrigado por teres participado Magda, e estou a torcer para te ver a dançar ao pé da Maria Leal enquanto a Cristina Ferreira dá gritos de incentivo!  Não se esqueçam de visitar o maravilhoso blog da Magda aqui, e se tiverem curiosidade podem encontrar as outras histórias aqui

 

Encontra alguém que tenha vivido noutro país (pelo menos um mês)

26.12.17, Triptofano!

A Cherry perguntou-me se podia contar a história dela passada no estrangeiro.

 

E eu ri-me.

 

Ia um bocadinho contra as regras mas também qual é a piada das regras se não as podermos contornar um bocadinho?

 

~

 

"E que país é esse?, perguntam vocês.

Pois bem, tenho a dizer-vos que vivi nove “esplêndidos” meses em São Miguel, Açores 😊

 

Calma calma. Bem sei que os Açores não são um país mas, como sabem, eu estou grávida e não se recusam desejos de grávida! Para além disso é Natal. Assim sendo, por uns minutos, vamos fingir que São Miguel é um país, e deixem-me dar-vos a conhecer os encantos da ilha. Boa? 😂

Para quem não sabe, o M – o lindo e encantador homem que eu escolhi para ser o pai da herdeira 😍 – é de São Miguel. Sim, o M é açoriano (por favor, não leiam isto a tentar imitar o sotaque Micaelense. Por favor! É deprimente ver as pessoas tentarem fazer isso.)

 

Então, num dia pleno de divagações e “delírios”, como tantos outros que ele tinha – e tem -, desafiou-me para nos mudarmos para os Açores. Nesse dia, contrariamente a todos os outros, eu disse-lhe “sim.”

 

Assim sendo, no dia 6 de Setembro de 2015, lá fomos nós de armas e bagagens morar para a ilha.

 

Claro que eu já conhecia São Miguel antes de ir para lá morar! Conhecia...ah, brincalhona! - Tinha lá passado uma semana de férias em 2011 e outra semana em 2014. Por isso pode dizer-se que conhecia tão bem aquela ilha como qualquer outro turista. Mas isso impediu de embarcar nesta loucura? Infelizmente, não o fez nem por um segundo! 🙄

 

E infelizmente porquê? Vamos ver desta perspectiva: se alguém, alguma vez, bater com a cabeça e pensar em seguir as minhas pisadas, só tenho um conselho a dar (um daqueles que eu adoraria que me tivessem dado a mim antes de entrar naquele avião): Não vá se estiver habituado - e “gostar” - do stress e da agitação do Continente! 😶

 

 

São Miguel é lindo. Tem pessoas fantásticas. Tem paisagens de cortar a respiração. Tem comida divinal (só não opino sobre o cozinho das Furnas porque é dos poucos arrependimentos que trago de lá: não provei 😕). São Miguel tem tudo o que é bom e faz bem! Para quem vai de férias...

 

Isto porque tudo em São Miguel – e provavelmente nas outras ilhas – é feito com calma, tranquilidade e serenidade!

 

Ninguém lá buzina se tiver que esperar 10 minutos numa fila interminável porque alguém deixou o carro mal estacionado para fazer uma entrega.

Ninguém lá reclama se tiver 2 minutos à espera para ser atendido porque a funcionária está parada a ouvir a última cusquice que outro cliente que já foi atendido tem para contar.

Ninguém lá stressa se tiver que parar no meio de uma estrada para uma manada de vacas passar de um pasto para o outro.

 

E isso é mau? NÃO! Nada mesmo! Eles sim sabem aproveitar a vida e o que ela tem de melhor para nos dar! Ninguém anda em correrias desnecessárias, ninguém se preocupa com o que não interessa. Ninguém stressa com o que não podem controlar.

 

Tenho a dizer-vos que eles, naquela ilha “pequenina” no meio do atlântico, têm muito para nos ensinar.

 

Contudo, para quem é como eu, que se irrita por acordar 5 segundos mais tarde ou que começa logo a hiperventilar se o condutor da frente fizer abrandar 2 km/h, não consegue sobreviver nesta calmaria. Acreditem: a calma deles causa-nos stress! 😂

 

Digo-vos: eu que não suporto Lisboa por causa de todo o barulho, confusão e trânsito que comporta, tinha saudades. Tinha saudades de ouvir as buzinas, de ouvir as sirenes, de ouvir a agitação quotidiana. E, muito provavelmente, também foi isso que ditou o nosso regresso ao Continente - as saudades. A incapacidade de lidar com toda a paz e tranquilidade que os Açores emanam 😶

 

Ainda hoje recomendo a qualquer pessoa que faça uma visita à ilha. Eu própria quero lá voltar e apresentar aquela pérola à herdeira. No entanto já sei, por experiência própria, que não é um bom local para eu morar sem provocar um colapso nervoso antes dos 35 anos 😟

 

No entanto, agora que penso nisso, quem sabe, talvez, seja um bom sitio para esbanjar a reforma...! 😂"

 

 

 

 

Querida Cherry, se tu voltas aos Açores e não me trazes um carregamento de bolo do caco lêvedo (isto se não fosse a Mula a corrigir-me tinhas muito que correr os Açores à procura do bolo do caco ) nem sei o que te faço mulher! Não se esqueçam de visitar o divertídissimo blog da Cherry aqui, onde podem ficar a saber das novidades da loja Tendência, e se quiserem espreitar as restantes histórias é só irem aqui!

 

Encontra alguém que nunca tenha visto neve

26.12.17, Triptofano!

Quem é que nunca foi à Serra da Estrela, pegou num daqueles sacos do lixo preto de 120 litros, esparramou-se em cima dele e deslizou a toda a velocidade ficando com o rabiosque todo desfeito devido aos pedragulhos camuflados pela fina camada de neve?!

 

Aparentemente a Miss Unicorn ainda não teve a oportunidade de descobrir os prazeres do skú! 

 

~

"Confesso que nunca vi neve.

 

Há vários anos a minha família costumava fazer viagens à Serra da Estrela, em alturas em que nevava.

 

Estranhamente, depois de ter chegado ao mundo deixaram de as fazer.

 

Sendo eu uma pessoa que prefere o frio ao calor, a chuva ao sol, espero ainda vir a ter a oportunidade de ver um dos mais belos fenómenos naturais.

 

A minha suposição para não terem retomado as viagens é algo que (carinhosamente) apelidámos ao longo dos anos de “estufinha”.

 

Este é o ambiente que o meu pai criou quando os filhos nasceram (talvez fruto de trabalhar na aérea da saúde e ter um cuidado acrescido), uma estufa que nos protegesse das mais pequenas aragens e das constipações que pudéssemos apanhar.

 

E a verdade é que, ao fim de tanto tempo, continua a ser o mesmo “pai-galinha” de que tanto gostamos."

 

 

 

Miss Unicorn, e que tal organizar-se um fim de semana de bloggers à Serra da Estrela? Assim podíamos baptizar-te com uma extraordinária bola de neve no teu totiço!  Não se esqueçam de visitar o blog da Miss, criadora da rubrica Era Uma Vez..., aqui, e se tiverem curiosidade em ler as restantes histórias é só clicar aqui!

Encontra alguém que goste de conduzir

26.12.17, Triptofano!

Se fosse para descobrir alguém que não gostasse de conduzir então eu estaria na linha da frente, acenando com os dois braços freneticamente.

 

A minha carta de condução é tão usada, mas tão usada, que já tem uma camada de pó daquelas que a pessoa passa o dedo e chega-se-lhe um vómito à boca quando vê o resultado.

 

Felizmente ainda existe gente neste mundo que adora estar atrás do volante, e geralmente são essas pessoas, como é o caso da MJ, que são cravadas por pessoas como eu para ir a algum sítio onde os transportes públicos não chegam! (quer dizer eu nunca pedi boleia à MJ mas acho que ela não me ia deixar apeado pois não?)

 

~

 

"Ele há com cada estória!...

 

Aqui há uns anitos, uma menina -  moi-même -,  que adorava, e adora, conduzir,  ia, muito feliz e contente, rua fora, a conduzir o seu belo carrito. Rádio ligado, música com o volume levemente, só levemente, alto, e lá ia ela. A determinada altura começa a ouvir umas buzinadelas muito, muito simpáticas.

 

 

Primeiro uma. Olha, e vê pelo espelho retrovisor um “piqueno” a esbracejar. O dito cujo já tinha tentado ultrapassá-la, mas ela, a menina, não lhe tinha permitido tamanho atrevimento, logo, a “música” deveria ser consequência desse facto. Dar importância àquilo? Era o que mais faltava, pensou a menina.

 

 

Passados uns segundos, um outro ultrapassa-a mas, agora, numa buzinadela em fúria. A menina, condoída, pensou que a buzina tinha “colado”, e ficou cheia de pena do condutor.

 

Uns segundos de paz, e…

 

… e agora era uma dama que, do alto do seu  jeep, além de buzinar como se não houvesse amanhã, parecia querer engolir a menina que, para mal dos pecados dela, menina, a outra estava num plano muito superior, o que tornava tudo muito mais ameaçador e preocupante.

 

De um momento para o outro, o número de buzinadelas aumenta substancialmente. E a menina cada vez mais intrigada: mas por que diabo iam todos a embirrar com ela? Até o carrito ia “nervoso”, coitado, de vez em quando parecia “estrebuchar”. Não admirava, com aquele desatino!…

 

 

Até que, de repente, alguém mete a cabeça, furioso, na janela do lado do pendura que, por mero acaso ia aberta – a menina é encalorada – e grita: ó sua estúpida, não vê que…

 

Sua estúpida? Ó cavalheiro, veja lá como é que fala, tenha modos…, assim disse a pobrezinha já à beira de um ataque de nervos.

 

Perante isto, sai do seu amado carrinho, olha, e nem queria acreditar: sem reparar no carro, só vê a fila que quase chegava ao início da Rua de S. Bento – sim, esse foi o cenário desta aventura – uma rua compridinha, como muitos de nós sabe.

 

Sim, estúpida, continua, então não vê que tem um pneu no chão?

                                       

Meu caro, disse a menina muito ufana, lamento informá-lo, não tenho um, tenho os quatro pneus no chão! Ora onde haveriam de estar, diga lá, no tejadilho? E o rapazito, a um passo de ter uma apolepsia.  

 

Entretanto, começam a juntar-se outros automobilistas solidários – com a menina, ou uns com os outros?

Mistério! – e começam a dizer coisas, muitas coisas. Que não podia continuar a marcha com o carro assim, que era um perigo, que a jante ia ficar estragada também em consequência de rodar nos carris – daí o “nervoso” que o carrito já tinha manifestado: o “estrebuchar”, aquilo era demasiado para ele! – que o pneu já não tinha conserto possível, etc., etc.

 

Aos automobilistas, e como era mais do que óbvio, juntam-se mirones, muitos mirones que também começam a opinar.

 

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Fig. 1

Fonte: Google (não há testemunhos reais do sucedido)

 

 

A menina vê, finalmente, o estado do pobre pneu - veja-se Fig. 1 – mas nem quer acreditar!

 

 

Sem nunca perder a calma, sem nunca dar parte de fraca, pensa que o melhor é “negociar”. Então, lá foi dizendo que ligava os quatro piscas, que ia muito, muito devagarinho e que estacionaria no Largo do Rato, dado haver por lá, muito provavelmente, mais espaço, logo, tornar-se-ia mais fácil o escoar do trânsito.

 

Depois de muito “negociar”, e depois de ter conseguido a façanha de entupir o trânsito, no mínimo, até à Calçada da Estrela, Av. D. Carlos e arredores, a menina lá conseguiu que a deixassem continuar a marcha a “um” à hora.

 

 

Conclusão: a “brincadeira” pesou, e muito, no bolso da menina, mas que a dita se divertiu bastante, lá isso é verdade.

 

 

Isto, porque a menina adora conduzir. Ontem, como hoje.

 

 

Amanhã? Ui, isso já era saber muito!..."

 

~

 

Por causa de estórias como esta é que tenho nos meus planos voltar a conduzir lá para 2046, e com sorte nessa altura já fomos invadidos por motoristas robotizados marcianos e não vou precisar de me preocupar mais com essa tarefa. Muito obrigado por teres participado neste desafio MJ, certamente que fizeste muitos amigos nesse dia!  Não se esqueçam de visitar o blog da MJ aqui, um local que se define com as palavras sensibilidade e bom gosto, e se tiverem curiosidade de ler as restantes histórias é só ir aqui!

 

Encontra alguém que tenha mais do que um sobrinho(a)

26.12.17, Triptofano!

Para grande desgosto da minha mãe, o meu irmão ainda não deu descendência ao mundo, e apesar de eu estar sempre a lembrá-la que é avó de três porquinhas lindas ela diz que não é a mesma coisa. Por isso não sei qual é a dinâmica familiar de quem tem sobrinhos, sobretudo mais do que um, mas consigo imaginar.

 

Para me elucidar, a Maria chegou-se à frente e disse que escrevia sobre a experiência de ter mais do que um sobrinho, e eu depois de ler a história percebi que se estivesse nos sapatos dela tinha de andar sempre com uma solução intra-venosa de valeriana para não me dar um colapso.

 

~

 

"As minhas 4 irmãs fizeram-me o grande favor de contribuir para a taxa de natalidade por mim!

 

Sou a orgulhosa portadora de 10 sobrinhos.

 

Os pequenitos têm idades compreendidas entre os 14 e os… 39 anos.

 

A juntar aos 10, chegaram as e os “papa-sobrinhos”, criaturas hediondas que roubaram os bebés da tia. Com isto já tenho 2 sobrinhos netos…

 

Estão a imaginar o regabofe?

 

A juntar ao facto desta trupe quinar o orçamento familiar natalício, junta-se ainda “falta de respeito” que têm pela minha pessoa já que acontecem coisas como:

 

Não ter direito a um jantar de natal descansado já que insistem em me tirar a comida do prato trocando a dita por espinhas;

 

Não me deixam arrancar com o carro ficando á frente dele a “toureá-lo”  e/ou agarrados ao capot do carro;

 

Pegam-me ao colo, Estrafegam-me, Despenteiam-me, Gozam com a minha (falta de) altura.

 

Mas bebem copos comigo, incluem-me nos grupos de amigos, chamam a tia para os jantares de primos… em suma, sou uma sortuda!"

 

 

 

 

Muito obrigado por teres participado neste desafio Maria e para o ano acho que podíamos fazer uma vaquinha para te ajudar a passar a quadra festiva menos depenada!  Não se esqueçam de visitar o blog da Maria aqui, para encontrarem um blog onde se vão seguramente divertir, e se tiverem curiosidade de descobrir as outras histórias podem encontrar o post do desafio inicial aqui!

Encontra alguém que não goste de Coca-cola

26.12.17, Triptofano!

Quando vi esta opção pensei imediatamente que seria impossível encontrar alguém que não gostasse de Coca-cola.

 

É que mesmo que uma pessoa não fique muito agradada com o sabor só de pensar nos jeitosos que aparecem nos anúncios de televisão surge logo uma vontade louca (impossível de controlar) de ir comprar paletes da bebida gaseificada.

 

No entanto a Miss Queer mostrou-me que é possível ser-se imune aos trabalhadores operários que se refrescam às quatro e meia da tarde de uma forma exageradamente sensual - o que me fez pensar se não sou um alvo demasiado fácil para a publicidade!

 

~

 

"Não gosto de Coca-Cola!



Imaginam o que sofre uma criança que não gosta desta bebida?!

Vai a uma festa, Coca-Cola.

E quando diz que não gosta, leva com um olhar incrédulo, seguido de um:



- Também tens fanta, etc., etc. (tudo bebidas com gás).



Pois… O meu maior problema com a Coca-Cola é… o gás!



(devo confessar que, já não sendo criança, ainda enfrento estes olhares.)



Este trauma não desapareceu quando entrei para a faculdade. A cerca de 300 m, existia um McDonald’s. Numa das vezes que lá fui, pedi, como habitual, o meu Ice Tea. Ponho a bebida à boca… 


Sim, serviram-me Coca-Cola.



Como estava com pressa, não fui trocar a bebida… Mas também não a bebi.




Mas o trauma pior com Coca-Cola foi… Numa ida ao ginecologista.



Foi a primeira consulta.


Quando chego ao consultório, o senhor doutor perguntou-me se tinha a bexiga cheia, para fazermos uma ecografia.

 

 

Não, não tinha! Ninguém me tinha avisado!



- Então vá encher e volte daqui a uma hora.



Para quem não sabe, a Coca-Cola é uma ótima solução para não termos de beber litros de água.



E num tão curto espaço de tempo… Tive de beber Coca-Cola.



Ainda me lembro da minha mãe e da senhora do café a verem a minha cara ao beber…



O pior… O pior é que não resultou! Eu bebi Coca-Cola e não fez efeito!



Lá me enchi de água, dei centenas de voltas à sala de espera e…



- Tem a bexiga cheia?



- Espero que sim, depois deste sacrifício!



Perguntam vocês… Nem assim te habituaste? Não. Gosto muito de água, de suminhos sem gás e de outras bebidas que não Coca-Cola (se é que me entendem. )!"

 

 

 

Miss Queer, acalma o teu coração que quando fores convidada para o meu casamento (onde estará presente a cantante Ana Malhoa) eu vou deixar as Coca-colas abertas com alguma antecedência para quando fores beber elas já não terem gás!  Não se esqueçam de visitar o fantástico blog da Miss Queer aqui, e se tiverem curiosidade de verem as outras histórias podem ir aqui!

Encontra alguém que tenha andado de Uber

26.12.17, Triptofano!

Há uns anos atrás teria sido mais difícil encontrar alguém que já tivesse andado de Uber, mas hoje em dia já é algo extremamente curriqueiro para muitas pessoas.

 

No entanto, há sempre quem tenha histórias fantásticas para partilhar, como é o caso do David Marinho.

 

~

 


"Sempre admirei o Uber e a forma descomplexada como ela funciona.

 

Adoro a ideia de ver os carros no mapa da aplicação e de agarrar um dos que andam perto do sítio onde estou.

 

Gosto da ideia de o chamar e ter logo à mão todo o histórico do condutor e de o contactar se assim pretender, a matrícula do carro (ajuda para quem não reconhece marcas ao longe nem modelos conhecidos com facilidade).

 

O que me faz confusão, mesmo achando que é uma ideia genial, é a de não haver dinheiro envolvido nisto tudo. Aliás, existe, mas é virtual e é descontado a partir do momento que o condutor termina a viagem.

 

A história mais hilariante que aconteceu comigo, foi quando entrei num carro de um indivíduo indiano chamado Rabel em plena Gare do Oriente.

 

Pouco ou nada sabia de Português e a geografia da cidade também não.

 

Ao chegar ao aeroporto para virar para a segunda circular, em vez de virar para o túnel que existe por lá, vai por cima para as partidas e chegadas do aeroporto.

 

Ora, eu confesso conhecedor dos caminhos, meio no gozo digo-lhe: "Estamos perdidos, han?" e ele a suar em bica e completamente perdido só me dizia a tremer "discupa, discupa".

 

Nisto achei que podia controlar a situação e fui o resto do caminho a dizer-lhe: "Não olhes para o GPS, ouve-me apenas!!", enquanto lhe indicava o caminho até ao Campo Grande.

 

Ainda pensei arriscar uma conversa no inglês com ele, porque essa língua acredito que dominasse. Mas nervoso como estava, deixei-o andar com ordens minhas."

 

 

 

David, muito obrigado por teres participado no desafio e agora já sei, se um dia estiver dentro de um Uber completamente perdido telefono-te para me ajudares, já que o meu sentido de orientação geográfica é nulo.

 

Não se esqueçam de visitar o blog do David aqui, onde podem encontrar crónicas fantásticas, e se tiverem curiosidade de ver as outras histórias podem ver o post inicial do desafio aqui!

 

Encontra alguém que tenha ido a Nova Iorque

26.12.17, Triptofano!

Quando vi que tinha de encontrar alguém que já tivesse ido a Nova Iorque lembrei-me automaticamente de uma pessoa, mas para não influenciar o desafio não fiz o convite directamente. No entanto há coisas que só fazem sentido juntas, por isso quando a Travellight me disse que queria escrever sobre o tema todo eu sorri por dentro.

 

Como houve um pequeno engano da minha parte e eu pensava que o desafio era para ver a luz do mundo no dia 24, a Travellight muito amorosamente manda no seu texto os desejos de Feliz Natal para todos - não foi ela que se atrasou mas sim eu que sou um nabo despistado!

 

~

 

"Para este desafio lançado pelo Triptofano escolhi Nova Iorque e um episódio que ocorreu na minha primeira viagem a esta cidade e que na altura me incomodou muito mas hoje faz-me rir:

 

Eu tinha acabado de terminar o curso superior e o dinheiro para viagens não abundava, no entanto consegui desencantar uma promoção imperdível numa agência que dava desconto com o cartão jovem para viajar para um dos meus destinos de sonho na altura: Nova Iorque!

 

Estava encantada da vida e mal podia esperar para chegar à cidade que toda a vida tinha visto em filmes e ouvira cantar em canções.

 

Estava longe de imaginar que o meu primeiro contacto com a Big Apple seria tão pouco glamoroso…

 

Assim que saí do aeroporto entrei num taxi velho, ou melhor dizendo “afundei” dentro de um taxi velho. Os assentos de trás estavam tão gastos e eram tão baixinhos que eu, com o meu metro e meio quase não conseguia a ver o motorista 😳

 

Dei-lhe a morada do hotel e ele franziu o sobreolho mas não fez nenhum comentário e arrancou com o carro. Passados uns 45 minutos, mais coisa menos coisa, estava na frente do dito hotel. Estamos a falar de uma época antes do Tripadvisor, do Booking.com e afins por isso eu não sabia o que esperar do alojamento.  

 

Era longe do centro e das principais atracções, era uma torre enorme… À primeira vista não parecia muito mal para um hotel 3 estrelas. 

 

Entrei e dei de caras com um recepcionista que me cumprimentou em … Mandarim. 

Eu olhei em volta… seria comigo que ele estava a falar?

Era.

 

Dirigi-me a ele em Inglês e a custo ele replicou num Inglês carregado de sotaque.

 

Entreguei-lhe o papel da reserva e ele fez o check in e entregou-me a chave do quarto juntamente com uma série de papelinhos. Eu olhei para aquilo e ele disse alto “breakfast”. ok, eu acenei para indicar que compreendera. Aquela espécie de senhas de refeitório deviam ser para eu usar no pequeno almoço…

 

Subi para o quarto e lembro-me de que gostei bastante do espaço e principalmente das janelas que eram grandes e redondas, pareciam as escotilhas de um navio.

 

Era tarde e eu não tinha jantado mas estava demasiado cansada para sair por isso comi só umas bolachas que tinha levado comigo e preparei-me para dormir. 

 

Adormeci rapidamente mas passado cerca de uma hora acordei a tremer de frio. Literalmente a bater o dente 😬

 

Parecia que enquanto eu dormia alguém tinha transformado o quarto numa arca frigorifica.  Saltei da cama e tentei desligar o ar condicionado mas não consegui. 

Aquilo era ridículo! nem sequer estávamos no Verão! 

 

Já a perder a sensibilidade nas mãos liguei para a recepção.

 

“Boa noite, preciso saber como se desliga o ar condicionado” disse eu

 

…Silêncio do outro lado da linha

 

“Pode dizer-me como se desliga o ar condicionado por favor, eu tenho muito frio e não consigo dormir assim”

 

“Não desliga” responderam do outro lado num Inglês com forte sotaque Chinês.

 

“Como assim, não desliga? Está avariado? Eu não consigo ficar aqui, vou ter de mudar de quarto”

 

“Quartos todos iguais, não desliga”

 

Mau! só podiam estar a gozar comigo.. “e diminuir a intensidade do frio posso?”

 

“Pode mas depois não queixa quando elas aparecerem”

 

“Elas? Elas quem?” perguntei eu

 

“As BARATAS É CLARO!”

 

😮😮😮😮😮

 

…Não tinha dinheiro para mudar de hotel por isso preferi arriscar a hipotermia a ter de enfrentar as baratas. Dormi aquela noite e as restantes que tinha reservadas com quase toda a roupa que tinha trazido na mala.

 

Hoje rio-me da situação mas na altura não achei piada nenhuma…

 

 

Bom Natal a todos!!!!

 

Beijinhos 

Travellight"

 

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Muito obrigado por teres participado Travellight e pela belíssima foto que mandaste para ilustrar a história. Não se esqueçam de visitar o blog da Travel aqui, para descobrirem locais de suster a respiração, e se tiverem curiosidade de descobrir as outras histórias podem encontrar o post do desafio inicial aqui!