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Triptofano

Como ser 20% mais feliz?

31
Out17

Dicas para comer em restaurantes


“Costeletas de cordeiro com puré de batata e uvas em porto tinto.

Vale a pena?”

 

Olá!

 

Já me começo a habituar a vir aqui ao espaço do meu plus one para vos escrever sobre a paixão que tenho em cozinhar. E ele, como sabe disso, deixa-me invadir-lhe a sua fábrica de prosas e, acho eu, até gosta 😊

 

Ora, na sexta-feira passada ele teve um jantar e enviou-me a mensagem que acima reproduzi num tom de meio aprovação, meio transferência de responsabilidades. Apesar de estar num dos restaurantes mais propalados de Lisboa, não queria deixar a honra de decidir o que ele iria jantar para si próprio e decidiu partilhar comigo. Isto levou-me a pensar e a consolidar a metodologia que nós utilizamos sempre que jantamos fora (e que eu bastante prezo!) e que agora partilho convosco.

 

Retiradas da equação as vezes em que jantamos fora por obrigação, seja em trabalho, seja pela necessidade da imediata supressão fisiológica de encher a barriga, jantar fora, concordarão, é uma instituição social. Um momento para estar com amigos, sozinhos ou, no caso do Trip, com colegas, é sempre uma ocasião que compreende um misto de surpresa e de encantamento. Se a isto juntarmos um pré-anunciado bom local para uma refeição, onde sabem receber e servir, teremos à partida a fórmula mágica de sucesso para uma refeição inolvidável. Mesmo que regressemos ao costumeiro restaurante para comer a frequente iguaria. Existe aqui, na mesma,  a necessidade de surpresa e o deixarmo-nos encantar pela consistência: “deixa lá ver se continuam a surpreender-me e a fazer tão bem quanto fazem”.

 

Para mim, pelas óbvias afinidades com a minha ocupação, para que eu possa sair do circulo restrito de restaurantes a que regresso, há ainda mais um factor a ter em conta para escolher um restaurante. Tem necessariamente que ser um restaurante que ofereça um menu variado, que antecipe e evidencie uma técnica culinária complexa (quanto baste) e que ainda assim sirva comida honesta. Em resumo, preço vs. qualidade vs. custo das matérias primas.

 

Se assim for, aí me terão!

 

Uma vez sentado, e quanto ao menu e às escolhas a fazer, há também alguns princípios que eu costumo observar para, lá está, comer algo diferente, puder ser surpreendido, etc. Aqui vão algumas dicas:

 

  1. Polvo à lagareiro a 6€ - Como saberão, o polvo é uma das matérias primas que mais perde em matéria com a confecção. Na verdade, cerca de 60%. Como se tal já não fosse suficiente, em casa, nunca adicionamos ao preço por Kg do polvo (que já de si é um produto alimentar caro) o valor do desperdício (i.e., a água que perde). Se assim fosse, saberíamos que um polvo que custa 9€/kg e que perde 60% passaria a custar 14,4 €/kg. E, a menos que seja um polvo bem pequeno, normalmente as embalagens trazem cerca de 2kg de polvo. Ora, se o encontramos a 6€ num menu será de aproveitarmos e experimentar essa delícia fora de casa porque, por certo, fica mais barato para ser aí consumido.                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
  2. Outras matérias primas – Claro está que as contas que acima faço incluem, p.e., outras proteínas. Lembro-me de repente das costeletas de cordeiro do Trip que, compradas no talho podem ascender a 14€/kg e que a rentabilidade delas é sempre muito baixa. Se assim pensarem, podem fazer grandes negócios para a vossa carteira só por escolherem comê-las num restaurante 😉. Em regra, o custo da comida óptimo nos restaurantes é de 27 a 34% (se um prato custa 10€ ao cliente, custará idealmente de 2,7€ a 3,4€ a confeccionar). Onde quero chegar com isto é que, muitas vezes, em casa, gastamos bem mais do que isso para preparar semelhantes iguarias! Os restaurantes e hotéis beneficiam de ganhos de escala por comprarem grandes quantidades.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
  3. Técnicas culinárias – Se forem foodies como eu, e na parte em que me referia à escolha de um prato pela demonstração de técnica culinária, tenderão a escolher ingredientes e técnicas que nunca tenham provado e onde seja notória a aplicação de técnicas um bocadinho mais complexas do que um estufado (não descurando que eu adoro um bom estufado!). Desde a cozinha molecular, à cozinha em sous vide (baixas temperaturas), produtos fermentados ou fumados, cozinha decorativa, etc., é muito fácil actualmente e encontrar uma excelente oportunidade para degustarem algo diferente.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
  4. Pratos do dia – Os pratos do dia nos restaurantes, sobretudo de gama média baixa e baixa (as ditas tascas) são uma forma de sobrevivência e de gestão de negócio que não se encaixa naquilo que agora vou escrever. Dito isto, os pratos do dia podem resultar de uma necessidade de fazer rodar o stock de matérias primas, por aí se encontrarem há bastante tempo, e afinal, o que é do dia pode não o ser. Se assim for, prefiram produtos grelhados ou que de alguma forma possam ser feitos ao momento. As surpresas desagradáveis serão bem menores.

 

Espero que tenham gostado e, se aplicarem algumas das dicas, partilhem (ou se tiverem outras!!!) na caixa de comentários!

Fiquem bem e comam bem.

O Cara Metade

 

27
Out17

O Leitor Decide #3


Eu bem sei que a rubrica O Leitor Decide é mais divertida quando existem fotos, porque assim vocês podem ir fazendo pouco de mim durante a semana toda, mas não tenho descoberto nenhuma que tenha por detrás uma história inspiradora que mereça figurar aqui no blog.

 

Assim sendo, peço-vos desculpa, mas vão ter de dar largas à imaginação e escolher saber o que aconteceu

 

1) Na casa de banho do meu antigo trabalho em Campo de Ourique

 

ou

 

2) No controlo de raio-X numa viagem a Inglaterra

 

Fico à espera dos vossos votos! 

25
Out17

Parabéns


Hoje o cara metade celebra o seu vigésimo oitavo aniversário.

 

E como forma de lhe mostrar o quanto eu gosto dele dediquei-me a preparar o seu bolo favorito, a Delícia de Chocolate da Bimby,

 

 

bolo.jpg

 

 

Agora minha gente, digam-me se o problema é meu ou se partilham o mesmo drama, mas quando me aventuro a fazer um bolo de chocolate acaba por haver chocolate em todos os locais possíveis e imaginários. Na cara, nas mãos, na roupa, na bancada, nas gavetas, na porta, qualquer dia descubro que até as porquinhas da índia ficaram barradas com ele.

 

Digam-me por favor que não sou o único a padecer deste mal.

24
Out17

SOS Cérebro


Debati-me internamente durante muito tempo sobre se deveria ou não publicar este post. Simplesmente pelo facto de me ir expor mais do que talvez quisesse - mas há alturas na vida que tempos de pegar o touro pelos cornos.

 

Sou doente mental. Assim, de forma crua, sem artifícios linguísticos. Padeço de uma doença do foro psiquiátrico que me dá acesso à categoria dos doentes mentais - quer eu goste ou não dessa inclusão forçada. Infelizmente, as doenças, ou distúrbios, ou transtornos, ou como queiram chamar as coisas que acontecem e não era suposto acontecerem dentro da cabeça de uma pessoa, ainda são muito estigmatizadas.

 

Tornamos-nos automaticamente os tontinhos, ou os maluquinhos, ou os coitadinhos que não sabem o que andam a fazer pelo mundo. Isso ou basicamente pensam que andamos é a querer chamar a atenção, porque se não coxeamos, não nos falta um olho e não temos uma traqueostomia então porque raio é que não haverá de estar tudo bem?

Problemas de cabeça? Vá dar uma volta que isso passa - foram as palavras da minha médica de família quando abordei o tema pela primeira vez aos 17 anos.

 

Na última década tive altos e baixos, altos muito grandes e baixos catastróficos. Consultei vários médicos onde fui diagnosticado com tudo e mais alguma coisa. Depressão, síndrome bipolar, ser demasiado mimado (!). 

 

Senti-me cobaia de tratamentos farmacológicos onde tomava N comprimidos para me sentir melhor e depois outros N para combater os efeitos secundários dos primeiros. Os comprimidos davam-me algum alívio no início mas era ilusório, pouco tempo depois as minhas inquietações voltavam e a resposta dos prescritores era aumentar a dose. Adormeci nos transportes públicos. Houve um mês que fazia tudo em modo zombie - os meus amigos diziam que ia a eventos com ar um completamente drogado. Cheguei supostamente a ter um encontro com alguém que me confrontou meses depois do qual não tenho a menor lembrança.

 

Fiz psicanálise, com dois profissionais diferentes. Acredito que haja bons profissionais perdidos por aí, mas deveria haver um controlo maior daqueles que simplesmente só servem para nos sugar o dinheiro. O primeiro além de dizer palavrões totalmente fora do contexto nas sessões disse ao meu pai que eu nunca iria ficar bom. A segunda passou uma hora inteira a mostrar-me fotos da viagem dela a Israel. Quando depois pergunta-me que fruto seria eu e eu lhe respondo uma romã questiona-me se seria pelo facto de ela ser de fácil abertura?! Alguém me esclareça, onde é que esta mulher anda a comprar a fruta?

 

No mês passado tive uma recaída. Sem motivo aparente, todos os demónios internos que habitam dentro de mim acordaram. Desta vez com um requinte extra de crueldade. Passei a castigar-me a mim próprio. A bater com a cabeça nas paredes. A soquear o meu próprio rosto. Foi a forma que encontrei de conseguir lidar com a intensidade dos sentimentos que me assaltavam. Sentir a dor foi uma forma de conseguir libertar a tensão que me rebentava dentro do peito.

Se foi a melhor forma de actuar? Não, mas foi a única que me pareceu acertada na altura.

 

Consultei-me com outra profissional. Sugeriu-me exercício físico, psicoterapia, contacto com o ar livre; e claro comprimidos, para controlar a crise. Os rebuçados coloridos que tomo deixam-me efectivamente mais calmo, mas também com uma vontade de estar sempre a dormir. Escrever no blog e responder aos comentários passou a ser um exercício que exige muita disciplina, disciplina essa que ainda não tenho. O desejo sexual já viu melhores dias, mas o cara-metade é compreensivo - no fim de tudo só me quer ver bem.

 

Desta vez o diagnóstico foi novidade para mim. Transtorno de Personalidade Borderline. Basicamente ao que parece se o mundo estiver a sofrer um ataque nuclear eu vou manter-me calmo e sereno (na medida do possível), mas se em casa se parte um copo basicamente a minha cabeça entra em curto-circuito e expludo. É esta reacção desproporcional a pequenos estímulos que a médica quer que eu corrija. O futuro dirá se este diagnóstico está correcto ou não.

 

Este post é então uma forma de deitar cá para fora. De partilhar convosco o que se está a passar na minha vida nestes tempos. Porque por mais que eu gostasse que fosse tudo sorrisos e gargalhadas, nem sempre o é. E também escrevo para dizer a todos os que me estiverem a ler, que não é nenhuma vergonha ter um problema do foro psiquiátrico. O cérebro é um dos órgãos - se não o órgão - mais complexos do nosso corpo, era sorte a mais não haver um problemazito de vez em quando com a engrenagem.

 

 

23
Out17

A Loucura da Shakira em Amesterdão


A votação deste último o Leitor Decide foi emocionante - de tal modo que até prolonguei um pouco o prazo para ver se havia alguma reviravolta digna de filme - e, apesar de muitos terem ficado com a pulga atrás da orelha sobre o que se teria passado em Banguecoque, foi a aventura em terras Holandesas que ganhou.

 

Primeiro que tudo, peço desculpa a todos os que ficaram na expectativa, mas não, eu não conheci a Shakira em Amesterdão. Não tive o prazer de tirar uma selfie com ela, não dançámos o Waka Waka no meio da rua nem tive a oportunidade de lhe mostrar como é que se faz um rebolanço de ancas como deve ser - Shakira amiga se estiveres a ler isto e precisares de umas aulas manda-me um email ok?

 

Antes que seja processado por publicidade enganosa deixem-me contar-vos a história, porque sim, houve loucura, e sim, a Shakira esteve de alguma forma envolvida.

 

Quando visitei Amesterdão a pessoa que me acompanhou foi a Rachel, aquela moça que me fez passar a vergonha da minha vida no Salão Erótico de Lisboa.

Ora tínhamos nós acabado de jantar, estávamos muito tranquilamente a passear pelas ruas da cidade, e eis que diante de nós se ergue um sinal luminoso que anunciava um show de sexo ao vivo. Garanto-vos que naquele instante não soube o que brilhava mais, se o fachada do prédio ou os olhos da Rachel. 

 

Tal como eu temia, ela pediu-me para irmos ver. Que ia ser giro, que era uma experiência diferente, que eu tinha que ter pena dela que já não tinha sexo há algum tempo. Fiquei um bocado com medo depois deste último argumento - afinal era para irmos ver o show ou para participar nele? - mas como sabia que não ia ganhar a discussão lá me arrastei para ir ver tamanha performance artística.

 

O espaço era o que se podia chamar de um verdadeiro antro. Dum lado um bar de onde saíam hordas de imperiais. Do outro uma fileira de bancos de madeira, que mais me lembravam os assentos de uma igreja. No meio, o espaço de devoção, um palco não muito grande onde toda a acção iria decorrer.

 

Rapidamente percebemos que o sexo ao vivo não seria logo naquele momento. Meninas dançantes entretinham o público com exibições de talento e personalidade. Uma das jovens chamou um rapaz ao palco (ainda bem que não fui eu se não teria o tal AVC) e usando uma vagina musculada escreveu-lhe com um marcador o nome no peito. Depois aproveitando o balanço colocou uma banana no sítio onde outrora tinha estado o marcador, e deu de comer ao rapaz, que ao ingenuamente se inclinar para trincar a mesma, sofreu uma chave de pernas chafurdando o rosto na genitália da senhora. E ainda dizem que os exercícios de Kegel não servem para nada...

 

Após mais algumas actuações chega o momento do sexo ao vivo pelo qual todos aguardavam. Aparece um senhor muito bem parecido, vestido de presidiário, e uma senhora também muito compostinha, com a farda de polícia. Poucos instantes depois já as calças dele estavam para baixo e ela se empenhava a fundo num sexo oral.

 

Ora naquele momento fiquei baralhado. Então se ela era a posição dominante daquela dupla porquê sujeitar-se a ficar de joelhos? A meu ver seria ele que teria que fazer algum favor sexual para não ir parar à solitária. Estava eu nos meus pensamentos sociológicos e quando dou por ela o par já está despido.

E aqui, qual acto de magia digno de programa de televisão, aparece um mini colchão voador vindo de um pequeno compartimento oculto no chão, que o palco deveria estar frio e o seguro dos actores certamente não cobria joelhos esfolados. Pimba pimba para a esquerda, pumba pumba para quem estava a assistir pela direita, mais uns pimbas por detrás, e acabou-se a brincadeira.

 

Garanto-vos, que se no momento do visionamento de tal performance houvesse algum virgem na sala, iria continuar a sê-lo por muitos anos, porque o acto sexual foi tão mecanizado, tão pouco interessante, que até esvaziar aqueles pacotes pequeninos de açúcar que gamamos no café para um açucareiro é uma actividade mais interessante.

 

Mas então e onde é que raio entra a Shakira nesta história perguntam vocês?

 

Ora depois do sexo ao vivo, eu já estava pronto para ir embora, mas parecia que ainda ia haver mais um acto. Começa então a entoar pela sala a canção do Loca Loca da Shakira e surge uma moça, pequenina, engraçadinha, a dançar.

Ora no que é que eu imediatamente reparo, que ela tinha-se esquecido de tirar o tampão, porque havia uma fitinha pequenina pendente da sua vagina. Ia eu comentar isto com a Rachel quando ela começa a puxar a dita fita, e a puxar e a puxar, e só se via fita e fita a sair. Em cada ponta do palco havia um varão e ela andava à volta deles, e a fita ficava presa entre os varões, e cada vez havia mais fita, e a fita mudava de cores e eu não conseguia perceber como raio é que aquilo cabia tudo na vagina da mulher, e a raio da Shakira continuava a cantar o Loca Loca e eu ia jurar que ela devia ter fita até o útero, porque o que já tinha saído cá para fora dava para mumificar uma ovelha, e não dava sinais de parar.

 

Ligeiramente incomodado olhei para a Rachel que estava de queixo caído, certamente a pensar em como é que podia fazer o mesmo em casa; olhei na direcção oposta e pela primeira vez reparo no meu vizinho de banco, um senhor dos seus sessenta anos que estava muito vermelho, num esgar que lhe fazia desaparecer o pescoço. Num primeiro instante pensei que se estava a sentir mal mas, quando me debrucei para o ajudar, percebi que estava com a pila de fora a poucos segundos de explosão.

 

Peguei na Rachel e saímos daquele local de perdição. Ainda hoje quando ouço a música da Shakira me lembro do pénis do homem. E das fitas vaginais. Depois admiram-se que uma pessoa fique avariada das ideias.

21
Out17

Baco está ofendido.


Olá!

Eu, o cara-metade, voltei. Espero que estejam todos bem desde que partilhei convosco o nome das mais impronunciáveis folhas comestíveis que há em África! Quem já utilizou Cêlo-sum-zon-maiá põe a mão no ar

 

Mais uma vez a convite do meu querido Trip – mesmo que ele não quisesse, cá estaria eu uma vez que não consigo conter em mim toda a euforia – venho-vos contar a minha epopeia de quando decidi procurar e participar num Workshop de Iniciação à Prova de Vinhos!

 

Sendo Portugal um dos países que melhores vinhos produz no mundo e estando eu – como sabem – demasiado interessado nas lides gastronómicas, tive que - por uma imensa curiosidade que em mim já não cabia e ainda pela preocupação em bem casar o vinho com comida (e alguma vergonha por ser um leigo na matéria) – procurar alguma formação em pomadas de uva.

 

Pasme-se o leitor se achava que este ia ser um texto claramente elucidativo, com o objetivo de criar em si um Enólogo e de lhe dar todas as respostas que ainda Baco hoje procura. A Enologia e a prova de vinhos são parte de uma ciência, como tal, com necessidade de exposição à experiência e à diversidade de conhecimentos e matérias que em si encerra.

 

Para quem como eu conhecia apenas o vinho branco e o vinho tinto e possuidor da eloquente certeza de que o vinho branco se casa com peixes e o tinto com carnes e ainda que carrascão era o vinho que os bons apreciadores não gostam de beber, pude desde logo perceber que afinal não percebia mesmo NADA! Zero, nicles, niente!

 

 

Vamos às lições aprendidas:

 

#1Aprendi que os vinhos se dividem em tintos, rosados e brancos e não, o vinho rosé não é uma mistura de ambos. É um vinho cuja fermentação foi interrompida ao fim de alguns dias e ainda – pasmem-se – que há vinho rosé tinto e branco. Pronto, confusão aumentada.

 

#2 Dentro dos vinhos brancos e tintos há ainda os tranquilos e os espumantes que podem ser secos, meio-doces ou doces, consoante a concentração de açúcar por cada litro de vinho seja inferior a 10g/l, de 10-30g/l ou superior a 30g/l, respetivamente (pronto, comecei a ficar nervoso nesta altura).

 

Ora, é importante nesta fase frisar de que sou ABSTÉMIO! Ou seja, não bebendo álcool, tudo isto fica mais difícil. Mas tudo em prol do conhecimento e, portanto, vamos lá continuar porque afinal provar é diferente de beber.

 

#3 Beber é um ato de puro prazer em que podemos dizer se gostamos ou não de um determinado vinho. Provar, porém, aprendi, já é muito mais complexo: é uma análise organolética, geral, que integra uma crítica a um vinho tendo em conta as suas caraterísticas, os seus defeitos, o seu perfil, a sua composição e processo de vinificação (como da uva se fez vinho) no fundo uma avaliação global das suas caraterísticas.

Apesar de nervoso perante a extensão da ciência, a verdade é que 2h passaram com muitos destes conceitos a bailar no meio da sala, com tudo a fazer muito sentido. Tudo, e eu, exímio estudante, tudo percebia e apreendia enquanto os copos me fitavam com esta imponência:

 

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#4 No final deste tempo e com um intervalo para organizar ideias voltámos para a prova propriamente dita. A ideia seria, como fomos preparados, a de executar uma análise visual, olfativa e gustativa ao vinho, começando com os tintos (que estavam diante de nós desde o início do curso) e terminando com os brancos, descrevendo as suas cores, os seus aromas, a presença de taninos (adstringência), acidez e amargor, enfim…

Assim fiz.

 

 

#5 Sob o olhar atento do formador, íamos provando e eu, claro, cuspindo o vinho (que não configura má educação quando se trata de um workshop de iniciação à prova de vinhos). O problema, pasmem-se, é que em 40 pessoas eu era o único a fazê-lo. Senti o silêncio e o ar condicionado a dispersar-se pela sala quando cuspi o vinho: que audível cuspidela, ingrata, excelsa e por mim menosprezada. Obviamente que recolheu dos demais formandos a maior reprovação moral e não-verbal.

A verdade é que estávamos ainda no primeiro copo. Seguiram-se mais seis e muitos mais conceitos continuavam a bailar, com um ritmo e um movimento pendular crescente. Esta é, para que comprovem, a última página dos meus apontamentos que bem ilustra a maior rapidez do meu pensamento do que a da minha escrita neste ponto do Workshop:

  

caderno.jpg

 

Confesso: necessito agora de um psicólogo forense para a reconstituição dos meus pensamentos. Líchias, Francesinhas do Cardoso, Talho do Caniço, vinho novamente, ......

Pior, vinha lá mais:

 

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Quando terminou, agarrei na minha amiga e pedi, com a urgência de quem se abate a olhos vistos, para irmos comer. Era imperativa a destruição de três chamuças, um croquete e duas coxinhas de frango. Era Baco que se ofendia, pela certa, e que saltava de cólera. O vinho era demais e só me lembro de terem rematado com a frase: usem também vinhos brancos com carnes e tintos com peixe.

 

 

Pronto, agora é que decisivamente não percebo mesmo nada!

Cara Metade

20
Out17

Sou Socorrista!


Nestes últimos três dias tive o privilégio de frequentar o curso de formação básica de socorristas.

 

Foram três dias intensos, com imensa informação para assimilar, tendo a componente teórica sido intercalada com a prática.

 

Podia fazer um post gigantesco sobre tudo o que aprendi, que passou desde o que é que um Kit de Primeiros Socorros deve ter, a como é que se procede em casos de hemorragia, a fazer o exame inicial de uma vítima fazendo o despiste do estado de consciência e se ventila ou não, passando  pelo Suporte Básico de Vida e como colocar alguém na Posição Lateral de Segurança.

 

No entanto um post nunca seria suficiente, por mais detalhado que fosse, para transmitir a verdadeira dimensão do que este curso é, nem que seja pelo facto de a componente prática ser fundamental.

 

O meu objectivo é sensibilizar para a importância de adquirirmos estes conhecimentos. E vocês podem pensar que é uma perda de tempo, afinal trabalham num escritório de advogados e não há pessoas a serem atropeladas dentro do edifício.

 

Mas ser socorrista não é apenas estar pronto para ajudar em situações de acidentes automobilísticos - é prestar assistência a alguém que se engasga com um pedaço de comida, é conseguir detectar uma situação de hipoglicémia num diabético, é saber como actuar no caso do colega que escorrega e cai aparatosamente.

 

Nos dias de hoje, infelizmente, cada vez somos mais individualistas, e muitas vezes vemos alguém que se aleijou e pensamos, não é comigo, não me vou meter, estou com pressa para ir para o emprego, alguém há-de ajudar. 

 

O curso de socorrista sensibiliza-nos para o facto de vivermos em comunidade, de o nosso mundo ser um formigueiro e que nós formigas, deveríamos trabalhar todos na mesma direcção. Já repararam que quando uma formiga leva um pedaço de alimento gigante rapidamente aparecem outras para ajudar? Se calhar devíamos passar mais tempo a observar estes pequenos grandes seres, em vez de vivermos isolados na nossa bolha.

 

É verdade que há aqueles que acham que o curso de socorrista não faz sentido porque se estivessem perante um acidente não teriam o estofo de lidar com a vítima, ou por terem medo de fazer algo de errado ou por questões pessoais de sensibilidade.

 

Mas ser socorrista é muito mais do que isso.

Se não conseguimos colocar as mãos num membro sangrento ou fazer suporte básico de vida não há que ter vergonha, cada um de nós tem as suas próprias características (odeio o termo limitações!).

Mas já é uma grande ajuda se ao detectarmos um acidente criarmos as condições de segurança para a vítima (e para nós socorristas), se soubermos como fazer uma chamada para o 112 - sabiam que quem atende é um operacional da PSP que depois é que faz o encaminhamento da chamada consoante a situação? - pedindo para nos passarem para a Emergência Médica, fazendo um rápido descritivo da situação e, importantíssimo, dando a maior quantidade de informação relativa ao local onde nos encontramos; se estivermos a segurar a mão da vítima dando-lhe conforto, evitando que ela se sinta só e desprotegida.

 

Termos a noção de pequenos detalhes pode fazer toda a diferença no desenrolar na história de alguém.

Que quando dizem para não mexer em alguém que teve um grande acidente é para evitar que se possa causar inadvertidamente uma lesão a nível da medula espinal, que não se deve dar água a beber a acidentados porque se for preciso ir para o hospital para ser operado acabou-se de colocar líquidos no estômago, que um fio de sangue fino com uma aparência mais viscosa a sair do nariz ou do ouvido não deve ser tamponado - provavelmente ocorreu um traumatismo crânio encefálico e esta é a forma do nosso corpo se proteger devido às diferentes pressões que se criam.

 

Por tudo isto, se tiverem a oportunidade tornem-se socorristas. Por vocês, pela vossa família e pela sociedade. Está na altura de todos nós mudarmos o mundo.

 

 

O LEITOR DECIDE.png

 

A votação está renhida! Ainda estão a tempo de votar na história que querem ver revelada!

18
Out17

Paredes de Papel


Não sei se sou o único que se queixa deste problema mas, desde que passei a viver no centro de Lisboa que, existem dias em que acredito piamente que estou a viver dentro duma resma de folhas A4 e não numa casa com paredes de cimento.

 

De manhã é extremamente incómodo ser retirado dos braços de Morfeu pelo toque do despertador, olhar para o telemóvel e descobrir que ainda faltam 45 minutos para a nossa hora de acordar. Afinal a músiquinha irritante vem dos vizinhos do lado. 

 

Dos vizinhos da frente chega-me o medo crónico de ter uma inundação na casa-de-banho. Caso tenha conseguido voltar a adormecer depois de ter dançado involuntariamente ao som do 4 Minutes da Madonna (Madonna se me estás a ler não compres casa em Benfica, a não ser que coloques lã rocha em tudo o que é parede vais dar em doida num instante) rapidamente sou desperto porque começo a ouvir o barulho incessante de água vindo dos lavabos. Penso logo que o autoclismo rebentou ou coisa do género e quando vou averiguar percebo que são as alminhas que partilham paredes comigo a tomar banho. Mal por mal são indivíduos lavadinhos.

 

Mas o pior, o pior minha gente, que me faz despertar todos os instintos homicidas que vivem dentro de mim, são os vizinhos de cima. Não é pelo facto de haver duas crianças que parece que estão constantemente a destruir a casa em mil pedaços. São crianças e eu tenho que compreender. O que me leva ao ponta da loucura é a mãe dos cachopos, que todos os dias, por volta das 6:45, entra no quarto dos petizes e grita um BOOOOOM DIIIIIIIA! que me faz saltar um batimento cardíaco. Mas será que ela acha que as crianças acordam felizes com uma berraria destas? Ainda não terá percebido que o facto deles começarem a chorar copiosamente instantes depois não se deve ao facto de terem de sair do quentinho dos lençóis mas sim à voz racha orelhas que ela possui?

 

Mas a culpa é minha, a culpa é toda minha. Porque eu fiz com que os anteriores vizinhos de cima se fossem embora.

 

Os antigos inquilinos do apartamento de cima eram tranquilos, tinham uma criança fim de semana sim fim de semana não, quase não se dava por eles durante o dia. Mas todas as noites, às duas da manhã, eu acordava estremunhado. Primeiro pensava que estava a acontecer um crime no prédio. Depois percebi que a vizinha de cima era berrona. Muito berrona se é que me entendem. O chiar da cama não me incomoda sou honesto. O berranço se fosse assim à meia-noite, que a pessoa ainda está acordada também não. Mas às duas da manhã? Quando a pessoa já está ferradinha a babar a pensar num mil folhas com cobertura de chocolate?

 

Ainda por cima era uma estranho caso de monosexo, visto que só ela gritava, o senhor estava bem caladinho a fazer o seu trabalho. Ou será que dormiam em quartos separados e ela usava um vibrador? É que isso explicaria porque é que a certas alturas deixava de gritar e começava a rir-se descontroladamente. Se calhar o aparelho tinha resvalado para um sítio onde em vez de proporcionar arrepios de prazer fizesse apenas cócegas.

 

Perguntam vocês, o que é que eu tive a ver com o abandono do apartamento por parte dos vizinhos?

 

Não me orgulho, mas uma noite, extremamente cansado, ao ouvir novamente a sinfonia monofónica de gritos sexuais, saquei do meu telemóvel, coloquei uma música da Ana Malhoa no volume máximo e encostei-o ao tecto.

 

Foi remédio Santo. Ao que parece o casal copulador não gostava de ficar Turbinado!

 

 

 

O LEITOR DECIDE.png

 

Já votaram na próxima história? Basta carregarem na imagem acima! 

17
Out17

Escapei por um triz!


"A polícia anti-drogas tem andado a investigar e a seguir os passos de um importante e perigoso narcotraficante que, recentemente, fugiu da prisão. Foram dadas informações acerca da existência de um novo esconderijo e foi necessária a investigação para recolha de provas.
Porém, ele voltou a escapar e os capangas que trabalham para ele estão a caminho para se livrarem de todas as evidências.
Tu e a tua equipa, uma brigada especial de intervenção, serão enviados ao local para tentarem recolher as provas deixadas. Têm apenas 60 minutos até que eles cheguem.

Será que conseguem recolher todas as provas nesse tempo?

Vão conseguir escapar antes que eles cheguem?"

 

 

 

Este foi o mote do Escape Game Esconderijo de Escobar desenvolvido pela Mystery Escape Game que eu e o cara metade, e mais duas amigas, participámos aquando a nossa ida relâmpago ao Porto.

 

Para quem não sabe em que é que se baseia a experiência, basicamente é uma adaptação à vida real dos jogos de point and click com o mesmo nome, onde somos colocados numa sala e temos de procurar pistas, revirando tudo e mais alguma coisa, para conseguir sair do quarto em tempo útil.

 

Se valeu a pena o dinheiro e tempo investidos?

Sem sombra de dúvida.

 

Primeiro a equipa da Mystery era extremamente simpática, colocaram-nos logo à vontade, cinco estrelas mesmo.

Depois a experiência foi fenomenal.

No início fiquei ligeiramente desiludido porque pensei que o jogo se resumisse a uma sala, mas quando começámos a desvendar códigos e a abrir portas descobrimos mais divisões e aquilo que eu pensei ser canja começou a tornar-se um verdadeiro pesadelo, porque o tempo passava e nós continuávamos a ter de enfrentar cadeados, e puzzles e sei lá mais o quê. 

 

Agora uma curiosidade sobre mim - sabem aquela pessoa que existe em todos os grupos que é ligeiramente mais stressada que os outros e basicamente está quase a ter um AVC porque o resto da equipa em vez de se concentrar em resolver a pista que tem em mãos decide ir espreitar debaixo do sofá?

 

Essa pessoa sou eu!

 

Havia um enigma que para ser resolvido tinha-se que usar o olfacto. E eu mandei logo o cara metade para cima do acontecimento, afinal ele é que tem esse sentido mais apurado. Ao que ele me responde que não conseguia porque estava entupido! Se vocês vissem o olhar que eu lhe mandei - está uma pessoa a tentar salvar a pele e não levar um balázio no físico e o menino queixa-se que tem com o nariz congestionado? Garanto-vos que se houvesse um aspirador nasal ao meu alcance que lhe chupava a ranhoca toda dos seios perinasais só para ele se deixar de coisas.

 

Após uma experiência endoscópica, a utilização de luz negra, quedas, muitos gritos, números vistos ao contrário e um ataque de risos por causa dos nervos por parte do cara metade que me deixou a mim ainda mais stressado conseguimos sair com o maravilhoso tempo de 58 minutos e 42 segundos.

 

Conseguimos escapar, mas foi mesmo por um triz!

 

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15
Out17

Essa história das energias positivas...


...se calhar até é mesmo verdade.

 

Eu era céptico, não acreditava no poder da visualização (que jeito me dava imaginar uma nota de quinhentos euros e encontrá-la toda enroladinha dentro do bolso das calças) nem que o Universo tinha recursos infinitos e que todos podíamos ser ricos e famosos e viver à sombra de um coqueiro a bober mocktails.

 

Até que fui acompanhar o cara metade em trabalho ao Porto e pernoitei na casa de uma amiga em comum.

E essa amiga ficou a conversar comigo desde a uma da manhã até às cinco. E eu basicamente não queria deixar de falar com ela - sabem quando a pessoa está com vontade de ir urinar mas contrai todos os músculos que possam estar relacionados com a bexiga para evitar interromper a conversa?

Claro que acabámos por ser vencidos pelo sono, mas na manhã seguinte continuámos a dialogar, horas a fio.

 

Tudo porque ela estava a mudar a vida dela graças às tais energias positivas.

E não, ela não imaginava lugares à porta de casa que surpreendentemente encontrava nem desejou que o Universo lhe desse um emprego de remuneração astronómica sem a parte do trabalho árduo.

 

Ela simplesmente mudou-se a ela. Sobretudo a forma como se via.

 

Muitas vezes sabotamos a nossa própria vida, sentimental e não só, porque achamos que somos feios, ou que somos burros, ou que não merecemos que alguém nos ame da forma que nos amam, ou que apenas somos úteis para ficar num canto a respirar, e apenas por uma das narinas.

 

Basicamente o que a minha amiga começou a fazer, para quebrar o círculo de negatividade, foi todas as manhãs acreditar nela própria. Dizer em voz alta Eu sou bonita, Eu sou inteligente, Eu sou capaz, pode parecer ridículo para muitos mas para ela funcionou.

Começou a convencer-se de que realmente era bonita, que era inteligente e que era capaz - apesar de o ser e de os outros o verem nela, mas as vicissitudes da vida muitas vezes fazem com que não consigamos enxergar a realidade, mesmo quando ela está à distância de um espelho.

 

Claro que, e ela própria é a primeira a afirmá-lo, este mantra não é um elixir mágico.

Há dias em que tudo corre mal, em que os problemas aparecem, em que só apetece voltar para a cama e chorar. Mas se a nossa auto-estima estiver sólida quando chegamos ao fim do dia em vez de nos taparmos com os cobertores, percebemos que as coisas não são assim tão más. E se forem que se hão-de resolver.

Porque afinal nós somos capazes de enfrentar as situações.

 

Quando emanamos esta energia positiva acabamos por atraír mais energia positiva e coisas boas acontecem, pessoas fantásticas aparecem na nossa vida, muitas vezes descobrimos até o amor - confesso que sempre pensei que este efeito bola de neve servisse apenas para vender livros, mas e se for mesmo verdade? 

 

Só que ainda existe mais um detalhe. Se queremos receber a ambrósia energética não podemos viver centrados no nosso umbigo. Temos obviamente que nos preocupar connosco, mas também devemos ser gratos pelo que possuimos e apoiar e sentir felicidade com a alegria e vitórias dos outros.

Não é por acaso que há inúmeros estudos que referem que quem faz voluntariado vive uma existência mais feliz.

 

Eu sei, e já o senti na pele, que às vezes é fácil ficarmos com inveja do êxito dos outros, seja laboral ou sentimental, mas esse tipo de emoção é uma brasa quente, queima-nos a mão e não conseguimos acertar com ela no outro.

E nada de bom pode nascer de algo mau, podre, ressentido.

 

Quanto mais a felicidade dos outros provocar-nos sincera e verdadeira felicidade, maior a probabilidade de um dia sermos nós a vivenciar o sucesso com muitos rostos sorridentes à nossa volta a acarinhar-nos.

 

Foi com estes ensinamentos tão básicos, mas tão complexos, que hoje fiz questão de ser feliz apenas por sentir a felicidade de outro alguém. Fui ao lançamento do livro da Hipster Chique, nunca a tinha visto ao vivo, não sabia quem ela era, só conhecia o que ela se dava a conhecer no blog - mas garanto-vos que não me arrependi de ter ido!

 

Saí de lá com um sorriso no rosto, sobretudo pelo abraço inesperado que ela me deu - às vezes queixamos-nos de que estamos sozinhos neste mundo mas talvez não estejamos é a conhecer as pessoas certas.

 

O que me dizem? Vamos dar uma chance às energias positivas?

 

Eu sou bonito! Eu sou inteligente! Eu sou capaz! Eu sou imparável!

 

 

 

 

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