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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

O verdadeiro sabor indiano em Lisboa

12.08.17, Triptofano!

No dia em que eu e o cara metade celebrámos três anos de namoro era ponto assente que tínhamos de ir jantar fora para comemorar. Pensei logo em ir a algum daqueles restaurantes cheios de estrelas Michelin mas quando olhei para a minha conta bancária percebi que tínhamos de nos contentar com uma coisa mais modesta.

 

Decidimos voltar a um sítio que nunca nos desapontou, encheu sempre as medidas e as barrigas e não menos importante, é barato!

 

E esse sítio dá pelo nome de Cantina da Comunidade Hindu de Portugal.

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Sempre gostámos de comida indiana mas só quando o ano passado embarcámos numa viagem espectacular à Índia é que percebemos que a maioria dos restaurantes indianos serve comida já muito alterada para agradar ao palato dos estrangeiros (neste caso os estrangeiros somos nós portugueses.) Se repararem bem muitas vezes os pratos da ementa são todos iguais e apenas a proteína difere, mas o sabor base é o mesmo por isso a experiência gastronómica acaba por ser muito limitada.

 

Na Cantina as raízes indianas são preservadas em cada prato que é confeccionado. E chama-se de cantina porque é realmente uma cantina, ao estilo buffet, onde cada um se serve quantas vezes quiser dos três ou quatro pratos disponíveis naquele dia! Os pratos, copos e talheres são todos de metal e quem se quiser aventurar em experimentar comer com as mãos não será olhado de lado, na realidade muitos dos que frequentam o espaço é assim que se alimentam, sem talheres.

 

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Quem espera encontrar carne ou peixe desengane-se, neste espaço comunitário a comida é totalmente vegetariana. Mas a ausência destas proteínas não é sequer notada de tão maravilhoso que é o caril de grão, a sopa de lentilhas com um travo picante, o arroz com feijão verde e ervilhas, os fritos de legumes, o pão Naan e uma outra variedade mais estaladiça que o nome desconheço. Até a salada tem um gosto especial. Para os que adoram picante há três variedades para escolher que podem ser acrescentadas ao prato, mas aconselho o uso duma pequena quantidade e uma experimentação prévia. O resultado de falta de precaução (como já me aconteceu) pode ser a ingestão de litros de água ou de um delicioso Lassi polvilhado com cominhos para tentar apaziguar o fogo da boca. Pelo menos estas bebidas estão incluídas no preço e estão sempre a ser repostas.

 

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Algo que mudou desde a última vez que visitámos a cantina foi a inclusão de sobremesa no menu, e como é boa a mistura de semolina com frutos secos e leite de coco. Só de pensar cresce-me água na boca.

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Por isso quem quiser provar o verdadeiro sabor indiano em Lisboa sem ficar na ruína financeira a cantina é o sítio a visitar.

 

 

Templo Hindu - Cantina Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Follow Friday de Agosto

11.08.17, Triptofano!

Parece que hoje é novamente dia de Follow Friday e nem sabem o quão eu gosto desta iniciativa porque permite dar mais visibilidade a bloggers que a merecem e muito.

 

O grande problema destes dias é só poder escolher uma pessoa porque há tanta coisa boa por esta blogesfera fora mas pronto desta vez selecciono A Desarrumada porque escreve com coração alma e intestinos e como está longe deste país maravilhoso que é Portugal merece uma dose de carinho extra.

 

A todos os outros que ainda não escolhi desculpem, mas sabem que vos adoro! ❤ 

Anda uma pessoa a criar um macaco para isto?

10.08.17, Triptofano!

Depois do destaque que o Sapo deu ao post sobre o macaco José este tem andado com o ego nas nuvens. Passeia-se pela casa com um ar majestoso e já me começou a falar sobre melhores condições de vida, incluindo um lugar privilegiado na cama para dormir, gelados de banana ilimitados e pasmem-se, a possibilidade de um banho anual com direito a massagem relaxante!

 

Ora nos últimos tempos tenho encontrado quantidades astronómicas de bananas espalhadas pela casa, o que me levou a crer que o cara metade estava com alguma crise de cãibras e a médica lhe tivesse recomendado um aumento da ingestão de potássio. Porém ele garantiu-me que não tinha comprado tal fruta e pensava que era eu que andava com desejos. Como as porquinhas não me pareciam as responsáveis pelo aparecimento da fruta, visto terem uns snacks de banana desidratada a que não ligam peva, decidi confrontar o José! E ele disse-me que sim, que tinha sido ele a comprar as bananas. Achei estranho visto não me lembrar de lhe ter dado nenhuns macaco-euros (são moedas parecidas com o euro mas com uma banana impressa) nos últimos tempos mas ele disse-me que tinha recebido a herança duma tia-avó. Torci o nariz e suspeitei que a história estava mal contada mas não quis aprofundar o assunto porque sabia lá eu se o José tinha realmente família afastada e depois ele ainda me ia mandar à cara que eu não era o verdadeiro pai dele e para dramas de adolescentes não contem comigo.

 

Ontem quando cheguei à loja a Tatiana Manuela veio-me dizer que o José estava famoso. Sorri-lhe e disse que sim, que o destaque do blog tinha-lhe dado visibilidade, demasiada a meu ver porque agora andava a comportar-se como uma diva.

Ao que ela me diz que não, que não estava a falar do blog mas que tinha visto o José num filme.

E antes de avançar com o assunto por favor vejam o trailer do filme Kiss and Cry e atentem no minuto 1:59.

 

 

 

Agora as questões que me assaltam a mente:

  1. Quem é que assinou a autorização para o José ir assim sem mais nem menos para Hollywood? Nem uma chamada aos tutores legais, nem um cartãozinho de cortesia? Estive a ver na tabela de equivalência de idades macaco-humano e tenho quase a certeza que o José ainda não atingiu a maioridade. Estaremos perante um caso de trabalho macáco-infantil?
  2. Porque raio o nome do macaco José não aparece nos créditos? Vão-me dizer que por ele ser um macaco não é importante o suficiente para ter o nome escarrapachado no ecrã?
  3. Qual foi o papel que o meu macaco aceitou desempenhar? O de médico especialista? O de voluntário fofinho e amoroso que esconde um pervertido noctívago? Se me dizem que só lhe deram o papel de peluche fico danado!

 

Mas mais importante do que todas estas perguntas é saber como raio o José conseguiu ir às filmagens!?! É que quando eu saio de casa fecho a porta à chave!

 

 

P.S: As minhas mais sinceras desculpas a todos os que ainda não receberam respostas aos seus comentários ou a quem ainda não fui ler os seus posts mas esta semana tem estado complicada. Até ao final da semana prometo que regularizo leituras e respostas! 

Sem eu e tu o que seríamos nós?

09.08.17, Triptofano!

Faz hoje precisamente três anos que falámos pela primeira vez. Descobrimos-nos um ao outro numa aplicação de encontros, ou de engates se lhe quiserem chamar assim, mas ainda hoje penso como teria sido a minha vida se não tivesse estado online nesse dia. Talvez nunca nos tivéssemos encontrado, tu não tinhas foto sequer por isso a probabilidade de ter metido conversa contigo era praticamente nula. Foste tu que me enviaste a primeira mensagem.

 

Falámos durante horas, de tudo e de nada e creio que cada um de nós percebeu que existia uma empatia real, muito mais do que uma vontade direccionada apenas por um desejo hormonal.

 

Propus-te um almoço nesse mesmo dia, afinal já eram duas da manhã. E tu surpreendeste-me com um pedido (mais tarde confessavas-me que também te tinhas surpreendido a ti mesmo). Perguntaste-me se me podias vir buscar para um passeio. Não estávamos perto mas não estavamos longe demais para a vontade não superar a distância. Disse que sim e esperei por ti com o coração na boca e os olhos cheios de reflexos de sonhos.

 

Chegaste, um sorriso tímido, uma voz forte mas algo vacilante. Senti que também tu estavas expectante com a possibilidade de um futuro.

Levaste-me a um sítio que agora é só nosso, apesar de pertencer a tantos outros casais. Foi aí que banhados pela lua demos o primeiro beijo. Foi aí que percebemos que talvez tivéssemos encontrado a pessoa com quem era suposto caminharmos lado a lado.

 

Hoje passaram três anos, e foram três anos cheios de momentos. Alguns melhores outros piores. Somamos uma casa, um carro, uma mão cheia de viagens. Três porquinhas da índia gorduchinhas, o macaco José e mais uma data de filhos que a nossa imaginação dá vida. Houve momentos de zanga, de tristeza, de gritos e vontades de acabar. Mas o amor suporta a distância, não tolera a ausência, e mesmo tristes vivíamos no coração um do outro. 

 

Hoje apenas quero-te dizer obrigado e desejar que todos os que procuram encontrem alguém como tu na sua vida. Um farol que mesmo na noite mais escura ilumina o meu caminho e impede que colida com as rochas que teimam em aparecer no caminho. És o meu farol e eu sei que sou o teu.

 

Guardo num lugar especial no meu roupeiro a t-shirt que vesti na primeira vez que nos encontrámos. E irei guardá-la enquanto restar tecido. Mesmo que haja traças que a tentem comer.

Um amigo para sempre

08.08.17, Triptofano!

A primeira vez que o vi foi no IKEA. Eu e o cara metade tínhamos ido fazer umas compras quando demos com ele num monte de outros da mesma espécie. Escolhemos-lo porque nos pareceu que o seu sorriso era ligeiramente diferente, talvez fosse exactamente igual aos dos outros, mas para nós era único.

 

Colocámos-lo no carrinho, brincámos um pouco com ele, fizemos algumas piadas, até que o cara metade disse que se calhar não valia a pena levá-lo, já tínhamos tanta coisa em casa. Bati o pé, dali não saia sem ele. Tinha-o escolhido, ou talvez fosse ele que nos tinha escolhido a nós. Na realidade, sei-o agora, tínhamos-nos escolhidos mutuamente.

 

Precisávamos de um nome, sem um nome seria apenas mais um peluche sem identidade. José ficou, e nesse dia o macaco José entrou nas nossas vidas para nunca mais sair delas.

Ao princípio as pessoas acharam que estávamos a ficar loucos, esquizofrénicos talvez, porque o José começou a ir connosco para todo o lado. Falávamos com ele e consoante o papá que lhe emprestava a voz assim era a sua personalidade. Comigo tinha um tom mais doce, com o cara metade os palavrões fluíam mais facilmente (algo que nunca achei correcto num macaco de tão tenra idade), mas algo transversal era a sua paixão por gelado de banana com raspas de chocolate.

 

A pessoa que lhe deu vida, numa fábrica bem longe de Portugal, talvez nunca tenha pensado quanto o José iria viajar durante a sua vida. Já esteve dentro duma mala cheia de queijos mal-cheirosos vinda de França. Encontrou-se com os seus semelhantes no Senegal. Passou a passagem de ano no Algarve. E até a minha mãe que desgostava do macaco no inicio (dizia que ele tenha uma expressão triste) quando no último dia da viagem à Índia ficou a repousar no hotel na companhia dele, confessou-nos depois que tinha ficado horas a falar com o José. E que tinha percebido que afinal ele tinha o maior sorriso do mundo. Deixou de lhe trincar as orelhas para nos chatear. Mas ainda fica irritada quando dizemos que ela é avó do José. Não sou avó de macacos reclama ela na brincadeira.

 

O José dorme connosco, senta-se no seu "cagadeiro" a ver-nos cozinhar (chamamos "cagadeiro" a um suporte de parede para sacos que temos) e quando vai à casa da avó fica à mesa connosco, apesar de reclamar sempre por não haver o tal gelado de banana e chocolate. Serve de nosso confidente, regozija com as nossas alegrias, é mestre de Kung Fu e dá-nos uma bela sova quando dizemos idiotices, faz de juiz quando temos alguma quezília e é o nosso elo de ligação quando estamos realmente chateados e nenhum quer dar o braço a torcer e fazer as pazes.

 

Se inundarmos o nosso nariz no pêlo do José há uma mescla de cheiros ligeiramente estranha. Muito provavelmente devido aos tais queijos mal-cheirosos. Já pensámos em lavá-lo mas não queremos correr o risco de algo errado acontecer e perdermos o José. 

 

Eu sei que há muitos mais macacos à venda no IKEA, mas os sentimentos que colocámos no José não são descartáveis.

 

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Coming Out

07.08.17, Triptofano!

Muito se fala sobre o coming out dos jovens perante os pais, os amigos, os colegas de escola. É um processo que pode ser mais ou menos complicado, mais ou menos demorado mas que necessita de ser controlado na íntegra por parte de quem precisa de revelar ao mundo uma parte de si para se sentir em paz e harmonia com o universo. Não deverão ser terceiros a fazer o coming out de alguém por mais boas intenções que tenham. É um caminho que deve ser feito sozinho mas sempre com a garantia de uma mão amiga caso haja troços escorregadios no percurso.

 

 

 

 

Ser comido como parvo!

06.08.17, Triptofano!

 

Uma das piores coisas que me podem fazer é comerem-me como parvo. Igualmente mau é ficar com a sensação de que me tentaram comer como parvo. Em qualquer uma das situações a confiança que tínhamos com a pessoa/empresa desaparece ou no melhor dos casos fica gravemente abalada. Porém eu possuo um defeito ainda pior, que é ter falta de memória!

 

Nos últimos anos a Worten e eu andamos a desenvolver uma relação de amor ódio. O ano passado o meu cara metade teve uma luta épica contra a empresa por causa duma máquina de barbear eléctrica. Ele queria devolver a máquina porque ela não fazia o que prometia (ou seja cortar a barba), a Worten dizia que não senhor que não devolvia porque era um item de uso pessoal, o cara metade retorquia que a tinha de experimentar para saber se ela funcionava ou não, enfim um pequeno martírio que envolveu cartas, reclamações e muitos protestos. No fim a Worten devolveu o dinheiro em cartão. 

 

 

Sugestões para um trabalho produtivo

05.08.17, Triptofano!

Uma das melhores coisas de ter um blog é o anonimato. Ou seja podemos falar de quem quisermos que a não ser que façam um rastreamento do nosso IP estamos completamente safos.

 

Ora no meu trabalho ninguém sabe que eu estou na blogesfera, a não ser uma colega amorosa e fofinha com quem me descai partilhei a existência do meu blog e agora devido a nunca saber quando é que ela o vai ler tenho de mentir ser honesto relativamente às qualidades que ela possui.

 

Uma das maiores qualidades dela é não ser nada chata (mentira) e logo a seguir a essa é o facto de estar quase sempre bem disposta (o período e a altura antes do período e a fase depois do período são dias ligeiramente mais complicados mas pronto) o que leva a que façamos imensas coisas juntos que levam a uma substancial melhoria da nossa produtividade laboral.

Deixo-vos então 10 sugestões de como aumentarem a produtividade no vosso emprego, todas elas testadas na loja onde trabalhamos.

 

 

O que ando a ver #1

04.08.17, Triptofano!

Este post estava há imenso tempo para sair mas por razões que a própria razão desconhece estava sempre a adiar a sua publicação. Vou então falar sobre o que tenho visto na televisão/netflix nestas últimas duas semanas.

 

 

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To The Bone

 

Toda a gente andava a falar acerca deste filme e eu tive que ver. E só posso dizer que é brilhante. To the bone relata a história de uma jovem com anorexia que depois de falhar vários tratamentos é encaminhada para uma casa de reabilitação muito sui generis onde vivem outros jovens com distúrbios alimentares.

 

A pessoa do lado que tape os ouvidos

03.08.17, Triptofano!

Viajar nos Comboios de Portugal, vulgo CP, é para mim já uma rotina. Fazia-o quase diariamente quando estudava e agora que trabalho continuo a ser um frequentador assíduo.

 

No entanto, tenho notado que tem vindo a aumentar de forma alarmante um fenómeno de pura falta de cidadania nestes comboios.

 

E hoje voltou a acontecer.