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Triptofano

O teu aminoácido essencial!

Pirosices de Amor #1

22.08.17, Triptofano!

Em Dezembro do ano passado no dia do meu aniversário eu e o cara metade apaixonámos-nos por uma bolinha de pêlo que cabia na palma da nossa mão. Toda branquinha, assustadiça e com um ar visivelmente frágil resgatámos de uma loja de animais uma porquinha da índia que desesperadamente precisava de quem lhe desse carinho e atenção.

 

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Levámos-la à nossa veterinária de exóticos e descobrimos que a pequena estava doente com um problema a nível da pele e do pêlo. Fizemos o despiste para uma possível infecção fúngica que deu negativo mas tivemos que lhe fazer mesmo assim quinzenalmente um tratamento tópico e isolá-la das outras porquinhas que já tínhamos para não haver propagação da doença. Três meses depois a nossa nova filhota estava completamente curada.

 

Demos-lhe o nome de Láska. Com acento e com K. Não porque quiséssemos ser originais mas porque Láska é a palavra Checa para Amor.

 

E amor foi o que nós sentimos quando a vimos pela primeira vez a pedir para ser resgatada. E porque ela simboliza todo o amor que eu e o cara metade sentimos um pelo outro.

 

Hoje a Láska cresceu e tornou-se uma bela porquinha-da-índia. Um bocadinho gorduchita tal como as irmãs, segundo a veterinária. Porém acho que o maior problema dela não é o peso mas sim uma óbvia miopia. É que cada vez que lhe vamos dar festinhas ela cumprimenta-nos com umas valentes trincadelas nos dedos acompanhadas de saltinhos de alegria. Certamente acha que as nossas falanges são uma deliciosa nova espécie de cenouras albinas!

Coisas que o Cara Metade não gosta de fazer comigo

21.08.17, Triptofano!

Eu e o Cara Metade somos um casal bastante unido, na opinião de certas pessoas somos até um bocado enjoativos porque andamos sempre juntos, queremos sempre fazer tudo os dois, mandamos mensagens fofinhas se um de nós se demora mais que cinco minutos na casa-de-banho, enfim aquele tipo de casal que vai de certeza ter diabetes mesmo antes de chegar às Bodas de Barro.

 

No entanto como nem tudo são rosas, existem algumas coisas que o Cara Metade não gosta de fazer comigo, não vou dizer odeia porque é uma palavra assim muito forte, basicamente ele ficaria mais feliz se eu nunca mais falasse de tal assunto.

 

Fica então um Top 5 de coisas que o Cara Metade agradeceria não ter de voltar a fazer comigo.

 

1 - Jogar Pokemon Go

 

Cada vez que digo que gostava de ir apanhar pokemons o cara metade esboça um esgar de desespero que mais parece que lhe estou a dizer que as reservas mundiais de chocolate esgotaram.

 

Sei que a culpa não é do jogo per si mas sim do facto de ele saber que na próxima hora e meia vai desempenhar o papel de condutor Uber enquanto eu desligo-me da vida e só quero saber de atirar pokebolas a tudo o que for bicharoco estranho.

 

Eu acredito que ele até tivesse mais paciência se eu fosse um jogador de baixa manutenção mas mal começo a jogar é ouvir-me refilar que a internet é uma porcaria, que ele não devia acelerar tanto que eu não consigo rodar as pokestops, que ele devia acelerar mais que aquela zona tem menos pokestops que o Love on Top tem audiências, que há uma sombra dum pokemon desconhecido ali perto e que se ele não andar às voltas durante 15 minutos e fizer pelo menos três contra-ordenações graves eu vou ficar amuado o resto da semana!

 

Também não ajuda quando ele está concentrado na condução e eu lanço um grito tamanho que parece que uma velhota se atirou para a frente do carro quando na realidade foi um pokemon raro que me apareceu e todo eu sou amoras e bananas e lá que raio de frutas eles inventam para cima do bicho para ver se ele não me escapa da bola, ignorando por completo o facto do cara metade ter tido quase um enfarte com o susto. 

 

2 - Jogar Magic

 

Tenho uma colecção simpática de cartas Magic e o cara metade no início quando me conheceu até me deu mais algumas. Suspeito que ele achava que aquilo era só para coleccionar e não para jogar porque a felicidade dele desapareceu quando eu insisti que ele devia fazer batalhas comigo.

 

É verdade que ele tentou perceber a dinâmica da coisa, mas tantos terrenos e vira não vira volta a virar, manda feitiço e criatura e encantamento deram cabo da paciência dele. Isso e o facto de volta e meia quando ele estava a pensar que ia ganhar eu lançar uma mágica instantânea, ressuscitar o meu cemitério todo, impedir as criaturas dele de bloquear e pimba, Triptofano ganha Cara Metade fica ressabiado.

 

3 - Jogar Epic Mickey 2: The Power of 2

 

Neste momento vocês estão a pensar que existe aqui um padrão. Talvez devêssemos deixar de nos aventurar no mundo dos jogos porque é evidente que a coisa não corre bem. Mas nós gostamos de desafiar as probabilidades, somos uns rebeldes! Foi por isso que num dia que andávamos à procura de pechinchas encontrámos um jogo para a Wii chamado Epic Mickey 2: The Power of 2. Basicamente é um jogo de cooperação onde alguém faz de Mickey, um rato armado com um pincel que pinta ou derrete objectos, e o outro faz de Oswald, um coelho que usa as orelhas para voar e tem um aparelho que lança raios eléctricos.

 

O cara metade quer ser sempre o Mickey porque tem a mania que é líder, só que o grande problema é que somos dois galos numa capoeira, por isso diálogo e coordenação não existe entre nós quando estamos a jogar. Basicamente cada um vai para seu lado e um pode estar a tentar matar um monstro enquanto o outro está a um km de distância a apanhar cristais - conclusão, dificilmente passamos do primeiro nível sequer.

 

Agora tenho de dar a mão à palmatória e confessar que quando jogo viro um bocado bicho, é o stress que se apodera de mim. Quando finalmente nos juntamos para matar um monstro é ver-me a gritar, Vai-te a ele, manda-lhe tinta, foge homem foge, não morras, bolas morreste, ressuscita-me, anda para a esquerda, depressa, acordaaaaaaa, enquanto o cara metade está tranquila e serenamente a controlar-se para não me mandar o comando à cabeça.

 

A única coisa que nos une e evita que haja chatices de maior é quando fazemos as vozes das personagens e criamos um romance inter-espécie (não nos julguem)

 

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4 - Dar comida aos Patos

 

Como já escrevi aqui no blog uma das coisas que me faz feliz é dar comida aos patos da Gulbenkian. No entanto apesar do cara metade também gostar desta actividade os nervos ficam-lhe à flor da pele quando a faz comigo.

 

Tudo porque eu sou muito picuinhas e gosto que o momento seja eu e os patos, os patos e eu, e não eu os patos e mais cinquenta pessoas ao redor a gritar e a apontar e a fazerem-se aos meus pedaços de pão bolorento. Pelo cara metade o primeiro spot de alimentação que víssemos era perfeito mas eu se vislumbro uma alminha perto espero que ela se vá embora ou vou dar uma volta gigante à procura dum local sem ninguém.

 

Claro que a Gulbenkian num Domingo à tarde tem mais afluência que uma estação de metro onde estejam a dar amostras de iogurte por isso a alimentação dos amigos penudos é um processo que costuma demorar o seu tempo.

 

5 - Batalhas na Cama

 

Quando eu e o cara metade queremos resolver um conflito optamos pelo ancestral método da batalha na cama, que basicamente consiste em o primeiro a ficar totalmente fora dela perde.

 

São batalhas não recomendadas a quem tenhas ossos do maxilar fracos, porque normalmente há sempre um de nós que leva uma cotovelada que faz ver estrelas.Nesta luta entre lençóis e almofadas vale tudo, cócegas, preguinhas, apertar as cabeças dos dedos e fazer jogo psicológico mentindo que se comprou gelado de chocolate e caramelo e que este ficou fora do congelador.

 

Porque é que ele não gosta das batalhas na cama? Porque eu tenho uma arma secreta que me faz ganhar todas as lutas, a chamada técnica lapa. Esta técnica é muito simples, basicamente eu fundo-me com a cama qual lapa e ninguém me consegue arrancar dela. Basicamente eu seria a melhor pessoa para me agarrar a um plasma numa Black Friday nos Estados Unidos porque de certeza que com a técnica lapa ninguém me ia conseguir tirar de cima dele.

 

E por aí? Existem coisas que as vossas caras metades não gostem de fazer convosco?

Serei apenas eu? #1

20.08.17, Triptofano!

Preciso da ajuda da blogesfera. Urgentemente!

 

Há uns anos para cá que me acontece uma coisa estranhíssima. E essa coisa voltou a acontecer hoje à tarde quando decidi fazer uma sestinha, daquelas que se fazem quando estamos extremamente cansados de não fazer coisa alguma.

 

Ora bem, então o que sucede é que quando estou naquele limbo entre estar acordado e a dormir, naquele sono assim leve normalmente povoado de pensamentos/sonhos, dou por mim a imaginar-me a subir uma escada ou a andar na berma de uma estrada. E quando não estou à espera na minha imaginação tropeço num degrau ou o meu pé desliza do passeio em direcção ao asfalto.

 

Nada de extaordinário até agora mas alguém me explica porque raio é que ao mesmo tempo que isso se passa na minha mente a perna correspondente reage como se me tivesse desiquilibrado na vida real? É que é tão forte o estímulo fisico que fico totalmente acordado nesse preciso instante.

 

Digam-me se sou apenas eu a sofrer deste mal ou existe por aí mais gente que passa pelo mesmo!

Imparcialidade

19.08.17, Triptofano!

Hoje fiz uma coisa que há muito não fazia. Sentei-me e vi o telejornal. Além dos fogos as notícias principais eram sobre os atentados terroristas, em Espanha, na Rússia e na Finlândia. Todos eles reinvincados pelo Daesh, dois pelo menos levados a cabo por cidadãos de origem marroquina.

 

Enquanto vejo as notícias não consigo deixar de sentir o medo começar a entranhar-se no meu sistema nervoso. E se acontecer em Portugal? E se alguém que eu amo for vítima de um ataque? Rapidamente o meu cérebro começa a entrar em modo irracional e a arranjar culpados para esta insegurança que se apodera de mim. Os emigrantes, a religião muçulmana, as políticas demasiado liberais que deixam a Europa à mercê dos extremistas. De um momento para o outro transformo-me de pessoa razoável em possível vomitador de ódio nas redes socias. Isto é que o medo nos faz, tolda-nos a capacidade de ser imparciais.

 

Mas na realidade porque é que os ataques terroristas nos abalam tanto? E porque é que o seu impacto parece ser mais relevante quando ocorre na Europa?

 

A verdade é que nos identificamos mais com um tipo de cultura do que outro, o que nos faz perder alguma afinidade com uma imensidão de seres humanos. Se no Afeganistão explodir um carro bomba que mate oitenta civis é apenas mais uma desgraça que ocorre neste vasto mundo, se o mesmo carro bomba explodir em Paris sentimos o ataque como se fosse contra a nossa própria integridade. Não deveríamos ser imparciais e sentir da mesma forma a perda de qualquer vida humana? Ou só quando a nossa bolha ameaça ser rompida é que damos conta da carnificina que existe por esse mundo fora?

 

Culpar uma nacionalidade ou uma religião é sempre mais fácil! Quando a nossa segurança é posta em causa facilmente conseguimos perder a capacidade de ver a imagem global e passamos a ver apenas meia dúzia de frames. Os atentados têm sido cometidos por muçulmanos mas a culpa é da religião muçulmana? Quem nos garante que todos os que foram atropelados ou esfaqueados nestes ataques não eram também eles muçulmanos? Imparcialmente era mais correcto falar de um ódio ao ser humano do que de um ódio ao cristianismo.

Os atentados têm sido cometidos por emigrantes, mas a culpa é de se aceitar emigração? Que tipo de seres humanos somos nós para decidirmos que outros seres humanos que fogem da miséria e da morte não merecem uma nova oportunidade de ter uma vida digna? Em 2011 na Noruega um atentado à vida de 77 pessoas chocou o mundo. Imparcialmente deveríamos tê-lo catalogado como terrorista, porque na realidade difundiu o terror, mas é mais complicado de o fazer quando o atacante era caucasiano e cristão.

 

Tenho medo, não vou dizer que não tenho medo deste mundo onde vivemos. Mas isso não chega para olhar de lado para os muçulmanos que vivem pacatamente na minha rua, ou para mudar de lugar no comboio quando se aproxima uma mulher de véu, ou para apregoar o ódio e o preconceito nas redes sociais. Quando a humanidade em mim desaparecer vale mais a pena estar morto!

Quem quer um religião?

18.08.17, Triptofano!

Sempre que vou ao centro comercial evito ao máximo os senhores que estão a vender cartões de crédito. Sei que é o trabalho deles mas como eu definitivamente não quero nenhum prefiro fugir à abordagem visto já ter tido experiências altamente constrangedoras que envolveram vendedores demasiado persistentes.

 

No entanto neste último ano acho que muitos desses vendedores mudaram-se de ramo e agora tentam que compremos uma qualquer religião. É a única forma que tenho para explicar o súbito aumento de angariadores religiosos a que tenho assistido e uma cada vez maior insistência (algumas vezes quase agressividade) por parte deles.

 

Não há dia que não vá para o trabalho que não me cruze com pelo menos um grupo, muitas vezes posicionados em locais estratégicos que obrigam a que a pessoa tenha de passar por eles. Perguntam se achamos que o sofrimento vai acabar, se os nossos entes queridos irão voltar um dia, acenam-nos com uma mão cheia de folhetos ao mesmo tempo que assumem que gostamos de ler, afinal quem é que não gosta de ler?

 

No trabalho já fui convidado por clientes a ir a convívios, partilhar experiências, descobrir a palavra, ao mesmo tempo que me perguntam se posso trocar por notas sacos cheios de moedas resultantes dos donativos dos membros da fé.

 

Quando vou para casa na rua principal existem pelo menos três novas igrejas não convencionais (não convencionais para mim claro) sempre com a referência a Irmãos ou a Filhos ou a Primos de qualquer coisa no nome, com montras de fazer chorar de vergonha muitas lojas de luxo, sempre com música extremamente alta a tentar atrair mais um cordeiro tresmalhado. Quase sempre com alguém muito sorridente à porta a convidar para entrar.

 

Que fique claro que para mim é indiferente a fé que cada um tem, existe liberdade religiosa e cada um deve gozar da mesma. No entanto não sei até que ponto esta cruzada de conversão religiosa dos tempos modernos não está a tomar proporções assustadoras. Sempre pensei que deveria ser a pessoa a procurar a religião e não a religião a quase a arrastar a pessoa. Além de que as notícias que relatam intolerância, segregação e ludibriação monetária dentro de certas organizações religiosas faz com que cada vez fique mais desconfiado relativamente às mesmas.

 

Apesar das minhas reservas tenho a perfeita noção que cada vez mais pessoas abraçam estas novas formas de contacto com o divino. Só me pergunto se a longo prazo os juros deste cartão de crédito religioso não vão ser impossíveis de pagar!

Princesas com bebés às costas

17.08.17, Triptofano!

Há quase oito anos atrás realizei um dos maiores sonhos da minha vida. Fazer voluntariado em África. Quando a oportunidade surgiu deixei tudo e parti. Despedi-me mas na altura o mercado de trabalho ainda não estava saturado, vivia com os meus pais e não tinha nenhuma obrigação financeira. Não havia o medo do amanhã que hoje está mais presente.

 

Parti para o Uganda, país que antes nunca tinha sequer ouvido falar, mas que rapidamente descobri estar ainda a viver os pesadelos de um conflito armado que tinha como principal sadismo usar crianças soldado raptadas das suas casas a meio da noite. O governo incapaz de proteger todas os povoados da crueldade do ser humano criou campos de deslocados, mas infelizmente com condições sanitárias mínimas, o que levou a que muitos padecessem de doenças que podiam ser evitadas com uma barra de sabão, umas pastilhas para purificar água ou uma rede mosquiteira.

 

Lembro-me de que quando cheguei ao país era suposto estar alguém à minha espera. Mas naquele noite mais escura que a pele das pessoas não havia ninguém com um cartaz com o meu nome. Confuso no meio de tantos braços que me tentavam puxar para o pé de si duvidei se tinha tomado a decisão mais correcta ao ter vindo. Foi a única vez que me questionei sobre tal, porque a partir do momento em que a minha boleia chegou esbaforida dez minutos depois percebi que fazia todo o sentir estar ali.

 

Levaram-me a mim e a mais três voluntários para uma povoação no norte do país, perto da fronteira com o Sudão, onde as únicas pessoas brancas éramos nós e as figuras religiosas pintadas na parede da igreja local. Pelo ar surpreendidos das crianças ao nos verem tive quase a certeza que elas se questionavam se éramos anjos vindos do céu! 

 

A adaptação não foi fácil no início mas percebi que o ser humano consegue ajustar-se a qualquer situação. Passei dois meses a fazer as minhas necessidades agachado numa latrina, a ir buscar água a um poço para poder tomar banho às cinco da manhã porque se fosse mais tarde era comido pelas moscas da latrina adjacente, a viver sem a presença diária da televisão, da internet ou do telemóvel. A comer areia devido ao facto de a usarem aquando a moagem dos grãos de milho cuja farinha era a base da alimentação que tínhamos.

 

Mas percebi porque é que as pessoas falam com tantas saudades de África. Porque também eu fiquei com saudades do cheiro da terra molhada, dos risos abertos das pessoas, da vida simples e sem futilidades que levam. Percebi que para ser feliz preciso apenas de ser eu próprio, não de ter milhares de coisas que só me dão um conforto temporário. Vivi com muito pouco e esse muito pouco ainda me pareceu demasiado.

 

Fui para ajudar no que podia. Ensinaram-me a limpar feridas, aprendi um pouco da linguagem local para poder dar algumas informações sobre medicamentos, fiz trabalho de secretariado. Podia não saber fazer muito mas senti-me útil e as pessoas a quem espero ter conseguido ajudar olhavam-me com gratidão.

 

Mas o que me tocou mais foram as crianças. Pequenas guerreiras com um sorriso sempre presente. Mesmo quando vinham com queimaduras gigantes resultantes duma queda no fogo aguentavam estoicamente os tratamentos. Tive a certeza que se fosse comigo teria que gritar, chorar, mas elas com toda a força do seu ser mantinham-se serenas. 

 

Foi no Uganda que vi pela primeira vez princesas com bebés às costas. Aparentemente é costume países como o Canadá mandarem todos os anos quantidades enormes de roupas doadas para as populações de alguns países africanos. E muitas das crianças daquela região tinham recebido vestidos de princesas que envergavam com graciosidade ao mesmo tempo que encaixavam nas suas costas os irmãos mais novos! No primeiro dia que vi aquelas princesas de palmo e meio não consegui conter uma lágrima porque a graciosidade das vestes contrastava com a vida dura que aquelas crianças tinham, mas sempre com um sorriso no rosto.

 

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Ainda hoje me lembro com saudades do tempo que o Uganda carimbou em mim e ainda hoje as pessoas dizem que eu fui algo irresponsável. Na altura a homossexualidade era punida com a pena de morte e muitos achavam que não era másculo o suficiente para passar despercebido. Mas eu nunca deixei que os outros pudessem condicionar a vida que eu sempre quis ter!

Porque é que eu não nasci rico?

16.08.17, Triptofano!

Mas quando digo rico refiro-me a obscenamente rico. Aquele tipo de rico que tem um cinema privativo em casa, com um senhor pronto a fazer pipocas quentinhas a escorrer de manteiga, que convida os amigos civilizados para ver um filme de terror e apanhar uns valentes sustos. É que assim evitava ter de ir ao cinema do Colombo.

 

A Tatiana Manuela desafiou-me para ir ver ao cinema o Annabelle 2: A criação do mal. Como vivemos em Benfica resolvemos ir ao cinema mais perto de nós que é o Colombo, só nos os dois visto que o cara metade se vê filmes de terror fica sem conseguir dormir durante dois dias. Tenho a dizer que o Annabelle 2 é melhor que o primeiro, tem mais sustos, mais momentos em que enfiamos o guardanapo que usámos para limpar as mãos das pipocas todo na boca tal é a ansiedade e explica a origem da Annabelle, aquela boneca do demónio que não consigo perceber porque é que toda a gente fica aos saltinhos quando a descobre numa loja de antiguidades. Pessoal a boneca tem um ar assustador, em vez de a levarem para casa queimem-na no primeiro crematório que encontrarem se faz favor!

 

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Mas mais terrorífico que o filme foi a experiência que se passou no cinema. Cada vez mais acredito que as pessoas caminham para a anarquia comportamental e passo a explicar porquê:

  • Chegam atrasados. Mas extremamente atrasados. Eu sei que as filas são longas, que uma pessoa depois ainda quer pedir pipocas e fica naquela indecisão entre comprar o Menu Maxi ou o Jumbo mas por favor há limites. Existe uma hora anunciada de início de sessão e entra essa hora e o começo do filme propriamente dito vão pelo menos uns quinze minutos! É normal então que já quando o filme começou ande gente dum lado para o outro com os telemóveis a tentar descobrir onde se sentar? E como não descobrem à primeira lá andam com a cabeça a tapar o ecrã e uma pessoa perde o início da história.
  • Sentam-se em lugares que não são deles. A sessão das 21:40 a que fomos estava completamente cheia. Ao barrote mesmo. Felizmente tínhamos comprados os bilhetes online no dia anterior e tínhamos lugares espectaculares. À nossa frente estavam quatro bancos desocupados, pessoas que provavelmente não puderam vir. Claro que cada grupo que chegava atrasado sentava-se naqueles lugares. E lá vinha o gerente de sala ver os bilhetes e recambiar as pessoas para os seus lugares. Vi quatro grupos a sentarem-se e a levantarem-se, todos eles atrasados, todos eles a taparem-me a visão!
  • Falam como se estivessem em casa. Sim senhor eu aguento o mastigar das pipocas (afinal também gosto), percebo que de vez em quando se faça um comentário (eu também faço) mas o que não compreendo é as pessoas que estão constantemente a falar e com um tom de voz normal. Será que não percebem o conceito de sussurrar? E que no cinema a falar-se fala-se com o vizinho do lado e não se grita para a pessoa que está a quatro cadeiras de distância? Chegou ao cúmulo de haver pessoas a repetir as falas da personagem em voz alta! Ninguém avisou estas pessoas que não estão sozinhas no mundo?
  • Não percebem que tipo de filme estão a ver. Um filme de terror é para ser sentido, se a pessoa não entra no espírito não tem piada nenhuma. Eu entendo que haja risos nervosos depois de um susto, serve para descomprimir. Mas haver ataques de riso histérico em cada cena quando não há sequer razão para tal? Honestamente houve alturas que eu pensei que estava a ver uma comédia mas na realidade a minha experiência é que estava mais perto de uma drama com um final de tragédia.
  • São porcas! Peço desculpa mas sem usar eufemismos as pessoas são umas grandes porcas. O rapaz que estava ao meu lado comia as pipocas e mandava para o chão os grãos de milho por rebentar. Tirava-os da boca e mandava-os praticamente para cima dos meus pés! Foi preciso muito auto-controle para não lhe enfiar o meu pacote de pipocas pela boca dentro.

 

Agora percebem porque é que eu preciso tão desesperadamente de ganhar o Euromilhões para poder ter um cinema privado!

Um pouco mais sobre mim #1

15.08.17, Triptofano!

Finalmente aconteceu o que eu tanto esperava desde que comecei esta aventura pela blogesfera, fui convidado para um desafio!    A Cátia Madeira além de me desafiar com 10 questões ainda revelou que gostava de me conhecer. Por isso inadaptados desse mundo fora, há esperança, mesmo que tenham peluches como melhores amigos e o vosso post com mais comentários seja aquele em que falam do vosso cocó, há pessoas que ainda querem privar convosco.Talvez essas pessas tenham snifado um tubo de cola mas o que é que isso interessa para a questão? 

 

Assim sendo vou revelar um bocadinho mais acerca do Triptofano para todos aqueles que tiverem interesse! 

 

1 - Oferecem-te uma viagem no tempo que não podes recusar. Que época escolhias?

 

Primeiro que tudo o que é que tinha de fazer em troca da viagem no tempo? Não me parece que andem por ai a dar viagens sem mais nem menos. Mas pronto, se não envolvesse nenhum favor sexual num instante ia visitar o Antigo Egipto. Obviamente que iria na condição de pessoa da nobreza, porque para escravo já me basta a minha presente situação laboral. Ia passar o tempo da minha vida colando perucas com bosta de dromedário, tomando banhos de leite de burra, tirando fotos que comprovavam que foram os extraterrestres que construíram as pirâmides e no fim ia ser embalsamado. Ai o que eu gostava de ter um gancho a retirar-me o cérebro pelo nariz.

 

2 - Um filme que te arrependes de ter visto?

 

Sexta-feira 13! Nem sei dizer quais vi mas arrependo-me deles todos. Não devido à qualidade dos filmes em si mas porque quando os vi foi às escondidas acompanhado pelo meu irmão mais velho. Escusado será dizer que fiquei meses sem conseguir dormir sempre a pensar que ia ser atacado pelo Jason (o assassino dos filmes). Uma coisa boa ficou para a posteridade, dediquei-me a aprender a correr o mais rápido possível porque algo que me marcou foi o facto do assassino ser mais rápido a andar do que as pobres vítimas a correr.

 

3 - Fotografar ou ser fotografado?

 

Ser fotografado obviamente. Depois de ver todas as seasons do America's Next Top Model com a Tyra Banks domino a arte de esticar o pescoço como uma girafa, de sorrir com os olhos e de fazer um biquinho de pato de meter inveja a muito boa gente. O problema é que o cara metade não tem paciência para tanta preparação. Tira-me uma foto ainda estou eu a pensar em que pose escolher e ala que se faz tarde.

 

4 - Se tivesses obrigatoriamente de apagar o blog amanhã, qual era o título do último post que irias escrever no blog?

 

História real da minha vida. Como eu me borrei em público.

 

Aposto que seria destaque do Sapo durante todo o dia e bateria records de visualizações. No entanto como não vou apagar o blog amanhã não vou-me pronunciar mais sobre este vergonhoso capítulo da minha vida.

 

5 - Tens [ou já tiveste] alguma celebridade que consideres como o teu ídolo?

 

Vá lá. Qualquer pessoa que me conheça minimamente bem sabe que eu AMO A ANA MALHOA.

 

"TENHO UM FLOW QUE CATIVA 
OS FÃS CHAMAM-ME DIVA
Nº1 NÃO TENHO RÉPLICA
SOU A TUA FAVORITA
DANÇA DE SERPENTE
CINTURA BIEN CALIENTE
OLHAR INOCENTE, ARDENTE E INDECENTE
SE NÃO SAIO DA TUA MENTE
ENTÃO VAI BOY! 
SOU A TUA PRESIDENTE!"

 

Ela de certeza que estava a pensar em mim quando escreveu isto. Amo-te Anocas 

 

6 - Uma saída com amigos: discoteca até de madrugada ou jantar e ficam todos em casa a conversar?

 

Sejamos sinceros, agora que cheguei aos trinta as saídas para as discotecas onde se fazia o jogo do gelo e se apanhava herpes labial já não parecem tão divertidas! Jantarzinho em casa, uma bela garrafa de vinho e conversar até às duas da manhã no máximo é o meu programa de eleição.

 

7 - Qual foi a frase que alguém alguma vez te disse e que nunca esqueceste [não precisa de ser profunda, há frases que simplesmente nos ficam na cabeça]?

 

Uma vez um rapaz com o qual eu tive um curto romance escreu-me um e-mail que dizia

 

"Um beijo meu boca de charroco"

 

Eu na altura nem sabia o que era um charroco e para os que também não sabem vou-vos elucidar.

 

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Agora expliquem-me porque raio é que o moço me comparou com um animal tão "bonito"? Obviamente que o romance não vingou!

 

8 - Quando estás no carro ouves rádio ou escolhes a música que queres ouvir?

 

No carro costumo monopolizar a música que se ouve. Como o cara metade sabe do meu amor pela Ana Malhoa fez-me prometer que só podia colocar as músicas dela duas vezes por mês. Não é algo que me incomode muito porque tenho sempre como plano B a Valesca Popozuda! Se ouvirem um carro com o Mama aos altos berros cumprimentem-me, de certeza que sou eu.

 

9 - Se pudesses voltar atrás no tempo e dizer alguma coisa que ficou por dizer [porque só te lembraste depois, é o que acontece sempre], o que dirias?

 

Honestamente não voltava atrás. Mesmo que gostasse de dizer coisas que ficaram por dizer tento todos os dias focar-me no futuro e deixar o passado no passado. É-me mais importante nunca mais deixar de dizer o que realmente importa, como o quanto eu amo as pessoas que amo, do que me lamentar que podia ter feito coisa A ou B de forma diferente.

 

10 - Se pudesses conhecer mais alguém dos blogs, quem seria? 

 

Opá, apesar de estar neste mundo há muito pouco tempo já existe tanta gente que gostaria de conhecer que a melhor forma seria fazer uma festa. Gostava de conhecer a Cátia Madeira e o filhote, o P.P. e o seu carro novo, A Hispter Chique para lhe poder pagar um café no Starbucks, A Desarrumada para ela me contar tudo sobre a sua vida amorosa, A Desconhecida para ela me alegrar com as histórias dos seus miúdos, a The Cherry para nos rirmos com as peripécias das clientes loucas, a Andreia Moreira porque me delicia ler os posts dela, a Sofia para irmos juntos a uma aula de zumba e tantos outros.

E a Fátima Bento, adorava conhecer a Fátima para ela me explicar como consegue ter uma energia inesgotável. E porque tenho a certeza que é uma pessoa maravilhosa com o maior coração do mundo.

E porque acho que toda a gente precisa de saber quem tu és, Fátima passo o desafio para ti! 

Um beijo com sabor a chocolate

14.08.17, Triptofano!

Lembrei-me que acabei por não contar que prenda incrível tinha comprado ao cara metade naquele dia em que a Worten me quis comer como parvo. Pois bem, a minha escolha recaiu sobre algo que eu sabia que ele ia adorar, e essa coisa foi uma fonte de chocolate igualzinha à da imagem.

 

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Quando lha entreguei ele olhou para mim de uma forma que me fez sentir borboletas no estômago e tive a certeza que as coisas iam ficar muito mal-comportadas. Ligámos a máquina, derretemos um delicioso chocolate negro, preparámos uns morangos e decidimos abrir uma garrafa de Moët & Chandon que estava guardada para a passagem de ano. Os morangos foram receptáculos apenas nos primeiros instantes, porque rapidamente eram os nossos dedos que estavam cobertos de chocolate e eram sugados avidamente  um pelo outro. No momento seguinte já estávamos de tronco nu, as nossas bocas unidas num beijo com sabor a 90% de cacau enquanto que as nossas mãos acariciavam descontroladamente cada centímetro de pele. Desapertámos as calças e....

 

 

 

...e nada disto aconteceu porque o raio da Worten não me entregou a máquina!!!!

 

Acreditam na minha sorte? Fui no domingo fazer o pedido da máquina (e como vocês já sabem tive que reclamar por causa do preço) ao que me informam que no prazo máximo de três dias me será enviada uma mensagem para levantar a mesma. Como o aniversário era na quinta, no máximo dos máximos quarta-feira já tinha a prenda para dar ao cara metade. Burro como eu sou em vez de estar calado passei três dias a espicaçar-lhe a curiosidade, que lhe tinha comprado algo que ele ia adorar, que eu era um óptimo namorado porque sabia comprar prendas fenomenais, que ele nunca ia adivinhar o que era e por aí adiante.

 

Ora chegou quinta-feira e nada de mensagem da Worten. Nem um pio. E o cara metade cobrou-me a tão fantástica prenda. Não tive outra alternativa senão fazer um sorriso amarelo e entregar-lhe a nota de encomenda e dizer um Surpresa extremamente inseguro enquanto ele olhava para mim de uma forma que me fez ter a certeza que não iria ter sexo nas próximas duas semanas.

 

Apressei-me a ligar para a Worten para saber o que se passava ao que me respondem que a minha encomenda tinha sido cancelada. Não atrasada, não perdida, mas sim cancelada! Já a deitar fumo pelas orelhas fui presencialmente à loja para perceber o que tinha acontecido. Ora parece que a encomenda tinha sido cancelada porque no fim de contas não havia produto! Perguntei porque é que não me avisaram do sucedido ao que me responderam que tencionavam enviar-me uma mensagem. Talvez no próximo ano e meio, já que como eles tinham o meu dinheiro do lado deles não havia pressa alguma para me contactarem. O senhor questionou-me se queria voltar a fazer a encomenda mas sem confirmação nem previsão de quando me iam contactar. Mandei-o mentalmente às urtigas e disse que não, que queria era o meu dinheiro de volta.

 

Hoje ao ir visitar a minha mãe (para ir jantar de borla que a vida está difícil) passámos na Conforama. Lembrei-me que tinha visto que eles também tinham a fonte de chocolate e eu ainda estava em dívida para com o cara metade. Parámos e fomos à procura. Lá estava ela, ainda mais barata que o preço que a Worten me fez. Senti novamente arrepios a percorrer-me a espinha a antecipar o momento. Olhei para ele e ele entendeu-me instantaneamente. Corremos para casa (a minha mãe podia esperar mais um bocado) e sofregamente montámos a máquina. Com a respiração ofegante voltámos a cruzar olhares só para percebermos uma coisa

 

 

Tínhamos-nos esquecido de comprar chocolate!

Let's Talk About Cocó

13.08.17, Triptofano!

Caros leitores deste blog se são pessoas sensíveis ou se ainda não completaram a vossa digestão por favor não continuem a leitura porque vamos falar de Cocó!

 

O cocó não é um tema luxuoso que se possa expor no Instagram de forma a ganhar seguidores mas é algo que necessito de partilhar com a blogesfera.

Eu era uma pessoa feliz com a relação que tinha com a minha sanita. Uma vez por dia, mais ou menos à mesma hora, cumprimentava a sanita, ela dava-me os bons dias e fazíamos o que tínhamos a fazer. Eu dava, ela recebia e o cocó era algo que se movimentava de forma natural, como quando fazemos um pagamento Cardless no Pingo Doce. Não precisava de iogurtes especiais, nem de massagens na barriga, vivia uma vida santa e despreocupada, longe de farelos de trigo ou de pós de linhaça!

 

Ora nos últimos tempos as coisas mudaram. O meu relógio intestinal ficou completamente desregulado. A minha hora de encontro com a sanita mudou completamente, agora pode ser de manhã, pode ser à noite, pode ser mais que uma vez por dia. Pior é quando tenho que estabelecer relações com outras sanitas, especialmente se for a do trabalho, situação que me deixa especialmente ansioso. Tanto pelo cheiro que vou deixar (não tenho uma dieta à base de flores infelizmente) como pelo que posso encontrar, e garanto-vos que há certas pessoas no meu local de trabalho que estão mortas por dentro e ainda não receberam um cartão de condolências a informá-las que devem comparecer no funeral do seu intestino.

 

O meu cocó também mudou. Passou de ser um cocó simpático, jeitosinho e sem grandes dramas a uma coisa mais molenga, sem grande forma e infelizmente bastante rebelde. Imaginem o que é uma pessoa estar atrasada para o trabalho e já ter descarregado o autoclismo cinco vezes e mesmo assim ele não se ir embora? Ou serem enganados pela espuma que os ambientadores de sanita provocam a cada descarga e quando voltam a casa do trabalho descobrem que o raio do cocó (ou parte dele) nunca se foi embora e a visão que obtêm quando chegam ao pé da sanita é tão má que vos provoca cataratas instantâneas?

 

Não sei se será do stress, da alimentação ou se haverá algum outro problema mais grave mas estou seriamente preocupado com o meu cocó. Éramos tão felizes...

 

Andei a ler e uma das causas pode ser o facto da flora do meu intestino ter ido de férias para um resort all included, deixando o meu intestino despovoado. Ora sem bactérias benéficas é normal que todo o meu tracto intestinal comece a ressentir-se e haja o desenvolvimento de um processo inflamatório. Esta inflamação se se tornar crónica pode conduzir a doenças intestinais mas também a problemas tão diversos como a depressão e mesmo o aumento de peso! Não é por nada que dizem que o nosso intestino é o nosso segundo cérebro, apesar de algumas pessoas terem no cérebro o primeiro intestino.

Não encontrei uma imagem com o rótulo em português desculpem

 

Comecei então hoje a tomar um suplemento da Be-Life de Probióticos para ver se reponho a flora benéfica do meu intestino. O Bifibiol é um suplemento isento de glúten, sal, lactose, sacarose, levedura e amido e contêm seis estirpes de fermentos lácticos (os tais probióticos) sendo o Lactobacillus rhamnosus o predominante (o que é bom porque segundo a minha pesquisa era um dos mais importantes no tratamento dos meus sintomas). A toma é uma cápsula por dia por isso é facil de me lembrar!

 

Espero que haja melhoras rapidamente e que a relação com o meu cocó volta a ser como era!